RAY CUNHA
BRASÍLIA, 1 DE JULHO DE 2026 – Samba do presidente doido
Foi em Brasília
Onde nasceu o Molusco
Que a Princesa Carijó
Arresolveu se casá
Mas Alexandre, O Grande,
Tinha outros otários
E obrigou a princesa
A se casar com Daniel Vorcaro
Lá iá lá iá lá ia
O bode que deu vou te contar
Lá iá lá iá lá iá
O bode que deu vou te contar
Nine da Silva
Que também é
O Grande
Queria ser dono do mundo
E se elegeu Pedro II
Das estradas de Pernambuco
Seguiu pra São Paulo
E falou com Edir Macedo
O vigário da indiarada
Aliou-se a Dom Pedro
E encheu de PIB a mala
Da união deles dois
Ficou resolvido o assunto
E foi proclamada novamente a escravidão
E foi proclamada de novo a bacanal
Assim se conta essa história
Que é dos dois a maior sacanagem
Dona Carijó virou trem
E o Molusco é uma estação também
Ôôôôôô
O trem tá atrasado ou já passou
Sátira da sátira de Stanislau Ponte Preta, Samba do Crioulo Doido, por Ray Cunha
SOCIALISMO É O ESTADO ACIMA DE TODOS E DE TUDO. É a socialização do alheio, até que o alheio acabe. É sinônimo mascarado de comunismo. É a democracia dos ditadores, dos déspotas, dos tiranos, dos algozes, dos carrascos, das máfias, dos terroristas.
Os comunistas mataram Deus, a família e a cidadania. Só querem roubar, estuprar, torturar e matar.
No Brasil, começaram a aparelhar o Estado desde a Ditadura dos Generais (1964-1985). Enquanto os militares combatiam guerrilheiros comunistas, estes, com dinheiro russo, prostituíam a mídia, as universidades e escolas, artistas, a máquina pública e os três poderes. Não escapou nenhuma instituição.
A partir de 2003, tomaram conta de tudo, até hoje. Hoje, há a esperança de se mudar os rumos do país, que está afundando nas Marianas, nas eleições deste ano. O candidato da Direita, do Capitalismo, do Conservadorismo, é o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ). Mas todo cuidado é pouco. Tudo está nas mãos do sistema! Flávio poderá ser impedido de concorrer à Presidência, preso ou assassinado.
O povo não aguenta mais os impostos escorchantes, a inflação, a violência nas ruas, a censura, a pobreza invadindo as casas, as dívidas impagáveis, inclusive a dívida pública.
Ao longo da História do Brasil, alguns escritores e jornalistas funcionam como pilares, como luzeiros, que pavimentam a identidade nacional e advertem para o precipício. Sérgio Marcus Rangel Porto, mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta, foi um deles. Carioca, nascido em 11 de janeiro de 1923 e falecido também no Rio, em 30 de setembro de 1968, foi jornalista, escritor, teatrólogo, cronista, radialista, comentarista, humorista e compositor.
Criou o concurso de beleza As Certinhas do Lalau e o FEBEAPÁ – Festival de Besteiras que Assola o País. Era incansável. Escrevia para o rádio, para a TV e para revistas e jornais, além de livros. Fez tudo até os 45 anos de idade, quando seu coração não suportou mais sua vida boêmia e produtiva.
Em sua memória, um grupo de jornalistas e intelectuais fundou o semanário O Pasquim, em 1969.
Publicou:
Tia Zulmira e Eu (1961)
Primo Altamirando e Elas (1962)
Rosamundo e os Outros (1963)
Garoto Linha Dura (1964)
Febeapá - Festival de Besteiras Que Assola o País (1966)
Febeapá 2 (Segundo Festival de Besteiras Que Assola o
Pais) (1967)
Na Terra do Crioulo Doido (1968)
Febeapá 3 (1968)
A Máquina de Fazer Doido (1968)
Pequena História do Jazz, (1953)
O Homem ao Lado (1958)
A Casa Demolida (reedição, com acréscimos, de O Homem ao
Lado 1963)
As Cariocas (1967)
Em 1966, Stanislau Ponte Preta criou o Samba do Crioulo Doido, para o teatro rebolado, uma letra que ironiza a imposição dos militares, que obrigavam, então, as escolas de samba a cantarem exclusivamente enredos sobre a História do Brasil. O sucesso foi retumbante. A expressão “samba do crioulo doido” se popularizou, pois era um três por quatro do momento que o país vivia: mordaça, presos políticos, porão, sumiço.
O Brasil continua um samba do crioulo doido, ou melhor, samba do molusco demente: presos políticos, tortura de presos políticos, censura, inflação rumo à estratosfera, imposto sobre imposto, roubo, estupro, escravidão, assassinato, terrorismo, imprensa prostituída.
Por isso, foi fundada, este ano, a AJOIA Brasil (Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados), em Belo Horizonte, presidida pelo jornalista José Aparecido Ribeiro e integrada por jornalistas que investigam e revelam a tragédia que o povo brasileiro está atravessando: 23 anos de Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores (PT) no poder. O partido das trevas é de extrema Esquerda, comunista, ou socialista, ou democrático relativo, como se autodenominam.
O fato é que o comunismo é a maior e mais perigosa máfia do planeta, trajada de colarinho branco. Sua democracia é na base do assassinato. Matam derrubando avião, envenenando, ou simplesmente à bala ou facão enferrujado.
Só nos resta Tio Sam. Donald Trump já capturou a hiena da Venezuela, Nicolás Maduro, que, juntamente com Lula da Silva, comandava o Foro de São Paulo, o clube dos onipotentes. Trump terá peito para enfrentar o molusco?
Samba do Crioulo Doido
Foi em Diamantina
Onde nasceu JK
Que a Princesa Leopoldina
Arresolveu se casá
Mas Chica da Silva
Tinha outros pretendentes
E obrigou a princesa
A se casar com Tiradentes
Lá iá lá iá lá ia
O bode que deu vou te contar
Lá iá lá iá lá iá
O bode que deu vou te contar
Joaquim José
Que também é
Da Silva Xavier
Queria ser dono do mundo
E se elegeu Pedro II
Das estradas de Minas
Seguiu pra São Paulo
E falou com Anchieta
O vigário dos índios
Aliou-se a Dom Pedro
E acabou com a falseta
Da união deles dois
Ficou resolvida a questão
E foi proclamada a escravidão
E foi proclamada a escravidão
Assim se conta essa história
Que é dos dois a maior glória
Da. Leopoldina virou trem
E D. Pedro é uma estação também
O, ô , ô, ô, ô, ô
O trem tá atrasado ou já passou
Stanislau Ponte Preta
