segunda-feira, 1 de junho de 2026

Jornalismo da Amazônia é desfalcado de um de seus repórteres mais destemidos: Carlos Mendes, que ajudou a decifrar a Operação Prato

Carlos Mendes: conservador, destemido, ousado, gentil 

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 1 DE JUNHO DE 2026 – Carlos Mendes foi para o Éter. A estas horas, deve estar batendo papo no Bar do Parque da Belém astral com Dalcídio Jurandir, Benedicto Monteiro, Vicente Franz Cecim, Walmir Botelho e tantos outros gigantes. Quem sabe algum ET da Operação Prato também não dê uma passada no Bar do Parque só para dar um alô a Carlos Mendes? Os bandos de Lula da Silva e da família Barbalho, e os bandidos em geral travestidos de políticos estão em festa. Carlos Mendes era membro da AJOIA Brasil (Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados). 

Ele tinha 76 anos e um tumor no cérebro, e enfrentou uma infecção hospitalar. Partiu na manhã de domingo 31 de maio, às 9 horas. 

Trabalhei com Carlos Mendes no suprassumo do jornalismo da Amazônia, o jornal O Estado do Pará, comandado por Oliveira Bastos e Walmir Botelho. Carlos Mendes era chefe de reportagem e, claro, repórter. Eu era redator da Editora de Polícia, comandada por um dos repórteres mais célebres do Brasil: Octávio Ribeiro, o Pena Branca. Mendes foi um dos repórteres mais destemidos, ousados, inteligentes e corteses que tive, um exemplo a seguir. 

Carlos Mendes passou também pela Folha do Norte, O Liberal e Diário do Pará, foi correspondente em Belém de O Estado de S. Paulo e criou um dos portais de mídia mais respeitados e visitados do Pará, o Ver-O-Fato, com o qual eu colaborava com artigos e crônicas. Mendes chegou a publicar no Ver-O-Fato meu romance A CONFRARIA CABANAGEM em capítulos. 

Entre as reportagens que o tornaram famoso, cobriu o massacre de Eldorado dos Carajás, o assassinato da missionária Dorothy Stang e o avanço do desmatamento e do garimpo ilegal na Amazônia, mas virou celebridade na cobertura da Operação Prato para O Estado do Pará, que rendeu a reportagem Luzes do Medo – Relato de um Repórter na Operação Prato, sobre Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs) no Pará e que inspirou documentários da Netflix e Globoplay. 

Carlos Mendes está nas páginas do meu romance JAMBU. Segue um corte do livro: 

A OPERAÇÃO PRATO, comandada pelo capitão Uyrangê Bolívar Soares Nogueira de Hollanda Lima, da FAB, tinha a missão de investigar a aparição, durante dois meses e meio, entre outubro e dezembro de 1977, de objetos voadores não identificados, Ovnis, na costa paraense, abarcando os municípios de Colares, Vigia e Santo Antônio do Tauá. Em Colares, foram registrados casos da aparição de corpos luminosos em grande velocidade e parados no ar; de um ET que desceu por um raio de luz e examinou vários objetos em terra; e raios luminosos que atingiram o peito esquerdo de mulheres, ao que o povo chamou de chupa-chupa. 

Entre outubro e dezembro de 1977, foram realizadas duas missões militares e de agentes de inteligência do antigo Serviço Nacional de Informação (SNI), atual Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O fenômeno foi observado desde a Baixada Maranhense, passando pela divisa com o estado do Pará, na região do rio Gurupi, até a baía do Marajó, passando por Belém, e tendo Colares, então uma ilha pertencente ao município de Vigia, como epicentro. A cobertura da imprensa foi ampla, abarcando jornais impressos, televisão e rádio, dia e noite, divulgando encontros traumáticos de habitantes de cidades, vilas, povoados e ribeirinhos com Ovinis e ETs, numa onda de terror. 

O jornal que melhor cobriu os eventos foi O Estado do Pará, sob o comando do diretor de redação Walmir Botelho D’Oliveira, que enviou para a costa do Pará os repórteres Carlos Mendes e Biamir Siqueira, e o fotógrafo José Ribamar dos Prazeres. A edição de 25 de junho de 1978 de O Estado do Pará publicou que Biamir Siqueira e José Ribamar dos Prazeres estavam na Baia do Sol, ilha do Mosqueiro, dormindo, de madrugada, dentro do carro da reportagem, quando foram despertados por um foco de luz, que atravessou o capô do automóvel. Ao saírem para observar o que estava acontecendo, viram que “um foco de luz em forma de tubo, com cerca de 10 polegadas de diâmetro, era dirigido do alto sobre o teto do carro, ultrapassando a chapa metálica”. 

No livro Vampiros Extraterrestres na Amazônia, Daniel Rebisso Giese entrevistou a dupla de jornalistas. “Fomos acordados por um intenso clarão de cor azulada, tendendo para o cinza. Sentimos um forte impacto, como se aquela luz tivesse força. Saímos do carro imediatamente e pudemos ver uma nave sobrevoando o local. Deveria estar a uns 20 metros de altura e logo recolheu seu feixe luminoso, desaparecendo em seguida” – contou a dupla. Em março de 2019, Carlos Mendes publicou Luzes do Medo, uma reportagem de longo fôlego, em primeira pessoa, sobre a Operação Prato, considerada a maior investigação ufológica já realizada por órgãos governamentais no Brasil. 

O então capitão Hollanda recebeu a missão de desmistificar o fenômeno na costa paraense do chefe da Segunda Seção do Primeiro Comar, coronel Camilo Ferraz de Barros, subordinado ao comandante do Primeiro Comar, brigadeiro Protásio Lopes de Oliveira. Mas somente duas décadas depois da Operação Prato, em agosto de 1997, é que o já coronel resolveu falar, em longa entrevista, à revista Ufo, especializada em Ovnis. 

O testemunho do coronel Uyrangê Bolívar Soares Nogueira de Hollanda Lima alicerça o maior fenômeno ufológico já registrado no Brasil, e dois pesquisadores, Laércio Fonseca e Jorge Bessa, poderão matar o mistério que cerca a Operação Prato: Por que os ETs resolveram se expor em Colares, na Amazônia Oriental, ou Atlântica? Ambos os estudiosos do assunto estão certos de que ETs são espíritos – anjos, pode-se dizer, numa linguagem antiga –, que estudam a raça humana visando seu bem, e não seus bens. Enquanto os europeus saquearam a África e as Américas, os ETs não levaram nem uma pedrinha da Amazônia, mas apenas mostras biológicas. 

“Nesta bacia drenada pelo rio por excelência, mais cedo ou mais tarde, se há de concentrar a civilização do globo” – escreveu, no século XVIII, o naturalista alemão Alexander von Humboldt, que batizou a Amazônia de Hileia, palavra grega que quer dizer “zona das selvas”. 

No seu relato, Hollanda disse à Ufo que já estava na hora de contar o que acontecera na costa paraense, pois não estava mais na ativa: “Deve ser dito alguma coisa sobre a Operação Prato. Esse assunto deve ser propalado e explicado, pois vou fazer 60 anos daqui a pouco. De repente, posso morrer, e aí a história se acaba”. Mas, para ele, tudo começou bem antes da Operação Prato. Hollanda contou que em 1952, aos 12 anos de idade, viu, da janela de sua casa, em Belém, Ovnis “muito grandes; uma luz imensa sobre a cidade”. 

– No dia seguinte, a imprensa publicou que o Ovni havia parado sobre uma federação de escoteiros, durante um campeonato de natação, e todo mundo viu; foi aí que surgiu meu interesse por essas coisas, bem antes de ser militar e muito antes da Operação Prato. Sempre acreditei em vida extraterrena e na possibilidade de eles terem a curiosidade de nos observar. Somos um planeta com vida inteligente, que deve suscitar interesse de extraterrenos. 

O primeiro avistamento de um disco voador pelo coronel Hollanda, durante a Operação Prato, ocorreu na Baía do Sol, ilha de Mosqueiro, município de Belém. 

– Era por volta das 18h30 daquele dia quando “surgiram três pontos luminosos alinhados, muito alto, no céu, em grande velocidade. Meia hora depois, apareceram mais dois estranhos objetos, piscando, alinhados, um atrás do outro. Pouco depois, chegou uma equipe do SNI. Foi quando observaram um negócio enorme, bem em cima da gente; era um disco preto, escuro, parado a não mais que 150 metros de altura, exatamente onde estávamos; ficou parado, mas tinha uma luz no meio, indo de amarela para âmbar. E fazia um barulho como o de ar condicionado. Parecia com o ruído de catraca de bicicleta quando se pedala ao contrário. Aquele negócio era grande, talvez com uns 30 metros de diâmetro. Olhamos para aquilo por um bom tempo, até que começou a emitir uma luz amarela muito forte, que clareava o chão, repetindo isso em intervalos curtos mais umas cinco vezes. 

Segundo Hollanda, foram classificados três tipos de Ovnis: grandes naves, sondas e objetos menores. 

– Tudo foi muito bem documentado. 

Hollanda contou à Ufo que, em outra ocasião, encontrava-se numa embarcação ancorada “quando uma coisa enorme parou a não mais que 70 metros do barco”. Hollanda fora lá para investigar um acontecimento. Um rapaz, Luís, que trabalhava numa olaria próxima dali, de propriedade de Paulo Keuffer, de Belém, armou sua rede em cima de uma árvore e ficou com a lanterna e a espingarda preparadas para tocaiar uma caça, quando uma luz muito forte parou acima dele. 

– Do centro da nave, descrita como sendo similar à cabine de um Boeing 737, abriu-se uma porta, ou algo assim, e desceu um ser com forma humana. Luís disse-me que não teria visto escada de corda, nem de metal, mas que a entidade tinha descido através de um foco de luz, com os braços abertos. Quando o ser estranho se aproximou, e Luís viu que estava correndo perigo, pulou fora e se escondeu numa árvore próxima, mas ficou observando o que se passava. Então o ser chegou com uma luz vermelha – que não era lanterna, mas estava na palma de sua mão –, e examinou a rede deixada na árvore, como também o lugar onde estava e tudo mais, mas não procurou Luís nem ficou vasculhando o local. O ser foi direto para onde o rapaz tinha se escondido, morrendo de medo. Rapidamente, focou um raio de luz vermelha em sua direção, fazendo-o correr para dentro da vegetação... saiu por uma margem do rio, tropeçando em troncos e raízes, com dificuldade de caminhar e tudo mais. Aí o ser voltou para a nave e a mesma passou a seguir o rapaz dentro do curso do rio, à baixa velocidade e pouca altitude, talvez à altura da copa das árvores. Luís ia devagar e nem conseguiu pegar o barco, que estava mais à frente, como pretendia. Não teve jeito: gritou e atraiu a atenção de algumas pessoas, que vieram ao seu encontro. Ao verem aquilo, pularam dentro d’água e ficaram observando à distância, só com os olhos de fora. O que viram foi incrível. A nave parou em cima do batelão, o ser desceu e examinou todo o barco, exatamente como fez com a rede. Aí ele foi até a nave, a porta se fechou e o UFO disparou para longe. Conversei com Luís no Primeiro Comar e decidi ir ao local ver a situação. Ao chegarmos lá, eram mais ou menos 19 horas e estava chovendo razoavelmente. Os agentes foram para dentro da casa do zelador da olaria. Como chefe da equipe, não entrei. Permaneci alerta, esperando para ver se alguma coisa acontecia… Veio uma coisa escura, da qual não pude ver a forma. Não sei se era discoide. Sei lá, só se via as luzes daquilo; uma, verde intensa, e outra, vermelha. Estranho era o barulho que aquele troço fazia, como ar condicionado, porém bem mais forte. Parecia barulho de turbina, como se houvesse uma coisa girando. O objeto passou em cima de onde estávamos, mas em tão baixa altitude que não poderia ser um avião. Nenhum piloto faria aquilo, pois estaria morto. Um voo rasante daqueles já é perigoso demais num dia claro, imagine com chuva e de noite. 

Então, Hollanda gritou gritei para a sua equipe: 

– Acabei de ver um treco muito estranho aqui. Então entramos no barco e fomos para o tal lugar onde Luís tinha tido o contato. Chegando lá, fomos até a árvore onde ele havia caçado a tal paca. Ficamos todos ali embaixo. Mas com a maré enchendo, a gente estava com a água cada vez mais alta... subindo cada vez mais. Ficamos lá, em cima da árvore, aproximadamente umas 10 horas. Quando decidimos ir embora, fomos em direção ao barco, que estava parado na outra margem, e guardamos o equipamento. Quando então, a mais ou menos uns 2 mil metros, veio cruzando o rio, de norte para o sul, uma luz muito forte, de cor amarela, âmbar como o Sol, porém em baixa altitude. Aquilo estava em cima das árvores e cruzou o rio na mesma posição que a anterior, praticamente onde ficava a residência do vigia – no local onde eu a tinha visto pela primeira vez... Isso tudo foi bem filmado. 

Hollanda conta que não haviam levado alimento, pois não pretendiam passar a noite no local. 

– Luís se propôs a ir até sua casa – à beira do rio – para nos trazer café, bolacha e água. Ele saiu com um barquinho em direção a uma ilhota de uns 15 ou 20 metros de largura, mas muito comprida. Um garoto de uns 9 anos de idade foi com ele. Eles foram remando e sumiram nessa ilha. Logo que Luís desapareceu ao longe, fiquei em pé em cima do toldo do barco... Foi então, que, à minha esquerda, próximo ao início do rio, veio uma luz muito forte – a mesma luz amarela. Enquanto ela se aproximava, fiquei quieto. E como aquela claridade continuou se aproximando, chamei a atenção dos agentes para o fenômeno. Logo que notaram a presença do objeto, prepararam máquina fotográfica, filmadora, tudo. Aquela coisa veio em nossa direção, a uns 200 ou 250 metros de altura. Cruzou por cima da gente e quando chegou perto, na margem do rio, apagou-se. Era uma luz amarela e muito forte, como se fosse um sol, e a gente não via seu formato, somente o clarão. De repente, pudemos notar que o objeto tinha uma forma estranha, de bola de futebol americano, pontuda e grande – de mais ou menos uns 100 metros. Um aparelho translúcido, com janelinhas em toda a sua extensão. Porém, não pude perceber se havia alguém lá dentro, apesar de ter passado devagar, como se fosse de propósito. A filmadora estava acionada, e, como emitia um ruído, pedi para que o agente que a estava manejando, um japonês, parasse de filmar, porque eu queria tirar algumas dúvidas e não desejava interferência de sons. Então o cinegrafista parou. 

– Você está ouvindo? – o cinegrafista perguntou. 

– Respondi que sim. Era um barulho de catraca, esquisito e oscilante. Depois continuamos filmando e fotografando, até que a coisa foi embora, seguindo rumo ao continente. Isso aconteceu entre 11 horas e 11h30. Por volta de 1 hora ou 1h30, a luz voltou, só que não era mais da cor do Sol. Era agora de um azul muito forte, e acompanhou a margem oposta do rio. Quando chegou perto da ilha, foi em direção a Belém, mas estava muito baixa, passando sobre as copas das árvores. Aparentemente, a luz se aproximou de Belém, depois voltou em nossa direção. Víamos através das copas das árvores que tinha uma luz lá em cima e que ela havia penetrado a mata. Como estava à nossa frente, fui até lá por curiosidade e para colher dados exatos para o relatório. Sua distância era de uns 70 metros. Aquele monstro azul, embora tivesse um brilho muito forte, podia ser olhado diretamente sem que ardesse a vista. Não havia nada, apenas aquela luminosidade forte. Um troço incrível. Ficamos parados a observá-lo. Então fiquei com medo, porque estava muito próximo, do outro lado do rio, ou seja, à mesma distância de uma trave à outra num campo de futebol. Aquele objeto ficou parado durante uns três minutos. Enquanto isso, olhávamos em silêncio. De repente, a luz se apagou rapidamente e pudemos ver o que estava por trás dela. Era novamente a bola de futebol americano em pé, a uns 100 metros de altura, parada e sem janela alguma. Devia ser o mesmo UFO, só que com o interior apagado, sei lá, alguma coisa desse tipo. Todo mundo ficou com medo. 

– E agora? E se esses caras vierem e carregarem a gente, como é que fica? – alguém perguntou. 

– Tudo era novidade para nós e ninguém sabia o que poderia acontecer dali para a frente. 

Revista Ufo – Coronel, o senhor está a par do fato de que esse tipo de ocorrência na Amazônia não é uma coisa comum em outros lugares do mundo? Na sua opinião, por que essas naves insistiam tanto em aparecer nas regiões Norte e Nordeste, principalmente na Amazônia? 

Hollanda – Depois que vi uma nave, quis entender o fenômeno, e, como oficial de operações de selva, quis tirar minhas próprias conclusões. Mas não podia colocá-las no relatório, porque eram pessoais, resultado de um estudo aprofundado. Tivemos muito contato com tribos indígenas, por isso preocupávamo-nos em não transmitir a eles doença de espécie alguma, pois os índios não tinham anticorpos, ao contrário de nós. Podíamos passar gripe, sarampo, difteria, tuberculose, enfim... Nosso organismo tem defesas, e o deles não. Daí minha preocupação de que mesmo cumprindo a missão, involuntariamente tivéssemos transmitido doenças aos índios. Felizmente nunca houve um caso desses. Não me lembro de ter prejudicado algum índio dessa maneira. Concluí outra coisa a respeito de por que aqueles seres estariam fazendo isso. Se eu fosse eles e precisasse de um aparecimento aberto, franco, direto, o que teria que fazer? Proteger a mim e a meus companheiros. Mas como? Sabendo o que cada um possui dentro de seu próprio organismo que possa danificar o meu, entende? Essa defesa só poderia ser feita se tivesse uma amostra do nosso sangue e tecidos. Não foi difícil imaginar que eles estivessem fazendo coleta de material genético, para ver o que contínhamos que pudesse danificá-los num contato futuro necessário, certo? Não só sangue, mas também nossas células. Não sei ao certo o que essa luz com alta energia podia fazer, ou se transportava partículas do corpo humano para serem analisadas mais tarde. Hoje, ainda não compreendo o tal processo de clonagem. Na época, não pensei em nada disso, a não ser que eles estavam coletando material que pudesse prejudicá-los num possível contato próximo. A conclusão sobre a coleta de material para fazer antídoto, vacina, solução sorológica que inibisse qualquer incidência de moléstia no corpo desses alienígenas, a partir do sangue ou do material colhido do corpo humano, foi exposta quando visitei Rafael Durá (ufólogo), em São Paulo. Depois de uma longa conversa, mostrei minha opinião. Ele disse que era a mais lógica que ouviu a respeito do chupa-chupa, porque o que se ouvia era falar em agressão, e eu discordava. Não foi agressão, de forma alguma. Foi pesquisa, ou coleta de material, como alega Jacques Vallée (ufólogo). Durá me agradeceu, dizendo: 

– Foi a explicação mais lógica que eu ouvi até agora. 

Ufo – Mesmo depois do encerramento da Operação Prato o senhor continuou pesquisando, investigando, fazendo suas vigílias? Teve alguma outra experiência interessante? 

Hollanda – Bem, eu nunca relatei isso. Estou abrindo exceção para vocês, Gevaerd e Petit (ambos da Ufo), em altíssima confiança, por sua seriedade. Também porque já estou com 60 anos de idade, daqui a pouco faço 70. Isso se eu chegar lá e não desaparecer antes. Eu estava em casa, tinha acabado de receber uns livros que solicitei a Bob Pratt (jornalista americano) – que me visitou logo no início da Operação Prato –, quando algo aconteceu. Foi uma coisa surpreendente, que quero relatar com calma. Sempre empilhava meus livros sobre uma estante. Um dia, estava deitado, lendo uma obra que não tinha nada a ver com ufologia, enquanto minha filha, ainda pequena, lia uma revistinha de criança. De repente, os livros se deslocaram como se tivessem sido pegos, e a pilha inteira caiu no chão. Ressalto que morava na Vila Militar, bem distante da rodovia, onde não havia trepidação de carro que justificasse a causa de tal circunstância. Quando eles bateram no chão, claro que a pilha desmontou, mas os livros não se espalharam. Eles vieram empilhados até o chão. Minha filha Daniela assustou-se e perguntou: 

– Pai, que engraçado... Como é que os livros caíram? 

– Nessa mesma hora, minha mulher estava no andar de baixo, preparando mamadeira para as crianças, quando algo semelhante aconteceu. A bandeja em que estavam os copos e talheres saiu voando da pia, flutuando por toda a cozinha, e então caiu, sem quebrar um copo sequer, apesar do barulho de louça que ouvi de onde eu estava. No momento em que catava os livros do chão, brinquei com minha filha para que ela não tivesse medo. Coloquei-os no lugar e falei: 

– Vocês estão querendo que eu leia. Então abri um livro numa página qualquer. Logo em seguida aconteceu o incidente com a bandeja de louças. Pelo barulho pensei que tivesse machucado alguém, cortado talvez. Desci as escadas correndo, e, nesse meio tempo, minha esposa vinha subindo com os olhos arregalados, dizendo que não ficaria sozinha diante daquele fenômeno. Perguntei a ela o que havia acontecido. 

– Não sei. A bandeja saiu voando e foi parar no meio da pia. 

– Eu não entendi muito bem a história. Levei, então, um copo d’água para ela. Dois ou três dias depois, eu estava dormindo, por volta da meia-noite, quando um novo fato aconteceu. Estava numa espécie de desligamento, mentalização, deitado junto à minha mulher. De repente, adentrou meu quarto um clarão muito forte, seguido por um estalido, iluminando tudo. Assustei-me ao ver um troço tão estranho. Imediatamente, apareceu um ser atrás de mim, abraçando-me. Achei a situação meio esquisita. Além disso, tinha outro ser na minha cabeceira, que media 1,5 metro de altura e estava vestido com uma roupa semelhante a de astronauta ou de mergulho. Era muito fofa, não era colada ao corpo. Não cheguei a ver seu rosto, mas era cinza, tinha uma máscara parecida com a de mergulho, e o olho não dava para detalhar. Eu estava muito assustado por causa daquele bicho que me abraçava e apertava por trás, sussurrando em meu ouvido em português: 

– Calma, não vamos te fazer mal. 

– Tinha uma voz metalizada, como som de transmissões computadorizadas. Logo em seguida, outro estalido, e o clarão desapareceu, deixando-me muito assustado. Fiquei raciocinando se não foi apenas um sonho. Mas o troço era muito esquisito e eu ouvi os dois estalidos. Não me recordo se fui beber água. Acho que desci para tomar alguma coisa, whisky, sei lá. No outro dia, fui para o quartel hastear a bandeira e bater continência ao som do Hino Nacional. Minha mulher sempre fechava o portão da garagem quando eu saía para trabalhar, por causa dos cachorros e das crianças. Eu tinha um Alfa Romeo azul-marinho naquela época. Quando meti a chave na porta do motorista para abri-la, a porta do outro lado abriu-se sozinha, sem ao menos eu ter tocado no veículo. Ao ver aquilo, minha mulher ficou assustada. Eram muitos fenômenos inexplicáveis que vinham acontecendo. Olhei para meu suposto companheiro e disse, em tom de gozação: 

– Você não vai andar muito. A viagem é curta. Aí eu me sentei no carro e quando estiquei a mão para fechar a porta, ela o fez sozinha. Minha esposa assustou-se ainda mais. Fui embora, seguindo rumo ao quartel. Ao hastearmos a bandeira, meu braço esquerdo começou a coçar muito. Eu já estava doido para que a cerimônia acabasse, pois não podia tirar a mão da pala para me coçar. Quando olhei para meu braço, ele estava vermelho. Achei aquilo muito esquisito... Meu braço continuou coçando. Por curiosidade, num certo dia, apertei a pele e, ao fazê-lo, apareceu um troço, como se fosse um pedacinho de plástico. No raio X não apareceu nada... Numa das vezes que fui a São Paulo e conversei com Rafael Sempere Durá, ele pegou uma bússola pequena e pediu permissão para dar uma olhada, colocando o aparelho sobre a minha pele. Os ponteiros da bússola ficaram alterados. Uma evidência física sem precedentes. 

O exame radiológico não acusou absolutamente nada. Hollanda quis abrir a pele para ver o que era aquilo, mas Rafael Sempere Durá o aconselhou a não fazer isso. 

A revista UFO publicou a entrevista nas edições 54 e 55, de outubro e novembro de 1997. A edição 54 só circulou a partir de 16 de outubro. No dia 2 daquele mês, Uyrangê Hollada, que sofria de depressão, se suicidou, enforcando-se, no seu apartamento, em Cabo Frio/RJ. Quanto aos documentos da Operação Prato, foram parcialmente postos à disposição de pesquisadores, no Arquivo Nacional, em Brasília. Mas, segundo Uyrangê Hollanda, a maioria das fotografias está arquivada no I Comar: quatro filmes e fitas de vídeo. 

Para João do Bailique (protagonista, personagem de ficção de JAMBU), quem esclareceu o mistério foi Jorge Bessa, autor do livro Discos Voadores na Amazônia – Operação Prato, belenense, residente em Brasília. Pesquisador, autor de 17 livros, graduado em Economia e pós-graduado em Educação a Distância, formado em Medicina Tradicional Chinesa e em Psicanálise, especialista em assuntos relacionados à atividade de inteligência e de planejamento estratégico. 

Em 15 de agosto de 1996, foi nomeado para o cargo de coordenador geral de Contrainteligência da Subsecretaria de Inteligência da Casa Militar da Presidência da República, o órgão que ficou encarregado pela área de Inteligência do Governo Federal após a extinção do Serviço Nacional de Inteligência, e que deu origem à atual Agência Brasileira de Inteligência. Tinha entre suas responsabilidades a condução da contraespionagem, do contraterrorismo, a segurança das comunicações e a salvaguarda dos documentos sigilosos que ao Estado cumpria preservar. Anos mais tarde, Bessa abraçou o estudo de assuntos metafísicos e espiritualistas, tentando estabelecer pontes entre ciência e espiritualidade, tema abordado em alguns dos seus livros. Acompanhou in loco a Operação Prato. 

Ao entrar em contato com ele e entrevistá-lo, Bailique pensava nas eternas perguntas existenciais dos filósofos, teólogos e cientistas: “Quem somos nós? Qual a finalidade da vida? Por que o Universo foi criado? Se de fato foi criado, quem o criou e com qual finalidade? Estamos sozinhos no Universo? Caso contrário, que tipo de vida existe além do nosso planeta? Qual a constituição física dos outros seres?” Além disso, pensava também sobre o registro de objetos voadores não identificados desde o início da nossa civilização, concluindo que os ETs tentam apenas, e, por enquanto, discretamente, auxiliar a Humanidade. 

Embora no livro Discos Voadores na Amazônia – Operação Prato Bessa tenha defendido a tese de que os ETs que apareceram em massa em Colares estivessem apenas pesquisando a Amazônia, ocorreu a João do Bailique, ao ler o livro, que a Amazônia Oriental, ou Atlântica, que abarca os estados do Pará e Amapá, é a região que melhor representa o Trópico Úmido, por apresentar todos os ecossistemas amazônicos, inclusive o mar. 

“Aventamos anteriormente a possibilidade de que os alienígenas tivessem interesse em colher dados relativos a um dos mais importantes ecossistemas do planeta, a Amazônia, para fins de estudos. A mesma necessidade de informações sobre possíveis doenças a serem enfrentadas na hipótese de um futuro contato, justificaria a presumida coleta de sangue humano verificada em diversas oportunidades” escreve Jorge Bessa, em Discos Voadores na Amazônia – Operação Prato. Mas o pesquisador foi além, na entrevista exclusiva para a revista Trópico Úmido. 

Jorge Bessa – A questão, hoje, não é mais saber se os extraterrestres existem, mas sim como aproveitar melhor a sua presença, à luz das últimas descobertas da ciência e dos conhecimentos espiritualistas. Muitos pesquisadores dão um grande destaque à Operação Prato apenas porque o coronel Hollanda levou o caso a público, revelando que a Aeronáutica tinha investigado o fenômeno, o que motivou um especial do Canal History, mas, pelos parcos resultados palpáveis ou esclarecedores obtidos, o brigadeiro comandante do Comar, Protásio Lopes, mandou encerrar a operação; e as autoridades do SNI, em Brasília, não deram a mínima. Minhas hipóteses para o fenômeno continuam as mesmas que apresentei no livro Discos Voadores na Amazônia – Operação Prato. Quanto ao sangue, temos que destacar que não houve comprovação clara de extração de sangue, apenas pequenas marcas nos seios de algumas mulheres, que, acreditava-se, era resultado do foco de luz emanado. Já fui convidado para participar como palestrante de três congressos de ufologia para tratar do caso e sempre respondo que não há o que acrescentar ao que o coronel Hollanda disse e que tudo o que sei foi expresso no meu livro, nada mais acrescentando, a não ser a visão espiritualista do fato. 

Trópico Úmido Quem são os ETs? 

Jorge Bessa Seres como nós, com um nível mais avançado de desenvolvimento tecnológico, mas que nem sempre têm o mesmo nível de desenvolvimento espiritual. Filhos do mesmo Deus, e que habitam as diversas casas na Morada do Pai, muitas vezes auxiliando no processo de evolução antropo-espiritual daqueles que se encontram ainda nas primeiras classes das diferentes escolas de evolução da consciência. 

Trópico Úmido – Teria a presença dos ETs na Amazônia a ver com a defesa da Hileia frente à ambição dos europeus, e agora também dos americanos e chineses, pelas riquezas que o subcontinente guarda, considerando-se que os ETs querem ajudar a Humanidade, e a Amazônia é o regulador da temperatura do planeta, evitando, assim, cataclismos com potencial para exterminar a raça humana? 

Jorge Bessa Os cataclismos vão acontecer inelutavelmente, como acontecem ciclicamente, porque fazem parte do planejamento superior daqueles que têm a responsabilidade pela evolução em nosso planeta e em nosso cantinho no Universo. Como existem cientistas que já discordam da tese de ser a Amazônia o pulmão do mundo, e que os ETs não estão preocupados com as riquezas materiais que interessam aos europeus, americanos e chineses, é possível que suas pesquisas façam parte de um levantamento de ordem global, já que se realiza em diversas partes do globo, e que tenha por objetivo a realocação dos habitantes do Hemisfério Norte para essa região, depois da ocorrência dos eventos apocalípticos que deverão se processar com mais intensidade naquela região do planeta. 

Trópico Úmido Por que os ETs ficaram mais de dois meses em Colares? O que eles queriam naquela ilha na costa do Pará? 

Jorge Bessa Busco até hoje resposta para essa questão. Não podemos descartar, também, a possibilidade de se tratar de viagens de estudos e pesquisas que muitos grupos de extraterrestres realizam em diferentes regiões do sistema solar, segundo informações oriundas do plano espiritual. 

Trópico Úmido – Para que os ETs coletariam amostras de sangue da população local? 

Jorge Bessa Essa é outra questão não respondida. Poderíamos arriscar, como hipótese, que seria uma pesquisa para ver se aquela população fazia parte do mesmo grupo que sofreu mutações genéticas realizadas por ocasião da vinda dos degredados de Sirius ou de Capela, conforme afiança Emmanuel em seu célebre A Caminho da Luz, psicografado por Chico Xavier. 

Trópico Úmido – Comente a tecnologia utilizada nos discos voadores. 

Jorge Bessa A única afirmação permitida é que se trata de uma tecnologia muito superior à existente em nosso planeta, considerando a velocidade e a energia que movia as naves. 

Trópico Úmido – A raça humana teria sido projetada pela espiritualidade? 

Jorge Bessa Segundo as informações provenientes de centenas de obras espíritas e espiritualistas, toda a vida que enxameia o Universo é criação de Deus, que se utiliza de seus auxiliares – consciências cósmicas de conhecimento e capacidade de difícil entendimento pelo ser humano no atual nível de evolução –, os chamados Jardineiros Cósmicos, ou Siderais, e que são responsáveis pela realização da panspermia, ou seja, o plantio e cultura dos Filhos de Deus, que nascem simples e ignorantes, mas que, partindo do átomo mais simples se desenvolvem até chegar aos chamados Tronos de Deus, no nível de arcanjos cósmicos. Apesar de todo o planejamento cósmico, esse processo evolutivo segue por diferentes caminhos, mas todos os Filhos de Deus um dia chegarão ao ápice da evolução espiritual. 

Trópico Úmido – O corpo humano seria um computador biológico, projetado para que espíritos que estão nas trevas possam evoluir mais rapidamente, por meio do sofrimento, principalmente o apego à matéria? 

Jorge Bessa É claro que o corpo físico é o instrumento, ou farda, que permite aos espíritos em evolução a ingressar nas salas de aulas das diferentes escolas de evolução, que servem a todos, indistintamente. Para os espíritos renitentes no egoísmo, no orgulho, na vaidade, na exploração do próximo, no desamor, e uma série de outros sentimentos e condutas consideradas nocivas à comunidade e que atrapalham a evolução, o corpo físico é o que lhes permite atuar em planetas materiais e atrasados. O amor do Pai permite que esses seres, chamados trevosos – pois negra é a sua consciência – e que se tornam um entrave à evolução de seus companheiros de jornada, sejam exilados em planetas primitivos, cujo ambiente seja mais afim com suas inclinações. Essa reencarnação em planetas primitivos é uma dádiva que lhes permite realizar a reforma moral e aliviar suas consciências atormentadas pelos desvios pretéritos, ao mesmo tempo em que auxiliam aqueles que se encontram nos primeiros passos na longa escalada da evolução. 

Aqui termina a curta entrevista de Jorge Bessa à revista Trópico Úmido. 

João do Bailique escreveu na sua matéria que a Amazônia poderá abrigar parte da Humanidade em prováveis cataclismos no Hemisfério Norte e na Ásia. As condições climáticas e geográficas da Amazônia a tornam objeto da cobiça de todos os impérios contemporâneos: americanos, ingleses e chineses. E povoou os sonhos de Hitler, considerado nos meios espiritualistas como mago negro. 

Uma expedição nazista esteve em Belém em 1935, e, durante dois anos, estudou a geologia, a fauna e a flora da Amazônia, especialmente o rio Jari, entre os estados do Amapá e Pará. Um livro de 1938, Mistérios do Inferno da Mata Virgem, do geólogo e piloto Otto Schulz-Kampfhenker, registra minúcias da expedição, referindo-se ao Amapá como região estratégica a ser ocupada na Segunda Guerra Mundial. Os exploradores enviaram para a Alemanha milhares de amostras de animais e cerca de 1.500 objetos arqueológicos, e produziram milhares de fotografias e metros de filme 35 mm, sobre tudo o que encontraram. Um dos alemães, Joseph Greiner, morreu de malária e foi enterrado numa ilhota do rio Jari. Otto referiu-se a “missões maiores no futuro”. 

Só a jazida de nióbio de São Gabriel da Cachoeira, no estado do Amazonas, tem capacidade para abastecer todo o consumo mundial por 1.400 anos! Estados Unidos, Europa e Japão dependem 100% do nióbio brasileiro, que representa 98% das jazidas do planeta, mas não detém tecnologia para utilizar a matéria-prima na indústria. O nióbio é quase dado pelo Brasil para as potências hegemônicas. A maior jazida de nióbio do mundo, em Araxá, Minas Gerais, está sob o controle da Niobium Corporation, de Nova Iorque. João do Bailique lembrou que o nióbio é empregado no fabrico de reatores nucleares, naves espaciais, satélites, foguetes e aviões. 

A exploração e o contrabando de metais e pedras preciosas brasileiras, que começaram com os ibéricos, atingem, hoje, cifras estratosféricas. 

Bailique chegou à conclusão de que os ETs, que são sempre discretos, estavam cumprindo, em Colares, uma missão, que durou três meses, documentada por agentes da Força Aérea Brasileira, da psiquiatra Wellaide Cecim Carvalho, que atendeu 80 vítimas do chupa-chupa, e da imprensa, pois a missão parecia ter urgência e data de duração, com aparições à noite e de dia, e coleta de sangue da população local. 

Estariam os ETs presentes, desde sempre, na Amazônia, guardando suas preciosidades? Estariam os ETs interessados na biodiversidade da Amazônia? O fato é que sem a Amazônia a Terra seria inadequado para a vida humana, pois o Trópico Úmido é que equilibra o clima do planeta, umidificando-o. 

A bacia amazônica, formada pelo maior rio do mundo, o Amazonas, e mais de 7 mil afluentes, alguns, gigantescos, abrange uma área de 7 milhões de quilômetros quadrados, com 25 mil quilômetros de vias navegáveis. É a maior bacia fluvial do globo, contendo um quinto do fluxo fluvial da Terra, 20% da água doce de superfície do planeta, compreendendo áreas do Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela; 3,89 milhões de quilômetros quadrados da Bacia Amazônica estão no Brasil, ocupando 49,29% do território nacional, abrangendo os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, localizados em três das cinco divisões regionais do país: Norte, Centro-Oeste e Nordeste. 

A Amazônia é tão extraordinária que em caso de uma guerra nuclear no Hemisfério Norte seria a região da Terra menos atingida pelos “efeitos da radiação, em virtude dos ventos alísios de nordeste e de sueste vindos do Atlântico, portanto sem poeira atômica, e que se chocam próximo à Linha do Equador, formando imensas correntes ascendentes, que seguirão pela estratosfera até a latitude do cavalo (cerca de 30 graus sul e norte” – como observou Gelio Fregapani, em Amazônia – A Grande Cobiça Internacional. “Além disso, a cobertura vegetal e a grande umidade existente contribuiriam para dissipar e mesmo anular a radiação nuclear.” 

A Amazônia é lar de pelo menos 427 espécies de mamíferos; 1.294 de aves; 3 mil de peixes; 428 de anfíbios; 378 de répteis; 2,5 milhões de insetos; e 40 mil de plantas. Um quilômetro quadrado da floresta amazônica pode conter mais de mil tipos de árvores, algumas com mais de 50 metros de altura. Além do dossel, a Amazônia detém os dois picos mais altos do país: o Pico da Neblina, com 2.993,8 metros, localizado na Serra do Imeri, no Planalto das Guianas, no estado do Amazonas, fronteira entre Brasil e Venezuela; e o Pico 31 de Março, com 2.972,7 metros, também na Serra do Imeri, na fronteira entre o estado do Amazonas e a Venezuela. Essa região montanhosa guarda incalculável riqueza mineral. Além disso, água. 

E, para guardar tudo isso, o Estado brasileiro colocou o Projeto Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia), implementado em 1966 e inaugurado em 25 de julho de 2002, nas mãos da empresa norte-americana Raytheon – a raposa cuidando do galinheiro. A Raytheon é especialista em sistemas de espionagem, eletrônica industrial e em guerra, e é dona da E-Systems, de sistemas de inteligência. É ela que controla o espaço aéreo da Amazônia, apesar do Instituto Tecnológico de Engenharia (ITA) e do Instituto Militar de Engenharia (IME). Assim, o controle da Amazônia foi entregue, de mão beijada, para os americanos. 

Bailique pensou na tecnologia ET, pois nada pode ser mais rápido que a velocidade da luz no vácuo, de 299.792.458 metros por segundo, praticamente 300 mil quilômetros por segundo, quase 1 trilhão de quilômetros por hora. Além do mais, mesmo o Universo conhecido já é algo tão grande que só podemos imaginá-lo infinito. Assim, Bailique só podia pensar em mundos paralelos, que os ETs se deslocam em velocidade quântica no multiverso e que sempre estiveram aqui, junto de nós. Segundo o astrofísico e médium Laércio Fonseca, a raça humana é toda de ETs, e a Terra nada mais é do que um dos planetas utilizados por comandos astrais para transmigrações de almas dos mais diversos recantos do Cosmos, conforme seus ciclos cármicos, no processo evolutivo, das trevas, ou ignorância, para a luz, a verdade. 

Bailique repassou mentalmente o teor da matéria sobre a Operação Prato da edição de agosto de 2019 da revista Enfoque Amazônico: 

“É plano das três grandes potências nucleares – Estados Unidos, Rússia e China – enviar a nata dos seus governantes e cientistas para a Amazônia em caso de uma hecatombe nuclear. No planeta, somente o Trópico Úmido oferece condições naturais para sobrevida humana em face da suposta terceira guerra mundial. Nesse caso, os Estados Unidos levam vantagem sobre seus concorrentes, porque estão mais pertos da América do Sul e são aliados do Brasil. 

“Estariam os ETs da Operação Prato examinando a região como possível abrigo ante um iminente confronto nuclear? Basta 1% do arsenal armazenado pelas potências nucleares para destruir o planeta. Não por acaso, o oficial de inteligência que testemunhou o fenômeno no Pará, Jorge Bessa, defende a tese, em vários livros publicados, de que os ETs são apenas algumas das raças dos espíritos que habitam o multiverso, e que estão de prontidão para auxiliar os terráqueos em um momento de transição planetária. Tese corroborada pelo médium e astrofísico Laércio Fonseca, passageiro de viagens astrais, enquanto seu corpo repousa em sono profundo. Essas viagens quânticas e intergalácticas são realizadas a bordo de naves do tamanho da capital de São Paulo. 

“Embora situada na borda oriental da Amazônia continental, ao sul do Marajó, Belém é o centro astral do subcontinente, onde, de leste para oeste e de norte para sul, Ufos são avistados desde sempre, mas o maior fenômeno de aparição de Ufos, devidamente registrado pela Força Aérea Brasileira, pela agência de inteligência do país, pela imprensa belenense e pela revista Ufo, se deu na costa do Pará, tendo Belém como centro. As costas do Amapá e do Pará, onde se localizam Macapá e Belém, são privilegiadas. Tropicais, refrescadas pelos ventos alísios, que sopram do oceano Atlântico, é por onde fluem 20% da água doce de superfície do planeta, que vai ficando salobra à medida que mergulha no Atlântico, como o yin e o yang se amalgamando no fluir incessante, eterno, do caminho da luz”.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Como presidente, Flávio Bolsonaro deve implodir aparelhamento da máquina pública. EUA classificam PCC e PV como terroristas

Flávio Bolsonaro será presidente, a menos que o assassinem ou prendam

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 29 DE MAIO DE 2026 – Uma paciente (sou também acupunturista) me perguntou se Lula da Silva ganharia as eleições presidenciais deste ano. Respondi-lhe que se o antagonista de Lula for o Mion, o Mion ganha. Mion é o gato dela, cego e diabético. O molusco de nove garras não pode aparecer em público, com medo de levar fezes na cara. Como é que um sujeitinho desses pode, honestamente, tornar-se presidente da República? 

Todos já sabem que a desgraça do Brasil se chama Lula da Silva; só ficam do lado dele carrapatos, gafanhotos, vermes, ratos, hienas, dragões-de-komodo, jacarés-açus, sucuris, mambas negras, vampiros, zumbis e toda sorte de diabos. 

De modo que a missão de Flávio Bolsonaro, o próximo presidente do Brasil, a menos que o assassinem, será, em primeiro lugar, empenhar-se pela soltura imediata dos presos políticos e, se eles já estiverem em liberdade, fazer com que suas famílias sejam indenizadas e os verdadeiros golpistas sejam enjaulados. 

Flávio deverá ser o próximo presidente porque prendê-lo é uma possibilidade remota, pois o Pirocolino já não conta com o apoio de Joe Biden, e porque as eleições serão acompanhadas de perto por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos e comandante da Pax Americana. 

A ação fundamental de Flávio presidente será desfazer o aparelhamento de Estado que a Esquerda vem promovendo desde os anos 1960 e que levou ao ápice a partir de 2003, com a chegada ao Palácio do Planalto de Lula e seu PT (Partido dos Trabalhadores). 

Trump sabe e tem provas cabais de que o aparelhamento inclui o PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) dentro do Estado. Ambas as organizações são as mais perigosas máfias da Ibero-América e duas das mais perigosas do planeta, depois do próprio sistema da Esquerda no Brasil, cereja do Foro de São Paulo. 

Ontem, os Estados Unidos reconheceram formalmente como “terroristas globais” o PCC e o PV. Isto significa dizer que ambos serão combatidos na esfera financeira e marcial, pois põem em perigo a sociedade americana, inundando Tio Sam com drogas e bandidos. Ambas as facções abrigam terroristas do Irã no Brasil, segundo a inteligência dos Estados Unidos e de Israel. 

– O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntos, comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros. Sua influência e redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, por toda a nossa região e para dentro do nosso país – disse o secretário de Estado, Marco Rubio. 

Flávio Bolsonaro precisa focar, atentamente, o filósofo Olavo de Carvalho, o Nicolau Maquiavel da Direita. Obviamente que Flávio deverá contar com um novo Congresso Nacional, livre de Davi Alcolumbre e Hugo Motta, para promover uma limpa no Supremo Tribunal Federal (STF), que expeliu um cagalhão com o peso da estátua A Justiça em cima da Constituição, com o “Perdeu, mané” e tudo. E a Esquerda fixou um cabide de emprego tão descomunal na máquina pública que será preciso demitir meio mundo. 

Mas uma limpa fundamental será nas universidades e escolas públicas. Pelo menos 80% dos professores e alunos foram estupidificados pelos comunistas e se encontram em uma situação catatônica, que lembra a do corno manso. Se alertarem o corno manso de que sua esposa o está traindo ele ficará puto da vida e será capaz de esbofetear quem ousar tocar nesse assunto, e se mostrarem sua esposa sendo trabalhada ainda assim duvidará da realidade; ela está apenas trocando ideias com um amigo. 

Flávio terá que, também, avolumar o comércio com os Estados Unidos e Europa para descartar a China, que vem transferindo sua população para o Brasil, onde já adquiriu terras do tamanho de países. Falar em China, vai cair do mesmo jeito que a União Soviética, com sua economia planificada e o Partido Comunista sugando tudo. Há cidades inteiras abandonadas na China porque não há consumo interno; os chineses não têm cidadania – são escravos. 

Flávio precisará investir pesadamente em tecnologia e na indústria, especialmente espacial, aeronaval, de comunicações, chips, bélica e robótica. As Forças Armadas deverão ser equipadas e os traidores da Pátria deverão receber o pijama. 

Ainda: a corrupção, a roubalheira desenfreada, deverão ser sufocadas. É claro, isso só será possível com um novo Congresso Nacional, pois o que está aí é capaz de torturar antes de matar a própria mãe. 

Não será fácil eleger Flávio Bolsonaro, pois Lula da Silva conseguiu estupidificar metade da população com bolsa-miséria e destruir a Educação, a Família e a Cultura. Contudo, jornalistas destemidos vêm alertando a população para o perigo de uma ditadura totalitária sob o comando de Lula da Silva e o PT, e se nota, claramente, que o cidadão brasileiro começou a raciocinar e já não acredita mais nas mentiras de Lula. Começa a perceber que tudo o que Lula fez na vida foi mentir e saquear. Saqueou até a dignidade do Brasil. 

É por isso que o trabalho que a AJOIA Brasil (Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados) vem realizando é tão importante. 

Sugiro também a Flávio que leia dois livros, parte de uma trilogia: O CLUBE DOS ONIPOTENTES e O OLHO DO TOURO. O terceiro volume será lançado, agora, em 2026. O fio da meada da trilogia é o assassinato a conta-gotas do Mito, Jair Messias Bolsonaro, o maior líder da Direita latino-americana, ao lado do maior líder da Direita mundial, Donald Trump. 

A trilogia disseca o comunismo e o Foro de São Paulo, traça um perfil psicológico de Lula da Silva e implode o “gópi” de 8 de Janeiro de 2023, traçando, ainda, um perfil do Pirocolino.

As President, Flávio Bolsonaro Must Dismantle the Politicization of the State Apparatus. The U.S. Classifies PCC and CV as Terrorist Organizations

RAY CUNHA

BRASÍLIA, MAY 29, 2026 – A patient once asked me (I am also an acupuncturist) whether Lula da Silva would win this year’s presidential election. I replied that if Lula’s opponent were Mion, Mion would win. Mion is her cat, blind and diabetic. The nine-clawed mollusk can no longer appear in public for fear of having feces thrown in his face. How can such a pathetic little man honestly become President of the Republic?

Everyone already knows that Brazil’s tragedy is called Lula da Silva; only ticks, locusts, worms, rats, hyenas, Komodo dragons, black caimans, anacondas, black mambas, vampires, zombies, and every sort of devil still stand by his side.

Thus, the mission of Flávio Bolsonaro, the next president of Brazil—unless he is assassinated—will first and foremost be to work for the immediate release of political prisoners and, if they have already been freed, to ensure that their families are compensated and that the true coup plotters are jailed.

Flávio is likely to become the next president because imprisoning him is now a remote possibility, since Pirocolino no longer enjoys the support of Joe Biden, and because the elections will be closely monitored by Donald Trump, President of the United States and commander of the Pax Americana.

The fundamental action of a Flávio Bolsonaro administration will be to dismantle the politicization of the State apparatus that the Left has been promoting since the 1960s and that reached its peak beginning in 2003, with Lula and his Workers’ Party (PT) taking power at the Palácio do Planalto.

Trump knows—and has what he considers irrefutable evidence—that this infiltration includes the PCC (Primeiro Comando da Capital) and CV (Comando Vermelho) operating within the State itself. Both organizations are among the most dangerous mafias in Ibero-America and among the most dangerous criminal organizations on the planet, surpassed only by the Brazilian Leftist system itself, the crown jewel of the São Paulo Forum.

Yesterday, the United States formally designated the PCC and the CV as “global terrorists.” This means that both organizations will be targeted financially and militarily, since they threaten American society by flooding Uncle Sam with drugs and criminals. According to U.S. and Israeli intelligence, both factions also shelter Iranian terrorists in Brazil.

“The CV and the PCC are two of the most violent criminal organizations in Brazil. Together, they command thousands of members and have orchestrated brutal attacks against police officers, public officials, and Brazilian civilians. Their influence and illicit networks extend far beyond Brazil’s borders, throughout our region and into our own country,” said Secretary of State Marco Rubio.

Flávio Bolsonaro should pay close attention to the philosopher Olavo de Carvalho, the Niccolò Machiavelli of the Right. Obviously, Flávio will also need a new National Congress, free from figures such as Davi Alcolumbre and Hugo Motta, in order to cleanse the Supreme Federal Court (STF), which dumped a colossal pile of filth the size of the statue Justice itself onto the Constitution, complete with the infamous “You lost, sucker.”

The Left has entrenched such an enormous patronage machine within the public sector that half the bureaucracy will need to be dismissed.

But one of the most essential purges will have to take place within public universities and schools. At least 80 percent of teachers and students have been intellectually stupefied by communists and now exist in a catatonic state reminiscent of the submissive cuckold. Warn such a man that his wife is cheating on him, and he will become enraged—possibly even slapping the person who dared mention it. Show him undeniable evidence, and he will still deny reality; in his mind, she is merely exchanging ideas with a friend.

Flávio must also expand trade with the United States and Europe in order to reduce dependence on China, which has been steadily transferring its population to Brazil and has already acquired territories the size of entire countries. China itself will eventually collapse just as the Soviet Union did, crushed by its centrally planned economy and a Communist Party that drains everything. Entire Chinese cities stand abandoned because there is no domestic consumption; Chinese citizens possess no real citizenship—they are slaves.

Flávio will need to invest heavily in technology and industry, especially in aerospace, naval engineering, communications, semiconductors, defense, and robotics. The Armed Forces must be reequipped, and traitors to the nation must be retired permanently.

Furthermore, corruption and rampant theft must be suffocated. Of course, this will only be possible with a new National Congress, because the current one would be capable of torturing its own mother before killing her.

Electing Flávio Bolsonaro will not be easy, because Lula da Silva has succeeded in stupefying half the population through welfare dependency while destroying Education, Family, and Culture. Nevertheless, courageous journalists have been warning Brazilians about the danger of a totalitarian dictatorship under Lula and the PT, and it is becoming increasingly clear that ordinary citizens are beginning to think for themselves and no longer believe Lula’s lies. People are finally realizing that everything Lula has done in life has revolved around lying and looting. He even looted Brazil’s dignity.

That is why the work being carried out by AJOIA Brasil (Brazilian Association of Independent and Affiliated Journalists) is so important.

I also suggest that Flávio read two novels that are part of a trilogy: THE OMNIPOTENT CLUB and O OLHO DO TOURO. The third volume will be released later this year, in 2026. The central thread of the trilogy is the slow-motion assassination of the Myth, Jair Messias Bolsonaro, the greatest leader of the Latin American Right alongside the greatest leader of the global Right, Donald Trump.

The trilogy dissects communism and the São Paulo Forum, traces a psychological profile of Lula da Silva, and demolishes the alleged “coup” of January 8, 2023, while also outlining a profile of Pirocolino.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Flávio Bolsonaro é recebido por multidão no Aeroporto de Brasília após reunir-se com Trump

A melhor foto que consegui de Flávio Bolsonaro no Aeroporto

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 28 DE MAIO DE 2026 – Fui convocado pela Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados (AJOIA Brasil) para cobrir o retorno do senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) dos Estados Unidos, onde ele se reuniu com o presidente Donald Trump, com o vice, James David Vance, e com o secretário de Estado, Marco Rubio, quando se comprometeu, caso seja eleito presidente do Brasil, a integrar o Escudo das Américas e ajudar os Estados Unidos a despachar para o inferno as ditaduras, o crime organizado, os cartéis e máfias instalados na Ibero-América, e soltar os presos políticos, além de indenizar suas famílias. 

Foi emblemático o que vi. No início da tarde, uma multidão começou a se formar e a gritar palavras de ordem, com o seguinte teor: Quem é o sujeitinho mais ordinário, escroto, que já conspurcou o Palácio do Planalto? Lula, ora! Que esse carrapato desapareça no esgoto da História! 

Ora a multidão disparava granadas de fezes no rato de nove garras, ora berrava que Flávio Bolsonaro é o virtual presidente do Brasil, a ponto de, ainda candidato, ser recebido pela cúpula da elite dos Estados Unidos para tratar de políticas de longo prazo. 

A imprensa estava posicionada. Fiquei próximo dos soldados da mídia, a linha de frente, os repórteres, secundados pelos câmeras e fotógrafos. Às 14h30, em ponto, Flávio saiu do pátio de desembarque. A multidão foi ao delírio. Ninguém deu tempo para nada, todos queriam se aproximar dele, amassá-lo, abraçá-lo, beijá-lo, tocar nele, fazer, pelo menos, uma foto. 

A distância entre o desembarque e o carro que o esperava poderia ser coberta em um minuto, dois, no máximo, mas ele levou 12 minutos, contados de relógio, para chegar ao carro, sob a proteção de um pelotão de seguranças que não conseguiam nem proteger a si mesmos, tanta gente queria grudar em Flávio. 

Flávio é um cara bastante simpático. Aparenta medir 1,80 metro e estar só um pouquinho acima do peso. Lembra o ator Liev Schreiber, que interpretou o Dentes-de-Sabre em X-Men Origens: Wolverine (2009). Poliglota, discípulo do filósofo Olavo de Carvalho, iniciado em Geopolítica, democrata, republicano, inteligentíssimo, está destinado a alçar o Brasil à potência hegemônica. 

Flávio Nantes Bolsonaro nasceu em Resende, Rio de Janeiro, em 30 de abril de 1981. Filho mais velho do ex-presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, é empresário e advogado, além de senador. Começou sua trajetória política como deputado estadual do Rio de Janeiro, de 2003 a 2018, quando foi eleito senador. 

O presidente Lula da Silva afirma que será eleito para mais quatro anos, durante os quais pretende, finalmente, instalar sua tão sonhada ditadura comunista e totalitária, mas, este ano, não conta com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com Joe Biden, com o Brics, com o Irã, com a Venezuela, com Cuba, nem com o Foro de São Paulo, e está com câncer na pele da cabeça. A queda que ele disse que tomou é câncer. Também, a ditadura da toga está ficando nua e o que se vê não é bonito. 

Mas os piores inimigos de Lula, e são muitos, é sua sombra e sua boca. Enquanto a sombra gasta e fala besteira, quando Lula abre a boca é uma diarreia só, daquelas de infecção intestinal braba. Se ele ganhar é porque não há mais solução para o Brasil, que colhe o carma de um passado tenebroso: 388 anos de escravidão negra, com sofrimentos inacreditáveis. 

Lula da Silva é um mago negro. Não por acaso surgiu no caminho do molusco murídeo o comandante da Pax Americana, o laranjão.

Flávio Bolsonaro Is Welcomed by a Crowd at Brasília Airport After Meeting with Trump

RAY CUNHA

BRASÍLIA, MAY 28, 2026 – I was assigned by the Brazilian Association of Independent and Affiliated Journalists (AJOIA Brasil) to cover Senator Flávio Bolsonaro’s (PL/RJ) return from the United States, where he met with President Donald Trump, Vice President James David Vance, and Secretary of State Marco Rubio. During the meetings, he pledged that, if elected president of Brazil, he would integrate the country into the Shield of the Americas and help the United States send to hell the dictatorships, organized crime, cartels, and mafias entrenched throughout Ibero-America, as well as free political prisoners and compensate their families.

What I witnessed was emblematic. Early in the afternoon, a crowd began to gather and chant slogans along the following lines: “Who is the most despicable, disgusting little man ever to disgrace the Palácio do Planalto? Lula, of course! May that tick vanish into the sewer of History!”

At times the crowd hurled verbal grenades of filth at the “nine-clawed rat”; at others, they shouted that Flávio Bolsonaro is the virtual president of Brazil, to the point that, even as a candidate, he was received by the top leadership of the American elite to discuss long-term policies.

The press was already in position. I stood close to the infantry of the media — the frontline reporters, backed by cameramen and photographers. At exactly 2:30 p.m., Flávio emerged from the arrivals area. The crowd went wild. Nobody waited for anything; everyone wanted to get close to him, squeeze him, hug him, kiss him, touch him, or at least take a picture with him.

The distance between the arrivals area and the car waiting for him could normally be covered in one or two minutes at most, but it took him 12 minutes, timed on the clock, to reach the vehicle, under the protection of a squad of security guards who could barely protect themselves, so many people were trying to cling to Flávio.

Flávio is quite a charismatic man. He appears to be around 1.80 meters tall and only slightly overweight. He resembles actor Liev Schreiber, who played Sabretooth in X-Men Origins: Wolverine (2009). A polyglot, disciple of philosopher Olavo de Carvalho, initiated in geopolitics, democratic, republican, and highly intelligent, he is destined to elevate Brazil into a hegemonic power.

Flávio Nantes Bolsonaro was born in Resende, Rio de Janeiro, on April 30, 1981. The eldest son of former Brazilian president Jair Messias Bolsonaro, he is a businessman, lawyer, and senator. He began his political career as a state deputy in Rio de Janeiro, serving from 2003 to 2018, when he was elected senator.

President Lula da Silva claims he will be elected for another four years, during which he allegedly intends to finally establish his long-dreamed communist and totalitarian dictatorship. However, this year he cannot count on the Superior Electoral Court (TSE), Joe Biden, the BRICS bloc, Iran, Venezuela, Cuba, or the São Paulo Forum, and he is reportedly suffering from skin cancer on his scalp. The fall he said he suffered is, according to critics, cancer. Meanwhile, the “judicial dictatorship” is being exposed, and what is becoming visible is not pretty.

But Lula’s worst enemies — and they are many — are his own shadow and his own mouth. While his shadow wastes away and talks nonsense, whenever Lula opens his mouth, critics say it is nothing but a torrent of absurdities, like a severe intestinal infection. If he wins, they argue, then there is no longer any solution for Brazil, which is reaping the karma of a dark past: 388 years of black slavery accompanied by unimaginable suffering.

Lula da Silva is portrayed by his opponents as a dark magician. It is no coincidence, they say, that the commander of the Pax Americana, “the orange-haired one,” crossed paths with the murid mollusk.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Gritos e sussurros

Lembranças gritam quando o presente começa a parar; viram sussurros

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 27 DE MAIO DE 2026 – Rasguei os bruxos chineses da estante, da mesma forma que o poeta Isnard Brandão Lima Filho. A noite já se instalou no Sudoeste, bairro de Brasília/DF, suavemente. Não há estrelas e o azul escuro do início da noite já se diluiu. Só na minha alma há azul, tão azul que escorre e, como um rio, desemboca no mar. 

Sinto sabor de gin fiz e ouço a voz de Fernando Canto. Nós dois nos encharcamos de gin, gin inglês, até de madrugada. Sempre que nos encontrávamos lembrávamos do poeta Isnard Lima. Certa vez, o poeta dirigia seu carro com o pintor Olivar Cunha. O carro capotou e o poeta foi parar em uma cerca de arame farpado e ficou ali, durante algum tempo, parecendo roupa estendida em um varal. Lembramos disso. 

Não sei o que eram os bruxos chineses do Isnard. Os meus são essas lembranças que insistem em povoar minha mente nas noites abismais, lembranças que só tomamos ciência por causa dos gritos e sussurros. Os gritos e sussurros de Ingmar Bergman foram substituídos por literatura, também sueca, Stieg Larsson e Lisbeth Salander. Adoro Salander. Não sinto tesão por ela, apenas gostaria de bater um longo papo com ela, na cozinha, tomando café ou chá. 

Os sussurros, ouço-os tão nítidos! Vêm de alcovas, de madrugadas, de cheiro de mulher nua, de rosas vermelhas colombianas, de Charles Aznavour cantando uma canção triste que se passa em Veneza, da explosão do acme e do vazio que advém, e que só pode ser preenchido por um poema. 

Certa vez perguntei ao poeta Max Martins que valor prático poderia ter um poema e ele me respondeu que um poema não vale 10 reais, nem um quilo de feijão; um poema tem apenas emoção. Acho que é por isso que um poema pode mudar uma vida. Se não uma vida, mas, pelo menos, pode fazer uma mulher sorrir, e nada é mais valioso do que fazer uma mulher feliz. Se um homem tem o poder de fazer uma mulher rir é um homem poderoso. 

O problema é quando esses sussurros se transformam em gritos. Pode acontecer também o contrário e os gritos se tornarem sussurros, e é isso que sempre acontece. Quando rasgamos os bruxos chineses da estante é como o interior de uma luta marcial, com gritos lancinantes e explosões, até a tempestade amainar e se tornar sussurros. 

Ouço-os nitidamente. Vêm do passado, de toda parte. Acho que as lembranças crescem quando o presente começa a parar, quando, no caminho, surge um chavascal, quando ladrões, assassinos, mantêm presos políticos, quando ouvimos choro de criança. Choro de criança que está sofrendo é insuportável. 

Ainda bem que sou poeta e ficcionista; assim, posso criar personagens que conversam comigo, e, ainda, há pessoas que me amam, e, o mais importante de tudo, gosto da solidão, pois, na solidão, somos só nós com nós mesmos, com toda a nossa brutalidade, nossa sujeira, e nosso perdão, afinal, cometemos erros; às vezes, erros imperdoáveis, porque somos ignorantes. O tempo nos mostra a correção de rumo. 

O tempo é apenas uma sensação. É o agora. E é agora que a química do ato de rasgar os bruxos chineses acontece. Então, o absurdo dá lugar, novamente, à noite. Surgiram algumas estrelas e azul. E, os gritos, descubro que ecoam na minha alma. Já são sussurros. 

Skrik och viskningar 

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 27 MAJ 2026 – Jag rev sönder de kinesiska trollkarlarna från bokhyllan, på samma sätt som poeten Isnard Brandão Lima Filho gjorde. Natten har redan lagt sig över Sudoeste, en stadsdel i Brasília/DF, mjukt och stilla. Det finns inga stjärnor och den mörkblå tonen från kvällens början har redan lösts upp. Bara i min själ finns blått, så blått att det rinner över och, som en flod, mynnar ut i havet. 

Jag känner smaken av gin fizz och hör Fernando Cantos röst. Vi båda dränkte oss i gin, engelsk gin, ända fram till gryningen. Varje gång vi träffades mindes vi poeten Isnard Lima. En gång körde poeten sin bil tillsammans med målaren Olivar Cunha. Bilen voltade och poeten kastades in i ett taggtrådsstängsel där han blev hängande en stund, som tvätt upphängd på en klädstreck. Vi mindes det. 

Jag vet inte vad Isnards kinesiska trollkarlar egentligen var. Mina är dessa minnen som envisas med att befolka mitt sinne under de avgrundslika nätterna, minnen som vi bara blir medvetna om genom skrik och viskningar. Ingmar Bergmans skrik och viskningar har ersatts av litteratur, också svensk, Stieg Larsson och Lisbeth Salander. Jag älskar Salander. Jag känner ingen lust till henne; jag skulle bara vilja ha ett långt samtal med henne i köket, över kaffe eller te. 

Viskningarna hör jag så tydligt! De kommer från alkover, från gryningar, från doften av en naken kvinna, från röda colombianska rosor, från Charles Aznavour som sjungeren sorgsen sång som utspelar sig i Venedig, från explosionen av klimax och tomheten som följer, en tomhet som bara kan fyllas av en dikt. 

En gång frågade jag poeten Max Martins vilket praktiskt värde en dikt kunde ha, och han svarade att en dikt inte är värd tio reais, inte ens ett kilo bönor; en dikt har bara känsla. Jag tror att det är därför en dikt kan förändra ett liv. Om inte ett liv, så åtminstone få en kvinna att le, och inget är mer värdefullt än att göra en kvinna lycklig. Om en man har förmågan att få en kvinna att skratta, då är han en mäktig man. 

Problemet är när dessa viskningar förvandlas till skrik. Men det motsatta kan också hända: skriken blir viskningar, och det är precis vad som alltid sker. När vi river sönder de kinesiska trollkarlarna från bokhyllan är det som insidan av en kampsportstrid, med genomträngande skrik och explosioner, tills stormen lugnar sig och förvandlas till viskningar. 

Jag hör dem tydligt. De kommer från det förflutna, från alla håll. Jag tror att minnena växer när nuet börjar stanna upp, när en gyttjig träskmark dyker upp längs vägen, när tjuvar och mördare håller politiska fångar inspärrade, när vi hör ett barn gråta. Ett barns gråt när det lider är outhärdlig. 

Som tur är är jag poet och romanförfattare; därför kan jag skapa gestalter som talar med mig, och dessutom finns det människor som älskar mig, och viktigast av allt: jag tycker om ensamheten, för i ensamheten är vi bara oss själva med oss själva, med all vår brutalitet, vår smuts och vår förlåtelse, eftersom vi begår misstag; ibland oförlåtliga misstag, därför att vi är okunniga. Tiden visar oss vägen tillbaka. 

Tiden är bara en känsla. Det är nuet. Och det är nu som kemin i handlingen att riva sönder de kinesiska trollkarlarna sker. Då lämnar det absurda åter plats åt natten. Några stjärnor och lite blått har visat sig. Och skriken upptäcker jag ekar i min själ. Nu är de bara viskningar.