domingo, 5 de abril de 2026

De tão azul sangra


RAY CUNHA

 

Haverá obra de arte mais emocionante do que mulher muito linda?

Sim, nua!

Cheirando a púbis!

E mais bela do que isso?

Grávida!

Amamentando!

Mais belo

Só crianças rindo!

Luz se eternizando!

 

Sinto cheiro de mulher nua

Ostra com Antarctica enevoada, em julho, às 9 horas

No ar saturado de mulheres lindíssimas e suadas, em Salinas

 

Tu precisas me lamber com teus olhos verdes como lápis-lazúli

Para eu sentir o acme

Precisas apenas sorrir e tocar nos meus finos lábios

Para que eu morra como as rosas, que não morrem nunca

Porque são imortais na sua explosiva beleza

 

Imobilizo minha amante pelos cabelos

Beijo-a na boca, faço-a gritar de prazer

Ela é a própria noite

Café noturno, cheio de mulheres misteriosas de tão lindas

Que dizem oi quando passo

 

O cheiro de púbis ruivo

Inunda meu olfato, meu paladar, meu cérebro.

Degusto Antarctica, com Jorge Tufic, em Manaus, no Nathalia

Lambo o rosto da Tharcilla

Beijo os lábios carnudos e mordo o pescoço da Mara

 

Como fez Isnard Brandão Lima Filho, oferto rosas para a madrugada

Ao extrair gemidos da mulher amada, percorrendo sua pele de jambo

E sonho com leões caminhando na praia, ao amanhecer

 

Igual Picasso, com seus olhos negros, nonagenários

Sou como pássaro que nunca envelhece

Nasci com asas invisíveis

Que se equilibram no éter, como avião de caça

Riscando um golpe vermelho no azul          

 

A noite chega, ouço os alísios

Que me falam de Macapá e da Estação das Docas

Então compreendo que o som que vem do vento

São vozes e risos femininos

Como a nudez das mulheres muito lindas

Boeing pousando

Navio todo iluminado e em festa, no porto

Cataclismo de rosas

O atrito da Terra no éter

O Concerto Para Piano e Orquestra, em Ré Menor, de Mozart,

O choro dos jasmineiros

Chanel 5

Shoppings lotados

De mulheres seminuas

Em Brasília, e em todas as grandes cidades do mundo

Os lábios de Alinne Moraes ao meu ouvido

Prenhes de romance e mistério

A mulher amada

Que habita o azul dos meus gritos

 

Na minha memória

Barcos deslizam na latitude da Linha Imaginária, na boca do rio Amazonas

E despencam no Atlântico

Espero as chuvas com a mesma sofreguidão com que aguardo

O outono, o inverno e a primavera

O verão, como ocorre em todas as estações da vida,

Inunda um planeta de rosas tão azuis que sangram

E mangas doces como seios de mulheres de olhos de esmeraldas

E, se é madrugada, a chuva se confunde ao som

Que não se interrompe nunca

Do mar

Então, o atrito da Terra no espaço invade minha alma

E se mistura ao perfume das virgens ruivas

Misterioso como mulher nua

Como a luz, como o éter, como o próprio triunfo

 

Ah! meu amor, tu és meu amor porque teu riso impulsiona meu coração

Porque tu crias a vida, pois à tua passagem os jardins se levantam

E a luz infinita vibra em oração

Que escapa dos teus lábios

 

Quisera eu ser poeta, e dominar a força de gravidade com palavras

Para te dedicar versos

Que contivessem o mar

Um oceano inteiro de rubis, azuis como o céu

 

Depois que te conheci, exorcizei o medo

Aprendi a escutar o silêncio das madrugadas

Comecei a voar no perfume dos jasmineiros

 

Sou teu, todo teu, inteiramente teu

Pertencer-te é o mesmo que a liberdade

É ascender, vencer a eternidade, e sentir a presença de Deus!

 

A noite mais azul é quando

Assassinos me perseguem, derroto-os

E durmo com a princesa.

Isto só acontece nas noites tão azuis

Que um Boeing 777 fere-as

E sangue verte sobre as rosas

Que o acme da princesa

Transforma em rosas colombianas.

A noite mais azul é tórrida e os jasmineiros choram

O mundo recende a maresia  

E o meu corpo

Volta a ser rijo como os punhos de Muhammad Ali

Quando acabou com George Foreman, no Zaire.

Então me transformo em luz

Nesta noite excessivamente azul

 

Estou sentado em um quiosque defronte ao Macapá Hotel

Mas há mulheres tão lindas que as vemos apenas em grandes aeroportos internacionais

Estou só, mas o rio Amazonas, o maior do mundo, ruge como o mar em Copacabana

Na maré cheia, e salpica meu rosto, escanhoado para esta noite

Estou aparentemente só

Pois ouço merengue

E meu Pai enviou uma legião que me acompanha por todo o sempre

Estou só com meu coração

Pois sinto o perfume das virgens ruivas

Relicário de pedras preciosas como acme da mulher amada e o choro dos jasmineiros

Nas tórridas noites da Linha Imaginária do Equador

Estou só         

Mas estão comigo Belém, Manaus e Rio de Janeiro

E meus amigos logo chegarão

Minha solidão é como a dos pugilistas e dos escritores

Quando começa o assalto ninguém os pode socorrer e eles só contam com a própria luz

Por isso nunca estou só

Pois ouço do mar o Concerto para Piano e Orquestra, em ré Menor, de Mozart

Estou só

Mas o céu é tão azul que chove rosas vermelhas colombianas

E o ar é prenhe do cheiro de mulher nua

 

Sinto rosas desabrochando como a vertigem do primeiro beijo

No ar prenhe de Chanel 5

Meu coração respira o sabor da mulher amada

Cheiro de mar numa tarde de julho

Ao choro dos jasmineiros

Em tórrido anoitecer na Estação das Docas

Sinto o cheiro de madrugadas

Acme nos lábios da mulher amada

Secos de gozo, e que ela umidifica com a língua

Tirando os cabelos do rosto

Meu coração está prenhe do sabor indescritível

De púbis, abismo de galáxias

Inalcançáveis, mas que cintilam no azul da minha vida

 

Anoitece

O rio Amazonas ruge defronte ao Macapá Hotel,

Debaixo do Trapiche, rodovia que conduz à noite

Tão azul que sangra

Estou sentado

Sozinho

Em um quiosque

Degusto Cerpinha enevoada

Parece que estou só

Mas converso com meus antepassados

Com a mulher amada

Com meus anjinhos e minha princesa

Com Isnard Brandão Lima Filho

Alcinéa Maria Cavalcante

Iara Marcille

Deury Farias

Olivar Cunha

Joy Edson

José Montoril

Fernando Canto

Raimundo Peixe

Alcy Araújo

Luiz Tadeu Magalhães

Manoel Bispo

Myrta Graciete

Tereza, Leila, Sílvia e Telma

Um cataclismo de rosas vermelhas

Juntam-se a nós Ernest Hemingway

Antoine de Saint-Exupéry

Gabriel García Márquez

Vargas Llosa

Pablo Picasso

André Cerino

Ouço merengue

Um navio, grande como uma cidade, surge, lento, até aportar, feérico

Despeja uma legião de espíritos e anjos

Que se juntam a nós

Chanel Número 5, Dom Pérignon, maresia e leite da mulher amada

Tomam conta de tudo

Como paz se alastrando na minha memória

 

Por que escreves? – pergunta-me o jornalista

– Para viver – respondo

Pois só com as palavras desnudo a luz

E voo até o fim do mundo

Por isso, escrevo granadas intensas como buracos negros

E garimpo o verbo como o primeiro beijo

Escrevo porque escrever traz aos meus sentidos

Cheiro de maresia

Dom Pérignon, safra de 1954

O labirinto do púbis no abismo do acme

Mulher nua como rosa vermelha desabrochando     

 

Que sensação estranha

Na hora de ser enforcado

Ser salvo e dormir com a princesa

 

O primeiro beijo que me deste explodiu

Como relâmpago na minha alma

Feriu-me, doce como brisa,

Pétalas pousando no púbis de um anjo

 

Desde então, flor da minha vida,

Sou prisioneiro do teu olhar

Grávido de ti, como um abismo,

Mulher amada

 

Segue-me, pois te mostrei quase nada.

Tenho a chave dos sonhos,

Que conduz para a eternidade

 

A fogueira do nosso amor, minha namorada,

O voo vertiginoso

Da luz movida a acme

 

Meu bem, estou à tua espera, vibrando de alegria

Pois esperar-te é como a emoção que precede o garimpeiro

Ao encontrar a maior pepita de ouro, dez anos depois

No morro do Salamangone, Serra Lombarda, município de Calçoene

É como a felicidade de abraçar crianças que escaparam de um naufrágio

Ao largo de Marajó

Ver rosas nuas em toda parte

Só de te esperar!

Amor da minha vida, esta noite será eterna

Porque nesta casa

Só haverá nós dois e a noite, presente de Deus,

para ti

Já arrumei tudo, as flores, o vinho e a comida, camusquim com camarão pitu

Seremos nós dois e os diamantes que garimpei toda a minha vida

E que só encontramos no céu de Macapá, em agosto, nos anos 1960

Ouviremos La Cumparsita, na voz de Julio Iglesias

E dançaremos lentamente, nossos lábios se roçando

E ouviremos Suave é a Noite, com Alcione

E Amarcord, de Nino Rota

Então, voando nas asas de Dom Pérignon, safra de 1954

Beberei colostro e sentirei o sabor da tua pele e do teu púbis

E será madrugada

A quem ofertarei teus gemidos, que espalharei no jardim da minha alma

Mulher amada

Vem logo

Pois a noite já chegou

Como um navio, um continente, uma galáxia

Só nossa!

 

Teu dorso, à sombra da tarde que finda e escoa em murmúrios

É alvo como pétala de rosa vermelha; sinuoso; nu

Agarro-me aos cabelos, às ancas, aos ombros, ao perfume, bêbedo de gemidos

A noite se instala como transatlântico no porto

Feérico, iluminado como o Copacabana Palace

Tuas costas são alvas como jambo

De olhos fechados, sorvo cheiro de nudez

Sabor de Dom Pérignon, safra de 1954

Ouço Concierto de Aranjuez, de Joaquin Rodrigo

E os 14 minutos e 10 segundos do Bolero, de Maurice Ravel,

Sob a regência de Silvio Barbato

Abro os olhos e enxergo o halo azul da noite

Suave como o primeiro movimento, allegro,

Do Concerto para Piano e Orquestra, em Ré Menor,

Número 20, K. 466, de Mozart

Pulsar longínquo, o atrito da Terra no espaço

Gemidos femininos se esvaindo

Som de maresia

Sangue circulando nos tímpanos

O segundo movimento, romanze,

É de estrelas se acamando no azul da alma

O terceiro movimento, rondó,

Flores se abrindo ao riso de crianças

Solto o urro, vibrante, de leão alado, ao ouvir gritos abafados,

E sentir que desmaias ao acme

 

Ah! Tu és como uma flor rindo ao sol

Linda como asas que sustentam o voo impossível

Intensa como a vida

Nua, sob vestido de seda

Esplendorosamente inalcançável

Ah! Tu és a alegria que não finda

Luz que inunda a galáxia

Iridescente como pedras preciosas

Néctar que sorvo em sonhos

Enlevado na vertigem da subida íngreme

Azul abismal

Leva-me para a cumeeira

Inda que eu não regresse

Nem desperte

 

Procuro na luz dos teus olhos

Misteriosos como a noite

Nos teus lábios de rosa vermelha esmigalhada

Nos meridianos do teu mar

Perder-me no azul

E sentir o sabor da tua boca

Do teu leite

Do teu púbis

Num desejo que me consome e não cessa nunca

 

As mulheres são a ilusão mais pungente

Que existe

Porque tornam o desejo inesgotável

E não saciam nunca

Porque, por mais que as amemos, são inacessíveis

E, no entanto,

Basta o olhar da mulher

Para acenderem-se todas as chamas

Munir de asas o homem mais medíocre

E engravidar de perfume o mundo

 

Em movimento imperceptível, como estrelas nascendo,

Pouso o olhar nas penugens do teu corpo.

Durante muito tempo meu olhar permanece imóvel,

E agora é navalha te lambendo.

Avião rasgando o azul do céu de agosto da Amazônia,

Que, de tão azul, sangra.

Ainda te agarrando com as tenazes do meu olhar

Começo a imaginar meu falo na tua boca,

Esguichando morno suco, que bebes avidamente.

Então a fera faminta e enjaulada fenece, arquejante, até ressuscitar,

Como erupção de desejos.

Mas isso é só no olhar, porque vou sugar-te a vida com minhas mãos ensandecidas

E devolvê-la com mais fogo ainda.

Por ora, o olhar desliza no dorso imobilizado, suplicante.

Tu pareces adormecida, mas estás atenta, à beira da explosão,

À espera da minha língua, das mãos que te pegam suavemente.

Tu suplicas ação, mas meu olhar te lambe pacientemente,

Até deixar tua pele penugenta úmida de saliva.

Meu olhar é como uma boca.

Meu olhar estaciona no teu olhar.

Teu olhar é sorridente e meigo, mulher amada.

Meus olhos sugam teus seios como bebê faminto.

Tentas pegar-me. Mas ainda não deixo.

Deslizo pelo teu ventre, vagarosamente,

Até o tufo de pelos, que sugo avidamente,

À porta que se abre para meu olhar latejante.

 

Perfume da minha vida, tu e eu somos só fogo, assim como as rosas

Mas não nos consumimos, ilusão alguma nos detém na jornada

Nem o abismo, que a tudo cerca, pode nada

Pois tu e eu, como as rosas, somos eternos porque agora

 

Querida, nem lágrimas, nem o pavor do incompreensível

Nem as ilusões, o horror, os pesadelos

Têm o poder de abalar as rosas, na sua tênue existência

Simplesmente porque elas são indestrutíveis

 

Música da minha alma, nossa viagem no éter

A caminhada sem começo nem fim

Apenas começou nesta fogueira

 

A luz que alimenta o infinito

É a lei que a tudo governa

O fogo que vivifica, amor da minha vida

 

Estou pronto para ti

Sereno como um homem deve ser diante de uma mulher nua

Pegar-te-ei com tanta suavidade, e firmeza,

Que lamentarás o prazer, intenso como o voo do orgasmo

Tocarei cada ponto dos teus meridianos

No fundo mais recôndito dos teus abismos insondáveis

Cavalgar-te-ei, preso em ti, na tua boca, nos teus seios, no teu sexo

Como a Terra gravitando em torno do Sol

A 108 mil quilômetros por hora

O sistema solar girando em volta do núcleo da

Via Láctea

A 830 mil quilômetros por hora

A Via Láctea indo para o Grupo Local

A 144 mil quilômetros por hora

O Grupo Local voando para o aglomerado de Virgem

A 900 mil quilômetros por hora

E tudo isso seguindo em direção ao Grande Atrator

A 2,2 milhões de quilômetros por hora

O Grande Atrator fica para além de Centauro

A 137 milhões de anos-luz da Terra

 

Inundaste meus olhos desde o primeiro instante

E agora, preso ao instante, sinto cheiro de sal aonde quer que vá

Sinto-o, como o cataclismo dos primeiros beijos,

Afogando-me no azul do teu mar

 

Como deve o acupunturista proceder nos casos das paixões avassaladoras?

Haverá agulha tão comprida, e fina, que atinja a alma?

Ou prescindiriam, os danados, de cura?

Pois os pacientes desse mal, ou bênção, sobrevivem nas trevas e na luz

São cinza e asas

E seus corações atingem a velocidade dos despenhadeiros

Do mergulho no maremoto

Do olho do furacão

Do desespero

Não será tamanho sentimento, em si mesmo, o triunfo?

Voo concedido a poucos?

Eterno porque agora?

Creio que descobri um mal – ou bênção?

Que a acupuntura não sana

Pois como apagar a luz com luz

Como ouvir o som da Terra no espaço

Se o coração não se inflama?

 

Esses teus olhos verdes, que me fascinam,

Trazem, em certas manhãs, o azul do mar

e, às vezes, são felinos

 

Os mares, teus lábios doces, belos

Nesses mares o mistério

Nos lábios, a vida

No corpo, o perfume

 

Ah! Se tu fosses minha!

Partiríamos para o sistema das fadas

Sentados no colo das flores

Tomaríamos néctares divinos.

Depois, cavalgando besouros furta-cores

Navegaríamos num mar transparente

Beijando-nos sem fim.

 

Sobre eles sei muitas coisas

eles são belos

silenciosos brancos e firmes

ao comê-los

dou-lhes beijos

indefinidos pasmo ao contemplar

a beleza dos teus seios

enormes, pontiagudos

templo onde escuto

belisco

o seio te erotizo terrivelmente

tu gozas gozo hermafrodita em ti

ao me sentir te comendo

não há nada mais bonito que teus seios enxutos

duros, erguidos

esperando meu carinho

 

Ah! Tu és como flor se abrindo ao sol

Nua como preciosas pedras

Leve como asas que sustentam o voo

Do abismo a queda

 

Conduz-me à cumeeira

Dos sonhos

Ainda que eu não desperte

Como se estivesse morto

 

Na bacanal de rosas vermelhas

Esvaem-se os sentidos

Embriagados de estrelas

 

No labirinto do teu púbis

Afogo-me na maresia

E ressuscito em gozos múltiplos

 

Vou acalantar-te nesta noite

Vou te dizer coisas carinhosas

E tu e eu seremos dois amantes lúcidos.

Mais tarde, quando eu te penetrar e sentirmos

O gosto do sexo, da carne, da vida

Suspirarei baixinho ao teu ouvido.

E quando o sexo, a carne, a vida terminarem

Haverá mais sexo, carne e vida para

comermos

Até irmos ao banheiro.

 

Tua boca é pura flor embelezando-se ao sol de Copacabana

E tua figura é um desenho gostoso esculpido ao sol de Copacabana

E quando Copacabana inteira se prostituir

Os gemidos de amor serão a canção da moda em

Copacabana

Então a praia Copa será uma enorme cama.

 

Impor-nos o abandono físico

Ingerir grandes quantidades de álcool

E fumar interminavelmente

É o pior que se faz

Quando uma mulher se ausenta

Definitivamente.

 

Mas ela tinha cheiro de madrugada

Um leve sabor de vinho

E qualquer coisa espanhola

 

Lembrar-te é uma coisa deliciosa, mas incompleta.

Tudo o que faço é fumar muito

E na evolução azul da fumaça

Se fixam, fugazmente, cenas delirantes.

Há uma desordem que me desafia e me vence.

Morri na mesa de um bar.

 

Tu és linda como flor em jardim ensolarado

Simétrico, teu rosto é perfeito como a translação da Terra

E tua boca é de rosas vermelhas esmigalhadas;

Apenas uma tatuagem te macula, no ombro

Cicatriz na pele de seda cristalina.

Caminhas com os olhos verdes fixos na tela de um celular

Polegares céleres ao teclado

E te chocaste num poste no caminho.

Não gritaste, nem choraste; sorriste!

E Brasília, flutuando no gêiser do teu sorriso,

Lembra ipês no Planalto

 

Não consigo mais, durante toda uma noite, aspirar teu perfume

Beber a calidez que emana dos teus seios, do teu púbis

Não consigo mais passar a noite inteira te amando

Mas isso tudo pulsa no meu coração como a eternidade

 

Meus cabelos vão rareando, embranquecidos

E os músculos, sem tônus, são cicatrizes

Quedo-me, silencioso, mas intenso como espilantol

Inexpugnável como rosas de agosto

 

Sinto meu corpo se desvanecer, e se condensar

A 300 mil quilômetros por segundo

Como se do azul eu fosse asas

 

Exploro as tuas dimensões

Ouço o som da Terra no espaço

E me eternizo no olho do furacão, agora

 

Sinto, agora, mais intenso ainda, perfume de jasmineiros

Chorando nas tórridas madrugadas de Macapá

Chanel 5, o mar, azul sangrando.

A eternidade se aproxima

Vertiginosa como a Terra girando

Profunda como o mistério de mulher nua

Como galgar o Pico da Neblina

Morar no Hilton Internacional Belém

Viver em Copacabana.

Agora compreendo, claramente,

Só há éter, energia, vibração, sintonia,

Nem matéria, nem tempo, existe

A vida é abismo interminável, e ascendente,

É como cair para cima

Cheiro de púbis de virgem ruiva, sabor de gozo,

Como se eu engravidasse de rosas vermelhas.

É permanente, agora, a sensação de autografar livros

De bater papo com Fernando Canto

Sobre telas de Olivar Cunha

Flutuando numa garrafa de Dom Pérignon, safra de 1954,

Neste 7 de agosto, como em todos os anos

 

Liberdade é o domínio do espírito sobre o corpo

Sobre o átomo, que se desintegra, desmancha-se no ar

O voo infinito só cabe na alma, agora

Livre de amarras, absoluto

Liberdade é sentir na boca, nas mãos, no corpo todo

O abismo de mistério que é uma mulher nua

E que não pertence a ninguém, como o azul do mar

Liberdade são jasmineiros chorando

Gemidos de amor, que se diluem em música

O barco que parte do trapiche de Macapá

A decolagem do maior Boeing

O livro, a web, que veicula este poema

O éter, que leva o pensamento a toda parte

O sol, após fria noite na Rodoviária de Niterói

Ou na Estação Aeroviária de Buenos Aires

Quando a esperança quebrou-se como cristal fino

Sou salvo do assassino e durmo com a princesa

Liberdade é a alegria que vejo nos teus olhos

Quatorze apoios antes de tomar banho

Levantar-se às 5 horas e tomar café Três Corações, gourmet

Sentir as mãos da mãe no rosto            

Degustar feijão com arroz

Camarão pitu com pirão de açaí, tucunaré frito, tamuatá ao tucupi

Liberdade é a presença eterna do pai, forte como touro

O primeiro beijo

O triunfo da luz!

 

Do livro DE TÃO AZUL SANGRA, à venda no Clube de Autores, amazon.com.br e amazon.com

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Cure-se: PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA – Vivências na Medicina Tradicional Chinesa

Ray Cunha no ambulatório do Instituto Fernando Hessen,
na Candangolândia/DF (sábado, 28 de março de 2026)

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 3 DE ABRIL DE 2026 – Os humanos são seres mentais e a vida se passa na mente. Mas, afinal, o que é a mente? É um conjunto de percepções baseado em um corpo chamado consciência, ou espírito. Há os estados de consciência. Por exemplo: no plano da matéria, quando a consciência, agora, chamada alma, encarna e passa a sentir os fenômenos da matéria, como emoções e sentidos. A matéria, tal como a vemos, é uma ilusão, pois matéria é, basicamente, átomo, luz, vibração. Assim, na matéria, o espírito vive uma imaginação, e essa imaginação é que é a vida no plano, ou dimensão, material.

A vida material é feita de pensamentos, imaginação, sensações, vontade e memória, com que o ser humano sente percepções, experiências, crença, desejo, intenção, emoção e dor. A dor é um alarme que indica doença ou qualquer tipo de problema que esteja agredindo o corpo físico. Em Medicina Tradicional Chinesa (MTC) dizemos que doença, ou dor, é estagnação da energia Qi. 

Mas toda e qualquer doença, toda a dor, inclusive a dor espiritual e a psicológica, é causada pelas emoções. As emoções são o gatilho do cérebro e do sistema endocrinológico, que, por sua vez, disparam sinapses e produzem hormônios, que são as substâncias bioquímicas que comandam o corpo físico, e o protegem. 

Assim, além de tratar os sintomas, principalmente os sintomas agudos, o terapeuta deve investigar as causas do sofrimento do paciente. Ora, se a causa da doença está na mente, logo, a cura também está. 

PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA – Vivências na Medicina Tradicional Chinesa (Clube de Autores/amazon.com.br/amazon.com, 2026, 176 páginas), deste autor, procura orientar o leitor a chegar à serenidade, à paz de espírito. A interpretação do que é dito neste livro será sempre de cada um que o ler, mas a verdade é uma só, e a verdade só pode ser desvendada no caminho. Nosso corpo é uma máquina com inteligência artificial magnífica e foi projetado para se autorregenerar. Só temos que nos submeter às leis do Universo. 

Não existe ontem nem amanhã. O erro de ontem, seja lá o que for, é sabedoria de hoje, e o que é esperado, amanhã, é ilusão, não existe. Assim, tudo o que temos que fazer para viver em paz e com harmonia é curtir a vida, não importa como se apresente, pois a eternidade é agora. 

Este livro começou a ser gestado em agosto de 2013. Formei-me em Medicina Tradicional Chinesa pela Escola Nacional de Acupuntura (ENAc), em Brasília/DF, de 6 de agosto de 2013 a 12 de julho de 2016, com 2.080 horas/aulas presenciais e 440 horas de estágio nos ambulatórios da ENAc e Instituto Fernando Hessen, em um total de 2.520 horas/aula. O curso então oferecido pela ENAc era técnico, com carga horária de curso tecnológico, reconhecido pelo Ministério da Educação. A carga horária de curso tecnólogo varia de 1.600 a 2.600 horas, com duração média de 2 a 3 anos, uma formação superior mais curta e focada no mercado de trabalho. Minha certificação foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal, de 1 de abril de 2019, Página 18.

Como jornalista, desde o início do curso comecei a pensar e a escrever sobre a prática da MTC, que se baseia no Taoismo. Após uma década de prática em MTC, especialmente em trabalho voluntário no ambulatório do Instituto Fernando Hessen e no Centro Espírita André Luiz, onde já atendi mais de mil pacientes, de ambos os sexos, de todas as idades e acometidos das mais diversas síndromes, o resultado é este PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA – Vivências na Medicina Tradicional Chinesa. 

Nasci em 7 de agosto de 1954, em Macapá, Estado do Amapá, na Amazônia Oriental. Trabalhei amplamente como repórter nos maiores jornais da Amazônia e em Brasília/DF, onde, em 1987, conheci a Seicho-No-Ie. Em 2000, comecei a ler A Verdade da Vida, em 40 volumes, obra fundamental do criador da Seicho-No-Ie, o filósofo japonês Masaharu Taniguchi. Em 2013, mergulhei na Medicina Tradicional Chinesa, ao mesmo tempo em que comecei a pesquisar a existência do espírito, os corpos vibracionais, a energia e a matéria. 

Em 2016, aprofundei-me em Medicina Vibracional, codificada pelo médico norte-americano Richard Gerber, e dei início a uma linha de trabalho que identifico como “acupuntura nos corpos sutis”. Em 30 de dezembro de 2016, em trabalho voluntário no Centro Espírita André Luiz (Ceal), no Guará I, em Brasília, atendi a um paciente, VJC, de quem fora extirpado o intestino grosso devido a câncer e vinha sendo hospitalizado toda semana, pois não conseguia digerir os alimentos. Com apenas uma sessão de acupuntura VJC deixou de ser hospitalizado. O tratamento continuou e VJC pediu alta em três meses. 

O procedimento foi o seguinte: com acupuntura, tirei as dores e incômodos agudos que estavam atingindo o corpo físico do paciente, e, considerando o corpo etéreo, sutil, tratei o intestino grosso de VJC, pois o corpo físico é um duplo do corpo etéreo, que se encontra na aura e faz a ligação da mente com o corpo físico. Se um órgão, ou membro, é extirpado do corpo físico, ele continua incólume no corpo etéreo. Com isso, cheguei à conclusão de que a vida se passa na mente; o corpo físico apenas reflete o que se passa na mente; é, tão-somente, um instrumento da mente para que ela, a mente, tenha existência no estado condensado da matéria. 

Por isso, a causa das doenças está localizada sempre na mente, no corpo astral, ou das emoções. O corpo físico reage às emoções por meio do sistema endocrinológico. Por exemplo: uma pessoa com medo vive 24 horas por dia com excesso de adrenalina no sangue. Adrenalina é o hormônio que decuplica a força física; é produzido em situações de enfrentamento ou fuga. Mas, se for constantemente produzido, a pessoa em questão entrará em colapso. A solução: essa pessoa precisa identificar o objeto do medo e enfrentá-lo. Só assim serenará. 

PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA – Vivências na Medicina Tradicional Chinesa procura orientar o leitor a chegar à serenidade, à paz de espírito. A interpretação do que é dito neste livro será sempre de cada um que o ler, mas a verdade é uma só, e a verdade só pode ser desvendada no caminho. A matéria é impermanente, mas não há problema insolúvel. Nosso corpo é uma máquina com inteligência artificial magnífica e foi projetado para se auto-curar. Só temos que nos submeter às leis do Universo, que muitos chamam de Deus. 

A vida vem de Deus, a lei que rege o Universo. Se Deus é a lei universal, logo é uma consciência, onipresente, onisciente, onipotente, absoluta, eterna e incognoscível. Essa Grande Consciência está presente em todas as coisas do Universo e mantém a ordem no Universo, por meio do éter, ou campo, ou matéria escura, vibração que liga os planos espiritual e físico. O Universo observável contém mais de um trilhão de galáxias, visíveis até onde os astrofísicos podem detectar, a cerca de 46 bilhões de anos-luz da Terra. 

As mônadas surgem da Grande Consciência. São individualidades indissolúveis e indestrutíveis, centelhas básicas de todas as coisas, únicas, absolutas. São consciências, vida, espírito. O espírito, quando encarna no corpo de qualquer ser das muitas raças que há no Universo, é uma alma. Encarna para progredir, para se tornar sábio e ascender a planos cada vez mais sutis, eternamente. 

Se as mônadas surgem da Grande Consciência, logo são consciências também, começaram a ter ciência da sua existência e a se ampliar. O plano físico, material, foi criado para ampliar a consciência. Nosso corpo físico, os planetas, a natureza, enfim, tudo é artificial, foram criados por agentes de Deus – espíritos de luz –, para que espíritos primitivos, em estado cármico, possam ampliar mais rapidamente suas consciências. Para que, só Deus sabe. 

A ligação entre o espírito e o corpo físico, o perispírito, é um corpo vibracional, etéreo, ligado à glândula pineal, ou epífise, do tamanho de um caroço de laranja, medindo 5 por 8 milímetros nos humanos, com massa de 150 miligrama, endócrina, localizada no epitálamo, entre os dois hemisférios, no centro do cérebro dos vertebrados. Produz melatonina, hormônio derivado de serotonina, que controla o ciclo circadiano e sazonal. É o terceiro olho, ou olho espiritual. 

O filósofo René Descartes acreditava que a pineal seria a “sede da alma”. Mediunidade, clarividência e telepatia ocorrem via pineal. No livro Missionários da Luz, pelo espírito André Luiz, psicografado por Chico Xavier, a pineal é descrita como a glândula da vida mental, do pensamento. 

Assim, há 40 mil anos, hordas de espíritos começaram a ser transportadas em naves quânticas grandes como cidades para o plano astral da Terra, para depois encarnarem no plano material. E aí começa a jornada da raça humana, com toda a complexidade do plano físico, e o maior drama do ser humano: o sofrimento. 

A essência do budismo são as Quatro Nobres Verdades: 

1 – O sofrimento existe. “Esta é a nobre verdade do sofrimento: nascimento é sofrimento, envelhecimento é sofrimento, enfermidade é sofrimento, morte é sofrimento; tristeza, lamentação, dor, angústia e desespero são sofrimento; a união com aquilo que é desprazeroso é sofrimento; a separação daquilo que é prazeroso é sofrimento; não obter o que se deseja é sofrimento; em resumo, os cinco agregados influenciados pelo apego são sofrimento” – Buda pregou. 

Sofremos porque acreditamos que não temos algo e o desejamos; sofremos porque acreditamos que conseguimos algo e tememos perdê-lo; sofremos porque acreditamos que temos algo que nos parecia bom, mas já não é tão bom assim; e sofremos porque acreditamos que temos algo de que queremos nos livrar e não conseguimos nos desvencilhar dele. As coisas, as ideias, os conceitos, os pensamentos, são impermanentes. Até a felicidade pode se tornar sofrimento, se assim acreditarmos. 

2 – O sofrimento é causado pela ignorância, ou trevas. 

3 – Mas o sofrimento pode ter um fim, por meio da iluminação. 

4 – Iluminação pela Via Caminho Óctuplo: entendimento correto, pensamento correto, linguagem correta, ação correta, modo de vida correto, esforço correto, atenção plena correta, concentração correta. O caminho do meio, baseado na moderação e na harmonia, sem cair nos extremos. O equivalente a levar uma vida estoica. Um treinamento que erradica a ganância, o ódio e a ilusão, e leva à iluminação. 

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Heal yourself: STOP SUFFERING – LIVE LIFE – Experiences in Traditional Chinese Medicine

RAY CUNHA

BRASÍLIA, April 3, 2026 – Human beings are mental entities, and life unfolds in the mind. But after all, what is the mind? It is a set of perceptions based on a body called consciousness, or spirit. There are states of consciousness. For example, on the material plane, when consciousness—now called the soul—incarnates and begins to experience the phenomena of matter, such as emotions and the senses. Matter, as we perceive it, is an illusion, since it is essentially atom, light, vibration. Thus, in matter, the spirit lives an imagination, and this imagination is what constitutes life on the material plane, or dimension.

Material life is made up of thoughts, imagination, sensations, will, and memory, through which the human being experiences perceptions, beliefs, desires, intentions, emotions, and pain. Pain is an alarm that indicates disease or any type of problem affecting the physical body. In Traditional Chinese Medicine (TCM), we say that illness, or pain, is the stagnation of Qi energy.

But every disease, all pain—including spiritual and psychological pain—is caused by emotions. Emotions are the trigger for the brain and the endocrine system, which in turn generate synapses and produce hormones, the biochemical substances that govern and protect the physical body.

Thus, in addition to treating symptoms—especially acute ones—the therapist must investigate the causes of the patient’s suffering. If the cause of illness lies in the mind, then the cure lies there as well.

STOP SUFFERING – LIVE LIFE – Experiences in Traditional Chinese Medicine (Clube de Autores/amazon.com.br/amazon.com, 2026, 176 pages), by this author, seeks to guide the reader toward serenity and peace of mind. The interpretation of what is said in this book will always be individual, but truth is one, and it can only be unveiled along the path. Our body is a machine with magnificent artificial intelligence, designed to regenerate itself. We only need to submit to the laws of the Universe.

There is no yesterday nor tomorrow. Yesterday’s mistake, whatever it may have been, is today’s wisdom, and what is expected tomorrow is an illusion—it does not exist. Thus, all we need to do to live in peace and harmony is to enjoy life, no matter how it presents itself, for eternity is now.

This book began to take shape in August 2013. I graduated in Traditional Chinese Medicine from the National School of Acupuncture (ENAc), in Brasília/DF, from August 6, 2013, to July 12, 2016, with 2,080 hours of in-person classes and 440 hours of internship at ENAc clinics and the Fernando Hessen Institute, totaling 2,520 hours. The course offered by ENAc was technical, with a workload equivalent to a technological degree, recognized by the Ministry of Education. Technological programs range from 1,600 to 2,600 hours, lasting on average 2 to 3 years, providing a shorter higher education focused on the job market. My certification was published in the Official Gazette of the Federal District on April 1, 2019, page 18.

As a journalist, from the beginning of the course I started to think and write about the practice of TCM, which is based on Taoism. After a decade of practice—especially volunteer work at the Fernando Hessen Institute clinic and at the André Luiz Spiritist Center, where I have treated more than a thousand patients of both sexes, all ages, and with the most diverse syndromes—the result is this STOP SUFFERING – LIVE LIFE – Experiences in Traditional Chinese Medicine.

I was born on August 7, 1954, in Macapá, State of Amapá, in the Eastern Amazon. I worked extensively as a reporter for major newspapers in the Amazon and in Brasília/DF, where in 1987 I encountered Seicho-No-Ie. In 2000, I began reading The Truth of Life, in 40 volumes, a fundamental work by the Japanese philosopher Masaharu Taniguchi, founder of Seicho-No-Ie. In 2013, I immersed myself in Traditional Chinese Medicine, while also beginning to research the existence of the spirit, vibrational bodies, energy, and matter.

In 2016, I deepened my studies in Vibrational Medicine, codified by the American physician Richard Gerber, and began a line of work I identify as “acupuncture in the subtle bodies.” On December 30, 2016, during volunteer work at the André Luiz Spiritist Center (Ceal), in Guará I, Brasília, I treated a patient, VJC, whose large intestine had been removed due to cancer and who had been hospitalized weekly because he could not digest food. After just one acupuncture session, VJC was no longer hospitalized. Treatment continued, and he was discharged after three months.

The procedure was as follows: through acupuncture, I relieved the acute pain and discomfort affecting the patient’s physical body. Considering the subtle, etheric body, I treated VJC’s large intestine, since the physical body is a double of the etheric body, which exists in the aura and connects the mind to the physical body. If an organ or limb is removed from the physical body, it remains intact in the etheric body. From this, I concluded that life unfolds in the mind; the physical body merely reflects what occurs in the mind—it is simply an instrument through which the mind exists in the condensed state of matter.

Therefore, the cause of disease is always located in the mind, in the astral or emotional body. The physical body reacts to emotions through the endocrine system. For example, a person who lives in fear maintains excess adrenaline in the bloodstream 24 hours a day. Adrenaline is the hormone that multiplies physical strength and is produced in fight-or-flight situations. But if constantly produced, the person will collapse. The solution: identify the object of fear and confront it—only then will calm arise.

STOP SUFFERING – LIVE LIFE – Experiences in Traditional Chinese Medicine seeks to guide the reader toward serenity and peace of mind. Matter is impermanent, but there is no unsolvable problem. Our body is a machine with magnificent artificial intelligence, designed to heal itself. We need only submit to the laws of the Universe, which many call God.

Life comes from God, the law that governs the Universe. If God is the universal law, then it is a consciousness—omnipresent, omniscient, omnipotent, absolute, eternal, and unknowable. This Great Consciousness is present in all things and maintains order in the Universe through ether, or field, or dark matter—a vibration that connects the spiritual and physical planes. The observable Universe contains more than a trillion galaxies, visible up to about 46 billion light-years from Earth.

Monads arise from the Great Consciousness. They are indissoluble, indestructible individualities—basic sparks of all things, unique and absolute. They are consciousness, life, spirit. When spirit incarnates in the body of any being among the many races in the Universe, it is called a soul. It incarnates to evolve, to become wise, and to ascend to increasingly subtle planes, eternally.

If monads arise from the Great Consciousness, then they too are consciousness, becoming aware of their own existence and expanding. The physical plane was created to expand consciousness. Our physical body, planets, nature—everything—is artificial, created by agents of God—beings of light—so that primitive spirits, in karmic states, may expand their consciousness more rapidly. For what ultimate purpose, only God knows.

The link between spirit and the physical body—the perispirit—is a vibrational, etheric body connected to the pineal gland (epiphysis), about the size of an orange seed (5 by 8 millimeters), weighing about 150 milligrams, located in the epithalamus between the brain’s hemispheres. It produces melatonin, derived from serotonin, regulating circadian and seasonal cycles. It is the third eye, or spiritual eye.

The philosopher René Descartes believed the pineal gland to be the “seat of the soul.” Mediumship, clairvoyance, and telepathy occur through it. In the book Missionaries of Light, by the spirit André Luiz, psychographed by Chico Xavier, the pineal is described as the gland of mental life and thought.

Thus, 40,000 years ago, hordes of spirits began to be transported in quantum spacecraft as large as cities to Earth’s astral plane, and later incarnated in the material plane. There begins the journey of the human race, with all the complexity of the physical plane—and its greatest drama: suffering.

The essence of Buddhism lies in the Four Noble Truths:

1 – Suffering exists… (as taught by the Buddha).

2 – Suffering is caused by ignorance.

3 – Suffering can end through enlightenment.

4 – Enlightenment is achieved through the Noble Eightfold Path: right understanding, thought, speech, action, livelihood, effort, mindfulness, and concentration—the middle way of moderation and harmony.

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