segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Academia Amapaense de Letras comemora 70 anos com palestra dos escritores LEÃO ZAGURY, RAY CUNHA e WILSON CARVALHO

Para ouvir as palestras clic AQUI 

Ray Cunha fala durante evento em comemoração aos 70 anos
da Academia Amapaense de Letras (AAL), em 20 de julho, no
Senac de Macapá/AP: a sociedade deve zelar pela Academia,
pois ela é a memória da cultura, da identidade dos amapaenses
Autografando o romance ensaístico JAMBU, para o
jornalista Walter Júnior (E) e o senador Paulo Guerra.
JAMBU, em edição do Clube de Autores e da amazon.com.br,
é um thriller que se passa na Amazônia de verdade, com
toda a sua violência, mas também 
seu realismo mágico, 
seus cheiros, sabores, nudez e beleza arrebatadora

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

JAMBU: a Amazônia para sempre, em toda a sua violência e nudez, com seus cheiros e sabores

Capa da edição do Clube de Autores, à venda neste link

Sinopse de JAMBU, thriller de RAY CUNHA: O jornalista João do Bailique investiga o tráfico de crianças durante o Festival de Gastronomia do Pará e Amapá, em Macapá/AP. Subjacente à trama, a Amazônia real surge em toda a sua violência e nudez, com seus cheiros e sabores. Personagens reais, vivas e mortas, transitam em meio a personagens de ficção, como, por exemplo, o músico paraense Waldemar Henrique e os amapaenses, o poeta Isnard Brandão Lima Filho e o pintor Olivar Cunha!

Capa da edição da amazon.com.br, à venda neste link

quarta-feira, 15 de novembro de 2023

Qual a diferença entre o assassino enviado para despachar Jair Bolsonaro e o de David Fincher?

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 15 DE NOVEMBRO DE 2023 – A Proclamação da República do Brasil foi um golpe de estado promovido pelos militares, em 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro, pondo fim à monarquia constitucional parlamentarista do Império e enviando para o exílio o imperador D. Pedro II e família. Os oficiais militares graduados queriam mordomias e resolveram pôr o imperador para correr. 

Na vizinha Venezuela, uma penca de generais apoia o ditador Nicolás Maduro no latrocínio ao povo venezuelano. No Brasil, a Constituição já está ilegível, de tantas fezes que jogaram nela. Mas os generais estão satisfeitos com suas mordomias. 

O Comunismo vem tentando pôr sua pata de quatro garras (morte à individualidade, à família, à pátria e a Deus), melada de sangue, desde que um bando de hienas tomou conta da Rússia, em 1917, com uma lábia de deixar idiota sonhando, loucas por dinheiro fácil. 

Em 1964, os comunistas estavam prestes a chegar ao poder quando o povo foi para as ruas pedir proteção às Forças Armadas. Elas tomaram o poder, até 1985, mas anistiaram os comunistas, que passaram essas duas décadas se organizando e se infiltrando nas universidades e nos movimentos culturais brasileiros. 

Voltaram os presidentes civis e com eles uma corrupção inacreditável, potencializada por mil a partir de 2003, quando Lula e seu PT aparelharam até canil. Até 2018, quando o deputado federal Jair Messias Bolsonaro se candidatou à Presidência. Forças ocultas sabiam que Bolsonaro poderia ganhar e que não deixaria ninguém roubar. Então despacharam um assassino para apeá-lo antes de ele montar. 

Em 6 de setembro de 2018, em Juiz de Fora/MG, quando uma multidão carregava nos ombros o então candidato Jair Bolsonaro, o militante Adélio Bispo de Oliveira aplicou uma peixeirada tão potente na barrega de Bolsonaro que só não o matou na hora porque o dia do candidato não havia chegado mesmo, mas o facão quase varou a vítima. 

Porém Bolsonaro sobreviveu e foi eleito. Mesmo com a pandemia do vírus chinês o Brasil cresceu e ninguém roubou. Em 2022, descondenaram Lula e o elegeram presidente. Em 8 de janeiro de 2023, armaram uma cilada para Bolsonaro. A ideia é prendê-lo. Aí, tudo ficará mais fácil. Abordo isso no meu romance ensaístico O CLUBE DOS ONIPOTENTES, que terá segundo volume. 

Adélio Bispo me lembrou O Assassino de David Fincher, com Michael Fassbender, ora em cartaz na Netflix. O assassino de Fincher também falha, mas no caso dele, em vez de despacharem uma porrada de advogados com trânsito nos mais inacessíveis palácios, enviaram outros assassinos para acabarem com ele, pois sabia muito. 

Mas só conseguiram pegar a garota do assassino, o que o deixa botando fogo pela venta, porém mais concentrado ainda e mandando desta para melhor todo mundo envolvido no complô para matá-lo. 

Outro assassino do cinema, este, menos incensado, é encarnado por Madds Mikkelsen; uma espécie de John Wick. O filme é Polar, de Jonas Åkerlund, também em cartaz na Netflix. Aos 50 anos, o assassino vai se aposentar e tem uma apólice de 8 milhões de dólares da empresa a que ele servia. Só que o dono da empresa quer ficar com o dinheiro dele e lhe providencia uma aposentadoria eterna. 

Trata-se de um desses filmes de ação brutais, mas cômicos, ao mesmo tempo. O dono da empresa lembra um porco berkshire, parecido também com um dinossauro. O sujeito envia um exército para acabar com o assassino, mas o cara é um animal de bruta raça. Conclusão: chega até seu antigo patrão, degola-o com um cutelo e atira sua cabeça suína na rua.

Quanto a Adélio Bispo, a Polícia Federal e a Justiça chegaram à conclusão que o cidadão agiu por conta própria, que não houve mandante. Então, está tudo bem.

quarta-feira, 8 de novembro de 2023

Assassinos de dignidade. A eclosão do ovo da serpente e dele surgindo nove garras

Assassinos da Lua das Flores é um estudo sobre a ganância

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 8 DE NOVEMBRO DE 2023 Assassino da Lua das Flores, de Martin Scorsese (80 anos), em cartaz nos cinemas, é cinema de primeira categoria. É provável que Leonardo DiCaprio leve seu segundo Oscar. DiCaprio é um dos maiores atores da atualidade. Fala muita besteira, mas sabe atuar. Acusa o presidente Jair Messias Bolsonaro de incendiar a Amazônia, diz que a Hileia é o pulmão do planeta, que lá tem dinossauro, mas dinossauro só há em Brasília. 

DiCaprio contracena com um dos dois maiores atores vivos: Robert De Niro. O outro é Al Pacino. Lily Gladstone, que faz a índia Mollie, dá um show de interpretação e certamente levará para casa a estatueta mais famosa do cinema. 

Assassino da Lua das Flores é baseado em Killers of the Flower Moon: The Osage Murders and the Birth of the FBI, de 2017, do jornalista americano David Granns, sobre os assassinatos que aconteceram nos anos 1920 no condado de Osage, no estado americano de Oklahoma, elucidados pelo FBI de J. Edgar Hoover. O roteiro é de Eric Roth. 

Os índios Osage já foram o povo mais rico dos Estados Unidos, após descobrirem que suas terras tinham petróleo. Mas, na época, era mais fácil um homem ser preso por chutar um cachorro do que por assassinar um índio. Isso atraiu bandido de todo lado. É aí que chega ao condado Ernest Burkhart (DiCaprio), sobrinho de Willian Hale (De Niro), que mantém excelente relacionamento com os Osage, e até fala sua língua. 

Como quem está tecendo uma gigantesca trama, mas tem absoluto controle sobre o resultado final, Scorsese revela aos poucos a simplicidade dessa trama: uma mente diabólica, que mata e sopra, e que tem completo desprezo pela vida humana, que mata como quem mata baratas, para ficar com os despojos. O filme tem três horas de duração e não é dublado, é com legenda, mas não sentimos as horas passarem. Pelo menos foi o que aconteceu comigo. 

Com Scorsese, a violência é brutal, mas quase sem sangue. É uma violência quase tão enlouquecida quanto a dos terroristas do Hamas, que assaram bebês vivos em fornos na frente dos pais, estupraram mulheres na frente de seus maridos e torturaram até à morte.

Scorsese é um estudioso da alma. Imagino-o dirigindo um roteiro baseado no meu romance O CLUBE DOS ONIPOTENTES, mostrando o desenvolvimento do ovo da serpente, o ovo eclodindo e dele saindo duas mãozinhas, uma com quatro garras.

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Brasil pode se meter em guerra na Amazônia

Lula exercendo sua diplomacia. Apoiará Nicolás Maduro?

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 6 DE NOVEMBRO DE 2023 – O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, ameaça invadir a Guiana para se apossar da região de Essequibo, 70% do país amazônico, rica em petróleo e minérios. O ditador tem apoio da Rússia, da China e, naturalmente, de Lula, seu amigão. A Guiana conta com os Estados Unidos e Europa. Dá para sentir o tamanho da desgraça. 

A ditadura de Maduro está ruindo, porque o ditador, sua família e os generais que o apoiam já saquearam tudo o que puderam, deixando o povo venezuelano comendo lixo, quando tem, da mesma forma que aconteceu com os cubanos. Assim, atacando a Guiana para se apossar do seu petróleo, Maduro receberia apoio da Rússia, China e, provavelmente, do Brasil, já que Lula vive peitando os Estados Unidos. Isso lhe daria fôlego para se aguentar mais tempo no seu reinado de roubo e morte. 

Maduro argumenta que a região de Essequibo pertence historicamente à Venezuela. Mas história é passado.

As forças venezuelanas contam com armas e tecnologia da Rússia, China e Irã, três ditaduras que querem ver os Estados Unidos de joelhos. Mas em caso de ataque contra a Guiana fatalmente os Estados Unidos, que já exploram petróleo na Guiana, mostrarão por que ainda são um império. Quanto a Lula, acha que pode resolver tudo numa mesa de bar.

Senador Dr. Hiran confunde Medicina Ocidental com Acupuntura, matéria com energia Qi. Porém uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa

Dr. Hiran saberá o que é Qi, Yin e Yang? (Agência Câmara)

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 6 DE NOVEMBRO DE 2023 – A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado prossegue este mês debates sobre o Projeto de Lei 5.983/2019, que regulamenta a profissão de acupunturista. Se a matéria, relatada pelo senador Paulo Paim (PT/RS), for aprovada no Senado sem ajustes seguirá para sanção do presidente da República. Porém ela tropeçou em um médico, o senador Dr. Hiran (PP/RR). Para ele, apenas médicos devem prescrever medicamentos e fazer diagnósticos de doenças. 

A Medicina Ocidental trabalha com órgãos e regiões do corpo, com medicamentos e cirurgia. Há especialistas de cérebro, coração, rins, mão direita, mão esquerda, pés, ânus etc. etc. Na Medicina Tradicional Chinesa, conhecida no Brasil como Acupuntura, trabalhamos com a energia Qi, que se alterna em duas polaridades, Yin e Yang. O que para a Medicina Alopática é doença, para nós é desequilíbrio energético. São medicinas diferentes. E não prescrevemos medicamentos, mas fitoterápicos. Parece que os médicos não querem largar o osso, e a indústria farmacêutica muito menos. 

Mais uma coisa: consideramos o ser humano um conjunto de corpos vibracionais, incluindo o espírito. 

Todas as terapias são importantes. Relatos dão conta de crianças moribundas que recebem benzimento com um galinho de arruda e a seguir estão brincando com seus amiguinhos. Nesses casos, o benzimento foi a melhor terapia aplicada. Medicina Ocidental não resolve encosto. Só médiuns resolvem isso. E mais: se não fosse a intervenção de espíritos os hospitais seriam corredores da morte. Consultem médicos espíritas para confirmar isso. 

De ampla cobertura e eficácia terapêutica, a Acupuntura é reconhecida pela OMS e foi incluída na lista de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, durante a V Sessão do Comitê Intergovernamental da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 17 de novembro de 2010. 

A Acupuntura começou a ser praticada na China clássica. Os chineses já sabiam que além dos sistemas cardiovascular e linfático há uma teia de meridianos corporais com acupontos, um delgado sistema tubular, nos quais circula a energia vital, ou Qi.  

Até o século 19, supunha-se que esses meridianos eram imaginários, mas nos anos de 1960, o cientista coreano Kim Bong Han injetou isótopo de fósforo em um acuponto e observou a absorção da substância pelo organismo, por meio de microrradiografia. Resultado: o isótopo percorreu o clássico traçado daquele meridiano. 

Experiências semelhantes foram realizadas por outros cientistas, como os franceses Jean-Claude Darras e Pierre de Vernejoul, e os norte-americanos James Hurtak e Roberto Becker. O resultado foi o mesmo obtido por Kim Bong Han. 

Segundo Richard Gerber, em Medicina Vibracional – Uma Medicina para o Futuro, e o espírito Joseph Geerber, por Robson Pinheiro, em Medicina da Alma, os meridianos de acupuntura localizam-se no duplo estéreo. Eu mesmo já confirmei isso. A Medicina Tradicional Chinesa é tão extraordinária que aproveito, aqui, para narrar um caso que atendi há alguns anos de um paciente sem o intestino grosso que se curou com Acupuntura. 

Quando atendi o sr. V, já era a trigésima terceira sessão dele no Centro Espírita André Luiz, em Brasília, onde atendo aos domingos de manhã, como voluntário da equipe coordenada pelo acupunturista, jornalista e professor José Marcelo. O sr. V estava com 70 anos e sua grande queixa era a extração do intestino grosso. 

No André Luiz, os pacientes são atendidos de acordo com a ordem de chegada e pelo terapeuta que estiver disponível. Naquela manhã, era a terceira vez que coincidia de eu o atender. Peguei sua ficha e fiz a revisão, como sempre faço, da queixa original, que, além da retirada do intestino grosso, registrava também dores lombar, sacral, cervical e nos braços, insônia, prisão de ventre e úlcera gástrica. 

Eu começara, então, a desenvolver uma técnica que chamo de acupuntura dos corpos vibracionais – físico, etéreo, astral e espiritual –, e, naquele momento, passei a ver o caso do sr. V sob novo ângulo. Conversei com ele; contou-me que todas as semanas baixava hospital, sofria de diarreia crônica e tudo o que comia lhe fazia mal. Observei-lhe a língua e senti seus pulsos; suas energias esvaíam-se. 

 – O senhor sabe que ainda tem seu intestino grosso, não sabe? – perguntei-lhe, olhando-o nos olhos. Então os olhos dele brilharam, numa interrogação. – O senhor continua com o seu intestino grosso, só que no corpo etéreo, que liga o corpo carnal ao corpo astral, este, conhecido também como perispírito, porque liga o corpo físico ao espírito, e o espírito é imortal, não pode adoecer, não com as doenças que conhecemos aqui, neste plano. Seu intestino grosso foi extraído do corpo físico, mas ele continua intacto no corpo etéreo. 

Ele entendeu na hora, e o brilho dos seus olhos continuou, como duas pequenas lanternas. Eu podia ver o brilho dos seus olhos, e percebi também que ele sorria. 

– Bem, como o senhor não perdeu nada, muito menos o intestino grosso, vou fazer a limpeza do canal do intestino grosso – disse-lhe, explicando-lhe, rapidamente, sobre os meridianos que atravessam o corpo como um feixe de fios. Na Medicina Chinesa, limpar um canal quer dizer aplicar agulhas no primeiro acuponto daquele canal e cruzar com o último acuponto. Então apliquei agulhas no IG 1 esquerdo, que fica no leito ungueal radial do dedo indicador, e o IG 20 direito, no ponto de encontro entre a linha nasolabial e a lateral da asa do nariz. 

Apliquei mais o estômago 36 bi, para fortalecer a energia Qi e o sangue, aumentar o Yang e minorar dores epigástricas, náusea, vômito, má digestão, tontura, fadiga e fortalecer o corpo e a mente, além do estômago 25, para equilibrar o baço, estômago e intestinos, pondo fim à diarreia. Apliquei ainda o vaso concepção 12, para tonificar estômago e baço, e o yintang, para extirpar ansiedade e disciplinar os pensamentos, acalmando, assim, a mente, o que acaba melhorando o sono. 

Pouco mais de 20 minutos depois foram retiradas as agulhas do sr. V. Orientei-o a tomar pelo menos dois litros de água por dia e a cortar leite, frutas, salada e legumes crus antes de dormir e a passar a alimentar-se, à noite, de alimentos quentes, principalmente abóbora e raízes, como batata, cará, inhame e mandioca. 

Notei que ele saiu do ambulatório com vivacidade, “pois agora” – pensei – “ele sabe que seu intestino grosso está lá com ele”. Orientei-o também a me procurar no domingo seguinte. Uma semana depois ele voltou e me disse que não baixou hospital. Outro terapeuta o atendeu e repetiu o protocolo da semana anterior. 

Alguns meses depois, recebi a notícia: o sr. V se deu alta.

Atendemos no André Luiz médiuns que trabalham no centro, muitos deles com todo tipo de doenças. São ilusões passadas a eles por espíritos em estado de ilusão. Digo-lhes que precisam, ao orarem, à noite e de manhã, agradecer aos seus antepassados, especialmente aos pais; a perdoarem e a enxergarem no próximo, mesmo que sejam drogados, raivosos, cancerosos, tenham sido estuprados, nos que gritam de dor, só e somente só, luz. As agulhas precisam de luz. 

Mas esses médiuns veem também que nós, da equipe do José Marcelo, estamos cercados de mestres vindos do mundo espiritual, que nos orientam, vigilantes, para que o amor triunfe ali naquele ambulatório. Foi por isso que o sr. V pôde se dar alta.

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Os mortos estão vivos e a eternidade é agora

Para o filósofo japonês Masaharu Taniguchi a matéria não existe

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 2 DE NOVEMBRO DE 2023 – O Universo é povoado por espíritos e os espíritos nascem da consciência universal que chamamos de Deus. Engenheiros cósmicos criaram a matéria, energia condensada, tal qual a conhecemos aqui na Terra; criaram a Terra e a raça humana, androides replicantes para que os espíritos possam encarnar e evoluir moralmente. Deste plano denso, cármico, ascendemos para planos superiores, da luz e dos ascensionados; aí, não precisamos mais encarnar. 

Assim, somos espíritos, e espíritos não morrem. O que morre são os corpos físico, etéreo, astral e mental. A mente é a memória cerebral, que funciona por meio do pensamento. Não somos da Terra; somos das estrelas. Somos apenas mais uma raça entre as muitas raças de ETs que há no Universo. 

Quando desencarnamos, se temos ajustes cármicos, ficamos no Umbral, achando que contamos com o corpo físico, ao qual os espíritos umbralinos são ainda muito apegados. O Umbral é um plano mais sutil da matéria, daí que não conseguimos ver os espíritos que vagam por lá. Quanto mais elevado o plano da matéria, mais sutil. As cidades astrais localizam-se a 500 quilômetros acima da superfície da Terra. 

Como sei disso? Por meio de médiuns como Jesus Cristo, Allan Kardec, Masaharu Taniguchi, Chico Xavier, Laércio Fonseca etc. Também por meio dos meus mentores espirituais. Por exemplo, faço trabalho voluntário como terapeuta em Medicina Tradicional Chinesa no Centro Espírita André Luiz, no Guará/DF, e, às vezes, atendo médiuns que trabalham lá no centro. Mais de um deles já viu um caboco me acompanhando durante as sessões de acupuntura. 

Quando trabalhamos pelo bem da Humanidade, os espíritos de luz sintonizam conosco e se apresentam nas mais diversas roupas físicas: médico, preto velho, caboco, homem, mulher. Quando fazemos o mal, também sintonizamos com espíritos baixos, encostos, que nos influenciam para o vício, a depravação, a corrupção. 

Desde o século II, cristãos rezavam pelos mártires ao visitarem seus túmulos. No século V, a Igreja Católica Apostólica Romana instituiu um dia do ano para os fiéis rezarem pelos mortos. A partir do século XIII, foi oficializado o 2 de novembro como o Dia de Finados. 

Os espíritos não se apegam a cemitérios. Preferem as igrejas, onde a vibração das orações os alcança, leva-lhes compreensão do que está acontecendo e alívio do apego à vida na matéria. 

Masaharu Taniguchi, fundador da Seicho-No-Ie, afirma, nos seus livros, que a matéria não existe. Com efeito, a matéria se transforma o tempo todo e desaparece. O que permanece é o espírito. Além do mais, a matéria é cheia de limitações. A matéria só é eterna, agora.

Não morremos. Ninguém morre. Não perdemos ninguém. Quando alguém parte para o além nós nos sentimos tristes porque nos apegamos à matéria. Mas a matéria é nada. Só existe a consciência, e a consciência vem de Deus.