sexta-feira, 21 de junho de 2013

Chegou a hora de passar a limpo o Brasil?

BRASÍLIA, 20 DE JUNHO DE 2013 – O dono do Partido do Sindicato do Crime (PTralha) e presidente de fato destepaiz, Lula, e sua preposta, a presidenta (existirá a palavra “incompetenta”?), estão amoitados; não digo de barba de molho porque Lula perdeu a dele e a presidenta não a tem. Os PTralhas saqueiam extepaiz há uma década. Basta! E quem diz basta é uma multidão, que se avoluma a cada dia, nas ruas. As ratazanas PTralhas, conhecidas também como PTelhos, roubam à luz do dia, veja-se o Mensalão, operado por Zé Dirceu (por que mesmo Zé Dirceu ainda não foi preso?); ainda não pegaram o chefão.
 
O fato é que o povo brasileiro não aguenta mais levar ferro dia e noite. Um dia o estuprado se revolta e a primeira coisa em que pensa, e se conseguir o fará, é extirpar o que o rasga e afogar seu dono na sua própria merda. Está na hora de pegar os assassinos que vêm assaltando o Brasil há décadas, todos eles, os patrimonialistas, os nepotistas, os racistas, os ratos que vêm sangrando as tetas da Pátria; que mamem no caralho!
 
Uma coisa é certa: nenhum político ladrão, em lugar algum do planeta, sobrevive quando o povo vai para as ruas. Será diferente nestepaiz? O Brasil precisa ser passado a limpo. Precisamos pegar de jeito esses criminosos, pois quando roubam a Petrobras, a Vale, merenda escolar, material hospitalar, maços de grana (transportados até no rego do cu), quando assaltam os brasileiros em “obras” como a transposição do rio São Francisco (?), a Ferrovia Norte-Sul, quando se espojam nas mordomias principescas dispensadas a esse clube de parasitas homiziados no Congresso Nacional, quando políticos assaltam, por décadas, um Estado inteiro e ainda anexam outro Estado à sua máfia, muita gente morre, principalmente crianças. Por isso esses bandidos precisam ser presos e devolver até o último tostão surrupiado; ou trabalharem para pagar a dinheirama roubada.
 
Basta de o povo brasileiro ser tratado como imbecil, ser assaltado e ainda estuprado, calado. Basta de antas como Lula ser tratadas como se houvessem feito alguma coisa, algum dia, que beneficiasse verdadeiramente a nação; a bolsa-esmola imbeciliza ainda mais o povão.
 
Esta é a hora de os brasileiros dizerem a Lula e à Dilma Rousseff quem é que manda no país; que não somos estúpidos. Lula, aliás, já devia ter sido mandado para a baixa da égua, mas fica aí, como uma arara elétrica, falando merda.
 
Importante: é necessário derrubar o sistema eleitoral brasileiro; ele foi costurado para eleger ladrões, estupradores, assassinos, psicopatas, analfabetos, pedófilos, ratos (desde catitas até mucuras, passando por aquelas ratazanas de dentões saindo da boca).
 
No Brasil, elege-se presidenta, governadores, prefeitos, senadores, deputados e vereadores para foder com a população. Urge mudar isso, e fazer a canalha que vem gozando na cara dos brasileiros entender, de forma inesquecível, que certo está o ditado popular que diz: que tem cu tem medo.

sábado, 15 de junho de 2013

Posse ao anoitecer

Teu dorso, à sombra da tarde que finda e escoa em murmúrios,
É alvo como pétala de rosa vermelha; sinuoso; nu.
Agarro-me aos cabelos, às ancas, aos ombros, ao perfume,
Bêbedo de gemidos.
A noite se instala como transatlântico no porto;
Feérico, iluminado, Copacabana Palace.
Tuas costas são alvas como jambo.
De olhos fechados, sorvo cheiro de nudez,
Sabor de Dom Pérignon, safra de 1954;
Ouço Concierto de Aranjuez, de Joaquin Rodrigo,
E os 14 minutos e 10 segundos do Bolero, de Maurice Ravel,
Sob a regência de Silvio Barbato.
Abro os olhos e enxergo o halo vermelho da noite,
Suave como o primeiro movimento, allegro,
Do Concerto para Piano e Orquestra, em Ré Menor,
Número 20, K. 466, de Mozart;
Pulsar longínquo, o atrito da Terra no espaço,
Gemidos femininos se esvaindo,
Som de maresia,
Sangue circulando nos tímpanos.
O segundo movimento, romanze,
Estrelas acamando-se no azul da alma.
O terceiro movimento, rondó,
Flores se abrindo ao riso de crianças.
Solto o urro, vibrante, de leão alado, ao ouvir gritos abafados,
E sentir que desmaias ao acme.


Brasília, 15 de junho de 2013

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Fernando Canto esparge Chanel Número 5 nas manhãs do mundo

BRASÍLIA, 30 DE MAIO DE 2013 – Choveu de madrugada. O quarto é silencioso como um templo. Só ouvimos o pinicar da chuva fina na vidraça. Venta, e as árvores defronte ao apartamento curvam-se, agitadas – lembram cabelos de mulher, à tarde, na praça. Levanto-me, vou ao banheiro e depois à cozinha, onde preparo café Três Corações, gourmet, que tomo com leite em pó e um sanduíche de pão francês com queijo prato. Retorno ao quarto. Minha gata já se levantou também. Lemos um sutra e meditamos. Depois, pomo-nos a ver a chuva, ambos que somos de Macapá, a terra das águas. Daí a pouco o som da chuva e do vento se mistura a murmúrios, e gemidos.
 
Parou de chover. A manhã avança, nublada. É outono. Creio que as chuvas, nesta época do ano, ocorrem porque frentes frias vindas da Antarctica alcançam o Planalto Central, onde encontram o chão em chamas, se condensam e caem. A manhã, então, escoa como um rio de planície, lento, rumo a outro rio, ou ao mar. Sei que o dia seguirá assim, até que as luzes da noite cintilem como pinceladas de Van Gogh.
 
Meu amigo Fernando Canto aniversariou, ontem. Acredito que as grandes amizades já existam antes mesmo que as pessoas se conheçam, e que apenas evoluam, até atingirem o nível mental. Um dos momentos mais importantes da nossa amizade ocorreu certa noite, em Belém. Ele era graduando em sociologia na Universidade Federal do Pará e eu, que então parara de estudar no quarto ano ginasial, trabalhava como repórter em O Liberal.
 
Naquela noite, eu sentia vaga melancolia, e deslizava lentamente para aquela região vazia, mas pegajosa, da alma, negra e sem fundo, quando surgiu o Fernando Canto. Não precisei lhe dizer nada. Ele me levou para o bar do seu tio, que nos recebeu como príncipes e nos serviu gim-tônica inglês, e logo montei no dorso de uma libélula de prisma.
 
Desconfio que o Fernando Canto seja um dos anjos destacados para cuidar de mim. Temos a mesma idade, mas, nessas décadas todas do nosso convívio, ele é sempre mais sensato, e me corrige para que eu não caia da sela do Leão de Asas que cavalgo e que voa na velocidade da luz. Sempre que nos encontramos, mergulhamos na dimensão da intensidade, de modo que, mesmo à distância, é como se nos encontrássemos todos os dias.
 
Amigos, e amigas, são criaturas maravilhosas; vão nos buscar no fundo do rio, quando já não respiramos e vemos, perto, o Aqueronte. Desde sempre, vivo cercado de anjos. Às vezes, cenas do passado passam céleres, como num filme, por mim, e vejo que, há muito tempo, eu já deveria ter virado pó, mas sempre ouvi o farfalhar de asas e senti que alguém me erguia da vertigem que antecede a perda dos sentidos, a elevação da alma para outra dimensão, e sei de pronto que ainda preciso cumprir minha tarefa, neste plano, e só então me integrar na luz.
 
A vida é a própria luz; só temos que nos deixar seguir como a brisa, igual esta manhã, que vai se esvaindo, lentamente, como o pulsar da música de Mozart. Amar é o melhor de tudo; é como ouvir a brisa, os passarinhos, o riso das crianças, o sussurro da mulher amada, as rosas, o timbre do éter.
 
Desejei, no Facebook, que os Deuses continuem ofertando diamantes azuis ao Fernando Canto, pois é com essas pedras preciosas que ele esparge Chanel Número 5 nas manhãs do mundo.

domingo, 26 de maio de 2013

O mistério dos senhores de Vênus lembrou-me que já saí com anjos, montado num leão de asas

BRASÍLIA, 26 DE MAIO DE 2013 – O que é a vida? Como ela surgiu? Alguma entidade a criou? Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Deus existe? Esses questionamentos povoam nossas mentes desde sempre. A teoria mais difundida do surgimento do cosmos, e da vida, é a do Big Bang, ou Grande Explosão. O universo viria se expandindo há cerca de 13 bilhões de anos, a partir do que Georges Lemaître chamou de “átomo primordial”. Mas essa teoria apresenta um porém: e antes do átomo primordial, existia alguma coisa?
 
Segundo Albert Einstein, o universo que nós, seres humanos, conhecemos, é pura energia. Ao analisar-se uma célula, ou uma molécula, cientistas fazem cada vez mais descobertas, deparando-se com universos infinitos. Também nunca logrou-se criar a vida, algo tão complexo que jamais poderia existir sem o concurso de uma inteligência absoluta.
 
Na trilogia O mistério dos senhores de Vênus (Thesaurus Editora, Brasília, 2012), composta por Os deuses que vieram do céu (147 páginas); Pluralidade dos mundos habitados e a evolução do homem (155 páginas); e Deuses, venusianos e capelinhos (174 páginas), Jorge Bessa, baseado em profunda pesquisa, desenvolve a teoria de que, ao longo da história da Humanidade, “sempre estivemos amparados e sendo instruídos por elevadíssimas consciências espirituais, conhecidas como deuses, jardineiros siderais, anjos do Senhor e extraterrestres, entre outras denominações, no seio de quase todas as grandes civilizações do passado”.
 
Para Jorge Bessa, “os deuses do passado, hoje, estão cada vez mais presentes, pois jamais deixaram a humanidade à sua própria sorte; eles são os mesmos sábios espíritos de outrora, encarregados da execução direta da evolução planetária, que agora intervêm, de forma mais direta, para promover essa mudança, que alguns chamam de Nova Era, Fim do Mundo ou Apocalipse”.
 
Jesus Cristo, Siddhartha Gautama Buda, Masaharu Taniguchi, Allan Kardec, Chico Xavier, são alguns mestres que legaram fundamentos de que a dimensão espiritual é fato, e perante a qual o mundo fenomênico e a inteligência humana são um estágio grosseiro de uma caminhada rumo ao que podemos chamar de iluminação. A intuição seria a antena que nos ligaria a esse estágio superior da alma, esta, a centelha da vida.
 
Com efeito, o corpo humano é frágil e, dependendo das circunstâncias, asqueroso. Grande parte da Humanidade é vaidosa, mentirosa, ciumenta, avara, rancorosa, vingativa, arrogante, sempre resvalando para a crueldade, a escravidão do próximo, o assassinato – às vezes, lento, psicológico. Nesse contexto, os poetas – não me refiro aos que apenas amontoam versos – contam com intuição mais desenvolvida, pois são capazes de sentir a Terra mover-se no espaço e o hálito das rosas vermelhas.
 
Jorge Bessa, 60 anos, nasceu em Belém e vive em Brasília desde 1980. Graduado em Economia pela Universidade Federal do Pará, trabalhou durante muitos anos na área de inteligência do governo brasileiro, formando-se, depois, em Medicina Tradicional Chinesa, pela Escola Nacional de Acupuntura, em Brasília, e em psicanálise clínica. É autor de Jesus, o Maior Médico que já existiu; Medicina Emocional; Acupuntura – A Medicina do Século XXI, entre outros títulos.
 
Outro dia fui visitá-lo, na bota do Lago Norte, onde vive, para, juntamente com sua esposa, a manauara (adoro Manaus) Clara Braga de Oliveira Bessa, comer caranguejo, maniçoba e pato no tucupi. Bessa, sou visitado frequentemente por anjos; até já saí com eles por aí, e a luz que cavalguei era um leão de asas.

domingo, 19 de maio de 2013

Por todo o sempre

BRASÍLIA, 19 DE MAIO DE 2013 – Minha gata, Josiane Souza Moreira Cunha, aniversaria neste 20 de maio. É para ela este rubi azul:

Mais uma primavera amplia tua vida
As flores que cultivas nas manhãs ensolaradas multiplicam-se
Como estrelas no início de certas noites, na Amazônia.
Já te dei todos os tesouros
A aventura das palavras
O poema mais intenso
O riso, livre como o vento,
Meu coração
O azul das regiões mais eternas do Universo.
E, no entanto, os teus lábios no meu corpo
Teu olhar luminoso
Teu riso de anjo
O Jasmim que geramos
São meu grande tesouro, meu combustível;
Alimentam minha alma
E me tornam inesgotável
Domador da luz
Leão de asas

sábado, 18 de maio de 2013

Abismo azul

Ouço Dança de Zorba, o Grego
Sinto cheiro de mulher nua
Ostra com Antarctica enevoada, em julho, às 9 horas
No ar saturado de mulheres lindíssimas e suadas, em Salinas.

Tu precisas me lamber com teus olhos verdes como lápis-lazúli
Para eu sentir o acme
Precisas apenas sorrir e tocar nos meus finos lábios
Para que eu morra como as rosas, que não morrem nunca
Porque são imortais na sua explosiva beleza.

Imobilizo minha amante pelos cabelos
Beijo-a na boca, faço-a gritar de prazer
Ela é a própria noite
Café noturno, cheio de mulheres misteriosas de tão lindas
Que dizem oi quando passo.

Ouço Caravan, ouço-a tanto que fico cheirando a púbis ruivo
Que inunda meu olfato, meu paladar, meu cérebro.
Degusto Antarctica, com Jorge Tufic, em Manaus, no Nathalia
Lambo o rosto da Tharcilla
Beijo os lábios carnudos e mordo o pescoço da Mara.

Como Isnard Lima Filho, oferto rosas para a madrugada
Ao extrair gemidos da mulher amada, percorrendo sua pele de jambo
E sonho com leões caminhando na praia, ao amanhecer.

Igual Picasso, com seus olhos negros, nonagenários
Sou como pássaro que nunca envelhece
Nasci com asas invisíveis aos olhos
E que se equilibram no éter como avião de caça
Riscando um golpe branco no azul

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Macapá


Amo muitas cidades. Cada uma delas marcou meu coração. Há, contudo, uma que me ilumina, pois é como uma mulher que desejamos por muito tempo e que de repente está diante de nós, nua, aos primeiros raios do sol de julho. Macapá emerge da boca do rio Amazonas avançando na Linha Imaginária do Equador, e quando a cidade nos engole, mergulhamos num mundo prenhe de jasmineiros que choram nas noites tórridas, merengue, a poesia azul da Alcinéa Maria Cavalcante, a casa do Fernando Canto, que recende ao Caribe de Gabriel García Márquez, mulheres cheirando a Chanel número 5 e maresia, o embalar de uma rede no rio da tarde, mapará com pirão de açaí, tacacá, Cerpinha. Quando entro neste santuário, dispo-me de todas as feridas, e oferto rosas, pedras preciosas e luz, toda a minha riqueza, aos que eu amo, e te chamo, Macapá, de querida! Sempre me perco em ti, e sempre de propósito, numa vertigem da qual só me recupero em Brasília, dias depois. As viagens que fazemos no coração são vertiginosas demais para a pobre física terrena. A casa da minha infância, cada palavra que garimpei em madrugadas eternas, cada gota de álcool com que encharquei meus nervos, cada mulher que amei nos meus trêmulos primeiros versos, cada busca do éter, nas noites alagadas de aguardente, os jardins da casa da Leila, no Igarapé das Mulheres, o Elesbão, a casa da Myrta Graciete, a casa do poeta Isnard Brandão Lima Filho, na Rua Mário Cruz, o Macapá Hotel, o Trapiche Eliezer Levy, estão para sempre no meu coração, que enterrei na Rua Iracema Carvão Nunes.