segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Só termina quando acaba. Uma hora dessas a coisa melhora. E até se resolve. O Brasil é lindo

Perguntaram-me por que não vou para os Estados Unidos. Por quê?

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 2 DE NOVEMBRO DE 2026 – Amigos meus entraram em depressão após as duas horas de prorrogação no segundo tempo do jogo Lula da Silva versus Flávio Bolsonaro. Flávio estava ganhando no primeiro tempo. A prorrogação mudou as regras do jogo e levou Lula da Silva a uma vitória inesperada, perpetuando-o no poder. Como venho comentando que os movimentos do presidente americano Donald Trump em torno do Brasil são os mesmos que antecederam a captura do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, que comandava o Foro de São Paulo juntamente com Lula, alguns amigos meus, fãs de Lula, indagaram-me por que não vou para os Estados Unidos. 

Aos amigos depressivos digo que só termina quando acaba. Toda guerra é assim. E esta, do bem contra o mal, não é diferente. Aliás, sempre foi assim, desde o início da Humanidade. A história humana é uma sucessão de guerras. E todas elas têm fim. Para citar apenas dois casos emblemáticos e amplamente conhecidos e estudados, lembro de Napoleão Bonaparte e Adolf Hitler. 

Napoleão tornou-se imperador, invadiu a Europa e matou meio mundo, até encontrar o inverno russo e o general irlandês Arthur Wellesley, na Batalha de Waterloo. Hitler, depois de invadir a Europa e matar 17 milhões de pessoas na Segunda Guerra Mundial encontrou a morte nas mãos de Winston Churchill, primeiro-ministro do Reino Unido; Franklin Roosevelt, presidente dos Estados Unidos; e Joseph Stalin, ditador da União Soviética (URSS). 

Fidel Castro e Hugo Chávez foram ceifados pelo câncer; Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos; alguns bandidos internacionais foram também capturados pelos Estados Unidos e estão apodrecendo na jaula, ou já morreram. Esse é o destino dessas bestas sanguinárias, que estimulam a corrupção generalizada, o assalto permanente, tortura e assassinatos de presos políticos, estupro, e segurança, estímulo e sociedade para narcotraficantes e terroristas, por meio da ditadura do proletariado, expressão extraída do manual de estupidificação mais absurdo que alguém já pode produzir: O Capital, de Carl Marx. 

O filósofo Olavo de Carvalho alerta os brasileiros desde o século passado. Lula da Silva, o Partido dos Trabalhadores e o Foro de São Paulo vêm aparelhando a América Latina, principalmente o Brasil, desde a Ditadura dos Generais (1964-1985). Os militares combateram guerrilheiros da Esquerda e deixaram as universidade e imprensa de porta aberta para Antonio Gramsci. Não deu outra. Os comunistas entraram na cabeça de várias gerações e instalaram o inferno. 

Enquanto eu puder viver no Brasil, continuarei nele, até porque não é fácil deixar a pátria, pegando fogo, para se refugiar no estrangeiro. Ser estrangeiro é uma das maiores solidões do mundo. E o Brasil é maravilhoso. Suponho que o inferno também seja maravilhoso, mas cheio de diabos. Bacanais parece algo que proporciona o máximo de prazer, mas pode ser uma armadilha. 

De modo que a guerra continua. E só terminará quando houver uma batalha definitiva. Um golpe mortal. Nunca se sabe de onde vem o golpe e quem vencerá. Só sabemos de uma coisa: não existe realidade; só existe o agora. Assim, tudo pode acontecer. Às vezes, um cataclismo. Uma bomba atômica explode. Um pai desesperado anda de um lado para o outro. Um câncer se espalha. O Escudo das Américas age. Alguma coisa acontece. 

Não acho que eu me daria bem nos Estados Unidos. Se eu fosse morar lá, que fosse em Miami, onde há bastante brasileiros e sul-americanos, praias, e proximidade com o Caribe. Ernest Hemingway morou na Florida e pescava marlins-azuis. O maior marlim-azul foi capturado no Espírito Santo, no mar entre Vitória e Guarapari; pesava 636 quilos e media 4,62 metros de comprimento. O pescador: Paulo Roberto Amorim. Isso aconteceu em 29 de fevereiro de 1992. O feito foi reconhecido pela International Game Fish Association (IGFA) como o recorde mundial de pesca esportiva para a espécie. 

O litoral brasileiro tem 7.367 quilômetros de extensão em linha reta, 10.959 quilômetros considerando-se as reentrâncias e ilhas, e as praias mais lindas do mundo. O nosso idioma é um dos mais complexos e profundos, um mergulho na vida. São 5.570 cidades, cada qual com seus mistérios, suas mulheres, sua poesia. 

Somos o que somos. Os que adoram Lula vão continuar adorando-o. Certamente o molusco de dois tentáculos e oito braços tem encantos que nem todos enxergam. Quanto ao Brasil, está quebrado; 2027 não será fácil. E a China continua avançando. Nos porões, centenas de presos políticos estão morrendo asfixiados. E os puteiros são ampliados. 

A verdade é que cada um vai continuar fazendo a sua parte, vivendo um dia por vez. Uma hora dessas a coisa melhora. E até se resolve.

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