Emblemático: Jorge Bessias, apeado (Agência Senado)
RAY CUNHA
BRASÍLIA, 30 DE ABRIL DE 2026 – Indicado pelo presidente Lula da Silva para o Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado-geral da União, Jorge Messias, vulgo Bessias, foi rejeitado, ontem, pelo Senado Federal, por 42 votos contrários e 34 a favor. Messias é servidor público de carreira e ligado ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Lula vem governando por meio do Supremo – a ditadura da toga. Trata-se de um tribunal de última instância, popularmente conhecido como terceira instância, criado para julgar questões constitucionais, mas, atualmente, vem tocando o terror, mantendo presos políticos, censurando, e soltando chefões do narcotráfico.
Lula da Silva tentou comprar o Senado, despejando 12 bilhões de reais em emendas parlamentares e liberando cargos em estatais e agências reguladoras, como CVM, Anac e ANM, para garantir a aprovação de Jorge Messias ao STF. R$ 889 milhões foram direcionados somente para membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que sabatinou Messias. Mas o que aconteceu foi que, em vez de alisarem o amigo de Lula, encurralaram-no.
Analistas políticos atribuem a derrota de Lula ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil/AP), que tem uma dívida para com seu antecessor, Rodrigo Pacheco (PSD/MG), ambos defensores intransigentes da ditadura da toga. O acordo era que Pacheco fosse o indicado.
A origem do Supremo é a Casa da Suplicação ou Supremo Tribunal de Justiça de Portugal. Com a criação do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, em 1808, foi criada uma Casa de Suplicação no Rio de Janeiro, que, logo depois da Independência do Brasil, passou a se chamar Supremo Tribunal de Justiça, e, após a Proclamação da República, Supremo Tribunal Federal. Os onze juízes que o compõe são chamados de ministros e são nomeados pelo presidente da República, após aprovação pelo Senado Federal. Aposentam-se compulsoriamente aos 75 anos.
Antes de Messias, apenas cinco nomes foram barrados no Senado, todos em 1894, no governo militar de Floriano Peixoto, em um contexto parecido com o de hoje, de instabilidade política. Três dos casos foi falta de formação jurídica: o médico e ex-prefeito do Distrito Federal, Cândido Barata Ribeiro; o general Ewerton Quadros; e o administrador Demóstenes Lobo. Os dois casos restantes – Innocêncio Galvão de Queiroz e Antônio Sève Navarro – cumpriam com essa formalidade, formação em Direito, mas não tinham “notável saber jurídico”. O Senado exigia não apenas diploma, mas trajetória profissional compatível com o Supremo.
Até ontem, para ser aprovado para o Supremo bastava ser amigo de Lula da Silva ou advogado do PT, ou do sistema.
Jorge Messias é conhecido como Bessias porque, em 2016, durante a Operação Lava-Jato, a então presidente Dilma Rousseff, ao combinar o envio do termo de posse de Lula da Silva como ministro da Casa Civil, chamou-o de Bessias, trocando o M por B.
Ao telefone, Dilma diz a Lula: “Aí você tem o seguinte, tô mandando o Bessias junto com o papel, pra gente ter ele, caso seja necessário” – referia-se a Jorge Messias, que, então, era subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil.
O termo de posse representava um salvo-conduto a Lula, ensopado até a alma na Lava-Jato. Atualmente, Lula carrega nas costas não só a Lava-Jato, mas o Mensalão, o Petrolão, a falências das estatais, a devastação da Amazônia, endividamento histórico do país, defesa intransigente de ditadura, criação do Foro de São Paulo, ataque ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defesa do Estado terrorista do Irã, ataques a Israel, aumento escorchante de impostos, inflação e aumento alarmante de moradores de rua.
Lula está há 12 anos na Presidência da República e seu partido, o PT, há 18 anos, mas Lula quer mais quatro anos. Provavelmente porque não teve tempo, como seu amigo Nicolás Maduro, a hiena da Venezuela, de concluir sua obra. Mas deu no que deu: Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram laçados no coração de Caracas e levados para os Estados Unidos, onde estão vomitando todo o podre que sabem e apodrecendo na jaula.
Lula da
Silva Suffers Historic Defeat in the Senate
RAY
CUNHA
BRASÍLIA, April 30, 2026 – Nominated by President Lula da Silva to the Brazilian Supreme Federal Court (STF), Attorney General of the Union Jorge Messias, known as Bessias, was rejected yesterday by the Federal Senate by 42 votes against and 34 in favor. Messias is a career civil servant and is affiliated with the Workers’ Party (PT).
Lula has been governing through the Supreme Court – the dictatorship of the robe. It is a court of last resort, popularly known as a third-instance court, created to judge constitutional matters, but which is currently spreading fear, keeping political prisoners behind bars, imposing censorship, and releasing major drug trafficking bosses.
Lula da Silva allegedly tried to buy support in the Senate by pouring 12 billion reais into parliamentary amendments and distributing positions in state-owned companies and regulatory agencies, such as the CVM, ANAC, and ANM, to secure Jorge Messias’s approval to the STF. R$889 million were directed solely to members of the Constitution and Justice Committee (CCJ), which questioned Messias during his confirmation hearing. But instead of smoothing the path for Lula’s ally, senators cornered him.
Political analysts attribute Lula’s defeat to Senate President Davi Alcolumbre (União Brasil/AP), who allegedly has a debt to his predecessor, Rodrigo Pacheco (PSD/MG), both staunch defenders of the dictatorship of the robe. The agreement was that Pacheco would be the nominee.
The origin of the Supreme Court lies in Portugal’s Casa da Suplicação or Supreme Court of Justice. With the creation of the United Kingdom of Portugal, Brazil and the Algarves in 1808, a Casa da Suplicação was established in Rio de Janeiro, which shortly after Brazil’s Independence became known as the Supreme Court of Justice, and after the Proclamation of the Republic, the Supreme Federal Court. Its eleven judges are called ministers and are appointed by the President of the Republic after approval by the Federal Senate. Mandatory retirement comes at age 75.
Before Messias, only five nominees had ever been rejected by the Senate, all in 1894 during the military government of Floriano Peixoto, in a context similar to today’s political instability. Three of those cases involved lack of legal training: physician and former mayor of the Federal District Cândido Barata Ribeiro, General Ewerton Quadros, and administrator Demóstenes Lobo. The other two cases – Innocêncio Galvão de Queiroz and Antônio Sève Navarro – formally held law degrees but lacked the “notable legal knowledge” required. The Senate demanded not only a diploma but also a professional trajectory compatible with the Supreme Court.
Until yesterday, being approved for the Supreme Court merely required being Lula da Silva’s friend or a lawyer for the PT – or for the system.
Jorge Messias became known as Bessias because in 2016, during Operation Car Wash, then-President Dilma Rousseff, while arranging to send Lula da Silva’s appointment papers for the position of Chief of Staff, mistakenly referred to him as “Bessias,” replacing the M with a B.
On the phone, Dilma told Lula: “So here’s the deal, I’m sending Bessias along with the document, so we have it if necessary” – referring to Jorge Messias, who at the time was Deputy Chief for Legal Affairs in the Chief of Staff’s Office.
The appointment document represented safe-conduct for Lula, then deeply entangled in Operation Car Wash. Today, Lula carries not only the burden of Car Wash, but also the Mensalão, Petrolão, the collapse of state-owned companies, the devastation of the Amazon, the country’s historic indebtedness, unwavering support for dictatorships, the creation of the São Paulo Forum, attacks on United States President Donald Trump, support for the terrorist state of Iran, attacks on Israel, crushing tax increases, inflation, and the alarming growth in homelessness.
Lula has
spent 12 years in the Presidency of the Republic, and his party, the PT, has
governed for 18 years, yet Lula seeks four more years. Probably because, like
his friend Nicolás Maduro – the hyena of Venezuela – he has not had enough time
to complete his work. But events unfolded as they did: Maduro and his wife,
Cilia Flores, were lassoed in the heart of Caracas and taken to the United
States, where they are now spilling everything they know and rotting behind
bars.
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