sábado, 31 de agosto de 2013

Encontro com José Gaspar, Nestor Nascimento, os olhos de esmeraldas azuis da Mara, Marina Monarcha e uma prece de Carmen Monarcha

BRASÍLIA, 31 DE AGOSTO DE 2013 – Um dos momentos mais ricos da minha formação foi a convivência com o crítico de cinema José Pereira Gaspar, entre 1975 e 1977, em Manaus. Eu tinha 21 anos e creio que ele tivesse quase uma década mais do que eu, mas estava muito além de mim. Chamava-o de Velho e não passava um dia sem vê-lo, se isso fosse possível. Acredito que o conheci no Curso Dinâmico, dirigido por Nestor José Soeiro do Nascimento, que faria história como líder negro.

Na época, eu trabalhava como repórter em A Notícia, jornal diário já extinto. Às vezes, eu terminava cedo a pauta e antes de retornar ao jornal, onde almoçava, fiado, na cantina, passava no Conservatório da Universidade Federal do Amazonas, no centro de Manaus, onde o Velho batia ponto. Conversávamos um pouco. À noite, costumávamos nos encontrar no Dinâmico, ou num bar, onde degustávamos algumas garrafas da maravilhosa Antarctica manauara. Conversávamos sobre tudo, especialmente mulheres.

Graduado em letras em Lisboa, sua cidade natal, o Velho dominava pelo menos francês e inglês, era bastante viajado e curtíamos algumas coisas em comum, além das mulheres: o mundo criado por Ernest Hemingway; o dançarino Mohammad Ali; Mateus Rosé; cinema, no precipício do qual ele me empurrou numa queda que dura até hoje e acredito que durará para sempre; conversávamos sobre tudo.

Contudo, havia dois assuntos caros para mim. Uma das razões que me fizeram oferecer feroz amizade ao Velho foi a degustação e sugestões preciosas que me presenteou ao ler contos meus. Tratávamos desse assunto com a maior seriedade, e, pela primeira vez, senti que tinha o dom de parir, criar personagens de carne e osso, que sofrem e gozam, que vivem, enfim. Devo o despertar dessa percepção ao Velho.

Outro assunto caro era Mara, afilhada do Velho e mãe de alguns dos filhos do Nestor. Descendente de espanhóis, seus olhos verdes me fascinavam, e continham, em certas manhãs, o azul do mar, e, às vezes, eram felinos. Ocorre-me, agora, um episódio, certa noite. O Nestor e a Mara encontraram-se num bar na Avenida Getúlio Vargas, no centro de Manaus. Ele, negro, e ela, lindíssima, ruiva, os olhos como duas esmeraldas azuis, a pele de alabastro com sardas aqui e ali, no colo, a voz melodiosa, as pernas bem torneadas, belíssima em vestido rosa, os cabelos de mel deslizando como música aos movimentos da cabeça. Quatro tipos sentados noutra mesa não tiravam os olhos deles. Como pode um negro e uma ninfeta linda de enlouquecer se beijando? Levantaram-se e baixaram a porrada no Nestor. Mara, lindíssima e valente, meteu as unhas nas bestas, até que a quadrilha debandou e ela, então, pegou a cabeça do meu dileto amigo Nestor e o acalantou no seu colo prenhe de redenção.

Meu amigo Nestor já está nos campos de Deus, onde não há tempo nem espaço, nem limitação de espécie alguma, muito menos de cor. Ele e Mara vivem no meu coração, para sempre.

Morei, durante algum tempo, numa casa do artista plástico Álvaro Pascoa, repleta de telas de Hahnemann Bacelar, que conviveu com o Álvaro Pascoa. O Velho conseguiu aquela casa, no bairro de São Francisco, para eu morar. Nela, a que eu chamava de Finca Vigia, em homenagem a Hemingway, atravessei intensa fase da minha educação sexual. Foi quando aprendi a cavalgar um feixe de luz tão azul que vertia sangue, se o fustigava; foi lá que ouvi, pela primeira vez, o som da alma feminina, gemidos, música sublime, que nem Mozart jamais sonhou compor, fluindo no abismo dos vãos entre as galáxias do meu espírito, céu de clorofila, cheiro de madrugada, um leve sabor de vinho e qualquer coisa espanhola.

Naquela época, o Velho começou um romance com a cantora lírica paraense Marina Monarcha, com quem se casou, e eu me mudara para Belém, onde fui morar na casa do gênio macapaense Olivar Cunha e trabalhar no jornal O Liberal, encaminhado pelo crítico de cinema Pedro Veriano, amigo do Velho. Por volta de 1981, casara-me pela primeira vez, com Maria Celia Ferreira Chagas, quando o Velho me visitou. Ele é desses tipos que curtem a vida até o toco, e naquela manhã soltava estrelinhas dos olhos.

Revi o Velho algumas vezes, em idas fugazes a Manaus, e sempre foi como quando voltamos à cidade natal e bebemos a essência das nossas raízes; o Velho contém o espírito da curtição, um renovar-se, como ouvir Carmen Monarcha.

A última notícia que tive do Velho foi que a revista Cinéfilo – que ele editou no fim dos anos de 1960, e interditada pela Ditadura dos Generais (1964-1985) – ganhou edição histórica, reunindo seus quatro números, e lançada no dia 13 de junho passado. Bacana, Velho! Quando pudermos, vamos tomar uma! Quem sabe eu saia do meu jejum alcoólico e beba uma garrafa da maravilhosa Antarctica manauara, ou um trago de Mateus Rosé, ou mesmo água tônica. Não importa, pois sempre que nos encontramos, Velho, abre-se o portão mágico do abismo azul, e surgem os olhos da Mara, grandes como o mundo, e ouço uma prece de Carmen Monarcha.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Abismo de rosas

BRASÍLIA, 23 DE AGOSTO DE 2013 – Não resisti, e lhe disse oi! Ela não respondeu; nem eu esperava que sequer me olhasse. E depois, não era o melhor momento para ela; eu, que gosto de todas as horas do dia e da noite, sempre sinto que aquele é um instante especial, de transição, uma zona indefinível, mais uma sensação, como quando estamos numa sala de espera e de repente sentimos cheiro de maresia, sabor de Dom Pérignon, safra de 1954, e insinua-se a música de Nino Rota, e então percebemos que tudo isso ocorreu à passagem de uma mulher, na eternidade de dez segundos. Assim era o fim da tarde, de quem ainda se podia sentir o calor, agonizante, dando lugar às moléculas da noite e às luzes. Era aquele momento suave como a prece de um rio de planície, lento, a caminho, sem importar-se para onde vai, e que apenas segue. Mulheres, que acabaram de deixar o local de trabalho, passavam pela calçada, frescas e perfumadas, ao encontro do mistério. A propósito, as mulheres são veios prenhes de diamantes vermelhos.

Ali estava eu, hipnotizado. Fora merendar, como gostamos de dizer na minha cidade natal, Macapá, aquela cidade que flutua na margem esquerda do estuário do rio Amazonas, esquina da Linha Imaginária do Equador, onde falta água encanada, não há esgotamento sanitário e as ruas são as mais esburacadas do planeta. Acho o Pão de Açúcar a melhor rede de supermercados do país, e a loja da 516 Sul, a melhor de Brasília. Pois bem, era lá que eu estava. Fora comer croquete de carne. O de lá é saboroso. O pão francês é delicioso também. Em Brasília, costuma-se dizer pão de sal. Prefiro pão francês, pois tenho um relacionamento íntimo com as palavras, e pão francês remete-me a padarias iluminadas na aurora, como navios na ressaca; dá-me a sensação de pão que acabou de ser tirado do forno, a manteiga a derreter-se nele, e a café com leite. E só encontro meu café favorito no Pão de Açúcar: Três Corações, gourmet, e arábica, naturalmente.

Ao vê-la, esqueci completamente o que fora fazer ali. Ela era tão linda que parecia despida, nua, absorta, no pufe diante do toucador, santuário proibido aos homens, porque, por mais que um homem queira apossar-se de uma mulher, ele se perderá num abismo de rosas, e somente ela poderá guiá-lo, com segurança, para ele mesmo. De modo que nós, homens, estamos absolutamente enganados quando somos possuídos pelo pensamento, movediço, de que podemos nos tornar donos de uma mulher. As mulheres são, como as rosas, eternamente livres.

Eu sabia, sempre soube, que ela não me responderia, quando lhe disse oi!, porque elas nem sequer nos percebem; acho que nós, homens, vibramos numa frequência muito bruta para elas, que vivem num mundo sutil, onde apenas alguns artistas, como Mozart, Beethouven, Antoine de Saint-Exupéry, penetram, porque eles sabem com o coração. Mas não resisto quando as vejo; sinto-me leão de asas e experimento voos rasantes nos vales da luz, onde nasce o acme do primeiro beijo.

Tudo ocorreu num segundo infinito. Anoitecia, e as rosas não são as mesmas em todas as horas do dia. Ao alvorecer, e se prenunciar-se um dia de sol, elas são tão lindas como mulher feliz na boate, iluminadas pelo olhar fervoroso do seu homem; haverá algo mais lindo que mulher dançando? Só há as rosas, e aquela era colombiana, vermelha, e nua. Pode parecer estranho, uma obsessão, ou falta de senso, eu me referir a rosas nuas. É que só podemos despir as rosas se as vermos com a necessária pureza, da mesma forma que as mulheres, que só se entregam sem reservas quando sentem que seu homem lhes chega por meio do coração.

As rosas, ao anoitecer, são como minúsculos frascos de essência, que, nas manhãs ensolaradas, impregnam o Cosmo de divino perfume, vibrando numa frequência sutil, no éter. Depois do encontro, e nada é por acaso, pois eu poderia ter tomado outro caminho que não fosse o da floricultura, senti que mergulhava, inexoravelmente, no azul.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Cinquenta e nove anos

Ray Cunha e Josiane Souza Moreira (Foto: Iasmim Cunha - 2013)

BRASÍLIA, 5 DE AGOSTO DE 2013 – Houve um momento, na minha vida, que me julgava fisicamente imortal. Ingeria comida estragada, bebia sozinho até uma garrafa de Pitú ao longo de um bate-papo, caçava e pescava, mergulhava noites inteiras nos misteriosos abismos das ninfas, e nada disso me abalava. Era o império do corpo. A minha mente era o meu corpo. E isso chegou ao auge aos 21 anos, em Manaus. Depois, veio aquela idade em que as pessoas já olham desconfiadas para a gente: os 30 anos.

Aos 17, eu já participara de um livro de poemas, Xarda Misturada, juntamente com Joy Edson e José Montoril, depois do que, caí na Belém-Brasília e segui para o Rio de Janeiro, onde fui rejeitado pelo Exército por falta de peso; imaginem meu estado. O Rio foi uma farra, mas Manaus foi a grande farra. De Manaus, fui para Belém, onde a grande farra foi potencializada ao insuportável.

Já morando em Brasília e quarentão, eu ainda era capaz de jogar boxe amador, mas o álcool começara a vencer a parada. Por volta do último ano do século passado, minha memória começou a declinar; então, mergulhei num mundo pavoroso, no qual tinha que anotar tudo, para não esquecer. Quando ia criar e não conseguia lembrar-me de palavras-chaves ou nomes próprios, a partir dos quais retirava tecido para as personagens de ficção, era um pesadelo.

Quando conheci minha gata, Josiane, em 1988, eu era alcoólatra e ela, uma ninfeta cafuza lindíssima. Um ano depois estávamos casados, e ela foi minha porta de entrada para a Seicho-No-Ie e, esta, para o mundo espiritual. Pois bem, quando minha memória começou a falhar, apavorado, fui pisando no freio, e no réveillon de 2010 dispensei o champanhe. Desde então, sou abstêmio, a memória voltou e agora é melhor do que quando eu tinha 21 anos.

Neste 7 de agosto, completo 59 anos de idade (sou de 1954), e hoje vivo na dimensão da mente, na qual não existe tempo cronológico e só há movimento. Aos 21 anos, eu devorava; agora, degusto, e não somente com as papilas, mas com todos os sentidos. A vida se tornou uma prece, e o cheiro do mar chega até mim, não importa onde eu esteja, e a música, a mais sublime música de Mozart, segue-me aonde quer que eu vá, e eu ouço riso de crianças e as rosas vermelhas despem-se na minha presença, pois sabem que meu olhar não as conspurca, e em todas as madrugadas dou à luz personagens de ficção e crio cidades, e me sinto imortal.

Guardo, na memória do meu coração, um combustível eterno. São as minhas lembranças. O passado é feito do que há de melhor, ensinou-me o dileto amigo Isaías Oliveira. Pois cada uma das mulheres que amei, e que, às vezes, fiz chorar (perdão!), cada jasmineiro que perfumou as ruas noturnas por onde vaguei, com seu choro ao calor das madrugadas, cada verso que escrevi, cada cidade que descobri, todos os voos que alcei, disso é minha têmpera.

Hoje, levo uma vida estranhamente social. Além dos queridos amigos e amigas, com quem sinto prazer apenas por lembrá-los, também reúno-me com meus antepassados, especialmente meu pai, João Raimundo Cunha, belo, majestoso, destemido, amado, e minha mãe, Marina Pereira Silva Cunha, a mais bonita, forte, corajosa e querida entre as mulheres. Às vezes, simplesmente os ouço.

Neste 7 de agosto, como sempre, há anos, minha gata e minha princesinha, Iasmim, me abraçarão e beijarão meu rosto, e me servirão torta, que escolherão numa boa confeitaria, e eu comerei uma fatia com café Três Corações, arábica e gourmet. E depois começarei mais um voo vertiginoso, rumo ao triunfo da luz.

sábado, 13 de julho de 2013

Os momentos do coração

BRASÍLIA, 13 DE JULHO DE 2013 – Gosto de todas as horas dos dias e das noites, de domingo a sábado; contudo, há, a cada 24 horas, dois momentos mágicos: a madrugada e o anoitecer. Sou amante da madrugada. Levanto-me, geralmente, às 4 horas. Faço a higiene. O silêncio repousa no apartamento; ouço apenas respirações. Vou para a cozinha e preparo café, arábica, de preferência Três Corações, gourmet. Aqueço um pão francês, com queijo, manteiga ou margarina; às vezes, frito um ovo. Arrumo a mesa, na sala, agradeço pelo alimento e me sirvo. Bebo por volta de duas xícaras e meia de café com leite em pó; quando há tortas, ou cuscuz, ou tapioquinha, tomo o café preto. Depois, acordo Josiane, minha gata, e oramos para os antepassados, almas e anjinhos da nossa família.

Essa rotina é quebrada quando estou hospedado noutra cidade. Levanto-me também às 4, faço as orações e deixo passar meia hora do início do café da manhã, e só então vou para o refeitório. É um momento estratégico, pois tudo ainda guarda o frescor inicial e há muitos comensais. Um dos meus prazeres é observar as pessoas, apenas para satisfazer a curiosidade do escritor, pois dessas observações recolho retalhos e invento personagens; a propósito, gosto de utilizar essa palavra de origem francesa, comum de dois gêneros, no feminino – a personagem –, pois sou aficionado pelo gênero feminino. Então, a cidade onde nos encontramos é nossa.

Em Brasília, criei vários roteiros, a partir do Cruzeiro Novo, onde moro. Num deles percorro toda a principal rua comercial do Sudoeste, bairro pegado ao Cruzeiro Novo, cruzo o Setor Gráfico e entro no Parque da Cidade, o maior parque urbano do planeta, localizado no âmago da cidade-estado. Trata-se de 4,2 quilômetros quadrados de bosques, trilhas urbanizadas, equipamentos de ginástica, quadras de esporte, parque de diversão, restaurantes e grandes estacionamentos, e onde vemos mulheres tão lindas que permanecem em nossa memória como perfume. Cruzo o parque e saio na altura do Setor Hoteleiro Sul, e caminho até a Rodoviária do Plano Piloto, o coração de Brasília. Se isso ocorre num domingo, compro o Correio Braziliense e Veja, tomo o ônibus e retorno para casa.

Gosto muito também de caminhar pelo Cruzeiro Velho e de lá seguir até a Ceasa, no SIA. Tomo a rua da primeira casa onde minha gata e eu moramos; minha gata foi fundamental para identificarmos a quitinete, pois, nos tempos heroicos, eu vivia imerso na cerração do álcool. Ao passar defronte ao prédio, agora ampliado, sinto sempre simpatia pelo jovem Ray Cunha, esforçando-se para merecer a mulher que aceitara conviver comigo; errando muito; e, às vezes, quando as coisas se apresentavam incompreensíveis, sentia o coração dilacerado.

Cruzando-se a Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia), fica a Ceasa, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). A Ceasa (Centrais de Abastecimento SA) são empresas estatais ou de capital misto destinadas a promover o comércio de hortifruticultura por atacado e no varejo, e existe nas grandes cidades brasileiras, onde ocupam áreas enormes. Gosto muito de ir à Ceasa, pois remete-me ao Ver-O-Peso, maior feira livre da Ibero-América, em Belém do Pará. Lá, eu fazia expedições quase diárias, começando, de manhã cedo, pelo Mercado de Peixe, onde apreciava algumas espécies das cerca de 1.200 da Amazônia. Gosto de apreciar os dorsos luzidios dos pirarucus, dos meros, dos tucunarés, e de todos os peixes, muitos deles capturados na noite anterior, ao largo da costa do Pará e do Amapá. Do Mercado de Peixe ia tomar café com tapioquinha amanteigada e, dependendo dos meus afazeres, apreciava também as frutas; algumas, especiais, como as mangas, que lembram seios túrgidos, e os jambos, sedutores como pele cafuza. Pois na Ceasa, de manhã cedo, há um galpão com pilhas de frutas maravilhosas, e todo tipo de sortilégios, que somente as feiras proporcionam.

Acho que as madrugadas são também o melhor momento para se criar, pois o silêncio é redentor.

O anoitecer é outro momento supremo da vida. A tarde escoa como um rio, lentamente, diluindo-se, como murmúrios, como preces, e a noite chega de repente, como um navio, as luzes tremeluzindo, aproximando-se do cais do nosso coração, iluminado como uma catedral. Se estamos num café, podemos observar o passa-passa das mulheres, que, entre os mistérios do seu labirinto, conservam-se frescas como as manhãs, o tempo todo, deixando um rastro de romance e aventura. A cidade mesma acende suas luzes e o planeta imerge na dimensão do sonho.

No apartamento, o anoitecer é um momento de trégua, de redenção, de silêncio. Todos os dias, nessa hora, sinto-me ainda mais rico; meu relicário está entupido de diamantes amarelos e rubis azuis, de rosas vermelhas colombianas e perfume, caminhos que levam ao coração.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Jorge Bessa autografa O Juízo Final e A Batalha do Armagedon, no Carpe Diem


BRASÍLIA, 26 DE JUNHO DE 2013 – O pesquisador e escritor Jorge Bessa lança nesta sexta-feira, 28, Decifrando as Profecias de Daniel – O Juízo Final; e Decifrando as Profecias de João – A Batalha do Armagedon, no Carpe Diem da 104 Sul, a partir das 18h30 (mais informações pelo telefone 3344-3738).

Em Decifrando as Profecias de Daniel – O Juízo Final (Thesaurus Editora, Brasília, 2013), Jorge Bessa analisa as previsões do profeta desde a Antiguidade até o presente momento, ressaltando que Jesus Cristo, “governador espiritual da Terra”, envia, em todos os tempos, mensageiros para mostrar que, apesar do aparente caos na Humanidade, tudo se encontra sob a supervisão e o controle do Mestre da Galileia. Jorge Bessa atravessa a História desde Nabucodonossor até os dias atuais, quando, segundo ele, se desenrola a temida Batalha do Armagedom, ou Juízo Final, ou Final dos Tempos.

Em Decifrando as Profecias de João – A Batalha do Armagedon (Thesaurus Editora, Brasília, 2013), Jorge Bessa analisa o Livro do Apocalipse, atribuído a João, o Evangelista. Para o autor, longe de ser um tratado de desgraças e catástrofes, o Livro do Apocalipse é, “acima de tudo, uma promessa do próprio Jesus, de um futuro pacífico e radiante para todos aqueles que atingissem um patamar de consciência que os habilitassem a viver em um mundo transformado, um planeta de regeneração, onde estaremos mais próximos dos demais membros da comunidade planetária, aptos a receber o apoio e o carinho daqueles que se dispõem a servir apenas por amor”.

Jorge Bessa é autor da trilogia O mistério dos senhores de Vênus (Thesaurus Editora, Brasília, 2012), composta por Os deuses que vieram do céu (147 páginas); Pluralidade dos mundos habitados e a evolução do homem (155 páginas); e Deuses, venusianos e capelinhos (174 páginas). Baseado em profunda pesquisa, o autor desenvolve a teoria de que, ao longo da história da Humanidade, “sempre estivemos amparados e sendo instruídos por elevadíssimas consciências espirituais, conhecidas como deuses, jardineiros siderais, anjos do Senhor e extraterrestres, entre outras denominações, no seio de quase todas as grandes civilizações do passado”.

Para Jorge Bessa, “os deuses do passado, hoje, estão cada vez mais presentes, pois jamais deixaram a humanidade à sua própria sorte; eles são os mesmos sábios espíritos de outrora, encarregados da execução direta da evolução planetária, que agora intervêm, de forma mais direta, para promover essa mudança, que alguns chamam de Nova Era, Fim do Mundo ou Apocalipse”.

Jorge Bessa, 60 anos, nasceu em Belém e vive em Brasília desde 1980. Graduado em Economia pela Universidade Federal do Pará, trabalhou durante muitos anos na área de inteligência do governo brasileiro, formando-se, depois, em Medicina Tradicional Chinesa, pela Escola Nacional de Acupuntura, em Brasília, e em psicanálise clínica. É autor também de Jesus, o Maior Médico que já existiu; Medicina Emocional; Acupuntura – A Medicina do Século XXI.

Poeta e contista José Edson dos Santos autografa novo livro: Loucura Pouca é Bobagem

O poeta e contista José Edson dos Santos, um dos
mais criativos escritores do Amapá, vive, desde
1974, em Brasília, onde leciona artes cênicas

BRASÍLIA, 26 DE JUNHO DE 2013  O entorno da Rodoviária do Plano Piloto, o coração de Brasília, recende ao ácido úrico do tempo, uma espécie de sujeira que se agarra nas paredes dos subterrâneos da alma. À noite, a praça de alimentação do Conjunto Nacional vira a Praça do Pau Mole, onde nostálgicos choram o leite derramado desde que o mineirinho Juscelino Kubitschek veio comer quieto em terras goianas, atravessando os anos de chumbo da Ditadura dos Generais (1964-1985) e os anos de roubalheira dos ladrões de colarinho branco. Assim, chegamos à Brasília pós-moderna, de modo que a Praça do Pau Mole é uma espécie de cemitério candango. Hoje, o bom é o Setor Hoteleiro, onde se encontra prostitutas cinematográficas e cafés hollywoodianos.

José Edson dos Santos, Joy Edson, como gosto de chamá-lo, é o contista da Brasília subterrânea e decadente do Conic. Os contos deste Loucura Pouca é Bobagem (Thesaurus Editora, Brasília, 2013) são um mergulho num mundo angustiantemente drogado e nostálgico. Neles, as personagens vivem conforme as circunstâncias; não constroem seu destino.

Nunca acontece nada nas histórias curtas de Loucura Pouca é Bobagem, pelo menos no que eu chamo de “o agora e o agora”. As falas, os dramas pessoais, os mergulhos existenciais, tudo é congelado, da mesma forma que a Brasília Patrimônio Cultural da Humanidade. Loucura Pouca é Bobagem é como um pico de LSD. Joy Edson é o cronista desta Brasília entorpecida, antiga, e tão atual.

Estreou com Xarda Misturada (edição dos autores, Macapá, 1971, poesia), juntamente com José Montoril e Ray Cunha. Em 1978, participou da antologia organizada por Salomão Sousa, Em Canto Cerrado. Em 1980, publicou Águagonia e Latitude Zero (edição mimeografada por Paulo Tovar). Em 1995, lança Bolero em Noite Cinza (edição do autor, Brasília, poesia) e, em 2006, Ampulheta de Aedo (LGE/Ler Editora, Brasília). José Edson dos Santos nasceu em Macapá, estado do Amapá, Amazônia, e vive, desde 1974, em Brasília, onde é professor de artes cênicas. É um dos mais talentosos escritores amapaenses.

SERVIÇO

Loucura Pouca é Bobagem será autografado nesta Quinta Cultural T-Bone, dia 27, na 312 Norte, a partir das 19 horas.

Dia 2 de julho, uma terça-feira, durante a Poesia no Beijódromo – Sarau do Beijo, na Universidade de Brasília (UnB), a partir das 19 horas.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Chegou a hora de passar a limpo o Brasil?

BRASÍLIA, 20 DE JUNHO DE 2013 – O dono do Partido do Sindicato do Crime (PTralha) e presidente de fato destepaiz, Lula, e sua preposta, a presidenta (existirá a palavra “incompetenta”?), estão amoitados; não digo de barba de molho porque Lula perdeu a dele e a presidenta não a tem. Os PTralhas saqueiam extepaiz há uma década. Basta! E quem diz basta é uma multidão, que se avoluma a cada dia, nas ruas. As ratazanas PTralhas, conhecidas também como PTelhos, roubam à luz do dia, veja-se o Mensalão, operado por Zé Dirceu (por que mesmo Zé Dirceu ainda não foi preso?); ainda não pegaram o chefão.
 
O fato é que o povo brasileiro não aguenta mais levar ferro dia e noite. Um dia o estuprado se revolta e a primeira coisa em que pensa, e se conseguir o fará, é extirpar o que o rasga e afogar seu dono na sua própria merda. Está na hora de pegar os assassinos que vêm assaltando o Brasil há décadas, todos eles, os patrimonialistas, os nepotistas, os racistas, os ratos que vêm sangrando as tetas da Pátria; que mamem no caralho!
 
Uma coisa é certa: nenhum político ladrão, em lugar algum do planeta, sobrevive quando o povo vai para as ruas. Será diferente nestepaiz? O Brasil precisa ser passado a limpo. Precisamos pegar de jeito esses criminosos, pois quando roubam a Petrobras, a Vale, merenda escolar, material hospitalar, maços de grana (transportados até no rego do cu), quando assaltam os brasileiros em “obras” como a transposição do rio São Francisco (?), a Ferrovia Norte-Sul, quando se espojam nas mordomias principescas dispensadas a esse clube de parasitas homiziados no Congresso Nacional, quando políticos assaltam, por décadas, um Estado inteiro e ainda anexam outro Estado à sua máfia, muita gente morre, principalmente crianças. Por isso esses bandidos precisam ser presos e devolver até o último tostão surrupiado; ou trabalharem para pagar a dinheirama roubada.
 
Basta de o povo brasileiro ser tratado como imbecil, ser assaltado e ainda estuprado, calado. Basta de antas como Lula ser tratadas como se houvessem feito alguma coisa, algum dia, que beneficiasse verdadeiramente a nação; a bolsa-esmola imbeciliza ainda mais o povão.
 
Esta é a hora de os brasileiros dizerem a Lula e à Dilma Rousseff quem é que manda no país; que não somos estúpidos. Lula, aliás, já devia ter sido mandado para a baixa da égua, mas fica aí, como uma arara elétrica, falando merda.
 
Importante: é necessário derrubar o sistema eleitoral brasileiro; ele foi costurado para eleger ladrões, estupradores, assassinos, psicopatas, analfabetos, pedófilos, ratos (desde catitas até mucuras, passando por aquelas ratazanas de dentões saindo da boca).
 
No Brasil, elege-se presidenta, governadores, prefeitos, senadores, deputados e vereadores para foder com a população. Urge mudar isso, e fazer a canalha que vem gozando na cara dos brasileiros entender, de forma inesquecível, que certo está o ditado popular que diz: que tem cu tem medo.