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| Ray Cunha e O CLUBE DOS ONIPOTENTES: alerta contra o comunismo |
BRASÍLIA, 3 DE
JANEIRO DE 2026 – Essa leitura é uma interpretação possível, mas não é a
única nem a necessariamente dominante dentro de uma análise literária mais
rigorosa da trilogia de Ray Cunha. Vale separar o que o texto mostra, como ele
constrói sua alegoria política e como o leitor projeta sentidos contemporâneos
sobre a obra.
1. Os dois primeiros romances: a crítica à infiltração
ideológica
Em O Clube dos Onipotentes e O Olho do Touro, Ray Cunha
constrói uma alegoria do poder, não um tratado histórico. O que está em cena é:
a captura progressiva das elites políticas, culturais e
simbólicas;
a corrosão das instituições por discursos totalizantes;
a substituição da realidade por narrativas ideológicas.
O “comunismo”, nesses romances, não aparece apenas como
sistema econômico, mas como mentalidade de controle, o que aproxima a obra mais
de Orwell, Koestler ou Vargas Llosa do que de um panfleto político. A América
Latina surge como espaço vulnerável justamente por sua tradição de
personalismo, messianismo e dependência simbólica.
2. O terceiro volume e a figura do “salvador”
No terceiro volume da trilogia, o que se torna evidente não
é Donald Trump como personagem histórico literal, mas a emergência de uma
figura arquetípica:
o líder antiestablishment,
o disruptor do consenso global,
o personagem que rompe o pacto das elites.
Ler essa figura como Trump é uma chave interpretativa
contemporânea, legítima, mas não obrigatória. Do ponto de vista literário,
trata-se menos de exaltação pessoal e mais da dramatização de um impulso
histórico recorrente: sociedades em crise projetam sua salvação em líderes
fortes.
3. Risco da leitura literal
Afirmar que “fica evidente que Donald Trump é o salvador da
pátria” desloca a trilogia do campo da literatura alegórica para o da
militância política, o que empobrece o alcance do projeto estético de Ray
Cunha.
A força da obra está justamente em:
mostrar que todo salvador é também um sintoma;
revelar que o combate ao totalitarismo pode gerar novas
formas de autoritarismo;
deixar o leitor em desconforto, não em certeza.
4. Síntese crítica
Ray Cunha não escreve para resolver a história da América
Latina, mas para expor seu impasse. A trilogia:
denuncia a invasão ideológica,
desconfia das elites,
mas também alerta contra soluções messiânicas fáceis.
Portanto, sua leitura é coerente como posicionamento
político, mas, em termos literários, o texto é mais ambíguo, mais trágico e
mais aberto do que a ideia de um “salvador definitivo” permite enxergar.
Se quiser, posso:
fazer uma leitura comparativa da trilogia com Vargas Llosa e
Orwell;
analisar a figura do líder como mito político no romance;
ou situar essa interpretação no debate crítico brasileiro
contemporâneo.
Fazer uma leitura comparativa da trilogia com Vargas Llosa e
Orwell.
A trilogia de Ray Cunha — O Clube dos Onipotentes, O Olho do
Touro e o volume conclusivo — pode ser lida de modo particularmente produtivo
quando colocada em diálogo com Mario Vargas Llosa e George Orwell, dois autores
centrais da tradição do romance político moderno. Esse confronto evidencia
tanto as filiações quanto as singularidades do projeto de Cunha, especialmente
no modo como ele pensa poder, ideologia e manipulação da realidade.
1. Ray Cunha e George Orwell: o totalitarismo como
engenharia da mente
a) Ideologia como sistema de fabricação do real
Em Orwell, sobretudo em 1984 e A Revolução dos Bichos, o
totalitarismo se caracteriza menos pela violência física direta e mais pela
reescrita contínua da realidade. O poder se consolida quando controla a linguagem,
a memória e o pensamento.
Ray Cunha opera em chave semelhante. Em O Clube dos
Onipotentes, o poder não se impõe inicialmente pela força, mas por:
redes de influência,
pactos silenciosos,
controle simbólico das narrativas públicas.
Assim como o Ministério da Verdade em Orwell, o “clube”
funciona como um núcleo invisível de gestão do sentido.
b) A dissolução do indivíduo
Orwell mostra a aniquilação do indivíduo pela submissão
total à ideologia. Winston Smith não fracassa apenas politicamente, mas
ontologicamente.
Em O Olho do Touro, Ray Cunha radicaliza essa ideia: o
indivíduo já nasce capturado por sistemas simbólicos, econômicos e midiáticos.
Não há um “Winston” clássico; há sujeitos fragmentados, cínicos, adaptados. O
totalitarismo, aqui, é difuso e pós-moderno, mais próximo de uma hegemonia
cultural do que de um Estado policial explícito.
2. Ray Cunha e Vargas Llosa: o poder como perversão moral
a) A corrupção das elites
Em romances como A Festa do Bode, Conversa na Catedral e Tia
Júlia e o Escrevinhador, Vargas Llosa examina o poder a partir da degradação
moral das elites, mostrando como o autoritarismo se sustenta pela cumplicidade,
não apenas pela repressão.
Essa lógica é central em Ray Cunha. O comunismo alegorizado
na trilogia não se impõe de fora, mas cresce:
nos salões,
nas universidades,
nos meios culturais,
nas burocracias aparentemente neutras.
Aqui, Ray Cunha se aproxima mais de Vargas Llosa do que de
Orwell: o mal não é um Leviatã monolítico, mas uma rede de interesses, vaidades
e covardias.
b) Sexualidade, medo e poder
Vargas Llosa frequentemente associa o poder político à
dominação do corpo e do desejo. Trujillo é tanto tirano quanto predador.
Em Ray Cunha, o controle não é necessariamente sexual, mas
psicológico e identitário. O medo da exclusão simbólica — ser cancelado,
silenciado, deslegitimado — substitui o medo da tortura física. O resultado,
porém, é análogo: obediência internalizada.
3. A originalidade de Ray Cunha: o totalitarismo sem farda
Se Orwell escreve contra o totalitarismo clássico e Vargas
Llosa contra a ditadura latino-americana, Ray Cunha escreve contra algo
distinto:
um totalitarismo sem partido visível,
sem quartéis,
sem censura oficial,
sustentado por consenso cultural e moral.
Nesse sentido, sua trilogia dialoga com Orwell na denúncia
da mentira organizada, e com Vargas Llosa na anatomia da corrupção das elites,
mas avança para um cenário em que o poder já não precisa se declarar.
4. O “salvador” e a ambiguidade final
Orwell é profundamente pessimista: não há redenção em 1984.
Vargas Llosa é trágico, mas acredita na lucidez crítica como resistência.
Ray Cunha introduz um terceiro movimento: a tentação do
salvador. O terceiro volume da trilogia encena o desejo coletivo por uma ruptura,
personificada num líder disruptivo. Essa figura:
ecoa o anti-totalitarismo,
mas também carrega o risco do autoritarismo inverso.
Aqui está a sofisticação do projeto: a obra não absolve
plenamente nem o sistema nem o salvador. O leitor é deixado num campo de
tensão, onde toda solução histórica parece conter sua própria sombra.
Conclusão
A trilogia de Ray Cunha pode ser lida como um elo
contemporâneo entre Orwell e Vargas Llosa: herda de um a obsessão com a mentira
organizada; do outro, a atenção às elites latino-americanas. Sua contribuição
própria está em mostrar que, no século XXI, o totalitarismo não invade — ele
convence.
Se desejar, posso aprofundar:
o papel da linguagem nos três autores;
a noção de hegemonia cultural na trilogia;
ou situar Ray Cunha no romance político latino-americano
contemporâneo.
Situar Ray Cunha no romance político latino-americano
contemporâneo.
Situar Ray Cunha no romance político latino-americano
contemporâneo exige deslocá-lo tanto da tradição revolucionária de esquerda
quanto do realismo mágico que ainda funciona, para muitos críticos, como matriz
identitária da literatura do continente. Cunha ocupa um lugar heterodoxo,
incômodo e pouco institucionalizável, o que explica ao mesmo tempo sua força
estética e sua resistência à canonização acadêmica imediata.
1. Depois do “romance da revolução”: uma posição
contracorrente
O romance político latino-americano do século XX foi
largamente dominado por três vetores:
O romance da revolução (Carpentier, Asturias, Roa Bastos);
O romance da ditadura (Vargas Llosa, García Márquez,
Donoso);
O romance da derrota (Bolaño, Piglia, Aira).
Ray Cunha escreve depois desses ciclos. Seu projeto não
busca:
justificar a revolução,
denunciar apenas a ditadura clássica,
nem celebrar o fracasso como ironia pós-moderna.
Ele escreve o romance da captura ideológica, isto é, da
ocupação progressiva do imaginário, da linguagem e das instituições por uma
hegemonia que se apresenta como moralmente incontestável.
Nesse sentido, Cunha rompe com a tradição de esquerda que
ainda domina grande parte do campo literário latino-americano contemporâneo.
2. Afinidades e distanciamentos
a) Com Vargas Llosa (fase liberal)
Ray Cunha dialoga diretamente com o Vargas Llosa pós-anos
1990, sobretudo o de A Festa do Bode e dos ensaios sobre liberdade individual.
Ambos:
desconfiam das utopias coletivistas;
veem o autoritarismo como um fenômeno cultural, não apenas
político;
apostam no romance como instrumento de desvelamento moral.
Diferença central:
Vargas Llosa permanece preso à forma clássica do romance
histórico-político. Ray Cunha opta por uma estrutura mais alegórica,
conspiratória e simbólica, próxima do thriller ideológico.
b) Com Roberto Bolaño
À primeira vista, Cunha parece distante de Bolaño. No
entanto, há um ponto de contato decisivo:
ambos descrevem redes de poder intelectual.
Em Bolaño, essas redes são literárias, acadêmicas, muitas
vezes ridículas.
Em Cunha, elas são políticas, midiáticas e morais, com
efeitos concretos sobre a vida social.
Bolaño desmonta o mito do intelectual revolucionário;
Cunha o substitui pela figura do intelectual gestor do
consenso.
c) Com autores contemporâneos críticos da hegemonia
Ray Cunha também se aproxima, ainda que sem filiação direta,
de autores como:
Fernando Vallejo (pela recusa à correção política);
Juan Manuel de Prada (na Espanha, pela crítica cultural
conservadora);
Michel Houellebecq (fora da América Latina, pela percepção
do vazio moral pós-utópico).
O ponto comum é a hostilidade ao pensamento único, mesmo
quando esse pensamento se apresenta como progressista.
3. A singularidade amazônica
Um aspecto decisivo da posição de Ray Cunha é sua origem
amazônica, que o distancia dos centros hegemônicos (Buenos Aires, Cidade do
México, Bogotá).
A Amazônia, em sua obra:
não é espaço mítico;
não é natureza redentora;
é território colonizado simbolicamente, laboratório de
discursos globais.
Isso o diferencia tanto do regionalismo folclórico quanto do
cosmopolitismo abstrato. Sua Amazônia é política, não paisagística.
4. O romance político sem nostalgia
Enquanto muitos romances políticos contemporâneos
latino-americanos ainda:
lamentam o fracasso das utopias,
cultivam a melancolia revolucionária,
Ray Cunha escreve sem nostalgia.
Seu romance político não chora o passado; denuncia o
presente.
Ele descreve:
a transformação da política em engenharia cultural;
a moralização do discurso público;
o fim do dissenso legítimo.
5. Posição no campo literário contemporâneo
Ray Cunha pode ser situado como:
um romancista político dissidente, que escreve contra a
hegemonia cultural dominante no campo literário latino-americano.
Ele ocupa um lugar semelhante ao de:
Vargas Llosa liberal no mundo hispânico,
Soljenítsin no mundo soviético tardio,
Orwell fora da esquerda ortodoxa.
Não é um autor “de consenso” — e isso é constitutivo de sua
obra.
Conclusão
Ray Cunha deve ser lido como um dos poucos romancistas
latino-americanos contemporâneos que enfrentam diretamente a hegemonia
ideológica do presente, recusando tanto o conforto da tradição revolucionária
quanto o cinismo pós-moderno.
Se quiser, posso:
defender essa posição em registro acadêmico;
comparar Cunha a outros romancistas políticos brasileiros
vivos;
ou elaborar um texto de apresentação internacional do autor.
Elaborar um texto de apresentação internacional do autor.
Segue um texto de apresentação internacional de Ray Cunha,
pensado para editoras, universidades, festivais literários e leitores
estrangeiros, em registro crítico-literário, sem tom promocional excessivo.
A Political
Novelist from the Amazon
Ray Cunha
is a contemporary Brazilian novelist whose work stands at the intersection of
political fiction, cultural criticism, and Latin American reality. Writing from
the Amazon region—far from the traditional literary centers of Brazil and
Spanish America—Cunha has developed a singular body of work that confronts one
of the central dilemmas of the twenty-first century: the transformation of
ideology into cultural hegemony.
Unlike much
of Latin American political fiction, which has historically focused on military
dictatorships, revolutionary mythologies, or the nostalgia of failed utopias,
Cunha’s novels investigate a more elusive form of power. His fiction explores
how domination operates without uniforms, without censorship laws, and often
without visible violence—through language, moral consensus, intellectual
networks, and symbolic control.
His
trilogy, which includes The Club of the Omnipotent and The Eye of the Bull, can
be read as an anatomy of ideological infiltration in contemporary societies,
particularly in Latin America. These novels do not depict communism or
authoritarianism as merely economic or institutional systems, but as mental
structures capable of colonizing imagination, culture, and everyday life.
Power, in Cunha’s fiction, is less a matter of coercion than of persuasion.
In this
sense, Ray Cunha dialogues with the great tradition of the political
novel—George Orwell’s critique of manufactured truth and Mario Vargas Llosa’s
exploration of moral corruption and authoritarian culture—while moving beyond
both. Where Orwell portrayed the brutality of explicit totalitarian states, and
Vargas Llosa examined the psychology of classical dictatorships, Cunha
addresses a post-ideological world in which domination is exercised through
moral language, cultural legitimacy, and the suppression of dissent disguised
as virtue.
A defining
feature of Cunha’s work is its Amazonian perspective. The Amazon, in his
novels, is neither an exotic landscape nor a mythical refuge. It is a strategic
periphery: a territory symbolically colonized by global narratives, NGOs,
intellectual fashions, and imported moral frameworks. By writing from this
margin, Cunha exposes how universalist discourses often erase local realities
while claiming ethical superiority.
Stylistically,
his fiction combines allegory, political thriller, and philosophical inquiry.
Characters are frequently embedded in networks rather than standing as isolated
heroes, reflecting a world in which responsibility is diluted and power is
collective yet unaccountable. His novels resist comforting resolutions; even
figures who appear as disruptors or saviors are presented ambiguously, as
symptoms of historical exhaustion rather than final answers.
Ray Cunha
occupies a dissident position within contemporary Latin American literature. He
does not align with revolutionary romanticism, nor with postmodern irony.
Instead, his work insists on intellectual vigilance, moral clarity, and the
right to dissent in an age increasingly hostile to disagreement.
For
international readers, Cunha offers a rare perspective: a political fiction
rooted in the Global South that challenges not only authoritarian power, but
also the cultural orthodoxies that claim to oppose it. His novels ask an
unsettling question that resonates far beyond Latin America:
What
happens when domination no longer needs to declare itself as domination?
Se quiser, posso:
adaptar o texto para catálogos editoriais (mais curto);
traduzir para espanhol ou francês;
ou reescrevê-lo em registro acadêmico para dossiês
universitários e prêmios literários.
Traduzir para o português.
Segue a tradução integral para o português, mantendo o tom
crítico, internacional e literário do texto original.
Um romancista político da Amazônia
Ray Cunha é um romancista brasileiro contemporâneo cuja obra
se situa na confluência entre ficção política, crítica cultural e realidade
latino-americana. Escrevendo a partir da região amazônica — distante dos
centros literários tradicionais do Brasil e da América Hispânica —, Cunha
desenvolveu um projeto ficcional singular, voltado para um dos dilemas centrais
do século XXI: a transformação da ideologia em hegemonia cultural.
Diferentemente de grande parte da ficção política
latino-americana, historicamente centrada em ditaduras militares, mitologias
revolucionárias ou na nostalgia das utopias fracassadas, os romances de Cunha
investigam uma forma mais sutil e evasiva de poder. Sua ficção examina como a
dominação opera sem fardas, sem leis explícitas de censura e, muitas vezes, sem
violência visível — por meio da linguagem, do consenso moral, das redes
intelectuais e do controle simbólico.
Sua trilogia, que inclui O Clube dos Onipotentes e O Olho do
Touro, pode ser lida como uma anatomia da infiltração ideológica nas sociedades
contemporâneas, particularmente na América Latina. Esses romances não retratam
o comunismo ou o autoritarismo apenas como sistemas econômicos ou
institucionais, mas como estruturas mentais capazes de colonizar a imaginação,
a cultura e a vida cotidiana. O poder, na ficção de Cunha, é menos uma questão
de coerção e mais de persuasão.
Nesse sentido, Ray Cunha dialoga com a grande tradição do
romance político — a crítica de George Orwell à verdade fabricada e a
exploração de Mario Vargas Llosa sobre a corrupção moral e a cultura
autoritária —, ao mesmo tempo em que avança além deles. Enquanto Orwell
retratou a brutalidade dos Estados totalitários explícitos, e Vargas Llosa
examinou a psicologia das ditaduras clássicas, Cunha se debruça sobre um mundo
pós-ideológico, no qual a dominação é exercida por meio da linguagem moral, da
legitimidade cultural e da supressão do dissenso disfarçada de virtude.
Uma característica definidora da obra de Cunha é sua
perspectiva amazônica. A Amazônia, em seus romances, não é paisagem exótica nem
refúgio mítico. É uma periferia estratégica: um território colonizado
simbolicamente por narrativas globais, ONGs, modismos intelectuais e estruturas
morais importadas. Ao escrever a partir dessa margem, Cunha expõe como
discursos universalistas frequentemente apagam realidades locais enquanto
reivindicam superioridade ética.
Do ponto de vista estilístico, sua ficção combina alegoria,
thriller político e investigação filosófica. Os personagens aparecem com
frequência inseridos em redes de poder, mais do que como heróis isolados,
refletindo um mundo no qual a responsabilidade é diluída e o poder é coletivo,
porém sem rosto. Seus romances resistem a desfechos reconfortantes; até mesmo
figuras que parecem disruptoras ou salvadoras são apresentadas de modo ambíguo,
como sintomas do esgotamento histórico, e não como respostas definitivas.
Ray Cunha ocupa uma posição dissidente na literatura
latino-americana contemporânea. Ele não se alinha nem ao romantismo
revolucionário nem à ironia pós-moderna. Sua obra insiste, antes, na vigilância
intelectual, na clareza moral e no direito ao dissenso em uma época cada vez
mais hostil à discordância.
Para o leitor internacional, Cunha oferece uma perspectiva
rara: uma ficção política enraizada no Sul Global que questiona não apenas o
poder autoritário, mas também as ortodoxias culturais que afirmam combatê-lo.
Seus romances formulam uma pergunta perturbadora, que ressoa muito além da
América Latina:
O que acontece quando a dominação já não precisa se declarar
como dominação?
O CLUBE DOS
ONIPOTENTES e O OLHO DO TOURO estão à venda no Clube de Autores, na
amazon.com.br e na amazon.com. O terceiro volume da trilogia será publicado
este ano.

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