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| Dr. Hiran saberá o que é Qi, Yin e Yang? (Agência Câmara) |
RAY CUNHA
BRASÍLIA, 6 DE NOVEMBRO DE 2023 – A Comissão
de Assuntos Sociais (CAS) do Senado prossegue este mês debates sobre o Projeto
de Lei 5.983/2019, que regulamenta a profissão de acupunturista. Se a matéria,
relatada pelo senador Paulo Paim (PT/RS), for aprovada no Senado sem ajustes
seguirá para sanção do presidente da República. Porém ela tropeçou em um médico,
o senador Dr. Hiran (PP/RR). Para ele, apenas médicos devem prescrever
medicamentos e fazer diagnósticos de doenças.
A Medicina
Ocidental trabalha com órgãos e regiões do corpo, com medicamentos e cirurgia.
Há especialistas de cérebro, coração, rins, mão direita, mão esquerda, pés, ânus
etc. etc. Na Medicina Tradicional Chinesa, conhecida no Brasil como Acupuntura,
trabalhamos com a energia Qi, que se alterna em duas polaridades, Yin e Yang. O
que para a Medicina Alopática é doença, para nós é desequilíbrio energético.
São medicinas diferentes. E não prescrevemos medicamentos, mas fitoterápicos. Parece
que os médicos não querem largar o osso, e a indústria farmacêutica muito
menos.
Mais
uma coisa: consideramos o ser humano um conjunto de corpos vibracionais,
incluindo o espírito.
Todas
as terapias são importantes. Relatos dão conta de crianças moribundas que
recebem benzimento com um galinho de arruda e a seguir estão brincando com seus
amiguinhos. Nesses casos, o benzimento foi a melhor terapia aplicada. Medicina
Ocidental não resolve encosto. Só médiuns resolvem isso. E mais: se não fosse a
intervenção de espíritos os hospitais seriam corredores da morte. Consultem
médicos espíritas para confirmar isso.
De
ampla cobertura e eficácia terapêutica, a Acupuntura é reconhecida pela OMS e
foi incluída na lista de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, durante a
V Sessão do Comitê Intergovernamental da Organização das Nações Unidas para a
Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 17 de novembro de 2010.
A
Acupuntura começou a ser praticada na China clássica. Os chineses já sabiam que
além dos sistemas cardiovascular e linfático há uma teia de meridianos
corporais com acupontos, um delgado sistema tubular, nos quais circula a
energia vital, ou Qi.
Até o
século 19, supunha-se que esses meridianos eram imaginários, mas nos anos de
1960, o cientista coreano Kim Bong Han injetou isótopo de fósforo em um
acuponto e observou a absorção da substância pelo organismo, por meio de
microrradiografia. Resultado: o isótopo percorreu o clássico traçado daquele
meridiano.
Experiências
semelhantes foram realizadas por outros cientistas, como os franceses
Jean-Claude Darras e Pierre de Vernejoul, e os norte-americanos James Hurtak e
Roberto Becker. O resultado foi o mesmo obtido por Kim Bong Han.
Segundo
Richard Gerber, em Medicina Vibracional –
Uma Medicina para o Futuro, e o espírito Joseph Geerber, por Robson
Pinheiro, em Medicina da Alma, os
meridianos de acupuntura localizam-se no duplo estéreo. Eu mesmo já confirmei
isso. A Medicina Tradicional Chinesa é tão extraordinária que aproveito, aqui,
para narrar um caso que atendi há alguns anos de um paciente sem o intestino
grosso que se curou com Acupuntura.
Quando
atendi o sr. V, já era a trigésima terceira sessão dele no Centro Espírita
André Luiz, em Brasília, onde atendo aos domingos de manhã, como voluntário da
equipe coordenada pelo acupunturista, jornalista e professor José Marcelo. O
sr. V estava com 70 anos e sua grande queixa era a extração do intestino
grosso.
No
André Luiz, os pacientes são atendidos de acordo com a ordem de chegada e pelo
terapeuta que estiver disponível. Naquela manhã, era a terceira vez que
coincidia de eu o atender. Peguei sua ficha e fiz a revisão, como sempre faço,
da queixa original, que, além da retirada do intestino grosso, registrava
também dores lombar, sacral, cervical e nos braços, insônia, prisão de ventre e
úlcera gástrica.
Eu
começara, então, a desenvolver uma técnica que chamo de acupuntura dos corpos
vibracionais – físico, etéreo, astral e espiritual –, e, naquele momento,
passei a ver o caso do sr. V sob novo ângulo. Conversei com ele; contou-me que
todas as semanas baixava hospital, sofria de diarreia crônica e tudo o que
comia lhe fazia mal. Observei-lhe a língua e senti seus pulsos; suas energias
esvaíam-se.
– O senhor sabe que ainda tem seu intestino
grosso, não sabe? – perguntei-lhe, olhando-o nos olhos. Então os olhos dele
brilharam, numa interrogação. – O senhor continua com o seu intestino grosso,
só que no corpo etéreo, que liga o corpo carnal ao corpo astral, este,
conhecido também como perispírito, porque liga o corpo físico ao espírito, e o
espírito é imortal, não pode adoecer, não com as doenças que conhecemos aqui,
neste plano. Seu intestino grosso foi extraído do corpo físico, mas ele continua
intacto no corpo etéreo.
Ele
entendeu na hora, e o brilho dos seus olhos continuou, como duas pequenas
lanternas. Eu podia ver o brilho dos seus olhos, e percebi também que ele
sorria.
– Bem,
como o senhor não perdeu nada, muito menos o intestino grosso, vou fazer a
limpeza do canal do intestino grosso – disse-lhe, explicando-lhe, rapidamente,
sobre os meridianos que atravessam o corpo como um feixe de fios. Na Medicina
Chinesa, limpar um canal quer dizer aplicar agulhas no primeiro acuponto daquele
canal e cruzar com o último acuponto. Então apliquei agulhas no IG 1 esquerdo,
que fica no leito ungueal radial do dedo indicador, e o IG 20 direito, no ponto
de encontro entre a linha nasolabial e a lateral da asa do nariz.
Apliquei
mais o estômago 36 bi, para fortalecer a energia Qi e o sangue, aumentar o Yang
e minorar dores epigástricas, náusea, vômito, má digestão, tontura, fadiga e
fortalecer o corpo e a mente, além do estômago 25, para equilibrar o baço,
estômago e intestinos, pondo fim à diarreia. Apliquei ainda o vaso concepção
12, para tonificar estômago e baço, e o yintang, para extirpar ansiedade e
disciplinar os pensamentos, acalmando, assim, a mente, o que acaba melhorando o
sono.
Pouco
mais de 20 minutos depois foram retiradas as agulhas do sr. V. Orientei-o a
tomar pelo menos dois litros de água por dia e a cortar leite, frutas, salada e
legumes crus antes de dormir e a passar a alimentar-se, à noite, de alimentos
quentes, principalmente abóbora e raízes, como batata, cará, inhame e mandioca.
Notei
que ele saiu do ambulatório com vivacidade, “pois agora” – pensei – “ele sabe
que seu intestino grosso está lá com ele”. Orientei-o também a me procurar no
domingo seguinte. Uma semana depois ele voltou e me disse que não baixou
hospital. Outro terapeuta o atendeu e repetiu o protocolo da semana anterior.
Alguns
meses depois, recebi a notícia: o sr. V se deu alta.
Atendemos
no André Luiz médiuns que trabalham no centro, muitos deles com todo tipo de
doenças. São ilusões passadas a eles por espíritos em estado de ilusão.
Digo-lhes que precisam, ao orarem, à noite e de manhã, agradecer aos seus
antepassados, especialmente aos pais; a perdoarem e a enxergarem no próximo,
mesmo que sejam drogados, raivosos, cancerosos, tenham sido estuprados, nos que
gritam de dor, só e somente só, luz. As agulhas precisam de luz.
Mas
esses médiuns veem também que nós, da equipe do José Marcelo, estamos cercados
de mestres vindos do mundo espiritual, que nos orientam, vigilantes, para que o
amor triunfe ali naquele ambulatório. Foi por isso que o sr. V pôde se dar
alta.