quinta-feira, 18 de junho de 2026

Dr. Furlan agraciará a Academia Amapaense de Letras com sede própria? Atenção, Paulo Guerra!

Ray Cunha autografa JAMBU para Walter Júnior do Carmo,
presidente do Instituto Memorial Amapá, e Paulo Guerra,
presidente da Academia Amapaense de Letras (AAL)

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 18 DE JUNHO DE 2026 – O instrumento que melhor arquiva a memória e tradições de um povo é a literatura. Memória é identidade. Assim, a Academia Brasileira de Letras (ABL) é o cofre, o armazém, o arquivo da identidade brasileira. E as academias dos Estados é a mesma coisa. A questão da sede própria da ABL já foi resolvida. A instituição, depois de rolar pelo Rio de Janeiro, recebeu um presente da França, o Petit Trianon, um palacete doado pelo governo francês para sediar a academia, na Avenida Presidente Wilson 203, coração do Rio de Janeiro. 

O Petit Trianon foi o pavilhão da França durante a Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil, em 1922. Foi no ano seguinte que o governo francês doou o prédio à ABL. O palacete, réplica do Petit Trianon de Versalhes, assinado pelo arquiteto Ange-Jacques Gabriel, entre 1762 e 1768, foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, em 9 de novembro de 1987. É lá que os acadêmicos se reúnem, tomam posse e realizam seu tradicional chá das quintas-feiras. 

A sede da ABL é também um museu, pois guarda inúmeras obras de artes plásticas, além de uma biblioteca que atende aos acadêmicos e a pesquisadores. 

Após uma peregrinação para conseguir financiamento, foi inaugurado, anexo ao Petit Trianon, em 20 de julho de 1979, o Palácio Austregésilo de Athayde, com 28 andares, 13 elevadores sociais e 112 vagas de estacionamento. A academia utiliza uma pequena parte deste arranha-céu, o restante é alugado, o que dá autonomia financeira à ABL, que, assim, não precisa mais viver de pires na mão. Os acadêmicos assíduos recebem até 10.200 reais por mês, o que dá para uma pessoa viver tranquilamente no Rio, em termos financeiros, sustentando até uma pequena família. 

Geralmente, nos Estados, acadêmicos se reúnem em instalações públicas ou de instituições de classe ou privadas. É o caso da Academia Amapaense de Letras (AAL), que se reúne da Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda, no centro de Macapá. 

Fernando Canto, o escritor mais famoso e prestigiado do Amapá, em todos os tempos, foi presidente da AAL, de 2022 a 2024. Durante seu mandato, no qual me tornei o primeiro sócio correspondente da AAL, baseado em Brasília/DF, Fernando Canto priorizou a sede própria da academia. Assim, reuniu-se, durante todo esse intervalo, com políticos do Amapá, principalmente o governador Clécio Luís (Solidariedade) e o prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD). Segundo Fernando Canto confidenciou a mim, chegaram a cogitar vários endereços de terrenos ou de prédios prontos, para agraciar a academia. 

Durante os festejos de 70 anos de fundação da AAL, em 21 de junho de 2023, fui convidado pelo Fernando Canto para proferir uma palestra, na qual adverti que era preciso jogar duro com políticos. Eles só se interessam por votos e escritores são péssimos cabos eleitorais. Contei, na palestra, como a ABL resolveu seu problema de sede própria e financeiro. 

De modo que é necessária a produção de documento em cartório com o compromisso do político, pressioná-lo no Congresso Nacional, na Assembleia Legislativa ou na Câmara de Vereadores, dependendo da instância, ou cobrar dele na Justiça, se for o caso. 

No caso do Amapá, parece que, se a AAL estiver atenta, agora, terá sua sede própria. Dr. Furlan (Antônio Paulo de Oliveira Furlan), 53 anos, belenense, cirurgião cardiovascular de reconhecida competência, prefeito de Macapá de 2021 até março de 2026, fez a melhor administração municipal de todos os tempos em Macapá. 

Político de Direita, tem compromisso não somente com o desenvolvimento de Macapá e, por extensão, do Amapá, mas também com a identidade amapaense. Assim, eleito governador, é a pessoa certa para resolver a questão, doando a sede da AAL. 

O presidente da AAL, Paulo Guerra, sabe disso. Formado em Letras pela Universidade Federal do Pará, o professor Paulo Guerra foi Reitor da Universidade Federal do Amapá, Secretário de Educação do Estado, deputado federal e senador. É o homem certo para conversar com o Dr. Furlan. 

Dr. Furlan só não será eleito se o assassinarem ou houver fraude nas eleições. Amado pela população, aparece eleito governador no primeiro turno em todas as pesquisas eleitorais. Sua esposa, Rayssa Furlan (Podemos), aparece como favorita para o Senado, seguida pelo senador Lucas Barreto (PSD), que tentará a reeleição. 

Segundo as pesquisas, o senador Randolfe Rodrigues (PT/AP), que tentará se reeleger, deverá ser despachado para sua cidade natal, Garanhuns/PE, a mesma do seu guru, Lula da Silva (PT). 

Quanto a Davi Alcolumbre (União Brasil/AP), presidente do Senado e guardião da ditadura da toga, está atolado até o pescoço, pois Daniel Vorcaro, banqueiro do sistema corrupto, afirma que presenteou Alcolumbre com 30 milhões de dólares. Verdade ou mentira? Por que Vorcaro inventaria isso? De qualquer modo, isto é investigado pelo ministro André Mendonça, relator do inquérito que apura as fraudes do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Vamos ver. 

Quanto ao Dr. Furlan, sugiro que leia meu romance ensaístico JAMBU, à venda no Clube de Autores, amazon.com.br e amazon.com, em português e traduzido para inglês. Trata-se de um mergulho no Amapá e na Amazônia, despindo-os de qualquer mito. 

Também JAMBU está disponível para leitura na Biblioteca Pública Elcy Lacerda e na Biblioteca da Universidade Federal do Amapá (Unifap).

Fernando Canto registra a entrega de JAMBU à Biblioteca da Unifap

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