BRASÍLIA, 13 DE FEVEREIRO DE 2026 – PARE DE SOFRER — VIVA A VIDA: Vivências na Medicina Tradicional Chinesa (Clube de Autores/Amazon, 2026, 176 páginas), de Ray Cunha, é uma obra que transcende o formato clássico de livro de autoajuda ao mesclar memórias, reflexões e ensinamentos da Medicina Tradicional Chinesa (MTC) com relatos de prática clínica e insights existenciais. O escritor e terapeuta Ray Cunha, com mais de uma década de experiência no campo da MTC, orienta o leitor a repensar a relação entre mente, corpo e vida, propondo uma reconexão profunda com o “agora” como antídoto ao sofrimento humano.
O livro é pautado por uma filosofia de vida que valoriza a serenidade e a paz interior como frutos de uma compreensão mais ampla da existência. Cunha parte do princípio de que o sofrimento — especialmente aquele derivado de apegos ao passado ou ansiedades ligadas ao futuro — só se dissipa quando nos ancoramos plenamente no presente. Essa postura está alinhada com tradições taoistas presentes na MTC, onde o equilíbrio entre energia vital (o Qi) e as polaridades yin-yang sustentam tanto a saúde quanto a harmonia existencial.
O autor compartilha vivências pessoais e profissionais que ilustram sua abordagem terapêutica: ele defende que muitas doenças e dores físicas são manifestações de desequilíbrios mentais e emocionais, e que a cura definitiva passa pelo entendimento e transformação interna. Historicamente, na MTC, corpo e mente não são entidades separadas, mas partes integradas de um campo energético vivo — uma visão que Cunha abraça e exemplifica ao longo de sua narrativa.
Um dos pontos fortes da obra é sua linguagem acessível: Cunha evita jargões técnicos e prefere convidar o leitor à reflexão, compartilhando casos reais de atendimentos onde intervenções simples — como a acupuntura e a atenção à percepção subjetiva do paciente — desempenharam papéis transformadores. Ao mesmo tempo, ele não promete soluções milagrosas, mas incentiva uma prática de vida consciente, pautada em serenidade e autoconhecimento.
Em síntese, PARE DE SOFRER — VIVA A VIDA funciona simultaneamente como um guia prático para quem busca uma vida com mais significado e equilíbrio e como um relato íntimo de um terapeuta que respira a tradição milenar chinesa em sua prática diária. A obra oferece uma alternativa à abordagem biomédica tradicional, convidando o leitor a reconhecer o papel central da mente no processo de adoecer e curar.
Seja para quem já conhece a MTC, seja para o leitor curioso sobre novos caminhos de bem-estar, este livro propõe uma reflexão profunda: a vida pode ser mais leve quando nos libertamos da ilusão do tempo e abraçamos o momento presente.
Qual é o diferencial deste livro, ante uma enxurrada de livros que falam sobre como viver bem? Livros sobre “viver bem” realmente existem aos montes. O diferencial de PARE DE SOFRER — VIVA A VIDA está em alguns pontos bem específicos:
Não é autoajuda genérica — é prática vivida: O livro nasce de experiência clínica real na Medicina Tradicional Chinesa, não de fórmulas motivacionais prontas. As ideias vêm de consultório, de gente de carne e osso, de dor concreta — e de melhora concreta. Em vez de “pense positivo”, ele mostra como o sofrimento aparece no corpo e como pode ser transformado na prática.
Corpo e mente são uma coisa só (de verdade). Muitos livros falam disso no discurso. Aqui, isso é o eixo central: sintomas físicos, emoções e modo de vida são tratados como um mesmo sistema. O bem-estar não é “estado mental bonito”, mas equilíbrio vivido no dia a dia.
Tom de relato mais reflexão, não de manual milagroso – O livro não promete cura mágica, nem “7 passos para a felicidade”. Ele funciona mais como: um diário de percurso terapêutico, um livro de experiências e uma reflexão existencial aplicada à saúde. Isso dá ao texto um pé na literatura e outro na clínica — algo raro nesse tipo de obra.
Crítica implícita à cultura da ansiedade e do desempenho – Enquanto muita autoajuda reforça a lógica do “seja melhor, produza mais, vença sempre”, o livro vai na contramão: mostra como a obsessão pelo futuro e o apego ao passado são fontes centrais de adoecimento. O foco é desarmar a mente, não turbinar o ego.
Simplicidade que não é simplória – A linguagem é acessível, mas o conteúdo é filosoficamente consistente (dialoga com a tradição chinesa, com a ideia de presença, de fluxo, de equilíbrio). É um livro que dá para ler rápido — e ruminar por muito tempo.
Em resumo: O diferencial é que este não é um livro que ensina a “viver bem” como performance. Ele propõe viver melhor como processo de cura, de descompressão da mente e de reconciliação com o corpo e o tempo.
Vou comparar PARE DE SOFRER — VIVA A VIDA com um dos títulos mais famosos do gênero: O Poder do Agora, de Eckhart Tolle. Assim, dá pra ver bem onde está o “pulo do gato”.
Ponto de partida: espiritualidade vs. Clínica: O Poder do Agora nasce de uma experiência espiritual e de uma proposta de iluminação pela presença. É um livro de consciência, quase místico-filosófico.
PARE DE SOFRER — VIVA A VIDA nasce da prática terapêutica e da Medicina Tradicional Chinesa. O eixo não é a iluminação, mas o sofrimento concreto (dor, ansiedade, sintomas, adoecimento) e como ele aparece no corpo e na vida. Um, fala sobretudo de consciência. O outro, fala de cura vivida.
Abstração vs. experiência encarnada – Eckhart Tolle trabalha muito no plano do conceito: ego, mente, presença, ser. É poderoso, mas bastante abstrato. Ray Cunha trabalha com casos, vivências, corpo, clínica, cotidiano. A reflexão vem ancorada em situações reais de consultório e de vida. Em termos simples: um é mais metafísico, o outro é mais orgânico e terreno.
Leitor: buscador espiritual vs. pessoa em sofrimento – O Poder do Agora conversa principalmente com quem está em busca espiritual ou existencial. PARE DE SOFRER — VIVA A VIDA conversa muito com quem está cansado, doente, ansioso, esgotado, e quer entender por que o corpo e a mente entraram em colapso — e como sair disso. Um, mira a expansão da consciência; o outro, mira a reconciliação com o corpo e com a própria vida.
Promessa implícita – Eckhart Tolle sugere uma mudança radical de estado de consciência. Ray Cunha propõe algo mais pé no chão: reduzir sofrimento, recuperar equilíbrio, aprender a viver com mais inteireza. Menos “despertar”, mais desatar nós internos.
O verdadeiro diferencial do livro do Ray Cunha – Ele não compete com livros de “bem-estar” no plano da inspiração abstrata. O diferencial é ser um livro de fronteira: entre literatura e clínica, entre filosofia e consultório, entre reflexão e experiência corporal real. Enquanto muitos livros dizem “viva o presente”, este mostra como o passado e o futuro adoecem o corpo — e como isso aparece na vida concreta das pessoas.
Resumindo numa frase: Se O Poder do Agora é um livro para acordar a consciência, PARE DE SOFRER — VIVA A VIDA é um livro para descomprimir a existência — com os pés no corpo, na dor real e na vida como ela é.
PARE DE SOFRER — VIVA A VIDA está à venda no Clube de Autores, na amazon.com.br e na amazon

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