sexta-feira, 29 de abril de 2022

Conseguirão eliminar Jair Messias Bolsonaro? O Brasil será transformado em uma Venezuela?

Ray Cunha e O CLUBE DOS ONIPOTENTES, edição do Clube de Autores

RAY CUNHA 

Edição da amazon.com.br
BRASÍLIA, 29 DE ABRIL DE 2022 – Meu mais recente romance, O CLUBE DOS ONIPOTENTES (clubedeautores.com.br, R$ 44,14 e ebook R$ 18,19, amazon.com.br e amazon.com, 2022, 278 páginas), se debruça sobre a história política recente do país, desde o Foro de São Paulo até os últimos três anos, misturando personagens fictícios e reais, no mesmo gênero de Agosto, de Rubem Fonseca, e A Festa do Bode, de Mario Vargas Llosa. 

Em O CLUBE, um jornalista investiga uma organização misteriosa que estaria planejando o assassinato do presidente Jair Messias Bolsonaro e a implementação de um regime totalitário no país, com o desarmamento e a desapropriação de bens imóveis da população e carta branca para pedófilos e estupradores em geral nas escolas. 

Leia trecho de O CLUBE: 

– Bom dia – disse Alex. 

O sujeito parou e olhou para Alex. 

– Bom dia, Alex! – respondeu. 

– Sente-se! Vamos conversar! – disse o jornalista. 

– Sim! Não há pressa! – o grandalhão respondeu, e sentou-se. 

– Só não entendi uma coisa, Maurício Virgulino da Silva – disse Alex. – Como é que o Patarrão pode ter tanta certeza de que eu estou interessado em saber se vão ou não matar o presidente? 

– Agora eu posso lhe dizer, pois você já é assunto resolvido. A sua amiga, a preta russa, andou fuçando a vida do senador e vem se mostrando muito interessada na agenda do presidente e dos ministros do Supremo. Aí, o senador mandou segui-la e grampear o telefone dela e descobriu que vocês dois acham que o presidente será apagado; que há um complô para acabar com o presidente, essas besteiras todas. 

– Aí o senador ficou com medo que descobríssemos que além de conspirar contra o presidente ele gosta de crianças – Alex o interrompeu. 

– Você é o ricaço mimado mais retardado que já vi na vida. O cara que estripou o presidente é um inútil, mas eu não! Se há uma coisa que eu sei manejar com a mesma destreza com que eu devoro uma buchada de bode é a peixeira. Vou lhe estripar e deixar você agonizando para morrer só mais tarde, mas não tão tarde que o encontrem ainda vivo. – Fez uma pausa. – A russa me deixou doido de tesão! Você é um completo retardado, pois poderia estar gozando dos seus bilhões, mas, não, está se preocupando com a vida alheia; além disso, você é retardado porque não sabe no que se meteu, pois nem sente medo! 

– Medo de que? 

– Medo da morte! Você vai ser estripado! 

– Corno não estripa ninguém, e acho que você gosta mesmo é de uma mandioca na sua hemorroida cabeluda! 

Virgulino, que era canhoto, sacou a katana, mostrou o dorso da mão, cabeludo como de um macaco, e raspou um pouco de pelo com a katana. 

– Ela está amolada como uma navalha – disse o gigante. – Você prefere a barriga ou o pescoço? 

– Teu chifre, unicórnio! 

Alex continuou sentado. Virgulino arremeteu, mas ficou surpreso por não encontrar seu alvo e a katana cortou o estofo da cadeira. “Como é que esse imbecil se levantou sem que eu visse?” Foi então que o armário ambulante sentiu uma bofetada na orelha direita, se reequilibrou e se voltou para Alex, que estava atrás dele e lhe aplicou um soco no pomo de adão. Arquejou, levando a mão direita à garganta, e recebeu um chute no escroto. Emitiu um rugido de dor. 

– Vocês não vão matar ninguém, muito menos Bolsonaro e Mourão, então por que se dar ao trabalho de se ocupar comigo? 

– Acho que você não é tão cretino para saber que essa história de matar Bolsonaro e Mourão simultaneamente é mirabolante demais; estou aqui para matar você! Como vou matar você, e isso são favas contadas, posso lhe contar. Bolsonaro e Mourão vão cair porque os onipotentes, mancomunados com centenas de senadores e deputados, e, claro, os principais grupos de imprensa do país, vão desmoralizá-los, apeá-los e prendê-los. Aí então nosso líder maior, o capo di tutti capi, renascerá das cinzas. 

– Você até que aprendeu a falar bem, mas não tem a menor intuição. Não lhe ocorreu ainda que você já está fedendo a cadáver? – Alex disse. – Venho acompanhando o plano das aves, os urubus e o pato, mas é um plano fajuto, furado. Não ocorreu ao seu chefe que até os cachorros das madames de Brasília já perceberam qual é o plano do, falando igual você, do establishment? Bem, muita gente boa, que se apresenta como salvador da pátria, vinha roubando centenas de bilhões de reais por ano, mas, de repente, a sangria estancou, e o jejum está enlouquecendo o aviário, o zoológico, na verdade, porque há também os dragões-de-komodo, as hienas e os jacarés-açus. Você veio porque eu descobri o que o Patarrão anda fazendo. Quer dizer que ele gosta de menininhas? Você não vai me matar? Então conta tudo! Tem sumido muitas garotinhas do Entorno e de Brasília; onde elas estão?

– Enterradas, idiota! O senador passa dias com elas e, quando enjoa, entrega aquelas coisinhas lindas para mim. Aí eu drogo as vitelinhas e as levo para minha chácara em uma camionete de fundo duplo. Então devoro aquelas delícias aos poucos, até elas simplesmente não aguentarem mais. Então coloco elas no forno crematório e depois no triturador de lixo; aí, vão para a compostagem, e misturo tudo com toneladas de adubo da fábrica do senador, para adubar os jardins de Brasília, muitos dos quais nos próprios lares dos nenezinhos.

quinta-feira, 28 de abril de 2022

O CLUBE DOS ONIPOTENTES já está à venda no Clube de Autores e na amazon.com.br

José Maria Trindade, um dos maiores articulistas políticos do
país, integrante da bancada de Os Pingos nos Is, da Jovem Pan,
encontra um momento nos estúdios em Brasília para ler o mais
recente romance de Ray Cunha, O CLUBE DOS ONIPOTENTES 

BRASÍLIA, 28 DE ABRIL DE 2022 – AGOSTO, de Rubem Fonseca, mistura personagens de ficção e reais. O CLUBE DOS ONIPOTENTES, o novo romance de Ray Cunha, segue a mesma linha, com a diferença de que, enquanto AGOSTO tem como pano de fundo o suicídio de Getúlio Vargas, em O CLUBE paira a permanente tentativa de assassinarem o presidente Jair Messias Bolsonaro, fisicamente, como já tentaram, ou moralmente. 

O CLUBE DOS ONIPOTENTES, 278 páginas, atualmente publicado pelo clubedeautores.com.br, R$ 44,14 e ebook R$ 18,19, e pela amazon.com.br e amazon.com, e que estará fisicamente nas livrarias até junho, é um trhiller político com gancho na história recente do país, recriando a atmosfera sombria que paira hoje no Brasil, com o estabilishmen querendo eviscerar Bolsonaro e trazer Lula de volta. 

Ao investigar o tráfico de crianças em Brasília jornalista descobre plano sinistro para impedir, a qualquer custo, que Bolsonaro seja reconduzido ao cargo. Sob este argumento, personagens de ficção e reais, vivos e mortos, transitam no Brasil de agora, expostos à ditadura da toga e a ameaça de o maior ladrão do mundo voltar ao poder. 

O novo romance de Ray Cunha é uma advertência de que o comunismo é um plano diabólico que se materializa em agentes como Raspútin, o Mago Negro da Rússia, e a besta de onze cabeças e nove tentáculos. 

Além de ampla pesquisa e de sua experiência como jornalista, Ray Cunha se baseou em dois livros de Jorge Bessa, espião brasileiro baseado na Embaixada do Brasil em Moscou durante a Guerra Fria: Grigori Raspútin: As Forças Destrutivas do Mal e Marxismo O Ópio dos Intelectoides Latino-Americanos. 

RAY CUNHA nasceu em Macapá/AP, cidade seccionada pela Linha Imaginária do Equador, esquina com a margem esquerda do maior rio do planeta, o Amazonas, na Amazônia Caribenha, e reside, hoje, em Brasília/DF. Além de escritor, é jornalista, com passagem nos maiores jornais da Amazônia e de Brasília, e terapeuta formado em Medicina Tradicional Chinesa. 

É autor dos romances: A CASA AMARELA, JAMBU, FOGO NO CORAÇÃO, HIENA e A CONFRARIA CABANAGEM; dos livros de contos: INFERNO VERDE, A GRANDE FARRA, A CAÇA, NA BOCA DO JACARÉ e O CASULO EXPOSTO; e do livro de poemas: DE TÃO AZUL SANGRA.

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Supremo só será freado pelo novo Senado. A menos que continue a cutucar onça com vara curta. O primeiro de maio será o fiel da balança

Capa da versão eBook Kindle da amazon.com.br

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 27 DE ABRIL DE 2022 – O Supremo Tribunal Federal (STF) foi criado como instância máxima do Poder Judiciário e guardão da Constituição Federal, mas o atual Supremo – basicamente formado por ministros indicados pelos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, do PT, e Michel Temer, do MDB, apêndice do PT – vem esfaqueando a Constituição. A última peixeirada foi acusar as Forças Armadas de antidemocráticas. E só há duas maneiras de acabar com essa ingerência nos outros poderes. 

Uma delas é o caminho normal, o Senado, que pode impichar os ministros do Supremo. Mas o atual Senado está tão atolado em processos no Supremo que, em um piscar de olhos, são os ministros que podem acabar com a carreira de muitos dos príncipes do Senado. 

A outra, é o presidente Jair Messias Bolsonaro, que, apesar de jogar rigorosamente dentro da Constituição, vem sendo atacado dia e noite pelo STF, apelar, conforme reza a Constituição, para o “Poder Moderador”, isto é, as Forças Armadas. Vamos ver quantos milhões de pessoas irão para as ruas no primeiro de maio, em apoio a Bolsonaro. 

Antes ainda de assumir a Presidência, despacharam um assassino para acabar com o capitão, que recebeu uma facada nos intestinos que quase a ponta do facão sai nas costas do então candidato. Uma facada daquelas teria matado um búfalo, mas Bolsonaro resistiu e começou a assombrar a quadrilha do Foro de São Paulo, que quer transformar o Brasil em uma Cuba, ou Venezuela. 

Em países que adotam o federalismo, politicamente divididos em Estados, o Senado iguala a representatividade dos Estados da Federação, com três representares no Senado, cada um. São 27 unidades federativas, logo são 81 senadores, com mandato de oito anos. São renovados em uma eleição um terço das cadeiras e na eleição seguinte dois terços. 

Segundo o artigo 52 da Constituição, cabe ao Senado aprovar a nomeação de ministros do Supremo indicadas pelo presidente da República e processar e julgar, nos crimes de responsabilidade, esses mesmos ministros. Já o Supremo deveria ser o guardião da Constituição Federal de 1988. 

A corte é composta de 11 ministros, que, atualmente, são: Gilmar Mendes, indicado por Fernando Henrique Cardoso, um dos criadores do Foro de São Paulo; Ricardo Lewandowski, indicado por Lula, cria de FHC; Cármen Lúcia, indicada por Lula; Dias Toffoli. Indicado por Lula. Atuou como advogado de três campanhas presidenciais de Lula, nas eleições de 1998, 2002 e 2006; Luiz Fux. Indicado por Dilma Rousseff; Rosa Weber, indicada por Dilma Rousseff; Luís Roberto Barroso, indicado por Dilma Rousseff. Foi advogado do terrorista Cesare Battisti, condenado por assassinato e terrorismo na Itália; Edson Fachin, indicado por Dilma Rousseff; Alexandre de Moraes, indicado por Michel Temer. Moraes vem prendendo todo mundo que fala mal do Supremo, incluindo deputado com mandato; Kassio Nunes Marques, indicado por Bolsonaro; e André Luiz de Almeida Mendonça, indicado por Bolsonaro.

Meu livro mais recente, O CLUBE DOS ONIPOTENTES (clubedeautores.com.br, R$ 44,14 e ebook R$ 18,19, amazon.com.br e amazon.com, 2022, 278 páginas), trhiller político com gancho na história recente do país, recria a atmosfera sombria que paira hoje no Brasil, com o estabilishmen querendo eviscerar Bolsonaro e trazer de volta um psicopata tão perigoso quando Fidel Castro, Hugo Chávez Maduro ou o vírus chinês.

sexta-feira, 22 de abril de 2022

Legalização de cassinos e jogos de azar só em 2023 com o novo Congresso Nacional. Este ano, o clube dos onipotentes quer eliminar Bolsonaro

O CLUBE DOS ONIPOTENTES na edição do Clube de Autores 

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 22 DE ABRIL DE 2022 – Pelo andar da carruagem a legalização de cassinos e jogos de azar só ocorrerá em 2023, pelo novo Congresso Nacional. Está tudo pronto para a matéria ser votada, mas o clube dos onipotentes parou o Brasil. Tenta, a todo custo, eliminar Bolsonaro. Eliminar significa desmoralizar, prender ou assassinar. Já tentaram. Bolsonaro era ainda candidato quando despacharam um assassino para matá-lo à faca. O ex-Psol Adélio Bispo de Oliveira aplicou uma peixeira (facão de eviscerar peixe) tão fundo nos intestinos de Bolsonaro que quase o varou. Mas o homem é um rinoceronte; apesar de ter perdido metade de seu sangue antes de chegar ao hospital, sobreviveu, venceu, tomou posso e está governando. 

Bolsonaro é o maior pesadelo dos comunistas brasileiros – o clube dos onipotentes. Antes de Bolsonaro eles vinham roubando até leite materno, mas, principalmente, trilhões de reais. Agora, estão famélicos, desesperados, como zumbis de Hollywood. 

Ao investigar tráfico de crianças em Brasília jornalista descobre plano sinistro para impedir, a qualquer custo, que o presidente da República seja reconduzido ao cargo, o maior ladrão do mundo querendo voltar ao poder e a tentativa permanente de assassinarem o presidente Jair Messias Bolsonaro e destruírem seu núcleo familiar. Este é o argumento da reportagem política e histórica em formato de romance O CLUBE DOS ONIPOTENTES (clubedeautores.com.br, R$ 44,14 e ebook R$ 18,19, amazon.com.br e amazon.com, 2022, 278 páginas). 

Misturando personagens de ficção e reais, vivos e mortos, e com ação nos planos material e espiritual, O CLUBE põe a nu o momento político atual, a ditadura da toga. Além de ampla pesquisa e observação do momento político, fundamentei-me em dois livros de Jorge Bessa, espião brasileiro baseado na Embaixada do Brasil em Moscou durante a Guerra Fria: Grigori Raspútin: As Forças Destrutivas do Mal e Marxismo O Ópio dos Intelectoides Latino-Americanos. 

O jogo de azar também está presente em O CLUBE DOS ONIPOTENTES. Segue-se trecho de O CLUBE: “Além da ideia fixa de entrar na corrida espacial, a outra obsessão de Ana Sá era a reabertura de cassinos. Pretendia criar um cassino no seu Hotel Atlântico, no Posto 6 de Copacabana, onde já funcionava uma casa de shows, cinema de arte, teatro e galeria de arte, tudo com agenda para o ano todo, além de um cassino em outro hotel da rede, em Angra dos Reis. 

“Entendia que a clandestinidade do jogo se constituía em uma estupidez tão grande quanto o moralismo pelo moralismo. O controle do jogo pelo estado, e não pelo crime organizado, gera impostos, ao mesmo tempo em que o estado fiscaliza toda a indústria do jogo, uma das mais rentáveis que existe em todo o mundo. 

“Sir Leonard Woolley descobriu, em 1920, dados em forma de pirâmide em túmulos reais da civilização sumeriana de Ur. Descobriu-se também na tumba do faraó Tutankamon dados em formatos de hastes com as faces numeradas de 1 a 4. Sumérios e assírios usavam dados de seis faces, feitos de osso, moldados de modo que pudessem cair em quatro posições diferentes. No Império Romano, jogavam o “hazard”, do árabe “al-azar”, que significa “dado”, e em inglês e francês, “risco” ou “perigo”, introduzido na Europa com a Terceira Cruzada. 

“Jogos de carta apareceram por volta do século IX, na China, e no século XIV na Europa. Quanto à loteria, os primeiros registros são os cartões Keno dos chineses da Dinastia Han, entre 205 e 187 aC. Já as primeiras loterias europeias também começaram no Império Romano. O pôquer e a roleta apareceram no século XIX. 

“O jogo é legal em quase todos os países civilizados do mundo, como Alemanha, Áustria, Bélgica, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Holanda, Inglaterra, Itália, Mônaco, Portugal, Suíça, Uruguai e até na China, uma ditadura totalitária – a Região Administrativa Especial de Macau, que antes de passar para mãos chinesas pertencia a Portugal, é o Eldorado dos jogadores, a Meca do jogo, desbancando Las Vegas como “capital mundial dos cassinos”. Os mais de 100 cassinos de Las Vegas faturam 8 bilhões de dólares por ano e só uma de suas maiores redes conta com 50 mil empregados. 

“No Brasil, os cassinos surgiram com a independência de Portugal, proclamada em 1822, e durou até 1917, quando foram proibidos pelo presidente Venceslau Brás. Voltaram a ser legalizados em 1934, por Getúlio Vargas, e novamente proibidos, em 30 de abril de 1946, pelo presidente Eurico Gaspar Dutra. Havia então no Brasil uma indústria de 70 cassinos e mais de 40 mil trabalhadores regularmente empregados, e que foram para o olho da rua. 

“O jornalista e presidente do Instituto Brasileiro Jogo Legal (IJL), Magno José Santos de Sousa, afirma que o Brasil tem uma das legislações mais atrasadas do mundo relativa ao jogo de azar, e filosofa: a clandestinidade não anula a prática. O Brasil é um dos países em que mais se joga no mundo, movimentando, na virada do século, cerca de 5 bilhões de dólares por ano, clandestinamente. Só o Jogo do Bicho movimenta 10 bilhões de reais por ano, sem pagar nenhum centavo de imposto e sem gerar empregos formais. 

“Mas estudo do Instituto Brasileiro Jogo Legal (IJL)/BNLData indica que o mercado de jogos no Brasil tem potencial de arrecadar 15 bilhões de dólares por ano, deixando para o erário 4,2 bilhões de dólares, além de 1,7 bilhão de dólares em outorgas, licenças e autorizações, isso, sem somar investimentos e geração de empregos na implementação das casas de apostas. Além disso, seriam gerados mais de 658 mil empregos diretos e mais de 619 mil empregos indiretos. 

“A prática dos jogos de azar é socialmente aceita e está arraigada nos costumes da sociedade. O Jogo do Bicho existe há mais de um século (desde 1892), tendo se tornado contravenção em 1941. Ele faz parte da cultura, já se tornou um folclore na nossa sociedade. A lei penal não tem o poder de revogar a lei econômica da oferta e da procura. Se a demanda não for suprida pelo mercado lícito, será suprida pelo mercado ilícito” – disse o sociólogo francês Loïc Wacquant.

Para corrigir a idiotice da clandestinidade do jogo de azar precisamos de um Congresso Nacional patriota, que não se deixe amedrontar pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

quinta-feira, 21 de abril de 2022

Condenação do deputado Daniel Silveira pelo Supremo escancara Congresso acovardado

Capa do e-Book Kindle pela amazon.com.br

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 21 DE ABRIL DE 2021 – O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou ontem o deputado federal Daniel Silveira (PTB/RJ) a 8 anos e 9 meses de cadeia, perda do mandato de deputado federal e suspensão dos seus direitos políticos. Dez dos 11 ministros votaram pela condenação de Daniel Silveira. Mas cabe recurso da decisão. Daniel Silveira só foi julgado pelo STF porque a Câmara dos Deputados deixou, e o Senado Federal também. Mas esse caso vai feder até a posse do presidente da República eleito e do novo Congresso Nacional. 

Daniel Silveira é acusado pela Procuradoria Geral da República (PGR) pelos crimes de coação em processo judicial, incitação à animosidade entre as Forças Armadas e o STF e tentativa de impedir o livre exercício dos Poderes da União, crimes que teria cometido entre 2020 e 2021, materializados em divulgação de vídeos em redes sociais atacando o Supremo, defendendo intervenção militar e ofendendo membros da Corte. Ou seja, foi condenado pelo que falou como deputado federal, mesmo escudado pela Constituição. 

Mas sua inelegibilidade poderá ser suspensa por liminar com efeito suspensivo. Também a Câmara, que, amedrontada, deixou a situação chegar ao que chegou, poderá criar coragem e não referendar a condenação de Daniel Silveira no STF. De acordo com parágrafo 2º do artigo 55 da Constituição, nos casos de condenação criminal com trânsito em julgado a perda do mandato parlamentar será decidida pela respectiva casa legislativa, por maioria absoluta. A decisão final é, portanto, dos deputados. 

“Cabem embargos de declaração; ele vai testar e esticar a questão ao máximo, sendo elegível até o trânsito em julgado” – afirma o jurista Wálter Maierovitch, em entrevista hoje à CNN. 

Daniel Silveira, eleito em 2018 pela base bolsonarista, ia se candidatar, este ano, ao Senado. Mas Daniel Silveira é apenas, neste momento, o alvo mais exposto, pois o alvo principal é Bolsonaro. Quando viram que Bolsonaro ia ganhar as eleições, em 2018, enviaram um assassino para eviscerá-lo. A peixeira foi enterrada tão fundo que quase varou Bolsonaro, na região dos intestinos, mas o capitão é forte como um búfalo e, apesar de ter perdido metade do seu sangue, sobreviveu e tomou posse. 

Desde que tomou posse, os comunistas, que estavam acostumados a roubar bilhões de reais todos os meses, ficaram anêmicos, sem teta nem de mercearia, quanto mais de estatal. O jejum fez deles a mesma coisa que faz ao viciado em drogas privado delas: tornou-os perigosíssimos. 

Já censuraram as redes sociais, enfiaram uma CPI, do vírus chinês, goela abaixo do Senado, para acusar Bolsonaro de ser o responsável pelo vírus e pelas mortes, tentam acusá-lo de provocar tempestades e enchentes, acusam-no pela inflação mundial e pela guerra na Ucrânia, e tentam culpá-lo por qualquer aceiro na Amazônia. 

Assim, o plano para desmoralizar o presidente Jair Bolsonaro segue a pleno vapor. Mas os comunistas não combinaram com o povo. Aonde quer que Bolsonaro vá, a população o aclama, pois, com as redes sociais, o povão está bem informado.

Leiam o meu último livro, O CLUBE DOS ONIPOTENTES (clubedeautores.com.br, amazon.com.br e amazon.com, 2022, 278 páginas, R$ 44,14 e ebook R$ 18,19), uma reportagem romanceada tendo como pano de fundo a história recente do país, sob o argumento: conseguirão matar, ou prender, Bolsonaro?

quarta-feira, 20 de abril de 2022

Elon Musk, Machado de Assis, Guimarães Rosa e Dalcídio Jurandir pontificam no romance-reportagem O CLUBE DOS ONIPOTENTES

Edição da amazon.com, livro físico e e-Book Kindle

RAY CUNHA

BRASÍLIA, 20 DE ABRIL DE 2022 – Meu último livro, o romance-reportagem político e histórico O CLUBE DOS ONIPOTENTES (clubedeautores.com.br e amazon.com.br, 2022, 278 páginas, R$ 44,14 e ebook R$ 18,19), que estará nas livrarias até junho, com selo de uma editora carioca, não trata somente da história política recente do país, mas também, embora rapidamente, do homem mais rico do planeta, Elon Musk, e de três dos maiores escritores brasileiros: o carioca Machado de Assis, o mineiro João Guimarães Rosa e o paraense (você leu direito: paraense) Dalcídio Jurandir. 

Os três estão logo no primeiro capítulo. Trecho sobre Musk, que, a propósito, está investindo na Amazônia: “Como a Linha do Equador é o local de rotação mais veloz da Terra, o Jacuraru teria tudo para ampliar a fortuna dos Sá Dourado, assim como o PIB francês é ampliado por três foguetes lançados na base espacial em Kourou, no meio da selva, no Departamento Ultramarino francês, a Guiana Francesa: Ariane, Soyuz e Vega. O maior deles, o Ariane 5, foi criado em 1996, levando para o espaço alguns dos maiores satélites de telecomunicações e meteorologia do planeta. 

“O projeto do Ariane 6, foguete de 62 metros de altura, desenvolvido para lançar espaçonaves ainda maiores do que as transportadas pelo Ariane 5, tem orçamento de 2,4 bilhões de euros, dinheiro dos países da Agência Espacial Europeia (ESA); mais barato e eficiente do que o Ariane 5. Cada lançamento do Ariane custa em torno de 100 milhões de dólares. 

“Mas uma nova geração de foguetes reduziu os custos. A SpaceX, Space Exploration Technologies, do bilionário Elon Musk, pode fazer a mesma coisa que o Ariane 5 dezenas de milhões de dólares mais barato. Os dois primeiros foguetes da empresa são os Falcon 1 e Falcon 9, homenagem à Millennium Falcon, de Star Wars, e sua primeira nave espacial é a Dragon, em homenagem ao filme Puff the Magic Dragon, tudo isso concretizado em apenas sete anos. 

“Em setembro de 2008, o Falcon 1 fez história: tornou-se o primeiro foguete privado a colocar um satélite na órbita terrestre, e, em 25 de maio de 2012, a Dragon ancorou na Estação Espacial Internacional, tornando-se a primeira empresa privada a fazer isso”. 

Sobre Guimarães Rosa, Machado de Assis e Dalcídio Jurandir: “Alex olhava para a fauna que desfilava à sua frente quando foi apresentado a Bob Herman, assessor de William Popp. Acabaram engatando uma conversa em inglês. Formado em Literatura Americana e especializado em Literatura Ibero-Americana, Herman era surpreendente. Lembrava um Baby Herman negro, nascido na Louisiana. E Alex era leitor voraz; tomou gosto por literatura com seu avô, Dorinato Kubitschek Dourado, que tinha na figura de João Guimarães Rosa o escritor máximo brasileiro. 

“Com efeito, Guimarães Rosa criou uma das personagens femininas de ficção mais extraordinárias de toda a literatura brasileira, e mundial: Reinaldo, ou Diadorim, ou Maria Deodorina da Fé Bittencourt Marins, mulher travestida de homem, capaz de fazer quase qualquer coisa que um homem faz. Quando a TV Globo transpôs Grande Sertão: Veredas para a telinha, quem encarnou Diadorim foi Bruna Lombardi, uma das mais belas atrizes brasileiras, entre tantas e tantas beldades. Porém, quando se tratava de mulher, Alex estava mais para Capitu do que para mulheres ambíguas. 

“– Gosto muito de Machado de Assis – disse Bob, puxando papo exatamente para um terreno familiar a Alex. 

“– Trata-se do escritor mais emblemático do Brasil, por ser muito conhecido e mulato. Na escola, tanto no ensino fundamental como no médio, os professores costumam apresentar uma foto dele feita talvez com o propósito de disfarçá-lo, de maquiá-lo como branco, uma tentativa de esconder que a mestiçagem é base da etnia brasileira; somos um caldeirão étnico misturando três elementos: o europeu, o ameríndio e o africano. O resultado é o povo mais maravilhoso que há na face da Terra, um povo que não discrimina a cor da pele nem religiões – disse Alex. 

“Bob ouvia atentamente. Pensou um pouco. 

“– Machado de Assis é o meu escritor brasileiro favorito – disse Bob. 

“– Machado é o escritor que melhor representa o Brasil, que, por sua vez, tem uma importância fundamental no concerto das nações. O Brasil é fundamental para o resto do mundo porque o nosso potencial em produzir alimentos, o nosso continente tropical, o nosso sincretismo, nos fazem o coração do mundo, a pátria do Evangelho, a potencial pátria de uma nova humanidade. Machado é emblemático porque nasceu no morro; era pobre, é claro. Estudou em escolas públicas, jamais frequentou universidade e foi funcionário público a vida toda. Mas, mesmo assim, fundou a Academia Brasileira de Letras. Os brasileiros gostam de academias. Acho que em cada uma das 5.570 cidades brasileiras há uma academia de letras; e seus membros se sentem tão importantes quanto Machado. Não sei o que os portugueses, que são os criadores do Brasil, acham de Machado; talvez achem que é mais um negro tentando dizer alguma coisa da senzala. Só não é conhecido mundialmente porque era brasileiro e escrevia em português. Se tivesse nascido, hoje, estaria ferrado. Brasileiro, e não sei se sempre foi assim, fazer sucesso é uma ofensa pessoal. Não sei de onde vem essa inveja, mas é assim. Jorge Amado só fez sucesso porque foi ajudado pelo Partido Comunista, que é uma espécie de igreja: de um lado, os cardeais; do outro lado, a miudeza dos corruptos e a multidão de ingênuos. Amado era cardeal. Creio que o ponto mais alto de Machado é Dom Casmurro, romance que tem como sinopse o ciúme. Ou fofoca? Ciúme é um elemento muito forte na cultura brasileira. O que é ciúme? É possessividade, uma pessoa dona do outro; e é assim que é, todo mundo é dono do outro, aqui no Brasil. Contudo, Machado cria, em Dom Casmurro, senão a personagem feminina mais sensual de toda a literatura brasileira, o que eu identifico como a mulher carioca. O fato é que Capitu é uma personagem deliciosa, o embrião da carioca moderna, que mora ou frequenta Copacabana, Ipanema e o Baixo Leblon, é malemolente e tem olhos de ressaca do mar. Para muitos, Capitu simplesmente metia chifre no marido, com o melhor amigo dele, ou amigo da onça, como se dizia nos anos sessenta do século passado. Para outros tantos, Capitu era apenas objeto de fofoca, e seu marido, Bentinho, paranoico. A questão é que o brasileiro, como de resto o machão ibero-americano, se pela de medo de imaginar sua santa esposa sendo trabalhada por terceiros. Mas fale-me de Faulkner, o grande escritor americano – Alex pediu. 

“– William Faulkner usava a técnica do fluxo de consciência, também utilizada por James Joyce, Marcel Proust, Thomas Mann, Virginia Woolf. Foi ele que narrou, como nenhum outro escritor, a decadência do sul dos Estados Unidos, criando inclusive um condado imaginário, Yoknapatawpha. Ele também criava múltiplos pontos de vista simultaneamente e utilizava mudanças bruscas de tempo narrativo. Foi genial, genial! Hoje, meu país é muito diferente do país de Faulkner, que nasceu trinta anos após o Sul ter sido derrotado pelo Norte. O Sul, então, vivia sob a supremacia dos brancos de origem inglesa, protestantes, puritanos e coloniais. Antes de se tornar um dos maiores escritores de todos os tempos, foi um faz-tudo. Como era baixinho, media 1,65 metro, foi recusado pelo serviço militar americano, e, assim, se alistou na Força Aérea canadense. Depois, passou um ano na Universidade do Mississippi, em Oxford, onde estudou inglês, francês e espanhol. De lá, foi trabalhar em uma livraria em Nova York, onde, em vez de vender livros, os lia. Foi demitido e voltou para Oxford, onde trabalhou como carpinteiro, pintor de parede e agente dos Correios. Seu primeiro livro foi de poemas, The Marble Faun, publicado em 1924. No ano seguinte, foi para Nova Orleans, onde conheceu e foi influenciado por Sherwood Anderson, escreveu artigos para jornais e revistas e publicou seu primeiro romance, Paga de Soldado, em 1926. Deixou Nova Orleans em 1929 e se estabeleceu em Oxford, onde se casou com Estela Oldham e publicou Sartoris, o primeiro romance passado em Yoknapatawpha. Aí, vieram alguns livros que granjeariam respeito da crítica, mas só começou mesmo a vender bem com Santuário, de 1931; porém, quando estava precisando muito de dinheiro conseguia grana em Hollywood, como roteirista. Acho que ele chegou ao seu maior apuro com O Som e a Fúria, de 1929, a história dos Compson, decadente família do Mississippi. Faulkner disse que esse romance surgiu a partir da imagem de uma garotinha, Candance, Caddy, com a calcinha suja de lama, trepada numa árvore, descrevendo para seus irmãos pequenos e para os empregados domésticos negros o funeral da sua avó. A trajetória de Caddy é contada por meio do ponto de vista de seus irmãos, como Benjamin, Ben ou Benjy, que é idiota. “Uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria”, do monólogo de Macbeth, de William Shakespeare, em um fluxo contínuo de passado e presente, com o ar gasto de tanto carregar sons. Quanto à fúria, é a da derrocada. O próprio cansaço. Quando a personagem Dilsey assume a narrativa ela diz que os brancos se cansam facilmente, enquanto ela tinha que fazer todo o trabalho pesado e envelhecia. Mas ela sabia que todos são iguais. Ela diz, abrir aspas: “Os brancos morrem também. A tua avó morreu que nem qualquer negro”. Fechar aspas. Porém o que mais me impressiona na obra de Faulkner é a transcrição para o papel do fluxo de pensamento. Ele faz isso em longos parágrafos, longos períodos, com pontuação irregular. É o tal fluxo de consciência de Proust e Joyce, o que exige, no mínimo, cumplicidade do leitor, além de muita concentração e mais ainda interesse, se não o leitor não irá adiante – disse Bob, ao longo de uma dose dupla de bourbon. 

“– No Brasil, temos um escritor que me lembra Faulkner, um Faulkner amazônida, Dalcídio Jurandir, que, por acaso, e não existe acaso, nasceu em Ponta de Pedras, na ilha de Marajó. Ele é pouco conhecido, porque os paraenses, que é também o povo da ilha de Marajó, não são bons para aplaudir e vender seus próprios escritores, pelo que já observei. No seu livro mais emblemático, Chove Nos Campos de Cachoeira, publicado em 1941, Dalcídio cria personagens de carne, osso e alma. O personagem central do romance, o menino Alfredo, sonha em sair do Marajó e morar em Belém, sonho que ele reparte com um caroço de tucumã, que é um coquinho da Amazônia. Em contraste com Alfredo, seu irmão, Eutanázio, de 40 anos, é destituído de sonhos; não tem sequer um objetivo, nem sentido na própria vida. Vive em um mundo absurdo. Para completar sua miséria, a jovem Irene o despreza. E assim como fazia Faulkner, as personagens de ficção de Dalcídio povoam seus livros como fantasmas, ora em um, ora em outro, em épocas diferentes, às vezes com o mesmo nome. Enquanto Faulkner recria o sul dos Estados Unidos mergulhado em sangue coagulado, espirrado da negrura do preconceito, Dalcídio apresenta uma Amazônia suja de lama, caboclos, ou cabocos, com a alma amortecida por cachaça, da mesma forma que seu doce linguajar silencia no amortecimento da língua pelo espilantol, o princípio ativo do jambu, a emblemática erva do tacacá, que é uma comida de origem indígena. Mas a lama pode surpreender, pois dela pode sair o Saurium. 

“Ficaram em silêncio durante alguns segundos. Bob tomou mais um gole de bourbon. Parecia empolgado com o conhecimento literário de Alex. 

“– Preciso ler esse Dalcídio – disse. 

“– Foram publicados 15 romances dele; creio que conseguirei pelo menos metade, em Belém, onde uma editora, Cejup, deve ter acervo dele em estoque, pois editou a obra de Dalcídio, senão toda, mas quase toda. 

“– Maravilha! 

“– Como nunca entraram no mercado para valer, os livros de Dalcídio são raros, e desconhecidos, é claro. Ele é o tipo de escritor que deveria ser editado e distribuído em edições comentadas, mas, como eu disse, os paraenses não são bons para vender arte. Creio que haja vários trabalhos acadêmicos sobre Dalcídio, mas não chegam às livrarias. Aliás, pouco da produção acadêmica do Brasil, quanto mais da Amazônia, chega ao mercado. Dalcídio está naquele grupo de escritores clássicos, como William Shakespeare, Miguel de Cervantes Saavedra, Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski, e todo esse pessoal que escreve em vernáculo, e que deve ser lido em edições comentadas, a menos que o leitor os conheça muito, ou se identifique muito com eles. 

“A conversa acabou bruscamente, pois William Popp chamou Bob.

“– Vou providenciar para que os livros cheguem às suas mãos – disse Alex, meio gritando, enquanto Bob se afastava, e se preparando para dar o fora também. Ele ia dar o fora porque aquela segunda-feira começara atípica, fazendo-o voltar a pensar em um assunto que surgiu na sua vida devido a uma adolescente georgiana escravizada pela máfia russa”.

terça-feira, 19 de abril de 2022

Jornalistas advertem para golpe de Estado em andamento visando eliminar Jair Bolsonaro

Capa da edição em e-Book Kindle da amazon.com.br
RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 19 DE ABRIL DE 2022 – Ao investigar tráfico de crianças em Brasília jornalista descobre plano sinistro para impedir, a qualquer custo, que o presidente da República seja reconduzido ao cargo. Este é o argumento da reportagem política e histórica em formato de romance O CLUBE DOS ONIPOTENTES (clubedeautores.com.br e amazon.com.br, 2022, 278 páginas, R$ 44,14 e ebook R$ 18,19). 

Misturando personagens de ficção e reais, vivos e mortos, e com ação nos planos material e espiritual, O CLUBE põe a nu o momento político atual, a ditadura da toga, o maior ladrão do mundo querendo voltar ao poder e a tentativa permanente de assassinarem o presidente Jair Messias Bolsonaro e destruírem seu núcleo familiar. 

Além de ampla pesquisa e observação do momento político, baseei-me em dois livros de Jorge Bessa, espião brasileiro baseado na Embaixada do Brasil em Moscou durante a Guerra Fria: Grigori Raspútin: As Forças Destrutivas do Mal e Marxismo O Ópio dos Intelectoides Latino-Americanos. 

Em artigo de 15 de abril, um dos mais lúcidos jornalistas brasileiros, J. R. Guzzo, declara: “A impressão que se tem, pelos fatos ocorridos em público até agora, é que o STF dará, sim, um golpe de Estado para impedir um segundo mandato de Bolsonaro. 

“Há um golpe de Estado em preparação neste país e neste momento, pouco a pouco e passo a passo. Não se trata do velho golpe militar de sempre, com tanque de guerra, paraquedista do Exército e pata de cavalo. Também não será dado por uma junta de generais de quepe, óculos escuros e o peito cheio de medalhas, que ocupa a central telefônica, o prédio do correio e a usina de energia elétrica. 

“Trata-se, aqui, de um golpe em câmara lenta, a ser organizado na frente de todo mundo e executado, justamente, pelos que se apresentam ao público como os grandes defensores da democracia, do Estado de direito e do poder civil – e que, no Brasil de hoje, se sentem angustiados com a ameaça de perderem os confortos que têm. 

Outros trechos do artigo: “Ou é Lula, ou então é qualquer solução que não seja Jair Bolsonaro. Esse golpe está sendo montado pelos inimigos do presidente da República e tem o objetivo de impedir que ele seja reeleito para um novo mandato de quatro anos. A ideia geral é dar a vitória para o seu único adversário real na eleição, o ex-presidente Lula – ou, se isso não for possível, pelo desenrolar dos acontecimentos, então que o governo vá para qualquer outra pessoa, ou para qualquer outra coisa, desde que não seja “Ele”. 

“Para eles, de duas uma: ou é Lula, ou então é qualquer solução que não seja Jair Bolsonaro. E se, no fim de todas as contas e apesar de todos os esforços, não der certo? Aí vai ser feito tudo para impedir que ele governe o Brasil e execute os projetos que a maioria do eleitorado aprova. 

“Um sinal deste golpe em armação, entre outros tantos, é a pescaria em água suja que começa a ser feita com o altíssimo propósito de melhorar as instituições. Entram aí a conversa que você tem ouvido a respeito de diminuir os poderes do presidente, para neutralizar na medida do possível os resultados das eleições, ou de tornar mais fácil o impeachment presidencial, o que é muito útil no caso do seu adversário ganhar. 

“A chave de tudo, porém, está no Supremo. A impressão que se tem, pelos fatos ocorridos em público até agora, é que o STF dará, sim, um golpe de Estado para impedir um segundo mandato de Bolsonaro – caso chegue à conclusão que pode dar esse golpe, ou seja, se tiver certeza de que todo mundo vai baixar a cabeça se os ministros virarem a mesa. Só não dará se achar que não consegue. 

“Não há nada de tão extraordinário assim nesse cenário. Fachin anulou todas as condenações de Lula, no que foi possivelmente o ato mais insano da história do Poder Judiciário no Brasil, porque achou, e com toda a razão, que podia fazer isso sem a oposição real de ninguém. Alexandre de Moraes acha que pode ir dobrando a aposta em seu inquérito ilegal – porque comete absurdo em cima de absurdo contra as leis em vigor no Brasil, a começar pela Constituição Federal, e ninguém, nem o Congresso, nem o próprio Judiciário, diz nada contra as suas decisões”. 

Augusto Nunes, um dos jornalistas brasileiros mais influentes, vem desenhando, todo dia, no programa Os Pingos Nos Is, da Jovem Pan, o alerta de J. R. Guzzo: “O que estão tentando agora é, ostensivamente, afastar o presidente da República do cargo para o qual foi eleito democraticamente. O que estão fazendo os ministros do Supremo, com esses aliados que deveriam estar na cadeia, a gente só pode definir com uma palavra: é golpe, mesmo”. 

Mas os onipotentes não combinaram nada com os patriotas. Diz Nunes: “O povo sabe o que é ser democrata, quer o Brasil democrático e não vai permitir ditadura nenhuma, muito menos a ditadura comandada por advogados que ganharam um traje preto para se enfeitarem e a partir daí se consideram semideuses”.