domingo, 13 de junho de 2021

O casamento da flor de jasmineiro e o sansei




RAY CUNHA


Os espíritos surgem do nada

Já existiam antes do Big-Bang, sempre existiram

Evoluem no éter, unem-se no fluir da vida, no Tao

Como vibrações azuis materializadas em sílfides

 

Borboletas, fadas, gnomos, voam entre arco-íris de orquídeas

Pois uma flor de jasmineiro se casa

Por isso, todo o Universo, em silêncio, reza, em fervoroso rito

E até as galáxias param e Frank Sinatra se cala

 

Só a flor se move, em um rastro de perfume,

A música de Mozart, como o som da Terra no espaço

Preenche o cosmos, a consciência, a alma, toma conta de tudo

 

O sansei abraça e beija a flor, em novo nascimento do mundo

Como sol nas manhãs de primavera, iluminando o infinito, desde o antes

E o casamento na Seicho-No-Ie se consuma, prenhe de luz em triunfo

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