domingo, 17 de outubro de 2021

O Evangelho segundo J.J. Benítz

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 17 DE OUTUBRO DE 2021 – Ouvi falar de Operação Cavalo de Troia (Caballo de Troya, Editorial Planeta, Barcelona, Espanha, 1984; Editora Mercuryo, São Paulo, 1987, 557 páginas), do jornalista e escritor espanhol Juan José Benítez López (Pamplona, 7 de setembro de 1946), conhecido por J.J. Benítez, no início dos anos 1990, quando fui editor da sessão de livros do Correio Braziliense, mas só fui ler agora o primeiro volume da série, hoje, com nove títulos; terminei ontem a leitura. Trata-se de um romance extraordinário. 

Cheguei, anos atrás, a folhear o volume I, certo na passagem de quando o major que volta ao tempo cruza com o olhar de Jesus Cristo. Mais tarde, conversando com um professor da Escola Nacional de Acupuntura (Enac), ele me disse que chorou nessa parte do livro. 

No início de outubro, passei no Sebo do Ed, na Quadra II do Setor Comercial Sul, e dei com Operação Cavalo de Troia. Comprei-o imediatamente, assim como o volume II, Segunda Viagem. Demorei um pouco para ler o primeiro volume porque recria minuciosamente a vida de Jesus Cristo durante uma semana, até a Ressurreição; leitura densa, que requer pausas. Mas não largamos o livro. A propósito, a série já vendeu mais de 6 milhões de exemplares. O último volume, IX, foi lançado em 2011. 

Tanto a editora quanto o autor dão a entender que Operação Cavalo de Troia é jornalismo, mas é ficção. Começa que o argumento da história é uma operação da Força Aérea dos Estados Unidos que envia, por meio de uma máquina do tempo, dois agentes para acompanhar os últimos dias de Jesus Cristo, e o passado não existe, razão pela qual é impossível retroceder no tempo. Todos os experimentos físicos são baseados em teorias matemáticas e não há sequer uma teoria sobre a possibilidade de se voltar no tempo. 

Mas além de fazer um levantamento minucioso de como era Jesus Cristo e o ambiente em que vivia, J.J. Benítz aborda um assunto interessantíssimo: o Universo, ou seja, a matéria, baseada no átomo, foi construído por espíritos evoluídos, agentes de Deus, os deuses antigos, ou os atuais ETs. 

Hoje, dispomos de grande quantidade de livros sobre isso, psicografados ou escritos por especialistas, como o próprio J.J. Benítz e os brasileiros Laércio Fonseca, médium e astrofísico, e Jorge Bessa, médium, especializado em inteligência de Estado, espiritualista, pesquisador e escritor, com mais de duas dezenas de livros publicados, um dos quais sobre a Operação Prato, a maior operação brasileira investigando Ovnis e ETs, que ocorreu no litoral do Pará, documentada pela Força Aérea Brasileira. 

Benítz começou o curso de jornalismo na Universidade de Navarra, em 1962, trabalhando em vários diários espanhóis. Em 1972, começou a investigar o fenômeno Ovni, na Força Aérea Espanhola. Em 1975, afirmou ter se encontrado com ETs no deserto de Chilca, no Peru, fato retratado no seu primeiro livro, Ovnis – SOS à Humanidade.

Além de livros, Benítz também produziu documentários para a televisão, fez conferências, deu entrevistas e escreveu artigos sobre Ovnis, despertando a fúria na comunidade científica espanhola, que o acusou de falta de rigor científico. Da mesma forma que fazem hoje no Brasil Laércio Fonseca e Jorge Bessa, Benítz não deu a mínima para os donos da verdade. Afinal, o trio conta atualmente com livros de Allan Kardec, Ramatís, Chico Xavier, André Luiz, para citar uns poucos. 

Quem não gostou também de Operação Cavalo de Troia foi a Igreja Católica Apostólica Romana, hoje uma cidade-estado. Benítz mostra que vários detalhes dos acontecimentos presenciados pelo major Jasão, personagem que volta ao tempo, são diferentes do que narra o Novo Testamento, por duas razões: os evangelistas eram pessoas simples e não compreendiam totalmente o que estava acontecendo, e não estavam o tempo todo com Jesus Cristo. 

O Jesus Cristo da Operação Cavalo de Troia dispensa templos e rituais, pois prega e dá o exemplo de que precisamos apenas amar, a nós mesmos e ao próximo. Laércio Fonseca sustenta que Jesus Cristo foi um dos inúmeros avatares que encarnam o tempo todo na Terra, até o fim dos ciclos, com a missão específica de reduzir as trevas em que o hoje Israel se encontrava em torno do ano 30, sob as severas leis judias e a espada sem complacência de Roma. Só teve seu nome projetado na Europa e depois nas Américas porque Roma criou a Igreja, com base no Novo Testamento.

Os evangélicos, ou protestantes, aguardam a volta de Jesus Cristo, mas, segundo Laércio Fonseca, Ele deve estar em missões pelo Universo. O Jesus Cristo que todos esperam é, portanto, a evolução moral de cada um de nós, pois o amor é a força que nos transporta para os planos da luz e dos ascensionados.

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Escritores que não correm com pires na mão atrás de políticos. Têm confiança no seu taco

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 14 DE OUTUBRO DE 2021 – Tenho visto, ao longo da minha vida, escritores com pires na mão suplicando a políticos apoio para escreverem e publicarem em livro físico, como se escrever não fosse só escrever. Quanto a publicar em papel é uma consequência de três fatores: talento, trabalho nunca descontinuado e divulgação. Talento é congênito; trabalho é sair da zona de conforto e não ter medo do quanto podemos suportar, inclusive fome; e promoção, incluindo autopromoção, advém da confiança que temos no nosso taco. 

Mas há receitas. Por exemplo: quando Paulo Coelho decolou entre os anos 1980 e 1990, estava no lugar certo e no momento certo. Um dia, uma repórter do Grupo Globo, quando a TV Globo mamava quietinha na teta trilionária da burra, foi ao apartamento do escritor para entrevistá-lo, ele olhou para o céu e disse que ia chover, o que até cachorro percebe, dependendo do tamanho e cor da nuvem. Não deu outra: no dia seguinte saiu que Paulo Coelho era um bruxo que fazia chover. 

Aí, com O Alquimista, que deixou os franceses, famosos por serem ávidos leitores, ajoelhados, Paulo Coelho se tornou o maior vendedor de livros do mundo, e é recebido por aí como astro do rock. Atualmente, ele se entocou na Suíça, de onde dispara a metralhadora, de vez em quando, no lombo de Bolsonaro, que não está nem aí para Paulo Coelho, pois tem couro de platina e ouro. 

Uma receita que tem dado certo, pelo menos para o americano Dan Brown, autor de O código da Vinci, é a construção de uma trama ao mesmo tempo simples e surpreendente, como em O símbolo perdido (Sextante, Rio de Janeiro, 2009, 489 páginas). 

Brown não é nenhum estilista, mas é um extraordinário escritor de tramas policiais, que prendem da primeira à quatrocentésima octogésima nona página, como é o caso de O símbolo perdido, de tirar o fôlego, vertiginosa e surpreendente a cada página. 

Brown era casado com uma historiadora da arte, que o ajudava nas pesquisas que alicerçavam seus livros, e certamente ele é iniciado em esoterismo, ou pelo menos tem conhecimento disso. Munido dessas ferramentas, de como funcionam as agências de inteligência e confrarias misteriosas, ele recheia de peripécias pós-modernas um enredo simples. E está montada a trama. 

No caso de O símbolo perdido, o enredo é absolutamente simples. A CIA, a agência de inteligência americana, recebe um ultimato: ou entrega uma determinada informação a um tipo que parece saído de Hollywood ou serão disponibilizados na internet alguns vídeos que causarão um cataclismo nos Estados Unidos. O resto são 489 páginas surpreendentes. 

Foi por intermédio desse livro que compreendi claramente algo que perpassa a obra do filósofo japonês e criador da Seicho-No-Ie, Masaharu Taniguchi. Algo já revelado também por Albert Einstein: que o Universo, tal qual nós o conhecemos, é integralmente feito de energia. 

Em O símbolo perdido, uma cientista faz experimentos no contexto da Noética. Ela anda atrás de conhecer o poder da mente. Aí é que entra Masaharu Taniguchi. Foi ele que esclareceu a mim que o mundo fenomênico, o mundo material, tangível pelos cinco sentidos, é apenas sombra da mente. Desse modo, a mente tem o poder de moldar o mundo fenomênico. Mas como fará isso? 

Pelo pensamento. Mas é necessário combustível para que o pensamento seja direcionado. O combustível é a força moral, ética, e fé, que remove montanhas. Assim, Dan Brown me fez entender o que eu já vinha estudando em Masaharu Taniguchi. 

Também li Anjos e Demônios (Sextante, Rio de Janeiro, 2009, 416 páginas), um thriller mirabolante. Não largamos o livro até terminá-lo, mesmo que já tenha passado da meia-noite. Na linha de O código da Vinci e O símbolo perdido, Anjos e Demônios é uma incursão em profundidade no Vaticano e uma aula sobre anti-matéria, sob fio condutor surpreendente a cada capítulo, numa história que envolve arte, ciência, política, filosofia e loucura. 

Um terrorista ameaça varrer o Vaticano do mapa com uma bomba várias vezes mais potente do que a de Hiroshima. Ele conta com um assassino determinado para concretizar seu plano, mas não contava com a aparição do professor de Simbologia Religiosa na Universidade de Harvard, o americano Robert Langdon, e com a biofísica italiana Vittoria Vetra. 

A mais perfeita modalidade de arte, a literatura, leva vantagem sobre suas seis irmãs porque seu instrumento, a palavra, é, por si só, criador, e, se for utilizado com maestria, é capaz de criar cenários que nem o cinema tecnológico de ponta de Hollywood sonha chegar perto. Assim, se o escritor tiver uma boa ideia na cabeça e dominar tanto a matéria-prima daquele trabalho quanto o idioma com o qual escreve, e também for publicado no mercado americano, só não fará sucesso se não quiser. O Código da Vince que o diga. 

Em Origem (Sextante, Rio de Janeiro, 2017, 427 páginas), último livro de Dan Brown, pelo menos que eu li, ele mostra que o celular é a prova de que o ser humano é um ciborgue. Outro dia, conversando com um amigo meu, crítico literário, falávamos sobre livros clássicos, revolucionários, que mudam o modo de escrever dali para frente. 

– E Dan Brown? – Perguntei-lhe, durante a conversa. 

Ele fez cara de nojo. 

Perguntei isso porque sou leitor inveterado de livros policiais e de detetive, e cinéfilo de filmes do gênero, e Dan Brown é um mestre em criar tramas intensas. A sinopse de Origem é o seguinte: um gênio da informática, bilionário, ateu, prepara um show para dar uma informação mundial que levaria ao fim das religiões, com a resposta às perguntas: de onde viemos e para onde vamos? 

Origem faz longas digressões pela arte espanhola e aborda o fanatismo dos espanhóis pela Igreja e o saudosismo pelo ditador nazista Francisco Franco por parte das gerações mais velhas, mas mesmo assim prende o leitor do início ao fim, pois da mesma forma que os suecos Stieg Larsson e David Lagercrantz, da Série Millennium, trata-se de um mergulho no uso da internet; pula de cabeça na inteligência artificial. 

A Humanidade, desde os primórdios da História, sempre travou um embate entre religião e ciência. Houve uma época em que a Igreja Católica Apostólica Romana dominou a Europa e as Américas através do terror, e tentou agarrar também o Oriente, até que a ciência mostrou que a coisa não passava de luta pelo poder, por domínio e dinheiro. 

Ao longo da História, sempre houve avatares, espíritos ascensionados, como Buda e Jesus Cristo, ou os grandes cientistas da Grécia clássica, entrando pelo Renascimento e pela informática. Mas foi no século XIX que houve a explosão do espiritismo, a consciência de que somos seres espirituais; hoje, os títulos com esse tema tomam conta de um bom pedaço das estantes das livrarias. 

Neles, há informações, inclusive endossadas pela ciência, de que viemos de uma consciência sem início e sem fim, onipresente, que costumamos chamar de Deus, e que retornaremos a Ele. 

Cientistas já tentaram criar a sopa primordial para ver se dali surgiria vida, mas não surgiu nada, pondo por água abaixo o evolucionismo. Nossos corpos são fruto de inteligência artificial de engenheiros siderais; usamos esses corpos como escafandros aqui na Terra. No fim das contas, todos são espíritos. A diferença, aqui neste mundo material, é que uns acreditam que são matéria mesmo, enquanto outros desenvolvem sua mediunidade e assim utilizam com sabedoria o livre arbítrio. 

Desde sempre fazemos estas perguntas: De onde viemos? Para onde vamos? Entre uma e outra, permeia a existência humana. Aos poucos, principalmente a literatura e o cinema, vão entendendo, às vezes na diagonal, como em Origem, que nossos corpos nada mais são do que ciborgues, configurados pela família, pela religião, pela academia e pelo patrão. Há até profissionais nessa área: são os coachings, que preparam o trabalhador para virar escravo. 

Se Origem não é literatura canônica, e nem é um dos melhores momentos de Dan Brown, é um tour por um dos países mais encantadores da Europa: a Espanha. E uma crônica do pós-modernismo. Nele, temos a sensação de que o homem não vive mais sem a máquina; ninguém larga o telefone celular.

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

A CPI do cão chupando manga verde no despautério dos desesperados por grana

RAY CUNHA

BRASÍLIA, 4 DE OUTUBRO DE 2021 – Comecei a frequentar o Sudoeste na virada do século. O urbanista Lúcio Costa, que projetou o Plano Piloto, sede do Distrito Federal, criou também o Sudoeste, que faz parte do projeto Brasília Revisitada. Iniciado em 1989, o bairro é o metro quadrado mais caro do DF, em torno de 17.750 reais, um dos mais caros do Brasil. 

Havia um restaurante paraense na Quadra 302 e de vez em quando eu passava por lá, com minha esposa e filha. Hoje, quando quero tomar tacacá, ou comer maniçoba, ou unha de caranguejo, vou ao Du Pará, na 714 Norte, Bloco G. Há alguns anos, comecei a frequentar a associação local da Seicho-No-Ie, a Barbearia Peixoto e a padaria, café e restaurante Paes e Vinhos, todos na Quadra 103, Bloco B. 

A Avenida Central do bairro tem cinco quadras comerciais, de um lado e de outro da via, cada quadra com três blocos de dois andares, cheios de restaurantes, bares, cafés, lanchonetes, padarias, sorveterias, quiosques, frutarias, supermercados e todo tipo de serviços. À noite, a região pulsa até tarde, em um bolsão de luzes. 

Nessa época, eu sonhava em morar no Sudoeste. Quando queremos muito uma coisa, e isso não vai prejudicar ninguém, mas só vai levar felicidade a todos os envolvidos, essa coisa chega por acréscimo. E foi o que aconteceu comigo. Como em um passe de mágica, moro hoje no Sudoeste, no coração do bairro, a Quadra 102. O comércio contínuo começa na Quadra 100 e vai até a 104, de modo que a Quadra 102 fica entre as 100 e 101 e as 103 e 104, e entre a Avenida Central e o Parque da Cidade. 

O Parque Dona Sarah Kubitschek foi fundado em 11 de outubro de 1978, graças ao governador Elmo Serejo Farias. Com 420 hectares, cerca de 420 campos de futebol, é o maior parque urbano da Ibero-América, e muito agradável, com uma infinidade de árvores, especialmente mangueiras, um lago artificial, inúmeras quadras de esportes, o maior parque de diversões de Brasília, o Nicolândia, o Parque Ana Lídia, infantil, centro hípico, pistas de caminhada, patinação e ciclismo, equipamentos de ginástica, kartódromo, restaurantes e uma grande quantidade de quiosques comerciais e de serviços. 

Além do Parque da Cidade, ao sul, o Sudoeste faz divisa com o Eixo Monumental ao norte, separando-o do Setor Militar Urbano (SMU); a leste, com o Setor de Indústrias Gráficas (SIG), onde fica o outrora poderoso Correio Braziliense; e, a oeste, com o Cruzeiro Velho, reduto dos cariocas, Cruzeiro Novo e Octogonal, onde fica o Terraço, um agradável shopping com cinemas e uma grande loja da Livraria Leitura, além de praça para shows e muitos restaurantes e cafés bacanas. 

Quando trabalhei no Correio Braziliense, nos primeiros anos da década de 1990, o Sudoeste era um pedaço do Cerrado, com algumas invasões, e onde caçadores que vinham do Cruzeiro caçavam, principalmente tatu. Em 1993, os primeiros prédios residenciais e comerciais começaram a ser construídos. Hoje, são cerca de 20.863 domicílios, apartamentos e quitinetes, e mais de 55 mil habitantes. 

Gosto de ir à Pães e Vinhos, onde encontro meu amigo Bond, que é um sujeito extraordinário. Não posso dizer o nome verdadeiro dele, porque trabalha no setor de inteligência do governo e é uma das minhas fontes. Assim, trato-o por Bond, James, James Bond e 007. Carioca, tem a mesma idade que eu, 67 anos, e mora também no Sudoeste, sozinho, em um belo apartamento de quatro quartos, entupido de livros e de uma parafernália eletrônica. 

Bond é doutor em política internacional, graduado em filosofia, hacker, domina cerca de dez idiomas, agente secreto por concurso e escritor, ensaísta; escreve sobre corrupção. Capitão reformado do Exército, paraquedista, conheceu o inferno durante sua participação na Missão de Estabilização da ONU no Haiti, comandada pelo Exército brasileiro. 

Conhecemo-nos por duas razões: sou terapeuta em Medicina Tradicional Chinesa, acupunturista, como somos conhecidos no Brasil, e ele é médium. Há algum tempo Bond começou a sentir dor na perna esquerda, mas os exames não acusavam nada. Um amigo comum, que trabalha no Senado Federal, paciente meu, além do seu núcleo familiar, falou sobre o meu trabalho, revelando-lhe, é claro, que sou também jornalista, mas do tipo que só mente quando estou trabalhando na minha principal atividade: a de ficcionista. Também avisou que sou discreto, tanto que muitas vezes sou chamado de tímido. 

Mas o que realmente levou Bond a apostar em mim foi o fato de que sou espiritualista, sabedor de que o Universo é povoado por uma infinidade de raças e que a Terra é um planeta primitivo, onde purgamos nossos carmas até evoluirmos para outros planos da consciência.

Integro uma equipe de terapeutas que realiza trabalho voluntário no Centro Espírita André Luiz (Ceal), no bairro do Guará I, aos domingos, atividade suspensa desde o início da pandemia do vírus chinês. No Ceal, costumo atender médiuns da casa, desses que convivem também com os “mortos”, ou seja, com os espíritos, e dois deles me comunicaram que eu estava acompanhado por um guia, que se apresentava como um caboclo ribeirinho da Amazônia. Bond também o viu ao meu lado. 

O fato é que comecei a trabalhar como acupunturista já no segundo semestre do curso técnico de Medicina Tradicional Chinesa, que fiz na Escola Nacional de Acupuntura (Enac), em Brasília, uma das melhores instituições de Medicina Chinesa do país. Paralelamente a isso, mergulhei no estudo do espírito, pesquisando Massaharu Taniguchi, Allan Kardec, Laércio Fonseca, Jorge Bessa, Richard Gerber e vários espíritos do mais alto gabarito, entre os quais André Luiz, Emmanuel e Joseph Gleber, para citar apenas algumas das minhas fontes.

Assim, comecei a desenvolver uma mediunidade para sentir a aura dos pacientes, diagnosticando e investigando causas no corpo astral e no duplo etéreo, além do corpo físico. Quando examinei Bond, no apartamento dele, perguntei-lhe se havia, ou se houve, uma séria desavença entre seu pai e ele. Então, Bond me contou um pouco da sua vida. 

Nasceu no Morro dos Cabritos, na Zona Sul do Rio de Janeiro, o caçula de seis filhos. Tinha sete anos quando seu pai abandonou a família. 

– Não disse sequer adeus! Eu chorei durante anos! 

Seu irmão mais velho estava com 17 anos e fazia todo tipo de serviço honesto para ajudar a mãe, uma mulher de quem Bond recebeu dois patrimônios imensos: amor no coração e sede de saber. Aos 18 anos, engajou-se no Exército, pela comida, e assim que se sentiu em condições começou a investigar o paradeiro do pai, até descobrir que fora enterrado como indigente. 

– Perna esquerda é pai – disse-lhe. – Se você não ora, comece a orar, e nas suas orações agradeça a seus antepassados, especialmente a seu pai; diga-lhe que o ama, peça-lhe perdão e diga-lhe que já o perdoou, e agradeça-lhe por ele o ter gerado e o amado, mesmo do modo como ele sabia amar, não importa. 

Lágrimas rolaram dos olhos do capitão. 

– O atrito mental gerou uma artrite na perna esquerda, que simboliza o pai. Com as agulhas, vou tirar a estagnação, principalmente no meridiano do baço – disse-lhe, procedendo exames de língua e pulso, e anamnese. 

Na semana seguinte, Bond estava sarado, e em paz com seu velho. 

No nosso último encontro conversamos bastante sobre os fabianos, os comunistas disfarçados de cordeiros. Movimento político-social britânico, a Sociedade Fabiana surgiu em 4 de janeiro de 1884, com a missão de preparar a classe operária para assumir o controle das fábricas. Defendia ainda saúde e ensino gratuitos. 

Inspiraram-se no cônsul Fábio Máximo, o Cunctator, o que adia. Fábio enfrentou o maior terror de Roma, Aníbal, general cartaginês que aterrorizou Roma na Segunda Guerra Púnica. Fábio adotou a estratégia da guerra de desgaste, estudando os pontos fracos do inimigo e esperando o quanto fosse preciso para atacar. 

Assim, o fabianismo acredita na evolução gradual da sociedade, no evolucionismo, uma caminhada passo a passo rumo ao socialismo, não revolucionária. Inspirado nas ideias de Stuart Mill, pregava o bem-estar de todos, com intervencionismo do Estado. Foi da Sociedade Fabiana que surgiu o Partido Trabalhista britânico, fundado em 1906. 

Como camaleões, os fabianos mudam de cor dependendo do ambiente. Nos Estados Unidos, o Partido Democrata está aparelhado. Mas, hoje, os fabianos querem o comunismo de qualquer maneira, mesmo que seja às claras, sem sofisma, sem essa história de socialismo, de evolucionismo, estão sedentos pelo Estado gordo, pelas mordomias à disposição dos controladores do totalitarismo, com revolução, se for o caso, mas se der para fazer igual Fábio Máximo, minarão a democracia pela própria democracia, aos poucos. 

É o caso do Brasil. Lula, e seu Partido dos Trabalhadores (PT), teve uma década e meia para aparelhar o Estado, incluindo a grande imprensa, embora não tenha combinado com os russos, isto é, com as Forças Armadas, último bastião dos conservadores patriotas. Em jejum forçado da burra, os fabianos brasileiros vêm tentando, desde 2018, todos os dias, aplicar um golpe fatal na democracia, estraçalhando inclusive a Constituição. 

É o caso da CPI do vírus chinês, ou do cão chupando manga verde no despautério dos desesperados por grana. Desde o início da pandemia o supremo Tribunal Federal (STF) amarrou as mãos do presidente Jair Messias Bolsonaro e exigiu dele que enviasse centenas de bilhões de reais para governadores e prefeitos e deixasse com eles o combate à epidemia.

Foi o inferno. Governadores e prefeitos encerraram as famílias em casa e houve prefeito que mandou soldar a porta de comércios. Pessoas nas ruas sem máscara eram dominadas e algemadas, mesmo que fossem mulheres grávidas, e, em vez de comprarem equipamentos para salvar a população, desviaram bilhões e bilhões de reais. 

Aí, o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ordenou ao Senado a criação da CPI do vírus chinês para incriminar Bolsonaro pelo roubo do dinheiro que ele enviou para os estados e porque ele defende o tratamento precoce da covid-19. Como acusá-lo de roubar é sandice, resolveram acusá-lo de curandeirismo. 

O presidente da CPI é Omar Aziz, ex-governador do Amazonas e que já foi investigado pelo desvio de 260 milhões de reais da saúde e por pedofilia; o relator é Renan Calheiros, de Alagoas, um prontuário criminal quilométrico e cabeludo; e o vice-presidente, Randolfe Rodrigues, pernambucano que migrou para o Amapá, já só consegue ficar de uma só cor: vermelho. 

As vítimas convocadas para interrogatório são geralmente pessoas chegadas a Bolsonaro, como o empresário Luciano Hang. Lá, eles descascam quem se mostrar incauto. Os que se impressionam com o bando, choram, e quem enfrenta a inquisição e responde na mesma moeda é preso. Mas a maioria que lá esteve mostrou que não tem medo do cão, mesmo com a carantonha do diabo ao chupar manga verde na bacanal fabiana.

Os fabianos, ou lobos, não se disfarçam mais somente de cordeiro, mas também de anta, mapinguari, dragão-de-komodo, calangro da caatinga, gazela, e até de vampiro. Mas são sempre escorpiões. É assim que disparam nos próprios pés. Chinês gosta de escorpião.

Bond me alertou para uma coisa que me deixou de cabelos em pé: os presos políticos, amigos de Bolsonaro. Eles não têm como se defender na prisão e podem ser induzidos a tomar uma overdose do seu próprio medicamento, caso de Roberto Jefferson, presidente do PTB.

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Redenção do Rio de Janeiro, a vitrine do Brasil, passa por JB, Mourão e a legalização do jogo

Os cariocas querem Mourão governador do Rio de Janeiro
(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasília)

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 13 DE SETEMBRO DE 2021 – Em política tudo pode mudar de uma hora para outra, e tudo é possível, mas, atualmente, o cenário parece estável. Desde a Constituição de 1988, os fabianos, comunistas camuflados, começaram a assediar novamente o poder. Em 1990, Fidel Castro, Fernando Henrique Cardoso (FHC) e Luiz Inácio Lula da Silva criaram o Foro de São Paulo, reunindo esquerdistas de toda a Ibero-América, com a missão de transformarem o Brasil em uma União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) tropical. 

Em 2003, FHC elege Lula presidente da República, e o Partido dos Trabalhadores (PT), de Lula, permanece no poder até 2016, aparelhando tudo. Em 2018, surge um candidato conservador, o capitão do Exército e deputado federal Jair Messias Bolsonaro, ficha limpa e que promete estancar a roubalheira no país, já então histórica em todo o planeta. Nunca se roubou tanto. 

Bolsonaro caiu nas graças do eleitor. Ainda candidato, aonde ia formava-se logo uma multidão para ouvi-lo e aplaudi-lo. A esquerda ficou apavorada. Não se sabe quem, mandaram matá-lo a facada. O ex-Psol Adélio Bispo de Oliveira foi o encarregado de assassinar Bolsonaro. Aplicou-lhe uma peixeirada no baixo ventre que quase o transfixa. Quando conseguiram chegar com um moribundo Bolsonaro à Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora/MG, ele já tinha perdido metade do seu sangue, mas sobreviveu, e ganhou as eleições. 

Desde que assumiu, em 1 de janeiro de 2019, a esquerda vem tentando acabar com ele. Se não conseguiram matá-lo, seja lá quem for o mandante, ele teria que ser apeado do Palácio do Planalto a qualquer custo, pois Bolsonaro não rouba e não deixa ninguém roubar. Resultado disso: com o dinheiro que não é roubado ele vem construindo uma infraestrutura básica e de transportes com velocidade e qualidade nunca vistas no país, apesar da pandemia do vírus chinês. 

Mesmo assim o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Senado se uniram para acabar politicamente com Bolsonaro. Só que dezenas de milhões de pessoas vão às ruas sempre que o golpe fica escancarado demais. E depois Bolsonaro tem um trunfo: a Constituição de 1988, que o protege. 

No último 7 de Setembro, a esquerda quebrou a cara. Dezenas de milhões de pessoas foram às ruas pedindo a Bolsonaro intervenção das Forças Armadas para frear a ditadura da toga. A esquerda aguardava ansiosa que Bolsonaro fizesse isso e caísse em desgraça no cenário internacional, abrindo as portas para uma guerra civil, que é o que os fabianos querem, pois sabem que no cenário de hoje teriam ajuda da China, o que poderia dar início até a uma terceira guerra mundial. 

Porém o Brasil está destinado a ser o coração do mundo e pátria do Evangelho, pelos seus recursos naturais e seu povo ecumênico. 

Os fabianos estão desesperados devido aos seguintes fatores: jejum de grana e impossibilidade de desviarem verbas públicas e de porem as mãos em centenas de bilhões de reais escondidos em paraísos fiscais; apoio popular a Bolsonaro; a sagacidade do presidente; a assessoria que recebe da inteligência da Agência Brasileira de Informação (Abin) e das Forças Armadas; e a Constituição. 

Como eu disse, em política tudo pode mudar de uma hora para outra, mas a leitura que se pode fazer agora é a de que Bolsonaro será reeleito presidente em 2022, conduzindo nosso país na reta final de se tornar uma potência mundial. 

Com essa configuração política, o vice-presidente, Hamilton Mourão, pode se tornar governador do Rio de Janeiro, o mais importante estado brasileiro do ponto de vista geopolítico. Mesmo afirmando que não concorrerá ao governo do Rio pesquisas apontam o vice-presidente como favorito, pois os cariocas sabem do profundo conhecimento que Mourão tem do Rio de Janeiro, sua competência administrativa e sua honestidade. E se Bolsonaro apoiar Mourão dificilmente ele não será eleito governador. 

O estado do Rio de Janeiro vem sendo governado por máfias comandadas até por ex-governadores, década após década. Em termos de corrupção e má gestão o estado é o pior do país. Se os cariocas, que estão cansados de gangsters montados na burra, elegerem um governador honesto e competente (e tem que ser muito, muito competente), capaz de organizar, e limpar, a polícia, e implementar tolerância zero com o crime, especialmente o crime organizado, o Rio de Janeiro, com os recursos que tem, do turismo ao petróleo, se transformará também em vitrine econômica para o Brasil. 

Pesquisa do Instituto Gerp para governador do Rio em 2022 aponta o general Hamilton Mourão (PRTB) liderando a corrida. Mourão disse que é “pura especulação”. Contudo, foram entrevistadas 1.200 pessoas entre 10 e 17 de agosto, dando Mourão com 18% das intenções de voto, seguido pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), com 15%; o deputado federal Marcelo Freixo (PSB), com 12%; o ex-prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), com 7%; e o atual governador, Cláudio Castro (PL), com 6%. 

No cenário sem Mourão na corrida um dos arqui-inimigos de Bolsonaro, Freixo, passa à liderança, o que pode fazer com que Bolsonaro apoie Mourão, pois sabe que não se pode dar um passo sequer em falso, pois poderá ser fatal. 

Todos os governadores eleitos do Rio de Janeiro nos últimos 20 anos foram presos. Sérgio Cabral foi o que mais mamou. Preso em novembro de 2016, sua pena já ultrapassa 170 anos de cadeia. Ele era o próprio crime organizado. A lista de políticos presos no Rio é quilométrica. Além dos governadores, todos os presidentes da Assembleia Legislativa do estado (Alerj), de 1995 a 2017, foram presos. Há até conselheiros do Tribunal de Contas do Estado enjaulados. 

Mourão nasceu em Porto Alegre/RS, em 15 de agosto de 1953, mas foi morar no Rio, no bairro da Urca, aos 9 anos. Conhece o estado e a cidade do Rio tão bem como a Amazônia, pois serviu amplamente em ambas as regiões, e é um dos oficiais mais brilhantes do Exército. 

Em entrevista na rádio carioca AM 710, ao radialista Antônio Carlos, presidente do PRTB/RJ, Mourão disse que o Rio ainda tem um grande espaço para continuar sendo uma cidade maravilhosa. 

 – O Rio de Janeiro é um retrato 3 por 4 do que ocorre no Brasil como um todo. Ele não foge daquilo que nós viemos enfrentando no País, além da crise política que vive, não é? Lamentavelmente, no nosso Estado, os últimos governos foram extremamente controvertidos por praticamente todos eles estarem envolvidos em atos de corrupção, em desvios de recursos públicos que deveriam ser utilizados para atender às necessidades da população e na realidade foram desviados para os bolsos – disse Mourão. 

– A primeira coisa que a gente precisa, vamos dizer assim, é de uma classe política realmente comprometida com a moralidade, a legalidade, a impessoalidade e com transparência, ou seja, com os bons princípios da administração pública. Nós precisamos, na questão econômica, resolver os dois problemas que são iguais aos do Brasil. Um é o equilíbrio fiscal no Rio de Janeiro. Ele tem que entrar dentro do orçamento que é capaz de arrecadar e esse orçamento ser utilizado sem desperdícios e sem corrupção – analisa. 

– E, para isso, reformas que vêm sendo feitas como a questão previdenciária, a questão administrativa, um enxugamento do estado, é necessário para que ele realmente seja mais moderno, mais ágil e tenha a capacidade de atender as necessidades da população e também a questão da produtividade e tributos, que são muito elevados – observa. 

E arremata: 

– Há cem anos o mundo estava emergindo da Segunda Guerra Mundial, enfrentando a pandemia da gripe espanhola. Matou muito mais gente do que essa pandemia da covid-19. Logo depois entrou na grande depressão, em ascensão do nazi fascismo e do comunismo, esses totalitarismos que a gente quer ver para sempre banidos da história política do mundo, e só depois o mundo passou a viver um momento de tranquilidade. Os nossos avós e bisavós enfrentaram isso aí e agora nos tocou a vez de enfrentar essa pandemia. Vamos superar. Precisamos estar unidos. 

O estado do Rio de Janeiro situa-se na Região Sudeste, limitando-se com Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo, além do Oceano Atlântico. Com mais de 17 milhões de habitantes e 43.780,172 quilômetros quadrados, seu litoral, com 635 quilômetros de extensão, é o terceiro mais extenso do país, atrás da Bahia e do Maranhão.                       

A cidade do Rio de Janeiro, ou simplesmente Rio, ou Cidade Maravilhosa, é o maior destino turístico internacional no Brasil, da Ibero-América e de todo o Hemisfério Sul, constituindo-se na cidade brasileira mais conhecida no exterior, a grande vitrine internacional do Brasil. 

Com mais de 6 milhões de habitantes, é um dos principais centros econômicos, culturais e financeiros do país, identificada por ícones como o Pão de Açúcar, a estátua do Cristo Redentor, as praias de Copacabana e Ipanema, o Estádio do Maracanã, a floresta da Tijuca, o réveillon de Copacabana; o carnaval carioca; o samba etc. etc. A cidade em si é a história viva do Brasil. 

Com a legalização do jogo de azar, o que deverá ocorrer até o próximo ano, e um governador com tolerância zero com a corrupção, o Rio de Janeiro se tornará uma das cidades com maior fluxo turístico do mundo. O jogo de azar é uma das principais indústrias na maior parte das democracias do planeta, principalmente nos países do Primeiro Mundo, e, em alguns deles, é a principal fonte de recursos. 

A clandestinidade do jogo de azar leva a potencialização do crime organizado, já que essa atividade corre à margem do Estado, sem fiscalização, sem deveres legais e sem contribuir com sequer um centavo para com o orçamento do país. 

Um dos países onde mais se joga no mundo é o Brasil, movimentando cerca de 5 bilhões de dólares por ano, sem fiscalização e sem pagar nenhum centavo de imposto, nem gerar emprego formal. Só o jogo do bicho movimenta 10 bilhões de reais por ano, segundo estudo do Instituto Brasileiro Jogo Legal (IJL)/BNLData. 

Também de acordo com o IJL/BNLData, o mercado de jogos no Brasil tem potencial de faturar 15 bilhões de dólares por ano, deixando para o erário 4,2 bilhões de dólares, além de 1,7 bilhão de dólares em outorgas, licenças e autorizações, isso, sem somar investimentos e geração de empregos na implementação das casas de apostas. E geraria mais de 658 mil empregos diretos e 619 mil empregos indiretos. 

O jogo de azar é praticado em muitos países, como, por exemplo, Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Alemanha, França, Bélgica, Espanha, Itália, Suíça, Grécia, Portugal, Áustria, Holanda, Mônaco, Uruguai etc. A Região Administrativa Especial de Macau, na China, é hoje o principal centro de jogos do mundo, desbancando Las Vegas, nos Estados Unidos, como capital mundial dos cassinos, e faturando, com apenas 35 cassinos, 38 bilhões de dólares por ano. Os mais de 100 cassinos de Las Vegas faturam 8 bilhões de dólares por ano e só uma de suas maiores redes conta com 50 mil empregados. 

Quando o jogo foi proibido no Brasil, em 1946, havia 70 cassinos espalhados pelo país empregando mais de 40 mil trabalhadores, incluindo artistas como Carmen Miranda e Orlando Silva; era, então, a indústria que mais fazia o país prosperar. 

Para o presidente do Instituto Brasileiro Jogo Legal (IJL), o jornalista especializado em loterias e apostas Magno José Santos de Sousa, professor do curso de pós-graduação em Comunicação Empresarial da Universidade Candido Mendes (Ucam/RJ) e editor do BNLData, o Brasil se submete a uma das legislações mais atrasadas do mundo para o setor, e adverte: “A clandestinidade não anula a prática”. 

Contratada pelo portal BNLData/Instituto Brasileiro Jogo Legal, a Paraná Pesquisas consultou 238 deputados federais, em maio de 2019, com a pergunta: “O Sr. (a) é a favor ou contra a legalização de todos os jogos de azar no Brasil, ou seja, a legalização de cassinos, jogo do bicho, casas de bingo, vídeo-jogo e jogo online?” Resultado: 52,1% dos deputados federais manifestaram-se favoráveis à legalização dos cassinos, jogo do bicho, bingos, vídeo-jogo e jogo online; 40,8% foram contrários; e 7,1% não responderam. 

Pesquisa realizada pela Global Views on Vices, em 2019, estima que no mundo 70% da população são favoráveis aos jogos de azar e 25% não. Aqui, 66% dos brasileiros são favoráveis ao jogo, contra 25%. 

A oposição acha que a legalização dos jogos de azar pode agravar problemas na saúde, com alto custo de tratamento dos apostadores contumazes, além de aumentar a exploração sexual e a prostituição, piorar a segurança pública e prejudicar ações de combate à corrupção, aumentando lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e evasão de receitas. Ora, tudo isso ocorre agora, precisamente por causa da clandestinidade do jogo de azar, alimentando a corrupção, propina e chantagem. 

Somente no Senado há quatro propostas de legalização do jogo, a mais adiantada delas pronta para ser votada em Plenário, o Projeto de Lei do Senado (PLS) 186/2014, do senador Ciro Nogueira (PP/PI), que autoriza a exploração de “jogos de fortuna” on-line ou presenciais em todo o território nacional, incluindo o jogo do bicho, videobingo e videojogo, bingos, cassinos em complexos integrados de lazer, cassinos on-line e apostas esportivas e não esportivas. Os demais são o PLS 2.648/2019 do senador Roberto Rocha (PSDB/MA); PLS 4.495/2020, do senador Irajá (PSD/TO); e o PLS 595/2015, do ex-senador Donizetti Nogueira, que seguem na mesma linha do PLS do senador Ciro Nogueira.

Por todas essas razões, a clandestinidade do jogo de azar é um equívoco que já dura 79 anos, urgindo legalização inadiável e irreversível.

terça-feira, 7 de setembro de 2021

Milhões vão às ruas e exigem liberdade, Bolsonaro chama Alexandre de Moraes de canalha e garante que o voto será impresso

Bolsonaro, ladeado por Hamilton Mourão e Braga Netto
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

RAY CUNHA

BRASÍLIA, 7 DE SETEMBRO DE 2021 – O presidente Jair Bolsonaro em discurso na Avenida Paulista neste 7 de Setembro rompeu com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que rasgou a Constituição acusando, condenando e prendendo políticos e jornalistas a torto e à direita, além de intervir na administração do Poder Executivo. 

A perseguição contra Bolsonaro começou quando era ainda candidato à Presidência e tentaram assassiná-lo. Quase o conseguem; ele só se salvou por milagre, pois o ex-Psol Adélio Bispo de Oliveira enfiou um facão nas vísceras dele que quase atravessa seu corpo. Imediatamente uma banca de advogados dessas que só atendem a bilionários se apresentou para defender Adélio, que acabou tido como louco pela Justiça e encerrado em um manicômio.

Bolsonaro ganhou e foi empossado. Aí o Supremo liberou da jaula o dono do PT, Lula, condenado nas três instâncias da Justiça, e imediatamente os Data-Folha da vida começaram a dar Lula como imbatível nas eleições de 2022. Nas ruas, multidões aplaudem Bolsonaro e ameaçam dar um corretivo em Lula. 

Bolsonaro provou que as eleições vêm sendo fraudadas, mas Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um cabide de emprego que só existe no Brasil, bateu o pé dizendo que não, que as urnas são indevassáveis e que as eleições não serão auditadas. 

Desde o início da pandemia, o Supremo proibiu Bolsonaro de tomar qualquer iniciativa, exceto enviar centenas de bilhões de reais para estados e municípios. Conclusão: governadores e prefeitos desviaram a grana, matando centenas de milhares de pessoas. 

Aí, Barroso ordenou ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que está pendurado no Supremo, cheio de processos, a abrir uma CPI para pôr a culpa das mortes no governo federal. Não encontraram nada, mas também se recusam a investigar os assassinatos em massa provocados por governadores e prefeitos. 

Finalmente, Alexandre de Moraes começou a mandar prender políticos e jornalistas apoiadores de Bolsonaro, como quem manda prender cachorro na carrocinha. 

Vendo isso, o povo, que ama Bolsonaro, começou a ir para as ruas exigir uma atitude do presidente, até desembocar neste histórico 7 de Setembro, quando Bolsonaro, que tem ao seu lado a Constituição e as Forças Armadas, chutou o pau da barracada e engrossou a voz. Amanhã, vai se reunir com o Conselho da República e dar as cartas. 

Em todo o Brasil, dezenas de milhões de pessoas, a maioria com a Bandeira do Brasil, foram às ruas. Em discurso de manhã na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e à tarde na Avenida Paulista, Bolsonaro foi claro: liberdade da ditadura da toga ou morte. 

– Ele tem tempo ainda para se redimir. Tem tempo ainda de arquivar seus inquéritos. Sai, Alexandre de Moraes, deixa de ser canalha. Deixe de oprimir o povo brasileiro, deixe de censurar o seu povo – disse Bolsonaro, na Paulista.  – Ou se enquadra ou pede para sair. 

Bolsonaro também se referiu aos governadores e prefeitos que assassinaram por tabela centenas de milhares de pessoas vítimas de Covid-19. 

– Pior do que o vírus foram as ações de alguns governadores e prefeitos; ignoraram a Constituição, tolheram a liberdade de expressão, o direito de ir e vir, o direito de trabalhar – disse. 

Quem conhece Bolsonaro sabe que ele não é de bazófia. 

– Eu jurei, um dia, juntamente com Hamilton Mourão (vice-presidente), juntamente com Braga Netto (ministro da Defesa), darmos nossa vida pela pátria. Vocês, se não fizeram esse juramento, fizeram outro igualmente importante: dar a sua vida pela sua liberdade – disse Bolsonaro, no discurso em Brasília. – A partir de hoje uma nova história começa a ser escrita aqui no Brasil. Peço a Deus mais que sabedoria, força e coragem para bem presidir. 

Os Daniel da vida, que vêm trabalhando na escuridão da noite pela morte, ou prisão de Bolsonaro, e, de quebra, de alguns dos filhos dele, acham que, embora tenha rompido publicamente com o Supremo, Bolsonaro não concretizará a ruptura, pois teria medo da reação econômica dos parceiros comerciais do Brasil. Mas Bolsonaro sabe que se voltar atrás é um homem virtualmente morto.

Quando assumiu a Presidência da República, Bolsonaro prometeu limpar o Brasil da presença nefasta do comunismo. O presidente não deixa roubar e a Polícia Federal está de olho para que centenas de bilhões de reais escondidos em paraísos fiscais não sejam resgatadas pelos ladrões. Secos, desde 1 de janeiro de 2019, são capazes de qualquer coisa. Mas se não combinarem com a maioria da população e com as Forças Armadas só conseguirão mais hemorroidas.

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Povo dá ultimato a Bolsonaro pela democracia e Bolsonaro dá ultimato a Moraes e Barroso: “Até terça-feira 7 ainda há tempo de se redimirem”

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 3 DE SETEMBRO DE 2021 – Em cerimônia, hoje, em Tanhaçu, Bahia, o presidente Jair Bolsonaro declarou que ainda há tempo, até terça-feira 7, de os ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se redimirem. 

A história vem de longe, do Foro de São Paulo. Mas vamos tentar explicar o que está acontecendo com um fato recente e que deixou o país em choque. O então deputado federal Jair Bolsonaro, candidato a presidente da República, já reunia multidões aonde quer que fosse, pois o povo via nele a pessoa talhada para pôr fim à corrupção no país. Roubalheira, impunidade e desmandos eram praticados desde sempre por várias quadrilhas que se autointitulam comunistas e chegaram ao inacreditável no espaço de 2003 a 2016. 

Assim, Bolsonaro, capitão do Exército, com 28 anos como deputado federal e ficha limpa, se tornou a esperança para comandar uma limpeza que carecia de coragem, honestidade e habilidade. 

Em 6 de setembro de 2018, durante um comício em Juiz de Fora/MG, enquanto Bolsonaro era carregado pela multidão, Adélio Bispo de Oliveira, que fora filiado ao Psol, meteu um facão no ventre de Bolsonaro que quase o transfixa. Até chegar à Santa Casa de Misericórdia, Bolsonaro perdeu metade do seu sangue, mas sobreviveu, e ganhou a parada, a Presidência da República. 

Quanto à Adélio, foi montado um escudo judicial em torno dele. A Justiça o considerou louco e o encerrou em um manicômio. Evidências apontam para um suposto mandante, gente poderosíssima, que viveria nas sombras. 

Bolsonaro assumiu, compôs um ministério técnico, não rouba nem deixa roubar, e está desenvolvendo o país na velocidade de 50 anos em 5, apesar do vírus chinês. Então começou o plano B, que é o de não deixá-lo governar, livrar o condenado nas três instâncias da Justiça, Lula Rousseff e dá-lo como favorito para presidente nos Data-Folha da vida. 

E, assim, com Bolsonaro desmoralizado, seria preso, juntamente com seus filhos. Como se vê, trata-se de um golpe diabólico, utilizando a democracia para instalar uma ditadura. Só que os golpistas não combinaram com o povo, a Constituição e as Forças Armadas. 

A data-limite, ou o dia D, marcado como um divisor de águas, é 7 de Setembro, a próxima terça-feira. Nesse dia, milhões de pessoas irão às ruas pedir a Bolsonaro para se posicionar de uma vez por todas e varrer da vida pública comunistas, fabianos, traidores da pátria, a canalha que vem sangrando a teta da burra, o escambau de asa. 

Até lá, nas ruas, em qualquer lugar, a população de patriotas tem que se cuidar contra o vírus endêmico que ataca do Oiapoque ao Chuí: o da “idiotia útil”, e a segurança de Bolsonaro cuida para que nada de mal aconteça ao Mito. Mas se, nessas alturas, algo de ruim ocorrer ao presidente, seu vice, ou as Forças Armadas, já sabe o que fazer. Estamos em contagem regressiva. 

Em artigo de 30 de julho de 2020 para o Jornal da Cidade – “Foi o povo quem pagou os 10 trilhões roubados pelo PT” – o advogado e sociólogo Sérgio Alves de Oliveira afirma que as propinas e demais desvios de verbas públicas nas gestões do PT, de 2003 a 2016, foram calculados na Operação Lava Jato, instalada em 2014, pela Polícia e Ministério Público Federal, em 10 trilhões de reais, enquanto o PIB brasileiro é de 7,4 trilhões de reais. 

A coisa vem de longe e ficou preta com o Foro de São Paulo. Investigue no Google o que é o Foro de São Paulo, caro leitor. Destacam-se, nele, duas personagens que são dois dos criadores de Lula: Fernando Henrique Cardoso e Fidel Castro. É assunto para um livro, e volumoso. Comece por Marxismo: O ópio dos intelectoides latino-americanos, de Jorge Bessa, link: https://www.amazon.com.br/Marxismo-%C3%B3pio-dos-intelectoides-latino-americanos-ebook/dp/B082FN116K 

Moraes está prendendo todo mundo que o contraria. Só não teve ainda colhão para prender Bolsonaro, e Barroso não quer nem ouvir falar em urnas com voto impresso. Quanto a Bolsonaro, tornou-se o grande defensor da democracia, e o povo patriota sabe disso, de modo que foi o próprio povo que deu um ultimato a Bolsonaro: democracia ou comunismo! O prazo é 7 de setembro.

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Editora do Clube de Autores publica A GRANDE FARRA, do escritor de Macapá/AP, Ray Cunha

Capa da edição do Clube de Autores

BRASÍLIA, 2 DE SETEMBRO DE 2021 - A GRANDE FARRA deu título a uma coletânea de contos publicada em 1992, em Brasília/DF, e voltou a ser publicado em 2000, no livro TRÓPICO ÚMIDO. Agora, é lançado pela Editora Clube de Autores.

Conta a história de Reinaldo, jornalista em Manaus/AM. Reinaldo tem 21 anos, é milionário e aspira a ser escritor, mas leva uma vida de dissipações, uma bacanal sem fim, até que a bordo do seu iate no rio Negro, rumo a um ponto da selva onde pretende caçar onças, tem um encontro com o destino.

Trata-se da luta do homem contra si mesmo e que só encontra alívio quando resolve romper com tudo, ao fugir do lugar errado em busca do lugar ideal, que ele descobre, no fim das contas, que é uma ilusão.

RAY CUNHA nasceu em Macapá/AP, na Amazônia Caribenha, e trabalhou nos maiores jornais de Belém do Pará, Manaus/AM e Rio Branco/AC. Atualmente mora em Brasília/DF, onde trabalha nos ofícios de escritor e jornalista, além de terapeuta em Medicina Tradicional Chinesa, formado pela Escola Nacional de Acupuntura (ENAc).

É colaborador dos portais DIÁRIO CARIOCA, VER-O-FATO e BLOG DO CAFEZINHO.

É autor dos romances: JAMBU, FOGO NO CORAÇÃO, HIENA, A CONFRARIA CABANAGEM e A CASA AMARELA.