domingo, 23 de agosto de 2026

Canção de amor pelo Amapá. Dr. Furlan, a redenção do Estado. Jornalista Adriana Garcia

Dr. Furlan concluirá a BR-156 e ligará o Amapá ao país

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 23 DE AGOSTO DE 2026 – O Estado do Amapá, banhado pela Amazônia Azul, no setentrião do Brasil, é o mais emblemático deste país indígena, europeu e africano. O mais alegórico de um Brasil paradoxal: paraíso inalcançável; e miserável em plena riqueza. Um Brasil escravocrata e colonialista. O Amapá é exatamente isso. Senão, vejamos. 

O maior símbolo brasileiro da corrupção, gastança e ineficiência é a única rodovia federal do Amapá, a BR-156. A estrada liga Macapá, localizada ao sul, no cruzamento da Linha Imaginária do Equador com o maior rio do mundo, o Amazonas, a Oiapoque, ao norte, a cidade mais próxima da Margem Equatorial, um lençol de petróleo que sinaliza a redenção dos amapaenses. Começou a ser construída em julho de 1932, sob a liderança do marechal Cândido Rondon, e jamais foi concluída. 

Já consumiu centenas de milhões de reais e encheu o bolso de meio mundo, mas, no inverno amazônico, seis meses de chuvas fortes, grandes trechos seus viram atoleiro, e, no verão, período de estiagem, vira um inferno de poeira e buracos. Políticos do Amapá e de Brasília, nas eleições, vivem garantindo a conclusão da estrada, além de picanha e cerveja. 

A BR-156 é estratégica para o Amapá. Provavelmente, por isso, políticos amapaenses cuidam para que não seja concluída, pois faturam votos com a pobreza e ignorância do povo, que, por bolsa-miséria e cesta básica, santificam os donos do Amapá, como porcos, que ficam felicíssimos com a lavagem que lhes é servida e ignoram o cepo. 

A rodovia é o escoadouro natural para o comércio com a Guiana Francesa, via ponte internacional sobre o Rio Oiapoque, ligando, assim, Macapá à Caiene, a capital da província francesa encravada na América do Sul. 

Outro absurdo amapaense é a ponte sobre o Rio Jari. O Amapá é o único Estado isolado do resto do país por terra. É como uma ilha, pois, ao norte, fica a Cordilheira do Tumucumaque e a oeste, o Rio Jari, um dos gigantes da Amazônia. A sul, limita-se com o Rio Amazonas e a leste com o Oceano Atlântico. É impossível construir uma ponte sobre o Canal do Norte, mas é possível sobre o Rio Jari, ligando o Amapá ao Pará, que é ligado por rodovia ao resto do país. 

Políticos, que se julgam donos do Amapá, vêm prometendo a ponte, mas somente em ano eleitoral. Os 406 metros de fundação já foram iniciados, em 2001, conectando a cidade de Laranjal do Jari, no Amapá, à cidade de Monte Dourado, no Pará. Mas a ponte ficou somente nas fundações. O que já foi feito terá que ser refeito e milhões de reais foram parar, novamente, nos bolsos dos jacarés. 

Outro absurdo do Amapá: o Porto de Santana, na região metropolitana de Macapá, é um dos mais estratégicos da Amazônia, pois é o porto brasileiro mais próximo, simultaneamente, dos Estados Unidos, da Europa e da Ásia, neste caso, via Canal do Panamá. Mas o porto é administrado pela Prefeitura de Santana, em vez de ser administrado pelo Estado, com maior poder de fiscalização. Assim, o porto se torna estratégico, mas para o narcotráfico internacional. A Polícia Federal que o diga. 

Agora, os amapaenses têm a Margem Equatorial, que pode tornar o Amapá um dos Estados mais ricos do país, mas terão que fazer as escolhas certas. Até hoje, os políticos do Amapá falharam redondamente. E depois, jamais vi um político com um plano de trabalho visando o desenvolvimento do Setentrião. São grandes administradores de sua própria prosperidade, engenheiros talentosos de cabides de emprego e verdadeiros diplomatas do jabá, que é a propina distribuída a jornalistas famintos pelo tilintar do vil metal. 

Agora, os amapaenses têm a oportunidade de mudar seu destino, tirando o Amapá da miséria e da ignorância. O ex-prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD), provou, na sua administração, que é trabalhador, honesto e talentoso. Candidato ao governo do Amapá, é do tipo que promete e cumpre. Pois bem, prometeu concluir a BR-156, construir a ponte sobre o Rio Jari e preparar o Estado para se desenvolver juntamente com a Margem Equatorial. 

Agora, é, também, a oportunidade de mandar de volta para Garanhuns/PE o líder de Lula da Silva no Senado, Randolfe Rodrigues (PT/AP), comunista amicíssimo da hiena da Venezuela, Nicolás Maduro, e pertencente à elite do Foro de São Paulo. Defende Lula da Silva, que já enfiou o Brasil no fundo do poço, com unhas, dentes e gritinhos. 

Ainda, os amapaenses podem contribuir para a derrubada de um dos brasileiros que mais destroem o Brasil, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil/AP), que defende, com unhas, dentes e seu gordo traseiro, a Ditadura da Toga. Votando para o Senado em Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD), os amapaenses reforçarão um Senado de Direita, que impedirá a recondução de Alcolumbre à presidência da casa e o levará à Comissão de Ética, que poderá expulsá-lo da câmara alta, pois o mal que vem fazendo, sentando-se em cima das dezenas de pedidos de impeachment de colarinhos brancos, não tem perdão. 

Já que falei em jornalistas, o Amapá conta com uma das mais atuantes jornalistas investigativas do Brasil: Adriana Garcia, membro da Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados (AJOIA Brasil). 

Quanto à classe intelectual e artística do Amapá, está amoitada, igualzinho no resto do país. A Lei Rouanet e os bilhões de reais despejados na imprensa amestrada são uma tentação para quem não consegue vislumbrar um Brasil próspero e hegemônico.

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