sábado, 21 de dezembro de 2019

Jornalista investiga o tráfico de crianças e mulheres para escravidão sexual e a presença de ETs na Amazônia, durante o Festival de Gastronomia do Pará e Amapá

Edição da amazon.com

BRASÍLIA, 21 DE DEZEMBRO DE 2019 – Festival de Gastronomia do Pará e Amapá, no monumental Hotel Caranã, no bairro do Pacoval, em Macapá/AP. É julho, mês de férias de verão na Amazônia. O editor da revista Trópico Úmido, João do Bailique, está escrevendo uma edição especial sobre a Hileia, além de investigar o tráfico de crianças e mulheres para escravidão sexual.

Entre as matérias que serão publicadas está a Operação Prato, a maior aparição de ovnis e ETs já registrada no Brasil, no caso pela Aeronáutica, e que se deu na costa do Pará. O que é que os ETs queriam? De onde vieram? João do Bailique dá as respostas.

No caso de uma terceira guerra mundial, que papel a Amazônia teria? Resistiria a uma hecatombe nuclear? Seria ocupada pelos americanos? Também João do Bailique investiga essa questão, bem como analisa a soberania do Brasil sobre a região.

Enquanto isso, nos salões do Hotel Caranã, são servidos pratos da mais saborosa e nutritiva culinária do planeta: a paraense.

Essa história se passa no romance JAMBU (Clube de Autores e amazon.com, Brasília, 2019, 190 páginas), de Ray Cunha, escritor, jornalista e terapeuta em medicina tradicional chinesa, de Macapá/AP, e que mora atualmente em Brasília/DF. Em JAMBU, o leitor conhecerá a Amazônia profunda, aquela capaz de resistir até a um bombardeio atômico, e entenderá o que foi a Operação Prato e a Data-Limite, de Chico Xavier.

Você pode adquirir JAMBU nos sites do Clube de Autores e da amazon.com.br

Edição do Clube de Autores

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Depois do infarto

Anjos: Minha princesa, Iasmim; tia Graça; eu e minha gata, Josiane Souza Moreira
Genro, Eduardo Yamamoto Moriya, e Iasmim

BRASÍLIA, 11 DE DEZEMBRO DE 2019 – A vida fica mais lenta após o infarto do miocárdio, e sentimos um pé no vazio e no silêncio. Como o coração é o órgão que digere os sentimentos, advém uma sensação de fim de linha, logo superada, quando nos lembramos das rosas e do mar. Depois do infarto não há mais urgência, e nos apegamos ainda menos a tudo. E quando tudo passa, logo depois daquela dor pungente, nem os livros que escrevemos nos importam mais, até porque eles não são mais nossos; são de quem os ama. Será que alguém ama alguma das histórias que criei? Creio que não. Talvez ame um verso, ou só o título de um conto, quando muito. Mas que importa, agora, depois do infarto?

As dores começaram há muito tempo, alimentadas por exageros inacreditáveis, mas dos quais não me arrependo, porque o passado não existe. Como, não existe? Alguém pode provar que o passado existe? Só existe o agora, e agora estou escrevendo este texto sobre o passado. Então, o passado é só isto: um texto. A primeira estrela explodiu na madrugada de 12 de novembro. Fui a nocaute. Mas não estava mais raciocinando direito, e pensei que fossem prosaicos gases. De manhã, fui caminhar, com minha gata, Josiane, no Parque da Cidade, mas me faltou ar e voltei para casa. Minha gata queria me levar imediatamente para o pronto socorro, mas resisti.

À tarde, fui ao supermercado, parando no caminho todo. Já não raciocinava mais. Na madrugada do dia 13, uma quarta-feira, as estrelas começaram a explodir, uma a uma. Enquanto minha gata chamava o Uber, peguei uma agulha de acupuntura e furei meus dedos dos pés para sangrá-los, aliviar a tensão e chegar a tempo no Hospital Brasília, no Lago Sul. Quando chegamos, enquanto minha gata cuidava da papelada, entrei na sala do clínico geral para ele preencher a papelada dele. Então gritei, o mais alto que pude: – Estou sofrendo um infarto!

Para ver como são os hábitos. Em vez de usar o neologismo “infartar”, mais direto, rápido, disse que estava sofrendo um infarto. Mas surtiu efeito. O clínico geral renunciou à anamnese, me pôs numa cadeira de rodas e minha gata levou-me para a antessala de cirurgia, onde uma equipe médica se reuniu. Uma enfermeira perguntou o que eu estava sentindo. – Infarto! – gemi.

Eram 5 horas, a mesma hora de quando eu nasci, quando o dr. Fabio Feurharmel Giuseppin começou a intervenção. Apaguei. O dr. Fabio introduziu por meio de um cateter na artéria do braço direito um stent na desembocadura da principal artéria do coração, que estava entupida. Aí, fui levado para a UTI.

Passei a quarta-feira enjoado. Quase não comi nada, e vomitei. No dia seguinte, amanheci com fome, tomei banho e caminhei pelos corredores do hospital ao lado de uma enfermeira bonita como uma modelo, de modo que quando o dr. Fabio foi me visitar me encontrou rindo e inventando que tentei fugir do hospital, de camisola, mas fui identificado e detido no outro lado da rua e conduzido para a UTI.

Mais tarde, inventei que à meia-noite um paciente internado na UTI arrancou todos os fios ligados a ele e foi à lanchonete, onde pediu 10 quibes e um litro de Coca-Cola, aí, foi agarrado e descobriram que se tratava de um gorila, pet de um sujeito que adorava o gorila e não queria interná-lo numa clínica veterinária. Então me alertaram que os enfermeiros poderiam ouvir aquelas histórias e pensarem que eu estivesse louco, e eu acabasse na ala dos alienados. Fazia sentido.

Sexta-feira, comecei a sentir tédio, e fui informado de que quanto mais eu caminhasse, mais cedo receberia alta. Então, na companhia de um enfermeiro tão jovem que parecia um garoto, andamos por todo o jardim, que tem um lago cheio de carpas e tilápias e quatro mangueiras. No mesmo dia, pedi para deixar a UTI e sábado de manhã fui para um apartamento. Domingo, eu estava inquieto. Quando o médico do dia, dr. Samuel Abner da Cruz Silva, chegou, conversei com ele e depois de me examinar e fazer várias perguntas, convenceu-se de que eu estava realmente bem, e me deu alta. Voltei para casa.

Aos poucos, volto a sentir os rumores do Sudoeste, do quarto andar do meu prédio, e o cheiro do Parque da Cidade, a sentir a pele da minha gata quando a madrugada é a única coisa que existe no mundo, e voltei a percorrer minha estante, a voltar a trabalhar em um novo livro e a sair de vez em quando. Depois do infarto, basta a lembrança dos que amamos para que nos sintamos o homem mais forte do mundo, o mais rico, mais feliz.

Depois do infarto, sinto, urgentemente, que nada é mais importante do que amar, pois o amor a tudo aplaca e cura, e que devemos ser felizes, pois o riso e o perdão são pepitas de luz que depositamos no coração dos que nos amam. E é por eles, os que nos amam, que devemos superar o infarto, e, quando for a hora, partir discretamente, sem que ninguém perceba, para as estrelas. E já sei como é lá, devido às orações que recebi!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

A vida se passa em uma crônica de Fernando Canto, em uma tela de Olivar Cunha, em um conto de Hemingway, em um romance de Fitzgerald, em um bate-papo com meu pai

Olivar Cunha, Ray Cunha e Josiane Souza Moreira Cunha: agora é a eternidade

Edição da amazon.com
BRASÍLIA, 5 DE DEZEMBRO DE 2019 – No primeiro volume dos 40 livros fundamentais da Seicho-No-Ie, Masaharu Taniguchi desenvolve uma teoria interessante: em uma década e meia todas as células do corpo humano são renovadas, de modo, que, a rigor, tem-se um novo corpo em relação há 15 anos. Mas continuamos sentindo as mesmas coisas. Logo, entre A e B, existe algo que subsiste, algo essencial, presente.

Há 2.500 anos, os budistas já sabiam que a matéria não existe, e, no início do século passado, um cientista, judeu-alemão, Albert Einstein, teorizou esse conhecimento. Hoje, sabe-se, cientificamente, que não existe matéria. O que há são vibrações, que, para fins de estudo, são denominadas prótons, elétrons e nêutrons, e vazios imensos. Essas vibrações formam átomos, que formam moléculas, que formam energia densa, ou seja, matéria. No caso do corpo humano, as células, tijolos da carne, são formadas por átomos, e animadas pela vida.

Edição do Clube de Autores
Desde Alan Kardec, no século 19, e depois, a partir de 1947, com a aparição cada vez mais comum de discos voadores e ETs, bem como da hoje numerosa literatura psicografada por médiuns, só mesmo cientistas empedernidos, como Stephen Hawking, afirmam que tudo é matéria e que não existe nenhum plano além da matéria, a qual, para eles, surgiu de um tal de big-bang, há 15 bilhões de anos, e também que nós, seres humanos, surgimos de uma célula que adquiriu vida sabe Deus como, se multiplicou, e, milhões de anos depois, evoluiu até formar o cérebro humano tal como o conhecemos hoje.

Cientistas há que já sabem que nós, seres humanos, somos espíritos, criaturas de outros planos, além da matéria, assim como inúmeras raças que habitam o Universo, e que encarnamos para obter a experiência da matéria e evoluir mais rapidamente, pois neste plano tudo muda a todo instante e somos cercados de limitações, inclusive a da morte carnal. Mas no império da lei, que é a vida, tudo no Universo avança, nada retrocede, e não há passado, nem futuro. A eternidade é agora.

O espírito é uma expressão da Vida, e, quando encarna, utiliza-se de um corpo ao qual podemos chamar de perispírito, ou corpo astral, ou, para ser acadêmico, psicossoma, que se conecta com a hipófise, ou pituitária, e esta ao cérebro, para que o espírito possa utilizar o corpo carnal, uma espécie de escafandro usado para a caminhada sob a força de gravidade da Terra.

Assim, nessa caminhada, só existe o agora e o agora, o momento mesmo da vida. Nostalgia, remorso, sentimento de culpa, ansiedade, angústia, são sentimentos deslocados do presente e que remetem ao medo, e o medo corrói o períspirito e se reflete no corpo carnal em doenças, como câncer.

Então, todos buscam viver o agora e o agora, o momento mesmo da vida, a liberdade do espírito, que não adoece, que não arrasta um corpo material e que pode ir para aonde quiser. Masaharu Taniguchi prega que podemos atingir esse estado aqui e agora, no mundo cármico. Acontece de turistas ocidentais irem à Índia e observarem monges, cercados de miséria, meditando à margem do poluído rio Ganges. Mas ali, só está o corpo carnal dele. Onde estará seu espírito? Talvez nem na Via Láctea, mas a bordo de uma nave rumo à Hidra-Centauro.

A vida é um tesão, como disse Olivar Cunha. E só podemos ter a noção do agora e o agora, a alegria de viver, a intensidade, o voo vertiginoso da luz, quando amamos. Amar é quando percebemos o azul, quando avançamos no misterioso labirinto da mulher amada, quando crianças riem na manhã, em meio a zínias e rosas, quando a sensação do primeiro beijo nos transporta para a eternidade. E só amamos pelo desapego. Não tenho apego a nada, nem a mim mesmo; este é o segredo da velocidade superior a da luz, a do elétron.

Antes de escrever o romance A CASA AMARELA, passei anos sonhando, de forma recorrente, o mesmo sonho: planava, mesmo sem ter asas, sobre a casa da minha infância, que era amarela, e sobre jardins imensos de zínias multicoloridas e rosas vermelhas. Então comecei a criar uma história, e quando a concluí, nunca mais sonhei com a casa amarela. Na história que criei há um portal, o Quartinho, onde escritores, personagens de ficção e pessoas vivas e mortas se reúnem. Ali, a vida é para sempre, como uma crônica de Fernando Canto, uma tela de Olivar Cunha, um conto de Hemingway, um romance de Fitzgerald, um bate papo com João Raimundo Cunha, meu pai.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

A vida é um tesão, como cheiro de mulher nua

Tudo o que quero é comparecer ao encontro marcado com a mulher amada

Ernest Hemingway e meu pai, João Raimundo Cunha, tinham 61 anos quando partiram para o éter. Sei como as coisas são nessa idade. Nós três nos encontramos no Quartinho da Casa Amarela, portal onde vivos e mortos confabulam numa festa sem fim. Hemingway gosta do balcão do bar; papai prefere o quintal. E eu curto intensamente tudo o que tenho.

Aos 21 anos, perdi-me, durante décadas, em um emaranhado de labirintos, até descobrir que estivera andando em círculos. Hoje, caminho melhor nesse mergulho, guiado pela experiência da longa caminhada. Meus sentidos, inclusive o sexto, estão encharcados de espilantol, meu corpo denso começa a desaparecer e me sinto flutuando no éter.

Tantas coisas me proporcionam prazer intenso: ver as pessoas que amo, ouvir o som da Terra no espaço, a madrugada, riso de crianças, Mozart, gemidos da mulher amada, ler, dormir, meditar, andar à toa, especialmente em grandes livrarias, tomar tacacá, montar a luz, sentir cheiro de mulher nua. O tempo vai deixando de existir, dilui-se, o passado são cinzas atiradas ao mar, e não há amanhã, só há o agora eternizando-se.

Erguer universos com palavras tem sido isso que me sustenta, e que me faz enxergar a nudez das rosas e o mistério que as mulheres exalam, nunca desvendado, porque eterno. Sou dono de tesouros imensos, de valor inestimável, pois desenvolvi a capacidade de sentir o voo da luz, o cheiro mar e o choro dos jasmineiros, nas tórridas noites do mundo, em agosto, e em todos os meses. Tenho telas de Olivar Cunha e sinto a presença das rosas que Isnard Brandão Lima Filho ofertou para a madrugada. E sou capaz, como um mágico, de aliviar dores com agulhas.

Não desejo mais descobrir ouro no morro do Salamangone, Serra Lombarda, município de Calçoene, no estado do Amapá, nem escalar o Pico da Neblina, nem pilotar um Boeing 777, nem praticar kendo, nem saltar de paraquedas, nem de mergulhar no coração das trevas da Amazônia. Basta-me a companhia de Hemingway, ou de Gabriel García Márquez, ou de Vargas Llosa, ou de Machado de Assis, ou de Rubem Fonseca, para viajar por mundos insuspeitos. Se não posso mais beber Cerpinha enevoada no quarto de um hotel, no sétimo andar, sei que na hora de ser enforcado sou salvo e durmo com a princesa.

Tudo o que quero agora é comparecer ao encontro marcado com a mulher amada, criar universos, sentir a noite, como um navio iluminado, embriagar-me com o perfume das virgens ruivas, ouvir o som da madrugada, sentir a presença do mar, do trópico, do sol das oito no rosto, diluir-me no acme e reaparecer no azul.

sábado, 30 de novembro de 2019

CRÔNICA/Como o primeiro beijo

Se uma criança quer ficar triste, alegro-a, pois posso até voar! Sério!

A cidade pulsa ao calor. Há dias de vento forte, e chove. Assim é dezembro. Lemos, nas mentes das pessoas, que depositarão novamente todas as suas esperanças no primeiro dia do novo ano, pois isso já está assegurado, porque a vida renasce todos os instantes, para o que precisamos apenas ofertar rosas para a madrugada.

Dezembro traz toda a magia da vida, até para os que se julgam perdidos na noite dos danados; basta ouvir o riso dos pequeninos para que surja o sol nos jardins do mundo. Não importa quanto mal tenhamos praticado; quando sentimos o perdão, todas as correntes se partem e descobrimos que é fácil voar.
Abrirei, como sempre faço, meu relicário, e ofertarei todas as pedras preciosas que reuni em toda a minha vida, focos de luz que só vemos com o coração, esmeraldas, rubis, diamantes e silêncio.

Em dezembro, brota uma flor nos olhos da mulher amada, as manhãs são redentoras, as tardes escoam como rios amazônicos e as noites são navios grandes e bem iluminados.

Sou o apanhador no campo de centeio. Estou aqui, de vigília; as crianças brincam. Estou atento. Se a bola cai longe, vou apanhá-la e a devolvo para as crianças. Se uma delas se machuca, consolo-a, e quando sentem fome, alimento-as, e se alguma delas quer ficar triste, alegro-a, pois posso até voar.

E assim vão-se os dias, embalados pelo azul. O Natal bate à porta do meu coração, e virá o novo ano, em voo vertiginoso como o primeiro beijo. As madrugadas, as noites tórridas da Amazônia, o choro dos jasmineiros, o Atlântico, abrem-se na minha vida em veredas de zínias e rosas colombianas, vermelhas. E isso é tudo o que eu quero.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Depois de ler o ensaio romanceado JAMBU a Amazônia nunca mais será a mesma para você!

Ray Cunha nasceu em Macapá e trabalhou como jornalista em Belém/PA,
Manaus/AM e Rio Branco/AC. Atualmente mora em Brasília/DF
Edição da amazon.com
Conheça a Amazônia profunda, e a cidade mais emblemática da Hileia, Macapá, a capital do estado do Amapá, no romance JAMBU, de RAY CUNHA.

Qual é a grande tragédia dos amazônidas, será sua submissão ao colonizador, serão os políticos da região?

A Amazônia é nossa? Por que tantos Ufos e ETs vivem aparecendo lá, como na Operação Prato?


Qual é o papel da Amazônia no futuro da Humanidade?

Existe uma Amazônia espiritual?

Edição do Clube de Autores
A ação de JAMBU se desenrola durante o Festival de Gastronomia do Pará e Amapá, no Hotel Caranã, no bairro do Pacoval, em Macapá. O jornalista João do Bailique, que está fazendo a cobertura do festival, trabalha numa edição especial da revista Trópico Úmido, abordando a chamada "Questão Amazônica", ao mesmo tempo que investiga um traficante de crianças e mulheres para escravidão sexual.

Neste romance ensaístico, ou ensaio romanceado, personagens de ficção, como o jornalista João do Bailique, se misturam a personagens reais, vivas ou mortas, como o poeta Isnard Brandão Lima Filho, o artista plástico Olivar Cunha, a cantora lírica Carmen Monarcha, o compositor Waldemar Henrique, o médium e astrofísico Laércio Fonseca e o escritor e ex-espião Jorge Bessa.

Depois de ler JAMBU, a Amazônia nunca mais será a mesma para você!

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

ETs intensificam contatos com a Humanidade, dando início a uma era de paz e prosperidade. JAMBU, ensaio romanceado, desvenda a Data Limite de Chico Xavier; fala sobre a importância de Masaharu Taniguchi e da Seicho-No-Ie; divulga o trabalho do médium e astrofísico Laércio Fonseca; e desnuda a Operação Prato

Edição da amazon.com.br

BRASÍLIA, 22 DE NOVEMBRO DE 2019 – JAMBU (Clube de Autores e Amazon.com.br, Brasília, 2019, RAY CUNHA, 190 páginas) é um romance ensaístico. Seu argumento é a edição de número especial da revista Trópico Úmido, pelo jornalista João do Bailique, durante o Festival de Gastronomia do Pará e Amapá, no deslumbrante Hotel Caranã, em Macapá, “a cidade mais emblemática da Amazônia”.

Nessa jornada, para compreender a Amazônia, a edição especial da revista Trópico Úmido aborda uma faceta pouco difundida da Hileia: a espiritual, dos Ufos e ETs. Assim, João do Bailique descobre a interligação entre os planos do carma, a lei de causa e efeito, e do espírito, descobrindo que nada é por acaso, desde as visitas dos espanhóis ao Amapá, antes de 1500, até a Data Limite mencionada por Chico Xavier.

A leitura de JAMBU é fundamental para todos que queiram entender a Amazônia, o Brasil e a geopolítica que envolve o Trópico Úmido.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

JAMBU, romance ensaístico de RAY CUNHA, mergulha no ventre da Amazônia, esmiúça a Operação Prato e diz o que é a Data-Limite


Edição da amazon.com.br

Edição do Clube de Autores
BRASÍLIA, 11 DE NOVEMBRO DE 2019 – JAMBU (Clube de Autores e Amazon, 190 páginas, 2019), novo romance de RAY CUNHA, mistura ensaio e ficção, personagens de ficção e personagens reais, vivas ou mortas, e subverte datas históricas. A sinopse do romance é a seguinte: o Festival de Gastronomia do Pará e Amapá está acontecendo no luxuoso Hotel Caranã, no bairro do Pacoval, em Macapá, sob os auspícios do Grupo Fortaleza. João do Bailique, editor da revista Trópico Úmido, patrocinada também pelo Grupo Fortaleza, prepara uma edição especial sobre a Amazônia, abordando a chamada Questão Amazônica. Assim, a edição se constitui em um mergulho nas entranhas da Hileia.

Isso quer dizer que não são investigados apenas questões como internacionalização da Amazônia, o embuste ianomâmi, corrupção de colarinho branco e de ONGs, tráfico de crianças para escravidão sexual etc., mas também o lado esotérico da coisa: o que foi a Operação Prato, quando a Força Aérea Brasileira investigou a presença de Ovnis e ETs na costa do Pará; o que virá após a Data-Limite, predita por Chico Xavier? Existe um comando no mundo espiritual monitorando a história da humanidade, e, nesse contexto, a história do Brasil? JAMBU responde a todas essas perguntas.

RAY CUNHA, que hoje reside em Brasília/DF, nasceu na cidade mais emblemática da Amazônia, Macapá/AP (o romance diz por que Macapá é tão emblemática assim), e, durante mais de uma década, trabalhou e viajou como repórter por toda a Hileia, além de, há décadas, pesquisar a história, a geografia e a geopolítica da região. Também é estudioso da questão espiritualista e da existência de alienígenas, detentores de tecnologia a anos luz à frente dos conhecimentos da ciência humana.

Segue trecho de JAMBU, no qual João do Bailique entrevista Jorge da Silva Bessa, um dos maiores pesquisadores e escritores brasileiros das questões espiritualista e ufológica:

“Para João do Bailique, quem esclareceu o mistério foi Jorge da Silva Bessa, autor do livro Discos Voadores na Amazônia – Operação Prato, belenense, residente em Brasília. Pesquisador, autor de 17 livros, graduado em Economia e pós-graduado em Educação a Distância, formado em Medicina Tradicional Chinesa e em Psicanálise, especialista em assuntos relacionados à atividade de inteligência e de planejamento estratégico. Em 15 de agosto de 1996, foi nomeado para o cargo de coordenador geral de Contrainteligência da Subsecretaria de Inteligência da Casa Militar da Presidência da República, o órgão que ficou encarregado pela área de Inteligência do Governo Federal após a extinção do Serviço Nacional de Inteligência, e que deu origem à atual Agência Brasileira de Inteligência. Tinha entre suas responsabilidades a condução da contraespionagem, do contraterrorismo, a segurança das comunicações e a salvaguarda dos documentos sigilosos que ao Estado cumpria preservar. Anos mais tarde, Bessa abraçou o estudo de assuntos metafísicos e espiritualistas, tentando estabelecer pontes entre ciência e espiritualidade, tema abordado em alguns dos seus livros. Acompanhou in loco a Operação Prato. Ao entrar em contato com ele e entrevistá-lo, Bailique pensava nas eternas perguntas existenciais dos filósofos, teólogos e cientistas: “Quem somos nós? Qual a finalidade da vida? Por que o Universo foi criado? Se de fato foi criado, quem o criou e com qual finalidade? Estamos sozinhos no Universo? Caso contrário, que tipo de vida existe além do nosso planeta? Qual a constituição física dos outros seres?” Além disso, pensava também sobre o registro de objetos voadores não identificados desde o início da nossa civilização, concluindo que os ETs tentam apenas, e, por enquanto, discretamente, auxiliar a Humanidade. Embora no livro Discos Voadores na Amazônia – Operação Prato Bessa tenha defendido a tese de que os ETs que apareceram em massa em Colares estivessem apenas pesquisando a Amazônia, ocorreu a João do Bailique, ao ler o livro, que a Amazônia Oriental, ou Atlântica, que abarca os estados do Pará e Amapá, é a região que melhor representa o Trópico Úmido, por apresentar todos os ecossistemas amazônicos, inclusive o mar.

“Aventamos anteriormente a possibilidade de que os alienígenas tivessem interesse em colher dados relativos a um dos mais importantes ecossistemas do planeta, a Amazônia, para fins de estudos. A mesma necessidade de informações sobre possíveis doenças a serem enfrentadas na hipótese de um futuro contato, justificaria a presumida coleta de sangue humano verificada em diversas oportunidades” escreve Jorge Bessa, em Discos Voadores na Amazônia – Operação Prato. Mas o pesquisador foi além, na entrevista exclusiva para a Enfoque amazônico.

“Jorge Bessa – A questão, hoje, não é mais saber se os extraterrestres existem, mas sim como aproveitar melhor a sua presença, à luz das últimas descobertas da ciência e dos conhecimentos espiritualistas. Muitos pesquisadores dão um grande destaque à Operação Prato apenas porque o coronel Hollanda levou o caso a público, revelando que a Aeronáutica tinha investigado o fenômeno, o que motivou um especial do Canal History, mas, pelos parcos resultados palpáveis ou esclarecedores obtidos, o brigadeiro comandante do Comar, Protásio Lopes, mandou encerrar a operação; e as autoridades do SNI, em Brasília, não deram a mínima. Minhas hipóteses para o fenômeno continuam as mesmas que apresentei no livro Discos Voadores na Amazônia – Operação Prato. Quanto ao sangue, temos que destacar que não houve comprovação clara de extração de sangue, apenas pequenas marcas nos seios de algumas mulheres, que, acreditava-se, era resultado do foco de luz emanado. Já fui convidado para participar como palestrante de três congressos de ufologia para tratar do caso e sempre respondo que não há o que acrescentar ao que o coronel Hollanda disse e que tudo o que sei foi expresso no meu livro, nada mais acrescentando, a não ser a visão espiritualista do fato.

Trópico Úmido Quem são os ETs?

“Jorge Bessa Seres como nós, com um nível mais avançado de desenvolvimento tecnológico, mas que nem sempre têm o mesmo nível de desenvolvimento espiritual. Filhos do mesmo Deus, e que habitam as diversas casas na Morada do Pai, muitas vezes auxiliando no processo de evolução antropo-espiritual daqueles que se encontram ainda nas primeiras classes das diferentes escolas de evolução da consciência.

Trópico Úmido – Teria a presença dos ETs na Amazônia a ver com a defesa da Hileia frente à ambição dos europeus, e agora também dos americanos e chineses, pelas riquezas que o subcontinente guarda, considerando-se que os ETs querem ajudar a Humanidade, e a Amazônia é o regulador da temperatura do planeta, evitando, assim, cataclismos com potencial para exterminar a raça humana?

“Jorge Bessa Os cataclismos vão acontecer inelutavelmente, como acontecem ciclicamente, porque fazem parte do planejamento superior daqueles que têm a responsabilidade pela evolução em nosso planeta e em nosso cantinho no Universo. Como existem cientistas que já discordam da tese de ser a Amazônia o pulmão do mundo, e que os ETs não estão preocupados com as riquezas materiais que interessam aos europeus, americanos e chineses, é possível que suas pesquisas façam parte de um levantamento de ordem global, já que se realiza em diversas partes do globo, e que tenha por objetivo a realocação dos habitantes do Hemisfério Norte para essa região, depois da ocorrência dos eventos apocalípticos que deverão se processar com mais intensidade naquela região do planeta.

Trópico Úmido Por que os ETs ficaram mais de dois meses em Colares? O que eles queriam naquela ilha na costa do Pará?

“Jorge Bessa Busco até hoje resposta para essa questão. Não podemos descartar, também, a possibilidade de se tratar de viagens de estudos e pesquisas que muitos grupos de extraterrestres realizam em diferentes regiões do sistema solar, segundo informações oriundas do plano espiritual.

Trópico Úmido – Para que os ETs coletariam amostras de sangue da população local?

“Jorge Bessa Essa é outra questão não respondida. Poderíamos arriscar, como hipótese, que seria uma pesquisa para ver se aquela população fazia parte do mesmo grupo que sofreu mutações genéticas realizadas por ocasião da vinda dos degredados de Sirius ou de Capela, conforme afiança Emmanuel em seu célebre A Caminho da Luz, psicografado por Chico Xavier.

Trópico Úmido – Comente a tecnologia utilizada nos discos voadores.

“Jorge Bessa A única afirmação permitida é que se trata de uma tecnologia muito superior à existente em nosso planeta, considerando a velocidade e a energia que movia as naves.

Trópico Úmido – A raça humana teria sido projetada pela espiritualidade?

“Jorge Bessa Segundo as informações provenientes de centenas de obras espíritas e espiritualistas, toda a vida que enxameia o Universo é criação de Deus, que se utiliza de seus auxiliares – consciências cósmicas de conhecimento e capacidade de difícil entendimento pelo ser humano no atual nível de evolução –, os chamados Jardineiros Cósmicos, ou Siderais, e que são responsáveis pela realização da panspermia, ou seja, o plantio e cultura dos Filhos de Deus, que nascem simples e ignorantes, mas que, partindo do átomo mais simples se desenvolvem até chegar aos chamados Tronos de Deus, no nível de arcanjos cósmicos. Apesar de todo o planejamento cósmico, esse processo evolutivo segue por diferentes caminhos, mas todos os Filhos de Deus um dia chegarão ao ápice da evolução espiritual.

Trópico Úmido – O corpo humano seria um computador biológico, projetado para que espíritos que estão nas trevas possam evoluir mais rapidamente, por meio do sofrimento, principalmente o apego à matéria?

“Jorge Bessa É claro que o corpo físico é o instrumento, ou farda, que permite aos espíritos em evolução a ingressar nas salas de aulas das diferentes escolas de evolução, que servem a todos, indistintamente. Para os espíritos renitentes no egoísmo, no orgulho, na vaidade, na exploração do próximo, no desamor, e uma série de outros sentimentos e condutas consideradas nocivas à comunidade e que atrapalham a evolução, o corpo físico é o que lhes permite atuar em planetas materiais e atrasados. O amor do Pai permite que esses seres, chamados trevosos – pois negra é a sua consciência – e que se tornam um entrave à evolução de seus companheiros de jornada, sejam exilados em planetas primitivos, cujo ambiente seja mais afim com suas inclinações. Essa reencarnação em planetas primitivos é uma dádiva que lhes permite realizar a reforma moral e aliviar suas consciências atormentadas pelos desvios pretéritos, ao mesmo tempo em que auxiliam aqueles que se encontram nos primeiros passos na longa escalada da evolução.

“Aqui termina a curta entrevista de Jorge Bessa à revista Trópico Úmido”.
Ray Cunha no monumento ao Marco Zero do Equador, em Macapá

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Os homens que não amam as mulheres




RAY CUNHA
 

BRASÍLIA, 5 DE NOVEMBRO DE 2019 – Conversando outro dia com um amigo, crítico literário, perguntei-lhe o que ele achava dos livros do americano Dan Brown, autor de O Código da Vince, seu livro mais conhecido. Ele me olhou escandalizado.

– Não é literatura! – disse-me, convicto. 

Neste artigo não vou falar de Dan Brown, mas do sueco Stieg Larsson. Da sua trilogia, Millennium: Os homens que não amavam as mulheres, de 2005, A menina que brincava com fogo, de 2006, e A rainha do castelo de ar, de 2007. Os três livros somam pelo menos 1.500 páginas, viagem de alguns dias dos mais intensos que já vivi. É literatura policial de ponta. Coisa desses tempos pós-modernos do século 21. 

Larsson não era nenhum Shakespeare, nenhum Faulkner, mas sabia escrever, e, sobretudo, sabia sobre o que estava escrevendo. Nasceu em 15 de agosto de 1954, em Estocolmo, onde viveu boa parte da sua vida, como um dos mais influentes jornalistas suecos. Aliás, o segundo papel mais importante da série Millennium é a de um jornalista, da revista Millennium, que dá, ao longo dos três livros, uma aula de jornalismo. Larsson trabalhou na agência de notícias TT e fundou e dirigiu a revista Expo. Denunciou organizações neofascistas e racistas, pelo que foi ameaçado de morte, e foi coautor de Extremhögern, livro sobre a extrema direita sueca. 

Os três livros de ficção de Larsson constituem-se em verdadeira aula para estudantes de jornalismo. Mostra que o repórter, quando segue uma pista, por mais perigosa que seja, deve persistir, se vale a pena, considerando que sua denúncia será das mais relevantes para o bem-estar da democracia, ameaçada inclusive por outros jornalistas, aquela banda podre da profissão, os corruptos, que só têm um objetivo: pôr as garras em alguns maços de dinheiro. 

Larsson morreu em 9 de novembro de 2004, aos 50 anos, de ataque cardíaco, ao subir os sete lances de escada da revista Expo, pois o elevador havia quebrado. Mas acabara de escrever e de entregar ao seu editor a série Millennium, publicada nos anos seguintes. Em 2013, a editora Norstedts convidou o escritor sueco David Lagercrantz a assumir a continuação da série, criando mais dois volumes: A garota na teia de aranha, de 2015, e A garota marcada para morrer, de 2017, ponto final à saga, que já vendeu mais de 100 milhões de livros em todo o mundo. 

A série foi adaptada para o cinema, com a atriz Noomi Rapace no papel de Lisbeth Salander e Michael Nyqvist no papel do jornalista Mikael Blomkvist, após versão hollywoodiana dirigida por David Fincher, na qual Rooney Mara é Lisbeth e Daniel Craig, o melhor James Bond, é Blomkvist, na adaptação do primeiro livro da série, Os homens que não amavam as mulheres.

Lisbeth é o nome da heroína da série Millennium. Aos 15 anos, Larsson testemunhou o estupro coletivo de uma jovem e jamais se perdoou por não tê-la ajudado. O nome dela era Lisbeth. Na ficção, Lisbeth Salander é uma hacker brilhante, desajustada social, bissexual, com corpo de menina, que faz justiça à sombra, especialmente quanto aos homens que não amam as mulheres, os machões de todos os quilates, dos apenas imbecis aos estupradores e assassinos. Acabamos amando Lisbeth, desejando sua companhia, nem que seja apenas para sentar-se à mesa da cozinha, tomar café e bater papo com ela.

domingo, 3 de novembro de 2019

JAMBU, romance de Ray Cunha, homenageia o poeta Isnard Lima e o pintor Olivar Cunha

Isnard Lima, autor de ROSAS PARA A MADRUGADA
Olivar Cunha, gênio do pincel e da espátula
Capa de JAMBU do Clube de Autores
Trecho de JAMBU, novo romance de RAY CUNHA, homenageia a pianista Walkíria Ferreira Lima, pioneira das artes em Macapá, cidade natal do autor, e dois gigantes do Amapá: o poeta e cronista Isnard Brandão Lima Filho e o artista plástico Olivar Cunha. Segue-se o trecho:

"Além de estudantes e expectadores em geral, que disputaram uma das duas mil poltronas da luxuosa casa de espetáculos, a aristocracia amapaense estava em peso no Teatro Açaí, do Hotel Caranã, muitos deles em roupas de luxo, algumas, espalhafatosas, lembrando sapos encasacados, inchados de tanta comida e dinheiro, guardado em bancos e malas; se fossem postos de cabeça para baixo não cairia um níquel sequer, pois quem é viciado em dinheiro esconde-o. Alguns estavam tão inchados que se alguém ficasse olhando para eles esperaria ouvi-los coaxar.

"Quando a professora Walkíria Ferreira Lima entrou no palco, os músicos da Orquestra da Escola de Música do Amapá levantaram-se e o público também, aplaudindo-a em pé. De porte frágil, agigantava-se no púlpito. Nascera em Manaus, onde se formou em música, começando os estudos de piano aos 10 anos de idade. Chegou a Macapá na década de 1950, e começou a lecionar canto orfeônico na Escola Barão do Rio Branco e na Escola Industrial do Amapá, antes da criação do Conservatório Amapaense de Música, onde ensinou piano e solfejo. Walkíria Lima foi ainda uma das fundadoras da Academia de Letras do Amapá, patrocinando a cadeira 40. Casou-se com o mágico Isnard Brandão Lima e teve um único filho, o poeta manauara-macapaense Isnard Brandão Lima Filho, autor de Rosas Para a Madrugada e Malabar Azul. Isnard sentara-se na primeira fila. Pálido, olhos amendoados e olhar intenso, cabeleira penteada como a de Castro Alves, bigode, fumante inveterado e dipsomaníaco, lembrava um misto de toureiro e dançarino de tango. Ao lado dele, sentara-se o gênio do pincel e da espátula Olivar Cunha, que assinava os 21 painéis que compunham a exposição oficial do Festival de Gastronomia do Pará e Amapá".
Capa de JAMBU na amazon.com.br

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

A cura do câncer


RAY CUNHA
raycunha@gmail.com 


BRASÍLIA, 31 DE OUTUBRO DE 2019 – A teoria mais difundida sobre a causa primordial do câncer é a da célula geneticamente defeituosa que escapou do sistema imunológico e começou a se multiplicar e a se espalhar no organismo. Drogas, como tabaco e álcool, enfraquecem a defesa orgânica, assim como obesidade, dieta pobre, sedentarismo, falta de higiene, poluição, defeitos genéticos hereditários, vírus e radiação.

As células defeituosas são como animais parasitas dentro de corpos hospedeiros. O sistema imunológico é composto de um exército de milhões de células especializadas em eliminar qualquer célula defeituosa e microrganismo invasor, um exército em permanente prontidão Mas um corpo debilitado não consegue defender-se.

Na medicina ocidental, ou alopática, os médicos tratam sintomas, nos órgãos ou regiões do corpo, utilizando fármacos e cirurgia. No caso de câncer, o paciente pode ser atendido com radioterapia, cirurgia, quimioterapia, cuidados paliativos e muito analgésico.

Na medicina tradicional chinesa, as síndromes são eliminadas por meio dos meridianos energéticos que circulam no corpo, os quais conduzem a energia primordial, Qi para os chineses, e que se manifesta como yin ou yang. Assim, enquanto na medicina alopática os efeitos colaterais incluem a morte, na medicina chinesa caem para zero.

Tumor, na medicina chinesa, é fleuma, ou massa viscosa, ou calor e umidade, fatores que causam desequilíbrio no meridiano do baço-pâncreas, órgão energeticamente incumbido de remover a umidade interna, a qual provoca travamento no livre e equilibrado fluxo energético. Exemplos de fleuma: catarro, cisto, mioma, cálculo renal ou na vesícula, e tumores benignos ou malignos.

O baço, na medicina chinesa, controla o sangue, os músculos, a ascendência do Qi e abriga o pensamento. Um dos maiores inimigos do baço são as emoções ruins, como a preocupação, por exemplo, e que levam o paciente à depressão. Assim, por meio de acupuntura, aurículo, fitoterapia e moxa, ao remover a umidade e calor internos do organismo está-se combatendo câncer.

Porém, uma coisa fundamental, que nem a medicina ocidental, nem a chinesa, têm, é a visão espiritualista da questão. Nenhuma doença, nada, começa a partir do corpo. Nem doença genética começa a partir do corpo. As doenças começam, sempre, na mente, como emoções ruins. O corpo físico apenas reflete essas emoções, em forma de síndromes, ou de acidentes e tragédias.

Tudo começa no espírito. Antes de encarnar, o espírito participa de uma reunião com seus mentores para definir sua evolução no plano da matéria, encarnando em um corpo, projetado por engenheiros espirituais, especial para aquele espírito que vai encarnar. Mas até um câncer programado para acometê-lo pode ser anulado, dependendo da performance do espírito no caminho da sua evolução.

A hipófise, ou glândula pituitária, localizada na base do cérebro e do tamanho de uma ervilha, é o chacra do duplo etéreo, ou corpo etéreo, por onde o perispirito, ou corpo astral, se comunica com o cérebro. Na acupuntura, esse chacra equivale ao ponto número 20 do vaso governador, o meridiano do yang, localizado no alto da cabeça. Ele nos conecta com o plano espiritual, razão porque o utilizo sempre, não importa que protocolo realize.

Emoções prolongadas, por exemplo, de medo, ódio, tristeza, remorso, preocupação, ressentimento, podem causar as mais diversas síndromes, inclusive câncer, se já houver predisposição para isso. A solução: mesmo que o paciente seja terminal, ele deve começar a amar, se não amava; a perdoar, se odiava; a agradecer, se era ingrato. E para que doença alguma não se torne um pesadelo, ame, seja grato, não julgue, seja útil. Isso é pura luz, e onde há luz não há câncer.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Suave é a noite

Estou só, na tarde. A tarde está sempre cheia de mistérios. Visto uma camisa branca de algodão, calças e blazer azuis de linho, e sapatos pretos de couro. Meu rosto está bem barbeado e recendo a La Nuit de L’home, e assim misturo-me aos murmúrios e cheiros da tarde. Fragrâncias do mar, vindas do meu coração, amalgamam-se ao perfume das virgens ruivas. A tarde é azul, tão azul que escorre numa tela de Olivar Cunha. Ouço sussurros, como o roçar dos lábios de uma mulher de olhos verdes, mas sei que são apenas sons da tarde.

Estou só, na tarde, pois minha amada viajou. Assim, navego no rio da tarde ao encontro da minha amante. Meus passos me levam a um café no Setor Hoteleiro Sul. Há tantas mulheres lindas no café! Duas conversam sentadas em um sofá. Uma é loira e seus olhos são azuis como a tarde; a outra é ruiva, e seus olhos se confundem com esmeraldas. Riem. Seus risos são cristalinos como crianças recém-lavadas, ao sol matinal da primavera. Conversam tão animadamente que seus lábios, grandes e vermelhos, parecem uma dança. Degusto o primeiro coquetel do dia. Preparo-me para quando minha amante chegar.

A tarde agoniza. Morre como uma rosa, que, depois de se tornar a joia mais delicada, bela e preciosa do mundo, deixa eterno rastro de luz. Assim desliza o rio da tarde. Logo a cidade será um transatlântico iluminado, com as criaturas mais esplendorosas do universo, que são as mulheres, espargindo seu perfume, como jasmineiros em tórridas noites em Belém do Pará.

Uma jovem mulher passa ao meu lado, quase roçando em mim. Volto-me para vê-la. É uma negra em vestido de seda, tal qual uma que vi na Estação das Docas, em Belém. Talvez fosse da Guiana Francesa, ou de Trinidad e Tobago, ou da Martinica. Falar em Martinica, se Hemingway estivesse aqui comigo eu o convidaria para pescar ao largo de Sucuriju, no Amapá. Bem que Fernando Canto poderia estar comigo nesta tarde, que morre. Mas o poeta tem suas próprias tardes, que são, certamente, emersas no perfume das virgens ruivas, e mar, pois o poeta decifrou a dimensão da intensidade e tem olho clínico para cheiro de maresia.

Não tenho nem Hemingway, nem Fernando Canto, nem a mulher amada. Só me resta esperar mais um pouco para cair no colo da minha amante.

Ela chega suavemente, e, quando a percebo, sua luz ofuscante entra nos meus sentidos e me conduz à dimensão do primeiro beijo. Nunca estamos preparados para a intensidade da amante, que é puro mistério, é amante de todos os homens, e, principalmente, de todas as mulheres. Ela é a noite.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

A Amazônia é do Brasil ou é internacional? Por que os ETs gostam tanto de andar pela Hileia? Leia o novo romance de Ray Cunha: JAMBU


BRASÍLIA, 1 DE OUTUBRO DE 2019 – O que significa data-limite, mencionada por Chico Xavier? Quem são os ETs? O que querem na Terra? De ondem vêm? São seres materiais? Como fazem viagens intergalácticas? Por que os ETs se interessam tanto pela Amazônia? O que foi a Operação Prato? A Amazônia é mesmo do Brasil? Afinal, o que é a Amazônia? As respostas a essas perguntas estão em JAMBU (Clube de Autores, Brasília/DF, 190 páginas, 2019), novo romance de Ray Cunha, que se passa durante o Festival de Gastronomia do Pará e Amapá, no Hotel Caranã, em Macapá, a cidade mais emblemática da Hileia.

Enquanto o Festival Gastronômico do Pará e Amapá revela ao mundo a cozinha mais saborosa do planeta, o oceanógrafo, arqueólogo, taxidermista e jornalista João do Bailique, editor da revista Trópico Úmido, e sua esposa, a chefe de cozinha e oceanógrafa Danielle Silvestre Castro, dona do Hotel Caranã, estão à caça do traficante de crianças e de grude de gurijuba Jules Adolphe Lunier. Neste romance, a Bacia Amazônia se espraia em vários planos, um dos quais o espiritual.

Personagens vivas, como o filósofo japonês Masaharu Taniguchi; o escritor, astrofísico e médium Laércio Fonseca; o escritor, psicanalista e acupunturista Jorge Bessa; o pintor Olivar Cunha, se misturam a personagens de ficção nas ruas da cidade mais emblemática da Amazônia. Assim, a Fortaleza de São José de Macapá, maior ícone dos macapaenses, é a tradução perfeita da cidade que se debruça sobre o maior rio do mundo, o Amazonas, na confluência da Linha Imaginária do Equador.

Construída por escravos, negros e índios, sob o obsessivo domínio português, para resistir à marinha inglesa, embora só tenha sido atacada por malária, a Fortaleza de São José de Macapá foi o cadinho no qual se forjou a etnia macapaense. Os portugueses cruzaram com os africanos e geraram mulatos, e fornicaram com os índios, formando uma população de mamelucos; os africanos misturaram-se com os índios e legaram cafuzos; e mulatos, cafuzos e mamelucos misturaram-se, fechando o círculo, numa diversidade étnica viva nas ruas de Macapá, nas nuances de peles que vão do alabastro ao ébano, passando pelo bronze e jambo maduro, unidos pelo sotaque caboco: a fusão do português falado em Lisboa, doces palavras tupis, línguas africanas, patoá das Guianas, tudo triturado em corruptela. 

RAYCUNHA nasceu em Macapá e trabalhou por mais de uma década como repórter na Amazônia, baseado em Belém, Manaus, Santarém e Rio Branco. Em Brasília, onde mora desde 1987, embora trabalhando na imprensa local, continuou escrevendo sobre a Amazônia.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Guiana Francesa, a última colônia europeia na Amazônia, onde os franceses fazem a festa

BRASÍLIA, 26 DE SETEMBRO DE 2019 – Após o histórico discurso do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), terça-feira 24, esclarecendo que a Amazônia não está à venda e que o Brasil não é a casa da mãe Joana, o presidente da França, Emmanuel Macron, com aquele seu jeitinho de garoto perdido da mãe, citou a Amazônia como cavalo de uma “batalha essencial para reduzir a emissão de carbono”, ignorando solenemente que os europeus arrasaram suas florestas e que metade do território francês é usada para a agricultura, enquanto que o Brasil só utiliza para isso menos de 10% do seu território e que a maior parte da Hileia está conservada. Nos últimos dias Macron tem acusado os brasileiros de tocar fogo na floresta, insinuando que deveria haver uma intervenção dos países hegemônicos na região.

Bolsonaro afirmou que “é uma falácia dizer que a Amazônia é um patrimônio da humanidade e um equívoco, como atestam os cientistas, afirmar que a Amazônia, a nossa floresta, é o pulmão do mundo. Valendo-se dessas falácias um ou outro país, em vez de ajudar, embarcou nas mentiras da mídia e se portou de forma desrespeitosa e com espírito colonialista. Questionaram aquilo que nos é mais sagrado, a nossa soberania”. Macron, que dispõe da bomba atômica e de colônia na Amazônia, a Guiana Francesa, pode até espernear e ameaçar, mas o rapaz é apenas linguarudo mesmo.

Sente-se, nas entrelinhas do que diz Macron, para a mídia que come nas mãos dos comunistas, a arrogância do colonizador. A França é um dos países que mais sofrimento infringiu, e continua infringindo, nas suas colônias, especialmente na África. Na América do Sul, sua colônia é cinicamente chamada de departamento ultramarino, mas é refém das políticas da União Europeia em um continente estranho à Europa.

A verdade é que a Guiana Francesa é governada pela França em regime colonialista linha-dura, obrigada a exportar 70% de seus recursos naturais – especialmente minérios – para a França e importar 90% de todos os bens de consumo da metrópole, segundo o secretário de relações internacionais da União dos Trabalhadores da Guiana Francesa, Jean-Michel Aupoint, que luta pela independência da Guiana Francesa. Rafael Pindard, do Movimento de Descolonização e Emancipação Social da Guiana Francesa, afirma que os guianenses não têm o direito de utilizar os recursos naturais e a terra sem pedir autorização ao governo francês.

A França mantém várias colônias mundo afora, mas a Guiana Francesa é estratégica, por três motivos: é lá que a França mantém uma das maiores bases de lançamento de foguetes da União Europeia; a França mantém na região um aparato militar capaz de rápida e eficiente intervenção na Amazônia; e tem acesso a recursos naturais inimagináveis, muito dos quais ainda intocados. O que os guianenses recebem em troca disso é quase nada.

A França governa a Guiana Francesa com mão de ferro, com total controle político e militar. Como parte dessa política, não interessa à França munir a colônia com infraestrutura, nem desenvolvimento; interessa manter uma população mantida em casa, com bastante enlatados para comer e euro para comprar cachaça. Esqueçam saúde e educação. Segundo Aupoint, o interior da colônia está abandonado. Mas ninguém é besta de sair falando por aí sobre a situação dos guianenses. A repressão francesa é famosa. Basta um rápido olhar sobre a Argélia, por exemplo. Assim, o estado francês desestimula qualquer movimento de independência da última colônia europeia na América do Sul.

A Guiana Francesa é colônia, ou casa da mãe Joana, há mais de 400 anos. Ocupada originalmente por índios aruaques, a região já foi explorada por ingleses, holandeses, espanhóis e portugueses, até ser reivindicada para a França por Daniel de La Touche, o mesmo que fundou São Luís do Maranhão. De 1852 até 1938, foi um dos presídios mais degradantes do mundo; os franceses enviaram para lá, para morrer, cerca de 80 mil presos. Durante muito tempo, a França ambicionou o atual estado do Amapá, chegando, inclusive a invadir o território, então pertencente ao atual estado do Pará.

A maior parte da população é descendente de escravos e indígenas. A taxa de desemprego é de 22% e a expectativa de vida é de 58 anos. Cerca de 40% das crianças vivem abaixo da linha de pobreza. A violência também é explosiva. Uma rápida pesquisa em sites de instituições internacionais confirmam esses dados.

A ONU é cheia de falácias: “Todos os povos têm o direito inalienável à liberdade absoluta, ao exercício de sua soberania e à integridade de seu território nacional. Proclama-se solenemente a necessidade de pôr fim rápido e incondicional ao colonialismo em todas as suas formas e manifestações” – diz trecho da Carta de Concessão à Independência aos Países e Povos Coloniais da Organização das Nações Unidas (ONU), de 1960.

Hoje, mais de 61 países ainda são colônias: 16 da França, 15 da Grã-Bretanha, 14 dos Estados Unidos, seis da Austrália, três da Nova Zelândia, três da Noruega, dois da Dinamarca e dois da Holanda. A China, por exemplo, tem outras tantas colônias. É mais negócio para muitas dessas colônias continuarem comendo nas mãos dos colonizadores, porque suas economias são fracas. Será esse o caso da Guiana Francesa?