quarta-feira, 22 de julho de 2026

O Amapá tem chance de sair do atoleiro. Mas o Dr. Furlan sobreviverá ao establishment?

Dr. Furlan representa a esperança de o Amapá escapar da miséria

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 22 DE JULHO DE 2026 – Cerca de 93% da população do município de Itaubal do Piririm, no Estado do Amapá (806.517 habitantes), vive de Bolsa-Família. Itaubal é emblemático. O Amapá é um dos Estados mais pobres do Brasil. Desmembrado do Estado do Pará, em 1943, foi criado o Território Federal do Amapá, até 1988, quando foi elevado à condição de Estado e famílias locais começaram a disputar hegemonia política e financeira. Atualmente, o coronelato é da família Alcolumbre, do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil), um dos escudeiros da Ditadura da Toga. 

O Amapá é o Estado mais isolado do país. É, a rigor, uma ilha. A norte, é separado da Guiana Francesa pelo Rio Oiapoque. A oeste, faz divisa com o Estado do Pará, do qual é separado pelo Rio Jari, e, a sul, pelo Rio Amazonas. A leste, é banhado pelo Rio Amazonas e o Oceano Atlântico. 

Sua única rodovia federal, a BR-156, que liga a capital, Macapá, à Caiena, a capital da Guiana Francesa, cruzando o Rio Oiapoque por uma bela ponte, tem 823 quilômetros. Começou a ser construída em julho de 1932, sob a liderança do Marechal Cândido Rondon, mas nunca foi concluída. Já encheu o bolso de muito coronel, mas parte dela continua um atoleiro no inverno amazônico e um poeiral no verão. 

Símbolo da incompetência amapaense, a BR-156 poderia ser parte da redenção do Amapá como canal de exportação para a Guiana Francesa, ligando o Porto de Santana, um dos mais estratégicos da Amazônia, às Guianas. 

O Porto de Santana, localizado na Zona Metropolitana de Macapá, é outro símbolo de incompetência. Situado na margem esquerda do Canal do Norte do Rio Amazonas, com calado para transatlântico, está sob a jurisdição da prefeitura de Santana, que não tem condições de fiscalizá-lo. Assim, tornou-se um entreposto do narcotráfico transnacional, pois é o porto brasileiro para grandes navios mais próximo, simultaneamente, dos Estados Unidos, Europa e Ásia; no caso da Ásia, via Canal do Panamá. 

Macapá tem 489.676 habitantes e nenhuma rede de esgoto, é assombrada por apagões e falta de água encanada. E vem garantindo o posto de cidade mais violenta do país, já que virou entreposto do narcotráfico internacional, devido ao Porto de Santana, que deveria ser sua redenção; devido também ao seu paradoxal isolamento; e à sua fronteira com a Guiana Francesa. 

O último prefeito de Macapá, Antônio Paulo de Oliveira Furlan (PSD), 53 anos, belenense, cirurgião cardiovascular, ganhou a corrida para a Prefeitura de Macapá, nas eleições de 2020, contra Josiel Alcolumbre, irmão do todo poderoso senador Davi Alcolumbre. Em 2024, o Dr. Furlan, como é conhecido, é reeleito prefeito em primeiro turno, com 85,05% dos votos. Ele só não fez o que Macapá mais precisa, que é rede de esgoto, mas urbanizou parte da cidade. Competente, é amado como cirurgião e como político. Agora, a população o quer como governador. 

O problema é o establishment do Amapá, que não o quer. O establishment são as famílias que mandam, lá. Elas estão ligadas à Ditadura da Toga, a Lula da Silva e o Partido das Trevas, e ao Foro de São Paulo. Estão fazendo tudo o que se possa imaginar e o que não dá nem para imaginar para eliminarem o Dr. Furlan. Assim como estão fazendo com Jair Bolsonaro e seus filhos, principalmente com Flávio Bolsonaro, candidato a Presidente. 

Se o Dr. Furlan conseguir escapar das armadilhas mortais que a Esquerdopatia armou para ele, em torno de 80% do eleitorado amapaense o elegerão em primeiro turno, segundo mostram as pesquisas de opinião. De qualquer modo, sugiro, aqui, um esquema de plano de trabalho ao Dr. Fulan. 

1 – Criação de uma central de inteligência integrando as Polícias Civil e Militar do Estado, a Polícia Federal e as Forças Armadas. 

2 – Empenho incansável, nunca desestimulado, urgente, pela instalação de energia firme em todo o Amapá, principalmente com extensão do Linhão de Tucuruí. 

3 – Conclusão da BR-156. 

4 – Estatizar o Porto de Santana. 

5 – Criar infraestrutura para a futura produção de petróleo na costa do Amapá. 

6 – Criação de uma polícia marítima para vigiar, juntamente com a Marinha de Guerra, a costa setentrional, paraíso da pesca pirata predatória internacional. 

7 – Criação de cursos superiores de oceanografia e engenharia naval, de pesca, florestal e agronômica. 

8 – Instalação de saneamento básico em Macapá e demais cidades do Amapá. 

9 – Ligação rodoviária com o resto do país via ponte sobre o Rio Jari. 

10 – Doação de prédio para sede da Academia Amapaense de Letras (AAL), principal instituição cultural do Estado.

Que Deus, e Tio Sam, nos ajudem.

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