segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Redenção do Rio de Janeiro, a vitrine do Brasil, passa por JB, Mourão e a legalização do jogo

Os cariocas querem Mourão governador do Rio de Janeiro
(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasília)

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 13 DE SETEMBRO DE 2021 – Em política tudo pode mudar de uma hora para outra, e tudo é possível, mas, atualmente, o cenário parece estável. Desde a Constituição de 1988, os fabianos, comunistas camuflados, começaram a assediar novamente o poder. Em 1990, Fidel Castro, Fernando Henrique Cardoso (FHC) e Luiz Inácio Lula da Silva criaram o Foro de São Paulo, reunindo esquerdistas de toda a Ibero-América, com a missão de transformarem o Brasil em uma União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) tropical. 

Em 2003, FHC elege Lula presidente da República, e o Partido dos Trabalhadores (PT), de Lula, permanece no poder até 2016, aparelhando tudo. Em 2018, surge um candidato conservador, o capitão do Exército e deputado federal Jair Messias Bolsonaro, ficha limpa e que promete estancar a roubalheira no país, já então histórica em todo o planeta. Nunca se roubou tanto. 

Bolsonaro caiu nas graças do eleitor. Ainda candidato, aonde ia formava-se logo uma multidão para ouvi-lo e aplaudi-lo. A esquerda ficou apavorada. Não se sabe quem, mandaram matá-lo a facada. O ex-Psol Adélio Bispo de Oliveira foi o encarregado de assassinar Bolsonaro. Aplicou-lhe uma peixeirada no baixo ventre que quase o transfixa. Quando conseguiram chegar com um moribundo Bolsonaro à Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora/MG, ele já tinha perdido metade do seu sangue, mas sobreviveu, e ganhou as eleições. 

Desde que assumiu, em 1 de janeiro de 2019, a esquerda vem tentando acabar com ele. Se não conseguiram matá-lo, seja lá quem for o mandante, ele teria que ser apeado do Palácio do Planalto a qualquer custo, pois Bolsonaro não rouba e não deixa ninguém roubar. Resultado disso: com o dinheiro que não é roubado ele vem construindo uma infraestrutura básica e de transportes com velocidade e qualidade nunca vistas no país, apesar da pandemia do vírus chinês. 

Mesmo assim o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Senado se uniram para acabar politicamente com Bolsonaro. Só que dezenas de milhões de pessoas vão às ruas sempre que o golpe fica escancarado demais. E depois Bolsonaro tem um trunfo: a Constituição de 1988, que o protege. 

No último 7 de Setembro, a esquerda quebrou a cara. Dezenas de milhões de pessoas foram às ruas pedindo a Bolsonaro intervenção das Forças Armadas para frear a ditadura da toga. A esquerda aguardava ansiosa que Bolsonaro fizesse isso e caísse em desgraça no cenário internacional, abrindo as portas para uma guerra civil, que é o que os fabianos querem, pois sabem que no cenário de hoje teriam ajuda da China, o que poderia dar início até a uma terceira guerra mundial. 

Porém o Brasil está destinado a ser o coração do mundo e pátria do Evangelho, pelos seus recursos naturais e seu povo ecumênico. 

Os fabianos estão desesperados devido aos seguintes fatores: jejum de grana e impossibilidade de desviarem verbas públicas e de porem as mãos em centenas de bilhões de reais escondidos em paraísos fiscais; apoio popular a Bolsonaro; a sagacidade do presidente; a assessoria que recebe da inteligência da Agência Brasileira de Informação (Abin) e das Forças Armadas; e a Constituição. 

Como eu disse, em política tudo pode mudar de uma hora para outra, mas a leitura que se pode fazer agora é a de que Bolsonaro será reeleito presidente em 2022, conduzindo nosso país na reta final de se tornar uma potência mundial. 

Com essa configuração política, o vice-presidente, Hamilton Mourão, pode se tornar governador do Rio de Janeiro, o mais importante estado brasileiro do ponto de vista geopolítico. Mesmo afirmando que não concorrerá ao governo do Rio pesquisas apontam o vice-presidente como favorito, pois os cariocas sabem do profundo conhecimento que Mourão tem do Rio de Janeiro, sua competência administrativa e sua honestidade. E se Bolsonaro apoiar Mourão dificilmente ele não será eleito governador. 

O estado do Rio de Janeiro vem sendo governado por máfias comandadas até por ex-governadores, década após década. Em termos de corrupção e má gestão o estado é o pior do país. Se os cariocas, que estão cansados de gangsters montados na burra, elegerem um governador honesto e competente (e tem que ser muito, muito competente), capaz de organizar, e limpar, a polícia, e implementar tolerância zero com o crime, especialmente o crime organizado, o Rio de Janeiro, com os recursos que tem, do turismo ao petróleo, se transformará também em vitrine econômica para o Brasil. 

Pesquisa do Instituto Gerp para governador do Rio em 2022 aponta o general Hamilton Mourão (PRTB) liderando a corrida. Mourão disse que é “pura especulação”. Contudo, foram entrevistadas 1.200 pessoas entre 10 e 17 de agosto, dando Mourão com 18% das intenções de voto, seguido pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), com 15%; o deputado federal Marcelo Freixo (PSB), com 12%; o ex-prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), com 7%; e o atual governador, Cláudio Castro (PL), com 6%. 

No cenário sem Mourão na corrida um dos arqui-inimigos de Bolsonaro, Freixo, passa à liderança, o que pode fazer com que Bolsonaro apoie Mourão, pois sabe que não se pode dar um passo sequer em falso, pois poderá ser fatal. 

Todos os governadores eleitos do Rio de Janeiro nos últimos 20 anos foram presos. Sérgio Cabral foi o que mais mamou. Preso em novembro de 2016, sua pena já ultrapassa 170 anos de cadeia. Ele era o próprio crime organizado. A lista de políticos presos no Rio é quilométrica. Além dos governadores, todos os presidentes da Assembleia Legislativa do estado (Alerj), de 1995 a 2017, foram presos. Há até conselheiros do Tribunal de Contas do Estado enjaulados. 

Mourão nasceu em Porto Alegre/RS, em 15 de agosto de 1953, mas foi morar no Rio, no bairro da Urca, aos 9 anos. Conhece o estado e a cidade do Rio tão bem como a Amazônia, pois serviu amplamente em ambas as regiões, e é um dos oficiais mais brilhantes do Exército. 

Em entrevista na rádio carioca AM 710, ao radialista Antônio Carlos, presidente do PRTB/RJ, Mourão disse que o Rio ainda tem um grande espaço para continuar sendo uma cidade maravilhosa. 

 – O Rio de Janeiro é um retrato 3 por 4 do que ocorre no Brasil como um todo. Ele não foge daquilo que nós viemos enfrentando no País, além da crise política que vive, não é? Lamentavelmente, no nosso Estado, os últimos governos foram extremamente controvertidos por praticamente todos eles estarem envolvidos em atos de corrupção, em desvios de recursos públicos que deveriam ser utilizados para atender às necessidades da população e na realidade foram desviados para os bolsos – disse Mourão. 

– A primeira coisa que a gente precisa, vamos dizer assim, é de uma classe política realmente comprometida com a moralidade, a legalidade, a impessoalidade e com transparência, ou seja, com os bons princípios da administração pública. Nós precisamos, na questão econômica, resolver os dois problemas que são iguais aos do Brasil. Um é o equilíbrio fiscal no Rio de Janeiro. Ele tem que entrar dentro do orçamento que é capaz de arrecadar e esse orçamento ser utilizado sem desperdícios e sem corrupção – analisa. 

– E, para isso, reformas que vêm sendo feitas como a questão previdenciária, a questão administrativa, um enxugamento do estado, é necessário para que ele realmente seja mais moderno, mais ágil e tenha a capacidade de atender as necessidades da população e também a questão da produtividade e tributos, que são muito elevados – observa. 

E arremata: 

– Há cem anos o mundo estava emergindo da Segunda Guerra Mundial, enfrentando a pandemia da gripe espanhola. Matou muito mais gente do que essa pandemia da covid-19. Logo depois entrou na grande depressão, em ascensão do nazi fascismo e do comunismo, esses totalitarismos que a gente quer ver para sempre banidos da história política do mundo, e só depois o mundo passou a viver um momento de tranquilidade. Os nossos avós e bisavós enfrentaram isso aí e agora nos tocou a vez de enfrentar essa pandemia. Vamos superar. Precisamos estar unidos. 

O estado do Rio de Janeiro situa-se na Região Sudeste, limitando-se com Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo, além do Oceano Atlântico. Com mais de 17 milhões de habitantes e 43.780,172 quilômetros quadrados, seu litoral, com 635 quilômetros de extensão, é o terceiro mais extenso do país, atrás da Bahia e do Maranhão.                       

A cidade do Rio de Janeiro, ou simplesmente Rio, ou Cidade Maravilhosa, é o maior destino turístico internacional no Brasil, da Ibero-América e de todo o Hemisfério Sul, constituindo-se na cidade brasileira mais conhecida no exterior, a grande vitrine internacional do Brasil. 

Com mais de 6 milhões de habitantes, é um dos principais centros econômicos, culturais e financeiros do país, identificada por ícones como o Pão de Açúcar, a estátua do Cristo Redentor, as praias de Copacabana e Ipanema, o Estádio do Maracanã, a floresta da Tijuca, o réveillon de Copacabana; o carnaval carioca; o samba etc. etc. A cidade em si é a história viva do Brasil. 

Com a legalização do jogo de azar, o que deverá ocorrer até o próximo ano, e um governador com tolerância zero com a corrupção, o Rio de Janeiro se tornará uma das cidades com maior fluxo turístico do mundo. O jogo de azar é uma das principais indústrias na maior parte das democracias do planeta, principalmente nos países do Primeiro Mundo, e, em alguns deles, é a principal fonte de recursos. 

A clandestinidade do jogo de azar leva a potencialização do crime organizado, já que essa atividade corre à margem do Estado, sem fiscalização, sem deveres legais e sem contribuir com sequer um centavo para com o orçamento do país. 

Um dos países onde mais se joga no mundo é o Brasil, movimentando cerca de 5 bilhões de dólares por ano, sem fiscalização e sem pagar nenhum centavo de imposto, nem gerar emprego formal. Só o jogo do bicho movimenta 10 bilhões de reais por ano, segundo estudo do Instituto Brasileiro Jogo Legal (IJL)/BNLData. 

Também de acordo com o IJL/BNLData, o mercado de jogos no Brasil tem potencial de faturar 15 bilhões de dólares por ano, deixando para o erário 4,2 bilhões de dólares, além de 1,7 bilhão de dólares em outorgas, licenças e autorizações, isso, sem somar investimentos e geração de empregos na implementação das casas de apostas. E geraria mais de 658 mil empregos diretos e 619 mil empregos indiretos. 

O jogo de azar é praticado em muitos países, como, por exemplo, Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Alemanha, França, Bélgica, Espanha, Itália, Suíça, Grécia, Portugal, Áustria, Holanda, Mônaco, Uruguai etc. A Região Administrativa Especial de Macau, na China, é hoje o principal centro de jogos do mundo, desbancando Las Vegas, nos Estados Unidos, como capital mundial dos cassinos, e faturando, com apenas 35 cassinos, 38 bilhões de dólares por ano. Os mais de 100 cassinos de Las Vegas faturam 8 bilhões de dólares por ano e só uma de suas maiores redes conta com 50 mil empregados. 

Quando o jogo foi proibido no Brasil, em 1946, havia 70 cassinos espalhados pelo país empregando mais de 40 mil trabalhadores, incluindo artistas como Carmen Miranda e Orlando Silva; era, então, a indústria que mais fazia o país prosperar. 

Para o presidente do Instituto Brasileiro Jogo Legal (IJL), o jornalista especializado em loterias e apostas Magno José Santos de Sousa, professor do curso de pós-graduação em Comunicação Empresarial da Universidade Candido Mendes (Ucam/RJ) e editor do BNLData, o Brasil se submete a uma das legislações mais atrasadas do mundo para o setor, e adverte: “A clandestinidade não anula a prática”. 

Contratada pelo portal BNLData/Instituto Brasileiro Jogo Legal, a Paraná Pesquisas consultou 238 deputados federais, em maio de 2019, com a pergunta: “O Sr. (a) é a favor ou contra a legalização de todos os jogos de azar no Brasil, ou seja, a legalização de cassinos, jogo do bicho, casas de bingo, vídeo-jogo e jogo online?” Resultado: 52,1% dos deputados federais manifestaram-se favoráveis à legalização dos cassinos, jogo do bicho, bingos, vídeo-jogo e jogo online; 40,8% foram contrários; e 7,1% não responderam. 

Pesquisa realizada pela Global Views on Vices, em 2019, estima que no mundo 70% da população são favoráveis aos jogos de azar e 25% não. Aqui, 66% dos brasileiros são favoráveis ao jogo, contra 25%. 

A oposição acha que a legalização dos jogos de azar pode agravar problemas na saúde, com alto custo de tratamento dos apostadores contumazes, além de aumentar a exploração sexual e a prostituição, piorar a segurança pública e prejudicar ações de combate à corrupção, aumentando lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e evasão de receitas. Ora, tudo isso ocorre agora, precisamente por causa da clandestinidade do jogo de azar, alimentando a corrupção, propina e chantagem. 

Somente no Senado há quatro propostas de legalização do jogo, a mais adiantada delas pronta para ser votada em Plenário, o Projeto de Lei do Senado (PLS) 186/2014, do senador Ciro Nogueira (PP/PI), que autoriza a exploração de “jogos de fortuna” on-line ou presenciais em todo o território nacional, incluindo o jogo do bicho, videobingo e videojogo, bingos, cassinos em complexos integrados de lazer, cassinos on-line e apostas esportivas e não esportivas. Os demais são o PLS 2.648/2019 do senador Roberto Rocha (PSDB/MA); PLS 4.495/2020, do senador Irajá (PSD/TO); e o PLS 595/2015, do ex-senador Donizetti Nogueira, que seguem na mesma linha do PLS do senador Ciro Nogueira.

Por todas essas razões, a clandestinidade do jogo de azar é um equívoco que já dura 79 anos, urgindo legalização inadiável e irreversível.

terça-feira, 7 de setembro de 2021

Milhões vão às ruas e exigem liberdade, Bolsonaro chama Alexandre de Moraes de canalha e garante que o voto será impresso

Bolsonaro, ladeado por Hamilton Mourão e Braga Netto
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

RAY CUNHA

BRASÍLIA, 7 DE SETEMBRO DE 2021 – O presidente Jair Bolsonaro em discurso na Avenida Paulista neste 7 de Setembro rompeu com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que rasgou a Constituição acusando, condenando e prendendo políticos e jornalistas a torto e à direita, além de intervir na administração do Poder Executivo. 

A perseguição contra Bolsonaro começou quando era ainda candidato à Presidência e tentaram assassiná-lo. Quase o conseguem; ele só se salvou por milagre, pois o ex-Psol Adélio Bispo de Oliveira enfiou um facão nas vísceras dele que quase atravessa seu corpo. Imediatamente uma banca de advogados dessas que só atendem a bilionários se apresentou para defender Adélio, que acabou tido como louco pela Justiça e encerrado em um manicômio.

Bolsonaro ganhou e foi empossado. Aí o Supremo liberou da jaula o dono do PT, Lula, condenado nas três instâncias da Justiça, e imediatamente os Data-Folha da vida começaram a dar Lula como imbatível nas eleições de 2022. Nas ruas, multidões aplaudem Bolsonaro e ameaçam dar um corretivo em Lula. 

Bolsonaro provou que as eleições vêm sendo fraudadas, mas Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um cabide de emprego que só existe no Brasil, bateu o pé dizendo que não, que as urnas são indevassáveis e que as eleições não serão auditadas. 

Desde o início da pandemia, o Supremo proibiu Bolsonaro de tomar qualquer iniciativa, exceto enviar centenas de bilhões de reais para estados e municípios. Conclusão: governadores e prefeitos desviaram a grana, matando centenas de milhares de pessoas. 

Aí, Barroso ordenou ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que está pendurado no Supremo, cheio de processos, a abrir uma CPI para pôr a culpa das mortes no governo federal. Não encontraram nada, mas também se recusam a investigar os assassinatos em massa provocados por governadores e prefeitos. 

Finalmente, Alexandre de Moraes começou a mandar prender políticos e jornalistas apoiadores de Bolsonaro, como quem manda prender cachorro na carrocinha. 

Vendo isso, o povo, que ama Bolsonaro, começou a ir para as ruas exigir uma atitude do presidente, até desembocar neste histórico 7 de Setembro, quando Bolsonaro, que tem ao seu lado a Constituição e as Forças Armadas, chutou o pau da barracada e engrossou a voz. Amanhã, vai se reunir com o Conselho da República e dar as cartas. 

Em todo o Brasil, dezenas de milhões de pessoas, a maioria com a Bandeira do Brasil, foram às ruas. Em discurso de manhã na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e à tarde na Avenida Paulista, Bolsonaro foi claro: liberdade da ditadura da toga ou morte. 

– Ele tem tempo ainda para se redimir. Tem tempo ainda de arquivar seus inquéritos. Sai, Alexandre de Moraes, deixa de ser canalha. Deixe de oprimir o povo brasileiro, deixe de censurar o seu povo – disse Bolsonaro, na Paulista.  – Ou se enquadra ou pede para sair. 

Bolsonaro também se referiu aos governadores e prefeitos que assassinaram por tabela centenas de milhares de pessoas vítimas de Covid-19. 

– Pior do que o vírus foram as ações de alguns governadores e prefeitos; ignoraram a Constituição, tolheram a liberdade de expressão, o direito de ir e vir, o direito de trabalhar – disse. 

Quem conhece Bolsonaro sabe que ele não é de bazófia. 

– Eu jurei, um dia, juntamente com Hamilton Mourão (vice-presidente), juntamente com Braga Netto (ministro da Defesa), darmos nossa vida pela pátria. Vocês, se não fizeram esse juramento, fizeram outro igualmente importante: dar a sua vida pela sua liberdade – disse Bolsonaro, no discurso em Brasília. – A partir de hoje uma nova história começa a ser escrita aqui no Brasil. Peço a Deus mais que sabedoria, força e coragem para bem presidir. 

Os Daniel da vida, que vêm trabalhando na escuridão da noite pela morte, ou prisão de Bolsonaro, e, de quebra, de alguns dos filhos dele, acham que, embora tenha rompido publicamente com o Supremo, Bolsonaro não concretizará a ruptura, pois teria medo da reação econômica dos parceiros comerciais do Brasil. Mas Bolsonaro sabe que se voltar atrás é um homem virtualmente morto.

Quando assumiu a Presidência da República, Bolsonaro prometeu limpar o Brasil da presença nefasta do comunismo. O presidente não deixa roubar e a Polícia Federal está de olho para que centenas de bilhões de reais escondidos em paraísos fiscais não sejam resgatadas pelos ladrões. Secos, desde 1 de janeiro de 2019, são capazes de qualquer coisa. Mas se não combinarem com a maioria da população e com as Forças Armadas só conseguirão mais hemorroidas.

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Povo dá ultimato a Bolsonaro pela democracia e Bolsonaro dá ultimato a Moraes e Barroso: “Até terça-feira 7 ainda há tempo de se redimirem”

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 3 DE SETEMBRO DE 2021 – Em cerimônia, hoje, em Tanhaçu, Bahia, o presidente Jair Bolsonaro declarou que ainda há tempo, até terça-feira 7, de os ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se redimirem. 

A história vem de longe, do Foro de São Paulo. Mas vamos tentar explicar o que está acontecendo com um fato recente e que deixou o país em choque. O então deputado federal Jair Bolsonaro, candidato a presidente da República, já reunia multidões aonde quer que fosse, pois o povo via nele a pessoa talhada para pôr fim à corrupção no país. Roubalheira, impunidade e desmandos eram praticados desde sempre por várias quadrilhas que se autointitulam comunistas e chegaram ao inacreditável no espaço de 2003 a 2016. 

Assim, Bolsonaro, capitão do Exército, com 28 anos como deputado federal e ficha limpa, se tornou a esperança para comandar uma limpeza que carecia de coragem, honestidade e habilidade. 

Em 6 de setembro de 2018, durante um comício em Juiz de Fora/MG, enquanto Bolsonaro era carregado pela multidão, Adélio Bispo de Oliveira, que fora filiado ao Psol, meteu um facão no ventre de Bolsonaro que quase o transfixa. Até chegar à Santa Casa de Misericórdia, Bolsonaro perdeu metade do seu sangue, mas sobreviveu, e ganhou a parada, a Presidência da República. 

Quanto à Adélio, foi montado um escudo judicial em torno dele. A Justiça o considerou louco e o encerrou em um manicômio. Evidências apontam para um suposto mandante, gente poderosíssima, que viveria nas sombras. 

Bolsonaro assumiu, compôs um ministério técnico, não rouba nem deixa roubar, e está desenvolvendo o país na velocidade de 50 anos em 5, apesar do vírus chinês. Então começou o plano B, que é o de não deixá-lo governar, livrar o condenado nas três instâncias da Justiça, Lula Rousseff e dá-lo como favorito para presidente nos Data-Folha da vida. 

E, assim, com Bolsonaro desmoralizado, seria preso, juntamente com seus filhos. Como se vê, trata-se de um golpe diabólico, utilizando a democracia para instalar uma ditadura. Só que os golpistas não combinaram com o povo, a Constituição e as Forças Armadas. 

A data-limite, ou o dia D, marcado como um divisor de águas, é 7 de Setembro, a próxima terça-feira. Nesse dia, milhões de pessoas irão às ruas pedir a Bolsonaro para se posicionar de uma vez por todas e varrer da vida pública comunistas, fabianos, traidores da pátria, a canalha que vem sangrando a teta da burra, o escambau de asa. 

Até lá, nas ruas, em qualquer lugar, a população de patriotas tem que se cuidar contra o vírus endêmico que ataca do Oiapoque ao Chuí: o da “idiotia útil”, e a segurança de Bolsonaro cuida para que nada de mal aconteça ao Mito. Mas se, nessas alturas, algo de ruim ocorrer ao presidente, seu vice, ou as Forças Armadas, já sabe o que fazer. Estamos em contagem regressiva. 

Em artigo de 30 de julho de 2020 para o Jornal da Cidade – “Foi o povo quem pagou os 10 trilhões roubados pelo PT” – o advogado e sociólogo Sérgio Alves de Oliveira afirma que as propinas e demais desvios de verbas públicas nas gestões do PT, de 2003 a 2016, foram calculados na Operação Lava Jato, instalada em 2014, pela Polícia e Ministério Público Federal, em 10 trilhões de reais, enquanto o PIB brasileiro é de 7,4 trilhões de reais. 

A coisa vem de longe e ficou preta com o Foro de São Paulo. Investigue no Google o que é o Foro de São Paulo, caro leitor. Destacam-se, nele, duas personagens que são dois dos criadores de Lula: Fernando Henrique Cardoso e Fidel Castro. É assunto para um livro, e volumoso. Comece por Marxismo: O ópio dos intelectoides latino-americanos, de Jorge Bessa, link: https://www.amazon.com.br/Marxismo-%C3%B3pio-dos-intelectoides-latino-americanos-ebook/dp/B082FN116K 

Moraes está prendendo todo mundo que o contraria. Só não teve ainda colhão para prender Bolsonaro, e Barroso não quer nem ouvir falar em urnas com voto impresso. Quanto a Bolsonaro, tornou-se o grande defensor da democracia, e o povo patriota sabe disso, de modo que foi o próprio povo que deu um ultimato a Bolsonaro: democracia ou comunismo! O prazo é 7 de setembro.

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Editora do Clube de Autores publica A GRANDE FARRA, do escritor de Macapá/AP, Ray Cunha

Capa da edição do Clube de Autores

BRASÍLIA, 2 DE SETEMBRO DE 2021 - A GRANDE FARRA deu título a uma coletânea de contos publicada em 1992, em Brasília/DF, e voltou a ser publicado em 2000, no livro TRÓPICO ÚMIDO. Agora, é lançado pela Editora Clube de Autores.

Conta a história de Reinaldo, jornalista em Manaus/AM. Reinaldo tem 21 anos, é milionário e aspira a ser escritor, mas leva uma vida de dissipações, uma bacanal sem fim, até que a bordo do seu iate no rio Negro, rumo a um ponto da selva onde pretende caçar onças, tem um encontro com o destino.

Trata-se da luta do homem contra si mesmo e que só encontra alívio quando resolve romper com tudo, ao fugir do lugar errado em busca do lugar ideal, que ele descobre, no fim das contas, que é uma ilusão.

RAY CUNHA nasceu em Macapá/AP, na Amazônia Caribenha, e trabalhou nos maiores jornais de Belém do Pará, Manaus/AM e Rio Branco/AC. Atualmente mora em Brasília/DF, onde trabalha nos ofícios de escritor e jornalista, além de terapeuta em Medicina Tradicional Chinesa, formado pela Escola Nacional de Acupuntura (ENAc).

É colaborador dos portais DIÁRIO CARIOCA, VER-O-FATO e BLOG DO CAFEZINHO.

É autor dos romances: JAMBU, FOGO NO CORAÇÃO, HIENA, A CONFRARIA CABANAGEM e A CASA AMARELA.

sábado, 28 de agosto de 2021

Líderes do 7 de Setembro querem voto impresso, afastamento de 9 ministros e que tudo se resolva em até três dias. Brasília espera 3 milhões

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 28 DE AGOSTO DE 2021 – Fonte que transita nos bastidores do movimento 7 de Setembro dá conta de que após reunião na tarde deste sábado 28, no Rio de Janeiro, um oficial de alta patente da reserva das Forças Armadas garantiu que a adoção do voto que possa ser auditado e o afastamento de nove ministros que estariam conspirando contra a Constituição serão realizados em até três dias, a contar do 7 de setembro. 

Segundo a fonte, são aguardadas dia 7 de setembro na Esplanada dos Ministérios e adjacências até 3 milhões de pessoas, número equivalente à população do Distrito Federal. Em todo o Brasil, são esperadas dezenas de milhões de pessoas, que, pacificamente, exigirão voto impresso e o afastamento imediato dos ministros que estariam sabotando a democracia. 

O Artigo 142 da Constituição pode ser exigido pelo povo, que, quando unido, está, na prática, acima de qualquer poder da nação. Essa informação vem sendo passada pelo presidente Jair Bolsonaro nos seus discursos para as multidões que o acompanham nas suas aparições públicas país afora. 

Diz o Artigo 142: “As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”. 

Limparam o traseiro com a Constituição. Diante da ditadura da rapina, já instalada no país, o povo pode exigir intervenção militar, pois as Forças Armadas são o único poder, realmente moderador, capaz de devolver a democracia ao povo. 

O governo lulo-petista desviou trilhões de reais do país. Em 2018, estava tudo preparado para que esse esquema continuasse, tanto que quando viram que Bolsonaro ameaçava os fabianos elegendo-se presidente da República mandaram meter um facão nele que não o matou por um triz, e desde que tomou posse Bolsonaro vem sendo sabotado de todas as maneiras. Um dos sabotadores é a velha imprensa, que sempre mamou à farta na teta da burra. 

Políticos com cargo eletivo, jornalistas e youtubers que botam a boca no trombone para manifestar seu pensamento em favor da democracia estão ou foram presos, enquanto bandidos da mais alta periculosidade são soltos, pondo em risco as famílias. 

Para completar a situação, o Supremo Tribunal Federal (STF) desautorizou o presidente da República a tomar qualquer medida para defender o país da pandemia do vírus chinês, exigindo que ele apenas enviasse centenas de bilhões de reais para estados e municípios.

Resultado: roubaram grande parte desse dinheiro. Aí, o Supremo ordenou ao Senado que abrissem uma CPI para investigar Bolsonaro – que não rouba nem deixa roubar e implementou um desenvolvimento do Oiapoque ao Chuí que está deixando longe até os 50 anos em 5 de Juscelino Kubitscheck – pelos desvios e livrar os ladrões. Isso parece um thriller policial de segunda categoria, de tão inacreditável, mas está acontecendo no Brasil.

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Romance ensaístico despe a Amazônia e mostra sua tragédia e beleza, inclusive o plano espiritual

Capa da edição do Clube de Autores

Por RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 23 DE AGOSTO DE 2021 Festival de Gastronomia do Pará e Amapá, no monumental Hotel Caranã, bairro do Pacoval, em Macapá/AP, a cidade mais emblemática da Amazônia. A Fortaleza de São José de Macapá, o maior forte colonial português, é também o maior ícone dos macapaenses, a tradução perfeita de Macapá. Construída por escravos, negros e índios, debaixo do látego do colonizador português, foi o cadinho no qual se forjou a etnia macapaense. 

Os portugueses cruzaram com africanos e geraram mulatos, e fornicaram com os índios, formando uma população de mamelucos; os africanos fundaram os bairros do Curiaú e do Laguinho, misturaram-se com os índios e legaram cafuzos; e mulatos, cafuzos e mamelucos misturaram-se, fechando o círculo, numa diversidade étnica viva nas ruas de Macapá, nas nuanças de peles que vão do alabastro ao ébano, passando pelo bronze e jambo maduro, unidos pelo sotaque caboco: a fusão do português falado em Lisboa, doces palavras tupis, línguas africanas, patoá das Guianas, tudo triturado em corruptela. 

Nesse cadinho étnico, o jambu é a erva que melhor sintetiza a Amazônia. Os amazônidas, sedados pelo sol equatorial, que, apesar dos 100% de umidade relativa do ar, esturrica tudo, e acossados pela grande floresta, microrganismos, insetos e animais peçonhentos, agem como as papilas gustativas entorpecidas por espilantol, presente no jambu, principalmente na sua flor: anestesiados, baixam a cabeça e se entregam aos seus carrascos, especialmente os políticos, que, independentemente de serem da própria terra, ou de fora, são inclementes como os antigos ibéricos. 

Os políticos uniram-se a um tipo de empresário escravocrata e que adora dinheiro, e passaram a gerir a senzala sem paredes, ampliando a Fortaleza de São José de Macapá a ventre da besta. A Amazônia está sempre coalhada de colonos e aventureiros: tecnocratas de Brasília; paulistanos que compram 90% das toras de árvores griladas; americanos que nunca desistiram de colonizar o subcontinente; japoneses ávidos em ampliar seu arquipélago; chineses acossados pela própria superpopulação; os europeus de sempre, além dos políticos, especialmente os comunistas, disfarçados de fabianos, sequiosos em vender – e embolsar o dinheiro – até a última árvore, a última pedra preciosa, e todas as mulheres e crianças que puderem. 

Nesse cenário, do suplício imposto pelos ibéricos, da morte decretada pelos microrganismos e o assalto e o desprezo perpetrado pelos políticos, os macapaenses se tornaram símbolo de um tempo antigo, persistente, de espanhóis e portugueses, colonos e colonizados, o drama que perpassa a Ibero-América, a tragédia da Amazônia, alicerçado pela crença de que os colonos são deuses e os colonizados, seres inferiores, que existem para servir aos sangues-azuis. 

Para os colonos, a Amazônia só serve para três fins: construção de hidrelétricas; extração de madeira e mineral; e reserva de caça, pesca e escravos, especialmente para a triste realidade de crianças e mulheres, que, diferentemente do mito das amazonas, são criaturas fracas, subjugadas, escravas compradas à base de comida, de uma boneca, de uma balinha. 

É julho, mês de férias de verão na Amazônia. Enquanto o Festival Gastronômico do Pará e Amapá revela ao mundo a cozinha mais saborosa do planeta, o oceanógrafo, arqueólogo, taxidermista e jornalista João do Bailique, editor da revista Trópico Úmido e que trabalha numa edição especial sobre a Hileia, juntamente com sua esposa, a chefe de cozinha e oceanógrafa Danielle Silvestre Castro, dona do Hotel Caranã, investiga também o tráfico de crianças e mulheres para escravidão sexual. Ambos estão à caça do traficante de crianças e de grude de gurijuba Jules Adolphe Lunier. 

Naquela já distante manhã, na Vila Progresso, Patrícia Valente Melo, 11 anos e seis meses, se levantou da rede e foi ao banheiro, olhou-se ao espelho e apreciou seu rosto, simétrico, olhos imensos, gateados, lábios de rosa vermelha, pele de jambo novo. Era extraordinariamente bonita, e sensual, embora tivesse apenas 11 anos de idade. Tudo aconteceu muito rápido. Um homem peludo entrou na casa, colocou algo no seu nariz e ela acordou em um barco, que, soube mais tarde, se chamava Virgem de Nazaré; levava crianças para a boate Senzala, especializada em servir europeus que atravessavam o rio Oiapoque, oriundos de Caiena. 

O carregamento, meninas sequestradas no Amapá e Pará, seria leiloado com lance inicial de mil euros para usufruto de uma semana, após o que seriam transportadas para Paramaribo. 

– Aquele francês louco, mas que paga muito bem, o tal de Humbert Humbert, já reservou a Patrícia. Ele vem exigindo uma menina assim igual a ela faz tempo. Ele vai pagar nada menos do que 6 mil euros para passar uma semana com ela na propriedade dele na Guiana Francesa, aí então a devolverá para o Caixinha de Pose, que é o dono da boate Senzala, em Oiapoque. Aí a pegarei de volta e a levarei para o Kunathi, por mais mil euros – contabilizou Jules Adolphe Lunier a Tota, capitão do barco. 

A manhã imobilizou-se, tensa como tumor maduro. Um raio chicoteou o céu quase noturno, seguido de trovoada. A tempestade desabou com toda a fúria. Cerca de 40 minutos depois passou completamente e o mar voltou a ficar calmo. Giselle e João do Bailique estavam pescando marlim azul na altura do Cabo Caciporé quando avistaram o ponto flutuando. Aproximaram-se e viram uma menina com salva-vidas, agarrada a um grande banco de madeira. Era Patrícia. 

Seis anos depois, Patrícia Valente Melo olhou-se ao grande espelho do seu quarto e apreciou o rosto, simétrico, olhos imensos, gateados, lábios de rosa vermelha, colombiana, pele de jambo novo. O corpo estava deformado; em vez dos 60 quilos de peso distribuídos em 1,70 metro de altura, seios e quadris enlouquecedores, pernas longas e bem torneadas, estava pesando bem mais, pois deveria parir por aqueles dias. 

Encontrava-se sozinha. O pai já havia saído para a revista Trópico Úmido e a mãe, para o Hotel Caranã. Juntou algumas mudas de roupa numa valise, apetrechos de higiene íntima, documentos, espargiu Chanel 5, chamou um Uber e se mandou para o Caranã, onde chegou poucos minutos depois. Desviou-se da Nave da Catedral, como era conhecido o amplo hall de entrada, e tomou por um caminho lateral, uma alameda de jasmineiros, rumo à marina. 

Nos salões do Hotel Caranã são servidos pratos da mais saborosa culinária do planeta: a paraense. Personagens de ficção misturam-se a personagens reais, vivas e mortas, como o pintor amapaense Olivar Cunha, que decora o cenário do Festival de Gastronomia do Pará e Amapá; o compositor paraense Waldemar Henrique; o filósofo japonês Masaharu Taniguchi; o escritor, astrofísico e médium Laércio Fonseca; o escritor, psicanalista e acupunturista Jorge Bessa; os jornalistas Walmir Botelho e Carlos Mendes; a cantora lírica Carmen Monarcha etc. etc. etc. 

Assim, a Fortaleza de São José de Macapá, maior ícone dos macapaenses, é a tradução perfeita da cidade que se debruça sobre o maior rio do mundo, o Amazonas, na confluência da Linha Imaginária do Equador. Construída por escravos, negros e índios, sob o obsessivo domínio português, para resistir à marinha inglesa, embora só tenha sido atacada por malária, a Fortaleza de São José de Macapá foi o cadinho no qual se forjou a etnia macapaense. 

Os portugueses cruzaram com os africanos e geraram mulatos, e fornicaram com os índios, formando uma população de mamelucos; os africanos misturaram-se com os índios e legaram cafuzos; e mulatos, cafuzos e mamelucos misturaram-se, fechando o círculo, numa diversidade étnica viva nas ruas de Macapá, nas nuances de peles que vão do alabastro ao ébano, passando pelo bronze e jambo maduro, unidos pelo sotaque caboco: a fusão do português falado em Lisboa, doces palavras tupis, línguas africanas, patoá das Guianas, tudo triturado em corruptela. 

Neste romance, a Bacia Amazônia se espraia em vários planos, um dos quais o espiritual. Em segundo plano, surge uma Amazônia pouco conhecida: a dos Ovnis e ETs, com o resgate da Operação Prato, a maior aparição de Ovnis e ETs já registrada no Brasil, documentada pela Aeronáutica, e que se deu na costa do Pará. O que é que os ETs queriam? De onde vieram? E o que significa a data-limite, mencionada por Chico Xavier? 

Em terceiro plano, a Amazônia fica literalmente nua. Todas as questões que vêm sendo discutidas em torno da grande floresta são dissecadas. No caso de uma terceira guerra mundial, que papel a Amazônia teria? Resistiria a uma hecatombe nuclear? Seria ocupada pelos americanos? Também João do Bailique investiga essa questão, bem como analisa a soberania do Brasil sobre a região. 

A Amazônia é mesmo do Brasil? Afinal, o que é a Amazônia? João do Bailique dá as respostas em JAMBU (Clube de Autores e amazon.com.br, Brasília/DF, 190 páginas), meu último romance.

 

RAY CUNHA nasceu em Macapá e trabalhou por mais de uma década como repórter na Amazônia, baseado em Belém, Manaus e Rio Branco. Em Brasília, onde mora atualmente, dedica-se à literatura, jornalismo e à Medicina Tradicional Chinesa, na qual é formado pela Escola Nacional de Acupuntura (ENAc). 

É autor dos romances A CASA AMARELA, A CONFRARIA CABANAGEM, HIENA e FOGO NO CORAÇÃO; dos contos INFERNO VERDE, NA BOCA DO JACARÉ, A GRANDE FARRA, A CAÇA e LATITUDE ZERO; e do livro de poemas DE TÃO AZUL SANGRA.

 

Você pode adquirir JAMBU no site do Clube de Autores, link: 

https://clubedeautores.com.br/livro/jambu

 

Ou na amazona.com.br, link: 

https://www.amazon.com.br/Jambu-Ray-Cunha/dp/1697672590/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&dchild=1&keywords=Jambu+Ray+Cunha&qid=1629731445&s=books&sr=1-1

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

A eternidade do agora

O jornalista amazonense Isaías Oliveira inspirou
a personagem central do conto INFERNO VERDE

RAY CUNHA

BRASÍLIA, 20 DE AGOSTO DE 2021 – Em 1975, em Manaus, o jornalista Isaías Oliveira me disse algo que remoí nos 25 anos seguintes: “O passado é feito do que há de melhor”. Tínhamos, então, 21 anos de idade, e Isaías Oliveira, ex guia de turistas na selva, começava, como eu, a carreira jornalística. Ele já me impressionava, sobretudo pela sua serenidade. A personagem central do meu conto Inferno Verde, o jornalista que duela com o psicopata Cara de Catarro, foi batizado de Isaías Oliveira, e tem os olhos grandes e expressivos do seu homônimo da vida real.

Criei, e utilizei em mais de um trabalho de ficção, uma frase que equaciona o que Isaías Oliveira me dissera décadas atrás: “O agora e o agora, o momento mesmo da vida”, no sentido de que não existe passado, nem futuro, mas somente a intensidade do agora.

Mas se não existe, por que Isaías Oliveira teria me dito que “o passado é feito do que há de melhor?” E aquela zona escura da nossa personalidade, que não confessamos nem para nós mesmos? E os crimes que cometemos, inconfessáveis, e que somente nossa consciência pode punir, por meio da angústia, às vezes tão aguda que sangra a alma? Como fugir dessa zona sombria, se ela está alojada no subconsciente, indelével? Podemos até esquecer esse inferno, mas, sempre que a oportunidade se apresenta, ele se manifesta.

Minha esposa, Josiane, preletora da Seicho-No-Ie e psicóloga, vive me dizendo: “Tudo o que realizamos deve ser feito como a coisa mais importante da nossa vida, com amor, para que beneficie o mais amplamente o maior número de pessoas”.

Ontem, li, em voz alta, o preceito de um calendário da Seicho-No-Ie, que diz: “Concentre-se no agora e viva plenamente. Você nasceu neste mundo para viver plenamente cada momento de sua vida. Aprimorou sua alma valorizando o passado e visualizando um futuro radioso. Concentre os esforços naquilo que deve ser feito agora. Só assim abrir-se-á a porta de seu futuro. É essencial cumprir bem a missão que lhe cabe no momento” (Seicho Taniguchi).

Minha filha, Iasmim, que me ouvia, disse: “Pai, o passado nós vivificamos; o presente, vivemos; o futuro, a gente constrói”. Com efeito, o passado é feito do que há de melhor, mas sem nostalgia, sem tentar resgatá-lo e estacionar nele, sem voltar ao passado para nos castigar e mergulhar na angústia, agonizar, morrer.

Se temos algum ajuste com o passado, só precisamos nos arrepender, ou seja, não cometer mais o que nos angustia tanto, e aceitar o resultado da colheita, por mais terrível que seja. De real, naquilo que já foi, só há os antepassados, nossas raízes, o riso mais cristalino de quando éramos criança. E o futuro será sempre o reflexo do agora e o agora, o momento mesmo da vida.

Já faz tempo que vivo cada dia, cada momento. Ainda tenho muitos livros para escrever, mas não estou preocupado com isso, não estou preocupado se conseguirei escrevê-los. Quero é ver telas novas de Olivar Cunha e ler um livro de contos de Joy Edson, quero ver crianças rindo e rosas que não se importam de se desnudarem na minha presença.

O momento mesmo da vida é o azul mais azul, intenso como a nudez das rosas vermelhas à luz de manhãs ensolaradas, como o primeiro beijo, como gemidos no silêncio da noite, ao voarmos na luz da mulher amada, na eternidade do agora.