domingo, 4 de janeiro de 2026

A estupidez que perpassa o Brasil. O Foro de São Paulo será demolido e Lula enjaulado neste 2026

Pax Americana: democracia, dólar, tecnologia de ponta

RAY CUNHA

BRASÍLIA, 4 DE JANEIRO DE 2026 – Dois artigos me chamaram a atenção, hoje, no portal Ver-O-Fato, de Belém do Pará, editado por um dos maiores repórteres da Amazônia, o escritor Carlos Mendes, tão grande que é um dos raros que não têm medo da família Barbalho, o coronelato dono dos paraenses. Lá, quem não obedecer à família Barbalho é simplesmente anulado. Como também no Amapá, onde a família Alcolumbre manda. Obedece quem tem juízo, ou medo. É assim na Amazônia, onde quem manda são famílias, ou pessoas, como é o caso da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que, de São Paulo, onde mora, manda não só no seu Estado natal, o Acre, mas nas ONGs que sangram a Amazônia. 

Vamos aos artigos. Um deles fala da “inveja como virtude e ódio de quem dá certo: adoença de muitos brasileiros”, assinado pelo professor José Elias Ferrerini. “Um país dominado pela inveja não valoriza quem produz, não protege quem empreende, não respeita quem estuda e não reconhece quem vence sem pisar no pescoço de alguém... É a inveja de quem nada faz — nem por si mesmo, nem pelo país — e, por isso, passa a odiar quem produz, trabalha, estuda e luta para subir na vida com dignidade... É a inveja dirigida aqueles que se qualificam, passam noites estudando, enfrentam concursos, entrevistas, riscos e frustrações para conquistar um bom emprego... É a inveja de quem consegue comprar um carro, mesmo de segunda mão, uma casinha ou uma motocicleta, não como luxo, mas como fruto de esforço e disciplina. Para muitos, isso já é visto como afronta” – escreve Ferrerini. 

Ele se refere à inveja do pequeno e médio empreendedor, que, “em vez de admiração ou reconhecimento, recebe desconfiança, hostilidade e, não raro, acusações morais: explorador, privilegiado, sortudo, como se o sucesso nunca fosse resultado de trabalho, mas sempre de alguma falcatrua imaginária”. 

“Mais perversa ainda é a inveja de quem ajuda os outros. Há quem odeie aquele que prospera e, ao mesmo tempo, estende a mão aos menos favorecidos, doa, orienta, emprega ou apoia causas sociais. A lógica distorcida é simples: se alguém consegue ajudar, então tem demais e, portanto, deve ser punido, não elogiado” – analisa Ferrerini. 

Ele aborda ainda a inveja contra quem ama e é amado, contra quem construiu uma família estável, contra quem encontrou equilíbrio emocional. “O sucesso pessoal incomoda tanto quanto o financeiro. A felicidade alheia vira provocação.” 

Ferrerini observa que “estudiosos da psicologia social apontam diferentes formas de inveja, todas visíveis no cotidiano nacional. Existe a inveja ressentida, típica de quem se sente permanentemente injustiçado e atribui seus fracassos sempre a fatores externos”. 

Observação minha: os petistas, ou comunistas, são, por natureza, parasitas, porque o parasitismo é a própria natureza da inveja. 

Ferrerini observa que a inveja “transforma o sucesso alheio em suspeita ética: se prosperou, algo errado fez... E há a inveja ideológica – já pensou nisso? –, talvez a mais perigosa, que tenta legitimar o fracasso como virtude e demonizar o mérito como pecado”. 

O compositor Tom Jobim comentou, certa vez: “No Brasil, o sucesso é a pior das ofensas pessoais”. Com efeito, fazer sucesso no Brasil suscita uma multidão de ressentidos, de invejosos, sequiosos por pulverizar os bem-sucedidos. Se no Brasil é assim imaginem na Amazônia. Eu sei que a Amazônia é do Brasil, mas não é bem Brasil. Quando um amazônida começa a fazer sucesso os demais tocam fogo no sucesso. Lembro-me de quando eu era adolescente, em Macapá/AP, minha cidade natal, se alguém pedia uma cerveja, na roda dos cachaceiros, tinha virado um maldito burguês. 

Quando o romancista manauara Márcio Souza começou a fazer sucesso com Galvez, o imperador do Acre, em 1976, eu morava em Manaus, trabalhando como jornalista. Lembro-me que algumas pessoas comentaram comigo que Márcio Souza comprou os originais do romance em um sebo, não lembro mais se em Portugal ou na Espanha. O grande escritor amazonense deu um troco definitivo ao batalhão de ressentidos: Mad Maria. 

O outroartigo é sobre “a ignorância como abrigo e a felicidade dos que nada querem saber”, do próprio Carlos Mendes. Segundo ele, “há um tema recorrente — e incômodo — nas conversas de quem vive da palavra e da observação do mundo: a suspeita de que os ignorantes, os alienados e os desinformados são, no fim das contas, mais felizes do que aqueles que veem demais”. 

Ele lembra que discutia esse assunto “em longas conversas com meu grande amigo e intelectual Vicente Cecim, já falecido, aquilo que chamávamos de a felicidade dos ignorantes... Cecim, um dos mais originais escritores da Amazônia e homem acima de seu tempo, ainda desconhecido para muita gente, tratava o tema com ironia sutil. Enquanto alguns atravessam a vida sem serem tocados pela tragédia do mundo, dizia ele, outros têm a infelicidade de enxergar longe demais”.

Carlos Mendes observa: “Para muitos, a alienação funciona como um escudo emocional altamente eficiente. Quem não acompanha política não se angustia com retrocessos. Quem não lê sobre economia não se abala com riscos iminentes. Quem ignora mudanças climáticas não perde o sono com o futuro do planeta.

“O jornalista, por sua vez, convive com a antecipação dos fatos — e a antecipação é, muitas vezes, mais angustiante que o próprio fato. Saber antes machuca antes. Eu e Cecim refletíamos sobre isso: a informação nas mãos de quem tem consciência amplia a inquietação, multiplica o senso de alerta e elimina qualquer possibilidade de leveza ingênua. 

“Há algo de quase trágico nessa profissão: enquanto muitos vivem protegidos pela superfície, o jornalista é obrigado a mergulhar. E quem mergulha profundamente nunca volta igual. Como dizia Cecim, em um de seus insights mais marcantes sobre o ofício: A lucidez não tem feriado. 

Mendes arremata: “No fim das contas, a tese que retomávamos de nossas conversas permanece atual e perturbadora: talvez a alienação seja uma forma eficaz de felicidade. E talvez a lucidez, especialmente a lucidez jornalística, seja sempre acompanhada de inquietação. Não se trata de defender a ignorância, mas de reconhecer que ela oferece algo que o conhecimento não garante: paz de espírito. Uma paz frágil, limitada — porém real. Ao jornalista, resta o oposto: carregar o privilégio e o sofrimento de ver demais. E continuar, como sempre, abrindo janelas”. 

O que eu penso a respeito disso: a paz da ignorância é ilusória. Sidarta Gautama Buda foi enfático ao sustentar que a ignorância é a maior causa do sofrimento humano. Quem não sabe está sujeito a sofrer todo tipo de ataque e ficar imobilizado perante esses ataques, porque não sabe o que fazer. E, depois, quem não sabe é irracional, como os porcos. Os porcos não sentem prazer em comer até morrer. É puro instinto, e compulsão. Se não há consciência, não há paz, porque paz implica em ter consciência do Universo. Sem consciência, não há nada. 

Agora, analisemos a paz da lucidez. Só há paz se houver consciência dela, e só há a sensação de paz com atentividade, focar a consciência no momento presente, sem julgamento, mindfulness, ou atenção plena, estar totalmente presente, observando pensamentos, sentimentos e sensações, por meio dos seis sentidos: visão, tato, audição, olfato, paladar e espírito. 

Só há paz e prazer se houver consciência disso. Esta é a diferença fundamental entre humanos e animais irracionais. E quanto mais se sabe, quanto mais lucidez, mais compreendemos a vida e podemos extrair paz e prazer do curto espaço de tempo em que permanecemos na matéria. 

Observando pacientes meus em Medicina Tradicional Chinesa vi que a maior causa de doenças é a ignorância, como advertiu Buda. Uma boa parte deles não sabe administrar o próprio corpo, principalmente o estômago, ingerindo produtos superprocessados. Pouquíssimos têm consciência de que o corpo humano é tão-somente um escafandro para vivermos na atmosfera da Terra, e que, por isso, precisa de cuidados e ajustes constantes, pois a matéria é impermanente. 

Quanto ao jornalista, é a mesma coisa do terapeuta. Como terapeuta, não me envolvo emocionalmente com nenhum paciente. Assim deve ser o jornalista, porque se ele se envolver emocionalmente com o objeto da sua escrita foi-se a verdade. A verdade deve ser vista com lucidez, do contrário estará deformada, e deformação é boa nas obras expressionistas, como A Metamorfose, de Franz Kafka, ou Tuiuiú Crucificado, de Olivar Cunha. 

No caso do Brasil, há um fator agravante: a estupidez. Durante décadas, os comunistas aparelharam as escolas, universidades, a mídia e artistas influentes no país todo, promovendo uma lavagem cerebral em escala. O resultado é que, hoje, a massa é estúpida, o que quer dizer que não consegue raciocinar. A massa é feliz? Não, porque escravos não são felizes, nunca. 

Sofremos muito, quando adolescentes e jovens, por inexperiência, ignorância. Casamos mal por ignorância. Contraímos doenças por ignorância. Aos 71 anos de idade, só agora aprendi a ouvir com clareza o som mozartiano dos gemidos da mulher amada, misturado à madrugada. Só agora aprendi a apreciar uma rosa. A domar a luz. E quando chegamos a esse nível estamos preparados para o front. 

Falar em front, o presidente dos Estados Unidos, o republicano Donald Trump, não deixará pedra sobre pedra na pretensa União das Repúblicas Socialistas Sul-Americanas (URSS), ou Foro de São Paulo. E se assassinaram Trump, o vice-presidente, o ultraconservador James David Vance, assume.

O foro de São Paulo, criado em 1990 pelo ditador de Cuba, Fidel Castro, e pelo presidente do Brasil, Lula da Silva, reúne ditadores, narcotraficantes, terroristas, guerrilheiros esquerdistas, mafiosos e comunistas em geral da América Latina. Foi criado para inundar os Estados Unidos de drogas, minar o dólar e varrer os norte-americanos da face da Terra. 

Os chefões do Foro de São Paulo eram o monstro da Venezuela, o ditador Nicolás Maduro, e Lula da Silva. Maduro foi capturado, ontem, pelos Estados Unidos, está enjaulado, lá, e vai abrir o bico sobre o dinheiro sanguinolento do narcotráfico que elegeu vários presidentes na América do Sul. De modo que, para jogar um mar de cal no Foro de São Paulo, Trump tem uma lista negra, encabeçada, segundo palpite da mídia independente, por dois brasileiros. E o plano é fazer a limpeza completa este ano.

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