| General G. Dias (foto), Hugo Carvajal e Nicolás Maduro: bombas de Hiroshima ambulantes (Geraldo Magela/Agência Senado) |
RAY CUNHA
BRASÍLIA, 26 DE ABRIL DE 2026 – O segundo turno das eleições presidenciais de 2022 foi realizado no dia 30 de outubro, último domingo do mês. Estavam aptos a votar, no país e no exterior, 156,4 milhões de brasileiros. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), venceu a chapa Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), e Geraldo Alckmin, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), respectivamente presidente e vice, com 60.345.999 votos, e empossada em 1 de janeiro de 2023, para um mandato de quatro anos, duas décadas depois de Lula chegar ao poder e para cumprir um terceiro mandato, aos 77 anos, e já afirmando que Bolsonaro, ou qualquer outro candidato de Direita, não ganharia dele, em 2026.
Lula venceu em Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins.
O candidato derrotado, Jair Messias Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), que teve 57.797.847 votos, ganhou em mais unidades federativas do que Lula da Silva, e nos maiores colégios eleitorais: Acre, Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e São Paulo.
Votos nulos e brancos, 5,7 milhões, superaram a diferença de votos entre os dois candidatos, de 2,1 milhões.
Durante e após as eleições, aonde quer que Bolsonaro fosse, era ovacionado por multidões, e Lula, apedrejado verbalmente.
Desde 30 de outubro de 2022, quando saiu o resultado do segundo turno das eleições, o povo, em todo o país, foi para as ruas e bloqueou rodovias. Como o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, ameaçou mandar prender os manifestantes, acamparam na frente de quartéis das Forças Armadas. Em Brasília, o acampamento foi instalado em frente ao Quartel-General do Exército. Em 8 de janeiro de 2023, o Supremo determinou o desmonte dos acampamentos.
No meio da tarde, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general Gonçalves Dias, conforme imagens de câmeras comprovam, de forma clara, abriu as portas do Palácio do Planalto para um grupo de blacks blocs, que depredaram o prédio, juntamente com o Congresso Nacional e a sede do Supremo. Dezenas de pessoas invadem os palácios dos três poderes e depredam obras de arte e objetos de valor histórico, como As Mulatas, de Di Cavalcanti, avaliado em oito milhões de reais, rasgado a faca, e defecam no Palácio do Planalto e no Supremo.
As câmeras não mentem; mostram que foi tudo armado. Cruzamento de dados, horários e imagens comprovam que muita gente sabia o que estava acontecendo nos bastidores.
Na Praça dos Três Poderes e no acampamento montado no Quartel-General do Exército, 1.418 pessoas, entre adultos, velhos e crianças, que não sabiam o que estava acontecendo dentro dos palácios, foram presas pela Polícia Federal, como terroristas, acusados pela depredação das sedes dos três poderes e de golpe de Estado, e encerradas no Complexo Penitenciário da Papuda e na penitenciária feminina da Colmeia, tratadas como lixo e ameaçadas de pegar até 30 anos de cadeia.
Alegando que o governo do Distrito Federal foi incompetente para impedir a quebradeira nos palácios, Lula decreta intervenção federal no DF, até 31 de janeiro de 2023. Alexandre de Moraes determina o afastamento do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, por 90 dias, e manda prender o secretário de Segurança Pública e ex-ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro, Anderson Torres – que se encontrava, no momento, em Orlando, nos Estados Unidos –, como partícipe das depredações.
O verdadeiro golpe estava aplicado. Bolsonaro seria acusado de tentar a tomada do poder com a farsa montada pelo sistema, preso e condenado a morrer na cadeia.
Marco Edson Gonçalves Dias, conhecido como Gonçalves Dias ou G. Dias, natural de Americana/SP (7 de fevereiro de 1950), é um general da reserva do Exército Brasileiro. No 8 de Janeiro era ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. Atuou na segurança pessoal do presidente Lula da Silva nos seus dois primeiros mandatos, entre 2003 e 2009, e, no governo Dilma Rousseff, foi chefe da Coordenadoria de Segurança Institucional.
Em 29 de dezembro de 2022, G. Dias foi anunciado como titular da pasta de Segurança Institucional do terceiro mandato de Lula da Silva, mas não durou muito no posto. Após publicação de uma reportagem da CNN Brasil revelar um vídeo em que ele orientava invasores dentro do Palácio do Planalto durante os eventos de 8 de Janeiro, pediu demissão, em abril de 2023, e sumiu.
Ele sabe muito. Ou melhor, tudo. Congressistas, sob o manto
da Lei, só têm que descobrir onde ele se esconde e, utilizando caminhos legais,
fazê-lo abrir o bico. Juntamente com Hugo Carvajal El Pollo e Nicolás Maduro, G. Dias é uma
bomba de Hiroshima.
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