sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Surge novo líder no Amapá: Rayssa Furlan, pronta para desbancar Davi Alcolumbre

O homem da rachadinha, David Alcolumbre, e sua insônia, a médica Rayssa Furlan, que quer revolucionar o setor de Saúde no Amapá

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 16 DE SETEMBRO DE 2022 – “Chega de atraso!” – este é o brado de guerra do novo líder amapaense, a médica Rayssa Furlan, do MDB, que está atraindo multidões nas ruas de Macapá e já empatou nas pesquisas com o senador Davi Alcolumbre, do União Brasil. Enquanto Alcolumbre está empacado, Rayssa dispara a cada dia, rumo à única vaga ao Senado, de onde Rayssa pretende mudar a situação da saúde pública do Amapá – caótica, com mortalidade infantil alarmante. Se eleita, será a primeira senadora amapaense. 

Rayssa conhece bem a situação da saúde pública no Amapá, até porque seu marido, o prefeito de Macapá, Antônio Furlan, é talentoso cirurgião e sabe da realidade dos hospitais do estado. Foi eleito prefeito de Macapá, em 2020, vencendo Josiel Alcolumbre, irmão do senador Davi Alcolumbre. 

O senador David Alcolumbre, comerciante, é um dos homens mais ricos do Amapá, o que o torna intocável, lá. Presidiu o Senado Federal entre 2019 e 2021. Na sua gestão, ficou famoso por fazer o jogo do Supremo Tribunal Federal (STJ) e sabotar o presidente Jair Messias Bolsonaro. É acusado de rachadinha e outras coisas cabeludas.

O estado do Amapá, na Amazônia, no setentrião do litoral brasileiro, no Platô das Guianas, é banhado pela foz do maior rio do mundo, o Amazonas, a leste, e pelo Oceano Atlântico a nordeste; faz divisa com o estado do Pará, a oeste e sul, e fronteira com a Guiana Francesa, ao norte, e com o Suriname, a noroeste, tem mais de 877 mil habitantes e 142.828,521 quilômetros quadrados de território. 

Desmembrado do estado do Pará, em 1943, como Território Federal do Amapá, e tendo como capital Macapá, tornou-se estado em 1988. É uma das unidades da Federação mais pobres e violentas, vítima da corrupção de colarinho branco e de traficantes e contrabandistas, embora potencialmente rica, como todos os estados da Amazônia. 

A Fortaleza de São José de Macapá, o maior forte colonial do Brasil, é o maior cartão postal de Macapá e o mais emblemático. No meu romance JAMBU, que se passa em Macapá, lê-se: 

“Construída para resistir a uma força semelhante à da marinha inglesa do século XIX, nunca foi atacada, exceto por um dos flagelos da Amazônia, a malária, também conhecida como paludismo, impaludismo ou maleita, doença infecciosa transmitida pela fêmea infectada do mosquito Anopheles e provocada por protozoários do gênero Plasmodium, que, no sistema circulatório do hospedeiro, vai parar no fígado, onde se reproduzem, provocando febre, dor de cabeça e nas articulações, vômito, anemia, icterícia, hemoglobina na urina, lesão na retina e convulsões, em ataques paroxísticos, com sensação súbita de frio intenso, seguida por calafrios, febre e sudação, paralisia do olhar, opistótono, convulsão, que pode progredir para coma ou morte. Tradicionalmente, os casos graves são tratados com quinino administrado por via intravenosa ou intramuscular. Não existe vacina contra a malária. As complicações a quem resiste à doença são estresse respiratório e desconforto psicológico. 

“Assim, a Fortaleza, maior ícone dos macapaenses, é a tradução perfeita de Macapá. Construída por escravos, negros e índios, sob o obsessivo domínio português, foi o cadinho no qual se forjou a etnia macapaense. Os portugueses cruzaram com os africanos e geraram mulatos, e fornicaram com os índios, formando uma população de mamelucos; os africanos fundaram o distrito de Curiaú e o bairro do Laguinho, misturaram-se com os índios e legaram cafuzos; e mulatos, cafuzos e mamelucos misturaram-se, fechando o círculo, numa diversidade étnica viva nas ruas de Macapá, nas nuanças de peles que vão do alabastro ao ébano, passando pelo bronze e jambo maduro, unidos pelo sotaque caboco: a fusão do português falado em Lisboa, doces palavras tupis, línguas africanas, patoá das Guianas, tudo triturado em corruptela”. 

O colonizador continua ativíssimo, assim como os colonizados, que baixam a cabeça e dizem amém. O colonizador atual são os políticos e empresários corruptos e o colonizado é o curral eleitoral. Hoje, a ameaça que paira sobre o Amapá é o comunismo, que prega a ditadura, se alia ao narcotráfico internacional, estatiza empresas, imóveis e propriedades rurais e torna o ensino público uma depravação só. 

Daí porque recomendo aos eleitores amapaenses escolherem com cuidado seus candidatos, pois as sugestões que vou fazer a seguir jamais serão realizadas por comunistas, mas apenas por candidatos conservadores e com histórico de que nunca se corromperam. Portanto, caro conterrâneo, mande Davi Alcolumbre de volta para o comércio e Rayssa Furlan para o Senado. 

O Amapá vem angariando mais interesse nacional a cada dia. Como faz fronteira com a França, por meio da Guiana Francesa, a qual está ligada por rodovia federal, a BR-156, e uma ponte binacional sobre o rio Oiapoque, tornou-se uma porta da América do Sul para a União Europeia. 

Outro ponto importante é o petróleo. Ainda este ano, a Petrobras começará a perfuração do primeiro poço de petróleo na bacia da foz do Amazonas, a 160 quilômetros da costa do Amapá. As reservas de petróleo naquela região são gigantescas. Serão investidos inicialmente 2 bilhões de dólares até 2026. 

Enquanto isso, há muito o que fazer pelo Amapá. Vão, aqui, algumas dicas: 

EDUCAÇÃO E CULTURA – A criação, na Universidade do Estado do Amapá (Uepa), dos cursos de engenharia naval, florestal e agrícola, e de oceanografia. A costa do Amapá é uma das regiões mais piscosas do planeta e vive cheia de piratas com navios que fazem arrastão, levando tudo. 

Também a criação das cadeiras de História da Amazônia e de Literatura do Amapá, pois conhecer a história do nosso subcontinente e a literatura produzida no estado nos faz compreender o presente e planejar o futuro, além de cultivar amor cívico. 

A aquisição pública de cinco exemplares de cada livro publicado por autores amapaenses, seja edição do autor ou editora, incluindo aí o Clube de Autores e a Amazon, para a Biblioteca Elcy Lacerda e outras. 

A criação de uma feira do livro anual, como a Pan-Amazônia, em Belém. 

Tirar o prédio do Marco Zero do Equador da condição de banheiro público, e sucateado, para a de local de eventos culturais, especialmente exposições de artes plásticas, com agenda diária, o ano todo. E como os turistas procuram muito o monumento, a Academia Amapaense de Letras, em convênio com o governo do estado, poderá criar e administrar uma livraria com livros de escritores amapaenses e da Amazônia. Há espaço para tudo isso. 

ENERGIA ELÉTRICA – Os governadores que passam pelo Amapá fazem vista grossa para um dos setores mais estratégicos visando ao desenvolvimento: energia elétrica. A produção do estado mal dá para iluminar as casas, quanto mais indústrias. É necessário que apareça algum herói para garantir, junto ao governo federal, o Linhão de Tucuruí. 

ÁGUA E SANEAMENTO BÁSICO – Macapá é banhada pelo maior rio do mundo, que despeja no Atlântico, em média, 200 mil metros cúbicos de água por segundo, mas é comum os moradores abrirem a torneira é cair um líquido amarelo. Às vezes, nem isso. Macapá precisa de estação de captação e tratamento de água. 

Com mais de 512 mil habitantes, Macapá não tem rede de esgoto. As fossas são sépticas. O lençol freático da cidade é contaminado o tempo todo. Também os rios são os lixões da região. Macapá precisa de esgotamento sanitário e galerias de águas pluviais. Os políticos sentem horror a esse tipo de obra. Até que dá para superfaturar, mas não rende voto. 

ESTALEIROS – O governo estadual precisa criar, desenvolver e estimular um polo naval. 

PORTO DE SANTANA – Trata-se do porto mais estratégico da Amazônia. Administrado pelo município de Santana, na Zona Metropolitana de Macapá, é utilizado para o embarque e desembarque de passageiros e alguns produtos da região. Construído inicialmente para embarcar manganês de Serra do Navio/AP para os Estados Unidos, sua profundidade é adequada a qualquer cargueiro transoceânico e é o porto brasileiro mais próximo, simultaneamente, dos mercados dos Estados Unidos, da Europa e da Ásia via Canal do Panamá. Pode receber todas as commodities da Amazônia por hidrovias. Commodities destinadas à América Central podem ser armazenadas no porto e de lá seguirem pela BR-156 até Caiena e toda a América Central. Precisa passar para o estado. 

BR-156 – Rodovia federal que corta longitudinalmente o estado, ligando Macapá à Caiena. Vem sendo construída há mais de 80 anos. Começou a ser pensada em 1932. Até 1945, somente nove quilômetros foram construídos. Os governadores nunca se empenharam junto ao governo federal para concluir uma obra que é vital para o Amapá. No inverno amazônico, a parte inacabada da rodovia se transforma em atoleiro; no verão, em um inferno de poeira. O Exército vem trabalho dia e noite nela. Quem sabe o presidente Jair Bolsonaro a inaugure ainda este ano.

Na área da Saúde, Rayssa Furlan sabe muito bem o que fazer em Brasília.

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