terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Pollo Carvajal afirma que tem provas de que Lula foi financiado pelo narcotráfico. Ex-chefe da inteligência no Brasil, Jorge Bessa, confirma

Aos poucos a carniça que acompanha Lula vem à tona

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 7 DE DEZEMBRO DE 2021 – O general e chefe dos serviços de inteligência da Venezuela no governo de Hugo Chávez (1999-2013), Hugo Carvajal, El Pollo, o Franco, preso em setembro deste ano, em operação conjunta entre agentes americanos e espanhóis, na Espanha, de onde deverá ser extraditado para os Estados Unidos, afirmou à Record TV que tem provas de que a ditadura venezuelana financiou políticos e governos de esquerda no mundo todo, incluindo o ex-presidente Lula e o PT. 

Frango, que está enjaulado na penitenciária de segurança máxima Estremera, está disposto a colaborar com o governo americano e vomitar informações sigilosas. Homem de confiança do ditador Hugo Chávez, que morreu de câncer em Cuba, Frango fugiu para a Espanha porque se desentendeu com o atual ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. 

Frango divulgou uma lista de beneficiados do dinheiro venezuelano: Lula; Néstor Kirchner, na Argentina; Evo Morales, na Bolívia; Fernando Lugo, no Paraguai; Zelaya, em Honduras; Gustavo Petro, na Colômbia; Movimiento Cinco Estrellas, na Itália; e Podemos, na Espanha. 

Da Espanha, Frango fugiu para Portugal em setembro de 2019, quando o governo espanhol autorizou sua extradição para os Estados Unidos, a pedido do Drug Enforcement Administration (DEA, órgão do Departamento de Justiça dos Estados Unidos), acusado de tráfico de drogas em sociedade com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), uma quadrilha que tocava o terror na Colômbia. 

Em 2011, Frango foi acusado de coordenar, em 2006, o embarque de 5,6 toneladas de cocaína da Venezuela para o México; a droga tinha destino final nos Estados Unidos. Segundo o FBI, Frango fazia parte de uma organização conhecida como Cartel de los Soles, liderado por Hugo Chávez, que morreu de câncer, em 2013, em Cuba. O cartel passou a operar com as Farc a partir de 1999 e Frango seria encarregado da segurança dos carregamentos de drogas da Venezuela para os Estados Unidos. 

Nos Estados Unidos, Frango responderá por lavagem de dinheiro em solo norte-americano e tráfico de drogas, como integrante do Cartel de Los Soles, organização que seria formada por grupos das forças armadas da Venezuela, juntamente com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). 

O Jornal da Record entrevistou também a jornalista espanhola Cristina Seguí, que vem investigando o narcotráfico e comunistas fabianos da Ibero-América. 

– O narcotráfico patrocinou partidos de esquerda na Europa e na América Latina – afirmou Cristina Saguí. O PT estaria nessa lista. 

O ex-chefe dos Departamentos de Contra-Espionagem e de Contra-Terrorismo da antiga Secretaria de Inteligência da Presidência da República, atual Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Jorge Bessa, ratificou a este repórter o que publicou no seu livro Marxismo: O Ópio dos Intelectoides Latino-Americanos (Thesaurus Editora/Tagore Editora, Brasília, 2020, 444 páginas), que também Fidel Castro financiou Lula. 

Bessa, que atuou como espião brasileiro na Rússia durante a Guerra Fria, além de escritor com mais de 20 livros publicados é psicanalista, acupunturista, graduado em Economia pela Universidade Federal do Pará, especialista em assuntos relacionados à atividade de inteligência e de planejamento estratégico. 

No livro Marxismo: O Ópio dos Intelectoides Latino-Americanos, Bessa explica que o comunismo começou a desmoronar juntamente com do Muro de Berlim e a dissolução da União Soviética. 

Em 2 de abril de 1989, o líder soviético Mikhail Gorbachev desembarcou em Havana, onde disse para Fidel que a União Soviética não poderia mais pôr no seu bolso os 10 bilhões de dólares anuais que há décadas vinha despejando em Cuba, para manter o enclave soviético nas costas dos Estados Unidos. A União Soviética agonizava, vítima do próprio comunismo. Fidel empalideceu, pois se acostumara a mamar, tornando-se, graças ao comunismo, um dos maiores playboys do mundo. E agora, como sustentar seu vidão, com sua máfia sediada em Cuba, a Disneylândia das esquerdas na América Latina? 

Fidel Castro não demoraria a descobrir: acobertado pela celebridade internacional do seu nome, como o revolucionário que desafiou os Estados Unidos, fez um pacto com traficantes de cocaína da Colômbia para que Cuba se tornasse o principal entreposto comercial da droga rumo aos Estados Unidos. Mas foi desmascarado pela DEA. Vários cubanos detidos confessaram como o esquema operava. As investigações da DEA conduziram ao Cartel de Medellín e ao governo cubano. 

John Jairo Velásquez, o Popeye, homem de confiança tanto de Fidel como de Pablo Escobar no Cartel de Medellín, fez um relato minucioso sobre o envolvimento dos irmãos Castro com a droga de Pablo Escobar à jornalista Astrid Legarda, que escreveu o livro El Verdadero Pablo. Popeye assegura que Raúl Castro, irmão do ditador de Cuba e que o sucederia na chefia da ditadura cubana, era quem recebia os carregamentos de drogas, pois era então o comandante das Forças Armadas. Eram embarcados de 10 a 15 toneladas de droga em cada operação. 

O historiador britânico Richard Gott, em seu livro Cuba – Uma Nova História, confirma a razão que levou Fidel e Raúl Castro a se envolveram no tráfico de cocaína com Pablo Escobar, do Cartel de Medellín. Segundo ele, Cuba estava em crise por causa do afastamento da União Soviética.

Assim, para se livrarem da prisão nos Estados Unidos, os irmãos Castro acusaram o general Arnaldo Ochoa, herói da revolução cubana e um dos militares mais condecorados da história do país, além de ser um dos grandes líderes militares de Cuba, e que temiam ameaçar o controle total dos cubanos, de ser o comandante das operações de narcotráfico com Pablo Escobar e condenado por “alta traição à pátria e à revolução”. 

Os irmãos Castro mataram então dois coelhos com uma só cajadada: livraram-se de uma invasão americana e sua prisão e afastaram Ochoa da sucessão de Fidel. Ochoa foi preso, em 1989, dois meses depois da visita de Gorbachev, sob a acusação de comandar as operações de tráfico de drogas do Cartel de Medellín, e foi fuzilado. 

Mario Riva, ex-tenente-coronel do Exército cubano e que hoje vive em Portugal, afirma que Arnaldo Ochoa foi usado como bode expiatório, que Fidel aproveitou para se livrar dele devido às críticas que vinha fazendo ao regime. Arcou com o narcotráfico autorizado pelo regime possivelmente para salvar a vida de seus familiares. 

Riva disse ao jornal Diário de Notícias, de Portugal, em sua edição de 13 de julho de 2009, que Tony La Guardia, também executado, estava envolvido no tráfico. Tony: “Eu tinha conhecimento dos aviões que aterravam em Cuba vindos da América Central, mas Ochoa não”. 

No livro El Magnífico — 20 Ans au Service Secret de Castro, Juan Vivés, ex-agente do serviço secreto cubano, afirma que Raúl Castro era o chefe do acordo com Pablo Escobar. Vivés revelou, ainda, que Raúl mantinha relações com narcotraficantes das Farc e que os sandinistas da Nicarágua também estavam envolvidos com o tráfico, por meio do capitão cubano Jorge Martínez, subalterno de Ochoa e contato entre Raúl Castro, o ex-presidente nicaraguense Daniel Ortega e Pablo Escobar. 

Assim, Fidel Castro, “um homem dominado pela febre do poder absoluto e pelo desprezo ao povo cubano”, segundo o cubano Juan Reinaldo Sánchez, guarda-costas do ditador por 17 anos, precisava pensar em novo meio de manter sua boa vida. E que tal sua própria União Soviética? 

A solução: o sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva, também ególatra, narcisista e ávido por poder e fama, e que, se bem trabalhado, tinha potencial para se tornar presidente do Brasil, o celeiro do mundo e maior país da Ibero-América, um continente que poderia se tornar a União Soviética tropical, um grande puteiro das esquerdas. 

Era só criarem um organismo que, a exemplo do Comintern de Lênin, serviria para apoiar movimentos comunistas em todo o continente, para o que só precisariam criar uma base de apoio confiável e com gente confiável: o Brasil de Lula. E assim foi criado o ninho das serpentes: o Foro de São Paulo. Fidel não perdeu tempo e começou a financiar Lula e o PT. 

Tudo começou com o Encontro de Partidos e Organizações de Esquerda da América Latina e do Caribe, organizado pelo PT, de 1 a 4 de julho de 1990, no extinto Hotel Danúbio, na cidade de São Paulo, com representantes de 48 partidos e organizações de 14 países latino-americanos e caribenhos, visando debater a nova conjuntura internacional pós-queda do Muro de Berlim e elaborar estratégias face ao embargo dos Estados Unidos a Cuba. Estava criado o ninho das serpentes. 

No ano seguinte, o encontro foi realizado na Cidade do México, com a participação de 68 organizações e partidos políticos de 22 países. Na ocasião, o encontro se tornou conhecido como Foro de São Paulo. Em 1993, já em Havana, o encontro reunia 30 países e várias organizações de esquerda. As reuniões são realizadas a cada um ou dois anos, em diferentes países da América Latina. A Declaração de São Paulo, documento aprovado no fim do primeiro encontro, ressalta que o objetivo do foro é avançar na luta anti-imperialista e popular no após queda do Muro de Berlim.

– O Foro de São Paulo é uma organização que pretende realizar na América Latina aquilo que fracassou no Leste Europeu: o comunismo transvestido em socialismo do século XXI, socialismo bolivariano, socialismo moreno, neocomunismo ou simplesmente socialismo petista – adverte Bessa.

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