domingo, 24 de maio de 2026

Brazil com Z. Os EUA nos salvaram de Getúlio Vargas. Agora, vão nos salvar de Lula da Silva

Quem é o pior: Lula da Silva ou Getúlio Vargas? (Reprodução)

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 24 DE MAIO DE 2026 – O Brazil sempre foi com Z, até 1931, quando, por decreto do ditador Getúlio Vargas tirou o Z e pôs S, para padronizar o idioma, já que a palavra brasa era grafada com S. A língua inglesa manteve o Z porque não sofreu reformas ortográficas, enquanto, no Brasil, a língua portuguesa passou por quatro reformas, todas no século passado. Há a teoria de que Brasil é uma homenagem ao pau-brasil, árvore cor de brasa, abundante no Brasil-Colônia. 

Nas ditaduras não é somente cidadãos que são estuprados, mas tudo, incluindo a língua. Atualmente, o Partido dos Trabalhadores (PT), de Lula da Silva, tenta emplacar expressões como a linguagem neutra: todes, amigues, e presidenta, nós vai etc., na tentativa de estupidificar ainda mais o povão que vive de bolsa-migalha. 

Em entrevista à jornalista Arilda Costa McClive, publicada quarta-feira 20 no portal da AJOIA Brasil (Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados), Dan Berg, um dos grandes intelectuais brasileiros, lança luz sobre esta questão. Polímata, escritor, autor de Sociedade dos Poetas Vivos e Império do Brazil com Z, pós-graduado em Neurociências, com extensão universitária em Genealogia pela Universidade Mackenzie de São Paulo, Metodologia STEAM pelo British Council, Diplomacia Internacional e Direito Constitucional, Dan Berg é um estudioso de línguas clássicas, geopolítica e ética, membro da Associação Brasileira das Forças Internacionais de Paz da ONU e da AJOIA Brasil. 

Arilda Costa McClive é jornalista, fotógrafa e curadora de artes radicada nos Estados Unidos. Há 20 anos escreve sobre cultura e artes para o Brazilian Times Newspaper. Em 2015, recebeu o Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Brasileira de New York, por promover a cultura brasileira em nível de excelência. É associada fundadora da AJOIA Brasil. 

A certa altura da entrevista Arilda McClive pergunta: Império do Brazil com Z – por que o Z importa? É provocação ortográfica ou declaração política? 

Dan Berg responde: “O Z importa porque é a nossa identidade constitucional e milenar. Minha pesquisa revela que o nome deriva da raiz hebraica ברזל) BRZL – Barzel, que significa ferro ou férreo, rígido como ferro, avermelhado em sua incandescência. Esta grafia foi utilizada por milênios em escritas fenícias e celtas — como a ilha de Hy-Brasil — em mapas medievais muito antes de 1500. O termo remete ao metal incandescente, de cor avermelhada, e à rigidez do material. 

“Desconstruo aqui um anacronismo: o nome da nação precede o da árvore. O vegetal recebeu esse nome por ser rígido como o ferro e possuir a seiva vermelha como o ferro em brasa. Cientistas mantiveram o S no vegetal apenas para respeitar a grafia da época do registro botânico. Aliás, em 2016, a ciência corrigiu o nome botânico para Paubrasilia echinata, mas, originalmente, a árvore sequer possuía esse nome duplo; era apenas o vegetal que remetia à terra de ferro (Barzel). 

“O argumento de que o nome deveria ter S para combinar com “brasa” não se sustenta, pois, até 1943, escrevia-se braza (com Z); ambas foram alteradas na mesma canetada. A mudança do país para S, em 1943, foi uma manobra arbitrária do ditador Getúlio Vargas, por meio de seu séquito de acadêmicos, sem qualquer base etimológica, histórica, étnica, filológica, cultural ou linguística. Foi uma decisão puramente política e sem base técnica, tanto que mantiveram o Z em palavras como azul, natureza, azeite e fazer, expondo uma total incoerência argumentativa imposta sob ditadura, sem consulta ao povo. 

“Observem a cronologia: 

“Séculos antes de 1500: Cartas marítimas e mapas medievais já registravam o Brazil/Hy-Brasil como a realidade geográfica mapeada do outro lado do Atlântico (a Nova Terra Prometida). 

“1824: O nome oficial na Carta Magna (Constituição do Império) é Brazil, com Z. 

“1891: Mesmo na era republicana, a Constituição Federal dos Estados Unidos do Brazil mantém oficialmente o Z. 

“1943: Ruptura ortográfica arbitrária de Vargas, violando milênios de história e documentos oficiais. 

“Portanto, identidade oficial de Brazil, desde antes de 1500 até 1943: 443 anos! Em absurda, inaceitável e violadora alteração do patrimônio imaterial do nome da nação de Brazil para Brasil, de 1943 até 2025: 82 anos. Só por essa comparação de lapso temporal já é possível ver onde está a verdade do nome oficial e original da Pátria Amada. Como o assunto é profundo, os interessados podem me convidar para palestras, nas quais explico esses pormenores com rigor metodológico, pelo WhatsApp 55 (Brazil) 11-97392-4436”. 

O verdadeiro Brasil, com Z ou com o S de Getúlio Vargas, o pior mandatário que o Brasil já teve em toda a sua história, mas, pasmem, superado por Lula da Silva, vai além da grafia. Trata-se do Paraíso, a região bíblica da Terra onde a natureza é a grande aliada do homem. Maior província biológica e mineral do planeta, sem cataclismos, com os maiores rios do mundo, extenso litoral e clima tropical e sub-tropical, o Brasil é o único subcontinente do globo a abrigar todas as etnias, todas as religiões e todos os povos, em paz. 

Sua tragédia é a maior máfia global, o comunismo, que, como um enxame de gafanhotos, quer reduzir o Brasil a um entreposto de narcóticos a serem embarcados para os Estados Unidos e Europa. 

Nossa sorte é que os Estados Unidos – assim como fez durante a Segunda Guerra Mundial, quando salvou o Brasil das garras de Getúlio Vargas e de Adolf Hitler – voltem a nos salvar, desta vez de Lula da Silva, do PT e do Foro de São Paulo.

Brazil with a Z. The U.S. saved us from Getúlio Vargas. Now they will save us from Lula da Silva

RAY CUNHA

BRASÍLIA, MAY 24, 2026 – Brazil was always spelled with a Z until 1931, when, by decree, the dictator Getúlio Vargas removed the Z and replaced it with an S in order to standardize the language, since the word brasa (“ember”) was spelled with an S. The English language kept the Z because it did not undergo spelling reforms, whereas in Brazil the Portuguese language went through four reforms, all during the last century. There is a theory that Brazil is named after the pau-brasil tree, ember-colored and abundant in Colonial Brazil.

Under dictatorships, it is not only citizens who are violated, but everything else as well, including language. Today, Luiz Inácio Lula da Silva’s Workers’ Party (PT) attempts to impose expressions such as gender-neutral language — todes, amigues, and presidenta, nós vai, etc. — in an effort to further stupefy the masses who survive on welfare crumbs.

In an interview with journalist Arilda Costa McClive, published Wednesday the 20th on the portal of AJOIA Brasil (Brazilian Association of Independent and Affiliated Journalists), Dan Berg, one of Brazil’s great intellectuals, sheds light on this issue. A polymath, writer, author of Society of Living Poets and Empire of Brazil with a Z, postgraduate in Neurosciences, with extension studies in Genealogy at Mackenzie University of São Paulo, STEAM Methodology through the British Council, International Diplomacy, and Constitutional Law, Dan Berg is a scholar of classical languages, geopolitics, and ethics, and a member of the Brazilian Association of UN International Peace Forces and AJOIA Brasil.

Arilda Costa McClive is a journalist, photographer, and art curator based in the United States. For 20 years she has written about culture and the arts for the Brazilian Times Newspaper. In 2015, she received the Machado de Assis Award from the Brazilian Library of New York for promoting Brazilian culture at a level of excellence. She is a founding associate of AJOIA Brasil.

At one point in the interview, Arilda McClive asks: “Empire of Brazil with a Z” — why does the Z matter? Is it an orthographic provocation or a political statement?

Dan Berg replies:

“The Z matters because it is our constitutional and millennial identity. My research reveals that the name derives from the Hebrew root ברזל (BRZL – Barzel), meaning iron or iron-like, rigid as iron, glowing reddish in its incandescence. This spelling was used for millennia in Phoenician and Celtic writings — such as the island of Hy-Brasil — on medieval maps long before 1500. The term refers to incandescent metal, reddish in color, and to the rigidity of the material.

“I deconstruct here an anachronism: the nation’s name precedes the tree’s name. The plant received this name because it was rigid like iron and possessed red sap like glowing iron. Scientists kept the S in the plant’s name only to respect the spelling in use at the time of the botanical registration. In fact, in 2016, science corrected the botanical name to Paubrasilia echinata, but originally the tree did not even possess this double name; it was simply the plant that referred to the land of iron (Barzel).

“The argument that the country’s name should contain an S to match the word ‘brasa’ does not hold up, because until 1943 the word was written braza (with a Z); both spellings were altered by the same stroke of the pen. The change of the country’s name to S, in 1943, was an arbitrary maneuver by the dictator Getúlio Vargas through his entourage of academics, without any etymological, historical, ethnic, philological, cultural, or linguistic basis. It was a purely political decision without technical foundation. So much so that they kept the Z in words such as azul, natureza, azeite, and fazer, exposing a complete argumentative inconsistency imposed under dictatorship without consulting the people.

“Observe the chronology:

“Centuries before 1500: Nautical charts and medieval maps already registered Brazil/Hy-Brasil as the mapped geographic reality on the other side of the Atlantic (the New Promised Land).

“1824: The official name in the Imperial Constitution is Brazil, with a Z.

“1891: Even in the republican era, the Federal Constitution of the United States of Brazil officially retained the Z.

“1943: Vargas’s arbitrary orthographic rupture violated millennia of history and official documents.

“Therefore, the official identity of Brazil, from before 1500 until 1943: 443 years! In the absurd, unacceptable, and violating alteration of the nation’s immaterial heritage from Brazil to Brasil, from 1943 until 2025: 82 years. This comparison of time spans alone already reveals where the truth of the nation’s original and official name lies. Since the matter is profound, those interested may invite me for lectures, in which I explain these details with methodological rigor, through WhatsApp 55 (Brazil) 11-97392-4436.”

The true Brazil, whether with the Z or with the S imposed by Getúlio Vargas — the worst ruler Brazil ever had in its entire history, though astonishingly surpassed by Lula da Silva — goes beyond spelling. It is Paradise itself, the biblical region of Earth where nature is humanity’s great ally. The planet’s greatest biological and mineral province, free from cataclysms, with the world’s largest rivers, an extensive coastline, and tropical and subtropical climate, Brazil is the only subcontinent on Earth to shelter all ethnicities, all religions, and all peoples in peace.

Its tragedy is the world’s greatest mafia: communism, which, like a swarm of locusts, seeks to reduce Brazil to a narcotics hub for shipments to the United States and Europe.

Our good fortune is that the United States — just as it did during the Second World War, when it saved Brazil from the clutches of Getúlio Vargas and Adolf Hitler — may once again save us, this time from Lula da Silva, the PT, and the São Paulo Forum.

sábado, 23 de maio de 2026

Jorge Bessa: o espião que saiu do Trópico

O escritor Jorge Bessa, de ex-espião em Moscou durante a Guerra Fria
a um dos grandes intelectuais brasileiros, especializado em Inteligência

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 23 DE MAIO DE 2026 – O personagem central da trilogia A Via Crucis de Jair Messias Bolsonaro nasceu inspirado em um espião brasileiro: Jorge Bessa, que chefiou a Diretoria de Contrainteligência, responsável pelo contraterrorismo e pela salvaguarda de documentos sigilosos do Estado, da antiga Secretaria de Inteligência da Presidência da República, atual Agência Brasileira de Inteligência (Abin). 

Bessa é formado em Economia, Medicina Tradicional Chinesa e Psicanálise, autor de mais de duas dezenas de livros, nos quais tenta estabelecer pontes entre ciência e espiritualidade. É também membro da AJOIA Brasil (Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados).

Tudo começou em maio de 2022. Como tantas vezes, fui almoçar com Jorge Bessa, na casa dele, no Lago Norte, em Brasília. Nesses encontros, conversamos horas a fio. Naquele dia, ele comentou sobre as circunstâncias que o levaram a dominar o idioma russo e sobre ter servido como espião baseado na Embaixada do Brasil em Moscou, durante a Guerra Fria. 

Seu interesse pela língua russa surgiu por uma razão singular: em encarnação anterior a atual, ele foi agente da Okhrana, a polícia secreta responsável pela segurança do tzar Nicolau II e a Família Imperial, encarnação na qual conviveu com Raspútin, o Mago Negro da Rússia. É uma longa história, que aproveitei para alicerçar o primeiro volume da trilogia A Via Crucis de BolsonaroO CLUBE DOS ONIPOTENTES. 

Ao fazer a revisão de dois livros de Bessa – Grigori Raspútin: As Forças Destrutivas do Mal e Marxismo O Ópio dos Intelectoides Latino-Americanos – resolvi romanceá-los. Conversei sobre isso e ele ficou encantado com a ideia. Foi assim que surgiu O CLUBE DOS ONIPOTENTES. 

De modo que o leitor vai encontrar muitos trechos comuns, ipsis litteris, extraídos dos dois livros citados. Porém, advirto para que o leitor esteja consciente de uma coisa: O CLUBE DOS ONIPOTENTES é um trabalho de ficção, embora também ensaístico. Trata-se de uma advertência de que o comunismo é um plano diabólico de magos negros, que se materializam em agentes como Raspútin e Lula da Silva. 

A trilogia disseca o comunismo, a maior máfia do planeta; o Foro de São Paulo, a organização fundada por Fidel Castro e Lula da Silva com o objetivo de varrer do mapa os Estados Unidos, inundando-o de drogas e bandidos; e traça um perfil psicológico do chefão do Partido dos Trabalhadores (PT), de extrema esquerda: Lula da Silva. 

Jorge Bessa assinou um termo de compromisso, que segue:

“Estou ciente e aprovo os trechos dos meus ensaios: Grigori Raspútin: As Forças Destrutivas do Mal e Marxismo O Ópio dos Intelectoides Latino-Americanos utilizados por Ray Cunha no romance O CLUBE DOS ONIPOTENTES, dentro de um contexto de recriação, não somente da minha pesquisa sobre o comunismo, Raspútin e Lula da Silva, mas também de nossas longas conversas, às vezes de mais de um quarto de dia, sem intervalo, sobre o plano espiritual. 

“Eu bem que gostaria de romancear algumas das minhas pesquisas, mas conto apenas com meu esforço de pesquisador e ensaísta para atingir meu objetivo principal: revelar à Humanidade que todos nós somos espíritos, que o mundo fenomênico é apenas o estado cármico da matéria – denso, impermanente, uma ilusão – e que a vida, ou lei, ou ordem, ou amor, ou Deus, é infinita”. 

Quanto ao personagem de ficção Alexandre Sá Dourado, Alex, trata-se de uma pessoa que nunca adoeceu e que aprende as coisas instantaneamente, especialmente na área de informática e com relação a línguas, que aprende a uma velocidade espantosa. Brasiliense, concluiu os cursos básico e médio em tradicional colégio católico da cidade, mas fez questão de se formar em jornalismo na Universidade de Brasília (UnB); fez jornalismo a pedido do pai, José Clodovil Rosa Dourado, que o queria ver no comando do braço das comunicações das empresas e depois do grupo todo. 

Durante o curso, Alex aceitou o estágio proposto pelo pai, a começar pelo braço da mídia e depois por todas as empresas do grupo, observando e conversando com os diretores e chefes de departamento. A decepção veio com a decisão que Alex tomou logo depois da sua graduação em jornalismo. Em vez de assumir um cargo no braço das comunicações pediu uma moratória por tempo indeterminado e ganhou o mundo. Dessa viagem o dr. Clodovil pouco sabia; referia-se a ela como “a longa viagem perdida”. 

No início dessa aventura, completamente decepcionado, o dr. Clodovil resolveu dar uma olhada no quarto do rapaz. Descobriu uma biblioteca de pelo menos mil volumes, em vários idiomas, com muitos livros sobre medicina tradicional chinesa, astrologia, ufologia, espiritismo, ocultismo e uma porção de “outras porcarias”. Numa gaveta, descobriu pen drives contendo mais livros e artigos sobre ocultismo. Tentou descobrir a senha do computador de Alex, para ver em que seu filho estava se metendo, mas não conseguiu. 

O CLUBE DOS ONIPOTENTES é um romance-reportagem com personagens de ficção e reais, vivos e mortos, e ação nos planos material e espiritual. A ele, seguiu-se O OLHO DO TOURO e, este ano, será lançado o terceiro volume da trilogia, que tem como fio da meada, perpassando os três títulos, o assassinato a conta-gotas do presidente Jair Messias Bolsonaro, o maior estadista que o país já teve, depois de Dom Pedro II. 

Juscelino Kubitschek foi um grande empreiteiro e Getúlio Vargas um ditador carniceiro, como todos os ditadores, só superado por Lula da Silva. O PT sufoca o país há 21 anos, o mesmo tempo da Ditadura dos Generais (1964-1985), com a diferença de que durante a Ditadura dos Generais o Brasil cresceu em média 6,15% ao ano e, com o PT, a dívida pública federal encerrou 2025 em 8,635 trilhões de reais. 

A arrecadação de impostos federais no Brasil é de cerca de 3 trilhões de reais por ano, enquanto a soma de todos os tributos federais, estaduais e municipais giram em torno de 3,98 trilhões de reais, mas o governo Lula da Silva gasta tanto, e ninguém sabe em quê, que seu governo fechou o mês de março de 2026 com déficit primário de 74,8 bilhões de reais, totalizando saldo negativo de 17,1 bilhões de reais no primeiro trimestre. Estados e municípios tiveram déficit de 5,4 bilhões de reais e as empresas estatais apresentaram déficit de 469 milhões de reais. 

Assim, a dívida pública bruta atingiu 80,1% do PIB. O país também opera no vermelho no comércio exterior, registrando déficit de 64,3 bilhões de dólares no acumulado de 12 meses. 

Estamos rolando ladeira abaixo, mas Lula da Silva garante que vai tirar o Brasil do fundo do poço. Dos 21 anos do PT instalado no Palácio do Planalto, Lula da Silva preside o país há 12 anos, e pede mais quatro anos, pois, até agora, ainda não conseguiu realizar seu sonho mais grandioso: transformar o Brasil não na cereja do bolo, mas no próprio bolo do que ele e Fidel Castro, que virou zumbi, idealizam como União das Repúblicas Socialistas Soviéticas da América Latina (URSSAL). 

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, que Lula da Silva quer ver no fundo do Triângulo das Bermudas, deixará Lula da Silva realizar seu sonho, e no quintal da Pax Americana?

Jorge Bessa: The Spy Who Came Out of the Tropics

RAY CUNHA

BRASÍLIA, BRAZIL, MAY 23, 2026 – The central character of the trilogy The Via Crucis of Jair Messias Bolsonaro was inspired by a Brazilian spy: Jorge Bessa, who headed the Counterintelligence Directorate, responsible for counterterrorism and the safeguarding of classified state documents, within the former Intelligence Secretariat of the Presidency of the Republic, now the Brazilian Intelligence Agency (Abin).

Bessa holds degrees in Economics, Traditional Chinese Medicine, and Psychoanalysis, and is the author of more than two dozen books in which he seeks to build bridges between science and spirituality. He is also a member of AJOIA Brasil (Brazilian Association of Independent and Affiliated Journalists).

It all began in May 2022. As on so many occasions, I went to have lunch with Jorge Bessa at his home in Lago Norte, in Brasília. During these meetings, we would talk for hours on end. That day, he commented on the circumstances that had led him to master the Russian language and to serve as a spy stationed at the Brazilian Embassy in Moscow during the Cold War.

His interest in the Russian language arose for a singular reason: in a previous incarnation before the current one, he had been an agent of the Okhrana, the secret police responsible for the security of Tsar Nicholas II and the Imperial Family, an incarnation in which he coexisted with Rasputin, the Black Magician of Russia. It is a long story, which I used as the foundation for the first volume of the trilogy The Via Crucis of Bolsonaro – THE OMNIPOTENT CLUB.

While reviewing two of Bessa’s books – Grigori Rasputin: The Destructive Forces of Evil and Marxism – The Opium of Latin American Intellectualoids – I decided to fictionalize them. I spoke to him about it, and he was delighted with the idea. That is how THE OMNIPOTENT CLUB came into being.

Thus, the reader will find many passages in common, ipsis litteris, extracted from the two aforementioned books. However, I warn the reader to remain aware of one thing: THE OMNIPOTENT CLUB is a work of fiction, although also essayistic in nature. It is a warning that communism is a diabolical plan of black magicians who materialize themselves in agents such as Rasputin and Lula da Silva.

The trilogy dissects communism, the greatest mafia on the planet; the São Paulo Forum, the organization founded by Fidel Castro and Lula da Silva with the objective of wiping the United States off the map by flooding it with drugs and criminals; and it traces a psychological profile of the boss of the far-left Workers’ Party (PT): Lula da Silva.

Jorge Bessa signed a statement of consent, which follows:

“I am aware of and approve the excerpts from my essays Grigori Rasputin: The Destructive Forces of Evil and Marxism – The Opium of Latin American Intellectualoids used by Ray Cunha in the novel THE OMNIPOTENT CLUB, within a context of recreation not only of my research on communism, Rasputin, and Lula da Silva, but also of our long conversations, sometimes lasting more than a quarter of a day without interruption, about the spiritual plane.

“I would very much like to fictionalize some of my research, but I rely only on my efforts as a researcher and essayist to achieve my principal objective: to reveal to Humanity that we are all spirits, that the phenomenal world is merely the karmic state of matter – dense, impermanent, an illusion – and that life, or law, or order, or love, or God, is infinite.”

As for the fictional character Alexandre Sá Dourado, Alex, he is someone who has never fallen ill and who learns things instantaneously, especially in the fields of computer science and languages, which he acquires at astonishing speed. Born in Brasília, he completed elementary and secondary school at a traditional Catholic school in the city, but insisted on graduating in journalism from the University of Brasília (UnB); he studied journalism at the request of his father, José Clodovil Rosa Dourado, who wanted to see him commanding the communications arm of the companies and later the entire group.

During the course, Alex accepted the internship proposed by his father, beginning with the media branch and then moving through all the companies in the group, observing and speaking with directors and department heads. The disappointment came with the decision Alex made shortly after graduating in journalism. Instead of assuming a position in the communications branch, he requested an indefinite moratorium and set out into the world. Of that journey, Dr. Clodovil knew little; he referred to it as “the long lost journey.”

At the beginning of this adventure, utterly disappointed, Dr. Clodovil decided to take a look inside the young man’s room. He discovered a library of at least a thousand volumes, in several languages, containing many books on traditional Chinese medicine, astrology, ufology, Spiritism, occultism, and a host of “other rubbish.” In a drawer, he found flash drives containing more books and articles on occultism. He tried to discover the password to Alex’s computer in order to see what his son was getting involved with, but he could not.

THE OMNIPOTENT CLUB is a reportage-novel featuring fictional and real characters, living and dead, with action unfolding on both the material and spiritual planes. It was followed by O OLHO DO TOURO (THE EYE OF THE BULL), and this year the third volume of the trilogy will be released, with the thread running through all three titles being the gradual assassination of President Jair Messias Bolsonaro, the greatest statesman the country has ever had after Dom Pedro II.

Juscelino Kubitschek was a great contractor, and Getúlio Vargas a butchering dictator, like all dictators, surpassed only by Lula da Silva. The PT has suffocated the country for 21 years, the same length of time as the Generals’ Dictatorship (1964–1985), with the difference that during the Generals’ Dictatorship Brazil grew on average 6.15% per year, while under the PT the federal public debt closed 2025 at 8.635 trillion reais.

Federal tax revenue in Brazil is around 3 trillion reais per year, while the sum of all federal, state, and municipal taxes revolves around 3.98 trillion reais, yet the Lula da Silva government spends so much, and nobody knows on what, that his administration closed the month of March 2026 with a primary deficit of 74.8 billion reais, totaling a negative balance of 17.1 billion reais in the first quarter. States and municipalities registered a deficit of 5.4 billion reais, while state-owned companies posted a deficit of 469 million reais.

Thus, gross public debt reached 80.1% of GDP. The country is also operating in the red in foreign trade, registering a deficit of 64.3 billion dollars accumulated over 12 months.

We are rolling downhill, but Lula da Silva guarantees that he will pull Brazil out of the abyss. Of the 21 years in which the PT has occupied the Planalto Palace, Lula da Silva has governed the country for 12 years and is asking for four more, because so far he has still not managed to fulfill his grandest dream: to transform Brazil not into the cherry on the cake, but into the cake itself of what he and Fidel Castro, who has turned into a zombie, envisioned as the Union of Soviet Socialist Republics of Latin America (USSRLA).

Will Donald Trump, President of the United States, whom Lula da Silva would like to see at the bottom of the Bermuda Triangle, allow Lula da Silva to fulfill his dream in the backyard of the Pax Americana?

quinta-feira, 21 de maio de 2026

EUA preparam a captura de uma das hienas mais perigosas da América Latina: Raúl Castro

Raúl Castro herdou o antro de tortura e assassinato de Fidel

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 21 DE MAIO DE 2026 – Os Estados Unidos indiciaram o ditador de Cuba, Raúl Castro, 94 anos, quarta-feira 20, sob a acusação de ordenar um ataque contra duas aeronaves pertencentes à organização Irmãos ao Resgate, de exilados cubano-americanos, matando quatro homens, três dos quais cidadãos americanos, em espaço aéreo de águas internacionais, segundo a Organização da Aviação Civil Internacional, em 24 de fevereiro de 1996. À época, Raúl Castro era ministro da Defesa. Os Estados Unidos querem a extradição de Castro, que deverá pegar perpétua ou pena de morte. 

Raúl Castro se esconde atrás do presidente Miguel Díaz-Canel, mas até as bactérias sabem que quem comanda a ilha, com garras de fogo, é Raúl, irmão do maior mafioso ibero-americano de todos os tempos, o zumbi Fidel Castro, guru do presidente do Brasil, Lula da Silva – a dupla fundou o Foro de São Paulo, com o objetivo de varrer no mapa os Estados Unidos. Fidel Castro instalou em Cuba, em 1959, uma das ditaduras mais brutais da América Latina; Raúl Castro a herdou. 

Os comunistas cubanos saqueiam a ilha há 77 anos e assassinam quem se apõem ao sistema. Os Estados Unidos já cercaram Cuba, igual como fizeram na Venezuela e laçaram a besta Nicolás Maduro. Derrubado o sistema infernal instalado em Cuba, os Estados Unidos acenam com ajuda humanitária e financeira inicialmente de 100 milhões de dólares. O povo cubano está passando fome. 

O passado de Raúl Castro é negro. No meu livro O CLUBE DOS ONIPOTENTES conto um episódio de quando ele comandava o tráfico de drogas para os Estados Unidos: 

EM 2 DE ABRIL DE 1989, o líder soviético Mikhail Gorbachev desembarcou em Havana, e disse para Fidel Castro que a União Soviética não poderia mais pôr no seu bolso os bilhões de dólares que há décadas vinha pagando à Cuba para manter o enclave soviético nas costas dos Estados Unidos. A União Soviética agonizava, vítima do próprio comunismo. Fidel empalideceu, pois se acostumara a mamar, tornando-se, graças ao comunismo, um dos maiores playboys do mundo. E agora, como sustentar seu vidão, com sua máfia sediada em Cuba, a Disneylândia das esquerdas na América Latina? 

Fidel Castro não demoraria a descobrir: acobertado pela celebridade internacional do seu nome, como o revolucionário que desafiou os Estados Unidos, fez um pacto com traficantes de cocaína da Colômbia para que Cuba se tornasse o principal entreposto comercial da droga rumo aos Estados Unidos. Mas foi desmascarado pela Drug Enforcement Administration (DEA, órgão do Departamento de Justiça dos Estados Unidos responsável pelo controle e combate das drogas); vários cubanos detidos confessaram como o esquema operava. 

As investigações da DEA conduziram ao Cartel de Medellín e ao governo cubano. John Jairo Velásquez, o Popeye, homem de confiança tanto de Fidel como de Pablo Escobar no Cartel de Medellín, fez um relato minucioso sobre o envolvimento dos irmãos Castro com a droga de Pablo Escobar à jornalista Astrid Legarda, que escreveu o livro El Verdadero Pablo. Popeye assegura que Raúl Castro, irmão do ditador de Cuba e que o sucederia na chefia da ditadura cubana, era quem recebia os carregamentos de drogas, pois era então o comandante das Forças Armadas. Eram embarcados de 10 a 15 toneladas de droga em cada operação. 

O historiador britânico Richard Gott, em seu livro Cuba – Uma Nova História, confirma a razão que levou Fidel e Raúl Castro a se envolveram no tráfico de cocaína com Pablo Escobar e o Cartel de Medellín. Segundo ele, Cuba estava em crise por causa do afastamento da União Soviética. 

Assim, para se livrarem da prisão nos Estados Unidos, os irmãos Castro acusaram o general Arnaldo Ochoa – herói da revolução cubana e um dos militares mais condecorados da história do país, além de ser um dos grandes líderes militares de Cuba, e que temiam ameaçar o controle total dos cubanos – de ser o comandante das operações de narcotráfico com Pablo Escobar e condenado por “alta traição à pátria e à revolução”. 

Desse modo, os irmãos Castro matavam dois coelhos com uma só cajadada: livravam Cuba de uma invasão americana e a prisão da dupla, e afastavam o general da sucessão de Fidel. Ochoa foi preso, em 1989, dois meses depois da visita de Gorbachev, sob a acusação de comandar as operações de tráfico de drogas do Cartel de Medellín, e foi fuzilado. 

Mario Riva, ex-tenente-coronel do Exército cubano e que hoje vive em Portugal, afirma que Arnaldo Ochoa foi usado como bode expiatório, que Fidel aproveitou para se livrar dele devido às críticas que vinha fazendo ao regime. Arcou com o narcotráfico autorizado pelo regime possivelmente para salvar a vida de seus familiares. Riva disse ao jornal Diário de Notícias, de Portugal, em sua edição de 13 de julho de 2009, que Tony La Guardia, também executado, estava envolvido no tráfico. Tony: “Eu tinha conhecimento dos aviões que aterravam em Cuba vindos da América Central, mas Ochoa não”. 

No livro El Magnífico — 20 Ans au Service Secret de Castro, Juan Vivés, ex-agente do serviço secreto cubano, afirma que Raúl Castro era o chefe do acordo com Pablo Escobar. Vivés revelou ainda que Raúl mantinha relações com narcotraficantes das Farc e que os sandinistas da Nicarágua também estavam envolvidos com o tráfico, por meio do capitão cubano Jorge Martínez, subalterno de Ochoa e contato entre Raúl Castro, o ex-presidente nicaraguense Daniel Ortega e Pablo Escobar. 

Fidel Castro, “um homem dominado pela febre do poder absoluto e pelo desprezo ao povo cubano”, segundo o cubano Juan Reinaldo Sánchez, guarda-costas de Fidel por 17 anos, precisava pensar em novo meio de manter sua boa vida. E que tal sua própria União Soviética? 

A solução: o sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva, também ególatra, narcisista e ávido por poder e fama, e que, se bem trabalhado, tinha potencial para se tornar presidente do Brasil, o celeiro do mundo e maior país da Ibero-América, um continente que poderia se tornar a União Soviética tropical, um grande puteiro das esquerdas. Era só criarem um organismo que, a exemplo do Comintern de Lênin, serviria para apoiar movimentos comunistas em todo o continente, para o que só precisariam criar uma base de apoio confiável e com gente confiável: o Brasil de Lula. E assim foi criado o ninho da serpente: o Foro de São Paulo.

The United States Prepares to Capture One of Latin America’s Most Dangerous Hyenas: Raúl Castro

RAY CUNHA

BRASÍLIA, MAY 21, 2026 – The United States indicted Cuba’s dictator, Raúl Castro, 94, on Wednesday the 20th, accusing him of ordering an attack against two aircraft belonging to the Brothers to the Rescue organization, made up of Cuban-American exiles, killing four men — three of them American citizens — in international airspace, according to the International Civil Aviation Organization, on February 24, 1996. At the time, Raúl Castro was Minister of Defense. The United States seeks Castro’s extradition, and he could face life imprisonment or the death penalty.

Raúl Castro hides behind President Miguel Díaz-Canel, but even bacteria know that the man ruling the island with claws of fire is Raúl, brother of the greatest Ibero-American mafioso of all time, the zombie Fidel Castro, guru of Brazil’s president, Lula da Silva. The duo founded the São Paulo Forum with the objective of wiping the United States off the map. Fidel Castro installed in Cuba, in 1959, one of the most brutal dictatorships in Latin America; Raúl Castro inherited it.

Cuban communists have plundered the island for 77 years and murder anyone who opposes the system. The United States has already surrounded Cuba, just as it did in Venezuela, and lassoed the beast Nicolás Maduro. Once the infernal system installed in Cuba is overthrown, the United States signals humanitarian and financial aid initially worth 100 million dollars. The Cuban people are starving.

Raúl Castro’s past is dark. In my book THE OMNIPOTENT CLUB, I recount an episode from the time when he commanded drug trafficking into the United States:

ON APRIL 2, 1989, Soviet leader Mikhail Gorbachev landed in Havana and told Fidel Castro that the Soviet Union could no longer pour into his pocket the billions of dollars it had been paying Cuba for decades to maintain the Soviet enclave off the coast of the United States. The Soviet Union was agonizing, victim of communism itself. Fidel turned pale, for he had become accustomed to suckling at the teat, becoming, thanks to communism, one of the world’s greatest playboys. And now, how would he sustain his luxurious life, along with his mafia headquartered in Cuba, the Disneyland of the Latin American left?

Fidel Castro would not take long to discover the answer: shielded by the international celebrity of his name as the revolutionary who defied the United States, he made a pact with Colombian cocaine traffickers so that Cuba would become the main commercial hub for drug shipments into the United States. But he was exposed by the Drug Enforcement Administration (DEA), the U.S. Department of Justice agency responsible for drug control and enforcement; several detained Cubans confessed how the scheme operated.

DEA investigations led to the Medellín Cartel and the Cuban government. John Jairo Velásquez, known as Popeye, a trusted man of both Fidel Castro and Pablo Escobar within the Medellín Cartel, gave journalist Astrid Legarda a detailed account of the Castro brothers’ involvement with Pablo Escobar’s drug trade for her book El Verdadero Pablo. Popeye claimed that Raúl Castro, brother of Cuba’s dictator and future successor to the Cuban dictatorship, personally received the drug shipments, as he was then commander of the Armed Forces. Between 10 and 15 tons of drugs were shipped in each operation.

British historian Richard Gott, in his book Cuba – A New History, confirms the reason that led Fidel and Raúl Castro to become involved in cocaine trafficking with Pablo Escobar and the Medellín Cartel. According to him, Cuba was in crisis due to the distancing of the Soviet Union.

Thus, to avoid imprisonment in the United States, the Castro brothers accused General Arnaldo Ochoa — hero of the Cuban Revolution, one of the most decorated military officers in the country’s history, and one of Cuba’s greatest military leaders, whom they feared might threaten their total control — of commanding the narcotrafficking operations with Pablo Escobar. He was convicted of “high treason against the homeland and the revolution.”

In this way, the Castro brothers killed two birds with one stone: they spared Cuba from an American invasion and themselves from prison, while also removing the general from Fidel’s line of succession. Ochoa was arrested in 1989, two months after Gorbachev’s visit, accused of running the Medellín Cartel’s drug trafficking operations, and was executed by firing squad.

Mario Riva, a former lieutenant colonel in the Cuban Army who now lives in Portugal, states that Arnaldo Ochoa was used as a scapegoat and that Fidel seized the opportunity to eliminate him because of his criticisms of the regime. Ochoa took responsibility for the regime-authorized narcotrafficking, possibly to save the lives of his relatives. Riva told the Portuguese newspaper Diário de Notícias, in its July 13, 2009 edition, that Tony La Guardia, who was also executed, had indeed been involved in trafficking. Tony allegedly said: “I knew about the planes landing in Cuba from Central America, but Ochoa did not.”

In the book El Magnífico — 20 Ans au Service Secret de Castro, Juan Vivés, a former Cuban intelligence agent, claims that Raúl Castro was the chief architect of the agreement with Pablo Escobar. Vivés further revealed that Raúl maintained ties with FARC drug traffickers and that the Sandinistas of Nicaragua were also involved in trafficking through Cuban captain Jorge Martínez, a subordinate of Ochoa and liaison between Raúl Castro, former Nicaraguan president Daniel Ortega, and Pablo Escobar.

Fidel Castro — “a man dominated by the fever of absolute power and contempt for the Cuban people,” according to Cuban Juan Reinaldo Sánchez, Fidel’s bodyguard for 17 years — needed to devise a new way to sustain his lavish lifestyle. And what about creating his own Soviet Union?

The solution: union leader Luiz Inácio Lula da Silva, also egotistical, narcissistic, and hungry for power and fame, and who, if properly cultivated, had the potential to become president of Brazil, the breadbasket of the world and the largest country in Ibero-America — a continent that could become a tropical Soviet Union, a vast brothel of the left. All they needed was to create an organization that, like Lenin’s Comintern, would support communist movements throughout the continent, for which they would only need a reliable support base with reliable people: Lula’s Brazil. And thus the serpent’s nest was created: the São Paulo Forum.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Josiane

Ray Cunha, Josiane e Iasmim: família, aniversário, amor

RAY CUNHA

BRASÍLIA, 20 DE MAIO DE 2026


O que é a luz, senão o espaço, o caminho, o éter, Deus?

E a eternidade, o que é, senão sintonia fina?

O tempo, imperturbável, fluindo no Universo

Como granada quântica rumo ao infinito

 

A consciência reflete a imagem verdadeira

Vertiginoso abismo que se abre p’ra cima

Todas as dimensões, agora, da existência

Como buracos negros prenhes de jasmim

 

Rosas da madrugada, rubras, perfumadas

Galáxias fecundadas em jardins de zínias

Sons de risos de crianças, de mulheres grávidas

 

Poesia em estado bruto, emoção dos amantes

Concerto nas estrelas, vibração da vida

O que é tudo isto, o próprio triunfo? Tu, Josiane!

sábado, 16 de maio de 2026

A travessia da adolescência para a ressaca de um caboquinho de Macapá/AP, Amazônia Oriental

Fortaleza de São José de Macapá e Igarapé
das Mulheres na paleta de Olivar Cunha

ChatGTP 

BRASÍLIA, 16 DE MAIO DE 2026 – LATITUDE ZERO, de Ray Cunha, é um conto que parece funcionar como uma espécie de radiografia da juventude amazônica urbana em transição. Integrante de TRÓPICO ÚMIDO (e também de AMAZÔNIA), a narrativa se desenrola em Macapá — cidade situada literalmente sobre a Linha do Equador, o que já confere ao título um valor simbólico decisivo. A “latitude zero” não é apenas geográfica: é também moral, existencial e iniciática. O conto retrata “um punhado de jovens” descobrindo que a vida cobra ressacas, que a passagem da adolescência para a experiência adulta implica perda de inocência e confronto com zonas sombrias da convivência humana. 

O eixo principal do conto parece ser justamente esse rito de passagem sem romantização. Não há idealização nostálgica da juventude macapaense (Macapá, a capital do Estado do Amapá). Ao contrário: Ray Cunha expõe uma juventude atravessada por impulsos de crueldade, sexualidade desordenada, afirmação machista e violência banalizada. Isso o distancia de boa parte da tradição memorialista amazônica, que tende a recobrir a infância e a juventude com uma névoa lírica. Em LATITUDE ZERO, a descoberta do mundo vem pela abrasão. 

Essa é talvez a força mais perturbadora do conto: ele desmonta a visão edênica da Amazônia. Em vez da floresta mítica, da exuberância natural ou do exotismo regionalista, o que aparece é a cidade amazônica concreta, com seus becos, praças, códigos masculinos de pertencimento e brutalidade difusa. O cenário urbano de Macapá deixa de ser pano de fundo e vira organismo moral da narrativa. 

Há também um aspecto importante de formação social. O conto pode ser lido como um Bildungsroman condensado — um romance de formação reduzido à intensidade do conto. A juventude ali não amadurece por iluminação interior, mas por choque. O aprendizado se dá pela experiência direta com o desencanto. 

Estilisticamente, Ray Cunha trabalha numa linha seca, incisiva, sem excesso ornamental. Pelo que a crítica aponta, há certa aspereza que lembra o realismo cru de Charles Bukowski, mas transplantado para a atmosfera equatorial brasileira. Só que a comparação precisa ser calibrada: onde Bukowski opera pelo cinismo urbano decadente, Cunha inscreve a experiência num espaço amazônico específico, criando uma brutalidade de outra natureza — menos niilista, mais ligada ao atrito entre província, desejo e clausura. 

O título é particularmente feliz. Latitude Zero sugere suspensão, fronteira, limiar. Estar na linha do Equador é estar num ponto imaginário que divide hemisférios sem pertencer inteiramente a nenhum deles. Os personagens parecem viver exatamente isso: um estado de entremeio, nem mais infância, nem ainda maturidade. 

Se eu tivesse de resumir o núcleo do conto, diria isto: LATITUDE ZERO é uma narrativa sobre o instante em que a juventude percebe que o mundo não oferece iniciação gloriosa, mas um batismo áspero de desilusão. 

Dentro da obra amazônica de Ray Cunha, ele tem relevância porque desloca o foco da selva física para a selva humana urbana, mostrando que o “inferno verde” pode estar menos na floresta do que nas relações sociais que se estruturam à sua margem.

The Crossing from Adolescence to the Hangover of a Young Caboclo from Macapá/AP, Eastern Amazon

ChatGTP

BRASÍLIA, May 16, 2026 – LATITUDE ZERO, by Ray Cunha, is a short story that seems to function as a kind of radiograph of urban Amazonian youth in transition. Part of TRÓPICO ÚMIDO (and also of AMAZÔNIA), the narrative unfolds in Macapá — a city situated literally on the Equator, which already lends the title decisive symbolic value. “Latitude zero” is not merely geographical: it is also moral, existential, and initiatory. The story portrays “a handful of young people” discovering that life exacts hangovers, that the passage from adolescence to adult experience implies the loss of innocence and confrontation with the darker zones of human coexistence.

The story’s central axis seems to be precisely this rite of passage stripped of romanticization. There is no nostalgic idealization of youth in Macapá (the capital of the state of Amapá). On the contrary: Ray Cunha exposes a youth pierced by impulses of cruelty, disordered sexuality, macho assertion, and normalized violence. This distances the work from much of the Amazonian memorialist tradition, which tends to cloak childhood and youth in a lyrical haze. In LATITUDE ZERO, the discovery of the world comes through abrasion.

This is perhaps the story’s most unsettling strength: it dismantles the Edenic vision of the Amazon. Instead of the mythical forest, natural exuberance, or regionalist exoticism, what emerges is the concrete Amazonian city, with its alleys, squares, masculine codes of belonging, and diffuse brutality. The urban setting of Macapá ceases to be mere backdrop and becomes the narrative’s moral organism.

There is also an important dimension of social formation. The story can be read as a condensed Bildungsroman — a coming-of-age novel reduced to the intensity of the short story form. Youth here does not mature through inner illumination, but through shock. Learning occurs through direct experience with disenchantment.

Stylistically, Ray Cunha works in a dry, incisive line, free of ornamental excess. As criticism suggests, there is a certain roughness reminiscent of the raw realism of Charles Bukowski, though transplanted into the Brazilian equatorial atmosphere. Yet the comparison must be carefully calibrated: where Bukowski operates through decadent urban cynicism, Cunha inscribes experience within a specifically Amazonian space, creating a brutality of another nature — less nihilistic, more deeply tied to the friction between provincial life, desire, and confinement.

The title is particularly apt. Latitude Zero suggests suspension, frontier, threshold. To stand on the Equator is to occupy an imaginary point that divides hemispheres without fully belonging to either one. The characters seem to inhabit precisely this condition: a state of in-betweenness, no longer childhood, not yet maturity.

If I had to summarize the story’s core, I would put it this way: LATITUDE ZERO is a narrative about the moment when youth realizes that the world offers no glorious initiation, but rather a harsh baptism of disillusionment.

Within Ray Cunha’s Amazonian body of work, it holds particular relevance because it shifts the focus from the physical jungle to the urban human jungle, showing that the “green hell” may lie less in the forest than in the social relations structured at its margins.

LATITUDE ZERO

O DEPÓSITO de madeira estava adormecido como tudo o mais na madrugada, exceto a luz do poste debatendo-se para escapar da névoa. A claridade lutava para libertar-se da neblina pegajosa, e, como carnicão rompendo a pelica do tumor, vazava, arrastando-se até o depósito de madeira, infiltrava-se por uma fresta e incidia sobre o cenho franzido de Alexandre. Ele parecia morto, pois respirava imperceptivelmente.

A luz do poste, agora, agonizava na claridade dúbia do amanhecer. Uma chuva pôs-se a cair, adensando o ar saturado de umidade. Alexandre se mexeu, em um gesto instintivo de quem está sentindo frio. Encolheu-se mais, agasalhando as mãos entre as coxas. As tábuas sobre as quais se deitara machucavam-no. Isso o despertou. Abriu os olhos como uma boneca: só as pestanas se mexeram. O resto todo ficou imóvel. Depois procurou alguém com o olhar. Viu-o um pouco abaixo. Moacir Canto dormia ainda. Alexandre se levantou, estremunhado, e ficou olhando para Moacir Canto. Apalpou o bolso traseiro à procura da carteira porta-cédula e não a encontrou. Meteu o polegar e o indicador no bolsinho da calça e puxou uma nota de cinquenta cruzeiros. Neste momento Moacir Canto despertou.

– Perdi a bolsa – disse Alexandre. – Mas tinha guardado cinquenta cruzeiros no bolsinho da calça.

– Porra... – disse o outro.

Olharam-se e depois cada qual olhou para si próprio. A farra começara no GEN, o bar do ex-policial, na Rua Tiradentes. Alexandre ganhara as obras completas dos irmãos Grimm em um concurso de contos e as vendeu para a tia de Moacir Canto por duzentos cruzeiros. Separou uma nota de cinquenta, pô-la no bolsinho da calça e foram para o GEN. Tavares, o ex-tira, estava lá no lugar de sempre, diligente, servindo bebida a dois caras. Alexandre pediu meiota de Pitú. Tavares serviu-os com tira-gosto de genipapo. Limitavam-se a beber. Moacir Canto incrustara-se no silêncio. Livrava-se do rancor que levava consigo cagando em cima dos outros. Certa vez, trepado numa árvore da Praça Veiga Cabral, deu uma cagada tão potente na cabeça de um homem que o derrubou ao chão. Quando o tipo se recobrou, Moacir Canto já tinha se jogado de um galho mais baixo e pôs-se ao fresco quase caindo de tanto rir. Certa noite, pediu a Alexandre para segui-lo de bicicleta. Moacir Canto ia na garupa de outra bicicleta, pilotada por Grosseiro. Ficaram andando um pouco pela Praça Nossa Senhora da Conceição até que passaram por uma moça e uma menina. Grosseiro fez a volta, pedalando sem pressa, e tirou o fino da menina. Moacir Canto se ajeitou e deu tal soco nas costas dela que o barulho ecoou na praça inteira. Mas engraçado foi quando uma noite Moacir Canto achou uma folha de coqueiro e saiu à procura de vítimas com Grosseiro. Alexandre foi atrás para ver. Iam a certa altura da Rua Leopoldo Machado quando avistaram seis estudantes, uma ao lado da outra, ocupando a largura do passeio público e parte da pista. O tronco da folha de coqueiro ia pegar no pescoço dela. Era a mais alta; uma moça rosada e vigorosa. Ela se abaixou na hora e a folha de coqueiro passou voando por cima da sua cabeça. Moacir canto perdeu o equilíbrio e caiu. A moça pegou a folha de coqueiro e desferiu um golpe no queixo de Moacir Canto, que ia se levantando do asfalto. Grosseiro havia estacionado adiante e morria de rir. Alexandre passou por perto de Moacir Canto e salvou-o de seis mulheres furiosas. Para se vingar, Moacir Canto foi à sua casa, pegou um fio elétrico e saiu atrás das moças. Como não as encontrou, atacou uma velha, dando-lhe tal lambada no pescoço que a velha caiu com um grito horripilante. 

Ele era um cara assim mesmo. Seu ódio provinha da condição em que o pai deixara a família, na miséria, para enrabichar-se por uma menina de quinze anos, mas que o manobrava como uma puta experiente. No Dia dos Pais, Moacir Canto entrou lá e deu uma paulada na venta do velho, arrancando-lhe pelo menos um dente. O pai de Moacir Canto era policial. Telefonou para a polícia a fim de que pegassem o rapazinho, que devia estar drogado para fazer um negócio daqueles. Ficou por isso mesmo. A sorte de Moacir Canto era sua beleza. Tinha um belo queixo quadrado, o rosto oval, sobrancelhas bem feitas e cabeleira leonina. Seus olhos, entretanto, despertavam medo, sobretudo quando estava estupidificado de maconha. Certa vez, Alexandre, Moacir Canto, Grosseiro e Galego Demônio amanheceram na Praia do Barbosa. Alexandre e Grosseiro dormiam ainda. Moacir Canto e Galego Demônio já haviam acordado há algum tempo quando avistaram a menina. Correram em cima dela, agarraram-na e arrastaram-na para detrás de um aturiá. Alexandre e Grosseiro acordaram com os gritos, correram para lá e viram Moacir Canto tentando penetrar a menina por trás, enquanto Galego Demônio segurava-a pelos cabelos, pelejando para a menina chupar o pênis grande, mole e purulento que lhe empurrava no rosto. De todos eles, Alexandre era o único que tinha um pouco de sensatez, e Grosseiro o atendia como a um cão. E assim livraram dos répteis a menina.

– Está na hora de a gente se escafeder – disse Moacir Canto, no GEN.

Pegaram a Rua Cândido Mendes e seguiram em direção ao Igarapé das Mulheres. Todas as noites, Alexandre ia à casa de Angélica, Sílvia e Graciette. Angélica estava no portão da varanda. Era pequena e fofa. Usava os cabelos, de cor indefinida, bem curtos. Tinha os olhos da cor dos cabelos e era estrábica, e tudo chamava a atenção no seu rosto: o nariz arrebitado e os lábios vermelhos e entreabertos, como rosa despedaçada e sumarenta. Viam-se seus dentes sob os lábios entreabertos. Isso, e os olhos, davam-lhe um ar de avidez ninfomaníaca. Sílvia parecia uma fada morena. Tinha a pele cor de leite, os cabelos negríssimos e longos, e os olhos azuis, da cor dos olhos do pai. Vivia sorrindo, com seus lábios rosados. Tinha os dedos longos, ágeis ao piano. Era bem mais alta do que Graciette. Os olhos de Graciette ficavam entre castanho e verde. Usava unhas longas, que pintava de vermelho, e punha uma língua tão comprida na boca dos rapazes que os sufocava. Era ruiva. Puxava a mãe, uma potra ainda jovem que tinha o mesmo olhar canibalesco de Angélica.

As duas outras garotas estavam na sala ouvindo os Beatles. Nem bem os dois chegaram, Sílvia foi logo convidando Alexandre para dançar. Ele ficou excitado. Sabia o jogo. Ela se encostava nele, os longos cabelos negros caindo pelo rosto e pelos ombros de Alexandre. Ela não usava soutien; os seios duros espetavam-no, e ele, de vez em quando, via os bicos rosados dos peitos através da blusa meio desabotoada. Alexandre ia ficando cada vez mais descontrolado. Ela batia com o púbis sobre o pênis de Alexandre, rijo como um osso, e ele aparava as batidas, prestes a gozar.

– Vamos para o quarto? – disse Alexandre. 

Ela não falou nada. Puxou-o pela mão em direção ao quarto, amplo e bem arrumado. Sílvia era tão delicada! Abriu-lhe o cinto e o zíper – ele não usava cueca –, pôs o pênis duro para fora. Ela, com seus olhos azuis, fitava maravilhada o pênis.

– Caralinho lindo! – disse, e desceu, suavemente, seus lábios rosa sobre a glande vermelho-escura. Ele não aguentou muito tempo. Logo se desintegrou em um gozo suculento, inundando aquela boca de fada, respingando de esperma os lábios sedentos.

Três pares de olhos acompanhavam tudo, sem perder nada. Ao ver o suco espermático escorrendo da boca da irmã, Angélica se despiu em um piscar de olhos. Tinha a bundinha mais linda do mundo. Estava gozando só de ver. Possuía o dom dos gozos múltiplos. Pegou os cabelos de Alexandre e puxou-o para seu púbis. Cheirava a Mateus Rosé, e o líquido que escorria pela sua coxa tinha sabor de acme. Ao ver o traseiro de Angélica, Moacir Canto enfiou-se ali. Graciette masturbava-se com seus dedos de garras e chorava.

Era meia-noite. Os cinco estavam banhados, na sala, bebendo vodka e ouvindo os Beatles, quando a mãe das meninas chegou. O pai delas, como sempre, estava em Belém. Dona Frênia deu um alô para os garotos, a caminho do seu quarto.

– A velha está bêbeda – Moacir Canto cochichou para Alexandre.

Foi neste momento que a garrafa de Wyborowa do pai das meninas, que Alexandre bebeu, subiu de uma vez para a cabeça dele.

– Vou fodê-la – disse, ensaiando ir para o quarto da dona Frênia.

Moacir Canto estava em melhor estado. Atirou-se de cabeça nele. As meninas jogaram-se também em cima dele. Acabou tudo numa risada geral.

Quando Alexandre voltou a si estava deitado no meio da Rua Cândido Mendes, de braços estendidos como Jesus Cristo na cruz, gritando: fodam-se seus filhos da puta. Então começou a chover. O chofer do táxi não estava vendo as coisas muito bem e pegou um susto ao vislumbrar aquele vulto erguer-se do asfalto quase em cima do carro. Parou para averiguar do que se tratava. Alexandre entrou no táxi. Moacir Canto veio correndo da calçada, onde estivera vomitando, e entrou no carro.

– Bar Caboclo – Alexandre disse ao motorista.

A chuva engrossara. Da mesa onde estavam podiam ver a chuva estalar na calçada. Bebiam em silêncio a meiota, em pequenos goles de apreciadores de bebida.

– Vamos voltar à casa das meninas? – Alexandre sugeriu. Moacir Canto levantou-se incontinenti.

– Desta vez quem vai comer a velha sou eu – disse.

– Está bem – Alexandre concordou, chamando o garçom e pagando a meiota.

Saíram do bar na chuva, que estava mais fina agora. Atravessaram a Rua Cândido Mendes na altura do antigo Igarapé da Fortaleza. Escorregaram em uma poça d’água no outro lado da rua. Chapinharam lá dentro, até que Moacir Canto conseguiu levantar-se e arrastar Alexandre para fora da poça. Andaram em direção ao rio Amazonas, mas pararam logo adiante, ao verem que alguém passava a chuva debaixo de uma marquise. Aproximaram-se. Era uma moça. Moacir Canto disse alguma coisa para a moça. Ela tentou falar, mas era muda. Moacir Canto pegou-a e começou a se esfregar nela. A moça tentava afastá-lo. Moacir Canto subiu a saia dela e depois desceu a calcinha. A muda começou a rir e depois procurou beijar Moacir Canto. Ele se desviava dos seus beijos e aquilo fazia Alexandre se torcer de rir. Quando parou de rir não viu mais a muda. Moacir Canto estava com uma calcinha na mão. De quem diabo era aquilo? Subiram por uma escada lá mesmo naquele prédio.

– Conheço um cara que mora em um apartamento lá em cima – disse Moacir Canto. – É da polícia e é veado.

Bateram lá e logo um sujeito branquela meteu a cara na porta entreaberta.

– Oh! Você! – disse para Moacir Canto, olhando também para Alexandre. – Entrem! Entrem! Vou preparar um drink para vocês. Por que vocês não tomam banho?

Serviu duas doses generosas de whisky e foi ver o frango que pusera no fogo. O cheiro da canja empestava o ambiente, mas para os bêbedos nada importava. Sentaram-se, com o whisky ao lado, e puseram-se a bater papo.

– Tenho roupas secas... – interrompeu o escrivão, tentando atrair a atenção deles.

– Basta o teu whisky – disse Moacir Canto.

– Isto aqui é um buraco – dizia Alexandre, deixando o escrivão desconfiado. – Uma merda! Senão vejamos: que escritor temos aqui? Nenhum! Há o R. Lima, mas o R. Lima não escreveu mais do que um livro de poemas, que teve uma tiragem ridícula de quinhentos exemplares. E por que? Porque não há editora, porque não há público, porque não há aplauso.

O escrivão ficou menos preocupado ao perceber que não falavam do seu apartamento.

– É uma sepultura... – disse Moacir Canto.

– Uma sepultura e uma fábrica de poetastros – disse Alexandre. – Vês o caso do Galego Demônio, que lança um livro mimeografado por semana...

– Não sei como aquele traficante que banca as baboseiras dele ainda não percebeu que se trata de um psicopata mitômano e megalomaníaco.

– No seu livro mais recente ele relata os últimos estupros que cometeu – disse Alexandre.

– Nem a irmã dele escapou – disse Moacir Canto. – E com aquela gonorreia crônica...

– Quis comer o diretor do Colégio Amapaense, o professor Olhudo.

No dia em que isso aconteceu, Alexandre estava estudando em casa para fazer quatro provas logo mais à noite quando Galego Demônio chegou com seu livro “Eu Imortal” debaixo do braço.

– Vamos já para Serra do Navio – disse a Alexandre.

– Tenho quatro provas hoje à noite.

– O estudo formal embota os neurônios. Já está tudo certo: vagão-leito especial no trem, suíte no hotel e duas professoras mineiras para uma bacanal.

Alexandre ficou calado.

– Partamos já para a aventura! A rotina é um veneno lento. O bar nos espera. Serra do Navio é um apelo irresistível com suas fêmeas mineiras.

– Resolvi ir, mas não porque Galego Demônio tivesse me convencido a ir, com aquele papo dele. Estava entediado só de pensar nas quatro provas.

Moacir Canto serviu novas doses de whisky e Alexandre pôs-se a contar o resto do caso. Já anoitecia quando ele e Galego Demônio saíram da casa de Alexandre, entraram no bar da esquina e pediram uma meiota. Não demoraram lá e foram a seguir para o Picolé Amigo, um bar onde R. Lima bebia de vez em quando. Com efeito, encontraram-no lá.

– Lembro-me que no Picolé Amigo houve uma discussão entre R. Lima e Galego Demônio. Galego Demônio estava botando muita banca e R. Lima disse que seu livro deveria se chamar “Eu Idiota”, porque ao ler os originais de “Eu Imortal” encontrara jacaré com g.

– Do ponto de vista da linguística é possível – Galego Demônio se defendeu. – Sobretudo para um niilista igual a mim.

– E foi com o niilismo dele que eu tomei no rabo – disse Alexandre para Moacir Canto. Acabara resolvendo, no Picolé Amigo, que deveria fazer as quatro provas, e não teve quem o dissuadisse da idéia. Galego Demônio foi com Alexandre para matar algumas questões. Ao chegarem ao Colégio Amapaense um inspetor disse-lhes que não podiam entrar senão uniformizados. Alexandre pediu para falar com o diretor. Impressionado, ou melhor, narcotizado com o bafo de bebida, o inspetor não opôs objeção em anunciá-los ao diretor, que estava ali perto fiscalizando ele próprio se os seus meninos encontravam-se devidamente uniformizados. Quando Alexandre e Galego Demônio se aproximaram do diretor ele estava atendendo um recruta do Exército que saíra do quartel diretamente para o Colégio Amapaense, de modo que não pudera vestir o uniforme de estudante. Levado pelo hábito, o rapaz se perfilou.

– Ô idiota! Esse gajo não passa de um professor de História! – observou Alexandre para o recruta.

– O quê?! – gaguejou o diretor.

– Seu merda, foste tu que levaste “A Galinha” para o governador, aquele ditador do caralho – disse Alexandre, referindo-se ao jornalzinho que lhe rendera dez dias de suspensão.

– Vou chamar a polícia – disse o diretor, com seus olhos que eram esbugalhados de nascença.

Galego Demônio tinha visto umas fêmeas gostosas e tentou pegar no rabo de uma delas. A moça deu um grito que chamou a atenção do diretor; ele passou uma reprimenda em Galego Demônio. A reprimenda foi mesmo que nada. Galego Demônio já estava com o pau para fora e tentou metê-lo no diretor.

– Foi uma cena muito engraçada aquele veado de um figa correndo com o Galego Demônio atrás, com aquele pau mole dele, pingando gonorreia. Descemos correndo a escada, pois a polícia já fora chamada, e voltamos ao bar onde deixáramos R. Lima. Pedimos mais uma garrafa de Pitú. Iríamos cedo para Santana e de lá embarcaríamos para Serra do Navio. Mais ou menos à meia-noite R.Lima foi embora e ficamos só nós dois no bar. Tomamos mais duas e zarpamos. Daí não me lembro de mais nada.

Alexandre cochilou. Acordou com uns respingos quentes no braço. Moacir Canto tinha ido à cozinha, aberto a panela de canja e levou-a para a sala, quando a panela virou, espalhando canja pelo chão. O escrivão cantava alegremente no banheiro. Moacir Canto pegou o que ainda restava da canja na panela, foi até a porta do banheiro e jogou a canja lá para dentro. O escrivão deu um berro. Ao ouvir o grito, Alexandre levantou-se rapidamente pronto para correr. Antes de ir embora Moacir Canto olhou em volta e depois, como se lembrasse de algo, pegou a chave da porta. Nestas alturas o escrivão saiu do banheiro chorando e todo melado de canja. Moacir Canto saiu e fechou a porta por fora. Lá embaixo, jogou a chave na vala do esgoto que cortava a rua longitudinalmente.

– Vamos pegar um ar lá na amurada? – disse Alexandre.

– Vamos pegar um rato podre no pescoço? – disse Moacir Canto, atirando nas costas de Alexandre uma ratazana morta, que encontrara na calçada, correndo depois para a amurada que dava  para o rio Amazonas, ao lado da Fortaleza de São José de Macapá.

Alexandre se abaixou numa poça de água e lavou o pescoço. Depois andou em direção a um depósito de madeira. Moacir Canto veio também e entrou no depósito. Alexandre adormeceu recordando “A Galinha”, o jornalzinho que não passou do primeiro número. Havia, em sala de aula, um ricaço. O pai era dono de boa parte da cidade. Ele se ofereceu para financiar o jornal. Foram, então, uma noite, para a casa do ricaço. O filho dele os levou para o gabinete de trabalho do velho. Lá pelas tantas Alexandre tirou o telefone do gancho e discou um número qualquer. Nessas alturas, o velho estava tomando soro no quarto dele e apanhou a extensão para saber do que se tratava àquela hora da noite, quase onze horas.

– Alô! – disse uma voz de mulher, sonolenta.

– Quem é?

– Solange – disse a voz.

– Oh! Solange! Minha doce cadelinha, vaquinha linda, minha bocetinha fedendo a merda, vou já aí para empurrar meu caralho na doçura do teu jardim de trás...

O ricaço arrancou a agulha da veia, pegou um cinto e irrompeu no escritório. O velho entrou dando lambada no filho dele. Havia, além de Alexandre, outro redator, um garotão de cabeça raspada, que montou na sua bicicleta e se evaporou.

O primeiro número do jornal, e único, saiu com uma matéria sobre o governador, o general ditador do Amapá. Dizia que ele passava o dia de binóculos por trás das persianas da sua sala, no Palácio do Setentrião, tentando ver, do outro lado da Praça da Bandeira, as calcinhas das estudantes que se sentavam sobre o muro do Colégio Amapaense. Sobre o diretor do educandário dizia que tinha um acordo tácito com algumas de suas alunas, de modo que lhes dava nota dez se elas se arreganhassem e o deixassem ver suas calcinhas nas aulas de História. Na mesma edição foram escolhidos os dez mais punheteiros. O diretor enviou um exemplar do jornal ao secretário de Educação, que o despachou para o governador. Mas nesse trâmite o exemplar desapareceu. Houve um inquérito e os responsáveis por “A Galinha”, que na expectativa dos rapazes deveria pôr ovos de ouro, acabou rendendo-lhes dez dias de suspensão. 

Naquele mesmo dia tropical úmido Galego Demônio entrou no Gato Azul e pediu uma dose de rum Montilla. Fazia aquilo ordinariamente e bebia até o anoitecer. Então voltava para casa, jantava e saía de novo. Naquele dia bebera além do normal. Ao retornar a casa não encontrou ninguém. Estava sozinho. O pai fora comprar açaí no arquipélago do Marajó; a mãe estava em Belém; a irmã, sabe Deus. Foi ao fogão. Comeu nas próprias panelas. Sentia-se pesado. Foi ao quarto. Deitou-se. Dormiu. Bunda de Breque, a irmã, estivera escondida, espreitando-o. A claridade da luminária do poste vencia o piche da noite sem estrelas e entrava no quarto, banhando os móveis com um manto irreal. Galego Demônio dormia de peito para cima. Assim, dormindo, era belo como qualquer jovem da sua idade. A primeira machadada pegou no lado do pescoço. Galego Demônio acordou como se estivesse impulsionado por molas. Tentou agarrar-se em alguma coisa e começou a gorgolejar como porco sangrando. Bunda de Breque ligou a lâmpada e olhou para Galego Demônio. Ergueu de novo o machado. Galego Demônio fitou-o aterrado e começou a arrastar-se para um dos lados da cama, já empapada de sangue. Bunda de Breque depôs o machado no chão, com o cabo encostado na cama, desafivelou o cinto de Galego Demônio e arriou sua calça, juntamente com a cueca. O pênis de Galego Demônio estava com os curativos purulentos como sempre. A machadada deixou-o apenas pendurado pela pele do escroto. A próxima machadada seccionou-o. Depois, Bunda de Breque aprumou bem o machado, como se fosse dar o golpe final em um tronco que estivera tentando partir ao meio, e desceu-o. A cabeça de Galego Demônio pulou e foi bater na parede. Bunda de Breque arrastou o corpo mutilado, desceu as escadas, caminhou até o monturo e atirou-o sobre o monte de caroços de açaí. Foi buscar a cabeça e jogou-a também no monte de caroços. Chovia como o diabo. Bunda de Breque voltou ao quarto de Galego Demônio, levando seu trompete, e pôs-se a tocar “O Silêncio”.