terça-feira, 19 de julho de 2022

O dia em que recebi a visita de Roberto Carlos

Roberto Carlos e eu, no Hotel Amazonas, em Manaus, em 1976

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 19 DE JULHO DE 2022 - Em agosto de 1994, lancei, em Brasília, o jornal mensal Intelligentsia, tiragem de 3 mil exemplares. Durou até fevereiro do ano seguinte – 7 edições, portanto. Era um tabloide de 16 páginas, parcialmente em cores, diagramado e ilustrado pelo artista plástico André Cerino, com fotografia do repórter fotográfico e ensaísta Ivaldo Cavalcante, e inteiramente redigido por mim. O primeiro número causou polêmica nos meios em que circulou, devido a uma coletânea de poemas eróticos, que intitulei DE TÃO AZUL SANGRA, ilustrados por André Cerino, que carregou no grafite. O trabalho foi um escândalo. 

Em junho de 2018, sonhei com Roberto Carlos. Ele estava todo de branco e na minha casa, na 711 Sul, em Brasília, onde morei durante alguns anos, mas, no sonho, era uma casa enorme e arejada. Eu chegava e o encontrava lá, e alguém me dizia que Roberto queria falar comigo. No instante seguinte, como só nos sonhos acontece, ele e eu estávamos na biblioteca da casa, ampla, bem iluminada e aconchegante. Lembro que Roberto segurava uma folha de papel e me pediu autorização para trocar uma palavra de um poema meu, para ajustá-lo à melodia na qual estava trabalhando. “Sim, é claro, Roberto” – disse-lhe, e acordei. 

Acordei com o livro DE TÃO AZUL SANGRA na cabeça e passei aquele dia e os dias seguintes trabalhando nisso. Reuni os poemas publicados no Intelligentsia, mais os poemas eróticos produzidos até julho de 2018, e publiquei, em dezembro daquele ano DE TÃO AZUL no Clube de Autores e na amazon. 

No início dos anos 70, Roberto Carlos já era uma celebridade internacional, encantando o mundo com a melodia da sua voz, a Música Suave que ecoa na alma dos amantes. Em 1976, eu morava em Manaus e trabalhava no jornal A Notícia, de Andrade Netto, pai da Natacha Fink de Andrade, uma das grandes chefs brasileiras, profunda conhecedora dos sabores da Amazônia, e que deixou sua marca no Rio de Janeiro, onde foi proprietária do Espírito Santa, um dos restaurantes mais badalados da cidade, na Rua Almirante Alexandrino 264, bairro de Santa Teresa. 

Pois bem, naquele ano, 1976, Roberto foi fazer um show em Manaus e a produção do jornal conseguiu entrevista exclusiva com ele, no antigo Hotel Amazonas, centro da cidade, onde Roberto estava hospedado. 

Na época, eu assinava a coluna mensal No Mundo da Arte e era sempre eu que cobria matérias de cultura. O chefe de reportagem instruiu-me a perguntar ao Rei se ele usava, antes dos shows, meia de mulher como touca, para que sua cabeleira ficasse bem bacana. Esse assunto fora objeto de revista de fofoca. A pergunta era bizarra, mas satisfaria o suposto perfil dos leitores do jornal, que tendia ao sensacionalismo. 

Tudo bem! O problema era outro: o único gravador do jornal estava falhando, e isso foi meu terror, porque se chegasse à redação sem a entrevista só me restaria fazer o que fiz tempos depois: demiti-me e fui para A Crítica, levado pelo senador Fábio Lucena, de quem fiquei amigo no Clube da Madrugada, sediado nos bares Caldeira e Nathalia, e que reunia jornalistas, artistas e apreciadores da enevoada Antarctica manauara. 

Saí para fazer a entrevista, marcada para o fim daquela manhã. No hotel, fomos conduzidos, o fotógrafo e eu, ao corredor do apartamento do Rei, onde dois seguranças pediram para aguardamos ali. Roberto não nos recebeu no apartamento; acho que o apartamento era simples demais para as fotos. Ele me recebeu no corredor, e me deu a entrevista ali mesmo. 

O Rei é um sujeito carismático. Ele me deixou à vontade e eu me senti como se fosse velho amigo dele. Perguntei-lhe sobre o negócio da meia e ele me respondeu numa boa. Nem me lembro mais o que ele disse. Eu estava de olho no gravador, preocupadíssimo com o funcionamento dele, vigiando para ver se o rolo de fita estava girando. Fazia perguntas ao Rei e voltava-me para o gravador, um velho gravador de tamanho médio. Eu costumava fazer entrevistas anotando rapidamente a resposta, mas a orientação que recebera era a de que eu teria que transcrever ipsis litteris as palavras do Roberto. 

Mais tarde, na redação, ao degravar a entrevista, vi o quanto foi burocrática, a pior que fiz como jornalista, e logo com quem, o Rei Roberto Carlos. Mas tudo bem! O jornal publicou a matéria, ninguém reclamou, e ainda restou uma fotografia com o Rei, por insistência do fotógrafo, de quem não lembro mais quem era. 

Fui cobrir também o show do Roberto, e, naquele clima dos grandes shows, senti, na alma, o perfume que exalam muitas das canções do grande artista, algumas delas compostas com Erasmo Carlos. Certas gravações do Roberto nos remetem, em um salto quântico, à eternidade da juventude, quando transitar pelos labirintos de uma mulher é como montar a luz, tão azul que sangra. 

Segue-se o que o contista e ensaísta Fernando Canto escreveu como prefácio da coletânea de 1994. 

VERSOS PROFANOS 

FERNANDO CANTO 

Nem fesceninos ao estilo bocageano, nem pornográfico à moda Boris Vian. Contudo, profanos são os novos versos do poeta Ray Cunha. Não no sentido antirreligioso – assim a poesia teria prosélitos fanáticos –, mas no sentido da irreverência, da violação, da transgressão do texto, em cuja tessitura surge o inopinado, que fragmenta, com certeza, a reação dos ouvidos suscetíveis. 

Estes poemas, De tão azul sangra, evocam, invocam, enfocam a mulher, aliás, o sexo feminino; a afirmação do adolescente, o orgulho do adulto, ou, talvez, o fruto da observância do mundo mundano – experiência edipiana a penetrar em barreiras antes inacessíveis. Poemas que denotam a sensualidade e detonam-se em palavras lúbricas. Sutis, ás vezes, como em Bethania. Impolidas, como em Olhar para a mulher amada – um rasgo narcisista, um produto da consciência machista e desembocadura para o gozo psicológico do autor. 

A apologia de Ray Cunha à mulher é feita, então, sem disfarces. Despojada da roupa ela se torna provedora de sentidos, manancial e matéria-prima ao fabricante de versos. Está ali nua, nuinha na sua forma ímpar de ser apenas mulher, vênus perscrutada pela oportuna fresta que faz a felicidade de um voyeur; deusa mítica em seu mistério, desvendada pelo arguto e fulminante olhar e pelo sensível olfato do poeta. 

Bem poderia chamar-se Essa Copacabana triste mulher o conjunto desta obra. O melhor poema da coletânea traz o melhor do autor, embora o contraste do “triste” trace o “ideal” do jovem solitário, qualquer jovem solitário nas praias deste Brasil afora. Essa irreverência trata da socialização do sexo no entendimento paradoxal de que todos possam ser burgueses em bacanais tropicais regadas a coquetéis afrodisíacos, num tempo hedonista que ficou há muito nos salões dos palacetes romanos. É forma compacta de abarcar o mundo. É válido. É poesia. Nela está o sol, o azul do mar no verão. Pois aí o azul que sangra não é o azul do céu. É o azul açoitado pela relação geográfica e íntima entre o sol e o mar. É o azul afetado pela natureza do gasoso (as nuvens) no espelho sangrado do mar. Mar que sangra, que se esvai, que beija a praia de Copacabana e salga o corpo nu da mulher desejada, da mulher que brilha com a clivagem dos grãos de areia e à noite vai para a cama gemer seu gozo e se sangrar de mar de Copacabana. Enorme, a cama de Copacabana. 

Nostálgico e terrível é romper o laço em Um cheiro de madrugada. Neste poema Ray Cunha instiga um sentido amargo sobre o que se convenciona chamar de amor. É um trabalho sincero, diria, onde o conteúdo está exposto para o leitor atento; onde nada mais se precisa dizer, pois que a lembrança adquire a possibilidade de entrega a outros caminhos, nos quais existem outros remédios para os males da paixão. É simples, realista. 

Ray Cunha ironiza a relação poética entre a morte e a poesia. Morrer na mesa de um bar é produto do inconsciente etilizado. Ser salvo, porém, é dormir com a princesa e metáfora-tônica de um anti-valor, concessão do sono ao acordar de sopetão de um pesadelo borgeano: sensação esquisita, estapafúrdia. Morte e poesia andando juntas, porque o trágico pode ser frenético, fétido e cômico – dura realidade! – exatamente na hora irônica do enforcamento. 

Poemas como Sessenta e nove I e II trazem sobretudo o rústico, o rude, o seco mal lixado. São versos extraídos de uma realidade obstinadamente crua, ausentes de recursos semânticos mais elaborados, e duros como a pretensa e voraz virilidade do poeta. Nem por isso ele peca. 

Se transgredir é a virtude do recurso, doces são as circunscrições colocadas em Ah! Se tu fosses minha e nos dois poemas sem títulos que se entrepõem a ele. Chegam á trazer à tona a ingenuidade do poeta, que verdadeiramente ama sua musa de Parnaso, líricos como uma aquarela a Belle-Époque. 

Não se pode deixar de enfocar o trato poético-erótico-libidinosos dos classificados de Acompanhantes. O autor ousa de várias maneiras. E coopta o leitor a acompanha-lo em aventuras sexomaníacas de pleno envolvimento. Comunicação, mídia impressa, espurcícia? Não. Mistura de elementos cuidadosamente colocados sob a arquitetura da realidade atual, ossatura forte dos arrabaldes das megalópoles. Assim é a estrutura desse poema. Real. Firme e transparente. Enfoque de uma sociedade periférica desprezada pela tradicional e hipócrita sociedade burguesa. É retrato da nova cultura urbana, nascida, infelizmente, ainda da miséria, da perda de status, de poder aquisitivo e que se torna antepasto para qualquer Sade pós-moderno, certamente. Instigante, claro e azul, o poema indica água fervendo, páprica picante, poesia nova, e acima de tudo coragem de inovar pela forma e revolucionar pelo conteúdo da ideia.

Esta é a marca poética de Ray Cunha, que, sob o céu nas nuvens, descobre que o azul sangra como a vagina menstruada de uma nereida de qualquer gangue dos subúrbios brasileiros.

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segunda-feira, 18 de julho de 2022

Se Lula voltar à Presidência acabará com a propriedade privada, venderá a Amazônia para a China e corromperá as crianças nas escolas

Foro de São Paulo pariu molusco de 9 cabeças e 9 ventosas

RAY CUNHA

BRASÍLIA, 18 DE JULHO DE 2022 – Buda, há 2.500 anos, já alertava: o maior sofrimento da Humanidade é a ignorância, ou trevas, como se dizia então. O poeta frustrado que foi Karl Marx invejava Deus, e para ser Deus procurava matá-Lo por meio dos seus poemas doentios, tentativa que o deixava cada vez mais frustrado. Ao ver que não podia matar Deus, passou a se dedicar a corromper a criação do Pai: o espírito humano. Escreveu, assim, as bases para a escalada da corrupção da Humanidade: O Capital. E as trevas se encarregaram de enviar o agente da derrocada do espírito: Vladimir Lenin, em 1917. 

A partir daí, o marxismo, popular comunismo, chegou ao poder e se transformou no próprio Estado. A corrupção, a devassidão, o assalto, o estupro, o assassinato em massa, a destruição da família e da igreja, e a escravidão do povo, passaram a ser controlados por uma elite de um partido político único. A partir de 1917, a ordem agora era implementar em todo o planeta o vírus da ignorância, principalmente o desconhecimento do mundo espiritual. 

Na Ibero-América, destruíram Cuba e Venezuela e agora começam a arrasar com Argentina, Chile e Colômbia, marchando em direção à joia do planeta: o Brasil. Para isso, foi criado o Foro de São Paulo, para organizar os exércitos de terroristas, narcotraficantes e facções rumo ao Palácio do Planalto. 

O líder desses exércitos é um dos seres humanos mais abjetos que já encarnaram aqui no planeta, um ser de nove cabeças e nove ventosas. Lula é candidato à Presidência da República. Foi presidente duas vezes seguidas e elegeu seu sucessor, e nessa década e meia perpetrou todo tipo de crime, os mais imundos que se possa imaginar, foi condenado à jaula por mais de uma dúzia de juízes e desembargadores, para ser singelamente solto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para disputar a Presidência da República contra o presidente Jair Messias Bolsonaro, que, ainda candidato, em 2018, recebeu uma facada que mataria até um búfalo. Mas escapou. 

Estima-se que durante a década e meia em que o Partido dos Trabalhadores (PT) esteve no poder desviaram mais de 1,5 trilhão de dólares, dinheiro que poucas nações possuem. Lula chegou a meter a mão até no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), chegando a financiar a construção do porto de Mariel, em Havana, Cuba, e o metrô de Caracas, quando o Brasil precisa tanto de portos e metrôs. Bancos federais, estatais como a Petrobras e os Correios, fundos de pensão, nada escapou ao assalto. 

Paralelamente, Lula aparelhou o país. Exceto as Forças Armadas. Bolsonaro já desmontou alguns galhos do cabide federal de empregos alimentado pelo PT, monstruoso, mas o buraco é muito mais embaixo: assassinatos e mortes misteriosas, que a Polícia Federal não consegue elucidar, e chantagem. 

Pior: a Justiça vem soltando, em ritmo inquietante, cada vez mais bandidos perigosíssimos, e sabotando, na mesma medida, o trabalho da polícia; e cada vez mais sufoca a liberdade de expressão e faz vista grossa para as mentiras da velha mídia, a dos balcões de negociatas. E há políticos e jornalistas presos políticos. 

Uma coisa é certa: se um ladrão e assassino do porte de Lula voltar a pôr suas nove ventosas na teta da burra nem o diabo segurará o posto dele próprio de mandachuva no inferno. 

Aliás, ele já vem dizendo, para quem quiser ouvir, o que fará se conseguir ganhar as eleições no Tribunal Superior Eleitoral (TSE): prenderá Bolsonaro e família; amordaçará a mídia; acabará com a propriedade privada; liberará aborto até para feto de nove meses; crianças determinarão o sexo com que querem ser educadas; derrubará teto de gastos; o Estado estatizará tudo; venderá a Amazônia para a China; corromperá as crianças nas escolas e viverá de mandioca descascada pronta para estuprar até parturiente anestesiada. O sistema eleitoral brasileiro, totalmente eletrônico, está preparado. 

Está tudo em um livro chamado O CLUBE DOS ONIPOTENTES, à venda no clubedeautores.com.br, na amazon.com.br e na amazon.com.

domingo, 17 de julho de 2022

A corrupção das crianças pelo sexo

Uma das maneiras de os comunistas destruírem a família e o Estado e gerarem o caos para então instalarem a ditadura é a corrupção por meio da pornografia, conduzindo as crianças nas escolas a práticas abjetas envolvendo uma parte profunda e misteriosa de suas mentes: o sexo.

O livro O CLUBE DOS ONIPOTENTES mergulha sobre essa questão, também! Trata-se de um romance ensaístico profético, que submete o comunismo à dissecação total! Leia, com urgência, O CLUBE DOS ONIPOTENTES e entenda o que está acontecendo politicamente neste momento no Brasil!

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sexta-feira, 15 de julho de 2022

Livro profético alerta para o que está acontecendo neste momento no Brasil. A luta é entre a liberdade e o comunismo. A escolha é sua

José Maria Trindade, um dos maiores jornalistas brasileiros,
já leu O CLUBE DOS ONIPOTENTES e sabe que a polarização não
é entre Bolsonaro e Lula, mas entre a liberdade e o comunismo

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 15 DE JULHO DE 2022 – Alguns livros são proféticos, mas não porque seus autores detenham o dom da profecia, já que o futuro, por ser absolutamente desconhecido, é impossível de ser visto claramente. O que os profetas enxergam são mensagens enviadas do mundo espiritual alertando a raça humana em sua jornada. Assim, livros, ou qualquer tipo de mensagem passíveis de interpretações podem ser vistos como alertas de mentores espirituais. 

É o caso do romance ensaístico O CLUBE DOS ONIPOTENTES (Editoras Clube de Autores, amazon.com.br e amazon.com, 2022, 278 páginas). A edição do Clube de Autores diz em sua sinopse: “Ao investigar tráfico de crianças em Brasília jornalista descobre plano sinistro para impedir, a qualquer custo, que o presidente da República seja reconduzido ao cargo”. Porém é em segundo plano que a história se desenrola verdadeiramente. 

Pouco antes da Revolução Russa de 1917, o príncipe Félix Yussupov participa do plano para matar Grigori Yefimovich Raspútin, o Mago Negro da Rússia, aquele que aparelhou a casa dos Romanov, abrindo as portas para o Comunismo, a peste que, desde 1917, alçou máfias no mundo inteiro ao status de agremiações políticas. Era a chegada definitiva das máfias ao poder em todo o planeta, especialmente o narcotráfico. No Brasil, as máfias, o narcotráfico, chegaram ao poder total pelo Foro de São Paulo. 

O príncipe Félix Yussupov reencarna no Brasil como o jornalista Alex, que agora vai combater aquele que aparelhou o país para a segunda Revolução Russa, neste 2022. A missão do novo mago negro, agora com nove cabeças e nove ventosas, é transformar a Pátria do Evangelho na União das Repúblicas Socialistas da Ibero-América, que, mancomunada com a China, porá fim ao império americano e tornará o Trópico o paraíso da bacanal. 

Mas há um homem que precisa ser eliminado para que isso aconteça. O CLUBE DOS ONIPOTENTES não revela o que virá por aí, ainda este ano, mas, como qualquer acontecimento de natureza profética, faz seu alerta.

quarta-feira, 6 de julho de 2022

Amapá mergulha cada vez mais na sua tragédia. Inauguração da BR-156 é um sopro de esperança

Traçado da BR-156, no Amapá, ligando o Brasil à França

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 6 DE JULHO DE 2022 – Além de assaltar estatais, incluindo bancos, e fundos de pensão, o PT emprestou trilhões de reais a ditadores a fundo perdido, garantindo propina bilionária, e aparelhou o Estado com cabides de emprego que parecem fungo em um assalto que durou uma década e meia e rendeu pelo menos um trilhão de dólares às hienas vermelhas, PIB que poucas nações possuem. Também saqueavam a burra por meio de obras, que iniciavam e jamais concluíam, mas mamavam até o último centavo do dinheiro reservado para elas. 

Em 2019, Jair Messias Bolsonaro assumiu e não deixou ninguém roubar, e vem podando os cabides de emprego. O presidente pegou a grana que vinha sendo desviada e começou a concluir e ampliar as milhares de dezenas de obras inconclusas, visando criar infraestrutura moderna ao país, hoje, o maior produtor de alimentos do planeta. 

Resultado: mesmo com a pandemia do vírus chinês e com a sabotagem do establishment, o Brasil é um dos países que mais se desenvolvem em um planeta acossado por hiperinflação e estagnação econômica. Desde 2019, o Governo Federal já entregou mais de 5 mil obras concluídas em todo o país. 

Um dos exemplos mais emblemático foi a transposição do rio São Francisco. Essa obra era a bacanal predileta do PT e do MDB. Bolsonaro acabou com a farra e hoje o Nordeste nada a braçadas nas águas do rio São Francisco, de poços artesianos e do mar, dessalinizada. 

Na Amazônia, a obra mais simbólica não é petista, pois foi inclusive ignorada pelos petistas, e está à espera de ser concluída. É emblemática por características que costumam ocorrer em obras na Hileia. 

O Amapá é o mais setentrional estado litorâneo, fazendo divisa com a Guiana Francesa. O Porto de Santana, na Região Metropolitana de Macapá, a capital, a sudeste do estado, deveria estar ligado pela BR-156 à Caiene, a capital da Guiana Francesa. Santana foi construído para embarcar o melhor manganês do mundo, o de Serra do Navio/AP, para os Estados Unidos, onde foi estocado como reserva estratégica. Depois que ficaram satisfeitos com a quantidade de manganês exportado fecharam o negócio e o porto foi municipalizado. 

Acontece que Santana pode receber qualquer cargueiro transoceânico e é o porto brasileiro mais próximo, simultaneamente, dos mercados dos Estados Unidos, da Europa e da Ásia, desta, via Canal do Panamá, e pode receber todas as commodities da Amazônia por hidrovias; do Centro-Oeste, por estradas e hidrovias; e do Sudeste e do Sul, por rodovias e hidrovias. 

Mas enquanto o PT preferiu construir um porto gigantesco em Havana, Cuba, com dinheiro pilhado do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Porto de Santana é subutilizado; serve para o embarque e desembarque de ribeirinhos e o comércio de banana, em vez de também receber e despachar commodities destinadas a todo o planeta, principalmente minérios, via cargueiros transoceânicos; as commodities destinadas à América Central poderiam seguir pela BR-156, que liga o porto à Caiena e de lá para toda a América Central e do Norte. 

O governo federal planejou a construção da BR-156 há 80 anos e vem gastando dinheiro com ela desde então, e nunca foi concluída, um espantoso recorde mundial dos governadores locais, de irresponsabilidade, preguiça e desprezo para com os amapaenses e, de quebra, para com a Amazônia, a teta mais cobiçada pelos comunistas globais; o Amapá é o mais comunista dos estados amazônicos. 

A rodovia termina na cidade de Oiapoque, no norte do Amapá, separado da Guiana Francesa pelo rio Oiapoque. Em 2008, começaram a construir uma ponte binacional, que ficou pronta em 2011, mas não foi inaugurada porque a BR-156 não estava pronta; tornou-se um enfeite até 20 de março de 2017, quando finalmente foi inaugurada, pois a BR-156, mesmo inacabada, é a única via de exportação utilizada por caminhoneiros. 

Quanto à rodovia propriamente dita, no inverno amazônico há trechos que se transformam em atoleiro e, no verão, em um inferno de poeira. O pior é que se ficar ilhado na rodovia não há a quem pedir socorro, pois o Amapá é um dos estados mais selvagens do país, e, Macapá, uma das cidades mais violentas do Brasil, abrigo das facções que aterrorizam todo o país, rota do narcotráfico e paraíso de contrabandistas e de piratas em geral. 

Os amapaenses não veem a hora de o Exército concluir a pavimentação da BR-156 e de o Itamaraty dar um jeito na utilização prática da ponte Oiapoque/AP-Saint-Georges-de-l'Oyapock/França. Quanto à violência em Macapá, a Polícia Federal que o diga. A costa do Amapá, rica em todo tipo de criaturas do mar, é invadida por piratas internacionais. 

Com ou sem BR-156, o comércio de crianças amapaenses e paraenses é intenso na Guiana Francesa e no Suriname, principalmente em cidades como Kourou, onde fica a base francesa de lançamento de satélites, e os balneários de Montjoly e Saint Laurent. Meninas e meninos amapaenses e paraenses são bastante apreciados para bacanais, corrompidos por promessas de casamento com franceses ou pela possibilidade de ir para a Europa, onde imaginam que possam ganhar até 100 euros, cerca de R$ 500, por programa, escapando, assim, da miséria. 

Dos 200 mil habitantes da Guiana Francesa, pelo menos 50 mil são brasileiros ilegais, amapaenses em sua maioria, que fogem do Amapá, estado assolado pela miséria social, roubalheira de colarinho branco, nepotismo, corrupção endêmica e imigração insuportável. 

A capital, Macapá, é reflexo do desleixo administrativo. Cidade sem esgoto, cheia de ruas esburacadas, com fornecimento precário de energia elétrica e água encanada, apesar de se situar na margem do maior rio do mundo, o Amazonas, a cada dia fica mais inchada e violenta. 

Antes de as meninas seguirem para as três Guianas, passam, geralmente, por um estágio em Oiapoque. Boates locais são internatos de meninas e meninos para o abate. Assim, guianenses que atravessam o rio Oiapoque atraídos por sexo são recebidos na cidade de braços abertos – inúmeros bares nos quais o lenocínio prospera, de manhã à noite, açougues onde é possível comprar crianças de, em média, 13 anos.

No Amapá, cidades como Laranjal do Jari, Tartarugalzinho, Calçoene e Santana, esta, na zona metropolitana de Macapá, são, como Oiapoque, vitrines de carne infantil. O jornal O Liberal, de Belém, o mais influente da Amazônia, contém, no seu banco de dados, várias reportagens que confirmam o que eu estou dizendo, com nomes, lugares e datas. 

O Amapá precisa da presença da União, pois além de fazer divisa com a colônia francesa na Amazônia por meio de um dos maiores rios do planeta, o Oiapoque, é uma espécie de paraíso para o contrabando e o narcotráfico. Suas costas são das mais piscosas do planeta, e sempre cheias de piratas pescando tudo o que podem. 

Uma BR inteiramente pavimentada, com postos da Polícia Rodoviária e de combustíveis, além de restaurantes, ao longo do seu trajeto, e uma política aduaneira decente na ponte Brasil-França, poderá fortalecer a presença do Estado brasileiro em uma região onde os políticos costumam baixar as calças para os barões do paraíso marxista.

Não se ouve nenhum chamado vindo daquelas bandas, pois o povo tem medo de se manifestar. Contudo, o Exército continua trabalhando, com o afinco de sempre, na BR-156. Quem sabe Bolsonaro apareça por lá.

Meu último romance, O CLUBE DOS ONIPOTENTES, é a história de um jornalista, Alex, que foi um príncipe russo em uma encarnação passada e que planejou com sucesso a morte de Raspútin, um dos responsáveis pela Revolução Russa. O príncipe reencarna como Alex, que agora vai lutar novamente contra os magos negros do comunismo, em especial o molusco de nove ventosas e seu clube de nove cabeças togadas e saltitantes. Tudo a ver com o Amapá.