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| Lula da Silva na ONU, em 2025: fantasmas o perseguem |
Ray Cunha
BRASÍLIA, 18 DE AGOSTO DE 2023 –
Há três livros no Brasil que mergulham fundo no ventre da besta, no coração das
trevas: o comunismo. Todos os três encontraram no vulcão gástrico-cardíaco o
representante no Brasil dessa ideologia satânica, o que conseguiu enxergar mais
fundo o inferno: Luiz Inácio Lula da Silva.
São eles: Marxismo: O Ópio dos Intelectoides Latino-Americanos (Thesaurus Editora/Tagore Editora,
Brasília, 2020, 444 páginas), de Jorge Bessa. Espião brasileiro em Moscou
durante a Guerra Fria, Bessa chefiou os departamentos de Contra-Espionagem e de
Contra-Terrorismo da antiga Secretaria de Inteligência da Presidência da
República, atual Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Graduado em
Economia pela Universidade Federal do Pará, formado em Medicina Tradicional
Chinesa pela Escola Nacional de Acupuntura, psicanalista, pesquisador de
assuntos metafísicos e espiritualistas, tentando estabelecer pontes entre
ciência e espiritualidade, é autor de mais de duas dezenas de livros, alguns
relacionados à atividade de inteligência de estado e outros ligados às áreas de
saúde mental.
Bessa disseca o comunismo desde a sua origem, na Revolução Francesa,
passando pela Revolução Comunista na Rússia e atravessando o período da Guerra
Fria, até chegar ao Foro de São Paulo, “organização que pretende realizar na
América Latina aquilo que fracassou no Leste Europeu: o comunismo transvestido
em socialismo do século XXI, socialismo bolivarianista, socialismo moreno,
neocomunismo ou simplesmente socialismo petista”.
Se em Marxismo: O Ópio dos
Intelectoides Latino-Americanos Bessa faz um levantamento da tragédia
global que é o comunismo e traça o perfil psicológico de Lula, Romeu Tuma
Júnior descreve o modus operandi de Lula e sua organização no seu Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado. Meu exemplar é de 2013, sétima edição, Topbooks, Rio de Janeiro,
557 páginas. No livro, Tuma Jr. mostra, logo de cara, que Lula é cínico e
perigosíssimo, e denuncia o projeto de poder do dono do Partido dos Trabalhadores
(PT) e a construção de uma polícia de estado e de uma fábrica de
contrainformação para exterminar inimigos, além de escrever o roteiro do
assassinato de Celso Daniel.
Assassinato de Reputações – Um
Crime de Estado é um depoimento ao jornalista e escritor Claudio Tognolli,
que não conseguiu cortar o excesso de confetes e serpentinas que Júnior lança
no pai, Romeu Tuma, diretor-geral do Departamento de Ordem Política e Social (Dops)
e senador da República por São Paulo, e as passagens em que o filho, Romeu Tuma
Júnior, delegado da Polícia Civil de São Paulo, deputado estadual e secretário
Nacional de Justiça, se deixou levar pela emoção. Mas o livro, embora adiposo,
consegue conduzir sua micro câmera até o intestino da besta, flagrando um Lula
que foi dedo-duro dos seus próprios companheiros, no Dops. Segundo Júnior, Lula
foi uma espécie de gato do regime militar, afagado por Romeu Tuma pai, que nem sequer
sonhava que estava afagando a própria serpente. Tuma não sonhava, mas Lula já
sonhava com o “puder” total.
O Clube dos Onipotentes
(Clube de Autores, 2022, 278 páginas), deste repórter, é um romance ensaístico,
um thriller político. Do mesmo gênero de Agosto,
de Rubem Fonseca, e A Festa do Bode,
de Mario Vargas Llosa, em que os autores misturam ficção com história real,
personagens inventadas com pessoas reais, vivas e mortas, ambiento O Clube na história política recente do
país.
Construí o enredo fictício de O
Clube com base em dois livros de Jorge Bessa: Grigori Raspútin: As Forças Destrutivas do Mal e Marxismo – O Ópio dos Intelectoides Latino-Americanos.
O resultado é um passeio pelas trevas do comunismo.
– A trama de
O Clube dos Onipotentes começa com
uma ocorrência policial sobre exploração de menores, com o envolvimento de
importantes figuras do cenário político nacional, e envereda para uma trama
macabra, com o fim de assassinar o presidente da República. Entre uma coisa e
outra, a história nos leva a um tour histórico pelo maior flagelo da humanidade,
o socialismo/comunismo, e ouso dizer que maior até que o nazismo, guardadas as
proporções globais e o necessário respeito às vítimas. No entanto, mais
devastador do ponto de vista da abrangência humana por seu tempo de duração e
aplicação em mais de 70 nações do mundo, resultando, sempre, em genocídio,
exploração, tirania e miséria – escreve o jornalista, psicanalista e cientista
Marcos Machado, editor do portal Do Plenário.
Aproveito,
aqui, para publicar um puxão de orelha que Marcos Machado me deu. O Clube tem ainda em segundo plano o
governo Roriz. Na trama, Roriz aparece como culpado pelo inchaço de Brasília.
Machado o defende:
“Mas O Clube dos Onipotentes comete uma
injustiça, e tenho certeza de que é por crença do autor e não por ciência. A
diferença entre inverdade e mentira é que mentira é o que a esquerda dissemina
e inverdade é o que as pessoas repetem por desconhecimento da realidade. Assim,
também, mentira e irrealidade são coisas distintas.
“No livro,
Ray Cunha aborda o programa habitacional do governador Joaquim Roriz como
responsável pelo inchaço da capital do país, mas isso é mentira da esquerda,
que, à época, lutava para derrubar Roriz, inverdade abraçada pela elite
planopilotista e intelectuais unibestados, que proliferou nas redações e mesas
de bares ocupadas por pensadores que viam, na maioria, Brasília como uma ilha
cuja borda era a quadra do Beirute. Dali para a frente, era tudo Goiás.
“O programa
não era do Roriz, mas coisa séria já prevista no memorial descritivo da
Capital, de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, com a indicação, inclusive, da área
onde foram criadas as regiões administrativas da expansão urbana. O que Ray
Cunha fez foi repetir a inverdade criada pela oposição (esquerda). A
intervenção de Roriz acelerou o projeto de expansão, que salvou, isto mesmo,
salvou a área tombada, a qualidade de vida no Plano Piloto e redondezas, e, ao
contrário da narrativa, não, não inchou Brasília.
“Crença
versus ciência – a primeira se baseia em nada, só em narrativa de alguém, ou de
alguéns, sem qualquer comprovação, dado, fato, estatística, estudo, ou seja lá
o que for. É só papo de botequeiro. Bem típico da esquerda, até hoje. Mesmo que
se apresentem evidências e provas físicas contrárias, o crente,
invariavelmente, as ignora porque contraria sua convicção. A ciência, ao
contrário, é a tomada de conhecimento da realidade por meio dos fatos, dados
etc.
“No caso do
projeto habitacional, começou com o governador Hélio Prates lançando a pedra
fundamental de Ceilândia, que depois Aimé Lamaison expandiu; José Aparecido
começou Samambaia, o que Roriz tomou a decisão de acelerar a fim de evitar a
favelização do centro de Brasília, coisa que Rio, São Paulo, Belo Horizonte,
Fortaleza etc. não fizeram, e os resultados são visíveis de longe.
“Todo o
programa foi profundamente estudado e delineado por técnicos de carreira do
governo, não por políticos. O político tomou a decisão de desencadear o
processo, e sabe por quê? Só na área tombada foram listadas 64 ocupações
irregulares, algumas já tomando corpo de favela, como na área próxima ao que é
o Setor Noroeste. Essas favelas se espalharam por todo o Plano Piloto e, não
sei se Ray Cunha se lembra, atrás do Correio Braziliense tinha uma. Havia até
um boteco carinhosamente chamado de “Boldo”, onde os colegas iam consumir
turbinadores de consciência.
“Inchaço?
Essa é outra mentira que viralizou em inverdade na boca de muita gente. Não sei
se os dados do IBGE ainda estão disponíveis, mas como fiz várias reportagens à
época para desconstruir a desconstrução da esquerda ao projeto, ainda lembro
que no referido período dito como de inchaço ocorreu o inverso. Nos anos de
explosão do programa, 1988 a 1994, ocorreu redução no fluxo migratório para
Brasília. O grande volume, retirado o período da construção, ocorreu nos anos
1970.
“Falei das
favelas, e nem preciso abordar o volume de cortiços, barracos de fundo de
quintal etc., que degradavam a qualidade de vida das pessoas nos bairros de
Brasília, chamados de cidades-satélites, apesar de não haver qualquer referência
ao termo em qualquer documento, desde o projeto piloto; essa é outra invenção
que viralizou. Brasília sofria com grave déficit habitacional, especialmente em
razão dos valores impagáveis de seus imóveis. Morar em casa própria era um
sonho, realmente. O déficit habitacional resultava não de fluxo migratório, mas
do crescimento orgânico da população. Poderia explicar isso mais
detalhadamente, mas acho que Ray Cunha entende.
“Claro que
Roriz usou politicamente o programa, e qualquer outro faria o mesmo, mas é
preciso que a ciência tome o lugar da crença. Não que a crença não possa se
sustentar na ciência, aliás é isto o que precisa ser feito. Ocorreram, óbvio,
algumas distorções, mas não no nível que a esquerda prega.
“A partir de
1995, ocorreu a proliferação dos condomínios ilegais, com a bênção do PT do
governador Cristovam Buarque, em área inadequada para projetos habitacionais
(Vicente Pires, Colorado, Jardim Botânico etc.), e invasões absurdas que
viraram bairros, como Estrutural e 26 de Setembro, que resultaram em devastação
ambiental. Recentemente, o Senado aprovou novos limites para o Parque Nacional
a fim de ajustar a área para a regularização da invasão 26 de Setembro.
“Bem, eu
estava lá, eu vi, acompanhei, entrevistei, comparei e comprovei os dados, daí
minha preocupação com o restabelecimento da verdade. Ah! Sim! Os primeiros
assentamentos habitacionais em Brasília foram Gama e Sobradinho, após a
inauguração de Brasília, já que Núcleo Bandeirante e Taguatinga surgiram antes
da inauguração.
“Se não
fosse Roriz, talvez, hoje, você desse de cara com uma Rocinha ao abrir a janela
de seu apartamento, de manhã. É isso o que ocorre com moradores de bairros
nobres no Rio”.