sexta-feira, 26 de junho de 2026

O TERCEIRO OLHO, que tudo vê

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 26 DE JUNHO DE 2026 – O TERCEIRO OLHO é meu último romance, publicado, anteontem, pelo Clube de Autores, amazon.com.br e amazon.com. Trata-se do terceiro volume da trilogia A Ditadura da Toga. Os dois primeiros volumes são O CLUBE DOS ONIPOTENTES e O OLHO DO TOURO. Podem ser lidos na ordem de publicação ou não, pois têm enredos próprios. Apenas as personagens principais perpassam os três volumes, bem como o fio da meada da trilogia é o assassinato a conta-gotas do presidente Jair Messias Bolsonaro. 

A Ditadura da Toga é uma trilogia de romances ensaísticos, isto é, tem tramas e personagens de ficção assim como personagens reais, ambientada na história política recente do Brasil. Segue o prólogo de O TERCEIRO OLHO. 

O TERCEIRO OLHO, OU OLHO ESPIRITUAL – Ajna, na tradição hinduísta, e Yintang, na Medicina Tradicional Chinesa –, é o sexto chakra, um vórtice, ou ponto energético, com a capacidade de sintonizar o plano físico ao plano espiritual. Situado entre as sobrancelhas, é ligado à glândula pineal, localizada no centro do cérebro. A pineal é o órgão da intuição. Controla o genoma. Quem se encontra com o terceiro olho bem aberto tem a capacidade da clarividência e telepatia. No mundo da espionagem o terceiro olho é aquele que tudo vê, ouve, lê e pode exterminar. Um computador poderoso ligado a uma rede de satélites, câmeras, drones e telefones celulares, pode fazer tudo isso, bem como decodificar criptografia. E pode fazer até o impensável, como cessar comando nuclear em andamento. Pode, também, deslindar planos de assassinato e impedir que a vítima venha a óbito. 

Bit é a menor parcela de informação processada por um computador clássico. Nos computadores quânticos a menor parcela é o qbit, ou qubit. Enquanto o bit assume os valores 1 ou 0, uma estrutura binária, o qubit assume um dos dois ou uma combinação deles, ou seja, o qubit pode assumir 1 e 0 ao mesmo tempo, o que significa dizer que um computador quântico cruza dados de uma maneira muito mais rápida do que os computadores clássicos. Assim, a palavra quântica, aqui, está ligada à rapidez. Desenvolvedores do Google, em parceria com a Nasa (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos), criaram um computador capaz de realizar, em 200 segundos, um cálculo que o Summit, da IBM, até então o computador mais avançado do mundo, só seria capaz de concluir em 10 mil anos. 

O problema é controlar os qubits, instáveis, que levam a resultados errados. O Google planeja produzir computador quântico comercial até 2029. A Microsoft criou o chip Majorana 1, primeiro microcondutor, com estrutura de uma categoria especial da matéria, que não é sólida, nem líquida, nem gás, com um milhão de qubits em um único chip. 

A empresa carioca Intelligentsia já contava com um computador quântico, e com a questão da instabilidade do qubit resolvida. A empresa, de inteligência artificial e armas militares, instalada em um terreno equivalente a quatro campos de futebol na Rua Igarapava, no Leblon, onde, de 2019 a 2022, a construtora Estácio de Sá ergueu um prédio com nove pavimentos superiores e sete no subsolo, desenvolveu o projeto ultrassecreto Terceiro Olho, um supercomputador que operava com chips desenvolvidos pela própria Intelligentsia, ligado ao Starlink, a constelação de satélites da empresa americana SpaceX, que forma a espinha dorsal de uma rede global de internet de banda larga, permitindo o uso de linhas telefônicas, câmeras e aparelhos eletrônicos em todo o planeta, podendo identificar qualquer pessoa, em qualquer cidade do mundo, pelas digitais e rosto, mesmo ela estando disfarçada, e, teoricamente, com a possibilidade de desarmar bombas atômicas.

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