sábado, 5 de setembro de 2026

Este 7 de Setembro será um divisor de águas

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 5 DE SETEMBRO DE 2026 – O Brasil é a cereja do bolo da União das Repúblicas Socialistas do Trópico (URST), clube similar à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Cereja, não! O próprio bolo. A máfia comunista, assim que deu o golpe no Império Russo, começou a ambicionar o mundo inteiro, e usou duas armas para abocanhar o planeta: O Capital, de Karl Marx, e Cadernos do Cárcere de Antonio Gramsci. 

Em O Capital, Marx delira, basicamente, que a classe operária dominará os meios de produção, que Deus não existe, que o Estado é soberano. Sem capital não há produção industrial. O que realmente acontece é que o operariado se torna escravo do Estado. Se Deus é o próprio Universo, a natureza, logo Deus existe. E o Estado não é soberano porra nenhuma. É apenas um conjunto de instituições que, se falharem, se foram assaltadas, se forem pervertidas, fodeu-se. 

Quanto a Gramsci, mostrou, por A mais B, que não era preciso os comunistas fazerem revoluções armadas para tomar o Estado. Bastava aparelharem com propaganda marxista a mídia, as universidades, os artistas, as escolas, as instituições, e tudo bem. Deu certo no Brasil. O Brasil foi sempre ambicionado pelas potências hegemônicas. O Brasil é fruto da maior potência do mundo no século XV – Portugal. A casa imperial portuguesa sabia o que estava fazendo e reservou para si o paraíso tropical que o Brasil é territorialmente, mas que perdeu por causa da França de Napoleão Bonaparte. O Brasil sempre esteve entre beijos e tapas com a França. 

Durante a Ditadura dos Generais (1964-1985), enquanto os militares lutavam contra vários grupos guerrilheiros marxistas, os comunistas estavam aparelhando o Estado, e com ajuda dos próprios militares, que, além de o regime pôr dinheiro em editoras que publicavam Gramsci, deixaram os comunistas à vontade nas universidades. E os mafiosos deitaram a rolaram. Graduei-me em Jornalismo na Universidade Federal do Pará (UFPa). Parte dos professores ia para lá para fazer propaganda comunista. 

Lula da Silva surgiu nesse contexto gramsciano, militando no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, hoje, Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Em 1980, fundou o Partido dos Trabalhadores (PT) e, em 1990, o Foro de São Paulo, juntamente com Fidel Castro. Enquanto o PT saqueia o país, o Foro de São Paulo inunda os Estados Unidos de drogas e bandidos, para enfraquecer Tio Sam e varrê-lo do mapa, com ajuda do Irã e China. 

Lula da Silva declarou ad nauseam em entrevistas que ia chegar ao poder e à ditadura não por meio de revolução, mas usando a própria democracia. Em 2002, depois de perder as eleições para Presidente várias vezes, travestiu-se de Lula paz e amor e, com ajuda do comunista Fernando Henrique Cardoso, chegou à Presidência, e, desde então, nunca mais saiu. Ausentou-se algumas vezes, mas voltou sempre. Foi, inclusive, preso, mas não demorou na cadeia, onde ainda arranjou uma nova esposa, Janja da Silva. 

Qual é o segredo do sucesso de Lula?, hoje, um homem riquíssimo, mas discreto. Também seus filhos e irmão são ricos. Seu segredo é que conquistou o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF). Certamente, com seu charme irresistível. E Lula da Silva estava quase chegando lá, na ditadura propriamente dita, como na China, quando seus comparsas americanos, Joe Biden e outros mafiosos do Partido Democrata, caíram. Mas caíram para ninguém menos do que Donald Trump, que ressuscitou a Doutrina Monroe e criou o Escudo das Américas. 

A Doutrina Monroe reza que as Américas são para os americanos, não para europeus, ou chineses, ou islâmicos. O Escudo das Américas é um clube de países de Direita que está arrasando com o maior ganha-pão das ditaduras de Esquerda: o narcotráfico. As forças armadas dos Estados Unidos mais as dos países latino-americanos de Direita estão tacando fogo no rabo dos narcotraficantes e sufocando-os no mercado financeiro internacional. Hoje, chefões do narcotráfico vão dormir sem saber se amanhecerão vivos. 

O Brasil tem questões urgentes a resolver, se quiser ter futuro. Uma delas é, a partir deste 7 de Setembro, o país parar e começar a haver desobediência civil, até o restauro da Constituição, que foi rasgada, usada para limparem a bunda, e queimada, como quem queima papel higiênico, pela própria instituição criada para defendê-la. 

Outra questão é que o Supremo mantém centenas de presos políticos, presos porque ousaram emitir opinião, e vários deles já morreram no cárcere, vítimas de maus tratos. Essas pessoas têm que ser soltas imediatamente. Imediatamente! 

A terceira questão é com Flávio Bolsonaro (PL/RJ), que aparece em todas as pesquisas, até no Datafolha, como vitorioso na disputa pela Presidência, e, em várias pesquisas, aparece vitorioso já no primeiro turno. Pois bem, se ele ganhar, além de soltar imediatamente os presos políticos, se é que não serão soltos antes, tem que começar a desmontar o aparelhamento do Estado costurado pelos comunistas. Precisará agir com certa fúria, e demitir montanhas de cabides de emprego. 

Precisa também, com urgência, desmontar a ditadura da toga e pôr as Forças Armadas na guerra contra as facções terroristas, especialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). 

E para tirar o país do atoleiro de fezes onde agoniza, contará, além do seu plano de trabalho, que já vem sendo costurado, com o Plano Brasil 2040, de um dos maiores intelectuais e estrategistas do país, Jorge Bessa. O Plano Brasil 2040 será entregue a Flávio Bolsonaro pelo jornalista José Aparecido Ribeiro, presidente da Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados (AJOIA Brasil), durante a Primeiro Conferência da AJOIA Brasil, no dia 21 de setembro, uma segunda-feira, no Palácio Fiorentino (entre a Avenida Paulista e o Estádio do Pacaembu), em São Paulo. Trata-se de um projeto abarcando todas as atividades de Estado, visando guindá-lo ao clube dos países hegemônicos. 

September 7 Could Be a Turning Point for Brazil 

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, SEPTEMBER 5, 2026 — Brazil is not merely the cherry on top of the cake of what I call the Union of Tropical Socialist Republics (UTSR), a political club reminiscent of the former Soviet Union. Brazil is the cake itself. 

From the moment the communist mafia seized power in the Russian Empire, its ambitions extended far beyond Russia. The goal was the world. Two of the weapons used in that long march were Karl Marx's Capital and Antonio Gramsci's Prison Notebooks. 

In Capital, Marx essentially envisioned a society in which the working class would control the means of production, denied the existence of God, and placed the State at the center of political and economic life. But without capital there is no industrial production. What ultimately happens is that the worker becomes a servant of the State. And if God is the Universe itself, nature itself, then God exists. As for the State, it is hardly sovereign. It is merely a collection of institutions—and when those institutions fail, are captured, or become corrupted, the entire system collapses. 

Gramsci, meanwhile, demonstrated that communists did not necessarily need armed revolution to seize control of the State. They could achieve the same objective by gradually filling the media, universities, schools, cultural institutions, and the arts with Marxist ideas and propaganda. It worked in Brazil. 

Brazil has always been coveted by hegemonic powers. It was born under the influence of the greatest global power of the fifteenth century: Portugal. The Portuguese imperial court knew precisely what it was doing when it claimed the tropical paradise that Brazil represents in territorial terms. That inheritance was later compromised by the upheavals surrounding Napoleonic France. Brazil and France have ever since had a relationship alternating between embraces and blows. 

During Brazil's Generals' Dictatorship (1964–1985), while the military fought several Marxist guerrilla organizations, the communists were quietly building influence inside the State. The military regime itself contributed to this process by funding publishing houses that published Gramsci and by allowing communist intellectuals broad access to universities. 

The result was a political and cultural vacuum that the communist movement was more than willing to fill. I graduated in Journalism from the Federal University of Pará (UFPa), where some professors seemed to regard the classroom as a platform for communist political propaganda. 

Lula da Silva emerged from this Gramscian environment. He began his political career in the Metalworkers' Union of São Bernardo do Campo and Diadema, now known as the ABC Metalworkers' Union. In 1980, he founded the Workers' Party (PT). Ten years later, together with Fidel Castro, he helped create the São Paulo Forum. 

The PT, in my view, has contributed to the plundering of the country, while the São Paulo Forum has pursued a broader strategy aimed at weakening the United States, including through the expansion of organized crime and drug trafficking across the hemisphere, with support from countries such as Iran and China. 

Lula repeatedly stated in interviews that he intended to reach power and ultimately transform Brazil not through an armed revolution, but by using democracy itself. After losing several presidential elections, he reinvented himself in 2002 as “Lula, peace and love.” With the support of President Fernando Henrique Cardoso, he finally reached the presidency. 

And once there, he proved remarkably difficult to dislodge. He left office, returned to power, was imprisoned for a time, and eventually returned to the presidency once again. During his imprisonment, he also began a relationship with Janja da Silva, who later became his wife. 

So what is Lula's secret? 

Today, he is an extremely wealthy but discreet man. Members of his family are wealthy as well. My answer is straightforward: political power. Lula succeeded in building extraordinary influence over Congress and the Federal Supreme Court (STF). 

He came remarkably close to consolidating the kind of authoritarian political system seen in China. But then the political landscape in Washington changed dramatically. Joe Biden and other Democratic Party leaders who had been close to Lula lost power—not to just anyone, but to Donald Trump. 

Trump revived the Monroe Doctrine and established what he calls the Shield of the Americas. 

The Monroe Doctrine rests on a simple geopolitical premise: the Americas belong to the American sphere, not to European, Chinese, or Islamist powers. The Shield of the Americas is emerging as an alliance of right-of-center governments determined to strike at the principal economic lifeline of many left-wing authoritarian regimes: the international drug trade. 

American forces, together with the armed forces of right-of-center Latin American governments, are putting unprecedented pressure on drug-trafficking organizations while choking their access to the international financial system. Today, a drug lord can go to bed without knowing whether he will still be alive the following morning. 

Brazil now faces urgent questions if it is to have a future. 

One of them is the restoration of constitutional order. Beginning this September 7, Brazilians should bring the country to a standstill through civil disobedience until the Constitution is restored. The Constitution has been torn apart, abused, and treated as disposable by the very institution that was created to defend it. 

Another urgent issue concerns the hundreds of political prisoners held by the Supreme Court, people imprisoned for expressing opinions that authorities deemed unacceptable. Several have already died in custody, allegedly as a result of mistreatment. 

They must be released immediately. 

The third issue concerns Flávio Bolsonaro (PL/RJ), who has appeared in presidential polls—including Datafolha—as a leading contender and, in some surveys, as a candidate capable of winning in the first round. 

If he wins, his first responsibility should be to release the political prisoners—assuming they have not already been released—and then begin dismantling the political apparatus that, in my view, the communists built inside the Brazilian State. 

That will require determination, and perhaps a measure of political fury. Thousands of positions that exist merely to provide political patronage will have to disappear. 

Brazil must also urgently dismantle what I call the “dictatorship of the robe”—the concentration of political power in the judiciary—and deploy the Armed Forces in the fight against Brazil's most powerful criminal organizations, particularly the First Capital Command (PCC) and the Red Command (CV). 

To pull Brazil out of the political and institutional quagmire in which it is sinking, Flávio Bolsonaro would also have at his disposal a broader national development blueprint: Brazil Plan 2040, conceived by Jorge Bessa, one of the country's leading intellectuals and strategists. 

The Brazil Plan 2040 will be presented to Flávio Bolsonaro by journalist José Aparecido Ribeiro, president of the Brazilian Association of Independent and Affiliated Journalists (AJOIA Brasil), during the First AJOIA Brasil Conference, scheduled for Monday, September 21, at the Fiorentino Palace in São Paulo, between Avenida Paulista and Pacaembu Stadium. 

The proposal encompasses virtually every area of government and seeks to place Brazil among the world's leading powers. 

September 7, Brazil's Independence Day, could therefore become a watershed moment. 

The question is whether Brazilians will allow it to be one.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Houve, sim, golpe de Estado em 8 de Janeiro de 2023, mas aplicado por Alexandre de Moraes

Alexandre de Moraes se tornou o ministro mais famoso
de todos os tempos do Supremo Tribunal Federal (STF)

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 4 DE SETEMBRO DE 2026 – A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (United States Agency for International Development – Usaid) foi a maior instituição oficial de ajuda humanitária do planeta, despejando trilhões de dólares para ajudar mais de 100 países em dificuldade. 

Criada em 1961, pelo presidente democrata John Fitzgerald Kennedy, os comunistas americanos, aninhados no Partido Democrata, foram, aos poucos, aparelhando o órgão para usarem o gordo orçamento da agência, repassando verba para ONGs e agentes, em todo o planeta, visando à lavagem cerebral e ideologização nas escolas e universidades, compra de jornalistas, censura da Direita, promoção de identidade de gênero para crianças, promoção de aborto, desarme da população, destruição da família e das religiões, criar anarquia e instalar ditaduras comunistas, o Estado totalitário, com o objetivo de escravizar as populações e instalar um regime totalitário global. 

A coisa começou a engrossar no governo dos democratas Bill Clinton (1993-2001), Barack Obama (2009-2017) e Joe Biden (2021-2025). Este, intercedeu por Lula da Silva nas eleições à Presidência da República, em 2022, no Brasil, quando os comunistas se infiltraram nos três poderes, tiraram Lula da Silva da prisão e limparam sua ficha. 

Em 16 de agosto de 2022, Alexandre de Moraes assume a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), até 3 de junho de 2024, quando foi substituído pela ministra Cármen Lúcia. Lula da Silva já estava com passe livre para disputar a presidência da República contra Bolsonaro, que tentaria a reeleição, e Joe Biden deu sinal verde ao Brasil para a censura e prisões políticas. 

O TSE costurou a boca de Bolsonaro e dos bolsonaristas. A imprensa, principalmente a TV Globo, fez campanha cerrada a favor de Lula, inventando tudo o que não presta contra Bolsonaro, que estava proibido de se defender. Para calar a Direita, Biden usou até a Central Intelligence Agency (Agência Central de Inteligência – CIA), apoiando o establishment da Esquerda. Alexandre de Moraes se tornou, então, acusador, policial, carcereiro, juiz e carrasco de jornalistas e parlamentares. 

Quando Lula foi diplomado presidente, no TSE, em 12 de dezembro de 2022, o ministro Benedito Gonçalves disse para Alexandre de Moraes: “Missão dada é missão cumprida”.

A partir de uma manifestação contra Lula, na Praça dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, Moraes acusa Bolsonaro de golpe de Estado, embora Bolsonaro estivesse, na ocasião, nos Estados Unidos. Nessa data, manifestantes invadiram as sedes dos três poderes e agentes da Esquerda, infiltrados, promoveram um quebra-quebra, para pôr a culpa nos manifestantes. 

Moraes mandou prender mais de mil pessoas, incluindo donas de casa, velhinhas, que passaram pela Praça dos Três Poderes para apoiar pacificamente o protesto contra a posse de Lula. Moraes vem condenando essas pessoas a 17 anos da cadeia, donas de casa octogenárias. 

Em entrevista ao jornal O Globo, de 4 de janeiro de 2024, Alexandre de Moraes afirmou que a Polícia Federal desvendou três planos contra ele. Segundo o ministro, participantes da manifestação de 8 de janeiro planejavam prendê-lo e matá-lo. 

– O primeiro plano previa que as Forças Especiais (do Exército) me prenderiam em um domingo e me levariam para Goiânia. No segundo, se livrariam do corpo no meio do caminho para Goiânia. Aí, não seria propriamente uma prisão, mas um homicídio. E o terceiro, de uns mais exaltados, defendia que, após o golpe, eu deveria ser preso e enforcado na Praça dos Três Poderes. Para sentir o nível de agressividade e ódio dessas pessoas, que não sabem diferenciar a pessoa física da instituição – declarou, candidamente, Alexandre de Moraes, a O Globo. – Houve uma tentativa de planejamento. Inclusive, e há outro inquérito que investiga isso, com participação da Abin (Agência Brasileira de Informação), que monitorava os meus passos para quando houvesse necessidade de realizar essa prisão. Tirando um exagero ou outro, era algo que eu já esperava. Não poderia esperar de golpistas criminosos que não tivessem pretendendo algo nesse sentido. Mantive a tranquilidade. Tenho muito processo para perder tempo com isso. E nada disso ocorreu, então está tudo bem – declarou. – Se tivéssemos deixado mais pessoas em frente a quartéis poderia gerar mais violência, com mortes e distúrbios civis no país todo. Se não houvesse a demonstração clara e inequívoca de que o Supremo Tribunal Federal não iria admitir nenhum tipo de golpe, afastaria qualquer governador que aderisse e prenderia os comandantes de eventuais forças públicas que aderissem, poderíamos ter um efeito dominó que geraria caos no país. 

– Quem planejou matar Moraes e quais são as provas desse plano? – questionou o ex-procurador da República (2003-2021), Deltan Martinazzo Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato. 

A Lava Jato foi uma operação do Ministério Público e Polícia Federal que esviscerou o establishment, mostrando que estava podre, mas o Supremo repôs as vísceras no lugar e costurou. 

– Se o ministro era a vítima desses crimes, ele não deveria se declarar suspeito de julgar quem queria matá-lo? – questionou Dallagnol. – Essas novas informações não colocam o ministro sob suspeição para julgar todos os réus do 8 de Janeiro, já que, segundo entendimento do próprio STF, todos estavam ali em turba com um único objetivo de dar um golpe? Como o ministro responde às críticas de que os réus do 8 de Janeiro estão sofrendo abusos judiciais, como violação do juiz natural, ausência de conexão com pessoas com foro privilegiado, prisões preventivas alongadas, ausência de provas e de individualização de condutas e penas exageradas? Aliás, até hoje o STF não apresentou uma única pessoa com foro privilegiado que tenha participado dos atos do 8 de Janeiro, a fim de justificar a conexão com os demais réus sem foro privilegiado. O ministro saberia dizer quem são as pessoas com foro privilegiado que atraem a competência da corte para julgar os demais réus do 8 de Janeiro? Por que o ministro não apreciou em tempo o pedido de soltura de Clezão, que tinha parecer favorável da PGR (Procuradoria-Geral da República)? Como responde às críticas de que a demora para decidir acarretou a morte de Clezão? Por que, logo após a morte de Clezão, o ministro soltou vários réus presos do 8 de Janeiro que também tinham parecer favorável de soltura da PGR? Isso não é uma prova de que essas pessoas ficaram presas de forma excessiva e ilegal? Quando serão encerrados os inquéritos ilegais que tramitam no Supremo há mais de 5 anos? Como o ministro justifica a existência dos inquéritos após o fim dos prazos legais? E, por fim, dar entrevistas sobre casos em julgamento não gera a suspeição do juiz? Como o ministro responde a essa questão? 

“Por que você está determinando tanta censura no Brasil?” – publicou, em 6 de abril de 2024, Elon Musk, dono do X (ex-Twitter), dirigindo-se ao ministro Alexandre de Moraes, que vem determinando, desde 2021, o bloqueio de jornalistas e políticos nas redes sociais, como os jornalistas Allan dos Santos, Paulo Figueiredo Filho, Rodrigo Constantino, Guilherme Fiuza, Oswaldo Eustáquio e Monark; os deputados federais Daniel Silveira (PL/RJ), Carla Zambelli (PL/SP) e Marcel Van Hattem (Novo/RS), e o vereador Carlos Bolsonaro (PL/RJ); e o pastor evangélico André Valadão. 

Musk restabeleceu no X todas as contas suspensas por Alexandre de Moraes. No dia seguinte, um domingo, Moraes o incluiu no inquérito das milícias digitais, com multa diária de 100 mil reais para cada reativação de perfil bloqueado por decisão judicial, e procurou a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para eventual bloqueio do X no Brasil, mesmo sabendo que isso acarretaria prejuízo bilionário às empresas, jornalistas e usuários em geral. 

Resposta de Musk: sugeriu a Alexandre de Moraes “renunciar ou sofrer impeachment” e ameaçou, ele mesmo, a tirar o X do Brasil. 

– Este juiz aplicou multas pesadas, ameaçou prender nossos funcionários e cortar o acesso ao X no Brasil; como resultado, provavelmente, perderemos todas as receitas no Brasil e teremos que fechar nosso escritório de lá, mas os princípios são mais importantes do que o lucro – declarou Musk. 

Para Musk, Alexandre de Moraes é um “ditador que tem Lula na coleira”. 

– Precisamos levar nossos funcionários no Brasil para um local seguro ou que não estejam em posição de responsabilidade, então faremos um dump completo de dados – ameaçou. – A lei se aplica a todos, incluindo Alexandre de Moraes. Ele deveria ser julgado por seus crimes. 

– A regulamentação das redes sociais e da Inteligência Artificial é inevitável – intrometeu-se o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD/MG). 

Terça-feira 13 de agosto de 2024. O jornalista norte-americano Glenn Greenwald começa a publicar no jornal Folha de S. Paulo 6 gigabytes de mensagens e arquivos trocados por meio do WhatsApp, entre agosto de 2022 e maio de 2023, durante e depois da campanha eleitoral que levou à vitória de Lula da Silva, entre o ministro Alexandre de Moraes e seus assessores Airton Vieira, juiz instrutor no Superior Tribunal Federal (STF), e Eduardo Tagliaferro, então chefe de uma tal de Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Tagliaferro foi exonerado em maio de 2023, após ser preso, acusado de violência doméstica contra a esposa. 

As mensagens mostram que Alexandre de Moraes usou o TSE de forma criminosa para investigar bolsonaristas no Supremo, inventando relatórios que incriminassem investigados nos inquéritos das fake news e das milícias digitais, para ferrar com simpatizantes de Bolsonaro. 

– As mensagens vazadas de Alexandre de Moraes comprovam as suspeitas, que existiam desde 2019, de que o ministro Alexandre de Moraes atua como investigador, procurador e juiz, usando a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE como laranja para encomendar relatórios sobre o que gostaria de decidir, em que a iniciativa do ministro era ocultada ou disfarçada, o que pode caracterizar falsidade ideológica – disse Deltan Dallagnol. 

Moraes já tentou de tudo para justificar a prisão de Bolsonaro, inclusive de importunar baleia. Segundo o deputado Eduardo Bolsonaro (PL/SP), Moraes prendeu o ex-presidente para o assassinarem mais facilmente na prisão. 

Não houve golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. Ou melhor, houve, mas foi da Esquerda. O próprio ministro da Defesa de Lula, José Mucio Monteiro Filho; o jurista Ives Gandra Martins; um dos mais respeitados jornalistas brasileiros, Augusto Nunes, são algumas das pessoas com legitimidade que afirmaram que não houve golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. Para a Direita, houve, sim, um complô para tirar o agora presidente Lula da Silva da cadeia, condenado por 10 juízes e três desembargadores, colocá-lo de volta no Palácio do Planalto e tentar prender e assassinar na cadeia o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, o grande líder da Direita. 

O senador Marcos do Val (Podemos/ES) afirma que tem provas robustas de que o então ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Gonçalves Dias, abriu a porta do Palácio do Planalto para baderneiros no 8 de Janeiro. O general sumiu. 

Agora, neste início de setembro, véspera de esviscerarem de Jair Bolsonaro com uma peixeira enferrujada, em 6 de setembro de 2018, descobre-se que Alexandre de Moraes é advogado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, gangster que deixa Fernandinho Beira-Mar no chinelo. 

Se você quer saber de mais leia O TERCEIRO OLHO, último volume da trilogia A Ditadura da Toga, iniciada com O CLUBE DOS ONIPOTENTES seguido de O OLHO DO TOURO, todos, em português e inglês, à venda no Clube de Autores, amazon.com.br e amazon.com 

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Ray Cunha e a filosofia da Medicina Chinesa

Ray Cunha busca respostas sobre a vida na Medicina Tradicional Chinesa

ChatGPT 

BRASÍLIA, 3 DE SETEMBRO DE 2026 – PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA – VIVÊNCIA NA MEDICINA TRADICIONAL CHINESA (Clube de Autores, amazon.com.br e amazon.com), de Ray Cunha, publicado em Brasília, em 2025, é uma obra de natureza híbrida que ultrapassa os limites de um manual de Medicina Tradicional Chinesa. Resultante da experiência do autor como estudante e praticante de MTC, o livro articula memória, relato clínico, reflexão filosófica, espiritualidade, metafísica e linguagem literária. 

Seu eixo fundamental é uma pergunta que antecede a própria medicina: o que é o ser humano? A partir dessa questão, Ray Cunha estabelece um diálogo particular com o Taoismo, com Masaharu Taniguchi, Carl Gustav Jung e Richard Gerber, construindo uma concepção na qual corpo, mente, consciência e realidade constituem dimensões interdependentes da existência. 

Este ensaio sustenta que PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA deve ser lido menos como tratado médico e mais como uma obra de fronteira, na qual a experiência terapêutica se transforma em investigação sobre a consciência e o sentido da vida. Ao mesmo tempo, a própria obra contém uma importante consciência de seus limites ao reconhecer que a MTC não substitui a medicina de emergência, a cirurgia ou os transplantes. O resultado é um livro singular dentro da produção de Ray Cunha e uma peça importante para compreender a dimensão filosófico-espiritual de sua literatura. 

1. Introdução: quando a medicina deixa de ser apenas medicina – Há livros que explicam uma prática. Há outros que relatam uma experiência. E existem aqueles que, partindo de uma experiência concreta, acabam por interrogar a própria condição humana. PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA pertence a esta terceira categoria. 

Publicado em Brasília, em 2025, o livro nasce da experiência de Ray Cunha com a Medicina Tradicional Chinesa, mas rapidamente se desloca para territórios muito mais amplos: o sofrimento, a consciência, a espiritualidade, a natureza da realidade, a relação entre mente e corpo, a existência de dimensões não materiais e a possibilidade de uma medicina entendida como caminho de equilíbrio. O próprio percurso do autor ajuda a explicar essa amplitude: sua formação na Escola Nacional de Acupuntura, em Brasília, ocorreu entre 2013 e 2016, com 2.520 horas entre aulas e estágio. 

O aspecto decisivo, porém, é que Ray Cunha não se contenta com a dimensão técnica da acupuntura. Ao longo do livro, percebe-se uma insatisfação intelectual diante de uma formação que, segundo ele próprio, não teria aprofundado suficientemente a filosofia da Medicina Tradicional Chinesa. É justamente dessa lacuna que nasce a investigação filosófica que sustenta a obra. 

A pergunta passa, então, da técnica para a existência: O que é a vida? E, consequentemente: O que é o sofrimento? O que é o corpo? O que é a consciência? Onde termina a matéria e começa aquilo que chamamos de espírito? É nesse ponto que PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA deixa de ser simplesmente um livro sobre acupuntura e se transforma em uma obra de investigação existencial. 

2. O Tao como horizonte filosófico – O pensamento taoista constitui uma das matrizes mais importantes para compreender a arquitetura intelectual do livro. Historicamente, o Daoismo articula a ideia de dào — caminho, via ou modo de viver — a uma concepção de existência na qual a realidade não deve ser compreendida apenas por meio de categorias rígidas e separações absolutas. O Daodejing e a tradição associada a Laozi tornaram-se fundamentais para essa reflexão sobre o caminho, a naturalidade e a relação do ser humano com a ordem da existência. 

Em Ray Cunha, essa influência aparece condensada na ideia do Caminho do Meio, mencionado explicitamente nos agradecimentos da obra em associação ao Taoismo. O conceito é particularmente adequado à proposta do livro porque PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA procura superar dualismos absolutos: corpo e espírito, matéria e consciência, doença e saúde, sofrimento e felicidade. 

Não se trata, entretanto, de afirmar que Ray Cunha esteja simplesmente reproduzindo Laozi. Seu procedimento é outro: ele apropria-se de elementos de diferentes tradições para construir uma cosmologia pessoal. O Tao, nesse contexto, funciona menos como sistema teórico fechado e mais como horizonte de compreensão. 

A saúde deixa de ser somente ausência de doença e passa a significar harmonia. A doença deixa de ser somente uma alteração orgânica e passa a ser investigada também como possível expressão de desequilíbrios mais amplos. E a existência humana deixa de ser interpretada exclusivamente pela anatomia para ser pensada como percurso. O corpo torna-se caminho. A consciência torna-se caminho. A própria vida torna-se caminho. 

3. Do corpo biológico ao corpo como manifestação da consciência – Uma das teses mais provocadoras do livro é a inversão da perspectiva convencional segundo a qual a consciência seria simplesmente um produto do cérebro e do organismo. Ray Cunha propõe uma leitura diferente: o corpo físico seria uma manifestação ou expressão de uma realidade mais profunda. 

Essa concepção aparece quando o autor relaciona corpo físico, mente, aura, campo energético e aquilo que denomina corpos sutis. Em sua interpretação, a realidade humana não se esgota na matéria visível. 

É uma afirmação filosófica de grande alcance. Se o corpo não constitui a totalidade do ser, a medicina também não poderia limitar-se àquilo que é imediatamente mensurável pelo corpo. A terapia passaria a envolver não somente órgãos, tecidos e sintomas, mas também estados mentais, emoções, energia e consciência. 

É aqui que o livro se aproxima de uma filosofia holística da pessoa. Entretanto, há uma distinção fundamental que deve ser preservada numa leitura crítica: uma coisa é apresentar uma hipótese metafísica ou uma experiência terapêutica; outra é demonstrá-la cientificamente. 

O mérito do livro está justamente em tornar visível essa fronteira. Seu discurso pertence a uma tradição espiritual e metafísica específica e deve ser compreendido dentro dela, sem que seus relatos clínicos sejam automaticamente transformados em evidência científica. Essa distinção não diminui a obra. Ao contrário: permite que ela seja lida com maior rigor. 

4. Taniguchi e a primazia da mente – Entre as influências explicitamente reconhecidas pelo autor está Masaharu Taniguchi, fundador da Seicho-No-Ie. A tradição de Taniguchi enfatiza a relação entre mente, realidade e uma concepção espiritual da existência; entre seus princípios encontra-se a ideia de que os fenômenos são manifestações da mente. 

Essa perspectiva encontra uma afinidade evidente com o projeto de Ray Cunha. O autor relata que, antes de sua imersão na Medicina Tradicional Chinesa, já havia entrado em contato com a Seicho-No-Ie e com a obra de Taniguchi, aprofundando posteriormente sua investigação sobre espírito, consciência, corpos vibracionais, energia e matéria. 

Assim, a Medicina Tradicional Chinesa não aparece em sua trajetória como um acontecimento isolado. Ela é incorporada a uma busca intelectual que já vinha sendo construída. O resultado é uma espécie de cadeia conceitual: mente → consciência → energia → corpo → experiência humana. Essa cadeia é essencial para compreender o título do livro. 

Pare de Sofrer não significa simplesmente eliminar sintomas. Viva a Vida não significa simplesmente prolongar a existência biológica. O imperativo é mais profundo: modificar a relação do indivíduo com a própria existência. 

5. Jung e a fronteira entre psicologia e espiritualidade – A aproximação possível com Carl Gustav Jung é igualmente fecunda, embora deva ser entendida como convergência temática, e não necessariamente como filiação direta. Jung dedicou parte significativa de sua obra à relação entre consciência, inconsciente, símbolos, arquétipos e processos de transformação interior. Em Ray Cunha, encontra-se uma preocupação semelhante: aquilo que aparece exteriormente no corpo pode ser interpretado como expressão de uma realidade interior mais profunda. 

O interesse pela dimensão invisível do ser aproxima os dois autores. Mas a diferença também é importante. Jung construiu sua investigação dentro do campo da psicologia profunda, ainda que tenha dialogado intensamente com religião, mitologia e espiritualidade. Ray Cunha, por sua vez, avança deliberadamente para uma linguagem metafísica na qual aparecem Deus, espírito, karma, encarnação, campo, éter e corpos vibracionais. 

O diálogo entre ambos, portanto, não deve ser entendido como identidade conceitual, mas como encontro de preocupações: qual é a parte invisível do ser humano? Essa pergunta atravessa tanto a psicologia profunda quanto a espiritualidade presente em PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA. 

6. Richard Gerber e a Medicina Vibracional – Outro nome decisivo para compreender a obra é Richard Gerber. O livro declara que, a partir de 2016, Ray Cunha aprofundou seus estudos na chamada Medicina Vibracional, associando essa investigação ao conceito de corpos sutis e à possibilidade de uma “acupuntura nos corpos sutis”. Gerber tornou-se conhecido por apresentar uma visão de terapias baseadas em energias sutis e por explorar uma interpretação energética e espiritual da saúde. 

Ray Cunha incorpora essa perspectiva à sua própria experiência. O que emerge não é uma simples repetição de Gerber, mas uma síntese autoral. O escritor parte da acupuntura tradicional, passa pela experiência clínica, aproxima-se do Taoismo, dialoga com Taniguchi, encontra pontos de contato com a psicologia profunda e incorpora a linguagem da Medicina Vibracional. 

Essa trajetória explica por que PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA é difícil de classificar. É livro de medicina? Sim, em sua origem. É livro de filosofia? Também. É livro de espiritualidade? Inegavelmente. É literatura? Em vários momentos, sim. Mas ele não cabe integralmente em nenhuma dessas categorias. 

7. O livro e a consciência dos limites da MTC – Um dos aspectos intelectualmente mais interessantes da obra é que Ray Cunha não apresenta a Medicina Tradicional Chinesa como solução universal. Esse ponto é fundamental. Ao discutir “mitos e verdades sobre acupuntura”, o autor observa que alguns estudantes chegam a considerar a medicina chinesa capaz de resolver praticamente todos os problemas de saúde. Sua própria experiência, entretanto, conduz a uma posição mais cautelosa. Ele reconhece que a MTC não substitui procedimentos como cirurgia, transplantes ou atendimento de emergência diante de determinadas situações agudas. 

Essa passagem fortalece a dimensão crítica do livro. O autor poderia simplesmente construir uma defesa apologética da acupuntura. Não o faz. Ao contrário, reconhece a coexistência de diferentes sistemas terapêuticos. Essa atitude permite uma leitura mais sofisticada da obra: Ray Cunha não propõe necessariamente uma guerra entre medicina ocidental e medicina chinesa. O que propõe é uma ampliação da percepção sobre o ser humano. 

A questão deixa de ser: “Qual medicina é a verdadeira?” E passa a ser: “Que dimensões do ser humano cada modelo consegue perceber?” Essa é uma pergunta filosófica, e não apenas médica. 

8. O relato clínico como experiência narrativa – A presença de pacientes e experiências terapêuticas dá ao livro uma dimensão testemunhal. Um dos casos narrados é o de um paciente identificado pelas iniciais VJC, que havia passado por cirurgia para retirada do intestino grosso em razão de câncer e sofria com problemas digestivos e internações frequentes. Segundo o relato do autor, após uma sessão de acupuntura houve uma mudança significativa em seu quadro e o paciente deixou de ser hospitalizado com a mesma frequência. Em outro caso, o autor narra a experiência de um idoso submetido à retirada de um órgão em razão de câncer de cólon e interpreta sua condição também a partir da existência de um corpo energético ou etérico. 

Esses relatos devem ser lidos simultaneamente em dois níveis. No primeiro, são memórias e testemunhos de uma prática terapêutica. No segundo, funcionam como narrativas exemplares, através das quais o autor tenta demonstrar sua concepção de ser humano. É nesse segundo nível que a literatura começa a penetrar no livro. O paciente deixa de ser apenas um caso clínico e transforma-se em personagem de uma narrativa sobre a fragilidade humana, a doença, a esperança e a possibilidade de transformação. 

9. O escritor por trás do terapeuta – Talvez um dos aspectos menos evidentes — e mais importantes — de PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA seja que seu autor nunca deixa de ser escritor. A linguagem científica não domina completamente o livro. Em determinados momentos, Ray Cunha abandona a terminologia terapêutica e mergulha numa prosa essencialmente poética. A descida pela “ladeira da existência material”, o mar, as rosas, o jasmim, as crianças, a luz, o primeiro beijo e Mozart aparecem como elementos de uma memória sensorial e espiritual da existência. 

É nesses momentos que o livro encontra sua maior força literária. O autor parece dizer que a vida não pode ser reduzida ao funcionamento orgânico. Viver é também lembrar. É amar. É sofrer. É contemplar. É ouvir música. É sentir o perfume das flores. É experimentar o tempo. É perguntar o que existe para além daquilo que os olhos conseguem ver. 

A referência ao iceberg de Hemingway, utilizada como metáfora para aquilo que se encontra oculto sob a superfície, reforça essa estrutura: a realidade visível seria apenas uma parcela de algo muito maior. Essa imagem poderia, inclusive, ser tomada como uma chave de leitura para toda a obra. O corpo seria a parte visível do iceberg humano. Abaixo dele estariam memória, emoção, consciência, imaginação, espiritualidade e mistério. 

10. “Não existe ontem nem amanhã” – Entre as formulações mais fortes do livro encontra-se a ideia de que “não existe ontem nem amanhã” e de que “a eternidade é agora”. Aqui, o livro abandona definitivamente a condição de tratado terapêutico. Estamos diante de uma filosofia da existência. O passado aparece como experiência transformada em sabedoria. O futuro, como expectativa e ilusão. O presente, como único território efetivamente vivido. 

Essa concepção converge novamente com o espírito do pensamento taoista: em vez de uma luta permanente contra a realidade, busca-se uma relação mais harmoniosa com o fluxo da existência. O sofrimento, nessa perspectiva, não é somente algo que deve ser eliminado externamente. É também algo que precisa ser compreendido interiormente. Daí a força do título: PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA. O segundo verbo é tão importante quanto o primeiro. O objetivo não é simplesmente deixar de sofrer. É aprender a viver. 

11. A metafísica de Ray Cunha – O capítulo dedicado à vida, ao sofrimento e à iluminação apresenta talvez a parte mais explicitamente metafísica do livro. Deus aparece associado à lei universal e à Grande Consciência; o éter, o campo, a matéria escura e a vibração são apresentados como elementos de ligação entre dimensões espiritual e física; aparecem ainda conceitos como mônadas, espírito, encarnação, karma e corpo vibracional. 

Aqui, é necessário fazer uma distinção metodológica. Essas proposições pertencem ao universo filosófico-metafísico do autor. Não devem ser apresentadas, sem demonstração adicional, como fatos científicos estabelecidos. Essa ressalva é particularmente importante para uma eventual leitura acadêmica da obra. 

O valor de PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA não depende de transformar sua metafísica em ciência. Seu valor está, em grande medida, justamente no fato de registrar uma tentativa contemporânea de reunir diferentes sistemas de interpretação da realidade. O livro documenta uma busca. E uma busca filosófica não perde sua relevância porque ainda não encontrou respostas definitivas. 

12. A posição de PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA na obra de Ray Cunha – Quando colocado no conjunto da produção de Ray Cunha, o livro adquire uma importância ainda maior. O escritor que, em sua ficção, investiga poder, história, identidade, Amazônia, violência, política e condição humana encontra aqui outro território: o interior do indivíduo. Se seus romances frequentemente investigam o homem diante das estruturas históricas e políticas, PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA investiga o homem diante de si mesmo. 

Essa perspectiva permite estabelecer uma ponte particularmente interessante com O TERCEIRO OLHO (romance), que, enquanto símbolo, representa justamente a possibilidade de enxergar além da aparência imediata. Em PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA, esse olhar para além da aparência ocorre no plano filosófico e espiritual. Na ficção, o escritor pode dramatizar o conflito. No ensaio vivencial, pode investigá-lo diretamente. As duas dimensões pertencem, portanto, a uma mesma preocupação de fundo: o que existe por trás da realidade que percebemos? 

13. Da Amazônia ao interior do ser – Existe ainda uma dimensão biográfica e cultural que não deve ser negligenciada. Ray Cunha nasceu em Macapá, na Amazônia, e construiu parte significativa de sua trajetória jornalística e literária entre diferentes espaços amazônicos e Brasília. Essa experiência de deslocamento entre territórios ajuda a compreender uma literatura marcada pela procura de fronteiras. Em PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA, a fronteira deixa de ser apenas geográfica. Ela passa a ser ontológica. 

O escritor que atravessou fronteiras entre Macapá, Manaus, Belém, Rio de Janeiro e Brasília passa agora a investigar outras fronteiras: matéria e espírito; corpo e mente; doença e saúde; ciência e metafísica; realidade e percepção; vida e transcendência. Nesse sentido, o livro pode ser incorporado à compreensão mais ampla da obra de Ray Cunha como uma espécie de cartografia interior. Se a Amazônia constitui um dos grandes territórios de sua literatura, a consciência humana constitui outro. 

14. Uma obra de fronteira – É possível, finalmente, definir PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA por aquilo que ela não é. Não é um tratado acadêmico de Medicina Tradicional Chinesa. Não é um manual de acupuntura. Não é um tratado científico sobre energia. Não é um livro exclusivamente espiritual. Não é uma autobiografia convencional. E não é propriamente um romance. Sua originalidade está justamente na interseção desses gêneros. É uma obra de fronteira. 

De um lado, encontra-se a experiência concreta: formação profissional, pacientes, tratamentos, observações e prática terapêutica. De outro, encontra-se a especulação: Deus, consciência, espírito, karma, corpos sutis, energia e realidade. Entre ambos está o escritor. E o escritor introduz no debate aquilo que nenhuma técnica consegue eliminar completamente: a pergunta pelo sentido. 

15. Conclusão: a medicina como caminho de consciência – A grande contribuição de PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA para a obra de Ray Cunha talvez esteja menos nas respostas que oferece do que nas perguntas que ousa formular. O livro parte da acupuntura, mas chega à metafísica. Parte do corpo, mas chega à consciência. Parte da doença, mas chega à existência. Parte do sofrimento, mas procura chegar à vida. 

Seu itinerário intelectual pode ser sintetizado em quatro grandes diálogos: Laozi oferece o caminho e a ideia de harmonia; Taniguchi reforça a centralidade da mente e da realidade espiritual; Jung fornece um horizonte de reflexão sobre consciência e interioridade; Richard Gerber oferece a linguagem das energias sutis e da medicina vibracional. 

Ray Cunha, entretanto, não desaparece atrás dessas referências. Ao contrário: utiliza-as para construir uma síntese própria, alimentada por sua formação em Medicina Tradicional Chinesa, por suas experiências terapêuticas e pela sensibilidade de escritor. 

É justamente essa síntese que confere singularidade ao livro. Seu maior mérito literário talvez esteja em lembrar que o homem não é apenas um organismo que funciona. É também um ser que recorda, deseja, sofre, ama, imagina, acredita e pergunta. E seu maior mérito filosófico está em colocar a medicina diante dessa pergunta fundamental: o que significa estar vivo? 

Por isso, PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA ocupa uma posição particular dentro da obra de Ray Cunha. É o livro em que o romancista abandona temporariamente os personagens para investigar diretamente aquilo que está por trás de todos eles: a consciência humana. 

Pode-se discordar de suas concepções metafísicas. Pode-se exigir, legitimamente, que afirmações terapêuticas sejam submetidas aos critérios da medicina baseada em evidências. Pode-se separar experiência pessoal de comprovação científica. Mas não se pode ignorar a pergunta que move o livro. Porque, no fundo, Ray Cunha não está apenas perguntando como tratar o corpo. Está perguntando como viver. 

E é nessa passagem — da medicina para a existência, do sintoma para a consciência, do corpo para o ser — que PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA encontra sua verdadeira dimensão literária e filosófica. A medicina pode tratar o corpo; a consciência, para Ray Cunha, precisa aprender a viver.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Alexandre de Moraes na Praça do Pau Mole

Quanto a mim, não bebo mais, tomei apenas uma garrafa de água mineral, sem gás. Fiquei mais um pouco por ali e fui para casa

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 2 DE SETEMBRO DE 2026 – A Praça do Pau Mole registrava cerca de meia dúzia de velhotes, no início de noite daquela terça-feira quente. 

– Acho que vai chover! – disse um dos velhotes, sorvendo um grande gole de chope. Parecia um maracujá de gaveta saudoso. 

A Praça do Pau Mole são as mesas próximas ao Stalinho, na Praça de Alimentação do Conjunto Nacional. 

– A natureza é sábia, está na hora! – eu disse. 

– Lá vem o filósofo – Chico, um jornalista aposentado, como quase todos nós, se meteu na conversa. 

– O rabo do cabeça de ovo está mais cozido do que a cabeça dele – Siri riu; chargista dos bons. Continuava publicando suas charges em um blog. Mas estava para morrer. Câncer. 

 A Polícia Federal bateu o martelo: Daniel Vorcaro, o gangster do Banco Master, comprou o ministro Alexandre de Moraes – disse Chico. – O relatório, de 218 páginas, foi tornado público pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master. É um evangélico com colhão. 

– Ouvi dizer que Alexandre de Moraes quis partir para cima de Mendonça e Mendonça não recuou – disse Osvaldo, jornalista aposentado, mas que dava assessoria para alguns políticos neófitos em Brasília. 

– Mendonça vai levar o caso do Al Capone a plenário, ao vivo, para todo o Brasil – disse Chico. – O bunda mole do Senado já está sentado sobre mais de 50 pedidos de impeachment do piroca, mas não tira o bundão dele de cima dos pedidos nem a pedido da mãe dele. 

– Ele recebeu quanto do Vorcaro? – perguntou o chargista. 

– Parece que 30 milhões de dólares, algo assim – disse Osvaldo. 

– E os filhos do pirocolino? Cada um recebeu um cartão do Master de 300 mil reais, para gastarem como quiserem – disse o cara de maracujá de gaveta. 

– Centro e trinta milhões só para a patroa! – disse Siri. 

– E aí, vai sair alguma charge? – perguntei a Siri. 

– Estou aqui pensando em pedir para o ChatGPT para desenhar um ovo na beirinha de uma mesa – Siri respondeu. 

No dia 15 de novembro de 2025, dois dias antes de ser enjaulado, Vorcaro perguntou a Moraes: “Acha que segunda já tenho que estar fora?” E, no dia seguinte: “Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?” Vorcaro foi preso em 17 de novembro, quando se preparava para embarcar em um avião particular no Aeroporto de Guarulhos com destino a Dubai. 

– Pode cair a chuva que for, Brasília já está pegando fogo – gemeu o cara de maracujá de gaveta. 

– Quem vai empurrar o ovo da beira da mesa é Donald Trump. Precisamos ir para as ruas no 7 de Setembro, eleger Flávio Bolsonaro, desinfectar o Estado de 60 anos de aparelhamento, enviar os narcotraficantes e bandidos do colarinho branco para El Salvador e entrar de cabeça na Pax Americana – disse Alex, jornalista da ativa, membro da AJOIA Brasil, a Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados. A AJOIA foi fundada porque os verdadeiros jornalistas deste país não aguentavam mais ver tanta puta se passando por jornalista. 

Três mulheres de parar o trânsito sentaram-se a uma mesa próxima aos velhotes, que, imediatamente, se concentraram no vampirismo. Alguns do clube eram cariocas e, certamente, sentiram, no perfume que fluía da mesa das beldades o cheiro do mar de Copacabana, nos anos 1960. 

Quanto a mim, não bebo mais, tomei apenas uma garrafa de água mineral, sem gás. Fiquei mais um pouco por ali e fui para casa.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Jornalistas Independentes realizam conferência em São Paulo e entregam a Flávio Bolsonaro o Plano Brasil 2040, para tirar o país da UTI

Flávio Bolsonaro é convidado de honra da conferência da AJOIA Brasil

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 1 DE SETEMBRO DE 2026 – A Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados (AJOIA Brasil) realiza conferência no dia 21 de setembro, uma segunda-feira, em comemoração ao seu primeiro ano de aniversário, no Palácio Fiorentino (entre a Avenida Paulista e o Estádio do Pacaembu), em São Paulo, quando entregará ao candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), o Plano Brasil 2040, um projeto abarcando todas as atividades de Estado, visando tirar o Brasil do atoleiro onde agoniza e guindá-lo ao clube dos países hegemônicos. 

O projeto é de autoria de um dos maiores intelectuais e estrategistas do país, o economista, escritor e especialista em Inteligência e contrainteligência Jorge Bessa, com revisão de Ray Cunha, ambos membros da AJOIA Brasil, instituição presidida pelo jornalista José Aparecido Ribeiro, criada para investigar a realidade dos fatos e divulgá-la nestes tampos de ditadura da toga, com centenas de prisioneiros políticos, censura, perseguição a jornalistas e a grande mídia com o rabo sacudindo para a avalanche de verbas públicas. 

Haverá sessão de autógrafos com os escritores Dan Berg, Alexandre Siqueira, Hilton James Kutscka, Lena Brandão, Fernando Pinheiro Pedro e Ana Paula Rocha. 

Entre os nomes dos convidados estão os jornalistas Augusto Nunes, Alexandre Garcia, Jorge Serrão, Cristina Graeml, José Carlos Bernardi, Bosco Foz, Luiz Carlos Belém e Ivan Kleber. 

Também estão entre os convidados o Príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança, Valéria Bolsonaro, Coronel Tadeu, Major Mecca e o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite. 

Inscrições para o evento são feitas pelo WhatsApp (31) 99823-5151. Curadoria e informações: Alexandre Siqueira – vice-presidente da AJOIA Brasil – (31) 99823-5151. Organização: Dan Berg – CEO da ImperyAll – (11) 97392-4436.

domingo, 30 de agosto de 2026

Seis livros para entender a ditadura da toga

Ray Cunha sobreviveu como jornalista aos anos de chumbo da
Ditadura dos Generais (1964-1985) e, agora, à Ditadura da Toga

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 30 DE AGOSTO DE 2026 – Disse o jurista Rui Barbosa: “A investida reacionária da nulificação da justiça, que se esboça no grandioso projeto de castração do Supremo Tribunal Federal, tem por grito de guerra, conclamado em brados trovejantes, a necessidade de pôr trancas ao edifício republicano contra a ditadura judiciária”. Ao que a internet traduziu como: “A pior ditadura é a ditadura do Poder Judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer”. É o que está acontecendo no Brasil, neste momento. 

Uma ditadura não começa da noite para o dia, mas pelo menos 66 anos antes. Para entender tudo isso, há seis livros fundamentais: O Foro de São Paulo: A Ascensão do Comunismo Latino-Americano, de Olavo de Carvalho; Deu no New York Times, de Larry Rohter; Marxismo: O Ópio dos Intelectoides Latino-Americanos, de Jorge Bessa; e a trilogia O Clube dos Onipotentes, O Olho do Touro e O Terceiro Olho, deste que vos escreve. 

O Foro de São Paulo: A Ascensão do Comunismo Latino-Americano, de um dos maiores intelectuais brasileiros, o filósofo Olavo de Carvalho, é uma coletânea de artigos e ensaios com a tese central de que o Foro de São Paulo – fundado em 1990 por iniciativa de Fidel Castro e Luiz Inácio Lula da Silva, atua, desde então, como eixo central de articulação entre partidos políticos de Esquerda, governos e organizações armadas ou criminosas na América Latina. 

Hoje, já se tem um raio-X do Foro: trata-se de um clube de comunistas, ditadores, narcotraficantes, terroristas, guerrilheiros e mafiosos, com o objetivo de saquear o continente americano, especialmente o Brasil e os Estados Unidos. Recentemente, um de seus líderes foi preso pelos Estados Unidos: o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Supõe-se que Lula da Silva é quem está no comando, agora, sozinho. 

Os brasilianistas, gringos que estudam o Brasil, têm uma qualidade que os brasileiros não têm. Os brasileiros estão no olho do furacão; os brasilianistas, não – examinam o Brasil de fora para dentro, e, alguns, com bisturi amoladíssimo. É o caso do norte-americano Larry Rohter. Casado com uma brasileira, Clotilde Amaral, viveu no Brasil uma década e meia e fala português com fluência. 

Rohter foi um dos primeiros jornalistas a investigar as mortes estranhas ligadas a escândalos envolvendo o Partido dos Trabalhadores (PT), mas ficou famoso ao registrar, em matéria publicada no New York Times, que Lula da Silva é alcoólatra. Por isso, Lula mandou expulsá-lo do país. Mas, vendo que sua ditadura ainda não dava para isso, bebeu sua 51 calado. 

Deu no New York Times (2007) é muito mais do que o Lula da Silva delirando. É um passeio pelo Brasil, sob a lente anglo-saxônica. Nele, Rohter fala sobre literatura, música, Nordeste, Amazônia, comportamento dos brasileiros e, claro, Rio de Janeiro, sempre com a objetividade dos jornalistas da escola inglesa e americana. 

O autor de Marxismo: O Ópio dos Intelectoides Latino-Americanos, o paraense Jorge Bessa, é um dos escritores brasileiros mais produtivos. Ex-espião em Moscou, durante a Guerra Fria, chefiou os Departamentos de Contra-Espionagem e de Contra-Terrorismo da antiga Secretaria de Inteligência da Presidência da República, atual Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Marxismo é um raio-X do comunismo no planeta, desde suas raízes até o Foro de São Paulo. Bessa traça também um perfil psicológico de Lula da Silva, mostrando o que há por trás da carapaça do molusco. 

Durante a comemoração do aniversário da AJOIA Brasil (Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados), no Palácio Fiorentino, em São Paulo, dia 21 de setembro, a partir das 19 horas, será entregue ao candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), o Projeto Brasil 2040 – Plano Nacional de Reconstrução e Desenvolvimento, assinado por Jorge Bessa, como contribuição da Ajoia Brasil visando tirar o país do atoleiro em que a Esquerda o enfiou. 

Finalmente, o que eu chamei de A Ditadura da Toga – a trilogia O Clube dos Onipotentes, O Olho do Touro e O Terceiro Olho – abarca os acontecimentos no Brasil desde o Foro de São Paulo, passando pelo assassinato a conta-gotas de Jair Messias Bolsonaro e o fantasioso golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, até o general da Pax Americana, Donald Trump, entrar em campo. 

Six Books to Understand the Robed Dictatorship 

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, AUGUST 30, 2026 — The Brazilian jurist Rui Barbosa once warned of “the reactionary assault aimed at nullifying justice,” embodied in a grand project to emasculate the Federal Supreme Court. Its battle cry, he said, was the need to lock the doors of the republican edifice against judicial dictatorship. 

The internet later reduced the warning to a blunt maxim: “The worst dictatorship is a dictatorship by the Judiciary. There is no one to appeal to.” 

That is precisely what is happening in Brazil today. 

Dictatorships do not emerge overnight. They are usually decades in the making—sometimes at least 66 years in the making. To understand what is happening in Brazil, five books are essential: The São Paulo Forum: The Rise of Latin American Communism, by Olavo de Carvalho; It Made the New York Times, by Larry Rohter; Marxism: The Opium of Latin American Intellectualoids, by Jorge Bessa; and my own trilogy, The Club of the Omnipotent, The Bull’s Eye, and The Third Eye. 

The São Paulo Forum: The Rise of Latin American Communism, by philosopher Olavo de Carvalho, one of Brazil’s most important intellectuals, is a collection of essays and articles built around a central thesis: founded in 1990 on the initiative of Fidel Castro and Luiz Inácio Lula da Silva, the São Paulo Forum has served as a key platform for coordinating left-wing political parties, governments, and armed or criminal organizations throughout Latin America. 

Today, the Forum can be viewed in something resembling an X-ray: a network bringing together communists, dictators, drug traffickers, terrorists, guerrillas, and mafiosi, allegedly united by the objective of plundering the American continent, particularly Brazil and the United States. 

Recently, one of its most prominent figures was arrested by the United States: Venezuela’s dictator, Nicolás Maduro. The assumption now is that Lula da Silva is calling the shots on his own. 

Brazilianists—foreign scholars and journalists who study Brazil—have one advantage Brazilians themselves generally lack: distance. 

Brazilians live inside the hurricane. Brazilianists stand outside it. They examine Brazil from the outside in, and some wield a remarkably sharp scalpel. American journalist Larry Rohter is a case in point. 

Married to a Brazilian woman, Clotilde Amaral, Rohter spent a decade and a half living in Brazil and became fluent in Portuguese. He was among the first journalists to investigate a series of suspicious deaths connected to scandals involving the Workers’ Party (PT). 

But Rohter became internationally notorious after publishing an article in The New York Times stating that Lula da Silva was an alcoholic. Lula responded by ordering his expulsion from Brazil. 

The problem was that Lula’s dictatorship had not yet become powerful enough to make that happen. 

So he quietly drank his 51 beer. 

It Made the New York Times (2007) is about much more than Lula da Silva and his political delirium. It is a journey through Brazil seen through an Anglo-American lens. Rohter writes about literature, music, Brazil’s Northeast, the Amazon, Brazilian behavior and, naturally, Rio de Janeiro. Throughout, he brings the detached eye associated with the British and American journalistic tradition. 

Jorge Bessa, a native of Pará and the author of Marxism: The Opium of Latin American Intellectualoids, is one of Brazil’s most prolific writers. During the Cold War, he worked as a spy in Moscow. Later, he headed the Counterintelligence and Counterterrorism Departments of the former Secretariat of Intelligence of the Presidency of the Republic, today known as the Brazilian Intelligence Agency, Abin. 

Marxism offers an X-ray of communism around the world, tracing its roots all the way to the São Paulo Forum. Bessa also sketches a psychological portrait of Lula da Silva, attempting to reveal what lies beneath the mollusk’s shell. 

On September 21, beginning at 7 p.m., during a celebration of the anniversary of AJOIA Brasil—the Brazilian Association of Independent and Affiliated Journalists—at the Fiorentino Palace in São Paulo, presidential candidate and Senator Flávio Bolsonaro (PL/RJ) is scheduled to receive Projeto Brasil 2040 – Plano Nacional de Reconstrução e Desenvolvimento (Brazil Project 2040 – National Reconstruction and Development Plan). 

Signed by Jorge Bessa, the document is being presented by AJOIA Brasil as a contribution aimed at helping pull Brazil out of the quagmire into which, in the organization’s view, the Left has plunged the country. 

And finally there is what I have called The Robed Dictatorship. 

My trilogy—The Club of the Omnipotent, The Bull’s Eye, and The Third Eye—follows Brazil’s political trajectory from the São Paulo Forum through what I describe as the slow-motion assassination of Jair Messias Bolsonaro and the fanciful coup narrative surrounding January 8, 2023, until the general of the Pax Americana, Donald Trump, finally enters the field. 

The robe, in this story, is not merely a piece of clothing. 

It is a symbol of power. 

And when power no longer recognizes limits, democracy itself becomes the defendant.