RAY CUNHA
BRASÍLIA, 12 DE OUTUBRO DE 2026 – Conheço várias pessoas que são lulopetistas roxos. Até aí, nada demais. Só que essas pessoas têm curso superior e, algumas, pós-graduação, mestrado e até doutorado, são jornalistas e escritores. Também elogiam Cuba e China e idolatram Fidel Castro, Che Guevara e Nicolás Maduro. Ainda, acreditam que os Estados Unidos querem invadir e dominar o Brasil.
Nessas alturas do campeonato, com a avalanche de informações e documentos sobre a realidade da máfia comunista, facilmente acessados, bastando, para isso, que se saiba pesquisar, chega-se à conclusão que o endeusamento de Lula pode vir de um de três fatores, ou dois deles, ou todos.
O primeiro fator é o de fazer parte da quadrilha, caso de Caetano Veloso, por exemplo, um dos mais criativos compositores brasileiros, militante de carteirinha de Lula. Caetano, como muito outros artistas, já mamaram milhões da Burra, via Lei Rouanet.
Outro mamador é chico Buarque, autor de um dos mais belos poemas da língua portuguesa e que ele mesmo musicou: Construção, em versos alexandrinos, 12 sílabas poéticas cada verso, com cesura na sexta sílaba, e cada verso terminando com uma palavra proparoxítona, imprimindo ao poema um ritmo belíssimo, que Chico associou à cadência da Bossa Nova, lembrando o movimento mecânico do trabalho operário na construção civil, tudo isso levado ao acme com o arranjo com cordas e metais de Rogério Duprat. O resultado é uma tensão dramática que poucos artistas atingiram nas suas composições.
Além disso, Chico é também escritor, honrado com a maior láurea em língua portuguesa, o Prêmio Camões, em 2019, concedido ao conjunto da obra; e quatro vezes o Prêmio Jabuti: Melhor Romance, em 1992, com o romance Estorvo, Livro do Ano, em 2004, com o romance Budapeste, Livro do Ano, em 2010, com o romance Leite Derramado, e Romance, em 2017, com O Irmão Alemão. Também levou o Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), em 2017, pela sua obra.
Outro modo de se associar a Lula é filiar-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) ou se tornar assessor direto do molusco, ou simplesmente realizar serviços relevantes para ele, como fazem ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e os presidente do Senado e da Câmara, pagos pelo banqueiro Daniel Vorcaro, com bilhões de reais e bacanais. Os fundos do Banco Master são oriundos da Burra e de lavagem de dinheiro, provavelmente do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho).
O segundo fator é a estupidez. Décadas de lavagem cerebral afirmando que o comunismo é o paraíso; contrainformação com mentiras sobre a Direita; desqualificação da família, da religião, da cultura judaico-cristã, do setor educacional, da sociedade e de Deus; e a pregação de que o Estado é a solução para tudo.
O terceiro fator nunca é abordado, porque somente algumas pessoas possuem as antenas necessárias para perceberem que a matéria é apenas uma parte muito pequena da existência, que só existe em três dimensões: altura, largura e profundidade, o espaço-tempo, como definiu o físico Albert Einstein.
O escritor Jorge Bessa, que fala fluentemente russo – foi espião brasileiro em Moscou durante a Guerra Fria – e conhece história e literatura russas, escreveu um ensaio, Grigori Raspútin: As Forças Destrutivas do Mal, que aborda um aspecto interessante da vida: a existência do espírito. E esse espírito pode ser bom ou mau.
Rapútin foi responsável pela queda da dinastia dos Romanovs, assassinados por Vladimir Lenin. Grosseiro, pervertido, bêbado, amoral, pernicioso, o anti-Cristo, gênio do mal, prostituiu a sociedade e os círculos políticos da Rússia e os Romanov. Lembra Lula da Silva?
Li atentamente Grigori Raspútin: As Forças Destrutivas do Mal, pois fiz a revisão dos originais, e acabei incluindo Raspútin entre os personagens do primeiro volume da Trilogia da Toga, o romance ensaístico O Clube dos Onipotentes, no qual Raspútin é um mago negro, abatido por uma agente do MI6. Ficção.
Magia negra, ou feitiço, é a aplicação de ações baseadas em crenças, rituais e cerimoniais que manipulem forças naturais ou sobrenaturais, voltados para o mal. Em O Partido: Projeto Criminoso de Poder (2016), o médium e escritor Robson Pinheiro, pelo espírito Ângelo Inácio, narra uma guerra invisível na Praça dos Três Poderes, um projeto obsessivo em escala nacional, arquitetado por inteligências sombrias e executado com requintes de manipulação e crueldade. Isso evoca o 8 de Janeiro de 2023.
Em O Partido, magos negros, espectros e especialistas em hipnose coletiva aliciam líderes, seduzem multidões e contaminam instituições, a partir de Brasília, com o objetivo de impedir que o país cumpra seu papel espiritual no cenário mundial. Contudo, o mal é sempre combatido. Há sempre guardiões, agentes da justiça divina, que intervêm, restaurando a ordem e fortalecendo na luz.
Em O Clube dos Onipotentes, Raspútin reencarna em uma besta que dissemina, atualmente, mentira e discórdia, que dá ordem para assassinatos, que saqueia o país, que defende o aborto, o PCC, o CV, o fim da família, a ditadura, o Irã, a morte de Deus. Não fica claro quem é esse espírito das trevas. O próprio Jorge Bessa me deu seu palpite, que seria Carlos Henrique Gouveia de Mello, o Daniel. Será? Tenho a impressão de que é alguém mais depravado ainda e que, até 25 de outubro, muita coisa ainda vai acontecer na Praça dos Três Poderes.

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