quinta-feira, 26 de maio de 2022

O que fizeram de ti, Rio de Janeiro?

Cristo Redentor. Foto de Tânia Rego/Agência Brasil

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 26 DE MAIO DE 2022 – O comunismo, teoria político-econômica de Karl Marx, poeta e dramaturgo fracassado, foi posta em prática durante sete décadas na Rússia e outros países invadidos pela Rússia. O resultado foi uma das maiores catástrofes da História, repetida pelos chineses, coreanos do norte, Cuba e agora pela Venezuela, Argentina e Chile. 

Mataram mais de duas centenas de milhões de pessoas, seus próprios conterrâneos, pela fome. Em Cuba, famílias colocam suas meninas nos puteiros para não morrerem de fome. Na Venezuela, logo, logo começarão histórias de canibalismo. Na Argentina, que já foi um dos dez países mais ricos do mundo, muita gente já está comendo lixo. 

No comunismo, a população vira escrava dos líderes revolucionários, que se tornam os donos do Estado. A população perde o direito à propriedade de suas casas e crianças são escolhidas a dedo para serem estupradas em propriedades secretas dos líderes comunistas. Não há Legislativo nem Judiciário, mas somente partido único, e os narcotraficantes passam a agir livremente, desde que deixem uma espécie de imposto para o Estado. 

É o que está acontecendo no Rio de Janeiro, vitrine do Brasil, a cidade mais linda do planeta. A pedido de um dos partidos comunistas do país, o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu que a polícia combata o crime no Rio. O resultado é que os chefões de todo o país foram para lá e a tornaram a capital do crime. 

O Rio começou a virar a Meca da bandidagem em 15 de março de 1991, quando o comunista Leonel Brizola assumiu como governador, até 2 de abril de 1994. Brizola fez vista grossa aos chefões do narcotráfico. Aí a bandidagem foi ampliada em velocidade quântica. 

De 1 de janeiro de 1995 a 1 de janeiro de 2003, outro comunista, Fernando Henrique Cardoso, assumiu a presidência da República, e, em 2003, até 2016, entrou o Partido dos Trabalhadores (PT), liderado por Lula, que pretendia instalar uma ditadura nos moldes de Cuba. 

Em 2019, assumiu o capitão do Exército Jair Messias Bolsonaro, que desde então vem impedindo a roubalheira capitaneada por Lula e procura reduzir a criminalidade nas ruas em todo o Brasil. Mas Lula conseguiu aparelhar o Estado. Já até tentaram matar Bolsonaro, que só não morreu à facada porque é forte como um leão e conseguiu sobreviver. Mas continuam tentando. 

Quanto ao Rio, a Cidade Maravilhosa está em guerra. Não demora e as máfias tomarão conta do Palácio da Guanabara. Está claro aos patriotas brasileiros que não nos livraremos dos comunistas pela paz, mas pela única linguagem que eles entendem: a do inferno.

Não importa o que pensem, digam e divulguem no exterior, se a situação ficar insustentável as Forças Armadas terão que intervir, pela sobrevivência do próprio país. Será a grande oportunidade de uma erradicação em escala da praga. Já temos vírus demais à solta.

Repórter investiga tráfico de crianças e descobre complô com o objetivo de eliminar Bolsonaro

Edição da amazon.com.br: conseguirão eliminar Bolsonaro?

RAY CUNHA*

Edição clubedeautores.com.br

BRASÍLIA, 26 DE MAIO DE 2022 – Ao investigar tráfico de crianças em Brasília repórter descobre indícios de que essas crianças, depois de servirem sexualmente até morrerem, são queimadas e seus restos misturados a compostagem utilizada nos jardins públicos de Brasília. Também descobre um complô do establishment para eliminar o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, e sua família.

O Partido dos Trabalhadores (PT) chegou ao poder, pelas garras de Lula, em 1 de janeiro de 2003, e foi defenestrado pelo neurônio único Dilma Rousseff, em 2016. Planejava instalar uma ditadura tipo a de Cuba, porém não combinara com as Forças Armadas. Mas conseguiu desviar trilhões de reais e aparelhar o Estado. 

Bolsonaro se candidatou à presidência, prometendo estancar a roubalheira e a partilha dos ministérios, e investir na infraestrutura do país. Quando viram que ele ia ganhar tentaram matá-lo. O assassino aplicou um facão nas vísceras de Bolsonaro que mataria um búfalo, mas ele resistiu e conseguiu assumnir a presidência da República. Vem fazendo tudo o que prometeu. Agora, o complô é para que ele não se reeleja, ou não seja reempossado. 

É esta a sinopse de O CLUBE DOS ONIPOTENTES, meu último romance, que mistura personagens de ficção com a história política recente do país. Bolsonaro morrerá? Será preso? O clube dos onipotentes rirá por último? No último capítulo, o repórter sai atrás de um pato no Cerrado. 

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RAY CUNHA e o grafite sobre tela Tuiuiú Crucificado, de Olivar Cunha

*RAY CUNHA é jornalista, escritor e terapeuta em Medicina Tradicional Chinesa. Natural de Macapá/AP, trabalhou nos grandes jornais da Amazônia e de Brasília/DF, onde mora. é autor dos romances: JAMBU, FOGO NO CORAÇÃO, HIENA, A CONFRARIA CABANAGEM e A CASA AMARELA

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Sete graus no Parque da Cidade, Brasília em chamas, o diabo chupando manga verde no despautério do mundo e o garanhuense do AP

Ray Cunha e seu último livro, O CLUBE DOS ONIPOTENTES:
thriller político ambientado na ditadura da toga e a permanente
tentativa de eliminarem o presidente Bolsonaro e sua família

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 20 DE MAIO DE 2022 – Hoje é aniversário da minha amada, Josiane Souza Moreira Cunha. Namoramos há 34 anos. Nosso namoro é como uma viagem no dorso da luz e que se passa sempre agora. Poesia é isso, uma queda para cima, um corte em profundidade, o azul, tão azul que sangra. 

Ontem, saí para caminhar logo após às 7 horas. Caminho, geralmente, no Parque da Cidade, que faz divisa com meu bairro, o Sudoeste. Fazia 7 graus centígrados. Para mim, a temperatura ideal é 21 graus. Estava agasalhado, é claro. Pensei que mesmo assim Brasília está em chamas, especialmente a Praça dos Três Poderes. Vivemos a ditadura da toga. 

Quando penso na expressão “Brasília em chamas” lembro imediatamente do livro de contos de Ruan Rulfo, Chão em Chamas, e do meu conto Almoço de Trabalho no Porcão, do meu livro O Casulo Exposto, pois me remetem à Esplanada dos Ministérios, ao Museu da República, de Oscar Niemeyer. Em agosto, meio-dia, o concreto de Niemeyer chega aos 60 graus e qualquer ponta de cigarro na palha do gramado pega fogo. 

Mas o fogo, agora, é outro. Bolsonaro se elegeu prometendo erradicar a quadrilha dos gafanhotos e está fazendo isso. Os gafanhotos sabem que se ele se reeleger jogará um Saara de cal sobre os comunistas brasileiros e, de quebra, da Ibero-América. 

Quando caminho sem a companhia da minha gata, geralmente atravesso o Parque da Cidade até os Setores Comercial e Hoteleiro Sul. Gosto de observar o hall dos grandes hotéis e sentir o cheiro dos cafés. Quando caminhamos todo o nosso corpo é mobilizado, inclusive a glândula pineal, que conecta o espírito ao corpo físico. É quando recebo mensagens dos meus mentores espirituais. 

Romances inteiros já surgiram nas minhas caminhadas. As personagens vão nascendo e as que já existem conversam comigo, e, assim, a trama vai nascendo. Em recente conversa com o escritor Fernando Canto, enquanto degustava uma cuia de tacacá no restaurante Delícias do Pará, na Rua Hamilton Silva 1499, no Centro, praticamente já no bairro de Santa Rita, em Macapá, conversamos sobre isso. 

Quando escrevemos um romance não seguimos nunca um esquema. Não dá certo. Esquema é para ensaio. Escrevemos apenas. Depois que os personagens disseram tudo o que tinham a dizer e fizeram tudo o que tinham a fazer, temos uma trama. Aí, é hora dos cortes, da lapidação, até a joia aparecer em todo o seu esplendor. 

Falando em Macapá, minha cidade natal, sou pouco conhecido lá. Apenas alguns artistas, amigos da juventude, me conhecem, mas o fato de que sou conservador os afastaram. Li que a Academia Amapaense de Letras (AAL) elegerá dez novos sócios, deliberação tomada em reunião de diretoria realizada no dia 9 de maio. O edital do concurso deverá ser publicado na próxima semana, com vigência até 18 de junho. Acho que eu não teria a menor chance. 

A propósito, a Academia Brasileira de Letras (ABL) integrou recentemente um compositor, Gilberto Gil, e uma atriz, Fernanda Montenegro. Gilberto foi ministro da Cultura de Lula e Fernanda Montenegro participou da campanha eleitoral de Lula e de Sérgio Cabral. 

Que dirá o Amapá, que elegeu Jegue Sarney senador vitalício! A grande obra do autor de Marimbondos de Fogo foi anexar o Amapá ao Maranhão. A propósito, Jegue é da ABL. Já deve ser também da AAL. O Amapá elegeu ainda senador o coordenador da campanha de Lula, Randolfo Rodrigues, conterrâneo de Lula, natural de Garanhuns/PE. 

Randolfe foi condecorado pela França com a Legião de Honra “como reconhecimento por sua atuação em assuntos como meio ambiente e ao combate à pandemia”. O atual governo francês é comunista e faz coro a Randolfe e Leonardo DiCaprio de que Bolsonaro está incendiando a Amazônia. Mentira. Bolsonaro está resgatando a Amazônia. Lula e seus antecessores no Palácio do Planalto é que desde 1986 estavam entregando a Amazônia para a grilagem internacional. 

A Amazônia Legal é o sertão brasileiro. Os governadores de lá mandam em tudo, vigiam tudo, mantêm seus currais eleitorais igual o Partido Comunista Chinês mantém os chineses na linha. Deus livre alguém de compartilhar uma notícia comigo contra um capo di tutti capi do Amapá. 

Quanto à pandemia do vírus chinês, a única coisa que Randolfo fez foi a encenação da CPI da covid-19. Foi uma coisa melancólica aquilo, o Harry Potter de Garanhuns, o cara de capivara do Amazonas e o Lampião do brejo de Alagoas. 

Acredito que antes de agosto a queda de braço entre o Supremo e Bolsonaro chegue ao fim. Não vejo meio termo nisso. Um dos dois lados poderá ser estripado, ou golpeado na saboneteira, com uma katana. Isso é simbólico, é claro. O fim mesmo só se dará com a reeleição de Bolsonaro é um novo Senado, que cumpra seu papel com patriotismo.

De uma forma ou de outra, ainda este ano vamos ver o diabo chupando manga verde no despautério do mundo.

Quem deseja a eliminação do presidente Jair Messias Bolsonaro? Ninguém sabe. Ou sabe?

O CLUBE DOS ONIPOTENTES na edição do clubedeautores.com.br

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 20 DE MAIO DE 2022 – Jornalista investiga tráfico de crianças e se depara com conspiração para matarem, prenderem, ou, de alguma maneira, eliminarem o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro.

Em 2018, ainda candidato, Bolsonaro prometeu que se fosse eleito não permitiria que ninguém roubasse no Executivo; que se alguém fosse flagrado em roubo seria demitido e despachado para a Justiça. Também prometeu que não lotearia seu ministério, que seus ministros seriam técnicos.

Quando viram que ele seria eleito, mesmo fazendo campanha sem dinheiro e sem tempo na televisão, contando apenas com os que acreditavam nele e um telefone celular, enviaram um assassino para matá-lo. Adélio Bispo, ex-Psol, eviscerou Bolsonaro, o facão quase vara o mito em formação. Até ser socorrido na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora/MG, Bolsonaro perdeu metade do seu sangue. Mas, forte como um búfalo sobreviveu, e continuou fazendo campanha na cama. Foi eleito e tomou posse.

Desde então, tentam matá-lo, prendê-lo, ou, de alguma forma, acabar com ele e seus familiares, filhos, incluindo uma menina, e sua esposa. Sua mãe já se foi, por morte natural.

Mas quem deseja a morte de Bolsonaro? Ninguém sabe. Ou sabe?

Mudando de assunto, o Partido dos Trabalhadores (PT), clube pertencente a Lula, se instalou no poder de 2003 a 2016. Nesses 13 anos, foram desviados trilhões de reais da burra, inclusive do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e principalmente da Petrobras, que, finalmente, Bolsonaro, se não for morto ou eliminado de alguma maneira, privatizará.

Os petistas pretendiam se perpetuar no poder, até a instalação definitiva de uma ditadura tipo a de Fidel Castro em Cuba e Hugo Chávez Maduro na Venezuela. Como todos sabem, Dilma Rousseff implodiu o PT, mas já haviam aparelhado profundamente o Estado.

É este o cenário do meu último romance, O CLUBE DOS ONIPOTENTES, um trhiller político com personagens de ficção e reais, vivas e mortas. Mostra como surgiu o ovo da serpente, o mago negro de nove cabeças e nove garras de urubu. 

É leitura para uma noite, ou nos intervalos do trabalho. Adquira O CLUBE DOS ONIPOTENTES no: 

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terça-feira, 17 de maio de 2022

Clube dos togados e príncipes do Senado criam maçonaria. O Harry Potter de Garanhuns conseguirá culpar Bolsonaro pela frente fria?

José Maria Trindade, de Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, um dos
maiores analistas políticos do jornalismo brasileiro está lendo
O CLUBE DOS ONIPOTENTES, de Ray Cunha, thriller político no estilo
de AGOSTO, de Rubem Fonseca. Em O CLUBE jornalista investiga
tráfico de criança e se depara com um complô contra Bolsonaro

RAY CUNHA

BRASÍLIA, 17 DE MAIO DE 2022 – Brasília está cada vez mais parecida com Sodoma e Gomorra: as bacanais políticas ocorrem a céu aberto, como se diz. A última conspiração que paira no ar cada vez mais intoxicante de Brasília foi uma reunião, que deveria ser secreta, na casa da senadora Katia Abreu (PP/TO), quarta-feira 11, à luz de velas, reunindo a nata do país: senadores e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa notícia já é de conhecimento até das calçadas bombardeadas de Brasília. 

O Supremo foi representado pelos ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes, este, é aquele que prende todo mundo; só não prendeu ainda Bolsonaro por três razões: o mito é escravo da Constituição, o povo o adora e as Forças Armadas o apoiam. 

Por parte do Senado, reuniu-se uma fauna que faz inveja a qualquer circo: o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD/MG), e os senadores Jaques Wagner (PT/BA), Randolfe Rodrigues (Rede/AP), Renan Calheiros (MDB/AL), Marcelo Castro (MDB/PI), Tasso Jereissati (PSDB/CE) e Weverton Rocha (PDT/MA), e o ex-governador de Alagoas, Renan Filho (MDB). Kátia participou ou só entrou com a boia? 

Acertaram um plano, uma frente em defesa do Supremo, que se acha atacado. Por quem? Como assim atacado? Defenderam com unhas e dentes as urnas ridículas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Pacheco jurou que não deixará o STF sozinho, que o defenderá com todas as armas. 

O senador Renan Calheiros disse à Folha de S.Paulo que os próximos passos do clube será definir uma agenda e pedir ajuda a outros parlamentos do planeta; para exatamente o que, ele não disse. 

– O grupo não tem nome ainda – Calheiros explicou, com seu gracioso sotaque de capiau de Alagoas. – Não sabemos quantos somos; sabemos somente desse grupo menor que participou do jantar da Kátia e de outras reuniões. Tem que ver pelo perfil, quem defende a Constituição e está disposto a se entregar a essas tarefas de fazer a relação com outros parlamentos do mundo, atrair observadores para a eleição, fortalecer o Supremo, que é o poder da vez que está sendo contestado, não deixar o STF solitário. – Parece que o negócio é sério. 

Não se tem notícia de que Randolfe Rodrigues tenha dado faniquito durante o repasto. Conterrâneo de Lula, natural de Garanhuns/PE e eleito senador pelos amapaenses, que também adoram Jegue Sarney, que anexou o Amapá ao Maranhão, Randolfe é coordenador da campanha de Lula e odeia profundamente Bolsonaro. 

Randolfe põe a culpa de qualquer coisa que acontece em Bolsonaro. Queixou-se ao Supremo que Bolsonaro seria a causa da pandemia do vírus chinês e o Supremo lhe deu uma CPI, que, é claro, só fez ridicularizar ainda mais o Harry Potter de Garanhuns. 

Agora, Bolsonaro deverá ser acusado da frente fria que vem aí. A Defesa Civil Nacional alerta para massa de ar frio da Antarctica que desde domingo 15 avança pela Região Sul e atingirá o Sudeste, o Centro-Oeste e chegará até a Região Norte. No Sul, nevará, e em Brasília poderá cair até geada. O frio se dissipará até 23 de maio.

Bolsonaro que se cuide, pois ainda não desistiram de estripá-lo. Como não conseguiram matá-lo à facada, os comunistas deixaram de lado a revolução e querem acabar com o mito pela democracia mesmo. Só não combinaram com o povo, com as Forças Armadas e com a Constituição.

domingo, 15 de maio de 2022

Minha namorada

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 15 DE MAIO DE 2022 – Quinze de maio de 1988 foi um domingo como hoje, ensolarado. Naquele dia, há 34 anos, comecei a namorar minha gata, Josiane Souza Moreira Cunha. Ela tinha 19 anos. É a cafuza mais linda que já vi na galáxia. Pode ser que em outra galáxia haja uma ainda mais charmosa, mas não na Via Láctea. Eu já ia pelos 33 anos; 19 anos só de álcool, 17 do meu batismo de fogo como escritor e 13 de jornalismo – um gato escaldado. E ela, uma ninfeta. 

Naquele dia, levei-a para ver O Último Imperador da China, de Bernardo Bertolucci, no Cine Márcia, um cinema antigo, enorme, que havia no Conjunto Nacional. Naquela noite, embarquei na nave da gata e nunca mais paramos de viajar, de nos beijar, de namorar. Só não saímos ainda da galáxia porque é muito grande. 

Hoje, tomamos café juntos, bem juntinhos, torteletes de morango e o blend que eu preparo, com café gourmet do sul de Minas, encorpado, misturado a um arábica mais torrado. Depois, fomos caminhar no Parque da Cidade, dentro da manhã azul do outono de Brasília. Mais tarde, bem, mais tarde há um mundo de perspectivas para nós dois. Sempre houve. 

Ela e eu vivemos intensamente, porque agora. Nem o passado nem o futuro nos interessa. Curtimos tudo agora. Sempre foi assim. Aqui, no planeta, cavalgamos a luz; as viagens estelares são movidas em velocidade quântica e energia tântrica. 

De modo que é como se nos conhecêssemos agora, sempre agora. Estamos permanentemente em sintonia, nossos espíritos, e nem reparamos nos nossos corpos, a não ser para viajarmos neles para um plano onde só há luz, jardins infinitos, fadas e animais fantásticos. Um mundo como o primeiro beijo.

 

O primeiro beijo que me deste explodiu

Como relâmpago na minha alma

Feriu-me, doce como brisa,

Pétalas pousando no púbis de um anjo

 

Desde então, flor da minha vida,

Voo na tua dimensão

Grávido de ti, como um abismo,

Mulher amada!

 

Segue-me, pois te mostrei quase nada

E tenho a chave dos sonhos

Que conduzem à eternidade

 

À fogueira do nosso amor, minha namorada,

Ao voo vertiginoso

Da luz movida a acme

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Adeus, amigos!

Ray Cunha e O CLUBE DOS ONIPOTENTES: a ditadura da
toga e a tentativa de assassinarem Jair Messias Bolsonaro

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 13 DE MAIO DE 2022 – Amigos são as criaturas que amamos e que nos amam. Geralmente, os grandes amigos são nossos pais. Lembro-me de quando eu era criança, nos momentos de dor, doença ou tristeza nada era mais redentor do que a presença da minha mãe ou do meu pai. Nossos irmãos também são grandes amigos. Todos os meus irmãos são muito importantes para mim, vivos e mortos. E nossos companheiros e filhos são anjos que nos acompanham. 

Daí que quando um amigo deixa de nos amar e se ausenta é como se arrancassem um pedaço da gente. Tive um amigo com quem eu batia papo durante horas e nunca esgotávamos nossa conversa. Um dia, escrevi que Lula fora enjaulado e meu amigo rompeu comigo formalmente, por e-mail. Senti sua falta, mas minha vida é intensa demais; não produz espaço para vazios. 

Sou muito rico, pois tenho amigos que nunca me deixam, principalmente no plano espiritual. Aqui na Terra, conto com grandes amigos, especialmente meus irmãos. E há os velhos amigos, como o escritor Fernando Canto. Não sei, e nem me interessa saber, a ideologia do Fernando Canto; o que é bom na nossa velha amizade são os papos, não de horas, mas de dias, que eu mantenho com ele, regados a muita comida e bebida. Ele é uma das pessoas mais cultas de Macapá e isso é muito, muito bacana. 

Também tenho amigos como Ernest Hemingway, Gabriel García Márquez, Luiz Alfredo Garcia-Roza, Antoine de Saint-Exupéry, Machado de Assis, e tantos outros, com quem me reúno no plano astral. Há, ainda, na minha estante, tantos amigos, como Stieg Larsson, Mario Vargas Llosa, são muitos. E há as personagens que eu criei, que são vivas, e com quem converso de vez em quando. 

Tenho as madrugas e rosas ofertadas pelo poeta Isnard Brandão Lima Filho, manhãs azuis como poemas da Alcinéa Maria Cavalcante, o fluir da tarde, que corre como um rio para a noite prenhe do perfume dos jasmineiros chorando. Tenho Mozart, Beethoven, Pérez Prado, Nino Rota. E o Sudoeste, meu bairro.

Os amigos que se afastam de mim fazem muito bem, pois, assim, não se violentarão nem me magoarão, pois a liberdade é sempre o melhor caminho.