terça-feira, 12 de abril de 2022

Romance-reportagem de Ray Cunha alerta para o perfil psicopata de Lula e a permanente tentativa de impedirem Bolsonaro de governar

O CLUBE DOS ONIPOTENTES em formato eBook Kindle

BRASÍLIA, 12 DE ABRIL DE 2022 – O novo romance-reportagem de Ray Cunha, O CLUBE DOS ONIPOTENTES (amazon.com, 2022, 278 páginas), põe a nu o momento político atual, a ditadura da toga, o maior ladrão do mundo querendo voltar ao poder e a tentativa permanente de assassinarem o presidente Jair Messias Bolsonaro e destruírem seu núcleo familiar. Misturando personagens de ficção e reais, vivos e mortos, e com ação nos planos material e espiritual, O CLUBE é, essencialmente, uma advertência de que o comunismo é um plano diabólico de magos negros, que se materializam em agentes como Raspútin, o Mago Negro da Rússia, e a besta de onze cabeças e nove tentáculos. 

Além de ampla pesquisa e de sua experiência como jornalista, Ray Cunha se baseou em dois livros de Jorge Bessa: Grigori Raspútin: As Forças Destrutivas do Mal e Marxismo O Ópio dos Intelectoides Latino-Americanos. Bessa chefiou a Diretoria de Contrainteligência – responsável pelo contraterrorismo e pela salvaguarda de documentos sigilosos do Estado – da antiga Secretaria de Inteligência da Presidência da República, atual Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Formado em Economia, Medicina Tradicional Chinesa e Psicanálise, autor de mais de duas dezenas de livros, o ensaísta tenta estabelecer pontes entre ciência e espiritualidade. 

Fluente em russo, Bessa foi espião baseado na Embaixada do Brasil em Moscou, durante a Guerra Fria. Seu interesse pela língua russa surgiu por uma razão singular: ele foi um agente da Okhrana, a polícia secreta responsável pela segurança do tzar Nicolau II e a Família Imperial, encarnação na qual conviveu com Raspútin, o Mago Negro da Rússia. Bessa chegou a ensaiar um romance ambientado no nascedouro do comunismo, mas viu que é essencialmente ensaísta. 

Foi ao fazer a revisão de Grigori Raspútin: As Forças Destrutivas do Mal e Marxismo O Ópio dos Intelectoides Latino-Americanos que Ray Cunha resolveu romanceá-los. Bessa ficou encantado com a ideia. Assim, surgiu O CLUBE DOS ONIPOTENTES, no qual o leitor encontrará muitos trechos comuns, ipsis litteris, extraídos dos dois livros citados. 

O CLUBE DOS ONIPOTENTES é um trabalho de ficção, embora também ensaístico – adverte Ray Cunha. 

– Estou ciente e aprovo os trechos dos meus ensaios: Grigori Raspútin: As Forças Destrutivas do Mal e Marxismo – O Ópio dos Intelectoides Latino-Americanos utilizados por Ray Cunha no romance O CLUBE DOS ONIPOTENTES, dentro de um contexto de recriação, não somente da minha pesquisa sobre o comunismo, Raspútin e Lula, mas também de nossas longas conversas, às vezes de mais de um quarto de dia, sem intervalo, sobre o plano espiritual – diz Bessa. 

O CLUBE traça um perfil psicológico de Lula, presidente da República de 1 de janeiro de 2003 a 1 de janeiro de 2011. Em 2003, preparadíssimo pelo Foro de São Paulo, estava pronto para tirar a barriga da miséria e dividir o butim com Fidel Castro. Assim que assumiu a presidência da República começou a trabalhar dia e noite, com a missão de saquear a burra, aparelhar o estado, todo o estado, comprar o Congresso Nacional, desarmar a população e destruir a família, para instalar uma ditadura comunista, nos moldes do que fizeram Fidel Castro em Cuba, e Hugo Chávez e Nicolás Maduro na Venezuela. 

Em agosto de 2004, Lula encaminhou ao Congresso um projeto de lei que previa a criação do Conselho Federal de Jornalismo (CFJ), que teria poderes para “orientar, disciplinar e fiscalizar” o exercício da profissão e a atividade de jornalismo, e “zelar pela fiel observância dos princípios de ética e disciplina da classe”, inclusive com poderes de punir jornalistas. Seria o fim da democracia. Não passou. Em 2018, voltou ao tema. 

Até hoje, Lula ameaça: “Trabalhem pra eu não voltar. Porque se eu voltar vai haver uma regulação dos meios de comunicação. A gente não pode continuar permitindo que meia dúzia de famílias sejam donas dos meios de comunicação”. O jurista Ives Gandra alertou que quando o estado cerceia a liberdade de imprensa estamos à beira de uma ditadura. 

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, publicada em junho de 2005, o então deputado federal e presidente do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), Roberto Jefferson, revelou a existência de um esquema de pagamento de mesada de 30 mil reais por mês a deputados de vários partidos, o que ficou conhecido como Mensalão, chefiado por José Dirceu, ministro da Casa Civil, para votarem só o que Lula quisesse. O esquema era operado pelo então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, dirigentes do Banco Rural e o empresário e publicitário Marcos Valério. 

O dinheiro jorrava da verba publicitária das empresas estatais, canalizados pela agência de publicidade DNA Propaganda, de Marcos Valério. Em 12 de agosto de 2005, em pronunciamento à televisão, Lula colocou a culpa no PT: “Fui traído. O PT tem que pedir desculpas”. Mas Lula já tinha comprado também o eleitor, com o programa Bolsa-Família, a mídia, com bilhões de reais, e mentia sobre a economia da forma mais inacreditavelmente descarada, e assim foi reeleito em 2006. 

Em 11 de abril de 2006, o procurador Geral da República denunciou 38 quadrilheiros, acusados de formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta e evasão de divisas. Em julho de 2008, descobriu-se que uma das principais fontes de recursos do Mensalão foi o Banco Opportunity, que repassava o dinheiro para os deputados por meio da Brasil Telecom, controladora da Telemig e da Amazônia Telecom. A Brasil Telecom injetou 127 milhões de reais nas contas da DNA Propaganda, de Marcos Valério. Esse era o Valerioduto. 

Em 1 de abril de 2007, durante o Terceiro Congresso Nacional do PT, o então presidente Lula declarou: “Ninguém neste país tem mais autoridade moral, ética e política do que o PT”. 

O julgamento do Mensalão no Supremo foi de agosto de 2012 a março de 2014. Conclusão: confirmada a existência de um esquema de compra de votos de parlamentares no primeiro mandato de Lula; 20 pessoas condenadas à prisão e quatro à prestação de serviços. A cúpula do PT foi em cana: o deputado federal licenciado e ex-presidente do PT, José Genoíno; o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu; e o tesoureiro Delúbio Soares. 

Dois anos antes, em 10 de janeiro de 2010, o jornal O Estado de São Paulo publica em manchete: “Lula desafia TCU e coloca dinheiro em obras da Petrobras sob suspeita”. A suspeita do Tribunal de Contas da União era quanto ao superfaturamento em vários empreendimentos bilionários em dólares. Em 2013, a Polícia Federal entrou no caso, conhecido como Petrolão, com a Operação Lava-Jato. O Petrolão quase leva à bancarrota a Petrobras, maior empresa brasileira. 

Em 2011, Lula foi substituído na Presidência por sua marionete Dilma Vana Rousseff, que, durante a Ditadura dos Generais, foi usada na guerrilha contra os militares para assaltar banco e até matar. Dilma, que conta com apenas um neurônio, como denuncia o jornalista Augusto Nunes, foi eleita para esquentar a cadeira de Lula, que deveria voltar em 2015, conforme planejado. 

Como Dilma era incapaz de formular sequer uma frase que fizesse sentido Lula achava que ela devolveria a cadeira no Palácio do Planalto incontinênti. Só que Dilma começou a acreditar que fora eleita por competência própria e se recusou a devolver o trono ao seu tutor, que não teve outra saída senão trabalhar novamente como cabo eleitoral. Deu certo de novo. 

Mas foi o início da derrocada do PT e de Lula. Dilma fez tanta asneira, que, em 2016, acabou defenestrada, levando com ela o PT. Assume o vice, Michel Temer, político profissional do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido profundamente comprometido com Fernando Henrique Cardoso e Lula. 

Nessas alturas, o rombo na burra já era descomunal. Em 2008, ao investigar o doleiro Alberto Youssef, no Posto da Torre, de combustíveis, no Setor Hoteleiro Sul (SHS), centro de Brasília, a Polícia Federal começou a desenrolar o novelo do maior esquema já visto no planeta, de roubo, propina, corrupção ativa e passiva, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, organização criminosa, obstrução da Justiça, operação fraudulenta de câmbio e recebimento de vantagem indevida. 

A coisa era tão grande que envolvia as mais altas autoridades de todo o país e repasse de dinheiro até do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para ditadores em todo o planeta. 

De Alberto Yousseff, passaram para Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, e a outro ex-diretor da estatal, Nestor Cerveró, que delatou outros quadrilheiros, até chegar às maiores empreiteiras do país, a Odebrecht e a Andrade Gutierrez, e a um sujeito que raspou a burra do estado do Rio de Janeiro, o ex-governador Sérgio Cabral, e a seu sucessor, Luiz Fernando Pezão, além do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e dos ex-ministros da Fazenda, Antonio Palocci e Guido Mantega, do megapublicitário João Santana, do ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, eminência parda de Lula, do bilionário Eike Batista, até chegar a Lula. 

O negócio era tão sinistro que o relator das ações da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Teori Zavascki, morreu em um misterioso acidente aéreo. 

A Operação Lava Jato, coordenada pelo juiz federal de primeira instância Sergio Moro, mas executada pelo Ministério Público e pela Polícia Federal, começou em 17 de março de 2014 e terminou em 1 de fevereiro de 2021, com final melancólico, embora tenha eviscerado o maior esquema de corrupção e roubalheira da história do país, envolvendo presidentes da República, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, governadores de estado, políticos dos maiores partidos do país, a cúpula da Petrobras e grandes empresas brasileiras, e, segundo levantamento feito por peritos da Polícia Federal, em janeiro de 2017, todas as operações financeiras fraudulentas investigadas na operação tenham somado 8 trilhões de reais. 

Lula foi preso no dia 7 de abril de 2018, condenado por Sergio Moro, no dia 12 de julho de 2017, a nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, pena que na segunda instância foi ampliada para 12 anos e um mês e, em abril de 2019, reduzida pela Quinta Turma do Supremo para oito anos e 10 meses. Lula cumpriu pena em Curitiba, no prédio da Superintendência Regional da Polícia Federal, no Paraná. Mas a prisão não durou muito tempo. 

Em 8 de março de 2021, o ministro Edson Fachin, do Supremo, anulou, singelamente, as condenações de Lula no âmbito da Lava Jato e devolveu ao mago negro seus direitos políticos. Para isso, liberou centenas de milhares de bandidos condenados em segunda instância. 

Lula é ignorante e preguiçoso, mas tem intuição para o mal, é faminto pelo poder e absolutamente deslumbrado. Não chegou ao poder por mérito próprio, mas sempre foi usado, e se beneficia disso, como agente de pessoas que sabem manipular o poder, como o zumbi Fidel Castro. Hoje, Lula é um papagaio que repete a mesma ladainha que aprendeu como títere, sem se dar conta do quanto é extemporâneo. 

Lula é uma construção que se deslumbrou e acabou acreditando que tem vida própria. Desmoraliza tudo em que põe seus nove dedos. Se o ex-presidente José Sarney é tido como o maior patrimonialista do país, Lula o deixa no chinelo; quando saiu do Palácio da Alvorada furtou o que pode e levou até as panelas. 

Discursando em comício no estado do Rio de Janeiro, em 10 de dezembro de 2017, Lula deixou estupefatos até ladrões declarados. Disse, referindo-se aos ex-governadores fluminenses Sérgio Cabral, Anthony Garotinho e Rosinha Matheus, o seguinte: “Eu tô (sic) triste com o que está acontecendo no Rio de Janeiro. O Rio não merece a crise que está vivendo. O Rio de Janeiro não merece que governadores que governaram este estado, que foram eleitos democraticamente pelo povo, estejam presos porque roubaram o povo brasileiro e o dinheiro do povo. Eu nem sei se isso é verdade, porque não acredito em tudo o que a imprensa fala”. 

Para Jorge Bessa, “Lula acredita que o fato de uma pessoa ter sido presidente da República automaticamente a torna uma pessoa especial e inimputável. A crença de que os políticos pertencem a uma classe especial de pessoas é decorrente de uma visão elitista e autoritária, em que ele se imaginava acima das leis por ser presidente e não o contrário, que era escravo das leis. É inesquecível a defesa que ele fez do ex-presidente José Sarney, em 2009, por ocasião do escândalo dos atos secretos do Senado, que levou à condenação pela justiça os ex-diretores daquela casa por improbidade administrativa. 

“Sarney escondeu atos administrativos que configuravam nepotismo e a extensão de assistência odontológica e psicológica vitalícia a cônjuges de ex-parlamentares, violando a Lei 8.429, de 1992, que trata da improbidade no serviço público, classificando como contrária aos princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições, entre eles o de negar publicidade aos atos oficiais”. 

Lula disse que “Sarney tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum”. Antes disso, Lula saiu em defesa do Congresso Nacional no escândalo da farra das passagens aéreas, e revelou que usava a cota de seu gabinete, quando era deputado, para levar sindicalistas para Brasília. 

Ao analisar a personalidade de Lula, o psicanalista Jorge Bessa o classifica como narcisista, comportamento associado à vaidade, ao orgulho, à ganância, à dominação e ao egoísmo. Lula: “Tem hora em que estou no avião e, quando alguém começa a falar bem de mim, meu ego vai crescendo, crescendo, crescendo... Tem hora que ocupo, sozinho, três bancos com o ego” – disse, durante a cerimônia de posse de ministros, em 31 de março de 2010. Quando a revista americana Time o indicou como um dos líderes mais influentes do mundo, Lula comentou que se continuassem com o assunto seu ego “não iria caber dentro das calças”. 

O perigo é que o narcisismo está ligado a outras patologias, como a necessidade de dominar os demais e o sentimento de superioridade, acreditando, piamente, ser superior aos demais e até que é imortal. É o caso de Lula, que gosta do superlativo “nunca antes na história desse país”, para autoqualificar-se como o maior estadista brasileiro e mais honesto até do que Jesus Cristo. Lula: “Cansei de viajar o mundo falando mal do Brasil, gente”; “Eu mentia mesmo, falava números que não existiam”. 

Na sua carreira, Lula não consultava ninguém ao tomar decisões, pois seu objetivo foi sempre pôr os nove dedos na burra. O PT é sua quadrilha. Destruiu todos os adversários dentro da própria quadrilha, impedindo que surgissem líderes autênticos. O resultado é que o PT não tem mais ninguém para concorrer à presidência da República. Dilma Rousseff, que é uma morta-viva, só se elegeu presidente pela influência de Lula, e acabou enterrando o próprio Lula, porque padece de um tipo de loucura diferente à de Lula, o completo caos mental. 

Lula comprou o filé da imprensa, ensaiou várias vezes mantê-la sob censura, mas nunca conseguiu comprar nem censurar a banda boa da mídia, constituída por jornalistas patriotas e competentes. 

Jorge Bessa diz, em Marxismo: O Ópio dos Intelectoides Latino-Americanos: “Hélio Bicudo, Cesar Benjamim, Vladimir Palmeira, Fernando Gabeira, Heloisa Helena, Paulo Delgado, Plínio de Arruda Sampaio, a lista é interminável. Mas esses se deram conta do logro e dele se afastaram. Mas o que dizer de uma parcela da população brasileira que, ou por fanatismo, ou por ignorância, continua a apoiá-lo e a tê-lo como o grande herói nacional?” 

Lula só chegou ao poder e é incensado, assim como todo e qualquer líder comunista, por causa dos idiotas úteis, que servem para fazer qualquer coisa, por mais suja que seja. Os comunistas cunharam o termo “idiota útil” referindo-se às pessoas cheias de boa vontade, mas vazias de conhecimento sobre as cínicas estratégias do marxismo-leninismo para chegar ao poder. 

Uma variante desse termo foi cunhada pelo economista austríaco Ludwig Heinrich Edler von Mises, em seu livro Caos Planejado, de 1947: “inocentes úteis”, dirigindo-se aos economistas liberais que se deixavam influenciar pelas propostas comunistas quase que inconscientemente. O jornalista Roberto Barricceli, que define o idiota útil como “o militante manipulado dos esquerdistas, que age de acordo com uma cartilha baseada em ideologias coletivistas incoerentes e impraticáveis”. 

E há um tipo de idiota útil especial: o coitado. No seu livro O Código da Inteligência, Augusto Cury explica: “O coitadismo é a arte de ter pena de si mesmo. O coitadismo é o conformismo potencializado, capaz de aprisionar o Eu para que ele não utilize ferramentas para transformar sua história. Vai além do convencimento de que não é capaz, entra na esfera da propaganda do sentimento de incapacidade. Não tem vergonha de dizer: – Sou desafortunado! Sou um derrotado! Nada que faço dá certo! Não tenho solução! Ninguém gosta de mim! 

Todos aqueles que não conseguem realizar sua ascensão social são transformados pelos lobos em pobres vítimas inocentes do sistema capitalista explorador e da burguesia insensível, daí a necessidade do regime de cotas, em relação aos negros, e um pretenso resgate de uma suposta dívida histórica para com eles, o que acaba por dar uma justificativa a todas as vitimizações, inclusive desculpa para crimes, pois toda a culpa é do sistema, razão pela qual deve-se criar políticas de bem-estar social para amparar esses desvalidos. 

Uma rápida investigação mostrará que coitados não passam de aproveitadores, avessos ao trabalho; quanto mais benefícios puderem ter, e pelo mais longo tempo, melhor. Coitados não se esforçam para superar suas dificuldades, admitindo serem sustentados pela família. Em muitos casos, funcionam como idiotas úteis e mimados, preguiçosos, que jogam suas frustrações nas costas largas do estado e do sistema capitalista. O coitado é hipócrita, dissimulado, que se diz defensor dos pobres e advoga revoluções salvadoras, mas que não sabe dirigir nem a sua própria vida. 

Assim, em vez de se empenhar para que a economia crie vagas e trabalho digno, os comunistas desenvolvem nas pessoas o sentimento de revolta contra o sistema, culpando o capitalismo por todas as suas mazelas e incentivando o parasitismo social, a voracidade pelos benefícios sociais e por mais e mais direitos, e sem deveres, de modo que o ódio contra a sociedade e a inveja contra os que construíram algum patrimônio acabam se transformando em votos para os fabianos. 

Outra arma do mago negro é o populismo, implementando medidas que possam criar e manter um eleitorado dependente, o voto de cabresto, como o Bolsa-Família, paralelamente à ampliação, ad infinitum, do cabide de empregos para aparelhamento do partido, ampliando os votos para militantes, seus familiares e idiotas úteis conquistados pelos militantes, com constantes aumentos de salário. 

Os comunistas, desde a criação da União Soviética, estão de olho no Brasil, assim como qualquer nação hegemônica, pela mesma razão: o Brasil é, de fato, o país melhor aquinhoado pela natureza em todo o planeta; tem tudo, tudo, do bom e do melhor. Só que no caso dos comunistas eles agem igual os aliens de filme de ficção: escravizam o povo e pilham tudo, comem tudo, não produzem nada. Vão comendo até que tudo acabe. Aí, procuram os povos que estão se recuperando e começam tudo de novo. Sua filosofia é a de terra arrasada. No fundo, querem destruir a obra de Deus. São anticristos. 

E há sempre um chefão, um capo di tutti capi, ou capo dei capi, o chefe de todos os chefes, como se diz na máfia siciliana, ou na Cosa Nostra americana, só que controlado por um dragão negro, que são muito poderosos e controlam os magos negros encarnados aqui na Terra. O regime político mais, digamos, humano, que conseguimos criar, é a democracia, que, aliás, devemos aos gregos clássicos, e temos hoje na Suíça algo parecido. 

Pois bem, no Brasil, os comunistas tentam um golpe por meio exatamente da democracia, procurando aparelhar tudo, principalmente o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional, já que não conseguiram tomar o poder por meio da revolução. Só não combinaram com as Forças Armadas, a casamata do conservadorismo. 

Nessa história, muita gente importante foi assassinada no Brasil neste início de século. Celso Daniel é uma delas. Celso Daniel, do Partido dos Trabalhadores, tinha 50 anos quando foi assassinado, em 18 de janeiro de 2002, e era prefeito de Santo André/SP pela terceira vez. Ele foi sequestrado na noite de 18 de janeiro ao sair de uma churrascaria na região dos Jardins, em São Paulo, a bordo de um Mitsubishi Pajero blindado, dirigido pelo empresário Sérgio Gomes da Silva, conhecido como Sombra. 

Segundo a imprensa, o carro de Daniel foi perseguido por outros três veículos: uma Blazer, um Santana e um Tempra. No bairro da Vila Vera, Distrito do Sacomã, Zona Sul de São Paulo, na altura do número 393 da Rua Antônio Bezerra, o prefeito foi fechado e dispararam nos pneus e dos vidros traseiro e dianteiro do Mitsubishi. Então abriram a porta do carro e levaram Celso Daniel. Não tocaram no Sombra. 

Na manhã do dia 20 de janeiro, um domingo, o corpo de Celso Daniel, crivado de bala, foi encontrado na Estrada das Cachoeiras, na altura do quilômetro 328 da Rodovia Régis Bittencourt, a BR-116, em Juquitiba, no bairro do Carmo. Dois meses depois, em 1 de abril, a Polícia Civil de São Paulo concluiu o inquérito sobre a morte do prefeito. 

No relatório apresentado pelo delegado Armando de Oliveira Costa Filho, do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), consta que o crime foi cometido por seis membros de uma quadrilha da favela Pantanal, na Zona Sul de São Paulo, entre os quais um menor de idade, que confessou ter sido o autor dos mais de 10 disparos que atingiram o prefeito. 

Aí, a história começa a ficar delirante. Segundo os bandidos, Daniel teria sido sequestrado por acaso, já que a quadrilha teria perdido de vista seu alvo, um empresário, de identidade não revelada. No dia 19 de janeiro, os bandidos souberam pelos jornais que tinham sequestrado o prefeito de Santo André, ficaram com medo de serem descobertos e resolveram se livrar da vítima. 

Depois que mataram Celso Daniel, foram assassinadas mais sete pessoas, todas potenciais testemunhas ligadas ao caso, incluindo Carlos Delmonte Printes, legista que atestou marcas de tortura no corpo de Celso Daniel; Carlos teria se suicidado por causa do fim de seu casamento, ingerindo um coquetel de medicamentos no seu escritório, em São Paulo, em 12 de outubro de 2005. Um dos promotores no caso exibiu uma foto de Celso Daniel ao menor que alegou ter assassinado o prefeito e o menor não conseguiu reconhecer a vítima. 

A família de Celso Daniel, insatisfeita com tanta fantasia, conseguiu que em 5 de agosto de 2002 o Ministério Público de São Paulo reabrisse as investigações. Em 2005, os promotores Roberto Wider Filho e Amaro José Tomé, do Ministério Público de Santo André, pediram a reabertura das investigações policiais; foram atendidos, mas o caso ficou em banho maria. Em agosto de 2010, a promotora Eliana Vendramini, responsável pela investigação, conduzia um veículo blindado em uma via expressa de São Paulo quando seu automóvel foi atingido várias vezes por outro carro e capotou três vezes. Foram oito anos de avisos claros. 

Segundo o oftalmologista João Francisco Daniel, irmão de Celso Daniel, o prefeito foi eliminado porque detinha um dossiê sobre corrupção na prefeitura de Santo André, um esquema de desvio de dinheiro público para o Partido dos Trabalhadores, envolvendo também empresários do setor de transportes. Empresários de ônibus da região do ABC Paulista confirmaram que o Sombra coletava mensalmente nas empresas valores que variavam entre 40 mil e 120 mil reais, em troca de vantagens, como concessões. 

Em 2012, o operador do Mensalão, Marcos Valério, declarou, tentando firmar um acordo de delação premiada, que o ex-presidente Lula e ex-ministro Gilberto Carvalho estariam sendo extorquidos por criminosos envolvidos no caso Celso Daniel. Quem mandou matar Celso Daniel? Quem mandou matar Jair Messias Bolsonaro? 

Segundo a Polícia Militar, compareceram ao tradicional desfile do 7 de Setembro de 2018, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, em celebração aos 196 anos da independência do Brasil, cerca de 30 mil pessoas, quando, geralmente, pelo menos 500 mil pessoas vão ao evento, e, pela terceira, e última vez, o insosso presidente Michel Temer participou da cerimônia, que ocorreu imersa em uma atmosfera de velório. 

No dia anterior, o deputado federal Jair Bolsonaro, do Partido Social Liberal (PSL/RJ), participou de um comício em Juiz de Fora (MG), em campanha eleitoral para a presidência da República. Como vinha acontecendo nas suas aparições públicas, o capitão reformado do Exército atraía centenas de milhares de apoiadores, pois representava a esperança de que o Brasil, finalmente, se livraria das garras da corrupção, que o exauria, como um gigante minado por microrganismos. Invariavelmente, a multidão acabava por carregá-lo nessas aparições. 

Enquanto era carregado, naquele mar de pessoas, Bolsonaro sentiu uma espécie de soco no baixo ventre, mas fora um golpe de peixeira, que quase o transfixa. O autor, Adélio Bispo de Oliveira, foi agarrado na hora e preso em flagrante pela Polícia Federal. 

Os agentes federais que cuidavam da segurança de Bolsonaro, prevendo uma ocorrência como essa, já vinham planejando rotas para hospitais a cada encontro do candidato com as multidões, assim, ele foi transportado rapidamente para a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora. Ao chegar à sala de cirurgia, Bolsonaro já perdera metade do seu sangue. A facada atingiu a veia mesentérica superior e os intestinos grosso e delgado. 

No dia seguinte, 7 de setembro, Bolsonaro foi transferido para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, pois seu estado era grave e no Einstein havia mais recursos. Ficou internado, submetendo-se a várias cirurgias, até 29 de setembro, indo então para casa. O homem era um búfalo em resistência. 

Após dez meses de investigações, em junho de 2019, a PF concluiu que Adélio agiu sozinho, que não houve mandante, e, no dia 14 daquele mês, o juiz federal Bruno Savino converteu a prisão preventiva de Adélio em internação por tempo indeterminado na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. 

Adélio Bispo de Oliveira nasceu em Montes Claros/MG, em 6 de maio de 1978; tinha, portanto, 40 anos em 2018. Ele afirmou que eviscerou Bolsonaro “a mando de Deus”, mas no seu perfil no Facebook, à época, demonstrava mais envolvimento com política do que com Deus. Na sua página constavam críticas à classe política em geral, especialmente ao então presidente Michel Temer, além de teorias da conspiração contra a Maçonaria. Foi filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (Psol), esquerdistas radicais, entre 2007 e 2014, e respondia a um processo por lesão corporal. 

Em 5 de julho de 2018, no Clube de Tiro 38, em São José, na Grande Florianópolis/PR, andou xeretando dois filhos de Bolsonaro, que frequentavam o local. Aproveitou, em Florianópolis, para comprar a peixeira com a qual pretendia eliminar o candidato. O telefone celular de Adélio continha a agenda de Bolsonaro, com fotos dos locais onde ele estaria, em Juiz de Fora, como, por exemplo, o hotel onde o presidenciável almoçaria com empresários, bem como a Câmara Municipal de Juiz de Fora. 

Duas testemunhas afirmaram que Adélio se aproximou de Bolsonaro, em meio à multidão, como quem pretendia fotografá-lo, mas, em vez disso, enterrou fundo a faca no ventre do candidato e puxou-a a seguir, mas alguém que acompanhou o ato de Adélio conseguiu pegar a faca e a entregou a um vendedor de frutas nas proximidades. O vendedor colocou a faca em uma sacola plástica e a entregou à Polícia Federal. A perícia confirmaria que o sangue encontrado na lâmina era mesmo de Bolsonaro. Nos minutos seguintes, quatro advogados foram contratados, misteriosamente, para defender Adélio Bispo.       

Em 2018, depois de estudar minuciosamente o país, que atravessava, naquele momento, inacreditável corrupção, Bolsonaro lançou-se candidato à Presidência da República, basicamente com apoio da internet e de um telefone celular, sob o lema: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. No primeiro turno, em 7 de outubro de 2018, obteve 49.276.990 votos, 46,03% dos votos válidos; no segundo turno, em 28 de outubro, obteve 57.797.847 votos, 55,13% dos votos válidos, contra Fernando Haddad, do PT, um professor universitário mais conhecido como poste de Lula, que, por sua vez, estava preso e impedido de participar das eleições. 

A principal promessa de campanha de Bolsonaro era não ceder nem um milímetro a fisiologismo de partido. Isso, e a percepção que a população começava a sentir de que o país estava escorregando para o ventre da besta, foram fatores decisivos que levaram à vitória. 

Nesse meio tempo, a Lava Jato teve o mesmo destino da operação italiana Mãos Limpas, Mani Pulite, na qual juízes caçaram políticos corruptos inutilmente, pois no fim das contas os políticos mafiosos foram absolvidos de qualquer maneira. O Supremo Tribunal Federal (STF) absolveu Lula e toda a quadrilha que assaltou trilhões de reais da burra, e o reabilitou politicamente.

Até agora parece que o plano está dando certo.

quinta-feira, 31 de março de 2022

O dia em que conheci Ernest Hemingway pessoalmente. A Festividade do Santuário Hoozo. Existe alma desde a concepção

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 31 DE MARÇO DE 2022 – A sexagésima sexta Festividade do Santuário Hoozo, do japonês arca do tesouro, será realizada virtualmente pelo canal da Seicho-No-Ie do Brasil no YouTube, no dia 10 de abril. No próximo ano, será novamente presencial. Na virada do século, enviei para o Santuário Hoozo, da Academia Espiritual de Ibiúna/SP, o registro espiritual de Ernest Miller Hemingway, escritor americano, Nobel, que se suicidou. À noite, sonhei com ele. Um sonho nítido, colorido. A coisa se passou no antigo cine Palácio, em Belém, na Avenida Presidente Vargas. 

A plateia do cine Palácio tinha dois andares, sendo que o segundo andar ia só até mais ou menos um terço do comprimento do andar inferior. Eu estava no segundo andar e no palco do cinema desenrolava-se um evento com a presença de Hemingway já velho, de cabelos e barbas brancos. Mas a seguir Hemingway aparecia jovem, como quando ele morava em Paris, e cruzávamos o olhar; nisso, ele agradecia por eu ter enviado o registro espiritual com seu nome para o Santuário Hoozo. 

Era como se eu estivesse conversando com ele, de tão nítida foi minha impressão e sentimento desse curto diálogo com o autor de O Velho e o Mar. Passei o dia seguinte com a sensação de ter conhecido em vida um dos escritores mais geniais da literatura universal, revolucionário, porque utilizou, pela primeira vez, que eu saiba, linguagem jornalística na sua ficção, oxigenando-a, tornando-a coloquial sem perder a poesia, a profundidade. 

Venho tentando fazer isso. A diferença entre a literatura de Hemingway e a minha é que no meu trabalho entra também o plano espiritual, não apenas no nível metafísico, mas material, mesmo, como, por exemplo, nos romances A CASA AMARELA e JAMBU, nos quais personagens de ficção e reais, vivos e mortos, convivem e conversam, e a própria Casa Amarela, e a Seringueira que há no quintal, no livro, têm sentimentos. 

No Santuário Hoozo, as almas de antepassados, familiares e parentes falecidos, nominados nos registros espirituais, recebem orações diariamente, cinco vezes ao dia. Os registros espirituais são como números telefônicos que servem para sintonizar espíritos. Anualmente, a Festividade do Santuário Hoozo recebe milhares de pessoas com o objetivo de orar pelas almas de seus antepassados. 

Há também a Cerimônia em Memória dos Anjinhos Anônimos, milhões de embriões e fetos que foram abortados e esquecidos. Por isso, erigiu-se o Monumento dos Anjinhos Anônimos da Ibero-América e África Latina. Médiuns videntes veem, nesses eventos, milhares de anjinhos em toda parte do Santuário Hoozo. 

A Vida tem início no momento da concepção. Por isso, quando ocorre aborto, provocado ou espontâneo, é importante reconhecer esses anjinhos como membros da família e orar por suas almas, para que se sintam acolhidas no lar em que iriam nascer. A Cerimônia no Monumento aos Anjinhos Anônimos ocorre logo após a cerimônia principal da festividade.

Em caso de morte trágica o espírito fica inconsciente, perturbado, com dificuldade de ouvir o seu nome, assim, ele é chamado diversas vezes, ouvirá seu nome e terá oportunidade de despertar, ou seja, compreenderá que desencarnou e que precisa de cuidados dos irmãos do plano astral. Penso que foi o que ocorreu com Hemingway. Fique em paz, meu amigo!

sexta-feira, 25 de março de 2022

Amapá comemora um dos mais criativos artistas plásticos da Amazônia Caribenha: Olivar Cunha

A Última Ceia recriada por Olivar Cunha: o primeiro
apóstolo, à esquerda, é o próprio artista, e o sexto
apóstolo, também à esquerda e junto a Jesus Cristo,
é o 
ensaísta, ficcionista e poeta Fernando Canto

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 25 DE MARÇO DE 2022 – O escritor Fernando Canto, maior colecionador do trabalho do artista plástico Olivar Cunha, prepara, com a presença do pintor em Macapá/AP, em julho, uma exposição em comemoração aos 70 anos do artista e 55 anos de profissão. Em 31 de março de 1952, João Raimundo Cunha plantou uma seringueira no quintal. Na casa, nascia Olivar Cunha, na Rua Iracema Carvão Nunes, esquina com a Rua Eliezer Levy, um prédio de alvenaria pintado de amarelo, remanescente do antigo Aeroporto de Macapá, ao lado do Colégio Amapaense, que, à época, só tinha metade do que é hoje. 

Atualmente, a seringueira intercepta o muro oeste do Colégio Amapaense, na Rua Eliezer Levy, e bem que merece ser melhor tratada pela Prefeitura de Macapá, pois se tornou um ícone da cidade, por representar um dos maiores artistas plásticos amazônidas. Amazônida no sentido do termo atribuído pelo jornalista Lúcio Flávio Pinto: o caboco, o ribeirinho, o nativo da Hileia. 

A seringueira já escapou de ser decepada graças à intervenção do engenheiro florestal Luiz Guilherme Dias Façanha, nascido em 18 de julho de 1952, amigo de infância de Olivar Cunha. Em 1983, Luiz Façanha trabalhava como especialista em seringueira (Hevea brasiliensis) na extinta Superintendência da Borracha (Sudhevea), um dos órgãos federais absorvidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A seringueira apresentava uma grande lesão no tronco. Debilitada, foi atacada por fungos e insetos. 

Segundo Luiz Façanha, estudantes fizeram forte pressão junto à Prefeitura de Macapá e ao Governo do Estado para que autorizassem abater a árvore, alegando risco de vida para quem por ali transitava. Foi então que o repórter da Rede Globo, Antônio de Pádua, solicitou a Luiz Façanha que fizesse uma gravação no local, para dar sua opinião sobre o caso. Após minuciosa inspeção, Façanha verificou que a árvore estava se recuperando do ferimento, embora muito lentamente, e em razão disso posicionou-se contrário ao abate. 

– É claro que pesou na minha decisão todo o histórico da nossa infância brincando em volta daquela árvore: Olivar, João, Chico, Ray Cunha e eu. Minha convivência com o Olivar foi, basicamente, no nosso período de infância. Estudamos juntos no então Grupo Escolar Anexo da Escola Normal e lá fizemos todo o Curso Primário, nos idos dos anos 1950/1960. Após as aulas, dividíamos nosso tempo brincando pelos quintais do seu João (pai do Olivar), correndo por cima dos muros e se pendurando nas árvores do quintal – lembra Luiz Façanha. O fato é que a Rede Globo e Luiz Façanha salvaram a Seringueira. 

Em 2004, a Editora Cejup, de Belém do Pará, publicou meu romance A CASA AMARELA, ambientado em Macapá, a partir do ano de 1964. Nele, a Seringueira, já com inicial maiúscula, se tornou personagem do romance, com atitudes humanas, como, ao se emocionar, sacudir as folhas sem vento e verter leite sem golpe no tronco. 

O gênio do artista plástico começou a se revelar no curso primário; seus trabalhos eram formalmente impecáveis e já revelavam criatividade. Pré-adolescente, começou a brincar com seu pequeno prato de massas coloridas e pincéis de tamanhos variados. Aos 14 anos, em 1966, Olivar Cunha já pintava profissionalmente e aos 15 expôs pela primeira vez. Uma madrugada, um marchand francês acordou todo mundo, em casa, porque teria que viajar para a França naquela manhã e queria porque queria levar alguns quadros do Olivar, e levou o que estava disponível. 

Nas décadas de 1970/1980, casado com Maria da Glória Nascimento Cunha, o artista morou em Belém, quando produziu algumas dezenas de telas que o colocam como um dos mais importantes artistas plásticos contemporâneos: seus mendigos do Guamá, subúrbio da Cidade das Mangueiras, são chocantes. Olivar e Glória namoraram durante 7 anos e foram casados por 7 anos. Ela partiu cedo para o mundo espiritual. 

Em Belém, Olivar Cunha ganhou um novo nome: Lili, batizado pela sua filha Tatiana, assim que ela aprendeu a falar, e que lhe deu um neto: Bernardo Cunha Barros. Lili teve outra princesa com Glória: Taiana, que também lhe deu um neto: Alexandre Cunha de Sousa. 

Viúvo, Lili foi para o Rio de Janeiro estudar artes plásticas no Parque Lage, onde foi aluno do professor Charles Watson. Também fez um curso de restauração no Museu Nacional de Belas Artes. De volta a Macapá, conhece a capixaba Célia Maria Rocha Cunha, em 1986, casam-se no ano seguinte, e, em agosto de 1988, mudam para o Espírito Santo. Do segundo casamento nasceram Ângelo Ticiano Rocha Cunha e Luciano Rocha Cunha. 

Nos anos de 1990, consolida sua posição como um dos grandes expressionistas contemporâneos, com a série de animais agonizando nos esgotos das grandes cidades, como na impressionante acrílica sobre tela Tuiuiú Crucificado, uma ave crucificada pairando sobre a Baía de Guanabara – talvez o berro mais fovista, o grito mais expressionista de Olivar Cunha. 

Ele pintou esse quadro em três meses, em 1992, em seu apartamento na praia atlântica de Jacaraípe, distrito do município de Serra, na grande Vitória do Espírito Santo. Trata-se de uma acrílica sobre tela, em espátula e pincel, de 120 por 100 centímetros. Pertence à fase que o pintor chama de Habitat Transform, desenvolvida no Rio de Janeiro e em Jacaraípe, após pesquisa sobre a devastação da flora e da fauna do Amapá, do Pará e do Pantanal. 

Apesar de contar com o mar onde foi fisgado o maior marlim azul do mundo, o Atlântico ao largo do Espírito Santo, é a Amazônia que pulsa nas telas do gênio. Mas, depois que se mudou para Jacaraípe, começou também a recuperar obras sacras, esculturas com valor também histórico, de igrejas de vários municípios do Espírito Santo. 

O gênio pinta a alma das suas criaturas, sejam elas pessoas ou paisagens. Assim, as telas de Olivar Cunha gritam como o coração das trevas, mas também pulsam no rio da tarde, prenhes do perfume dos jasmineiros noturnos. O artista dá à luz a Amazônia eternamente viva, a Hileia que só os cabocos entendem – os apreciadores de merengue, de mapará assado na brasa servido com pirão de açaí, o trotar da mulher amazônida no calor equatorial, o mergulho no rio que deságua na tarde, os segredos que se encerram na Fortaleza de São José de Macapá, no Trapiche Eliezer Levy, no Ver-O-Peso, na Estação das Docas, em Mosqueiro, em Salinas, no Bailique, em Caiena, na Amazônia Caribenha. 

No romance JAMBU, que mistura personagens de ficção com pessoas reais, faço uma homenagem ao pintor Olivar Cunha, ao poeta e cronista Isnard Lima, pai da minha geração perdida, e à pianista Walkíria Lima, mãe de Isnard e pioneira das artes em Macapá. Segue-se trecho: 

“Além de estudantes e expectadores em geral, que disputaram uma das duas mil poltronas da luxuosa casa de espetáculos, a aristocracia amapaense estava em peso no Teatro Açaí, do Hotel Caranã, muitos deles em roupas de luxo, algumas, espalhafatosas, lembrando sapos encasacados, inchados de tanta comida e dinheiro, guardado em bancos e malas; se fossem postos de cabeça para baixo não cairia um níquel sequer, pois quem é viciado em dinheiro esconde-o. Alguns estavam tão inchados que se alguém ficasse olhando para eles esperaria ouvi-los coaxar. 

“Quando a professora Walkíria Ferreira Lima entrou no palco, os músicos da Orquestra da Escola de Música do Amapá levantaram-se e o público também, aplaudindo-a em pé. De porte frágil, agigantava-se no púlpito. Nascera em Manaus, onde se formou em música, começando os estudos de piano aos 10 anos de idade. Chegou a Macapá na década de 1950, e começou a lecionar canto orfeônico na Escola Barão do Rio Branco e na Escola Industrial do Amapá, antes da criação do Conservatório Amapaense de Música, onde ensinou piano e solfejo. 

“Walkíria Lima foi ainda uma das fundadoras da Academia de Letras do Amapá, patrocinando a cadeira 40. Casou-se com o mágico Isnard Brandão Lima e teve um único filho, o poeta manauara-macapaense Isnard Brandão Lima Filho, autor de Rosas Para a Madrugada e Malabar Azul. Isnard sentara-se na primeira fila. Pálido, olhos amendoados e olhar intenso, cabeleira penteada como a de Castro Alves, bigode, fumante inveterado e dipsomaníaco, lembrava um misto de toureiro e dançarino de tango. Ao lado dele, sentara-se o gênio do pincel e da espátula Olivar Cunha, que assinava os 21 painéis que compunham a exposição oficial do Festival de Gastronomia do Pará e Amapá”.

O lema de Olivar Cunha sempre foi “viver é um tesão”. A presença dele, sua simples lembrança, me causa alegria, uma espécie de sensação de coisa nova, de descoberta, de novas possibilidades, de viagem, de aventura. Ele emana uma força poderosa até no repouso, no silêncio, na simplicidade. Mas seu grande poder se manifesta ao usar a paleta, o pincel e a espátula, em busca do triunfo da luz.

Tuiuiú Crucificado sobre esgoto na Baía de Guanabara, Rio de Janeiro

Klingerly, Márcio, Linda, Marina Cunha, Olivar Cunha e Mel

A Seringueira na capa de A CASA AMARELA, edição da Amazon

quinta-feira, 24 de março de 2022

A cura de doenças se dá no corpo etéreo e não no corpo físico. Foi assim que o senhor V se curou

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 24 DE MARÇO DE 2022 – O Imperador Amarelo, que governou a China de 2697 a.C. a 2597 a.C., ancestral de todos os chineses da etnia Han, escreveu o livro fundamental da Medicina Tradicional Chinesa, o Nei Jing, O Clássico do Imperador Amarelo, na verdade dois livros, de 81 capítulos cada um: Su Wen, Tratado de Medicina Interna, e Ling Shu, O Pivô Maravilhoso. No Nei Jing, o Imperador Amarelo diz que os meridianos de Acupuntura estão no corpo etéreo. 

Isso significa dizer que, além da Medicina Ocidental, alopática, baseada em tratamentos químicos e intervenções cirúrgica dos órgãos, existe a possibilidade de tratamento em um nível sutil da matéria. Enquanto a Medicina Alopática trabalha o plano físico, a Medicina Vibracional age no plano energético. Mas ambas são complementares, pois, na definição da Física Quântica, “tudo é energia”.

Na Medicina Tradicional Chinesa, a energia primordial é chamada de Chi (ti), do mandarim, que significa ar, respiração. Einstein a chamou de campo. O Qi criou e permeia o Universo. Na matéria, que é energia condensada, ou energia em alta vibração, o Qi se manifesta em duas vertentes: Yin e Yang, que se complementam.

As doenças começam no corpo astral, causadas por emoções destrutivas, que contaminam o corpo etéreo e se refletem no corpo físico em forma de desequilíbrios e bloqueios no movimento da energia vital nos meridianos de acupuntura, adoecendo os vários órgãos e vísceras. A Medicina Tradicional Chinesa procura ajustar a circulação do Qi no corpo por meio da acupuntura, da moxabustão, da fitoterapia, da massagem Tui Na e da alimentação energética.

Os chineses descobriram que além dos sistemas cardiovascular e linfático há uma teia de meridianos corporais, ou de acupontos, um delgado sistema tubular, nos quais circula a energia vital. Até o século 19, supunha-se que esses meridianos eram imaginários, mas nos anos de 1960, o cientista coreano Kim Bong Han injetou isótopo de fósforo em um acuponto e observou a absorção da substância pelo organismo, por meio de microrradiografia. Resultado: o isótopo percorreu o clássico traçado daquele meridiano. 

Experiências semelhantes foram realizadas por outros cientistas, como os franceses Jean-Claude Darras e Pierre de Vernejoul, e os norte-americanos James Hurtak e Roberto Becker. O resultado foi o mesmo obtido por Kim Bong Han. 

As doenças podem ser detectadas na aura, o campo energético ou campo dos corpos sutis das pessoas, por médiuns ou pelo uso da fotografia Kirlian, ensina o médico norte-americano Richard Gerber, autor de Medicina Vibracional – Uma medicina para o futuro (Cultrix, 1992, Vibrational Medicine, Bear and Company, 1988).

Um desses corpos sutis, o duplo etéreo, é uma duplicata energética do corpo físico, envolvendo-o e mantendo-o conectado ao corpo espiritual. É nele que ficam os chacras, portais por onde entra a energia Qi, possibilitando a manifestação da consciência no veículo físico. 

Durante o sono, o corpo espiritual se desprende temporariamente do corpo físico e fica ligado a este pelo duplo etéreo, o chamado cordão de prata, semelhante aos fios de teia de aranha. Com a morte do corpo físico, o duplo etéreo se dissolve também.

Cabe aqui a revisão de um caso, o do paciente sem o intestino grosso que se curou com apenas uma sessão de acupuntura. Quando atendi o sr. V, já era a trigésima terceira sessão dele no Centro Espírita André Luiz, em Brasília, onde atendo aos domingos de manhã, como voluntário da equipe coordenada pelo acupunturista, jornalista e professor José Marcelo. O sr. V estava com 70 anos e sua grande queixa era a extração do intestino grosso.

No André Luiz, os pacientes são atendidos de acordo com a ordem de chegada e pelo terapeuta que estiver disponível. Naquela manhã, era a terceira vez que coincidia de eu o atender. Peguei sua ficha e fiz a revisão, como sempre faço, da queixa original, que, além da retirada do intestino grosso, devido a um câncer, registrava também dores lombar, sacral, cervical e nos braços, insônia, prisão de ventre e úlcera gástrica.

Mas, precisamente naquela manhã, eu começara a criar uma técnica a qual chamo de acupuntura dos corpos sutis, de modo que naquela sessão passei a ver o caso do sr. V sob novo ângulo. Conversei com ele; contou-me que todas as semanas baixava hospital, sofria de diarreia crônica e tudo o que comia lhe fazia mal. Observei-lhe a língua e senti seus pulsos; suas energias esvaíam-se.

 – O senhor sabe que ainda tem seu intestino grosso, não sabe? – perguntei-lhe, olhando-o nos olhos. Então os olhos dele brilharam, numa interrogação. – O senhor continua com o seu intestino grosso, só que no corpo etéreo, que liga o corpo carnal ao corpo astral, este, conhecido também como perispírito, porque liga o corpo físico ao espírito, e o espírito é imortal, não pode adoecer, não com as doenças que conhecemos aqui, neste plano. Seu intestino grosso foi extraído do corpo físico, mas ele continua intacto no corpo etéreo. Não podemos ver o corpo etéreo porque sua vibração é muito mais alta do que a vibração do corpo material, que tem uma vibração tão baixa, que, aos nossos cinco sentidos, se materializa. 

Ele entendeu na hora, e o brilho dos seus olhos continuou, como duas pequenas lanternas. Eu podia ver o brilho dos seus olhos, e percebi também que ele sorria.

– Bem, como o senhor não perdeu nada, muito menos o intestino grosso, vou fazer a limpeza do canal do intestino grosso – disse-lhe, explicando-lhe, rapidamente, sobre os meridianos que atravessam o corpo como um feixe de fios. Na Medicina Chinesa, limpar um canal quer dizer aplicar agulhas no primeiro acuponto daquele canal e cruzar com o último acuponto. Então apliquei agulhas no IG 1 esquerdo, que fica no leito ungueal radial do dedo indicador, e o IG 20 direito, no ponto de encontro entre a linha nasolabial e a lateral da asa do nariz.

Apliquei mais o estômago 36 bi, para fortalecer a energia Qi e o sangue, aumentar o Yang e minorar dores epigástricas, náusea, vômito, má digestão, tontura, fadiga e fortalecer o corpo e a mente, além do estômago 25, para equilibrar o baço, estômago e intestinos, pondo fim à diarreia. Apliquei ainda o vaso concepção 12, para tonificar estômago e baço, e o yintang, para extirpar ansiedade e disciplinar os pensamentos, acalmando, assim, a mente, o que acaba melhorando o sono.

Pouco mais de 20 minutos depois foram retiradas as agulhas do sr. V. Orientei-o a tomar pelo menos dois litros de água por dia e a cortar leite, frutas, salada e legumes crus antes de dormir e a passar a alimentar-se, à noite, de alimentos quentes, principalmente abóbora e raízes, como batata, cará, inhame e mandioca.

Notei que ele saiu do ambulatório com vivacidade, “pois agora” – pensei – “ele sabe que seu intestino grosso está lá com ele”. Orientei-o também a me procurar no domingo seguinte. Uma semana depois ele voltou e me disse que não baixou hospital. Outro terapeuta o atendeu e repetiu o protocolo da semana anterior. Três meses depois, recebi a notícia: o sr. V se deu alta.

Atendemos no André Luiz médiuns que trabalham no centro, muitos deles com todo tipo de doenças. São ilusões passadas a eles por espíritos em estado de ilusão. Digo-lhes que precisam, ao orarem, à noite e de manhã, agradecer aos seus antepassados, especialmente aos pais; a perdoarem e a enxergarem no próximo, mesmo que sejam drogados, raivosos, cancerosos, tenham sido estuprados, nos que gritam de dor, só e somente só, luz. As agulhas precisam de luz.

Mas esses médiuns veem também que nós, da equipe do José Marcelo, estamos cercados de mestres vindos do mundo espiritual, que nos orientam, vigilantes, para que o amor triunfe ali naquele ambulatório. Foi por isso que o sr. V pôde se dar alta.

domingo, 20 de março de 2022

Da arte do voluntariado em acupuntura

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 20 DE MARÇO DE 2022 – Amor é a energia primordial, sem começo e sem fim, que cria e mantém, por meio de leis cósmicas, o Universo. É conhecido também como Deus. Einstein o chamou de Campo; Aristóteles, de Quintessência; poetas o chamam de Éter. Amor é essencial para o voluntariado. 

Segundo as Nações Unidas, “voluntário é o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar social”, tais como hospitalar, creches, asilos, mutirões públicos etc., realizadas por pessoas, grupos, ONGs ou instituições. 

Todas as criaturas do Universo são espíritos e todos os espíritos que encarnam, para a experiência da matéria, nascem com duas missões: a pessoal e a básica, esta, a de contribuir, de alguma forma, para com a Humanidade, para com o próximo. Assim, voluntariado é uma oportunidade a nós oferecida para trabalharmos pelo bem do próximo e pelo bem comum. 

Voluntariado é abnegação, um acordar do espírito, um farol a iluminar o caminho. Em termos práticos, trata-se de uma residência acadêmica. Por exemplo: sou terapeuta em Medicina Tradicional Chinesa. Se, após o curso que fiz na Escola Nacional de Acupuntura (Enac), em Brasília, me limitasse a atender meus pacientes, mesmo que estudando e pesquisando, não teria alcançado a compreensão que hoje tenho da Acupuntura se não fossem os voluntariados dos quais faço parte. 

Atendemos, no voluntariado, todo tipo de pessoas: velhos, jovens e crianças, homens e mulheres, mulheres grávidas, e pessoas com todos os tipos de doenças. Foi no voluntariado que descobri, na prática, que os meridianos de acupuntura se situam no corpo etérico, e mergulhei fundo na Medicina Vibracional, com resultados maravilhosos. E, principalmente, senti, de maneira clara, o amor. 

De modo que participar de voluntariado atrás de projeção social, status, contatos comerciais, só se consegue stress, porque o ego vai contra o fluxo da vida. 

Há voluntariado pessoal, em grupo, de ONG, instituições e promovidos por governos, estes, quando governos municipais ou estaduais, por meio de suas secretarias, promovem mutirões sociais. Nesses mutirões, acupunturistas podem ser convidados a participarem voluntariamente dos trabalhos. 

Nesse caso, a estrutura para os acupunturistas trabalharem deve ser planejada por um funcionário que conheça o setor. As macas disponibilizadas devem estar em condições de uso e em cada uma delas deve haver escadinha, e elas precisam ficar a uma distância de um metro uma da outra e de meio metro de paredes para que o acupunturista possa girar em torno do paciente. 

O ideal é que as macas sejam instaladas em um salão, mas se forem instaladas em tendas, que não deixem passar sol ou chuva, e que haja controle para que os pacientes e familiares não fiquem andando pelo local onde os acupunturistas atendem, pois, além de atrapalharem o atendimento podem causar acidentes, como bater em agulhas já colocadas nos pacientes.

Também é importante que o serviço de som do evento fique longe do espaço de acupuntura, pois nesses eventos costuma-se usar som extremamente alto e “música” bate-estaca. 

Também, se a secretaria de estado se comprometer a pegar os acupunturistas em casa, que tratem de ter a frota de carros utilizada para isso de prontidão e cumpram horários. 

Tudo isso porque o governo não estará fazendo um favor ao povo, mas apenas utilizando o dinheiro do povo em benefício do povo, que só falta pagar imposto pelo oxigênio que inala. Se os governantes e seu staff gozam de mordomias inacreditáveis, o povo se conforma apenas em ser atendido nas suas necessidades, até porque são poucos os que sabem dos seus direitos.

De modo que, juntando os deveres dos políticos com o voluntariado, a democracia se torna plena.

segunda-feira, 14 de março de 2022

A trilha mística mais famosa do Brasil. Um paralelo entre Paulo Coelho e José de Anchieta

 

Município de Anchieta, na costa sul do estado do Espírito Santo

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 14 DE MARÇO DE 2022 – A trilha mística mais famosa do Brasil, Os Passos de Anchieta, de 100 quilômetros, no estado do Espírito Santo, é um percurso que costumava ser percorrido por um dos heróis brasileiros mais célebres, o jesuíta José de Anchieta, nos últimos anos da sua vida, quinzenalmente, da Vila de Reritiba, atual cidade de Anchieta, à Vila de Nossa Senhora da Vitória, hoje a capital do Espírito Santo, onde dirigia o Colégio de São Tiago. 

Andarilhos, promesseiros e turistas fazem o percurso em cerca de quatro dias, com caminhadas diárias de seis horas, em média, desde 1998. Número cada vez maior de participantes costuma largar no feriado de Corpus Christi. A caminhada em si é um exercício de autoconhecimento e de criatividade. 

A trama do meu romance HIENA veio inteirinha enquanto eu caminhava no bairro do Cruzeiro Velho, em Brasília, onde morei, e várias tramas já foram montadas enquanto eu caminhava no Parque da Cidade. Caminhadas ativam a glândula pineal, liberam endorfina e levantam o astral. 

Os Caminhos de Santiago de Compostela, na Espanha, já têm até um escritor famoso, o carioca Paulo Coelho, um dos maiores vendedores de livros do planeta, autor de O Diário de um Mago (288 páginas), lançado em 1987, publicado em 150 países e traduzido para 40 idiomas. 

Paulo Coelho fez uma peregrinação de três meses nos Caminhos de Santiago de Compostela. Com a experiência, cria uma parábola sobre a necessidade de encontrar o próprio caminho. Autor de O Alquimista, o livro brasileiro mais lido de todos os tempos, a obra de Paulo Coelho foi publicada em mais de 170 países e traduzida para 80 idiomas, e já vendeu mais de 210 milhões de livros em todo o mundo. 

Os Passos de Anchieta ainda não têm uma celebridade como Paulo Coelho, mas seu patrono é um dos escritores mais extraordinários do Brasil. José de Anchieta nasceu em San Cristóbal de La Laguna, na ilha de Tenerife, no arquipélago das Canárias, Espanha, em 19 de março de 1534, e morreu em Reritiba, atual estado do Espírito Santo, em 9 de junho de 1597. 

Conhecido como o Apóstolo do Brasil. Saiu de casa aos 14 anos de idade, quando se mudou para Coimbra, em Portugal, com o objetivo de estudar filosofia no Real Colégio das Artes e Humanidades, anexo à Universidade de Coimbra. Ingressou na Companhia de Jesus em 1 de maio de 1551 como noviço. 

Na época, o padre Manuel da Nóbrega, Provincial dos Jesuítas no Brasil, solicitou mais missionários para a evangelização no Brasil e entre os que vieram estava José de Anchieta, que, desde jovem, sofria de tuberculose óssea, o que lhe causou uma escoliose, o que foi determinante para que deixasse os estudos e viesse para o Brasil, um paraíso tropical. 

Desembarcou em Salvador, na Capitania da Baía de Todos os Santos, em 13 de julho de 1553, com menos de 20 anos de idade, vindo na armada do segundo governador-geral do Brasil, Dom Duarte da Costa, com mais seis capuchinhos. 

Menos de três meses depois partiu para a Capitania de São Vicente, atual São Paulo, onde conheceu Manuel da Nóbrega e permaneceu por doze anos, abrindo caminho para o sertão, aprendendo tupi e ensinando latim. Foi assim que escreveu a primeira gramática da língua tupi: Arte da Gramática da Língua Mais Falada na Costa do Brasil, publicada em Coimbra, em 1595. 

Lutou contra os franceses estabelecidos na França Antártica, na baía da Guanabara, ao lado Estácio de Sá, que fundou a cidade do Rio de Janeiro, em 1 de março de 1565. Em 1569, funda a povoação de Reritiba, ou Iriritiba, atual Anchieta, no Espírito Santo, e em 1577, é nomeado Provincial da Companhia de Jesus no Brasil, função que exerceu até 1587, quando retirou-se para Reritiba. 

Escreveu, em latim, o primeiro poema épico da América, De gestis Mendi de Saa, Os feitos de Mem de Sá, impresso em Coimbra, em 1563, anterior, portanto, à edição de Os Lusíadas, de Luís de Camões. Seu poema De Beata Virgine Dei Matre Maria, mais conhecido como Poema à Virgem, é composto de 5.786 versos. 

Canonizado em 27 de fevereiro de 2014 pelo papa Francisco, no ano seguinte, moradores de Jabaquara, bairro de Anchieta, começaram a realizar uma romaria anual de 18 quilômetros entre Jabaquara e o Santuário Nacional de São José de Anchieta, sempre no domingo, após a festa de Corpus Christi, finalizando com missa.

É geralmente nessa época do ano que caminhantes, sozinhos ou em grupos, deixam Anchieta rumo a Vitória, cumprindo um roteiro com oásis pelo caminho, ao fim do qual percebem que a jornada apenas começou, e que ela não é, como geralmente pensamos, para o espaço sideral, mas para dentro de nós mesmos. Certamente o mesmo que Paulo coelho encontrou em Santiago de Compostela.

sexta-feira, 11 de março de 2022

O planeta respira sem máscara e os estudantes voltam às ruas. A Data-Limite é para valer?

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 11 DE MARÇO DE 2022 – O último capítulo do romance ensaístico JAMBU, deste repórter, refere-se à Data-Limite, de Chico Xavier: “Conclave do Comando Astral, com a presença de Jesus Cristo, para deliberar sobre o destino da Terra. É dada a última chance de progresso moral à Humanidade, uma moratória de 50 anos, de 20 de julho de 1969 – data em que os astronautas americanos Neil Armstrong e Buzz Aldrin alunissaram –, até 20 de julho de 2019, a que Chico Xavier referiu-se, em 1986, como Data-Limite. 

“Se, nesses 50 anos, explodisse a terceira guerra mundial, a própria Terra se revoltaria, e a guerra, já devastadora, seria seguida por cataclismos fatais, que, associados à irradiação nuclear, tornariam inabitável o Hemisfério Norte, gerando êxodo em massa para a América do Sul, Austrália e sul da África. O Brasil seria dividido em quatro nações distintas, e somente uma quarta parte do território permaneceria com os brasileiros: a Região Sudeste, o estado de Goiás e o Distrito Federal. Os europeus ocupariam a Região Sul, o Uruguai, a Argentina e o Chile; os asiáticos, principalmente chineses, japoneses e coreanos, ocupariam Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraguai, Bolívia e Peru; o Nordeste seria ocupado pelos russos e povos eslavos; e os norte-americanos, canadenses e mexicanos ocupariam Venezuela, Colômbia e Amazônia brasileira. 

“Mas, durante todo esse interregno, os ETs estiveram vigilantes. Advertiram os líderes das potências hegemônicas e vigiaram as instalações militares atômicas, livrando a Humanidade de enfrentar o armagedon. E desde 2000, espíritos empedernidos no mal não recebem mais permissão para reencarnar no orbe terrestre; são encaminhados a reencarnarem em mundos mais atrasados ainda do que o nosso planeta. 

“Os ETs já começaram também a nos preparar para o contato direto com eles, quando nos ajudarão a avançar mais rapidamente na evolução das almas encarnadas, levando-nos a compreender as leis do Universo e a alcançar a solução para a pobreza e a fome; a cura de todas as doenças, pela manipulação genética; e total acesso à informação e à cultura. Porão à disposição da Humanidade tecnologias que estão a anos-luz da nossa compreensão, como, por exemplo, aparelhos que nos permitirão conversar com os entes queridos, desencarnados. A Humanidade começará, então, a viver em harmonia entre todas as pessoas e coisas. Quanto ao Brasil, está destinado a ser o grande celeiro alimentício; de matéria-prima; e de fonte energética, do mundo. 

“Assim, o país do Cruzeiro, especialmente a Amazônia, garantirá a marcha da Humanidade no caminho da luz”. 

Os cariocas estão divididos sobre uso da máscara contra a Covide-19. O uso da máscara está liberado por decreto da prefeitura desde segunda-feira 7. Ene estabelecimentos no Rio de Janeiro já liberaram os funcionários da máscara; outros, a mantiveram. A Associação de Indústrias do Estado do Rio de Janeiro facultou o uso de máscara, assim como a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj). 

Na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) a máscara continua, assim como na Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio). Mas os alunos da rede municipal de ensino estão liberados da máscara, enquanto nas escolas da rede estadual a orientação é seguir os protocolos sanitários vigentes nos municípios. 

A diretoria da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) liberou o uso de máscara a partir de quarta-feira 9 nas dependências da Alerj, enquanto que na Defensoria Pública do Estado do Rio a máscara continua obrigatória. As máscaras estão liberadas na Rodoviária Novo Rio. 

Em Brasília, o governador Ibaneis Rocha (MDB) decretou, quinta-feira 10, a liberação do uso de máscaras também em locais fechados do Distrito Federal. “As pessoas têm de se prevenir. Quem quiser continuar usando máscara, que continue, sem problema nenhum” – disse. 

O uso de máscara continua obrigatório, no DF, no atendimento ao público em órgãos do governo, nas indústrias, comércios, bancos, metrô e ônibus, assim como o uso de álcool em gel por motoristas e cobradores do Serviço de Transporte Público Coletivo do DF. 

O médium Chico Xavier falou pela primeira vez sobre a Data-Limite em 1986, em Uberaba/MG, quando afirmou que fora dado à Humanidade um prazo de 50 anos, a partir do momento em que o homem pisou pela primeira vez na Lua, em 20 de julho de 1969, para sua derrocada ou regeneração. A derrocada poderia vir sob a forma de guerra nuclear. 

A moratória terminou em 20 de julho de 2019. Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou como pandemia o surto mundial de covid-19, conhecida também como vírus chinês. Em 11 de março de 2022, já haviam morrido 6.028.678 e confirmados 453.226.552 casos em 192 países. 

Foi o caos na economia mundial, porque muitos países decretaram quarentena para a população, gerando quebradeira geral. No Brasil, alguns prefeitos mandaram prender quem não estivesse usando máscara na rua e mandaram soldar a porta de entrada de empresas. 

O Supremo Tribunal Federal (STF), em conluio com o Senado, criou uma CPI para acusar o presidente Jair Bolsonaro das mortes. A CPI acabou como o maior circo já montado no Senado, pois Bolsonaro não mediu esforço para adquirir vacinas e garantir um salário aos milhões de desempregados. 

– Essa não é a primeira nem será a última pandemia vivida em nosso tempo. Em 1918, tivemos a gripe espanhola, que contaminou 500 milhões de pessoas e ceifou entre 17 e 50 milhões de vítimas. Em 1957, foi a vez da gripe asiática, com outros milhões de mortes. Em seguida outras tantas epidemias quebraram o ritmo cotidiano da vida das pessoas, como a gripe de Hong Kong (1968), a gripe suína (2009), a Sars (2003), o HIV-Aids (a partir de 1981), o Ebola (2013), e a Zika (2015) – alerta Faustino Teixeira, teólogo, professor e pesquisador do PPG em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora/MG. 

A Peste Negra, entre os séculos XIV e XVIII, ceifou metade da Humanidade, levando um terço da população mundial somente durante o verão de 1348. O tifo, a varíola, a disenteria, o cólera etc. matam sempre, em escala. 

Só que o vírus chinês contaminou e matou também cardeais do Congresso Nacional e bilionários, com tudo noticiado 24 horas por dia. Aí, deu para ver que o corpo humano é relativamente frágil como um passarinho, que autoridade política e dinheiro não são poder verdadeiro, que os médiuns, como Chico Xavier, André Luiz e Laércio Fonseca têm razão: somos espíritos e vivemos em vários planos, vários estados da matéria, que temos livre arbítrio, mas que há também comandos planetário e cósmico, e outros agentes de Deus. 

Agora, a Rússia ataca a Ucrânica, desde 24 de fevereiro, para frear a expansão da Otan pelo Leste Europeu, o que quer dizer que o czar Vladimir Putin continua sonhando com a União Soviética. A invasão da Ucrânia ameaça desestabilizar a Europa e envolver os Estados Unidos. 

O arsenal nuclear pronto para ser usado dá para explodir a Terra cem vezes, e a Rússia detém a maior parte das ogivas nucleares. Mas Putin estaria disposto a se suicidar? Não! É boa-vida. E depois os Ets, que são também espíritos, mas muito evoluídos e detentores de uma tecnologia bilhões de anos à frente da tecnologia humana, estão de olho. Afinal, a Data-Limite é para valer ou não? 

Assim como Putin pode arrasar a Ucrânia, com o Ocidente vendo de camarote, ou uma guerra convencional possa se arrastar durante anos, também Putin pode cair, pois a jogada dele é arriscadíssima, também para ele. 

Assim, desde março de 2020 que muita gente começou a meditar e a perceber que nós, seres humanos, não somos apenas corpos biológicos.

De qualquer modo, o mundo volta ao normal. Estudantes embelezam as ruas, mães, com seus bebês, povoam as praças, ouve-se risos de crianças e as bougainvilles lembram mulheres grávidas de tão lindas.