quarta-feira, 8 de outubro de 2025

A Magnitsky assombra como fome e os mortos do 8 de Janeiro aguardam os algozes no Umbral

O sistema é como as hienas, que comem vivas suas vítimas

RAY CUNHA

BRASÍLIA, 8 DE OUTUBRO DE 2025 – A Lei Magnitsky mata seu objeto a conta-gotas, vai enlouquecendo-o a cada dia, a cada hora lhe reserva o horror, como a fome, que é a loucura do estômago. Acostumado ao luxo, ao bom e melhor, o alvo se desespera. Sua família começa a odiá-lo, pois ela não consegue ver que sempre fez parte da vida indecente do chefe.

E quando o chefe, esgotado pela carência e pela fome, vai para o limbo, para o Umbral, desperta em um pântano de carniça, a carniça que foi sua vida no luxo, na roubalheira, no assassinato, e é perseguido, incansavelmente, pelos mortos do 8 de Janeiro. Eles querem vingança porque são inocentes e foram assassinados.

É impossível os assassinos escaparem da Lei Magnitsky, se viveram em uma bacanal de estupros, facadas e acidentes fatais misteriosos, se roubaram em escala e se espojam em dinheiro do narcotráfico, na escravidão, no espancamento de donas de casa idosas, avós, de mulheres que portam batom vermelho.

O deus da Magnitsky é implacável. Loiro, alto, bilionário, comandante da Pax Americana, seu porrete é uma mandioca, uma miratinga com cabeça de piroca. Sua porretada não mata imediatamente, faz os magnitskys choraram de dor, de loucura, de desaparecimento, e mergulharem na angústia do nada.

Os comunistas, que são os mais virulentos mafiosos, são guiados por magos negros, como jararaca de nove presas, daniel, cabeça de piroca, hipopótamo, boca de chupar ovos, maga patalójica, pudim de chuchu, poste, um neurônio, galinha e muitas outras carniças.

Eles acham que são imortais, que a vida na matéria é verdadeira. Querem dinheiro. Apenas querem dinheiro. São capazes de torturar uma avozinha para que ela assine uma confissão de golpe de Estado; são capazes de estuprar bebês. Mandam matar como quem faz desjejum em um hotel cinco estrelas.

Mas o loirão vem do Hemisfério Norte rearrumar seu quintal. O primeiro a cair, como Saddan Hussein, será Nicolás Maduro, que estuprou toda a Venezuela; depois, o loirão pegará outros bichos, deste vez da água, pois Maduro é igualzinho uma hiena devorando um filhote de gnu, vivo, a começar pelos órgãos genitais do gnu e, depois, as vísceras.

Os moluscos têm oito braços, mas há um que tem nove, cheios de ventosas, que cola aos úberes da burra. Marco Rubio, secretário de Estado americano, é especializado em desgrudar ventosas de úberes da burra, pois sua miratinga tem braços invisíveis: a CIA. Agentes analisam com lupa a Rua Faria Lima.

O Brasil, graças a Jair Messias Bolsonaro, passa por uma purgação. Se não fosse Bolsonaro tudo continuaria como dantes no quartel d’Abrantes. Bolsonaro sofreu um golpe de Estado, mas a Direita se organizou e cresceu, e, com o advento da Internet, o povo brasileiro começou a se dar conta do que está acontecendo.

Bolsonaro, esfaqueado e preso pelo sistema, está à morte. Eles não querem Bolsonaro vivo, em 2026, ano de eleições presidenciais. É isso. Vamos ver o que o Loirão vai fazer.

terça-feira, 7 de outubro de 2025

Sangue não escorre do azul, mas das vísceras de Bolsonaro. Avós do 8 de Janeiro levam porrada na cara. Batom é preciso, viver não é preciso

Melhor falar de poemas. O azul sangra porque é cobalto e se move

RAY CUNHA

BRASÍLIA, 7 DE OUTUBRO DE 2025 – Estou só na Cafeteria Kopenhagen, no Shopping Conjunto Nacional. É de tarde. Bebo um espresso curto. Sei que não deveria tomar café à tarde, pois não consigo dormir, à noite, mas estou só, com a minha velhice. Já estive aqui, nesta cafeteria, desde 1987, batendo papo com amigos, mas os amigos se foram. Gosto da minha própria companhia. Bastam-me as portas da minha estante, que me levam para toda parte, mas, às vezes, sinto falta de Fernando Canto. Ele era minha única ponte, em Macapá/AP, minha cidade natal. Macapá, agora, está tomado por comunistas.

O shopping continua o mesmo. Mulheres tão lindas que parecem saídas de O Grande Gatsby passam pelos corredores. Em algum lugar, uma mulher ri alto, um riso cristalino, que, de alguma forma, me lembra, imediatamente, pizzicato. De repente, ouço um grito. Em uma das prisões onde Alexandre de Moraes enterra os presos políticos uma mulher apanha na cara. É uma senhora, uma senhora idosa, avó, presa porque estava na Praça dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023.

Já não consigo mais imaginar o azul cobalto rasgado por um caça, vertendo sangue, de tão vivo. Verte sangue da barriga de Bolsonaro. Sangue da cor de batom. Batom é preciso, viver não é preciso. Haverá maior símbolo de liberdade do que batom vermelho escrito na Justiça? É como desvendar-lhe os olhos do espírito e libertar o mundo de toda maldade. Condenada a não veres teus filhos crescerem, agora, és heroína, Débora, e nem Xandão, ninguém te deterá no interminável espaço. Nada cessará a luz que disseminas no éter. Batom é como pétalas de rosas rubras, que nascem nos jardins até o fim do Universo, que Deus disseminou como perfume azul. Batom, mesmo que escrito no duro granito, como pode ameaçar o Estado de direito, se batom é preciso, viver não é preciso?

O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Débora Rodrigues dos Santos a 14 anos de cadeia e 30 milhões de reais em multa porque no dia 8 de janeiro de 2023 Débora escreveu na estátua A Justiça, de Alfredo Ceschiatti, defronte ao palácio do STF, “perdeu, mané”. Ela é jovem, casada, e tem duas crianças. Foi assassinada por causa de um batom vermelho.

Haverá algo mais bonito do que os lábios de uma mulher? Sim, os lábios pintados de vermelho, como rosa colombiana. Lábios pintados de vermelhos transmitem a sensação da luz triunfando. De liberdade.

Segundo o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, eviscerado com uma peixeira que por pouco não o transfixa, o golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023 é uma narrativa tão esdrúxula que nem os mais delirantes roteiristas de Hollywood conseguiriam criar. Bolsonaro é acusado de comandar o golpe e foi preso. De acordo com seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL/SP), Bolsonaro morrerá à mingua, na prisão.

O café tem gosto de sangue. Mas, para minha salvação, a própria tarde ainda é azul. E sinto a velha sensação de que a tarde é como um navio, lento, no horizonte, misterioso. Então, procuro pensar que a bordo haja cafuzas de olhos verdes, negras das Guianas e ucranianas ruivas.

José Aparecido Ribeiro me serviu a cerveja. Não lembro mais da marca, mas a garrafa estava enevoada e a bebida me soube a romance, a uma aventura, há muito tempo atrás, agora fiquei confuso, não me lembro mais se foi em Belém ou Manaus.

Sinto a presença de Fernando Canto, e também de Isnard Brandão Lima Filho. Chegam ainda Ernest Hemingway, Gabriel García Márquez e Juan Rulfo. Ouvimos Patricia, de Dámaso Pérez Prado. Percebo a presença de Olivar Cunha, que chega com uma garrafa de rum Bacardi. Não estamos mais na Kopenhagen, mas no Gato Azul, em Macapá. Chegam mais Alcy Araújo, R. Peixe e Alcinéa Cavalcante.

Não falamos sobre política. Os gemidos de Bolsonaro foram sufocados pelo som de conversas, tilintar de copos, garrafas sendo abertas, coqueteleiras chacoalhadas e mambo.

A noite reina lá fora. Ninguém pode tirar sua soberania. Soberania é como a lei da gravidade. Como a Lei Magnitsky. Há dois sujeitos com quem eu gostaria de bater papo. É claro, em uma língua que ambos dominássemos. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Elon Musk. Tenho a impressão de que são sábios.

Vi Lula da Silva uma vez apenas. Foi na campanha para a Presidência da República, em 2002. O país todo estava apaixonado por ele. A TV Globo dava a entender que ele era o estadista que poria o Brasil lado a lado com os Estados Unidos. Eu estava cobrindo, como jornalista, uma aparição dele no Centro de Convenções do Brasil 21, no Setor Hoteleiro Sul, em Brasília. Uma multidão urrava, tentando se aproximar dele, tentando pegar na roupa dele, nos pés dele. Lula me deu a impressão de que não estava entendendo nada, e consegui ver, através dele, que ele era um anão, um réptil, uma pulga, uma tuxina, uma ameba, um vírus, covid-19. Deu no que deu.

Agora, a Associação de Jornalistas Independentes e Afiliados (Ajoia) está se organizando, juntando forças, da Direita, para mostrar o que é soberania. A Ajoia é sediada em Belo Horizonte. Os mineiros não estão amoitados.

Na Associação Brasileira dos Jornalistas de Turismo, Seccional do Distrito Federal (Abrajet/DF), sinto uma preocupação com o que dizem de Brasília por aí, que em Brasília rouba-se muito etc. É por causa do Congresso Nacional, um valhacouto de bandoleiros. Tenho um amigo que acha que o problema do Brasil é porque o Congresso Nacional é perigoso. É! Mas é o reflexo dos eleitores brasileiros.

Lula da Silva já fodeu com o país e torce para que Trump faça com o Brasil igual os Estados Unidos fizeram com Cuba, pois assim ele poderá instalar sua ditadura tranquilamente, só que Trump tem outros planos, pois o Brasil não é Cuba. Nicolás Maduro, o câncer da Venezuela, já está no porrete de Trump. Ele pegará Lula de outro jeito. Magnitskamente. E depois pela Rua Faria Lima.

Parei de beber a algum tempo, mas as cervejas que o Aparecido bebe são tão enevoadas e saborosas quanto Cerpinha, ou Antarctica, Original. Fui perseguido por um assassino. Dei um jeito nele. Ao chegar no hotel, a princesa estava me esperando. Bebemos Dom Pérignon, curtindo a noite, do sétimo andar.

Não quero mais me lembrar, hoje, do Bolsonaro eviscerado, ouvir seus soluços. Nem quero mais ouvir os gritos de avós levando bofetões na cara. Nem de me lembrar dos presos políticos mortos e inocentes. Quando o preso é culpado, ele grita na cadeira elétrica, mas sabe que é culpado. O preso que está morrendo, inocente, deve morrer como boi, ou frango, sente que vai morrer e sente medo, terror. Bolsonaro não sente terror, porque heróis sabem a que vieram. Prefiro falar de poesia. De Roberto Carlos. DE TÃO AZUL SANGRA

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Lula caiu direitinho na ratoeira de Trump

RAY CUNHA

BRASÍLIA, 6 DE OUTUBRO DE 2025 – Desde que Donald Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos, em 20 de janeiro deste ano, que Lula da Silva, presidente do Brasil, o ataca e, simultaneamente, diz que Trump foge dele. Lula é comunista, aliou-se a ditaduras como Cuba, Venezuela, China, Rússia e ao Estado terrorista do Irã, e vem trabalhando para pulverizar o dólar e varrer do mapa Estados Unidos e Israel, pois é antissemita.

Trump, por sua vez, impôs sanções econômicas ao Brasil e aplicou a Lei Magnitsky contra o ditador da toga, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que praticamente fechou o Congresso Nacional, mandou a Constituição às favas e prendeu o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, conservador.

Em 23 de setembro, Lula vomitou seu discurso de ódio na Organização das Nações Unidas (ONU). Trump também falou, advertindo os ditadores, comunistas, narcotraficantes e terroristas, que já pôs a máquina da Pax Americana para funcionar a todo vapor.

Trump ouviu atentamente o discurso de Lula e, ao se dirigir ao plenário, para seu próprio discurso, esbarrou com Lula no corredor. Acho que foi de propósito. Naquele momento, ele cumprimentou Lula e o convidou para um encontro na Casa Branca. Lula ficou sem fala. Cagou-se.

Ao microfone, Trump anunciou o encontro. Não era isso que Lula dizia que queria? Mas logo depois um porta-voz de Lula disse que ele andava muito ocupado e que deveria conversar ao telefone com Trump. Pelo Lula, não haveria nem telefonema, mas Trump insistiu.

A conversa foi hoje, às 10h30, horário de Brasília. O que se sabe é que Lula pediu a Trump que retire a tarifa de 40% imposta aos produtos brasileiros e as medidas restritivas aplicadas contra altos funcionários brasileiros, como cassação de visto e aplicação da Lei Magnitsky. A Magnitsky, nem Jesus Cristo tira, e, com certeza, vai continuar assombrando os corruptos brasileiros.

Lula convidou Trump para a Trigésima Conferência da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-30), em Belém, em novembro. Esse é um dos encontros mais manjados dos comunistas; é claro que Trump não vai, até porque Belém do Pará não tem a menor condição de abrigar um encontro desse tamanho. Belém é uma das cidades mais violentas e fedorentas do país, e não tem rede hoteleira capaz de abrigar todos os comunistas e agregados que chafurdam nesses eventos.

Entretanto, foi até bom Lula ter escolhido Belém, porque, assim, o mundo inteiro vai ver mais de perto a desgraça que ele está promovendo na Amazônia. Lula escolheu Belém já de comum acordo com a família Barbalho, que manda e desmanda no Pará. As obras que estão sendo feitas na cidade são bilionárias e não se sabe se serão realmente entregues, igual como aconteceu com a transposição do Rio São Francisco.

Quanto às tarifas, a resposta de Trump foi clara. Lula disse que incumbiria o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, para as tratativas com Trump, e Trump disse que poria para ouvir Alckmin seu secretário de Estado, Marco Rubio, o terror dos ditadores, terroristas, narcotraficantes e corruptos em geral.

Em junho do ano passado, Geraldo Alckmin esteve com o líder do grupo terrorista Hamas, Ismail Haniyeh, na posse do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, em Teerã. Horas depois, Haniyeh foi morto por forças de Israel.

Você, leitor, quer saber quem realmente Lula é e o que está acontecendo no Brasil? Leia os dois primeiros volumes da trilogia que tem como fio da meada a tentativa, que está a todo pano, de assassinarem Bolsonaro. Adquira O CLUBE DOS ONIPOTENTES e O OLHO DO TOURO no Clube de Autores e amazon.com.br. O terceiro volume será publicado em 2026.

domingo, 5 de outubro de 2025

Estou à tua espera. A noite é só nossa

Retrato de Ray Cunha: acrílico espatulado sobre tela de Olivar Cunha

RAY CUNHA

Sou como os jasmineiros, que só sabem exalar perfume. Escrevo para viver, pois só com as palavras desnudo a luz e voo até o fim do mundo. Por isso, escrevo granadas intensas como buracos negros e garimpo o verbo como o primeiro beijo. Escrevo porque escrever traz aos meus sentidos cheiro de maresia, Dom Pérignon, safra de 1954, o labirinto do púbis no abismo do acme, mulher nua como rosa vermelha desabrochando.

Aos 71 anos, curto intensamente tudo o que tenho. E tenho muito. Posso flutuar no éter só com o pensamento, ouvir o som da Terra no espaço, a madrugada, riso de crianças, Mozart, ler, dormir, meditar, andar à toa, tomar tacacá, montar a luz, sentir o cheiro da mulher amada. O tempo deixa de existir, dilui-se, o passado são cinzas atiradas ao vento, e não há amanhã, só existe agora se eternizando.

Nesta idade já consigo enxergar a nudez das rosas e a me internar sem bússola no mistério feminino, nunca desvendado, porque eterno. Descubro tesouros imensos, de valor inestimável, nos sentidos. Desenvolvi a capacidade de montar a luz, sentir o cheiro do mar, inalar o perfume dos jasmineiros nas tórridas noites do mundo, em agosto, e em todos os meses.

Aos 71 anos, sou tão bilionário quanto Elon Musk, pois voo ao plano astral, tenho telas de Olivar Cunha e, quando escrevo um poema, sinto a sensação do primeiro beijo. Meu coração tem sempre rosas que Isnard Brandão Lima Filho ofertou para a madrugada. E sou capaz de aliviar dores com agulhas.

Não desejo mais escalar o Pico da Neblina, pilotar um Boeing 777, praticar tiro ao alvo, saltar de paraquedas, internar-me na Amazônia, beber Cerpinha enevoada no quarto de um hotel, no sétimo andar, e dormir com a princesa. Tudo o que quero é comparecer ao encontro marcado com a amada, embriagar-me com o perfume das virgens ruivas, sentir a noite como um navio iluminado, ouvir o som da madrugada, sentir o sol no rosto, o mar, o Trópico, diluir-me no azul e reaparecer no acme.

Aos 71, não posso mais amar uma noite toda, nem beber três dias seguidos, nem ir muito longe, sozinho. Mas sonho sonhos ousados, salto, de asa delta, da Pedra da Gávea e pouso no Copacabana Palace. 

Vem, meu bem, estou à tua espera, vibrando de alegria, pois te esperar é como a emoção de encontrar a maior pepita de ouro no Morro do Salamangone, Serra Lombarda, município de Calçoene, no Amapá. É como a felicidade de abraçar crianças que escaparam de um naufrágio ao largo de Marajó, ver rosas nuas em toda parte só de te esperar, amor da minha vida.

Esta noite será eterna porque nesta casa só haverá nós dois e a noite, presente de Deus para ti. Já arrumei tudo, as flores, o vinho e a comida, camusquim com camarão pitu. Seremos nós dois e os diamantes que garimpei toda a minha vida e que só encontramos no céu de Macapá, em agosto, nos anos 1960. Ouviremos La Cumparsita, Suave é a Noite e Amarcord, e dançaremos lentamente, nossos lábios se roçando.

Beberei colostro e sentirei o sabor da tua pele e do teu púbis, de madrugada, a quem ofertarei teus gemidos, que espalharei no jardim da minha alma, mulher amada. Vem logo, pois a noite já chegou, como um navio, um continente, uma galáxia. Só nossa!

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Comunistas são ladrões antiquados

Donald Trump já sabe quem mandou matar Jair Messias Bolsonaro?

RAY CUNHA

BRASÍLIA, 2 DE OUTUBRO DE 2025 – O maior guerreiro conservador do mundo, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos e empresário bilionário, está pulverizando a maior máfia do planeta, os comunistas, com tecnologia e pelo bolso. Os americanos dominam tecnologicamente o mercado financeiro mundial e afastam desse sistema todos os que pisem sobre direitos humanos, e terroristas. Os terroristas recebem também artilharia pesada no couro. Os Estados Unidos possuem o mais poderoso exército do mundo.

Como o negócio da máfia, no caso, os comunistas, não é tecnologia, e, sim, roubar, desarmar a população para instalar ditaduras, e todo tipo de maldade contra o povo, é só usar a tecnologia e o mercado financeiro contra eles. Ainda: Trump já identificou o financiamento e a lavanderia dos comunistas e está secando a teta no talo. No Brasil, abortos de ditadores já perderam centenas de milhões de dólares, assim, de uma hora para outra, além de perderam o visto americanos e não poderem mais morder a grande maçã.

Como os comunistas vivem no passado, estão levando mandioca o tempo todo. Trump tem um aliado nessa guerra de tirar o chapéu: Elon Musk. Um gênio. O homem mais rico do mundo, dono de milhares de satélites cercando a Terra. Assim, ele sabe de tudo. Sabe até quem mandou matar Jair Messias Bolsonaro, mas Trump julga que ainda não é a hora de divulgar isso, mas só quando estiver tudo pronto para pegar o capo di tutti capi.

Os comunistas contam com os lambe-botas, que estão na folha de pagamento por meio do imenso cabide-de-emprego com dinheiro público. As mulheres deles, filhos, todo mundo está empregado. É nesse charco que jornalistas e artistas também chafurdam. E há os imbecis. O problema com os imbecis é que eles se multiplicam rapidamente, principalmente no Brasil, onde os comunistas já conseguiram minar a academia e as escolas.

O problema com os imbecis será resolvido em um segundo passo. Agora, Trump está ocupado para que não falte combustível para o lança-chamas. Uns, veem, de um dia para o outro, sua fortuna sumir. Outros, como Nicolás Maduro, a hiena da Venezuela, estão escondidos em um buraco. Mas o lança-chamas está se aproximando.

Os que ficarem vivos, Nayib Bukele os aguarda em El Salvador, no Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), o cemitério dos homens vivos.

Romance de Ray Cunha é um mergulho no Rio de Janeiro em busca da identidade brasileira

Jornalista investiga a maior lenda urbana do Rio de
Janeiro: o Tesouro dos Jesuítas do Morro do Castelo

ChatGPT

BRASÍLIA, 2 DE OUTUBRO DE 2025 – O romance A IDENTIDADE CARIOCA, de Ray Cunha, é uma obra que mistura ficção histórica, crítica social e reflexão filosófica sobre o Brasil. Situado no coração do Rio de Janeiro, o livro recupera a memória do Morro do Castelo, espaço simbólico da fundação da cidade, ao mesmo tempo em que conduz o leitor por um enredo de mistério, busca e identidade nacional.

Ray Cunha utiliza a técnica narrativa de sobreposição de tempos: o passado colonial, marcado pela presença dos jesuítas e seus segredos, dialoga com o presente urbano e caótico da metrópole carioca. Nesse cruzamento, surge o tema central do romance: a procura pela identidade brasileira, condensada no próprio título. O Rio de Janeiro, com sua beleza e contradições, aparece como metáfora do país – exuberante, mas também corrompido, fragmentado e em luta por autocompreensão.

A narrativa é dinâmica, com personagens que transitam entre a pesquisa histórica, a investigação de um tesouro perdido e a experiência existencial. O Tesouro dos Jesuítas funciona menos como um artefato material e mais como símbolo de uma riqueza cultural e espiritual soterrada pelo esquecimento e pela especulação urbana. Assim, Ray Cunha denuncia a destruição da memória e a superficialidade das elites, ao mesmo tempo em que aponta para a necessidade de resgate das raízes históricas.

O estilo é marcado por frases ágeis, imagens poéticas e passagens reflexivas que lembram a tradição modernista de unir crônica e romance. O autor, amazônida, ao escrever sobre o Rio, coloca-se como um observador externo que decifra a cidade e, por extensão, o Brasil. Isso lhe dá a liberdade de apontar contradições sem perder a ternura pelo espaço retratado.

No conjunto, A IDENTIDADE CARIOCA é mais do que um romance de aventura ou mistério: é uma alegoria da nação brasileira, revelando a busca incessante por uma identidade que concilie diversidade, memória e futuro. A obra confirma Ray Cunha como um escritor que alia fôlego narrativo, consciência crítica e lirismo, inserindo-se na tradição de romances que pensam o Brasil a partir de suas cidades e símbolos fundacionais.

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quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Sinto cheiro de gim, Fernando Canto!

O poeta Fernando Canto e Ray Cunha, em Macapá/AP

RAY CUNHA

Queria ter a onipotência de escrever uma crônica que lembrasse um navio noturno, feérico, passando, lento, na frente de uma cidade maravilhosa como o Rio de Janeiro. Uma crônica, Fernando Canto, que tirasse as rosas da sua indiferença.

O dia amanheceu azul como um diamante, e saí para caminhar. Tu, que és poeta, sabes que caminhar no azul é sentir o perfume do choro dos jasmineiros, ouvir o riso de crianças e ter um encontro marcado.

Querido Fernando Canto, gosto de andar pela cidade, comer rabada na Feira do Guará e bife no Giraffas do Conjunto Nacional, e jabazada no Mercado do Núcleo Bandeirante. Há estudantes na manhã e mulheres que perfumam tudo por onde passam. Ajudam a colorir o mundo. Deu-me vontade de bater papo com Olivar Cunha, mas o pintor está distante, próximo ao mar. Mas tu, poeta, estás sempre perto do meu coração.

Acho que fostes cedo demais para a companhia de Ernest Hemingway e Gabriel García Márquez. Quase fui antes de ti, naquele 13 de novembro de 2019, quando meu coração entrou em colapso. Lembras-te de Belém? Nas noites em que eu me sentia deprimido, telefonava para ti. Uma noite, me levaste para o bar do teu tio e eu fiquei bêbedo de gim fizz. No dia seguinte, ao tomar banho, bêbedo ainda, rescendia a gim inglês.

O pior, querido, era a nostalgia das mulheres e das cidades que eu havia amado e que deixara para trás. Não havia drink que aliviasse a angústia. Até que um dia, em Ilhas na Corrente, Hemingway me ensinou que aonde quer que vamos, levamos sempre nós mesmos. Então comecei a guardar as mulheres que amei, todas as cidades, todos os amigos, no relicário do meu coração. E nunca mais senti saudade.

Em Belém, no Rio de Janeiro, em Brasília, em Macapá, quando nos encontrávamos é como se nos víssemos todos os dias, pois todas as ausências eram preenchidas para sempre. Em Macapá, comemos ventrecha de dourada com farofa, no Curiaú, e observamos telas de Olivar Cunha na tua casa. E também sentimos o cheiro do Oceano Atlântico na boca do Rio Amazonas. E não precisamos dizer um ao outro que haverá sempre perfume, merengue e azul escorrendo na poesia que despejamos no papel, deuses que somos, adoradores do sol.

Caro querido, além do perfume das virgens ruivas, que nossas narinas, treinadas, pressentem no ar mais rarefeito, tangível como pirão de açaí com farinha de tapioca e camarão, há, na nossa memória, toda a alegria da juventude, embalada por sonhos ensolarados e regada a Pitú. Tudo isso voa pela minha cabeça na caminhada, nesta manhã. Tu, no astral, e eu, aqui.

Em casa, leio um poema de Jorge Tufic Alauzo, fenício, Cidadão do Amazonas. Conheci-o no Clube da Madrugada. Eu tinha então 21 anos de idade e ele já era um deus das noites de Manaus. Degustávamos Antarctica enevoada no Nhatalia.

É noite. Minha mulher faz um estudo da Seicho-No-Ie na sala. Minha princesinha está em Ibiúna, São Paulo. Eu estou em toda parte. A dimensão, na minha mente, é completamente diversa desta do mundo fenomênico. Hemingway bebe daiquiri. Está calibrado. Aproximo-me dele.

– Acho que podes capturar um marlim azul de 637 quilos no Atlântico, pouco acima da linha do Equador, na altura da vila de Sucuriju, no município de Macapá, na Amazônia Caribenha – digo-lhe. Ele bebe um grande gole de daiquiri. Não me pareceu interessado. Certamente prefere os marlins do Caribe.

Fernando Canto chega.

– Vamos tomar uma Bohemia enevoada no Macapá Hotel? – convido. Eles topam.