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| Ray Cunha: poesia é cair para cima de asa delta da encosta da montanha, matar o assassino que nos persegue, embebedar-nos com Cerpinha e dormir com a princesa, no mar, e no delírio |
Ah! Tu és como flor se abrindo ao sol
Nua como preciosas pedras
Leve como asas que sustentam o voo
Do abismo a queda
Conduz-me à cumeeira
Dos sonhos
Ainda que eu não desperte
Como se estivesse morto
Na bacanal de rosas vermelhas
Esvaem-se os sentidos
Embriagados de estrelas
No labirinto do teu púbis
Afogo-me na maresia
E ressuscito em gozos múltiplos
Do livro DE TÃO AZUL SANGRA, à venda no Clube de Autores, amazon.com.br e amazon.com

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