domingo, 15 de fevereiro de 2026

A indústria da escravidão jamais deixou de existir. Os traficantes preferem crianças

A CAÇA: professor caça sequestrador da sua filhinha. Livro pode
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RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 15 DE FEVEREIRO DE 2026 – O trabalho escravo gera por ano 236 bilhões de dólares, segundo o relatório Lucros e Pobreza: A Economia do Trabalho Forçado, da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Entendo “trabalho forçado” como escravidão. A escravidão aumenta por dois motivos: a população global é, hoje, de 8 bilhões de pessoas, e, devido à automação, falta emprego decente. Setenta e três por cento dos 236 bilhões de dólares vêm de exploração sexual, que prefiro chamar de escravidão sexual. 

Quadrilhas da Europa e Ásia Central faturam 84 bilhões desse montante, seguidas pela Ásia e Pacífico, com 62 bilhões de dólares; Américas, com 52 bilhões de dólares; África, com 20 bilhões de dólares; e Estados árabes, com 18 bilhões de dólares. 

Pelo menos 1,2 milhão de crianças e adolescentes desaparecem anualmente no planeta, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Rede Global de Crianças Desaparecidas. Só nos Estados Unidos são 460 mil casos anualmente, seguidos pelo Reino Unido. Trinta por cento das vítimas de tráfico humano no mundo são crianças. O Brasil, em 2025, registrou 23.919 casos de desaparecimento de crianças e adolescentes, de até 17 anos; 66 por dia; 61%, mulheres. E quando se fala em criança, fala-se também de bebês. Cerca de 10% das crianças desaparecidas jamais serão encontradas, segundo estimativas da ONU. Tenho a impressão que essa estimativa está furada. 

Na Amazônia, é fácil uma criança sumir, pois na Hileia vige a lei da selva, o Estado espia de longe, há muitas famílias miseráveis e os traficantes estão em toda parte. Não há como fugir. 

Em 2025, um total de 84.760 pessoas desapareceu – 232 desaparecimentos por dia. São Paulo lidera, com 20.546 casos, seguido por Minas Gerais: 9.139 casos; Rio Grande do Sul: 7.611 casos; Paraná: 6.455 casos; Rio de Janeiro: 6.331 casos; Santa Catarina: 4.317 casos; Bahia: 3.929 casos; Goiás: 3.631 casos; Pernambuco: 2.745 casos; Ceará: 2.578 casos; Espírito Santo: 2.421 casos; Distrito Federal: 2.235 casos; Mato Grosso: 2.112 casos; Pará: 1.238 casos; Maranhão: 1.182 casos; Rondônia: 1.018 casos; Amazonas: 982 casos; Paraíba: 929 casos; Rio Grande do Norte: 775 casos; Piauí: 744 casos; Alagoas: 729 casos; Sergipe: 728 casos; Tocantins: 609 casos; Roraima: 577 casos; Acre: 413 casos; Amapá: 408 casos; e Mato Grosso do Sul: 378 casos. 

Uma mulher jovem, saudável e bonita gera, para os mafiosos, algumas dezenas de milhares de dólares até se tornar um trapo humano. Mas uma criança escravizada é muito mais valiosa, porque são usadas de várias maneiras. Podem ser vendidas para bilionários, para bacanais e rituais macabros; para quadrilhas especializadas em venda de órgãos; para servirem em guerras, realizando trabalhados suicidas; para trabalharem na prostituição; para a produção de vídeos pornográficos; para experiências genéticas etc. Fica por conta da sua imaginação. 

Se você tem crianças, olho nelas. Não podem ficar sozinhas. Crianças não sabem se defender. Há casos em que nem adulto tem como se defender, nem ex-presidente. Não veem o caso de Jair Bolsonaro, foi preso e vem sendo torturado na prisão, porque ousou peitar o sistema. No caso dele, sabe-se onde está, e é até exibido na televisão, para gáudio dos que querem vê-lo morto, mas no caso das crianças, somem e jamais voltam. O que acontece... é melhor não falar. O horror! O horror!

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