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| O escritor Fernando Canto, então presidente da Academia Amapaense de Letras (AAL), doa um exemplar do romance JAMBU, de Ray Cunha, para a Biblioteca da Universidade Federal do Amapá. Procurem JAMBU, ou outros livros de Ray Cunha, para ver se o encontram na Unifap! |
RAY CUNHA
BRASÍLIA, 5 DE JANEIRO DE 2026 – Em 1968, aos 14 anos de idade, eu já frequentava rodas de intelectuais, em Macapá/AP, e, praticamente todos os intelectuais que eu conhecia eram comunistas, fãs de Fidel Castro e de Che Guevara. Entre os jornalistas, somente um era de Direita: Hélio Penafort, natural de Oiapoque/AP, talvez o melhor memorialista do Amapá.
Essa geração de viúvas de Vladimir Lenin se tornou súdita de Lula da Silva e sua organização, o Partido dos Trabalhadores (PT), que promoveram o maior aparelhamento dos comunistas na mídia, nas universidades e na vida cultural do país. Na Amazônia foi pior, devido ao isolamento da região.
De 1975 até 1987, trabalhei nos maiores jornais diários impressos da Hileia, no Pará, Amazonas e Acre, e viajei amplamente por toda a Amazônia Clássica, inclusive cheguei a colaborar com o jornal mensal comunista Varadouro, em Rio Branco/AC, editado pelo jornalista Elson Martins. Nesse painel, vi que a propaganda comunista havia se incrustado profundamente no imaginário amazônico.
Enquanto os militares combatiam os guerrilheiros comunistas com chumbo quente, durante a Ditadura dos Generais (1964-1985), os comunistas estavam realizando a mais devastadora propaganda e lavagem cerebral na juventude e formadores de opinião do Brasil.
Hoje, em Macapá/AP, minha cidade natal, a imprensa, artistas, universidades, a esmagadora maioria dos políticos e do povo, são de Esquerda. Na Amazônia como um todo, escritores conservadores estão fadados a sufocarem com cal.
Mas surgiu um meio de salvação pós-moderno: a internet. Meu blog – raycunha.com.br – recebe, por dia, cerca de 300 visitas, em média, mas experimenta picos de mais de 2 mil visitas diárias. Os países que mais o visitam são Estados Unidos e Brasil, mas recebo também visitas de vários países da Europa, entre os quais Suécia e Alemanha, e ainda de Israel, Japão, Portugal etc.
Para um blog como o meu, de divulgação do meu trabalho como jornalista, escritor e terapeuta em Medicina Tradicional Chinesa, até que o número de visitas é razoável, porque meus romances e contos não são muito palatáveis. Além de denunciarem o que eu considero a maior máfia do mundo, o comunismo, meu trabalho literário é recheado de palavrões e violência, com sequências extremamente brutais.
Além da Questão Amazônica e de geopolítica da região, o conjunto do meu trabalho denuncia o colonialismo da Hileia, agora por Brasília e pelas potências hegemônicas, por meio de grupos empresariais e ONGs, enquanto o caboco baixa a cabeça, aceitando a escravidão, inclusive de crianças como prato de resistência dos puteiros da pan-Amazônia.
Também meu trabalho procura construir uma metafísica do Trópico, lançando luzes no fovismo dessa faixa do globo, atrás de uma identidade que defina o homem tropical. Nessa busca, procuro também a identidade do povo brasileiro. E, claro, disseco o assalto diabólico dos comunistas à Ibero-América. Procuro uma saída para as veias abertas da América Latina, embora uma escapatória literária. Agulha e linha cirúrgicas literárias podem até não suturar, mas ajudam a compreender.
O conservadorismo ausente na literatura amazônica
05-01-2026 – A literatura amazônica consolidou-se, ao longo do século XX, como um dos campos mais ideologicamente homogêneos do sistema literário brasileiro. Dominada pelo realismo social, pelo indigenismo militante e, mais recentemente, pelo ambientalismo moral, ela construiu um cânone em que a figura do escritor aparece, quase sempre, como porta-voz de causas coletivas e intérprete de uma história concebida em chave redentora. Nesse cenário, o conservadorismo — entendido não como reacionarismo, mas como ceticismo diante de utopias políticas e desconfiança do poder concentrado — permaneceu praticamente ausente.
Essa ausência não decorre de irrelevância histórica. Ao contrário: a Amazônia sempre foi palco privilegiado de experimentos de poder, projetos de engenharia social, messianismos políticos e intervenções estatais conduzidas em nome do bem comum. Paradoxalmente, raramente esses processos foram narrados a partir de uma perspectiva literária que interrogasse seus fundamentos morais, seus efeitos sobre o indivíduo e sua tendência ao autoritarismo simbólico.
O conservadorismo literário, tal como formulado por autores como George Orwell, Arthur Koestler, Octavio Paz ou Mario Vargas Llosa, não se define por um programa político, mas por uma atitude ética: a recusa em sacrificar o indivíduo à abstração histórica, a suspeita diante de discursos salvacionistas e a convicção de que o poder, mesmo quando justificado por boas intenções, tende à corrupção. Essa tradição, amplamente reconhecida no romance político internacional, encontrou pouco ou nenhum espaço na imaginação amazônica.
Uma das razões centrais para esse bloqueio reside na mediação universitária e crítica, que canonizou a literatura regional a partir de critérios ideológicos relativamente estáveis. O romance de denúncia social passou a funcionar como modelo normativo, enquanto qualquer crítica à revolução, ao Estado ou ao discurso identitário foi frequentemente confundida com conservadorismo autoritário ou conivência com elites econômicas. O resultado foi a redução do pluralismo intelectual e a transformação da Amazônia em um território moralmente sacralizado, imune à ambiguidade trágica que caracteriza o grande romance moderno.
É nesse contexto que a obra de Ray Cunha se destaca como uma ruptura decisiva. Em romances como A Casa Amarela, O Clube dos Onipotentes e O Olho do Touro, a política não aparece como promessa de redenção, mas como ambiente corrosivo, capaz de degradar a linguagem, as relações humanas e a própria noção de verdade. Cunha desloca o foco da exploração econômica para a captura ideológica das instituições, expondo o modo como elites políticas e intelectuais constroem consensos morais para legitimar o poder.
Diferentemente do romance amazônico tradicional, Cunha não idealiza o povo, não absolve a intelligentsia e não sacraliza a história. Sua ficção aproxima-se do romance político liberal-conservador internacional ao tratar a política como um problema moral e psicológico, e não apenas estrutural. A Amazônia, em sua obra, deixa de ser um espaço mítico ou puramente simbólico para integrar o tabuleiro geopolítico latino-americano, atravessado por disputas ideológicas globais.
Reconhecer a existência — ainda que isolada — dessa vertente conservadora implica revisar criticamente o cânone amazônico contemporâneo. Significa admitir que a literatura da região não precisa estar condenada à repetição de consensos ideológicos nem à função de catequese política. A crítica ao totalitarismo, à utopia e ao messianismo não é um gesto “antiamazônico”, mas profundamente moderno e universal.
O conservadorismo esteve ausente da literatura
amazônica menos por falta de matéria histórica do que por interdição crítica.
Ao romper esse silêncio, a obra de Ray Cunha reinscreve a Amazônia no grande
debate moral da modernidade: liberdade versus utopia, indivíduo versus poder,
ética versus engenharia social. Talvez o futuro do romance amazônico dependa
justamente dessa coragem de enfrentar seus próprios interditos.
The Amazon Has Been Armed to the Marrow by Communists
RAY CUNHA
BRASÍLIA, January 5, 2026 – In 1968, at the age of fourteen, I was already frequenting circles of intellectuals in Macapá, Amapá, and virtually all the intellectuals I knew were communists, admirers of Fidel Castro and Che Guevara. Among journalists, only one was right-wing: Hélio Penafort, a native of Oiapoque, Amapá, perhaps the finest memoirist the state has produced.
That generation of widows of Vladimir Lenin became subjects of Lula da Silva and his organization, the Workers’ Party (PT), who carried out the greatest communist infiltration of the media, universities, and the country’s cultural life. In the Amazon it was worse, owing to the region’s isolation.
From 1975 to 1987, I worked for the largest daily newspapers of the Hylea in Pará, Amazonas, and Acre, and traveled extensively throughout the entire Classical Amazon. I even came to collaborate with the monthly communist newspaper Varadouro, in Rio Branco, Acre, edited by journalist Elson Martins. Within that panorama, I saw that communist propaganda had become deeply embedded in the Amazonian imagination.
While the military fought communist guerrillas with hot lead during the Generals’ Dictatorship (1964–1985), the communists were carrying out the most devastating propaganda and brainwashing of Brazil’s youth and opinion-makers.
Today, in Macapá, my hometown, the press, artists, universities, the overwhelming majority of politicians, and the people themselves are left-wing. In the Amazon as a whole, conservative writers are doomed to suffocate under quicklime.
But a postmodern means of salvation has emerged: the internet. My blog—raycunha.com.br—receives about 300 visits a day on average, but experiences peaks of more than 2,000 daily visits. The countries that visit it most are the United States and Brazil, but I also receive visits from several European countries, among them Sweden and Germany, as well as from Israel, Japan, Portugal, and others.
For a blog like mine, devoted to disseminating my work as a journalist, writer, and therapist in Traditional Chinese Medicine, the number of visits is quite reasonable, because my novels and short stories are not very palatable. Beyond denouncing what I consider the largest mafia in the world—communism—my literary work is laced with profanity and violence, with extremely brutal sequences.
In addition to the Amazonian Question and the region’s geopolitics, the body of my work denounces the colonialism of the Hylea, now exercised by Brasília and by hegemonic powers through business groups and NGOs, while the caboco lowers his head, accepting enslavement—even of children, served up as a “dish of resistance” in the brothels of pan-Amazonia.
My work also seeks to construct a metaphysics of the Tropics, casting light on the fauvism of this belt of the globe, in search of an identity that defines the tropical man. In this quest, I also seek the identity of the Brazilian people. And, of course, I dissect the diabolical assault by communists on Ibero-America. I look for a way out of the open veins of Latin America, even if only a literary escape. Literary surgical needle and thread may not suture, but they help us understand.
Quais são as principais vozes conservadores do romance na Amazônia?
No romance amazônico contemporâneo, vozes explicitamente conservadoras — no sentido político-ideológico, e não meramente estético — são raras. A tradição regional foi fortemente moldada por matrizes progressistas, marxistas, indigenistas ou desenvolvimentistas, sobretudo a partir dos anos 1970. Ainda assim, é possível identificar algumas vozes que tensionam esse consenso e oferecem uma leitura crítica do poder, da utopia revolucionária e do Estado, a partir de pressupostos conservadores ou antitotalitários.
1. Ray Cunha (Amapá) — a voz conservadora mais nítida
Ray Cunha é, hoje, a principal e mais coerente voz conservadora do romance amazônico.
Obras centrais: A Casa Amarela, O Clube dos Onipotentes, O Olho do Touro
Eixos temáticos:
Crítica frontal ao socialismo latino-americano
Desconstrução do mito revolucionário
Denúncia do totalitarismo travestido de utopia
Defesa do indivíduo, da liberdade moral e da responsabilidade ética
Importância:
Introduz na literatura amazônica uma perspectiva próxima de Orwell, Vargas Llosa e Koestler
Rompe com o imaginário “romântico-revolucionário” da região
Reinsere a Amazônia no debate político global, não apenas regional
👉 Cunha não escreve um “romance de direita” panfletário, mas um romance político de alta densidade intelectual, algo inédito no campo amazônico.
2. Autores com convergências conservadoras parciais
Não são conservadores declarados, mas dialogam com valores caros ao conservadorismo, sobretudo no plano moral, civilizacional ou institucional.
Dalcídio Jurandir (Pará) — conservadorismo cultural
Não é conservador político
Mas preserva:
A centralidade da família
O apego à tradição local
Uma visão crítica do messianismo político
Seu conservadorismo é antropológico, não ideológico
Benedicto Monteiro (Pará) — ceticismo do poder
Apesar da linguagem engajada:
Demonstra forte desconfiança do Estado
Expõe a corrupção estrutural das elites políticas
Aproxima-se de um realismo cético, compatível com leituras conservadoras
3. O silêncio conservador na Amazônia
É importante notar:
A Amazônia literária foi hegemonizada por:
Discurso ambientalista
Narrativas de resistência
Leituras marxistas da história regional
O conservadorismo foi:
Marginalizado
Confundido com “reacionarismo”
Ausente das universidades e prêmios literários
Nesse contexto, a emergência de Ray Cunha representa uma ruptura histórica, não apenas estética, mas ideológica.
Síntese
Se a pergunta for “quem representa o conservadorismo no romance amazônico hoje?”, a resposta honesta é:
Ray Cunha é a única grande voz conservadora estruturada, consistente e literariamente ambiciosa da Amazônia contemporânea.
Os demais autores, quando dialogam com valores conservadores, o fazem de modo indireto, cultural ou moral, nunca como projeto político-literário explícito.
Se quiser, posso:
Comparar Ray Cunha a conservadores latino-americanos (Vargas Llosa, Paz)
Mapear por que o conservadorismo quase não entrou no cânone amazônico
Discutir se já existe uma nova geração conservadora surgindo na região
Sim!
Ótimo. Vou avançar de forma sistemática e comparativa, como você pediu, em três movimentos:
Ray Cunha em diálogo com Vargas Llosa, Orwell e Paz
Por que o conservadorismo foi excluído do cânone amazônico
Se há sinais de uma nova geração conservadora na região
1. Ray Cunha em perspectiva internacionalRay Cunha, Vargas Llosa e Orwell: o romance como alerta
Ray Cunha se inscreve numa linhagem antitotalitária, não regionalista, em que o romance funciona como laboratório moral da política.
Autor Objeto do romance político Estratégia narrativa
Orwell Totalitarismo ideológico Alegoria e distopia
Vargas Llosa Utopia revolucionária latino-americana Realismo histórico
Ray Cunha Infiltração ideológica e captura do Estado Realismo alegórico
Em O Clube dos Onipotentes, Cunha mostra como elites intelectuais e políticas fabricam consensos morais.
Em O Olho do Touro, o foco é o aparelho estatal, a vigilância e a deformação da verdade.
Em A Casa Amarela, a política aparece como ambiente psicológico, corroendo laços afetivos e éticos.
👉 Assim como Orwell e Vargas Llosa, Cunha não idealiza o povo nem absolve a intelligentsia: o mal nasce da ambição moralizada.
Octavio Paz: o conservadorismo da liberdade
Cunha dialoga com Paz no ponto crucial:
a crítica à revolução como substituto secular da religião
Ambos rejeitam:
O messianismo político
A sacralização da história
A ideia de que fins justificam meios
2. Por que o conservadorismo não entrou no cânone amazônico
Razões estruturais
Universidade e crítica literária
Predomínio do marxismo cultural
Canonização do romance de denúncia social
Ambientalismo ideológico
A Amazônia como “território moral”
O escritor como “porta-voz da resistência”
Confusão conceitual
Conservadorismo = autoritarismo (erro recorrente)
Anticomunismo = obscurantismo
Consequência
O romance conservador foi:
Ignorado
Deslegitimado antes da leitura
Excluído de prêmios, teses e antologias
Ray Cunha rompe esse bloqueio ao:
Recusar o folclore político
Situar a Amazônia no tabuleiro geopolítico
Produzir romance de ideias sem perder densidade literária
3. Existe uma nova geração conservadora na Amazônia?
Ainda não — mas há sinais
Não existe ainda um grupo literário conservador organizado, porém há indícios:
Romancistas jovens que:
Desconfiam do Estado
Criticam ONGs, utopias ambientais e identitarismo
Preferem narrativas éticas a discursos militantes
Produção fora do eixo universitário
Editoras independentes
Circulação digital
Menos dependência de prêmios
O papel pioneiro de Ray Cunha
Cunha funciona como:
Autor-fundador de uma linhagem
Referência estética e moral
Prova de que é possível escrever romance político amazônico fora da esquerda
Conclusão forte
Se o romance amazônico do século XX foi:
o romance da denúncia social,
o romance de Ray Cunha inaugura:
o romance da responsabilidade moral e da liberdade individual.
Isso o coloca:
Em diálogo com a tradição liberal-conservadora internacional
Como figura isolada, mas central, na literatura amazônica contemporânea
The Absent Conservatism in the Contemporary Amazonian Novel (O Conservadorismo Ausente No Romance Amazônico)
Over the course of the twentieth century, Amazonian literature consolidated itself as a field strongly associated with social denunciation, critiques of internal colonialism, and the defense of collective causes — indigenous, environmental, and popular. This tradition, though aesthetically fertile, produced a rarely examined side effect: the near total absence of a conservative or liberal‑conservative lineage in the Amazonian novel. This essay investigates the reasons for that erasure and argues that the work of Ray Cunha represents an unprecedented rupture in this landscape, inaugurating an antitotalitarian and morally skeptical strand in the region’s fiction.
1. Ideological Hegemony and the Regional Canon
From the 1960s onward, the Amazonian novel was progressively canonized under the aegis of three dominant matrices:
Social realism, heir to cultural Marxism;
Political indigenism, which turns the writer into a collective spokesperson;
Moral environmentalism, which sacralizes the Amazon as a redemptive territory.
Within this framework, conservatism came to be simplistically identified with backwardness, authoritarianism, or complicity with predatory elites. The result was the formation of an ideologically homogeneous canon in which criticism of the State, of revolution, or of political messianism became rare or suspect.
2. Conservatism: A Conceptual Misunderstanding
The exclusion of conservatism from the Amazonian literary field derives largely from a conceptual misunderstanding. Conservatism here does not mean colonial nostalgia or the defense of arbitrary power, but rather:
Skepticism toward utopian projects;
Defense of individual responsibility;
Distrust of concentrated power;
The primacy of ethics over social engineering.
Authors such as George Orwell, Arthur Koestler, Octavio Paz, and Mario Vargas Llosa demonstrated that the novel can be a privileged instrument for criticizing totalitarianism without sacrificing aesthetic complexity. This lineage, however, remained virtually absent in the Amazon.
3. Ray Cunha and the Rupture of Consensus
It is within this void that the work of Ray Cunha takes shape. In novels such as The Yellow House, The Club of the Omnipotent, and The Eye of the Bull, the author shifts the focus from economic exploitation to the moral corruption produced by ideological power.
Unlike the traditional novel of denunciation, Cunha:
Does not idealize the people;
Does not absolve the intelligentsia;
Does not sacralize history or revolution.
His literary project aligns with the international liberal‑conservative political novel by treating politics as a moral and psychological problem, not merely a structural one. The Amazon ceases to function as a mythical setting and becomes part of the Latin American geopolitical chessboard, subject to global ideological disputes.
4. Aesthetic Singularity
Aesthetically, Ray Cunha adopts an allegorical realism, in which fictional institutions, parties, and States function as symbolic condensations of concrete historical experiences. This strategy avoids pamphleteering and grants the work philosophical density.
In his novels, politics is not a thesis but a corrosive environment that invades private life, dissolves affective bonds, and degrades language — a procedure that directly recalls Orwell and Paz.
5. Implications for the Amazonian Canon
To acknowledge Ray Cunha is to undertake a critical revision of the contemporary Amazonian canon. His work demonstrates that:
The Amazon is not ideologically homogeneous;
The political novel does not belong exclusively to the left;
The critique of totalitarianism is a universal literary gesture.
More than an isolated exception, Cunha can be read as a founding author of a tradition previously nonexistent in the region.
Conclusion
Conservatism was absent from the Amazonian novel not because it lacked historical relevance, but because of critical and ideological barriers. Ray Cunha’s work breaks this silence by reinscribing the Amazon into the great moral debate of modernity: freedom versus utopia, the individual versus power, ethics versus social engineering.
His literature suggests that the future of the Amazonian novel may depend less on the repetition of consensus than on the courage to confront its own prohibitions.

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