quinta-feira, 2 de abril de 2026

De rosas, jasmins e AJOIA Brasil, uma trincheira de jornalistas que buscam a verdade dos fatos

Ray Cunha: As rosas são frágeis, foram feitas para amar, e eu também

RAY CUNHA

BRASÍLIA, 2 DE ABRIL DE 2026 – A vida é sonho e o tempo, ilusão. Os últimos três anos têm sido uma noite um pesadelo, com ditadura da toga censurando, prendendo e arrebentando, o desvio de trilhões de reais, presos políticos, assassinos à espreita, chefões do narcotráfico impunes e aposentados do INSS assaltados até o tutano.

O tempo é uma ilusão e não posso mais me iludir. Não posso mais passar uma noite inteira amando, arrancando gemidos de prazer, nem beber Cerpinha enevoada até ficar bêbedo, nem jogar boxe. Mas posso escrever, e reler livros de Ernest Hemingway, Stieg Larsson, David Lagercrantz, Dan Brown, O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, Gabriel García Márquez, Ruy Castro, Isnard Brandão Lima Filho, uma constelação...

Sonho com crianças jogando bola em um campinho improvisado. Estou sentado, ali perto, atento, como um cão guardando ovelhas. Se a bola cai longe, vou buscá-la, se surge um desentendimento entre elas, acalmo-as e procuro a solução mais salomônica, e se uma delas se machuca, acalanto-a. Cuido para que joguem sem problemas e retornem seguras para seus lares.

Passei esses anos todos trabalhando especialmente em dois livros: um deles é o último de uma trilogia de thillers políticos, que começou com O CLUBE DOS ONIPOTENTES, depois, com O OLHO DO TOURO, e, agora, o terceiro volume, que ficará pronto neste ano eleitoral de 2026. Trabalhei, também, em um volume de filosofia da Medicina Tradicional Chinesa: PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA – Vivências na Medicina Tradicional Chinesa.

Faço planos o tempo todo. Pretendo bater perna no Rio de Janeiro, em qualquer ponto do Litoral, em Belo Horizonte, em Valência, Espanha... Pretendo comprar livros que desejo ler desde que eu era imortal. Todo jovem é imortal. É provável que tenhamos uma sequência de John Wick, um novo 007 e filmes com Léa Seydoux e Ana de Armas. E ainda tenho força para o trabalho voluntário em Medicina Tradicional Chinesa nas manhãs de sábado e domingo.

De modo que 2026 se apresenta com muitas possibilidades. Especialmente no campo político. Segunda-feira, 30 de março, foi o début da Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Associados (AJOIA Brasil), em Belo Horizonte.

Trata-se de uma irmandade de jornalistas que não dependem de patrões, mas, independentemente de seus compromissos com patrões ou empresas, realizam um jornalismo investigativo, analítico e interpretativo, em busca da verdade dos fatos, pela democracia plena, pelo fim da ditadura da toga, pela soltura imediata dos presos políticos, pelo combate contra o narcotráfico e ditaduras, por uma política educacional judaico-cristã, pela família.

Estamos entrincheirados. Os Associados que não são jornalistas podem ser qualquer pessoa que queiram dar algum tipo de apoio à luta contra a lavagem cerebral que nossa juventude está sofrendo, contra o roubo de trilhões de reais da burra, contra o assassinato de presos políticos... Apoio intelectual ou financeiro.

Se Jair Messias Bolsonaro aguentar mais um pouco ao assassinato diuturno a que é submetido, deverá ser libertado no próximo ano. Donald Trump já varreu da Venezuela o monstro bolivariano Nicolás Maduro, o regime cubano está derretendo como vampiro hollywoodiano ao sol e todos já sabemos que Lula da Silva está entregando o Brasil à China, tornando-nos satélite chinês, enquanto ele e família nadam na burra. E o presidente do Brasil será Flávio Bolsonaro.

Assim que o regime da toga cair vou voltar a escrever artigos pela volta dos cassinos. Legalizar o jogo de azar, agora, seria o mesmo que entregá-lo de mão beijada para a máfia.

Não sei se irei a Macapá/AP, minha cidade natal. Quando o escritor Fernando Canto estava vivo, sempre que eu ia a Macapá fazíamos uma farra pantagruélica, mas meu irmão Fernando Canto foi para o azul, e deve estar bebendo na companhia de Hemingway e outros escritores chegados a um balcão de bar. Macapá está tomada por comunistas – universidade, imprensa, políticos – e eu sou conservador.

Os meus maiores planos é fisgar um marlim azul de 637 quilos e 5 metros de comprimento, em Guarapari, Espírito Santo; convencer Olivar Cunha a pintar uma cafuza cor de jambo, de olhos verdes e cabelos ruivos como cascatas de fogo descendo-lhe até as ancas africanas, tomando tacacá, para a capa do meu romance JAMBU, e, também, pintar Santa Rica de Cássia abençoando Roberto Carlos, nos anos 1960.

Há coisas que não planejamos, que, simplesmente acontecem. Se eu encontrar o José Aparecido Ribeiro conversaremos sobre tudo e ficarei bêbedo. Continuarei amando a mulher amada, as estrelas, as rosas que o poeta ofertou para a madrugada e as madrugadas. E ouvirei Mozart, Frank Sinatra, Pérez Prado e o som da Terra no espaço. Espero, também, escrever um poema. E sentir o perfume de jasmineiros chorando no ar azul e rosas se abrindo.

Um sentimento que desconfio que somente as rosas sentem toma conta de mim. Tenho consciência de que sou frágil, mas forte como as rosas. Que são as rosas senão flores fragilíssimas, mas quem pode enfrentar a fortaleza das rosas? Ninguém, pois nada pode contra o amor, que é liberdade, luz, sintonia fina, éter, o azul. As rosas foram feitas para amar, e eu também.

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