
O CLUBE DOS ONIPOTENTES é o primeiro volume da trilogia A Ditadura
da Toga, seguido de O OLHO DO TOURO e O TERCEIRO OLHO: raio X da corrupção lulopetista, com data de validade de 25 de outubro de 2026
RAY CUNHA
BRASÍLIA, 17 DE OUTUBRO DE 2026 – Comecei a trabalhar no ofício de jornalista aos 21 anos de idade, em plena Ditadura dos Generais (1964-1985), 1975, como repórter policial no Jornal do Commercio de Manaus/AM. A corrupção, como sempre, estava à solta e observei que alguns jornalistas se assemelham a bandidos comuns, que cobram proteção.
No caso da imprensa, repórteres, editores e pauteiros cobram para não achincalhar, publicar mentiras ou para elogiar mediocridades do colarinho branco; e diretores e donos da mídia cobram da mesma forma que os jornalistas, mas da cúpula dos três poderes.
De 1975 até 1987 e de 1995 até 1997, trabalhei nos maiores jornais impressos da Amazônia, como repórter, redator e editor. As coisas sempre foram assim. Houve dois episódios que jamais esqueci. O Rio Gurupi divide o Pará do Maranhão, unidos por uma ponte na BR-316. Em 1981, a ponte não resistiu à força das águas no período das chuvas, interrompendo completamente o fluxo na rodovia.
Assim que ocorreu o acidente, agentes federais levaram a imprensa ao local. Eu fui também, já não me lembro em que jornal trabalhava na época. Também estava presente o maior repórter de todos os tempos da Amazônia: Lúcio Flávio Pinto. O órgão federal que ciceroneou os jornalistas distribuiu um envelope com 50 reais para todo mundo, um cala-boca para que ninguém investigasse a fundo que tipo de construção era a ponte. Lúcio Flávio recusou. Procurou fazer isso da maneira mais discreta possível para não constranger seus colegas. Como eu estava perto dele, percebi o que estava acontecendo e segui seu exemplo.
Noutra ocasião, eu trabalhava no Diário do Pará, antes de pertencer a Jader Barbalho. Não me lembro se isso aconteceu em 1986 ou 1987. Fui fazer uma matéria em um sindicato do qual a então presidente frequentava muito os jornais. Lembro-me vagamente que o assunto era desabonador para ela. Quando concluí a reportagem ela me cumprimentou e deixou algo na minha mão. Pus no bolso e abri o pequeno embrulho no jornal. Era grana. Imediatamente levei o dinheiro à chefia de reportagem, contei o que houve e pedi para devolverem o jabá, propina, na gíria jornalística.
Em 1987, vim para Brasília e trabalhei em todos os grandes jornais impressos da capital, além de que fui proprietário de dois jornais, um mensário, que mantive por mais de um ano, e um semanário, no Entorno de Brasília. O mensário, um jornal literário, sustentei com dinheiro do meu bolso. Já o semanário era mantido com anúncios do comércio. O grosso da grana que entra na imprensa candanga é do Governo do Distrito Federal, da Câmara Legislativa e do Governo Federal, além de empresários que se aventuram na política.
A partir de 2003, quando o Partido dos Trabalhadores (PT), liderado por Lula da Silva, chegou ao Palácio do Planalto, a corrupção na imprensa começou uma escalada inacreditável. Empresários e jornalistas da mídia televisionada, impressa e falada criaram estruturas de dar inveja aos mais sofisticados puteiros europeus e o jabá não era mais de milhares de reais, mas de milhões.
Atualmente, a escala pulou para bilhões, e os chefões do crime organizado do colarinho branco criou até um bando, o Master. O banqueiro, Daniel Vorcaro, não teve dificuldade para corromper as mais altas autoridades do país, bem como jornalistas com fama de astros do rock, porque eles já estavam corrompidos e doidos para se corromper mais ainda. Aí, a folha de pagamento pulou para milhões de reais por mês. Há contratos de até 129 milhões de reais.
De onde vem tanta grana? Da Burra, o Orçamento da União; roubado dos velhinhos aposentados do INSS; das estatais; do narcotráfico; da lavanderia de dinheiro do crime organizado; do Foro de São Paulo.
Porém, Vorcaro armou uma armadilha para os colarinhos brancos que se sentem onipotentes: produziu várias festas com as mais altas autoridades brasileiras, algumas dessas festas, bacanais, e filmou tudo. Imagino que deve ter muito boquete e gordos rabos sendo trabalhados, em meio a declarações de amor.
Para abastecer toda essa putaria, Vorcaro trouxe centenas de mulheres do Leste Europeu, geralmente pobres coitadas, provavelmente até menores, fugidas da guerra e pegas pelas máfias locais, principalmente a máfia russa. É a corrupção levada ao paroxismo, espojando-se na desgraça de pessoas sem a menor condição de se defender.
A consequência disso é o Brasil tomado pelo crime, pela prostituição, a violência explodindo à luz do dia, roubo, miséria, carestia, Educação destroçada e famílias vivendo como zumbis nas ruas.
A única chance de esse Brasil destroçado por Lula e PT voltar a respirar é eleger Flávio Bolsonaro, domingo 25. Líder da Direita, um rapaz bem-preparado, já declarou que, logo ao tomar posse, vai pôr as Forças Armadas para varrer as facções terroristas do Brasil, com ajuda do Escudo das Américas.
E o dinheiro? Lula limpou a Burra, mas, da mesma forma que o pai de Flávio, Jair Bolsonaro, quando foi presidente, não deixou ninguém roubar e o dinheiro reapareceu aos borbotões, é o que vai acontecer, agora.
Ainda, a primeira medida que Flávio Bolsonaro tomará será
libertar as centenas de presos políticos que o ministro Alexandre de Moraes, do
Supremo Tribunal Federal (STF), condenou a apodrecerem na prisão; alguns já
morreram à mingua no cárcere. Moraes inventou um golpe de Estado e acusa esses
presos de terem participado do tal golpe, e acusa Jair Bolsonaro de comandar o
golpe criado por Moraes, embora Bolsonaro estivesse nos Estados Unidos. O ex-presidente,
que foi esfaqueado quase até a morte por um militante da Esquerda, pegou 27 anos
de cadeia, e está morre não morre na prisão.
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