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| O thriller O OLHO DO TOURO é a história de um assassinato político |
RAY CUNHA
BRASÍLIA,
8 DE JANEIRO DE 2026 – A partir de uma manifestação contra o
presidente Lula da Silva – aliado do ditador venezuelano Nicolás Maduro,
enjaulado recentemente pelos Estados Unidos –, na Praça dos Três Poderes, em 8
de janeiro de 2023, o ministro Alexandre de Moraes, do supremo Tribunal Federal
(STF), acusa o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, líder da Direita no país,
de golpe de Estado, embora Bolsonaro estivesse, na ocasião, nos Estados Unidos.
Em 8 de janeiro de 2023, manifestantes esquerdistas infiltrados invadiram as sedes dos três poderes e promoveram um quebra-quebra. Moraes mandou prender mais de mil pessoas, incluindo donas de casa, velhinhas e crianças, que passaram pela Praça dos Três Poderes para apoiar pacificamente o protesto contra a posse de Lula. Moraes vem condenando essas pessoas a 17 anos da cadeia, donas de casa octogenárias. Bolsonaro pegou 27 anos.
Em entrevista ao jornal O Globo, de 4 de janeiro de 2024, Alexandre de Moraes afirmou que a Polícia Federal desvendou três planos contra ele. Segundo o ministro, participantes da manifestação de 8 de janeiro planejavam prendê-lo e matá-lo.
– O primeiro plano previa que as Forças Especiais (do Exército) me prenderiam em um domingo e me levariam para Goiânia. No segundo, se livrariam do corpo no meio do caminho para Goiânia. Aí, não seria propriamente uma prisão, mas um homicídio. E o terceiro, de uns mais exaltados, defendia que, após o golpe, eu deveria ser preso e enforcado na Praça dos Três Poderes. Para sentir o nível de agressividade e ódio dessas pessoas, que não sabem diferenciar a pessoa física da instituição – declarou, candidamente, Alexandre de Moraes, a O Globo. – Houve uma tentativa de planejamento. Inclusive, e há outro inquérito que investiga isso, com participação da Abin (Agência Brasileira de Informação), que monitorava os meus passos para quando houvesse necessidade de realizar essa prisão. Tirando um exagero ou outro, era algo que eu já esperava. Não poderia esperar de golpistas criminosos que não tivessem pretendendo algo nesse sentido. Mantive a tranquilidade. Tenho muito processo para perder tempo com isso. E nada disso ocorreu, então está tudo bem – declarou. – Se tivéssemos deixado mais pessoas em frente a quartéis poderia gerar mais violência, com mortes e distúrbios civis no país todo. Se não houvesse a demonstração clara e inequívoca de que o Supremo Tribunal Federal não iria admitir nenhum tipo de golpe, afastaria qualquer governador que aderisse e prenderia os comandantes de eventuais forças públicas que aderissem, poderíamos ter um efeito dominó que geraria caos no país.
– Quem planejou matar Moraes e quais são as provas desse plano? – questionou o ex-procurador da República (2003-2021), Deltan Martinazzo Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato.
A Lava Jato foi uma operação do Ministério Público e Polícia Federal que esviscerou o establishment, mostrando que estava podre, mas o Supremo repôs as vísceras no lugar e costurou.
– Se o ministro era a vítima desses crimes, ele não deveria se declarar suspeito de julgar quem queria matá-lo? – questionou Dallagnol. – Essas novas informações não colocam o ministro sob suspeição para julgar todos os réus do 8 de janeiro, já que, segundo entendimento do próprio STF, todos estavam ali em turba com um único objetivo de dar um golpe? Como o ministro responde às críticas de que os réus do 8 de Janeiro estão sofrendo abusos judiciais, como violação do juiz natural, ausência de conexão com pessoas com foro privilegiado, prisões preventivas alongadas, ausência de provas e de individualização de condutas e penas exageradas? Aliás, até hoje o STF não apresentou uma única pessoa com foro privilegiado que tenha participado dos atos do 8 de Janeiro, a fim de justificar a conexão com os demais réus sem foro privilegiado. O ministro saberia dizer quem são as pessoas com foro privilegiado que atraem a competência da corte para julgar os demais réus do 8 de Janeiro? Por que o ministro não apreciou em tempo o pedido de soltura de Clezão, que tinha parecer favorável da PGR? Como responde às críticas de que a demora para decidir acarretou na morte de Clezão? Por que, logo após a morte de Clezão, o ministro soltou vários réus presos do 8 de Janeiro que também tinham parecer favorável de soltura da PGR? Isso não é uma prova de que essas pessoas ficaram presas de forma excessiva e ilegal? Quando serão encerrados os inquéritos ilegais que tramitam no Supremo há mais de 5 anos? Como o ministro justifica a existência dos inquéritos após o fim dos prazos legais? E, por fim, dar entrevistas sobre casos em julgamento não gera a suspeição do juiz? Como o ministro responde a essa questão?
“Por que você está determinando tanta censura no Brasil?” – publicou, em 6 de abril de 2024, Elon Musk, dono do X (ex-Twitter), dirigindo-se ao ministro Alexandre de Moraes, que vem determinando, desde 2021, o bloqueio de jornalistas e políticos nas redes sociais, como os jornalistas Allan dos Santos, Paulo Figueiredo Filho, Rodrigo Constantino, Guilherme Fiuza, Oswaldo Eustáquio e Monark; os deputados federais Daniel Silveira (PL/RJ), Carla Zambelli (PL/SP) e Marcel Van Hattem (Novo/RS), e o vereador Carlos Bolsonaro (PL/RJ); e o pastor evangélico André Valadão.
Musk restabeleceu no X todas as contas suspensas por Alexandre de Moraes. No dia seguinte, um domingo, Moraes o incluiu no inquérito das milícias digitais, com multa diária de 100 mil reais para cada reativação de perfil bloqueado por decisão judicial, e procurou a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para eventual bloqueio do X no Brasil, mesmo sabendo que isso acarretaria prejuízo bilionário às empresas, jornalistas e usuários em geral.
Resposta de Musk: sugeriu a Alexandre de Moraes “renunciar ou sofrer impeachment” e ameaçou, ele mesmo, a tirar o X do Brasil.
– Este juiz aplicou multas pesadas, ameaçou prender nossos funcionários e cortar o acesso ao X no Brasil; como resultado, provavelmente, perderemos todas as receitas no Brasil e teremos que fechar nosso escritório de lá, mas os princípios são mais importantes do que o lucro – declarou Musk.
Para Musk, Alexandre de Moraes é um “ditador que tem Lula na coleira”.
– Precisamos levar nossos funcionários no Brasil para um local seguro ou que não estejam em posição de responsabilidade, então faremos um dump completo de dados – ameaçou. – A lei se aplica a todos, incluindo Alexandre de Moraes. Ele deveria ser julgado por seus crimes.
– A regulamentação das redes sociais e da Inteligência Artificial é inevitável – intrometeu-se o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD/MG), na sua indefectível fala mansa e perigosa.
Terça-feira 13 de agosto de 2024. O jornalista norte-americano Glenn Greenwald começa a publicar no jornal Folha de S. Paulo 6 gigabytes de mensagens e arquivos trocados por meio do WhatsApp, entre agosto de 2022 e maio de 2023, durante e depois da campanha eleitoral que levou à vitória de Lula da Silva, entre o ministro Alexandre de Moraes e seus assessores Airton Vieira, juiz instrutor no Superior Tribunal Federal (STF), e Eduardo Tagliaferro, então chefe de uma tal de Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Tagliaferro foi exonerado em maio de 2023, após ser preso, acusado de violência doméstica contra a esposa.
As mensagens mostram que Alexandre de Moraes usou o TSE de forma criminosa para investigar bolsonaristas no Supremo, inventando relatórios que incriminassem investigados nos inquéritos das fake news e das milícias digitais, para ferrar com simpatizantes de Bolsonaro.
– As mensagens vazadas de Alexandre de Moraes comprovam as suspeitas, que existiam desde 2019, de que o ministro Alexandre de Moraes atua como investigador, procurador e juiz, usando a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE como laranja para encomendar relatórios sobre o que gostaria de decidir, em que a iniciativa do ministro era ocultada ou disfarçada, o que pode caracterizar falsidade ideológica – disse Deltan Dallagnol.
Moraes tentou de tudo para justificar a prisão de Bolsonaro, inclusive de importunar baleia. Segundo o deputado Eduardo Bolsonaro (PL/SP), Moraes quer prender o ex-presidente para o assassinarem mais facilmente na prisão.
Não houve golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. Ou melhor, houve, mas foi da Esquerda. O próprio ministro da Defesa de Lula, José Mucio Monteiro Filho; o jurista Ives Gandra Martins; um dos mais respeitados jornalistas brasileiros, Augusto Nunes, são algumas das pessoas com legitimidade que afirmaram que não houve golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. Para a Direita, houve, sim, um complô para tirar o agora presidente Lula da Silva da cadeia, condenado por 10 juízes e três desembargadores, colocá-lo de volta no Palácio do Planalto e tentar prender e assassinar na cadeia o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, líder da Direita. O senador Marcos do Val (Podemos/ES) tem provas robustas de que o então ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Gonçalves Dias, abriu a porta do Palácio do Planalto para baderneiros no 8 de Janeiro. O general sumiu.
18 de fevereiro de 2025. O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro é denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), sob a acusação de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, e deterioração de patrimônio tombado. O processo corre na Primeira Turma do Superior Tribunal Federal (STF), formada pelos ministros Alexandre de Moraes (relator do caso), Cármen Lúcia, Luiz Fux, Cristiano Zanin e Flávio Dino.
Outras 33 pessoas foram denunciadas juntamente com Bolsonaro, incluindo o general de quatro estrelas Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e vice na chapa de Bolsonaro, em 2022.
A PGR sustenta que Bolsonaro liderou um plano de golpe de Estado após ter perdido a eleição de 2022 para o atual presidente Lula da Silva. O plano teria desaguado no ataque à Praça dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023.
A peça acusatória é baseada na delação premiada do coronel Mauro Cid, que foi ajudante de ordens de Bolsonaro e preso desde maio de 2022, torturado psicologicamente durante meses. Porém, segundo Mauro Cid declarou publicamente, não houve golpe algum. Até porque não há a mais remota prova disso. Para juristas, jornalistas e câmeras instaladas nas sedes dos três poderes, o golpe de Estado foi apenas uma baderna, e ainda assim infiltrada por esquerdistas.
Vários condenados pelo 8 de Janeiro já morreram à míngua na prisão; a bola da vez é Bolsonaro. A primeira tentativa de o assassinarem foi em 6 de setembro de 2018, quando o militante do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Adélio Bispo de Oliveira, enfiou um facão no baixo ventre do Mito que quase o transfixa. De lá para cá, Bolsonaro já se submeteu a 14 cirurgias e está morre não morre na prisão, na Polícia Federal. Bolsonaro e família sabem, e já colocaram a boca no trombone, que Alexandre de Moraes só deixará retornar para casa o corpo de Bolsonaro.
A máfia comunista agoniza, mas não
abandona a carcaça do Brasil, pois é câncer metastático. Só que o Brasil
resiste, como Bolsonaro. A diferença é que o assassinato de Bolsonaro é como os
vídeos exibidos online na internet com alguém sendo torturado até a morte. A plateia
logo alcança centenas de milhões de telespectadores e alguns vão à loucura, masturbam-se.

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