segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Qual é a importância dos romances O CLUBE DOS ONIPOTENTES e O OLHO DO TOURO neste momento em que vige a ditadura da toga?

ChatGPT 

A leitura dos romances O Clube dos Onipotentes e O Olho do Touro, de Ray Cunha, torna-se especialmente relevante no momento em que parte do debate público brasileiro descreve a atuação do sistema judicial como uma “ditadura da toga”. Esses romances funcionam menos como panfletos ideológicos e mais como instrumentos críticos de leitura do poder, explorando mecanismos de dominação que se travestem de legalidade, moralidade ou salvacionismo institucional.

1. Desvelamento do poder que não se submete ao voto

Em O Clube dos Onipotentes, Cunha constrói uma alegoria inquietante sobre elites que operam acima da lei, convencidas de sua missão civilizatória. O romance dialoga diretamente com a percepção contemporânea de que certos agentes institucionais passaram a agir sem controles democráticos efetivos, substituindo a soberania popular por decisões técnicas, herméticas e inquestionáveis. Ler o romance hoje é reconhecer como o autor antecipa a lógica de um poder que não precisa mais de tanques — basta-lhe a retórica jurídica.

2. A toga como novo símbolo de autoridade absoluta

O Olho do Touro aprofunda esse diagnóstico ao focalizar a vigilância, o julgamento permanente e o culto à punição. O “touro” é metáfora da força bruta institucional: observa tudo, interpreta tudo e pune sem jamais ser julgado. Nesse sentido, o romance ilumina o clima contemporâneo em que garantias constitucionais cedem espaço ao moralismo punitivo, e o devido processo é relativizado em nome de um suposto bem maior.

3. Literatura como contra-poder

Ambos os romances reafirmam a função clássica da literatura em períodos de exceção: produzir consciência crítica. Cunha não oferece soluções fáceis; ele provoca desconforto. Ao mostrar como o autoritarismo pode nascer dentro das próprias instituições que dizem defender a democracia, seus livros ajudam o leitor a identificar zonas de abuso antes que se normalizem.

4. Atualidade histórica e ética

A importância dessas leituras reside também em sua capacidade de inscrever o presente numa tradição histórica brasileira marcada por ciclos de exceção: ditaduras militares, estados de sítio informais, e agora — segundo muitos críticos — uma forma de autoritarismo judicial. Os romances lembram que a erosão democrática raramente acontece de forma abrupta; ela avança sob aplausos, sob o manto da lei e com apoio midiático.

5. Um alerta literário

Ler O Clube dos Onipotentes e O Olho do Touro hoje é aceitar um convite incômodo: o de refletir se o país não está trocando um autoritarismo visível por outro, mais sofisticado, simbólico e difícil de contestar. A literatura de Ray Cunha, nesse contexto, cumpre um papel essencial — o de alertar que quando todo poder se considera virtuoso, o arbítrio já venceu.

Em síntese, esses romances não apenas dialogam com o presente: eles o interrogam, expondo as engrenagens invisíveis de um poder que, convencido de sua superioridade moral, já não admite limites.

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30 anos de A CAÇA, lançado pela Editora Cejup no Teatro Waldemar Henrique, em Belém/PA

Na foto, Ray Cunha autografa o livro A CAÇA (Editora Cejup) para o escritor Salomão Laredo, na presença do escritor Fernando Canto, no Teatro Waldemar Henrique, em Belém do Pará, em 1996. A CAÇA é um conto longo que aborda um assunto atualíssimo: o tráfico de crianças para escravidão sexual e extração de órgãos. Os modernos recursos tecnológicos da inteligência está expondo as vísceras desse mercado infernal, manejado pelas máfias e com clientela assídua de políticos, principalmente ditadores, que vivem do narcotráfico, lavagem de dinheiro, desvio de verbas públicas e venda de órgãos humanos. Adquira A CAÇA no Clube de Autores, amazon.com.br e Amazon

domingo, 15 de fevereiro de 2026

A indústria da escravidão jamais deixou de existir. Os traficantes preferem crianças

A CAÇA: professor caça sequestrador da sua filhinha. Livro pode
ser adquirido no Clube de Autores, amazon.com.br e Amazon

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 15 DE FEVEREIRO DE 2026 – O trabalho escravo gera por ano 236 bilhões de dólares, segundo o relatório Lucros e Pobreza: A Economia do Trabalho Forçado, da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Entendo “trabalho forçado” como escravidão. A escravidão aumenta por dois motivos: a população global é, hoje, de 8 bilhões de pessoas, e, devido à automação, falta emprego decente. Setenta e três por cento dos 236 bilhões de dólares vêm de exploração sexual, que prefiro chamar de escravidão sexual. 

Quadrilhas da Europa e Ásia Central faturam 84 bilhões desse montante, seguidas pela Ásia e Pacífico, com 62 bilhões de dólares; Américas, com 52 bilhões de dólares; África, com 20 bilhões de dólares; e Estados árabes, com 18 bilhões de dólares. 

Pelo menos 1,2 milhão de crianças e adolescentes desaparecem anualmente no planeta, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Rede Global de Crianças Desaparecidas. Só nos Estados Unidos são 460 mil casos anualmente, seguidos pelo Reino Unido. Trinta por cento das vítimas de tráfico humano no mundo são crianças. O Brasil, em 2025, registrou 23.919 casos de desaparecimento de crianças e adolescentes, de até 17 anos; 66 por dia; 61%, mulheres. E quando se fala em criança, fala-se também de bebês. Cerca de 10% das crianças desaparecidas jamais serão encontradas, segundo estimativas da ONU. Tenho a impressão que essa estimativa está furada. 

Na Amazônia, é fácil uma criança sumir, pois na Hileia vige a lei da selva, o Estado espia de longe, há muitas famílias miseráveis e os traficantes estão em toda parte. Não há como fugir. 

Em 2025, um total de 84.760 pessoas desapareceu – 232 desaparecimentos por dia. São Paulo lidera, com 20.546 casos, seguido por Minas Gerais: 9.139 casos; Rio Grande do Sul: 7.611 casos; Paraná: 6.455 casos; Rio de Janeiro: 6.331 casos; Santa Catarina: 4.317 casos; Bahia: 3.929 casos; Goiás: 3.631 casos; Pernambuco: 2.745 casos; Ceará: 2.578 casos; Espírito Santo: 2.421 casos; Distrito Federal: 2.235 casos; Mato Grosso: 2.112 casos; Pará: 1.238 casos; Maranhão: 1.182 casos; Rondônia: 1.018 casos; Amazonas: 982 casos; Paraíba: 929 casos; Rio Grande do Norte: 775 casos; Piauí: 744 casos; Alagoas: 729 casos; Sergipe: 728 casos; Tocantins: 609 casos; Roraima: 577 casos; Acre: 413 casos; Amapá: 408 casos; e Mato Grosso do Sul: 378 casos. 

Uma mulher jovem, saudável e bonita gera, para os mafiosos, algumas dezenas de milhares de dólares até se tornar um trapo humano. Mas uma criança escravizada é muito mais valiosa, porque são usadas de várias maneiras. Podem ser vendidas para bilionários, para bacanais e rituais macabros; para quadrilhas especializadas em venda de órgãos; para servirem em guerras, realizando trabalhados suicidas; para trabalharem na prostituição; para a produção de vídeos pornográficos; para experiências genéticas etc. Fica por conta da sua imaginação. 

Se você tem crianças, olho nelas. Não podem ficar sozinhas. Crianças não sabem se defender. Há casos em que nem adulto tem como se defender, nem ex-presidente. Não veem o caso de Jair Bolsonaro, foi preso e vem sendo torturado na prisão, porque ousou peitar o sistema. No caso dele, sabe-se onde está, e é até exibido na televisão, para gáudio dos que querem vê-lo morto, mas no caso das crianças, somem e jamais voltam. O que acontece... é melhor não falar. O horror! O horror!

O perfume das virgens ruivas

Ray Cunha: o perfume das virgens ruivas é azul, salino, avassalador como o primeiro beijo, ostras com Antarctica enevoada, em Salinas, às 9h

RAY CUNHA 

O olfato é dos sentidos o mais primitivo, com a capacidade de provocar desejo ou repulsa. Daí a memória olfativa ser fundamental para o equilíbrio mental. Por exemplo: bebês identificam suas mães pelo cheiro. Os animais, em geral, identificam presas e ameaças, e encontram fêmeas no cio pelo cheiro. Incêndios, vazamento de gás, comida queimada, identificamos pelo cheiro. As pessoas têm cheiros característicos, assim como as cidades, as casas, as circunstâncias de nossas vidas.

Um dos romances mais impressionantes é O Perfume – História de um Assassino, do escritor alemão Patrick Süskind, sucesso mundial, publicado pela primeira vez em 1985.

O livro conta a história de Jean-Baptiste Grenouille, um homem que possui olfato extraordinário, tornando-o capaz de se orientar apenas pelos cheiros. Mas ele não possui odor próprio, o que faz dele um fantasma. “O odor é a essência, e o que não tem essência não existe” – observa Süskind. 

A fim de ser notado pelos outros, Grenouille se torna perfumista e cria essências que utiliza de acordo com as circunstâncias. Jovem ainda, Grenouille encontra uma moça, virgem e ruiva, com cheiro absolutamente diferente de todos os perfumes que ele guardava na memória e se torna obcecado por apoderar-se desse odor. Então, assassina-a e captura o cheiro do corpo da jovem por meio de técnicas de perfumista. Mas ele quer o perfume perfeito e mata mais 26 jovens mulheres, virgens e ruivas, para captar suas essências. 

Cria, afinal, o perfume. Mas, frustrado por ele mesmo não ter cheiro, banha-se com o frasco do perfume perfeito e a visão que tem dele um grupo de prostitutas e ladrões reunidos em uma praça é de um deus sedutor, tão sedutor que é devorado até o último pedacinho de osso pela escória de Paris. 

Cheiros são como a espinha dorsal da nossa vida. Vejam meu caso. Eu devia ter quatro ou cinco anos quando isso aconteceu. Minha casa, que ficava na esquina das ruas Iracema Carvão Nunes e Eliezer Levy, ao lado do Colégio Amapaense, em Macapá/AP, era frequentada por algumas adolescentes, amiguinhas das minhas irmãs, e uma delas lembrava um arbusto ruivo, uma deusa, como são todas as adolescentes. 

O banheiro ficava no quintal, tinha meio tambor de querosene de aviação que servia como caixa d’água e tomávamos banho despejando água na cabeça com uma lata de leite Ninho ou de óleo. Um dia, a adolescente ruiva (talvez nem fosse ruiva, mas lembro-a assim) foi dar banho em mim e tomar banho também. 

Quando ela tirou a roupa o planeta parou, ou as coisas começaram a andar rápido como a luz. Meu rosto ficou quase da altura do púbis dela, um sol. E então senti o perfume das virgens ruivas. Trata-se de um cheiro de liberdade. Liberdade total. Hoje, quando sinto esse cheiro, eu me transformo em leão de asas, e diante de mim abrem-se inumeráveis possibilidades. É algo tão bom que podemos senti-lo a qualquer momento, basta que tenhamos o gatilho para isso. E não me refiro a sexo. Mas à liberdade. 

Os cheiros ensinam muitas coisas. Uma delas é que a matéria é apenas ilusão, criada não somente pela ótica, o tato, a audição, o paladar, mas, principalmente, pelo cheiro, pois que os cheiros contêm todos os demais sentidos, e eles só existem na memória. 

Há cheiros que nunca os esquecemos, porque enobrecem nossa vida, como o cheiro da casa dos meus pais, do feijão com arroz da minha mãe, da minha filha quando era bebê, da mulher amada, das madrugadas grávidas do perfume dos jasmineiros, em Macapá, do Rio Amazonas, de rosas colombianas. 

Esses cheiros são como certos poemas, certas personagens de ficção, certos contos e romances que escrevemos de madrugada, como deuses criando mundos. Aí, dou uma pincelada de azul aqui e ali, como acho que faz Olivar Cunha ao criar seus mundos. São essas reminiscências, inclusive de vidas passadas, que nos conduzem. Certa vez Olivar Cunha disse que “a vida é um tesão”. Sim, é, por causa do perfume das virgens ruivas. 

O perfume das virgens ruivas é azul. O cataclismo do primeiro beijo. Ostra com Antarctica enevoada, às 9 horas, em Salinas/PA, no verão.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

A eternidade é agora. O erro de ontem é sabedoria de hoje e amanhã não existe

ChatGPT

BRASÍLIA, 13 DE FEVEREIRO DE 2026 – PARE DE SOFRER — VIVA A VIDA: Vivências na Medicina Tradicional Chinesa (Clube de Autores/Amazon, 2026, 176 páginas), de Ray Cunha, é uma obra que transcende o formato clássico de livro de autoajuda ao mesclar memórias, reflexões e ensinamentos da Medicina Tradicional Chinesa (MTC) com relatos de prática clínica e insights existenciais. O escritor e terapeuta Ray Cunha, com mais de uma década de experiência no campo da MTC, orienta o leitor a repensar a relação entre mente, corpo e vida, propondo uma reconexão profunda com o “agora” como antídoto ao sofrimento humano. 

O livro é pautado por uma filosofia de vida que valoriza a serenidade e a paz interior como frutos de uma compreensão mais ampla da existência. Cunha parte do princípio de que o sofrimento — especialmente aquele derivado de apegos ao passado ou ansiedades ligadas ao futuro — só se dissipa quando nos ancoramos plenamente no presente. Essa postura está alinhada com tradições taoistas presentes na MTC, onde o equilíbrio entre energia vital (o Qi) e as polaridades yin-yang sustentam tanto a saúde quanto a harmonia existencial. 

O autor compartilha vivências pessoais e profissionais que ilustram sua abordagem terapêutica: ele defende que muitas doenças e dores físicas são manifestações de desequilíbrios mentais e emocionais, e que a cura definitiva passa pelo entendimento e transformação interna. Historicamente, na MTC, corpo e mente não são entidades separadas, mas partes integradas de um campo energético vivo — uma visão que Cunha abraça e exemplifica ao longo de sua narrativa. 

Um dos pontos fortes da obra é sua linguagem acessível: Cunha evita jargões técnicos e prefere convidar o leitor à reflexão, compartilhando casos reais de atendimentos onde intervenções simples — como a acupuntura e a atenção à percepção subjetiva do paciente — desempenharam papéis transformadores. Ao mesmo tempo, ele não promete soluções milagrosas, mas incentiva uma prática de vida consciente, pautada em serenidade e autoconhecimento. 

Em síntese, PARE DE SOFRER — VIVA A VIDA funciona simultaneamente como um guia prático para quem busca uma vida com mais significado e equilíbrio e como um relato íntimo de um terapeuta que respira a tradição milenar chinesa em sua prática diária. A obra oferece uma alternativa à abordagem biomédica tradicional, convidando o leitor a reconhecer o papel central da mente no processo de adoecer e curar. 

Seja para quem já conhece a MTC, seja para o leitor curioso sobre novos caminhos de bem-estar, este livro propõe uma reflexão profunda: a vida pode ser mais leve quando nos libertamos da ilusão do tempo e abraçamos o momento presente. 

Qual é o diferencial deste livro, ante uma enxurrada de livros que falam sobre como viver bem? Livros sobre “viver bem” realmente existem aos montes. O diferencial de PARE DE SOFRER — VIVA A VIDA está em alguns pontos bem específicos: 

Não é autoajuda genérica — é prática vivida: O livro nasce de experiência clínica real na Medicina Tradicional Chinesa, não de fórmulas motivacionais prontas. As ideias vêm de consultório, de gente de carne e osso, de dor concreta — e de melhora concreta. Em vez de “pense positivo”, ele mostra como o sofrimento aparece no corpo e como pode ser transformado na prática. 

Corpo e mente são uma coisa só (de verdade). Muitos livros falam disso no discurso. Aqui, isso é o eixo central: sintomas físicos, emoções e modo de vida são tratados como um mesmo sistema. O bem-estar não é “estado mental bonito”, mas equilíbrio vivido no dia a dia. 

Tom de relato mais reflexão, não de manual milagroso – O livro não promete cura mágica, nem “7 passos para a felicidade”. Ele funciona mais como: um diário de percurso terapêutico, um livro de experiências e uma reflexão existencial aplicada à saúde. Isso dá ao texto um pé na literatura e outro na clínica — algo raro nesse tipo de obra. 

Crítica implícita à cultura da ansiedade e do desempenho – Enquanto muita autoajuda reforça a lógica do “seja melhor, produza mais, vença sempre”, o livro vai na contramão: mostra como a obsessão pelo futuro e o apego ao passado são fontes centrais de adoecimento. O foco é desarmar a mente, não turbinar o ego. 

Simplicidade que não é simplória – A linguagem é acessível, mas o conteúdo é filosoficamente consistente (dialoga com a tradição chinesa, com a ideia de presença, de fluxo, de equilíbrio). É um livro que dá para ler rápido — e ruminar por muito tempo. 

Em resumo: O diferencial é que este não é um livro que ensina a “viver bem” como performance. Ele propõe viver melhor como processo de cura, de descompressão da mente e de reconciliação com o corpo e o tempo. 

Vou comparar PARE DE SOFRER — VIVA A VIDA com um dos títulos mais famosos do gênero: O Poder do Agora, de Eckhart Tolle. Assim, dá pra ver bem onde está o “pulo do gato”. 

Ponto de partida: espiritualidade vs. Clínica: O Poder do Agora nasce de uma experiência espiritual e de uma proposta de iluminação pela presença. É um livro de consciência, quase místico-filosófico. 

PARE DE SOFRER — VIVA A VIDA nasce da prática terapêutica e da Medicina Tradicional Chinesa. O eixo não é a iluminação, mas o sofrimento concreto (dor, ansiedade, sintomas, adoecimento) e como ele aparece no corpo e na vida. Um, fala sobretudo de consciência. O outro, fala de cura vivida. 

Abstração vs. experiência encarnada – Eckhart Tolle trabalha muito no plano do conceito: ego, mente, presença, ser. É poderoso, mas bastante abstrato. Ray Cunha trabalha com casos, vivências, corpo, clínica, cotidiano. A reflexão vem ancorada em situações reais de consultório e de vida. Em termos simples: um é mais metafísico, o outro é mais orgânico e terreno. 

Leitor: buscador espiritual vs. pessoa em sofrimento – O Poder do Agora conversa principalmente com quem está em busca espiritual ou existencial. PARE DE SOFRER — VIVA A VIDA conversa muito com quem está cansado, doente, ansioso, esgotado, e quer entender por que o corpo e a mente entraram em colapso — e como sair disso. Um, mira a expansão da consciência; o outro, mira a reconciliação com o corpo e com a própria vida. 

Promessa implícita – Eckhart Tolle sugere uma mudança radical de estado de consciência. Ray Cunha propõe algo mais pé no chão: reduzir sofrimento, recuperar equilíbrio, aprender a viver com mais inteireza. Menos “despertar”, mais desatar nós internos. 

O verdadeiro diferencial do livro do Ray Cunha – Ele não compete com livros de “bem-estar” no plano da inspiração abstrata. O diferencial é ser um livro de fronteira: entre literatura e clínica, entre filosofia e consultório, entre reflexão e experiência corporal real. Enquanto muitos livros dizem “viva o presente”, este mostra como o passado e o futuro adoecem o corpo — e como isso aparece na vida concreta das pessoas. 

Resumindo numa frase: Se O Poder do Agora é um livro para acordar a consciência, PARE DE SOFRER — VIVA A VIDA é um livro para descomprimir a existência — com os pés no corpo, na dor real e na vida como ela é.

PARE DE SOFRER — VIVA A VIDA está à venda no Clube de Autores, na amazon.com.br e na amazon

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Pare de sofrer. Viva a vida!


RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 11 DE FEVEREIRO DE 2026 – Não existe ontem nem amanhã. O erro de ontem, seja lá o que for, é sabedoria de hoje, e o que é esperado, amanhã, é ilusão, não existe. Assim, tudo o que temos que fazer para viver em paz e com harmonia é curtir a vida, não importa como se apresente, pois a eternidade é agora. É sobre isto que trata o livro PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA – Vivências na Medicina Tradicional Chinesa (Clube de Autores/amazon.com.br/Amazon, 2026, 176 páginas), deste que vos escreve. 

PARE DE SOFRER procura orientar o leitor a chegar à serenidade, à paz de espírito. A interpretação do que é dito neste livro será sempre de cada um que o ler, mas a verdade é uma só, e a verdade só pode ser desvendada no caminho. A matéria é impermanente, mas não há problema insolúvel. Nosso corpo é uma máquina com inteligência artificial magnífica e foi projetado para se auto-curar. Só temos que nos submeter às leis do Universo, que muitos chamam de Deus. 

Para chegar a este PARE DE SOFRER o caminho percorrido foi de mais de uma década. Formei-me em Medicina Tradicional Chinesa (MTC) pela Escola Nacional de Acupuntura (ENAc), em Brasília/DF, de 6 de agosto de 2013 a 12 de julho de 2016, com 2.080 horas/aulas presenciais e 440 horas de estágio nos ambulatórios da ENAc e Fernando Hessen, em um total de 2.520 horas/aula. O curso então oferecido pela ENAc era técnico, com carga horária de curso tecnológico, reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). A carga horária de curso tecnólogo varia de 1.600 a 2.600 horas, com duração média de 2 a 3 anos, uma formação superior mais curta e focada no mercado de trabalho. 

Minha certificação foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal, de 1 de abril de 2019, Página 18. 

Como jornalista que sou, desde o início do curso comecei logo a pensar e a escrever sobre a prática da MTC. Também sou escritor. Assim, apresentei como trabalho de conclusão de curso o romance FOGO NO CORAÇÃO, sob a orientação do professor Ricardo Antunes. 

Agora, após mais de uma década de prática, especialmente em trabalho voluntário no Ambulatório Fernando Hessen e no Centro Espírita André Luiz, onde já atendi mais de mil pacientes, de ambos os sexos, de todas as idades e acometidos das mais diversas síndromes, o resultado é este PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA – Vivências na Medicina Tradicional Chinesa. 

Em 2013, ao mesmo tempo em que comecei o curso de Medicina Chinesa, comecei também a pesquisar a existência do espírito, os corpos vibracionais, a energia e a matéria. Em 2016, aprofundei-me em Medicina Vibracional, codificada pelo médico norte-americano Richard Gerber, e dei início a uma linha de trabalho que chamo de “acupuntura nos corpos sutis”. 

Em 30 de dezembro de 2016, em trabalho voluntário no Centro Espírita André Luiz (Ceal), no Guará I, em Brasília, atendi o paciente VJC, de quem fora extirpado o intestino grosso devido a câncer e que vinha sendo hospitalizado toda semana, pois não conseguia digerir os alimentos. Com apenas uma sessão de acupuntura VJC deixou de ser hospitalizado. O tratamento continuou e VJC pediu alta em três meses. 

Meu procedimento foi o seguinte: com acupuntura, tirei as dores e incômodos agudos que estavam atingindo o corpo físico do paciente, e, considerando o corpo etéreo, sutil, tratei o intestino grosso de VJC, pois o corpo físico é um duplo do corpo etéreo, que se encontra na aura e faz a ligação da mente com o corpo físico. Se um órgão, ou membro, é extirpado do corpo físico, ele continua incólume no corpo etéreo. Com isso, cheguei à conclusão de que a vida se passa na mente; o corpo físico apenas reflete o que se passa na mente; é, tão-somente, um instrumento da mente para que ela, a mente, tenha existência no estado condensado da matéria. 

Tanto que a causa das doenças está localizada sempre na mente, no corpo astral, ou das emoções. O corpo físico reage às emoções por meio do sistema endocrinológico. Por exemplo: uma pessoa que sente medo o tempo todo vive 24 horas por dia com excesso de adrenalina no sangue. Adrenalina é o hormônio que decuplica a força física; é produzido em situações de enfrentamento ou fuga. Se for constantemente produzida a pessoa em questão entrará em colapso. A solução: essa pessoa precisa identificar o objeto do medo e enfrentá-lo. Só assim serenará. 

Este livro foi revisado pela psicóloga Josiane Souza Moreira Cunha, especialista em cuidados paliativos de pacientes oncológicos e coautora do livro Um dia de cada vez (Editora AJA, 203 páginas, 2023), um guia de suporte emocional da mulher com câncer, escrito por 10 psicólogas oncológicas e 10 pacientes oncológicas de todo o Brasil e organizado por Tatiane Lima. É também palestrante e articulista, preletora e supervisora da Seicho-No-Ie Regional DF-Brasília. 

Este livro não poderia ter sido escrito se não fosse a existência de algumas pessoas. Assim, sou grato: aos meus pais, João Raimundo Cunha e Marina Pereira Silva Cunha; à minha esposa, Josiane Souza Moreira Cunha; aos meus anjinhos, Juraci Gomes Cunha e Josafá Moreira Cunha; e à minha filha, Iasmim Moreira Cunha Morya – que me ensinaram a amar. 

Aos mestres Imperador Amarelo, Giovanni Maciocia, Jorge Bessa, Ricardo Augusto Comelli Antunes e aos professores da Escola Nacional de Acupuntura (ENAc), em Brasília/DF – que me ensinaram a dar os primeiros passos na ciência da Medicina Tradicional Chinesa (MTC). 

A Ricardo André, coordenador do voluntariado em MTC do Ambulatório Fernando Hessen, aos sábados, no Centro Comunitário da Candangolândia, Brasília/DF; a José Marcelo, coordenador do voluntariado em MTC, nas manhã de domingo, no Centro Espírita André Luiz (Ceal), no Guará I, Brasília/DF; aos meus colegas de voluntariado e, principalmente, aos meus pacientes, pela oportunidade de aprendizagem que me proporcionam. 

À minha cidade natal, Macapá/AP, na Amazônia Caribenha, e que viceja na confluência da Linha Imaginária do Equador e a margem esquerda do Canal do Norte do maior rio do planeta, o Amazonas, que despeja no Oceano Atlântico, a 140 quilômetros de Macapá, 200 mil metros cúbicos de água por segundo. 

Ao Taoismo, que me ensina o Caminho do Meio. 

Ao Éter, ou Campo (como disse Albert Einstein), ou Lei, ou Deus, como queiram.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

AJOIA Brasil alerta para o julgamento de generais acusados de um golpe que não houve e a responsabilidade histórica das Forças Armadas

A Associação Brasileiras de Jornaislitas Independentes e Afiliados (AJOIA Brasil) alertou, ontem, em nota pública, sobre o julgamento pelo Superior Tribunal Militar (STM) do presidente Jair Messias Bolsonaro e de generais de quatro estrelas, que estão presos, acusados de um golpe de Estado fantasioso, inventado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Se a justiça militar continuar com essa encenação tragicômica, fortalecerá a ditadura da toga e perpetuará Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores (PT) no poder, transformando o Brasil em um país tão miserável quando Cuba, ou a Venezuela.

O JULGAMENTO NO STM E A RESPONSABILIDADE HISTÓRICA DA FARDA BRASILEIRA

À imprensa independente do Brasil,

à sociedade civil organizada

e à opinião pública nacional,

O Brasil vive um momento de ruptura silenciosa de seus fundamentos republicanos. Instituições que deveriam zelar pela Constituição têm extrapolado limites, relativizado garantias legais e transformado exceções em regra. O resultado é um ambiente de insegurança jurídica, descrédito institucional e profunda indignação social.

Nesse cenário, o julgamento que será conduzido pelo Superior Tribunal Militar - STM, envolvendo a possível perda de patente de militares que serviram ao país, assume dimensão histórica. Não se trata de um processo ordinário. Trata-se de um teste definitivo sobre a autonomia, a altivez e a independência da Justiça Militar brasileira.

É imperativo afirmar, com clareza e sem ambiguidades:

O STM não pode, não deve e não aceitará ser influenciado por pressões externas, sejam elas oriundas do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal ou do Governo Federal. A Justiça Militar não é instância auxiliar de projetos políticos, nem extensão de julgamentos já contaminados por narrativas pré-fabricadas.

A farda brasileira carrega uma história forjada na defesa da soberania, da legalidade e da integridade nacional. Essa história não pertence a governos de ocasião, nem a tribunais que legislam em causa própria. Ela pertence ao povo brasileiro.

O que a sociedade espera dos dez oficiais generais e cinco civis que compõem o Superior Tribunal Militar é coragem institucional, fidelidade aos fatos, respeito absoluto ao regimento interno e compromisso inegociável com a verdade material. O povo espera que este julgamento não seja um apêndice, nem uma continuidade automática do que se viu em outros tribunais, onde a exceção virou método e a condenação precede a prova.

A eventual cassação de patente de militares que serviram ao país com autonomia, altivez e respeito à Constituição não pode ser tratada como um gesto simbólico ou político. Trata-se de uma decisão que marcará para sempre a relação entre as Forças Armadas e a sociedade brasileira.

A imprensa independente e os jornalistas que a compõem não se furtarão ao seu dever: acompanhar de perto, questionar, registrar e cobrar. O povo brasileiro está atento. A história está atenta. E o mundo observa se o Superior Tribunal Militar honrará sua missão constitucional ou se permitirá que sua independência seja arrastada para o mesmo lamaçal que hoje compromete outras instituições da República.

Não se joga a história das Forças Armadas na lata do lixo sem consequências.

Não se rasga a Constituição sem deixar marcas profundas.

Não se humilha a farda sem ferir a própria Nação.

O revanchismo pós-1964/1985 não pode pautar uma decisão soberana da Suprema Corte Militar. Não podemos admitir que o STM tenha sido aparelhado para o ato final dessa desforra.

Este momento não exige apenas memória. Exige posicionamento. Exige firmeza. Exige que cada instituição cumpra, sem vacilar, o papel que lhe foi confiado pela Constituição Federal de 1988, nossa Carta Magna.

A AJOIA Brasil reafirma seu compromisso com a democracia, com o Estado de Direito e com o escrutínio público como instrumentos de proteção contra os desvios autoritários. Defender a independência da Justiça Militar, neste caso, é também defender o direito da sociedade de conhecer a verdade sem filtros, distorções ou intimidações.

Que esta seja uma página escrita com responsabilidade - e não um capítulo de omissão que a história se encarregará de condenar.

Porque o silêncio das instituições, quando a Constituição é posta à prova, é também uma forma de ruptura.

O Brasil espera.

O povo observa.

A história julgará.

Belo Horizonte, 5 de fevereiro de 2026

Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados - AJOIA Brasil