quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Por que as Américas não cairão no colo da China. A Doutrina Monroe versus clube dos onipotentes

O CLUBE DOS ONIPOTENTES: Foro de São Paulo ou mais supremo?

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 14 DE JANEIRO DE 2026 – O futuro está na História. Quando interpretamos os acontecimentos com potencial para mudar o próprio rumo da História estamos vislumbrando o futuro. A Doutrina Monroe é um desses acontecimentos. Foi anunciada, em 1823, pelo então presidente dos Estados Unidos, James Monroe (1758- 1831), conhecido como o Pai da Constituição por seu papel fundamental na elaboração e aprovação da Constituição dos Estados Unidos e proposição das primeiras 10 emendas. 

Monroe lutou na Guerra de Independência dos Estados Unidos. Advogado, diplomata, governador do Estado da Virgínia, senador (1790-1794), embaixador na França no governo de George Washington, quando trabalhou nas negociações da compra da Luisiana, secretário de Estado sob Thomas Jefferson, com quem estudou Direito (1780-1783), e secretário de Guerra na administração James Madison, quarto presidente dos Estados Unidos (1809-1817), liderando o país na Guerra de 1812, ou Guerra Anglo-Americana, entre os Estados Unidos e o Reino Unido e suas colônias, incluindo o Canadá Superior (Ontário), o Canadá Inferior (Quebec), Nova Escócia, Bermuda e a Terra Nova. 

A guerra ocorreu entre 18 de junho de 1812 e 17 de fevereiro de 1815. A causa foi que embora os Estados Unidos tenham feito sua independência do Reino Unido em 4 de julho de 1776, o Reino Unido ainda não havia digerido a perda da sua mais importante colônia e sabotava militarmente a nação americana, atacando navios mercantes americanos e municiando ingleses simpáticos ao Reino Unido em solo americano. 

Os Estados Unidos invadiram o Canadá, então colônia britânica, e incentivaram os canadenses a se rebelar contra o Reino Unido e se juntar aos Estados Unidos, mas, devido à grande quantidade de tropas britânicas no Canadá, os americanos recuaram e então os britânicos invadiram os Estados Unidos, ocupando diversas cidades do nordeste americano, entre as quais Washington, D.C., a capital americana. O avanço dos britânicos foi apeado em Baltimore, em 1814. Em 8 janeiro do ano seguinte, a guerra terminou, sob os termos do Tratado de Gante. 

Resultado: o nacionalismo americano foi para a estratosfera, pois os Estados Unidos acabavam de resistir militarmente contra a segunda maior potência militar do planeta, à época, atrás somente da França napoleônica. 

Em 1816, elege-se presidente, pelo Partido Republicano, ocupando o cargo até 1825. Em 1823, anuncia que os Estados Unidos iriam se opor a qualquer intervencionismo europeu nas Américas. A América para os americanos. Era a Doutrina Monroe, de oposição ao colonialismo europeu nas Américas. 

Hoje, três ditaduras ameaçam colonizar novamente a Ibero-América: China, Rússia e Irã, por meio de três ações, a primeira delas, inundar os Estados Unidos de drogas, para enfraquecer a sociedade americana, principalmente a juventude. A segunda ação é investimento maciço na infraestrutura no continente, principalmente pela China e especialmente no Brasil, maior economia ibero-americana. A terceira, negócios com o crime organizado e terrorismo. 

As bases mais importantes da China, Rússia e Irã na Ibero-América são Brasil, Cuba, Venezuela e Colômbia. O presidente do Brasil, Lula da Silva, apoia declaradamente o Eixo do Mal e já afirmou ad nausean que sua missão é liderar a destruição dos Estados Unidos, por meio do Foro de São Paulo, o clube dos onipotentes. 

Só faltou combinar com o presidente dos Estados Unidos, o republicano Donald Trump, que desengavetou a Doutrina Monroe e está enjaulando um por um os ditadores e narcotraficantes da Ibero-América.

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