sexta-feira, 23 de julho de 2021

Mulher caminhando com a correia do sapato solta

RAY CUNHA 

Uma das trilhas mais aprazíveis em Brasília, para quem gosta de ruas movimentadas, é atravessar os setores Hoteleiro, Comercial e de Diversões Sul (Conic), em determinados dias e horários. Naquele dia, de manhã, mergulhei nas estreitas vias da região, circundada por shoppings, hotéis, cafés, restaurantes, pontos de ônibus e estações de metrô. É onde a cidade pulsa durante o dia, até certa hora da noite.

Nem bem comecei a travessia quando a vi. Caminhava como bailarina, equilibrando-se, elegantemente, sobre dois saltos incríveis. Os sapatos me chamaram de pronto a atenção porque um deles, o esquerdo, estava com a correia, que deveria abarcar o lindo tornozelo, solta. Acompanhei o desenho das pernas, longilíneas e intermináveis, até encerrarem-se em saia generosa. No conjunto, ela fazia justiça a um Boeing 747-400 aterrissando. Era linda, e até as mulheres se voltavam para apreciá-la mais um pouquinho.

Em certo momento andei mais depressa só para me voltar e ver seu rosto. Também era linda de rosto – ovalado e de traços marcantes, grandes olhos castanhos e sobrancelhas cerradas –, emoldurado por longos cabelos da cor dos olhos, entrelaçados em duas grossas tranças. Ia devagar, etérea, embora medisse (nisso, tenho olho clínico) 1,70 metro e pesasse 70 quilos, magnificamente distribuídos, pois sua barriga era uma tábua e os quadris e o busto, protuberâncias esculpidas por talentoso artista.

Atravessamos todo o Setor Comercial Sul e o Conic, ela, como uma princesa no seu passeio matinal; eu, o coração aos saltos. Ela era daquelas mulheres que se degusta durante horas com o olfato e o paladar antes de mergulhar nos seus abismos. De repente, no semáforo da Rodoviária do Plano Piloto, paramos juntos, lado a lado; eu não aguentei mais e a avisei, candidamente, que a correia do seu sapato estava solta. Ela me olhou e me deu o sorriso mais encantador do mundo. Murmurou algo, que de tão encantado não entendi, e continuou seu trote, agora conversando ao telefone com sua mãe, o que ouvi nitidamente.

Acordei com o despertador do meu telefone celular, às 5 horas. Levantei-me e depois de fazer a higiene fui preparar uma garrafa de café Três Corações, gourmet. Sempre que sonho com mulheres muito lindas dá tudo certo; o dia transcorre que é uma beleza.

quinta-feira, 22 de julho de 2021

A vida é um tesão, como o cheiro de mulher nua

RAY CUNHA 

Ernest Hemingway e meu pai, João Raimundo Cunha, tinham 61 anos quando partiram para o éter. Sei como as coisas são nessa idade. Nós três nos encontramos no Quartinho da Casa Amarela, portal onde vivos e mortos confabulam numa festa sem fim. Hemingway gosta do balcão do bar; papai prefere o quintal. E eu curto intensamente tudo o que tenho. 

Aos 21 anos, perdi-me, durante décadas, em um emaranhado de labirintos, até descobrir que estivera andando em círculos. Hoje, caminho melhor nesse mergulho, guiado pela experiência da longa caminhada. Meus sentidos, inclusive o sexto, estão encharcados de espilantol, meu corpo denso começa a desaparecer e já me sinto flutuando no éter. 

Tantas coisas me proporcionam prazer intenso: ver as pessoas que amo, ouvir o som da Terra no espaço, a madrugada, riso de crianças, Mozart, gemidos de prazer da mulher amada, ler, dormir, meditar, andar à toa, especialmente em grandes livrarias, tomar tacacá, montar a luz, sentir cheiro de mulher nua. O tempo vai deixando de existir, dilui-se, o passado são cinzas atiradas ao mar, e não há amanhã, só há o agora se eternizando. 

Criar com palavras, tem sido isso que me sustenta, e que me faz enxergar a nudez das rosas e o mistério que as mulheres exalam, nunca desvendado, porque eterno. Sou dono de tesouros imensos, de valor inestimável, pois desenvolvi a capacidade de sentir o voo da luz, o cheiro do mar e o choro dos jasmineiros, nas tórridas noites do mundo, em agosto, e em todos os meses. Tenho telas de Olivar Cunha e sinto a presença das rosas que Isnard Brandão Lima Filho ofertou para a madrugada. E sou capaz, como um mágico, de aliviar dores com agulhas. 

Não desejo mais descobrir ouro no morro do Salamangone, Serra Lombarda, município de Calçoene, no estado do Amapá, nem escalar o Pico da Neblina, nem pilotar um Boeing 777, nem praticar kendo, nem saltar de paraquedas, nem de mergulhar na Amazônia. Basta-me a companhia de Hemingway, ou de Gabriel García Márquez, ou de Vargas Llosa, ou de Machado de Assis, ou de Rubem Fonseca, para viajar por mundos insuspeitos. Se não posso mais beber Cerpinha enevoada no quarto de um hotel, no sétimo andar, sei que na hora de ser enforcado sou salvo e durmo com a princesa.

Tudo o que quero agora é comparecer ao encontro marcado com a mulher amada, criar universos, sentir a noite, como um navio iluminado, embriagar-me com o perfume das virgens ruivas, ouvir o som da madrugada, sentir a presença do mar, do trópico, do sol das oito no rosto, diluir-me no acme e reaparecer no azul.

terça-feira, 20 de julho de 2021

Uma ou duas orientações a uma jovem repórter

RAY CUNHA 

Cara Polyana. O mais importante de tudo é o velho prazer que sentes ao realizar teu trabalho, prazer que cresce quando tens a sensação de que és lida e de que tuas matérias lançam luz, de alguma forma, aos teus leitores. A isso, podemos chamar de talento. 

Fundamental, Polyana, para nossa profissão, é a retidão. Jamais, coisa alguma deverá subverter a missão do jornalista. Se subvertê-la, por menor que seja a subversão e por mais que o jornalista procure ignorar isso, terá se transformado em bandido. Em linguagem explícita, nunca recebas nenhum presente, muito menos dinheiro, para mentir; a verdade é teu objetivo único. 

Anotas tudo, observas teus interlocutores nos olhos, ouves todas as partes, checas tudo, datas tudo, e guardas teu caderno de anotações, à medida que eles forem se esgotando, pois são bancos de dados e também diários, e poderão render, um dia, até um livro. 

Mergulhas na tua língua natal como nos braços do teu amado, apreendes até seus murmúrios e fruis suas palavras e as nuanças das palavras como música. É preciso que escrevas como amas, porque o amor é sempre perfeito. 

Lê grandes articulistas e os gigantes da literatura do nosso país, como Machado de Assis, Graciliano Ramos, Euclides da Cunha, Jorge Amado, pois eles resumem o trópico brasileiro. Lê também, e se possível nas suas línguas nativas, Ernest Hemingway, Norman Mailer, Joseph Conrad, Kurzio Malaparte, Tomasi Di Lampedusa e Gabriel García Márquez, para começar.

 É porque, Polyana, os grandes livros contêm toda a dimensão humana, e nos livram, todos nós, de preconceito e de intolerância. 

És muito jovem e tens tanto para viver. Por isso, aprendas idiomas, curtas o trabalho dos grandes artistas, viajas, batas longos papos com os que tu amas e, principalmente, ouça-os. Isso, além de nos enriquecer, tira, às vezes, da fossa, até suicidas inconscientes. 

A missão do jornalista é muito importante, Polyana, pois na busca da verdade e da justiça lança luz sobre o pântano das trevas, e onde há luz é impossível haver treva. Os salários baixos, as incontáveis horas de trabalho, as dificuldades inerentes à profissão, pessoas arrogantes de quem dependemos ou a quem temos que nos submeter, nada disso é maior do que a consciência do dever do repórter, e depois, que dinheiro pode ser mais valioso do que o dever cumprido? Haverá alguma coisa superior à paz de espírito? 

Eu te desejo todo o sucesso, Polyana, e que a tua luz ilumine o riso das crianças.

Brasília, 9 de novembro de 2009

sexta-feira, 16 de julho de 2021

2022 será decisivo para Lula: ou sairá do limbo ou retornará às trevas. Bolsonaro sobreviverá?

Lula e Fidel Castro planejando a criação da URSS tropical

RAY CUNHA

Tudo sobre comunismo
BRASÍLIA, 16 DE JULHO DE 2021 – A panela de pressão que cozinha há 62 anos o povo cubano deu sinais, domingo 11, de que vai explodir. Para o morto-vivo Lula Rousseff foi apenas uma manifestaçãozinha de desocupados, emitindo gritinhos contra a exemplar democracia castrista. 

De 2003 a 2016, Lula sustentou o esplendor de Fidel Castro, o zumbi que comanda Cuba desde 1959, mandando para lá inclusive dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em detrimento da falta de água no Nordeste, falta de saneamento básico e de infraestrutura em todo o Brasil, e sistemas de saúde pública mortal e de segurança zero. 

O petismo levou o país à recessão, Lula foi preso, condenado em segunda instância, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) o soltou. Agora, a banda-carniça da imprensa vem fazendo loas a Lula, divulgando pesquisas misteriosas que o dão como praticamente eleito presidente em 2022, enquanto o Superior Tribunal Eleitoral (STE), um negócio que só existe no Brasil, não quer eleições auditáveis, e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Comissão Parlamentar de Inquérito do vírus chinês quer desmoralizar a prender o presidente conservador Jair Messias Bolsonaro.

Ainda candidato, Bolsonaro levou uma peixeirada que quase o transfixou. Escapou por milagre, e agora mesmo está hospitalizado mais uma vez por conta dessa facada. A OAB impediu, de certa forma, que se descobrisse o mandante; quanto ao criminoso, Adélio Bispo, ex PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), de extrema esquerda, está protegido em um manicômio. 

De modo que está tudo preparado para a volta de Lula. Mas quem é Lula? O perfil mais profundo da personalidade dessa personagem que quase mergulha o país nas trevas do comunismo foi traçado por Jorge Bessa, no ensaio Marxismo: O Ópio dos Intelectoides Latino-Americanos (Thesaurus Editora/Tagore Editora, Brasília, 2020, 444 páginas). 

Bessa, 66 anos, belenense, é escritor, psicanalista, acupunturista formado em Medicina Tradicional Chinesa pela Escola Nacional de Acupuntura (Enac), graduado em Economia pela Universidade Federal do Pará (UFPA), especialista em assuntos relacionados à atividade de inteligência e de planejamento estratégico, chefiou os Departamentos de Contra-Espionagem e de Contra-Terrorismo da antiga Secretaria de Inteligência da Presidência da República, atual Agência Brasileira de Inteligência (Abin), serviu na Embaixada do Brasil em Moscou durante a Guerra Fria, é pesquisador de assuntos metafísicos e espiritualistas, tentando estabelecer pontes entre ciência e espiritualidade, autor de mais de 20 livros, alguns relacionados à atividade de inteligência de estado e outros ligados às áreas de saúde mental. 

Após longa e intensa pesquisa, Bessa traçou um dos mais cirúrgicos mergulhos no ventre da besta, Marxismo: O Ópio dos Intelectoides Latino-Americanos. Das 444 páginas desse livro emergem duas comprovações: os regimes comunistas são compostos de duas castas – o Estado, a elite, armada até os dentes, e o povo, desarmado e escravizado. 

A outra verdade é Lula. A análise de Bessa, baseada em fatos, revela um agente dos magos negros, que são espíritos do mal, que influenciaram monstros como Hitler, Raspútin, Stalin, Fidel Castro etc. Só isso justifica como uma pessoa semialfabetizada, ignorante, sem a menor predisposição à política, completamente imoral, capaz de qualquer coisa para alcançar a teta da burra, pôde influenciar tanta gente a ponto de se tornar presidente da República. 

Para começo de conversa, Lula foi forjado pelo próprio regime militar, pois se tornou dedo-duro dos seus companheiros sindicalistas; depois, Fidel Castro e Fernando Henrique Cardoso entraram na parada, por meio do Foro de São Paulo, até 2002, quando Lula, com um discurso melado, foi eleito presidente da República e começou uma escalada de corrupção tão avassaladora que deixou até seus companheiros mais próximos boquiabertos. 

Segundo Bessa, o Foro de São Paulo é uma “organização que pretende realizar na América Latina aquilo que fracassou no Leste Europeu: o comunismo transvestido em socialismo do século XXI, socialismo bolivariano, socialismo moreno, neocomunismo ou simplesmente socialismo petista”. 

Bessa: “A exemplo da fênix grega, que ressurgia das próprias cinzas, ou da conhecida besta do apocalipse, que teve sua cabeça decepada e logo restaurada, o comunismo – que muito de seus defensores envergonhadamente preferem chamar simplesmente de socialismo, para se confundirem com os setores do socialismo não comunista revolucionário conhecido como Socialismo Fabiano – não morreu, como muitos pensam”. 

Travestiu-se: “Fincou suas garras em vários países, principalmente na América do Sul, onde seus adeptos modificam conceitos e ocultam intenções pouco democráticas para enganar os desavisados, utilizando-se, para isso, das armas que conhecem muito bem: a mentira, a hipocrisia, a subversão cultural, a distorção da realidade, tudo isso ampliado pelo poder hipnótico do marketing político, o ilusionismo que, sabiamente utilizado pelo magos da mentira, transformam mitômanos contumazes em gênios políticos, intoxicando o pensamento da nação e conquistando multidões de fanáticos. 

“Muitos intelectuais, ou pseudointelectuais, a quem denomino de intelectoides, em seus sonhos e devaneios, alguns até movidos por bons e sinceros desejos de melhoria para a sociedade, estão sempre dispostos a seguir líderes espertalhões, egoístas e sedentos de poder, que prometem que finalmente vão executar suas velhas, surradas e já derrotadas utopias, pois a coisa mais fácil é manipular gente sonhadora, mas sem os pés fincados na realidade, e a quem o líder comunista Vladimir Lenin chamava de Idiotas Úteis.” A universidade está cheia deles. 

“A grande massa da sociedade não sabe como é fácil empregar a hipnose coletiva, que hoje é realizada através da televisão e das redes sociais, e por meio dela conseguir dominá-la. Hitler fez isso com facilidade na Alemanha e levou seu país e seus compatriotas à destruição. Não sabe, também, como é fácil corromper a consciência e a alma dos políticos: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu ministro José Dirceu fizeram isso com grande maestria. 

“Os esquerdistas de hoje têm vergonha de assumir que defendem o regime que mais matou na história da humanidade e o fazem ou por conveniência política, por falta de caráter, ou por serem avessos aos estudos, a exemplo de Lula, que reiteradamente declara ser avesso a qualquer estudo. 

“Em um arroubo de franqueza, em 1981, um ano depois de ter criado o PT e quando participava de uma entrevista no programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, respondendo a uma provocação do teatrólogo Flávio Rangel, que lhe perguntou: – Você não está estudando nada? Você sente necessidade de estudar? Lula respondeu: – Primeiro, eu acho que eu sou muito preguiçoso. Até pra (sic) ler eu sou preguiçoso. Eu não gosto de ler, eu tenho preguiça de ler. Pelo hábito, isso é questão de hábito. Tem companheiro que passa um dia lendo um livro. Eu não consigo.” 

A propósito, os jovens de hoje não leem mais nada. Livros escolares são ouvidos ao telefone celular, ou computador, e a garotada prefere ler postagens de seus amiguinhos e gurus nas redes sociais, que está cheia de clubes de gente trevosa e de suicidas. 

Luiz Inácio Lula da Silva nasceu em 27 de outubro de 1945, em Caetés, distrito do município de Garanhuns/PE até 1964, sétimo dos oito filhos de Aristides Inácio da Silva e Eurídice Ferreira de Melo, lavradores iletrados. Antes de Lula nascer, seu pai migrou para Santos e começou a trabalhar como estivador. Levou consigo Valdomira Ferreira de Góis, prima de Eurídice, sua esposa, com quem gerou mais 10 filhos. Com os 12 que teve com Eurídice – quatro mortos ainda bebês –, Aristides gerou 22 filhos conhecidos. 

Em dezembro de 1952, quando Lula tinha apenas 7 anos de idade, Eurídice também foi para São Paulo, Guarujá, distrito de Vicente de Carvalho, então Itapema, juntando-se à nova família de Aristides. Eurídice não aguentou o convívio e se mudou, e, em 1954, migrou para a cidade de São Paulo. 

Lula e seu irmão José Ferreira de Melo, o Frei Chico, ainda ficaram no Guarujá, mas também foram para São Paulo, em 1956. Aristides morreu em 1978 e foi enterrado como indigente. 

Lula foi alfabetizado no Grupo Escolar Marcílio Dias. Aos 7 anos, vendia laranjas no cais, andava quilômetros para buscar água de poço para Valdomira e aos domingos tinha que ir ao mangue para retirar lenha, marisco e caranguejo. Aos 12 anos, já em São Paulo, trabalhou em uma tinturaria e como engraxate e auxiliar de escritório. Aos 14, trabalhou nos Armazéns Gerais Colúmbia por seis meses. 

Em 1961, começou o curso de tornearia mecânica na escola Conde José Vicente de Azevedo, do Senai, no Ipiranga, mas se viu obrigado a deixar a escola e foi trabalhar em uma siderúrgica que produzia parafusos, onde, em 1964, esmagou o dedo mínimo da mão esquerda em um torno mecânico, tendo que esperar horas até o dono da fábrica o levar ao médico, que cortou o resto do dedo. Lula foi indenizado em 350 mil cruzeiros e comprou vários móveis para sua mãe e um terreno. 

Depois, trabalhou na Fris-moldu-car, como aprendiz do Senai, por seis meses, sendo demitido por se recusar a trabalhar aos sábados. Em 1966, foi admitido nas Indústrias Villares, metalúrgica de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. 

Em 1968, filiou-se ao Sindicato de Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, convencido por Frei Chico, militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, e, em 1969, é eleito para a diretoria do Sindicato de Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. 

Em 1972, elege-se primeiro secretário do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema e assume a Diretoria de Previdência Social e FGTS, parando de trabalhar como operário, e, em 1975, é eleito presidente do sindicato. Em 1977, ganha projeção nacional ao liderar a reivindicação de reposição salarial referente ao índice de inflação de 1973, mas não consegue nada. Reeleito em 1978, lidera as negociações e as greves de metalúrgicos de sua base. 

Por liderar as greves dos metalúrgicos da Região do ABC. no fim dos anos 1970 e início da década de 1980, Lula foi preso, cassado como dirigente sindical e processado com base na Lei de Segurança Nacional. Em 1980, Lula foi detido por 31 dias nas instalações do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) paulista, condenado por desordem pela Justiça Militar a três anos e meio de prisão, mas foi absolvido no ano seguinte. 

Então, com apoio de sindicalistas, intelectuais e representantes dos movimentos sociais e católicos da Teologia da Libertação, cria o Partido dos Trabalhadores (PT), do qual se tornou dono. 

Em 1982, tenta o governo de São Paulo, mas perde. Contudo, em 1986, é eleito deputado federal por São Paulo e participa da elaboração da Constituição Federal de 1988, trabalhando pela limitação do direito de propriedade privada, pelo aborto amplo e irrestrito e pela estatização do sistema financeiro e criação de um fundo de apoio à reforma agrária. 

Em 1989, candidata-se a presidente da República e fica em segundo lugar, derrotado por Fernando Collor de Mello. Na época, o jornalista Paulo Francis profetizou que se Lula chegasse ao poder o país viraria uma “grande bosta”. Não ganhou a presidência, mas ganhou prestígio internacional. 

Em 1990, Lula, Fernando Henrique Cardoso e Fidel Castro fundam o Foro de São Paulo, um clube de líderes esquerdistas latino-americanos com o objetivo de criarem uma União das Repúblicas Socialistas Soviéticas tropical. O primeiro encontro, de 1 a 4 de julho de 1990, ocorreu no extinto Hotel Danúbio, em São Paulo, com o nome de Encontro de Partidos e Organizações de Esquerda da América Latina e do Caribe. 

Em 1994, Lula voltou a candidatar-se à presidência e foi novamente derrotado, por Fernando Henrique Cardoso, para quem perdeu de novo em 1998. Em 2002, com um discurso açucarado e tendo como vice-presidente o senador mineiro e empresário têxtil José Alencar, e principalmente com o empenho de FHC, em detrimento do seu próprio partido, o PSDB, Lula chega ao Palácio do Planalto, derrotando o senador paulista e também Fabiano, o tucano José Serra. 

No seu discurso de diplomação, disse Lula: “E eu, que durante tantas vezes fui acusado de não ter um diploma superior, ganho o meu primeiro diploma, o diploma de presidente da República do meu país”. Sua infância miserável, em vez de fortalecer seu espírito acendeu nele ódio e sede de vingança, e o diploma que acabara de ganhar o credenciava a ir diretamente à teta da burra, onde ele se agarrou com dentes e nove unhas afiadas. Antes, é claro, começou um plano diabólico: o aparelhamento e a destruição do Estado. 

Foi uma sucessão de infâmias. No fim do seu primeiro mandato estourou o Mensalão, esquema de pagamento mensal a deputados para aprovação de matérias de interesse de Lula. Mesmo assim ele se reelegeu. No segundo mandato, Lula assaltou principalmente a Petrobras, que quase foi à falência. E com nosso dinheirinho Lula começou a sustentar ditadores mundo afora, e até terroristas. Seus filhos, do nada, se tornaram bilionários. 

A derrocada do jacaré começa, ironicamente, com o arranjo feito por Lula, que elegeu para sucedê-lo a ex guerrilheira, assaltante de banco e assassina Dilma Rousseff, que não consegue concluir sequer uma frase. Ela esquentaria a cadeira de presidente até Lula retornar em 1 de janeiro de 2015. Só que Dilma tomou gosto pelo poder e disse não, e como sabia muito Lula se calou, contentando-se em sucedê-la quatro anos depois. Não deu certo. Dilma é tão incompetente que em 31 de agosto de 2016 foi cassada. 

Com a posse de Bolsonaro, em 1 de janeiro de 1919, o desvio de verbas públicas, que chegaram, segundo cálculos incluindo superfaturamento, propina e paralisação de obras, ao espantoso trilhão por ano, cessou. Bolsonaro não deixa roubar, e, com o dinheiro, que agora sobra, o país voltou a crescer, apesar do vírus chinês. 

O jejum da roubalheira está levando muita gente fina à loucura, daí a vida de Bolsonaro correr perigo. Se não conseguiram matá-lo até agora, vão continuar tentando, ou pelo menos desmoralizá-lo e enjaulá-lo, e à família de Bolsonaro também. Aí, seria o fim do Brasil, que, potencialmente, pode ser até a saída para a Humanidade, pois é um celeiro de comida, água e sol, tanto que em um dos cenários de uma guerra atômica no Hemisfério Norte o Brasil seria um dos raros pontos do planeta capaz de abrigar o que sobrasse da Humanidade. 

Assim, 2022 será decisivo para Lula Rousseff: ou ele volta a jogar sua bunda gorda de tanto comer mel na poltrona presidencial ou falhará com seus mentores nas trevas. Aí será entre Lula e os magos negros.

Quanto a Bolsonaro, conta com os patriotas em massa nas ruas, o Artigo 142 da Constituição e as Forças Armadas.

quarta-feira, 14 de julho de 2021

O regime totalitário cubano resistirá até 2023?

Sem aguentar mais o totalitarismo castrense milhares de
cubanos foram às ruas domingo 11 para pedir o fim do inferno
que já dura 62 anos de fome, prostituição e tortura (AFP)

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 14 DE JULHO DE 2021 – Quando os comunistas brasileiros tentaram chegar ao poder por meios heterodoxos, em 1964, eu tinha 10 anos de idade. Aí a população foi para as ruas pedir intervenção das Forças Armadas, a qual durou 21 anos. Nessas duas décadas, os comunistas aparelharam os meios culturais e nos anos 1990 os esquerdistas da Ibero-América se uniram no Foro de São Paulo para criar a União Soviética do trópico, a partir de Cuba. O resultado foi crudelíssimo, e, claro, trágico. 

Quase toda a minha geração, em Macapá/AP, e no Brasil afora, foi hipnotizada pelas promessas açucaradas dos comunistas e, ainda hoje, continua hipnotizada pelos assassinos e ladrões como Fidel Castro, Che Guevara, Hugo Chávez Maduro e Lula Rousseff, que trabalham, seja como espíritos do mal encarnados, ou como mortos-vivos, para destruir a família e o Estado. Muitos dos meus amigos de juventude continuam embevecidos pela conversa diabólica dos comunistas, mesmo vendo que a liberdade cubana é levar porrada e mandioca da polícia de Fidel. 

As universidades, por exemplo, estão cheias de comunistas, especialmente nos departamentos culturais, dando inclusive impressão de que tudo o que é de direita é ignorante, burro, alienado e capitalista. Pois é, o aparelhamento marxista nos meios acadêmicos e culturais é proposital, como parte de um plano maquiavélico do italiano Antonio Gramsci, morto em 1937, um dos maiores pensadores marxistas da história.  

Gramsci se especializou na doutrina marxista. Após a Primeira Guerra Mundial, fundou o jornal A Nova Ordem, que serviu como instrumento para a fundação do Partido Comunista Italiano. Mas quando ele viu o que era, de fato, o marxismo real, sanguinário, praticado na recém-criada URSS pelo ditador Vladimir Lenin e ampliado pelo seu sucessor Josef Stalin, desiludiu-se. 

Stalin esmagava tudo o que reagisse contra o comunismo; queria impô-lo em toda a Europa e Ásia, e depois nas Américas. Para isso, buscou criar uma máquina militar imbatível. Todos os que se opuseram a Stalin foram assinados, pelo menos 20 milhões de pessoas, principalmente compatriotas de Stalin. 

Gramsci caiu fora da Rússia e regressou à Itália, então fascista, onde foi preso. Na prisão, escreveu um protocolo sobre como chegar à plenitude de um governo marxista sem matar ninguém. Por meio da cultura.  Em Cadernos do Cárcere, Gramsci propõe a “Revolução Cultural”, na qual a população está pronta para receber passivamente um governo comunista. Para conseguir isso só aparelhando todas as instituições do Estado – governamentais, midiáticas, religiosas, educacionais, culturais e jurídicas. 

Em primeiro lugar, os líderes comunistas devem se aproximar dos intelectuais, que dão credibilidade ao projeto de poder, já que qualquer idiotice que um intelectual fale, por maior absurdo que seja, será mesmo assim absorvido pela massa dos idiotas úteis, como verdade absoluta. 

Na educação, o objetivo é emburrecer a garotada, tornando-a politicamente correta, pois quanto mais ignorante a sociedade mais fácil montar nela. Na imprensa, o objetivo é manipular a manada e desacreditar as instituições tradicionais. O resultado disso é que moralidade, valores religiosos e da família, a cultura milenar e as virtudes do passado devem ser ridicularizadas sempre. Os heróis da nação são convertidos em degenerados, racistas e sexistas, e são substituídos por pseudointelectuais, gente conhecida, estrelas da música, celebridades do cinema e da televisão etc. 

Mas o mundo evolui e Gramsci nem imaginava o que estava por vir: a internet. Hoje, qualquer pessoa se conecta com o mundo e tem acesso a todo tipo de informação. Foi assim que muita gente começou a descobrir o que é, realmente, o marxismo. 

Assim, tornou-se fácil identificar um esquerdista. Defendem a liberação das drogas, o desarmamento, o aborto, a desmilitarização da Polícia Militar, a ideologia de gênero, o ódio. Também já deu para ver que nos regimes comunistas, como em Cuba e Venezuela, o povo, quando não morre de fome ou sem tratamento médico, tomba crivado de chumbo quente. 

A Revolução Cubana culminou, no dia 1 de janeiro de 1959, com a queda do ditador Fulgencio Batista pelo Movimento 26 de Julho e ascensão de outro ditador, Fidel Castro, logo apoiado pela URSS, que queria uma base próxima aos Estados Unidos. 

Em 1962, espiões americanos descobriram a presença de mísseis nucleares em Cuba. Imediatamente os Estados Unidos bloquearam a costa cubana. Durante 13 dias quase estoura uma guerra nuclear. Mas os russos pensaram duas vezes e retiraram os mísseis do solo cubano. Os Estados Unidos bloquearam totalmente a ilha e, um ano depois, impuseram um embargo ao comércio com Cuba, restrição utilizada por Fidel e camarilha como justificativa pelas dificuldades econômicas que o país vem enfrentando, e que se deve, na verdade, ao fato de que Fidel e família roubaram tudo o que puderam da economia cubana. 

Mas Fidel não tinha com que se preocupar, pois a URSS enviava para ele 6 bilhões de dólares anuais. Até a queda do Muro de Berlim, quando, após 70 anos de desgraças impostas aos povos russo e dos países invadidos pelos comunistas, a peste marxista chegou ao fim na URSS. Foi a debacle de Cuba. 

Sessenta anos depois, a situação é tão desesperadora que famílias jogam suas filhas na prostituição para não morrerem de fome. Agora, com a pandemia do vírus chinês, com pessoas morrendo sufocadas nos corredores dos matadouros hospitalares, ninguém está aguentando mais. Domingo 11, o povo foi às ruas protestar contra o regime e não faltou porrada na população e prisões, inclusive de jornalistas estrangeiros. 

Em Cuba falta comida, medicamentos, energia elétrica e água. Alguns conseguem chegar à Flórida, enfrentando 144 quilômetros de mar. Quem não consegue fugir vai morrendo todos os dias, e não dura muito tempo. De acordo com a Guarda Costeira dos Estados Unidos, só este ano cerca de 500 cubanos foram resgatados no mar tentando chegar à Flórida. 

Segundo a Universidade Johns Hopkins, Cuba registrou 238.491 casos e 1.537 mortes por Covid-19. Só domingo 11 foram relatados 6.923 infecções e 47 mortes. O vírus, que, por ironia, é comunista, derrubará o regime totalitário da ilha? 

Além do vírus, que pode ser a gota d’água, Cuba perdeu o apoio de Lula. Durante o assalto do PT ao Brasil, foram transferidos bilhões de dólares para Cuba, inclusive do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Essa teta secou, tampada pelo presidente conservador Jair Messias Bolsonaro, a quem os comunistas quase assassinaram a facadas. Também a Venezuela, que já está tão anêmica que não funciona mais, quase já deixou completamente de mandar petróleo de graça para Cuba. 

Basta fazer uma leitura atenta de tudo o que está ocorrendo no mundo para nos perguntarmos: o regime diabólico de Cuba se sustentará até 2023? Por que 2023? É o seguinte: 2022 ainda será um ano conturbado em todo o planeta. O vírus chinês só deverá ser controlado em 2022, com o avanço das vacinas e melhor compreensão de como o microrganismo opera, e também já se saberá mais sobre a origem dele, com as investigações dos serviços secretos das nações hegemônicas. 

No Brasil, Bolsonaro – o maior líder no combate ao comunismo ibero-americano depois dos Estados Unidos, onde os serviços secretos e as Forças Armadas não dão trégua ao marxismo – tem tudo para ser reeleito em 2022, em eleições auditáveis, pois goza de legitimidade e proteção constitucional e apoio popular e das Forças Armadas.

A derrocada da Venezuela, a explosão do vírus chinês em Cuba e o fortalecimento de Bolsonaro, que pôs o Brasil novamente alinhado com os Estados Unidos, levará a uma pressão insuportável ao inferno castrista e talvez neste ano mesmo o regime de Fidel caia como fruta muito maduro. E se passar deste ano aguentará até 2023?